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História Ceo. - Capítulo 18


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Notas do Autor


☻🙏

Capítulo 18 - Capítulo 17




Depois de tomar um café da manhã reforçado no próprio quarto do hotel fazermos amor incansavelmente mais uma vez, Jimin e eu compartilhamos a piscina de hidromassagem novamente. Ele está massageando meus cabelos com tanto carinho que eu quase chego a acreditar que toda aquela conversa sem rótulos, sem compromisso foi apenas da boca pra fora. Como eu gostaria de parar o tempo e passar uma vida presa nestes braços fortes sem me preocupar se haverá um amanhã no qual ele não esteja.

— Jeon, você já ouviu falar em BDSM? - ele me tira do transe com sua pergunta.

 Bd.. o quê? Não. Do que se trata Jimin.

— Você entendo porque me refiro à você por "garotinho"?

 Ah, minha idade? 

— Não exatamente.

— Hum... interessante. Tem algo a ver com aquela coisa de correntes, chicotes, sadomasoquismo? Ele ri. Ah, como adoro esse sorriso.

—  Sim, Jeon. embora não tenho tanta prática em sadomasoquismo, deva confessar que de coisas novas, gosto das restrições e alguns brinquedos. Eu não pretendo usá-los como um ritual, mas sempre vale experimentar tudo que nos traga prazer.

— Sim, acho que você está certo.

— Estaria disposto a conhecer um pouco mais sobre o assunto?

— Você quer dizer... na prática?

— Sim, sim. Eu quero dizer na prática. Confia em mim? O que há para pensar? Tenho certeza de que terei um mundo de experiências sexuais com este homem e cada vez tenho mais certeza de que ele vai acabar me estragando para todos os outros.

— Sim, eu gostaria e sim, confio em você, Jimin.

— Obrigado. Ele dá um beijo no topo da minha cabeça e puxa meu braço para levantarmos da hidro. Pega uma toalha e me enxuga como se eu fosse um bebê que precisa de cuidados. Deus, como posso marter meu coração distante depois de ser tratada com bebê. Como posso manter meu coração distante depois de ser tratada com tanta ternura?

— Você não precisava me enxugar - digo, quando ele me cobre com um roupãо. Shhhh. Qual é a graça de ficar questionando tudo que eu faço? Sinto prazer em cuidar de você. É tão difícil entender isso? E tudo tão repentino e esmagador. Ontem eu era apenas um faz tudo e estudante tentando me equilibrar nos ponteiros do relógio. Hoje estou em uma suite presidencial sendo tratada como príncipe pelo homem mais lindo que já pus os olhos.

— Corro o risco de me acostumar facilmente com isso e você pode não estar lá quando eu precisar.

— Nunca deixe de viver um momento com medo do que pode acontecer amanhã, garoto. Tenho certeza de que deixarei boas lembranças do melhor sexo da sua vida. Cretino!

— Você é um idiota convencido e arrogante, sabe disso?

 Sei, mas sempre é bom ouvir você dizer. O pior é que ele tem razão. Mesmo que eu nunca vá lhe confessar isso nem sob tortura, ele está coberto de razão. Duvido que seja ao menos parecido com outro homem. Jimin sempre será a lembrança do melhor sexo da minha vida.

— Por que saímos com tanta pressa da piscina? Eu estava tão confuso e protegido em seus braços que me senti levemente abandonado quando me tirou de lá.

— Eu quero levá-lo a um lugar. Preciso pegar algumas encomendas.

— Encomendas? Tipo algum terno ou material para a editora?

— Não. Nada de ternos, muito menos a editora. Hoje é tudo a nosso respeito.

  Para que tanto mistério?

— Aonde exatamente vamos, Jimin?

– Já, já você vai descobrir. Pego alguns dos ternos jogados sobre a mesa e escolho o mais simples de todos mesmo que não tenha ideia do lugar que ele vai me levar. A única boxer que eu trouxe comigo está suja, então decido sair sem qualquer peça intima. Não sei se é boa ideia no momento que passo por ele e sua visão me acompanha.

— Jeon, eu não posso sair com você usando apenas isso, sem roupas íntimas. Droga. Ofereço-lhe um sorriso e seguro em seu queixo, debochadamente.

— Não foi você quem me trouxe até aqui e está me convidando a sair, garanhão? Eu posso comprar minhas próprias peças íntimas. Não preciso que alguém o faça, então mantenha seu controle ou podemos apenas permanecer trancados neste quarto o dia inteiro. Eu não me oporia. Ergo minhas mãos quando digo a última frase e ele agarra meus pulsos, puxando meu corpo de encontro ao dele.

 Não tenho ideia do que vou fazer com você, mas prometo que vou dar um jeito de te punir por sua audácia.

— Aguardo com ansiedade, Sr. Park. Ele solta meus pulsos e dá um tapa forte na minha bunda. Eu pulo com o susto e ele gargalha com vontade. Lindo. Simplesmente lindo! Saímos do quarto de mãos dadas como o casal de namorados que não somos. Devo parecer um idiota por isso, mas me sinto tão bem quando passamos pelo saguão do hotel e todas as cabeças femininas e mais algumas masculinas se viram na direção do homem suntuoso ao meu lado. As mulheres parecem um tanto decepcionadas quando percebem que não está sozinho e, por um instante, posso nutrir a doce ilusão de que Jimin é meu, de que me pertence e eu a ele.

— Senhor? O motorista abre a porta de sua Mercedes grafite para entrarmos e fico grato por não ser a limusine desta vez. Se esse carro já é um tanto esmagador, aquele lá era a mais clara demonstração de que pertencemos a mundos completamente diferentes. Ele nunca solta minha mão enquanto as grandes avenidas passam por nossas janelas, anunciando verdadeiros arranha-céus que cruzam com as nuvens esparsas de um dia ensolarado. Começo a me familiarizar com o lugar onde estamos chegando. Quando o carro estaciona de frente a uma loja, eu me certifico de que não estou delirando. Jimin está me levando ao mesmo sexy shop no qual estive outro dia.

— Por que estamos aqui? Pergunto, receoso.

— Você conhece este lugar, Jeon?

– Claro que sim e você sabe disso já que andou me espionando.

— Verdade? E se eu dissesse que foi pura coincidência estar passando do outro lado da rua quando a vi entrar aqui. Eu estava à procura de uma loja desse tipo, mas não tinha percebido que estava debaixo do meu próprio nariz até que a vi.

— Certo. Acontece que toda essa conversa não explica que diabos estou fazendo aqui hoje, Jimin. Tem algo a ver com aquele tal de BD...

– BDSM. Sim e não. Tenho um presente para você. O acompanho para dentro da loja meio ressabiada, pouco à vontade. Eu quase morri de vergonha da última vez que estive aqui sozinho, imagine agora que estou acompanhado.

— Sr. Park, seja sempre bem-vindo. Há algo que posso fazer para ajudá-lo desta vez? Diga-me e farei qualquer coisa. Oi? Que dia me tornei invisível e não me dei conta? Dou alguns passos para frente e me posiciono ao lado de Jimin que larga minha mão apenas para abraçar minha cintura possessivamente. A vendedora... como é o nome dela mesmo? Ah, fulana. Não lembro. Mas ela não disfarça sua cara de espanto quando percebe que ele não está só.

— Vim buscar minha encomenda.

– Claro, sua encomenda. Me acompanhe, por favor. Ela estreita o olhar em minha direção como se estivesse fazendo um esforço para me reconhecer. Começo a rezar internamente para que não lembre faça o vexame daquele dia ser completo agora que Jimin está aqui.

— Aqui estão, Sr. Park. Ele pega uma caixa vermelha e dourada coberta de veludo de tamanho médio. Abre a caixa em formato de porta-joias e parece contente como que vê dentro já que seu sorriso sensual brota no rosto. 

— Estamos sempre à disposição para o que precisar, senhor. Seu sorriso aberto se desvanece quando me olha.

 — Ah, agora me recordo. Você não é o garoto que veio comprar vibradores outro dia? Oh, meu pai do céu.

 Menino, mas você é danadinho mesmo, hein? Conseguiu rapidamente substituir o brinquedo por... Ela não consegue completar a frase quando percebe que o homem ao meu lado não está aprovando sua invasão de privacidade.

— Desculpe, eu... se não precisam mais de mim, vou atender outro cliente. Fiquem à vontade.

Ela tem pressa em se afastar do peso que um simples olhar de Jimin exerce e se intromete na venda que outra vendedora está fazendo. Ele não diz uma só palavra nem olha outros produtos da loja. Apenas segura minha mão e me leva de volta para o carro, deixando-me novamente confuso.

 Estamos confortáveis no banco de trás, provavelmente voltando para o hotel quando ele tira a caixa da embalagem e abre diante de mim. Dentro dela, há dois braceletes em ouro branco, cravejados de pequenas pedras vermelhas, e a frase:

 " Be a good little boy. "

Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Esses braceletes seriam ... para mim? Eu sou uma massa de confusão quando seguro um deles na mão e vejo meu nome quase imperceptivel gravado como uma assinatura no cantinho. Olho pra ele com expressão séria e assustado.

  O que significa isso, Jimin?

 É apenas um presente, querido. É muito importante para mim que aceite.

– Por que... por que está me dando isso?

— Eu gostaria que você usasse para selar o acordo que estamos fazendo. Quanto mais ele fala, mais conturbada fico.

— Que acordo? Do que está falando? Ele vira seu corpo totalmente em minha direção e segura meu rosto com as duas mãos, não me dando qualquer opção além de encarar seus olhos.

– De ser meu enquanto isso durar, Jeon. Eu te quero muito e com garantia de que o desejo é mútuo, eu te peço que aceite e use meu presente. Ele foi feito exclusivamente para você. Minha respiração está pesada e meu coração bate acelerado. Usar braceletes com esta frase gravada parece algo meio doentio, excessivo. Ele está claramente ansioso por ouvir minhas próximas palavras.

 Eu preciso lhe dar uma resposta e vai ser agora.




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