História Ceo - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Terceiro Capítulo.



— É hora de acordar, são seis 'horas. É hora de acordar, são seis horas. Maldito despertador! Só não quebrei ainda esse troço barulhento porque é nada menos que meu celular, mas eu juro que mudo esse toque hoje sem falta. Levanto com os olhos ardendo pela péssima noite de sono na qual um tal CEO dominador não saiu da minha cabeça nem em sonhos. Com certeza isso é falta de sexo, certo? Eu só preciso de um pouco de diversão e estará tudo resolvido. Faço minha higiene matinal e vou para a mesa tomar café, já encontrando Tae lá sentada. Normal meus caros, ele quase mora aqui em comigo. Seus olhos de um tom castanhos estão com uma animação de dar inveja e já pressinto uma chuva de perguntas.

— Ei, Cloud, senti sua falta ontem amigão. Onde você estava que não veio me receber quando cheguei?

Meu cachorro vem ao meu encontro, abanando o rabo em resposta, e baixa o olhar como se estivesse se desculpando comigo. Malandro! Ele sabe que não resisto a essa carinha manhosa. Eu encontrei Cloud ainda filhote, perdido pela rua e foi paixão à primeira vista. Seu olhar doce e carente não me deu qualquer escolha senão levá-lo para casa quando quase o atropelei. Ele é um vira-lata amarelo com pintas brancas e já está comigo há cerca de três anos.

– Tudo bem, querido, está perdoado. Papai chegou tarde ontem e sei que você dorme cedo como o bom garoto que é. Tio Tae já deu seu café?

É incrível como ele parece me entender. Quando cito o nome de meu amigo, ele olha pra ele em reconhecimento. Às vezes tenho a impressão de que os animais pensam muito mais do que determinados seres humanos. Eles pensam com o coração.

– Deu uma esticadinha ontem?  - Hope pergunta, enquanto dou uma migalha de pão a Cluod. — Quando cheguei aqui você ainda não estava.. fui para cama você ainda não havia chegado.  - Como havi dito Hope praticamente mora aqui.  

– Dei uma esticadinha sim, mas não foi em qualquer lugar que esteja pensando. Fiquei até tarde na editora. O bam bam-bam da empresa apareceu lá e pediu para que eu ficasse até mais tarde.
Ele faz biquinho, segurandobalguns fios de cabelos acobreados, quando percebe que suas expectativas não foram alcançadas.

– Ah, entendi. E eu aqui pensando que você tinha decidido dar um up em sua vida e se divertir. Esses homens velhos geralmente tem uma mulher que não os satisfaz em casa, então só pensam em ganhar dinheiro, por isso gostam tanto de prender funcionários na empresa. Bando de mal-amados. Lembro dele ter sido muito evasivo quando perguntei sobre sua noiva. Ela seria esposa? Não, provavelmente não, já que a
aliança estava na mão direita.

– Ele não é velho – falo naturalmente, enquanto derramo um pouco de suco no meu copo.

Ele para de mastigar o pão e fixa seus olhos em mim como sebtivesse acabado de dizer que fodi loucamente sobre a mesa com meu chefe.

— Quer dizer que ele não é velho do tipo gordo e careca, que tem esposa e amantes na rua? - Reviro os olhos, achando graça do modo estereotipado como todos veem os grandes executivos.

– Definitivamente ele não é velho, muito menos gordo e careca, Hope.

– E esse mesmo executivo jovem, magro e cabeludo a prendeu na empresa até tarde? Porra, me diga que outros funcionários foram obrigados a ficar lá também.

– É... parece que não. Acho que apenas eu. Hope me surpreende quando levanta da mesa. Logo ele senta novamente.

– Se você está enfatizando tanto essas palavras, é sinal de que ele é feio, não é? Eu não lhe dou qualquer resposta. Enquanto mexo o suco com o dedo, minha mente vai de encontro à imagem de um rosto sério, mas com cada traço milimetricamente perfeito e másculo. Posso afirmar que não há nada de feio naquele homem. Ele me tira do transe, quase me ensurdecendo, aos gritos.

– Não, ele não é feio! Seu chefe é bonito? Estou vendo em seu rosto que ele é. Diz pra mim, Jungkookie, você vai investir nele, não vai? Se ele for solteiro e você der mole, tenho certeza de que vai te querer. Você é tão lindo e precisa ter alguém ao seu lado.

Ele quase não respira e está me deixando sem fôlego também.

– Deixa de falar besteiras, Hope. Você sabe que não tenho tempo nem para me coçar, quanto mais para me envolver com um cara tão complicado
quanto Jimin.

– Chamando o chefe pelo primeiro nome? Minha nossa, prevejo dias agitados nesta casa. 

– Ele carrega uma aliança enorme no dedo, sinal de que é comprometido, está bem? Ainda que não fosse, você sabe como minha vida é corrida, ele também não olharia assim para mim.

– Onde está a diversão em sua vida? Deus, se você não tivesse a mim para te alegrar um pouco, provavelmente estaria frequentando um convento, garoto.

– Ra, ra, ra! Completamente exagerado.

— Ei, falando em diversão, vou ao cinema com Tae hoje. Quer vir conosco?Ouço a voz de Hope um tanto longe porque estou indo para o quarto pegar minha mochila. Ele e Tae namoram há aproximadamente um ano desde que se conheceram, graças a mim. 

— Imagina se vou atrapalhar vocês. Além disso, meu novo chefe não está contente com minha saída da empresa no horário. Ele me quer trabalhando como um relógio até tarde.

— Você precisa entender que nunca seria um inconveniente pra nós, Kookzinho. Tae te adora e não é como se ficássemos nos agarrando em público o tempo inteiro.

— Hum-rum. Sei.

— Mas foi impressão minha, ou ouvi você sussurrar que seu chefe te quer?

— Você ouviu o resto da frase, Hope? Ele me quer até tarde.

A expectativa de reencontrar Park Jimin na editora já está me deixando nervoso. Não sei exatamente lidar com o imprevisível e chego à conclusão de que ele é exatamente assim. Deus, isso me deixa assustado demais. Depois de chegar mais uma vez atrasado à editora, passo toda a tarde fazendo meu trabalho incrivelmente sem ser incomodado por ninguém. Minha expectativa era de que seria convocado qualquer momento para voltar à sala do chefe, mas não é o que acontece. Não sei dizer se o sentimento que me domina é de alívio por não ter que lidar com a presença esmagadora de Jimin ou se seria uma ponta de tristeza por não ter que encarar aqueles lindos olhos misteriosos. Só sei dizer que algo me incomoda enquanto me concentro para não deixar uma palavra passar despercebida e atrapalhar meu trabalho.

— Ele não te quis hoje? Levanto o olhar apenas para me deparar com um par de seios duros e grandes inclinados sobre o meu rosto. O decote que Lisa está usando deveria serconsiderado um atentado ao pudor pelas leis do país. 

Tudo isso é para chamar a atenção do CEO da editora?

– Nem hoje nem ontem nem dia nenhum, Lisa. Se você está se referindo ao Sr. Park, já falamos tudo que era necessário no que diz respeito ao trabalho. Não há motivos para que ele me chame hoje.  Muito bem, Jeon. Continue dizendo isso para convencer a si mesmo.

— Não sei se foi impressão minha, mas senti que você estava esperando por mais um convite hoje. Em seu lugar, eu estaria. Oh, Deus, estou sendo tão óbvio assim?

– É impressão sua — digo em um só fôlego, parecendo mais ansioso do que deveria. Respiro fundo antes de continuar. 

– Olha, Liss, se ele nos encontrar batendo papo, pode implicar porque estou com o cronograma apertado. Que tal deixarmos essa conversa para depois?

— Preciso que me ajude, Jeon.

— Oi? Mil vezes oi?

— Fale sobre mim para ele. Comente sobre minha eficiência e beleza como quem não quer nada. Tente colocar os holofotes sobre mim.

– Por... por que eu faria isso? - controle-se! Você consegue.

Ela joga os cabelos para o lado, coloca uma caneta na boca como se acabasse de descobrir a teoria que vai lhe dar o Prêmio Nobel de Física.

– Se o foco estiver em mim, ele vai parar de pegar em seu pé e você se livra de um chefe inconveniente lhe dando ordens. Prometo deixá-lo bastante ocupado. Eu quero me livrar dele? E mais, eu gostaria de vê-lo ocupado? Ah, merda! Não entendo o motivo de estar fazendo esse tipo de perguntas a mim mesmo. Talvez eu tenha gostado daquele jogo de gato e rato em seu escritório ontem, talvez eu tenha me excitado com sua mensagem sobre a vontade de me algemar, talvez eu tenha que dar um jeito de escapar mais cedo e correr para um sex shop para acabar com minha tortura.

– Está bem – ela bate palmas e dá pulinhos como uma foca fazendo sua apresentação.

— Eu sabia que podia contar com você, lindinho.

— Mas tem uma condição. Pare de atrapalhar meu trabalho e me encher de perguntas sobre ele. Vou fazer minha parte e o resto é com você, combinado?

- Combinadíssimo! É uma pena que você não possa começar imediatamente com nosso plano. Ele não está na editora e ouvi Yoongi dizer que ele não vem hoje. Nada melho que um dia após o outro. Park Jimin ainda não sabe, mas será meu.

– Já viu o tamanho da aliança em seu dedo?

– Ah, Jeon, ninguém é páreo pra mim. Será uma questão de tempo até que aquela aliança saia de lá ou não me chamo Lisa.

Então hoje eu não o verei poraqui. Melhor assim, não é mesmo? Agora nada mais pode me distrair e ainda terei o bônus de sair em meu horário. Eu poderia ter mais sorte do que isso? Minha mente diz que não, mas não entendo por que meu coração está começando a dizer que sim.

.



Saio da editora às cinco em ponto grato por não ter que ficar até mais tarde como fiquei no dia anterior. Nenhum dos meus chefes estava na casa e nem deixou qualquer determinação para me manter lá, então não estou cometendo nenhum crime em sair mais cedo. O vento forte bate no meu rosto e fecho os olhos para sentir o ar fresco do fim da tarde tocar a minha pele, trazendo um aroma delicioso, próprio do outono. Decido andar um pouco. O lugar onde pretendo ir não fica tão distante da editora e esticar as pernas é tudo o que preciso depois de passar a tarde inteira sentado numa cadeira. Olho para um lado e para o outro. Eu sei que sou quase um adulto e que não há nada demais em comprar um brinquedo sexual, mas não é algo que se queira compartilhar caso encontre um conhecido na rua, não é mesmo? Queria que Hope estivesse aqui. Ele é mais resolvido nesse tipo de coisa e com certeza me ajudaria a obter o que quero e dar no pé.

— Boa tarde. Como posso te ajudar, garoto?

Uma vendedora simpática me atende, vestida em um espartilho e uma saia justíssima que deve chamar mais atenção dos clientes do que os produtos
que está vendendo. Sabe aquelas mulheres que aparecem em comerciais de cerveja na televisão? A garota em minha frente é um exímio exemplar. É incrível como o mercado abusa da imagem feminina relacionada ao sexo.

— Estou procurando um...uh... brinquedo sexual — minha voz sai em um sussurro.

– Ah, queridinho, brinquedo sexual é o que mais tem aqui. Nós temos vibradores de todas as cores e tamanhos, alguns até parecem de verdade. Temos bolas, anéis penianos, algemas, chicotes, alguns objetos eletrônicos, outros manuais, tem para todos os gostos. Experimente esse. Deus, eu entro na loja como um espião disfarçado de James Bond e a garota está praticamente proclamando aos quatro ventos a minha opção sexual.  Ela toma a minha mão e posiciona sobre um pênis de borracha grande e grosso coberto por um material que imita a pele humana. Puxo-a de volta como se tivesse acabado de tomar um choque. A sem vergonha começa a rir da minha cara.

— Está bem. Você realmente precisa de ajuda. Olha, serei mais discreta, ok? Vejo que você não se relaciona com um homem há algum tempo e está precisando de um pouco de diversão. Eu não sou homofóbica nem nada e sei o quanto um garotinho como você só quer ser preenchido de vez em quando. 

— Ei, vamos com calma por favor. -Falo um tanto já constrangido. 

— Oh, não fique com vergonha garoto é normal. 

        É normal? 

– Bom mas você está procurando algo para brincar a dois, certo? 

– Não. Estou em busca de um brinquedo para ser usado na intimidade do meu quarto.

– Aha! Acho que entendi. Você gosta mais do estilo... grupal hein, safadinho? – diz ao pé do meu ouvido com quem conta algum segredo. Ah, minha paciência... nunca pensei que poderia ser tão difícil assim.

– Não, porra! - estou praticamente gritando e já chamo a atenção de alguns poucos clientes que estão na loja. — Eu preciso de um vibrador para usar sozinho. So-zi-nho! Ela levanta a sobrancelha e abre um sorriso de lado. 

— Por que não disse antes, garoto? Eu sei exatamente do que precisa.

Ela abre uma gaveta e tira de dentro um vibrador tamanho médio, em um tom rosado com um formato um tanto estranho, fico curioso.

— Por que ele tem essa ponta virada para cima? — pergunto, tendo certeza de que meu rosto está da mesma cor do objeto em minha mão.

— Essa pontinha é o grande segredo fara maravilhas em você. Sorrio. Já estou começando a gostar dessa maluquinha.

— E esse outro aqui? Aponto para algo pequeno que daria para levar na bolsa.

Ela pega na bancada e coloca sobre a palma da minha mão. Tomo um susto quando o troço começa a vibrar forte.

– É um bullet, queridinho. Ótimo para aquele momento que você está no trabalho e se depara com um homem delicioso sabendo que ele está inacessível. O que você faz? Corre para o banheiro e dá um jeito rápido de baixar o fogo entre suas pernas. A imagem de Park se personifica em minha cabeça, cabendo milimetricamente na descrição que essa doidinha está fazendo. Senti ondas de calor com o jogo de palavras que ele fez ontem, com seu olhar intenso, apenas com sua presença. Os argumentos da vendedora são muito convincentes.

– Acho que vou levar os dois.. – digo num impulso, provavelmente são hormônios sexuais de um adolecente falando mais alto do que qualquer fio de consciência que eu ainda tinha. 

— Maravilha! Você não vai se arrepender. Eu tenho alguns deles e costumo brincar sozinha, acompanhada, às vezes até mesmo com uma amiga ou amigos e... Argh! Não lembro do momento que perguntei sobre a vida sexual movimentada dela.

– Ok, – leio seu crachá. — Rose. Vou levar esses dois. Entrego meu cartão de crédito a ela na esperança de que faça todo o processo ligeiramente para que eu dê o fora dali o mais rápido possível. Ela faz, contudo acho que a sorte resolve me abandonar nesse momento. Uma voz rouca, masculina e familiar faz com que todos os pelos do meu corpo se arrepiem da cabeça aos pés. Não... Isso não pode estar acontecendo comigo.

– Eu gostaria de fazer algumas encomendas. Quem poderia me ajudar? É ele. Eu não preciso me virar para saber que Park Jimin está no mesmo lugar que eu. E o pior, esse lugar é um sexy shop. Dá pra imaginar a cena? Eu estou em um sexy shop com o meu chefe lindo de morrer que me deixou com tesão ontem e é o principal motivo pelo qual estou aqui. Oh, Deus, não permita que ele me reconheça. Rose me entrega o cartão e corre para atender Jimin. Antes, eu sussurro para ela.

– Acho que vou experimentar algumas cuecas, ok? Pode atender o cliente sem pressa enquanto estarei no provador.

Ela sacode a cabeça sem tirar a atenção do homem à sua frente. Pego uma tonelada de peças íntimas empilhadas em um cesto grande e corro para o provador, rezando para que ele suma rápido daqui. Pensando bem, até que a ideia de comprar algumas peças não é tão ruim. 

— Eu quero um pug, duas canetas comestíveis de cores diferentes, lubrificantes, preservativos com aroma e gostaria de saber se esta loja aceita encomenda de braceletes de ouro 22 quilates. Senhor, não é possível que além de lindo, esse homem seja um verdadeiro profissional no sexo. Ele fala de cada produto com a habilidade de quem compra pão numa padaria.

– Sim, senhor. Fazemos peças lindíssimas.

– Aqui está o modelo e os nomes que devem estar impressos. 

Ele continua explicando o que deseja a uma vendedora mais que disposta a ajudá-lo a ponto de ela ter me esquecido no provador. Não sei explicar, mas sinto uma ponta de tristeza por saber que ele está comprando tudo aquilo para usar com alguém por aí. É claro que esse sentimento não é normal. Eu acabei de conhecê-lo e não houve nada além de uma tensão sexual momentânea entre nós, mas é algo que eu não estou conseguindo controlar. Tudo isso deve acabar assim que eu começar a usar minhas novas aquisições. Preciso acreditar nisso.

— Quero discrição, por favor – Jimin continua. - E urgência nos braceletes. Passo aqui semana que vem para buscar. Claro, senhor... Park. A voz de Rose é trêmula e nervosa, comprovando que esse homem não exerce seu poder de dominação apenas sobre mim. Alguns cabides caem da minha mão, fazendo um barulho alto no provador. Droga, espero que ele já tenha ido ou terei que fazer a caminhada da vergonha na frente dele.

– Está tudo bem aí? – Rose pergunta, abrindo a cortina, me flagrando com uma cueca na mão com formato de
elefante e uma tromba bizarra na frente. Ela abre um sorriso sugestivo e eu apenas dou de ombros. 

– Tirando a bagunça que acabei de fazer, está tudo certo. Seu cliente já foi embora? Ela suspira alto, perdida em
pensamentos.

— Você precisava ver o tipo de homem. Garoto, o cara que saiu daqui exala feromônios pelos poros. Duvido que uma mulher ou homem, precise de qualquer brinquedo sexual se estiver na cama com ele. Eu gozaria apenas de olhar seu corpo nu. Engulo em seco, fingindo que desconheço sobre quem ela esteja falando, ainda que minha cabeça compartilhe da mesma opinião que ela. Meu chefe definitivamente não é do tipo que passa despercebido por qualquer lugar.

– É uma pena não ter visto esse deus do sexo. Vou levar algumas peças. Pode embalar rapidamente? Preciso me
apressar.

Ela faz tudo com a mesma eficiência de antes e saio da loja com grandes expectativas de acabar com esses hormônios infernais no meu corpo antes que eles acabem comigo. A noite já desponta no céu escurecido e as ruas estão um pouco mais vazias que antes. Apenas alguns pedestres caminham e carros transitam com tranquilidade. Dou passos longos em direção ao metrô perto da editora. Provavelmente nesse horário não tenha mais ninguém lá, contudo não me importo porque há seguranças durante vinte e quatro horas cuidando do local. Me assusto quando alguns adolescentes saem de uma via escura, rindo alto uns para os outros. Talvez eles sejam adolescentes normais com seus amigos, saindo para festas e bebemdo até tarde.  E eu que tipo de adolescente sou que saí comprando vibradores? Ando ainda mais rápido em busca do metrô, mas penso que meu coração vai sair pela boca no momento que meu braço é puxado sem dó para uma parte escurecida da via. Um milhão de cenas se passam por minha cabeça, menos aquela que está prestes a acontecer.

— Você perdeu o juízo, Jeon? Por que está caminhando sozinho pela rua? Não sabe que esse trajeto é perigoso? O toque forte em meu braço começa a abrandar e, por um instante, tenho receio de que minhas pernas falhem e eu desabe em seus braços ali mesmo. Seu perfume almiscarado invade minhas narinas acompanhando sua respiração quente e ofegante muito próxima a mim. Tenho vontade de envolver meus braços em seu pescoço e sentir a segurança que sua simples presença transmite. Não entendo como posso me sentir segura quando ele é o único homem capaz de me despertar medo.

Medo de querer o que eu não posso ter.

– Hum... desculpa, eu preciso ir ao metrô.. e já está quase na hora.  

Seu rosto está muito, muito próximo ao meu, então passo a língua nos lábios, me preparando para um beijo arrebatador mesmo que algo dentro do meu peito diga que isso seria completamente errado. Meu coração bate forte, me levando a sentir seu pulsar em outras partes do corpo que já imploram por atenção. Jimin alisa meus braços como se me ofertasse segurança e estou prestes a suplicar que me dê mais. Para minha frustração, ele apenas escova seus lábios nos meus, segura meus pulsos e deposita um beijo suave em cada um deles, jogando a cabeça para trás como se juntasse forças para resistir.

— Vamos para a editora, pequeno garotinho. para pegar meu carro e levá-lo  para cara, afinal preciso zelar mais por sua segurança já que poderia ser algum psicopata em meu lugar hoje. Não me perdoaria se perdesse meu futuro fotógrafo. Definitivamente, ele é bipolar. Eu ainda sou um manteiga derretida tentando me recompor enquanto ele consegue vestir sua maldita máscara de CEO de um segundo para o outro quando há pouco estava quase me beijando. 

É mole?

Jimin me leva até em casa e, assim como na noite anterior, sou surpreendido por uma mensagem que vai me dar o que pensar por mais uma madrugada inteira.


          ...



Espero que tenha feito boas compras no sexy shop. Estou curioso para testar cada uma delas com você, meu garotinho traveso.   

  ...

Sem ler mais uma palavra, eu pego vibrador rosa que acabo de comprar e me jogo sobre a cama. Park Jimin não sabe, mas estará compartilhando os brinquedos comigo nesse instante. Nem que seja apenas em pensamento.




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