História Ceo vs Secretário - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Lay, Suho
Tags Aceita Ou Surta, Ceo X Secretário, Chanbaek, Kyungsoo, Menção Hunhan, Menção Sulay, Menção Taoris, Otpzao
Visualizações 725
Palavras 8.724
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ayooo wassuuuuup brodes

eu tinha dito que tava dando uma arrumada nas fics q eu postei antes pq eu nao beto antes de postar mas ai eu me incomodei com os erros e to revisando uma por uma, e a vez dessa chegou fhdgfhsdgf se ainda ficou algum erro pra trás vcs me perdoa ta?

eu nao curtia mt essa fanfic pelo fato de ter sido algo que eu escrevi tipo no ano passado e ai vim arrumando e arrumando ai puft ficou isso, ela não é algo planejado mas infelimente eu gosto dela jshdhghdfg

ah, queria avisar uma coisa, se você tá acompanhando a fic lúcifer, tem att nesse domingo êêê *-*

enfim, boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Chanyeol acordou lá pelas nove horas da manhã. Ser rico tinha suas vantagens.

Muitas delas, aliás.

Dono da maior empresa de entretenimento de Seul, bem, ele não precisava se matar de acordar cedo, já que mandava e desmandava em tudo e todos. Seu COO (mais conhecido como o diretor operacional da empresa, seu braço direito, Junmyeon) mantinha tudo em ordem junto aos outros diretores.

A hierarquia das empresas é algo bem chato, então o mais importante a se destacar aqui é: não importa qual diretor executivo seja, ele nunca seria maior ou mais relevante que o Park.

Ele era realmente o dono da porra toda.

O pai de Chanyeol morreu cedo demais, o que acarretou naquela confusão toda de quem ficaria na presidência já que o filho era muito jovem, então um amigo da família assumiu até que o garoto completasse idade e maturidade suficiente para tal cargo tão renomado.

Maturidade esta que não era muita coisa, mas tinha que ser ele, então né… Já dizia aquele ditado: A gente luta com o que tem.

No auge de seus gloriosos vinte e dois anos, tornou-se, finalmente, o dono da porra toda. E agora, com vinte e cinco recém-completos, era definitivamente o dono daquele império.

Via-se acordando manhosa e preguiçosamente para ir até o seu império.

Era até legal acordar e ver que tuuuudo aquilo era seu, sua cama, seu quarto, sua casa, sua empresa, seu império, mas... e a família? É não tinha. Sem irmãos, sem pai, sem mãe.

Melancólico? Talvez.

Caminhou vagarosamente até o banheiro, tomou um banho rápido e colocou uma roupa qualquer. Nem parecia que era dono de alguma coisa vestindo só uma camiseta e uma calça simples de lavagem clara, estava mais para um adolescente indo para a faculdade de manhã cedo todo preguiçoso.

Já arrumado para ir até a Exo’Luxion Ent. — nome top, né? Ele que mudou quando seu pai morreu. Anteriormente tinha um nome bem chato, algo como PJS de Park JungSoo, o nome de seu falecido pai... Particularmente um nome ridículo e sem a mínima graça para uma empresa tão icônica como aquela, pois é, Chanyeol pensou o mesmo. Era um garoto imaturo naquela época, porém até hoje se orgulhava daquela escolha.

Pegou seu carro e dirigiu até lá.

Soltou um suspiro aliviado por estar na frente de seu local de trabalho, acenando educadamente ao porteiro o avistando abrir a cancela para que colocasse o carro no estacionamento no subsolo.

Quando desceu recebeu inúmeros “Bom dia, senhor Park” “Como está, senhor Park?” “Teve uma boa noite? Espero que sim, senhor Park” das pessoas que ali estavam saindo de seus veículos charmosos e outros nem tanto assim, ou seja, seus subordinados.

Senhor Park, Senhor Park, Senhor Park. Blé, ele só tinha vinte e cinco anos, não se via como um ahjushi! Mas mesmo assim, se sentia muito melhor cercado de pessoas, diferente de como era em casa, tão solitário...

Quem sabe fosse uma boa hora para pensar em casar? Ter filhos? Até tinha uma ótima situação financeira... Ok, quem sabe uns dois anos mais tarde. Provavelmente cinco ou quem sabe dez… Talvez nunca.

— Junmyeon hyung, o que faz tão cedo aqui? — Perguntou o olhando quando chegou ao escritório, depois de aguentar aquela muvuca no elevador.

Nota mental: dar um jeito de colocar mais elevadores naquele prédio, porque se aqueles trocentos não davam conta, notavelmente que era necessário aumentar.

Muitos funcionários, muita gente. Reclamaria com Junmyeon mais tarde para que juntos resolvessem essa questão. Mais tarde mesmo, porque com a cara do mais velho, ele só levaria uns puxões de orelhas mesmo, por algum motivo que sabe-se lá qual.

— Cedo? Você sabe que horas são? — Perguntou o repreendendo e o maior fez uma careta desgostosa. — São quase onze e meia da manhã, Park Chanyeol! — Exclamou muito bravo. O Kim estava realmente precisando de uma massagem bem relaxante o mais urgente possível, Chanyeol daria uma folga para ele na próxima semana, com toda certeza porque pior que um tumulto no elevador, só Kim Junmyeon puto da vida.

Mas onze e meia?! Não sabia que havia demorado tanto assim para se arrumar; por fim, culparia o trânsito caótico de Seul, era sua tática infalível.

— Eu sei, me desculpa a demora, o trânsito... Sabe como é...

“Poderia ter se arrumado mais decentemente. Aish! Essa criança!” murmurou o mais velho, irritadiço.

— Tá certo, venha rápido, o novo secretário está lá para você entrevistá-lo. — Enfatizou o “você” e Chanyeol revirou os olhos.

Odiava entrevistar as pessoas, contato humano, conversas longas onde tinha que fingir que realmente se importava com algo sobre a tal pessoa. Até havia contratado novos secretários, mas acabaram por não ficar muito tempo.  Jongin, Yixing, Minseok e Jongdae eram os antigos que saíram para começar os seus próprios negócios, e ele os apoiou muito, tanto emocional quanto financeiramente.

Amigos são pra essas coisas, né? E era bom ter pelo menos 10% das ações de outros empreendimentos.

— Pra que? — Bufou irritado. — Se eu já contratei não precisa disso! Eu sei que ele é bom, eu vi o currículo.

— Não custa ter certeza, Park Chanyeol! — Junmyeon era realmente como um pai para si, vivia o obrigando a fazer coisas desse tipo. Tudo pra não sair nada errado. Se o Kim não fosse seu braço direito, o Park tinha plena noção de que estaria perdido. Perdidinho da Silva, ou melhor, perdidinho de Park, mas isso ele já era.

Caminharam até a sala principal de reuniões, já que tudo tinha que ser formal, e quando entraram pela porta toda conceitual que parecia ter saído da loja naquele mesmo dia de tão impecavelmente polida, havia um garoto sentado, provavelmente com uma idade bem próxima a de Chanyeol ou até mais velho que ele.

— Bom dia! — Chamou a atenção, como se ele já não estivesse olhando com curiosidade para ambos. — Este é o CEO, e ele vai entrevistar você pessoalmente. — Disse Junmyeon cerrando os dentes ao olhar o outro fazendo pouco caso. Daria uns tapas no Park depois, ah, se daria...

O garoto olhou para Chanyeol de olhos arregalados pela forma que ele estava vestido, totalmente despojado e juvenil. Realmente era algo a se notar... Esperava alguém engomadinho, culto e formal, não um moleque.

Mas logo foi se apresentando educadamente como sabia que deveria ser.

— Senhor Park. — Curvou-se mínima e respeitosamente. — Me chamo Baekhyun, Byun Baekhyun. Serei seu novo secretário pessoal  e sua agenda já está aos meus cuidados. Trabalhei duro! — Se curvou novamente, sorrindo bonitinho. E Chanyeol, sem hesitar, retribuiu tanto o sorriso quanto aquele gesto.

O garoto era bonito, muito bonito, parecia ser bem competente, educado, e apesar de parecer um pouco seco às vezes, o Park sentiu que se dariam bem.

Depois de longos minutos o conhecendo em meio a uma conversa, concluiu que estava tudo certo. Apesar de achar desnecessário da parte de Junmyeon o levar até lá só para isso, gostou de conhecê-lo.

 

 

(...)

 

 

Duas semanas se passaram após as devidas apresentações entre chefe e recém-contratado, ah, e lembrando que Chanyeol realmente levou uns tabefes pela feição emburrada e má vontade que fez o seu trabalho, só pra constar.

Lá estava Chanyeol sentado na cadeira executiva em sua sala, em plena tarde ensolarada, discutindo com Baekhyun.

— Você quer que eu faça trabalho de estagiários, Senhor Park? Eu estou aqui como seu único e exclusivo secretário, se é que não notou isso… Vejo que não leu o contrato de minha admissão então.

— Você está aqui para fazer o que eu mando, Senhor Byun. — Falou debochado, até parecia calmo, mas por dentro queria surtar.

— Que fique claro, não vou ir pra uma sala arrumar papéis de correspondência e essas coisas aí não. Meu trabalho aqui não é esse e o Senhor sabe. — Disse quase rosnando. Odiava ser submetido a esse tipo de coisa, ainda mais quando achavam que tinham controle sob si.

— Certo. Então não faça.

O secretário não disse nada, apenas se colocou a andar para fora daquela sala, em passos pesados, só que sem perder a classe.

— BAEKHYUN-SSI! — Chamou alto o suficiente para que aquele andar todo escutasse. Não foi sua intenção, mas quando ficava nervoso, acabava falando um pouco alto demais.

Ele se virou e o encarou, sem expressão alguma.

— Depois do expediente venha a minha sala.

Chanyeol estava irritado. Bravo. Estava puto.

O Byun era realmente alguém petulante que vivia o tirando do sério.

Só que aquela admiração secreta que tinha por ele sempre estava ali batendo a sua porta. Sempre rolava a famosa tensão sexual e eles quase cediam, quase, aí arranjavam algo para se irritar, discutiam e viravam-se saindo bravos praguejando aos quatro cantos do mundo que se odiavam.

 Mas... não era bem assim.

 

 

(...)

 

 

Baekhyun estava igualmente irritado.

Pois vejam bem, certo que Park Chanyeol era seu chefe, mas aquele tipo de coisa se tornava muito frequente. Ele tinha um trabalho a fazer e não era isso que o mais velho lhe passava, como atividades que não eram de sua alçada.

Pegar correspondência, arrumar correspondência, dar uma geral nos arquivos, fazer planilhas que nem de seu setor eram, ministrar palestras de saúde sendo que nem da porra da área de saúde era.

Não havia como não ficar incrivelmente pistolado com esse tipo de coisa, e seja quem fosse o dono daquela empresa, ele não baixaria a guarda, porque estava em seu direito.

Entrou na sala pequena, que no momento era sua, e começou a fazer o que realmente era o seu dever; seu trabalho.

Estava abarrotado de deveres. Como secretário geral do diretor executivo da Exo’Luxion, era seu dever manter todo o agendamento em mãos; ter conhecimento sobre os grupos, subgrupos, solos, bandas; fora os eventos sociais e turnês que mantinham em calendário todo ano. Ele devia saber tudo para passar ao mais velho, inclusive suas estratégias econômicas.

Era comeback atrás de comeback, audição atrás de audição, planejamentos para os próximos debuts e infelizmente, o pequeno não tinha uma folga sequer, afinal o Park deveria comparecer ou mostrar notas de todo esse tipo de coisa para mostrar à mídia que estava presente e apoiando seus garotos, e querendo ou não, Baekhyun tinha que organizar a agenda, os locais que ficariam, a rotina, e ainda por cima, acompanha-lo em todos esses lugares.

Ossos do ofício.

Depois de resolver parte de seus assuntos pendentes na manhã e tarde inteira, estava prestes a sair e ir pra casa.

Até que se lembrou do pedido-mais-parecido-como-ordem de seu chefe para que fosse até seu escritório. Arrrrgh! Estava exausto e ainda tinha que estar preparado para mais uma discussão com o maior.

A sala presidencial era no final do corredor do terceiro andar e a sua era no inicio, então não ficava muito longe, mas vish... a preguiça era grande, viu?

— Estou aqui. — Anunciou seco carregando uma expressão mais conhecida como nada. Ou melhor, cara da bunda mesmo.

— Certo. — Ouviu a voz do outro chegar aos seus ouvidos, e diferente do que pensava, ele estava calmo. — Quero que... só me escute, hm?  — Assentiu, meio irritado pela demora. — Eu só queria me desculpar. — Concluiu um pouco tenso por se redimir assim.

— O que? Simples assim? — Perguntou  incrédulo.

— Eu só me desculpei, Baekhyun. — Suspirou cansado — Conversei com o Hyung — Se referiu ao Kim, esquecendo que não deveria demonstrar tanta intimidade assim. — sobre a nossa discussão e ele me contou que você estava realmente ocupado e tem ficado muitas vezes até tarde na empresa depois do expediente. Sinto muito pela maneira como falei, não deveria ter falado daquela forma contigo. — Concluiu bufando meio frustrado, seu ego estava lá em baixo por ter que pedir desculpas a alguém.

Não esperava que o baixinho fosse ficar numa boa logo de cara, então murmurou que era só isso e que ele poderia sair.

— Tudo bem.

 

 

(...)

 

 

Baekhyun se perguntava o que acabou de acontecer. Agradeceria a Junmyeon mais tarde por convencer aquele cabeça dura que estava errado e deixaria de lado.

“Que diabos! Pelo menos não discutimos de novo, estava cansado dessa ladainha atoa.” Resmungou do lado de fora da sala.

De fato, ficou um pouco envergonhado, não sabia muito bem o porquê, só ficou um tanto constrangido por vê-lo baixar a guarda tão fácil. Era obra do Kim, é óbvio, mas havia gostado daquilo, até porque Chanyeol era bem chato quando queria.

— Adoro quando tenho razão. — Achou ter pensado, mas notou sua voz ecoar pelo corredor vazio. Virou-se vagarosamente, como se fosse um ninja. — bem desastrado, já que chutou uma lata de lixo sem querer. — para ver se o mais velho estava por ali, e suspirou aliviado porque seus olhos não encontraram nenhum sinal de vida no corredor, só ele mesmo.

Parando pra pensar, ele sozinho numa empresa completamente vazia com a maioria das luzes apagadas? Deus o livre, pernas pra quem te quer. 

Vai que brota um satã ali? Sei lá, nunca direis que não temereis porque vai que o capeta aparecereis, não é mesmo?

Saiu dali num pulo, entrando logo no elevador e se retirando o mais rápido possível.

 Pensou em ir numa cafeteria que ficava aberta até tarde da noite, pois seu estômago chegava a reclamar alto e as pessoas próxima a si já o olhavam estranho.

Abraçou a própria barriga numa tentativa falha de que o som não soasse agudo.

Baekhyun atravessou a rua feito doido, quase sendo atropelado porque não prestou atenção que o sinal estava verde para os veículos, não para pedestres. Burro, burro, burro. Sorriu amarelo curvando-se em forma de pedido de desculpas ao motorista que buzinou irritadiço e entrou rapidamente na cafeteria que havia em frente a Exo’Luxion.

— Boa noite, quer pedir agora? — Perguntou a garçonete que beirava os quarenta anos lhe entregando o “menu”.

Menu este que estava bem desgastado, mais um pouco se deteriorava na mão do baixinho.

— Só me vê um café com leite e pouco açúcar. — Pediu olhando o papel. — Ah, e um pedaço bem generoso desse empadão de palmito, hm? — Piscou para a mulher, bem humorado.

— Pode deixar!

“Nossa, que mosquinha chata viu? Acho que o relatório de hoje ficou meio bosta... unicórnios são fofos, hmm... eu gosto muito de salada de brócolis com cenoura” Pensava olhando para o nada. Um cara até achou que o Byun estava lhe encarando a fim de procurar briga, mas o pequeno logo desviou o olhar fingindo que não tinha acontecido nada.

Lá, lá, lá... Quem nunca, né?

“Eu deveria ser menos ansioso...” Sua barriga roncou. “Aish, que fome, cadê essa mulher?” Procurou com os olhos a garçonete, prendendo seu olhar na porta que fez um som agudo evidenciando a chegada de alguém e...

Que ótimo para Byun Baekhyun. Tanta gente nesse mundo e ele tinha que se encontrar logo com o chefe playboyzinho irritante. Alias, ele já não deveria estar em casa? Deveria ter mais o que fazer.

Felizmente não foi notado, afinal estava numa mesa bem distante da entrada, quase encolhidinho perto de uma janela pequena nos fundos.

— Ufa! — Soltou baixinho.

Não estava com paciência alguma de lidar com o Park naquele momento sagrado onde seu corpo seria bem alimentado. Tudo bem que Chanyeol havia dado o famoso tempo para aquele tipo de mimimi, mas uma vez chato, sempre chato.

Escutou o celular vibrar em seu bolso e logo viu que era uma chamada. Não seria estranho se não fosse Jongdae o importunando. Baekhyun o tinha como amigo há muito tempo, fora que foi ele mesmo que o indicou para a Exo’Luxion, já que começou seu próprio negócio.

O agradecia imensamente por isso, mesmo não tendo tempo de lhe contar que conseguiu tal emprego.

— Oi Dae... O que foi? — Perguntou desanimado.

— Venha pra minha boate. — Ouviu a voz do amigo junto a de outras pessoas somado a uma música um tanto alta. — Aproveite que hoje é sexta! Vamos! — Choramingou. — Fica por minha conta, todos os meus amigos estão chegando. Ah, e é meu aniversário de um ano com Minseok hyung. — Concluiu todo faceiro.

Seria sacanagem negar. Além de ser o aniversário de namoro dos dois, ele também via ali uma oportunidade para espairecer e se encher daqueles petiscos que serviam por lá.

Hmmmm, só de pensar naqueles camarões ao molho tudo valia a pena.

E tudo que é de graça é maravilhoso, né? Da pra reclamar não.

— Tudo bem. Tô chegando aí. — Nem havia ido até sua casa para se trocar ainda.

Cuidado com o mentiroso.

Comeu rapidinho seu glorioso empadão e terminou de tomar seu café enquanto saia da cafeteria se esgueirando pelos cantos a fim de não dar de cara com o chefe. Agradeceria aos seus inúmeros anos assistindo muito filme ninja por lhe proporcionar tanto talento. Aham, só que não, porque Chanyeol só fez que não viu mesmo.

Ninjas nunca falham. Baekhyun falhou. Claramente não tinha habilidades de um ninja.

Era iludido mesmo, igual o povo que assiste Grey's Anatomy e se acha o cirurgião do site. Oh, dó, se entra uma farpa no dedo já acha que tá pra morrer.

 

 

(...)

 

 

Chegou a tempo na tal boate notando o quão estava cheia, tinha até uma fila pra entrar, mas graças ao bom Jongdae, que deixou seu nome na lista de convidado vip e ele pode entrar sem problema nenhum.

Tinha visto os amigos do Kim e seu namorado sentados no fundo, logo depois da escada que direcionava ao segundo andar do local.

Aí viu que tinha um espacinho generoso perto de Minseok e foi lá mesmo.

— Oi meninos. — Cumprimentou em geral, acenando com a cabeça sendo retribuído na mesma hora e da mesma forma.

— Baek, esse são os meus amigos. — Jongdae apresentou todos que estavam na mesa. Era bastante gente, não iria mentir, mas tentou ao máximo anotar mentalmente o nome deles. Ok, pelo menos uns cinco. — O Chan tá pra chegar ainda. — Concluiu, puxando Minseok para um abraço de lado, como se procurasse um aconchego.

Coisa de gente apaixonada, talvez?

Nem perguntou quem seria Chan porque tinha certeza que não conhecia, já que o amigo era muito badalado e conhecia Seul inteira.

Notou que ali estavam alguns garotos que trabalhavam na empresa consigo de diferentes setores, mas como não eram próximos, foi como se tivessem se conhecido ali mesmo. Arregalou os olhos quando reparou que até o braço direito de Chanyeol estava lá com o seu marido. Achou graça porque eles eram os únicos na faixa dos trinta anos, mas pareciam tão jovens e dispostos quanto os outros — até mais que ele mesmo.

Talvez a Exo’Luxion inteira estivesse ali e só ele não sabia. Soltou uma lufada de ar satisfeita quando passou os olhos pelo local em busca de um certo ser enorme de orelhas avantajadas e não o encontrou.

— Parabéns pelo um ano de namoro. — Felicitou o recém-chegado, juntando o casal num abraço triplo e desajeitado pela posição que estavam. — Estou cansado de vir em aniversários de namoro, acho que vocês deveriam casar logo.

— O pedido vai ser meu, Dae sabe disso. — Falou Minseok, todo fofo com aquele sorriso gengival.

Jongdae sorriu bobo, logo juntando os lábios aos do outro para um selar apaixonado e entregue.

Ficaram naquele carinho todo enquanto os outros da mesa interagiam entre si, até mesmo o Byun havia arranjado assunto com Yifan, o cara do marketing falando sobre a empresa e tudo mais.

Blábláblá, grupos, debuts, comebacks, musicas, eventos, turnês, testes, blábláblá...

Até avistar alguém conhecido.

— EI, DYOOO! — Gritou Baekhyun para um baixinho que estava distraído indo até o balcão de petiscos. — Nossa, você por aqui, quanto tempo...

— Pois é, tampinha! — Enfiou o camarão ao molho na boca e Baekhyun o acompanhou.

— Ah, mas você é muito grande, né!? — Mastigaram e enfim deram um abraço pra matar a saudade.

Afinal, “comida primeiro, abraços depois”, era o lema dos dois, desde sempre.

Cheio de abraços com seu amigo de longa data que não via há um bom tempo, mal notou que certa pessoa passou por si. O dito cujo bateu com o ombro no seu, o fazendo arregalar os olhos pelo susto do baque; inclusive Kyungsoo que se encontrava ainda envolto em seus braços.

— Chan… Yeol? — Perguntou confuso, afrouxando o abraço — Q-Quer dizer, senhor Park... — Murmurou desconcertado pelo erro ao se referir a seu chefe daquela forma. Era como o chamava em seus pensamentos e era lá que àquilo deveria ficar.

— Oi, Byun. — Respondeu seco. Aquele chamego dos dois o dava um sentimento estranho. Algo confuso surgindo em seu peito. — E você, quem é?

— Do Kyungsoo, prazer. — Curvou-se gentilmente e depois lhe estendeu a mão, mal percebendo o climão que havia surgido ali. — E você, quem é?

— Park Chanyeol. Trabalho com o baixinho aí. — Apertou a mão do outro de forma firme, parecendo desafiador.

Baekhyun não queria, mas arregalou os olhos com a forma que o chefe lhe chamou.

Kyungsoo apenas sorriu sem dentes, completamente alheio a situação constrangedora e bizarra dos dois.

— Ah, o meu baixinho. — Brincou o mais novo, pois era assim mesmo que zoava Baekhyun quando faziam faculdade na mesma universidade.

— Ah, tá. — Chanyeol fechou a cara por motivos de: pois é.

Era engraçado que há um bom tempo esse tipo de coisa estava acontecendo com Chanyeol. Não era ciúme, ele pensava. Mas seja o que fosse, tinha que parar, não é?

 

(...)

 

 

Depois daquele momento meio estranho, Baekhyun chamou Kyungsoo para sentarem-se com eles e Chanyeol foi junto. O mais engraçado foi que não sabiam que iriam para a mesma mesa até chegarem lá, então os olhos confusos de ambos somado a um Kyungsoo nem aí para o que acontecia foi a melhor coisa que Jongdae presenciou na vida.

— Parabéns pelo um ano, garotos. — Felicitou o Park, dando um tapinha nas costas de ambos, sendo retribuído com um sorriso e aquele típico “valeu, brother” porque eles saíram da heterossexualidade mas a heterossexualidade não saiu deles, principalmente de Minseok que vivia postando umas fotos no instagram com legendas do tipo “sextou” “academia” “fitness” e essas coisas.

Hetero Stuff, como Chanyeol costumava chamar.

Ficaram bebendo e jogando conversa fora — com exceção do Park e do Byun. Eles nem se olhavam nos olhos. Beberam além da conta e todos agradeciam a Jongdae por ser o dono do local e bancar tudo aquilo.

Baekhyun só bebericava um copo de cerveja qualquer, nem um pouco interessado no líquido amargo. Ele realmente havia ido só pelos amigos, já que não curtia realmente esse tipo de saída.

Achou que ia se divertir, mas só achou mesmo.

Depois de muita conversa, Junmyeon ficou um pouco alterado e, com certeza, não deixou de soltar suas pérolas.

 O tio do grupinho sempre aparece pra dar aquela decepcionada, hm?

— Por que não estão conversando? — Perguntou olhando para Baekhyun ao mesmo tempo que olhava para Chanyeol. — Não brigaram, né?

Yixing achou que ambos tinham algum relacionamento amoroso e como entendeu errado, já se pronunciou — Brigaram? Eles tem alguma relação então? — Olhou fixamente para os dois. — São namorados?

— O que? — Baekhyun e Chanyeol se olham incrédulos ao escutarem uma bobagem daquelas. O coração batendo forte contra o peito e aquela sensação estranha no estomago se fez presente.

— O que, o que? Vocês mal se olharam e né... Se for algo assim, deveriam se resolver. Um relacionamento bom, é construído a base de diálogo. — Olhou para o esposo. — Não é, Jun?

— Você entendeu errado, não é isso, Xing, esses dois praticamente se odeiam na empresa. — Disse ao Kim mais velho.

— Ah, então você conseguiu o emprego na Exo’luxion, Huyng? Que daora, não sabia que ia ficar tão próximo do Chanyeol assim. — Falou Jongdae à Baekhyun, contente.

Se o Kim pudesse ler mentes, com certeza as de Chanyeol e Baekhyun estariam gritando “muito obrigado por mudar de assunto e depois eu te soco por dar a entender que a gente se pega”.

— Consegui sim. Andava tão ocupado que me esqueci de te contar já que mal nos vimos nesses meses aí, Dae.

— Hmmmmmmmm, achei que estava me traindo. — disse Kyungsoo querendo zoar com ele, fazendo uma cara de safado. Ele já estava um tanto quanto bêbado, assim como os outros, ou seja, tinha que relevar.

Não sabia que Yifan e Zitao tinham algum tipo de relação — e pelo que pareceu, o tal do Sehun com o Luhan também. — até os dois discutirem por causa de ciúmes de uma garota que não tinha nada a ver e depois se acertarem igual doidos, se beijando como se não houvesse amanhã e agindo como se nunca tivessem discutido.

O Byun nunca entenderia a capacidade de um bêbado mudar seu humor de uma hora pra outra, bicho.

Foi uma discussãozinha daquelas bem bobas e sussurradas pra ninguém ouvir, mas como Baekhyun estava entediado acabou prestando atenção.

— Claro que não, Soo. Jamais faria isso. — Disse Baekhyun rindo para entrar na brincadeira do amigo, o dando um soquinho no braço.

— Que confusão vocês ficam quando estão bêbados. Vou pegar uma bebida. — Disse chanyeol sorrindo meio sem graça com a situação que Junmyeon e Yixing causaram, e Kyungsoo cooperando com aquilo.

Que carinha mais atrevido.

O maior demorou um pouco a voltar, e Baekhyun alheio a isso correu pro banheiro, visto que aqueles poucos goles de cerveja já tinha feito o famoso efeito.

Fez o que tinha que fazer — ou seja, mijar. — e quando ia saindo, um corpo maior que o seu trombou consigo passando igual doido até uma das pias.

De fato ficou preocupado com o maior. Foi atrás, pois não queria que seu chefe passasse mal sem ter alguém por perto pra chamar ajuda se fosse necessário.

Chanyeol lavou o rosto suspirando pelo líquido gelado contra seu rosto, um pouco tonto pelos efeitos alcoólicos. Nada muito demais.

— Chanyeol? Tá bem?

— Estou. — Respondeu recuperando o folego e secando o rosto em toalhas de papel.

— Que bom, vamos voltar lá.

— Tá bem. — Disse passando perto de Baekhyun e saindo pela porta.

Quando virou para olhar o mais novo a fim de ver se ele estava vindo atrás de si, o pequeno tropeçou e acabou segurando-se em  sua camisa.

Não foi bem como nos doramas que os mocinhos se olham e de repente brotam flores e arco-íris de todos os cantos, afinal, estavam com aquele bafo de cerveja na boca e os cabelos já desgrenhados pelo tempo que passaram distante de um espelho para se arrumar, mas podiam dizer que rolou o famoso clima.

— Baekhyun­-ssi.

— Ai, desculpa, Senhor Park. — Se alarmou enquanto ia se desgrudando do corpo do outro, meio constrangido.

A proximidade deixou o mais velho desnorteado; aquela boca rosada tão atraente, molhadinha pela saliva, os dentes mordiscando o lábio inferior em claro nervosismo e o efeito da bebida lhe dando coragem...

— Baekhyun-ssi?

— Hm? — Murmurou piscando os olhos lentamente, notando aquele clima pesado e a tensão sexual subindo, sendo levado por ela também.

— Me desculpe por isso. — Selou os lábios aos de Baekhyun antes que ele o questionasse o porquê de pedir desculpas. Logo o mais velho não aguentou a vontade de deixar aquele beijo mais intenso e começou corresponde-lo, o mordendo de leve a cada fim de uma sugada provocante.

No início era um beijo voraz, algo que eles necessitavam muito — aquela tensão sexual era insuportável, ambos sabiam disso. —, mas depois o beijo foi se tornando mais calmo dando a oportunidade para que os dois realmente sentissem mais um do outro.

Os corpos praticamente se abraçando, quase os tornando um — isso que é amasso, minha gente! —, os lábios sendo sugados lentamente, juntamente às línguas trabalhando de forma simultânea.

“Talvez fosse pelo efeito do álcool” Chanyeol quase pensou alto demais, agradecendo por não emitir aquela mentira deslavada. Ele sabia que queria, também sabia que Baekhyun queria.

Depois de uns bons minutos, os dois pararam para respirar e vendo aquela situação se encontraram perdidos.

— Mas o que... — Não conseguiu completar enquanto encarava chanyeol.

— Eu disse para me desculpar.

— É... mas...

— Você gostou que eu sei. — Disse o olhando tão perto que era possível ouvir até os próprios corações batendo rápido na caixa torácica.

— Eu não gostei.

— Aham, sei. — Debochou se aproximando do pescoço de Baekhyun. — ele era tãããão teimoso, bicho, até nisso. —, logo que terminou a fala, riu nasalado pela birra alheia e começou a beijar seu maxilar, pescoço e todo lugar que encontrou exposto, até chegar a boca avermelhada do mais novo.

— O que você tá fazendo? — Perguntou Baekhyun, arfando baixinho, porque secretamente, ele ansiava por mais.

Era meio nítido que aquelas brigas à toa e implicâncias tinham um quê a mais. Todo mundo percebia, menos eles; os dois cabeças duras.

— Se você gemer desse jeito eu não vou me controlar. — Disse puxando a cintura do outro. Baekhyun passou o braço pelo pescoço do maior, enfiando o rosto rente ao pescoço do outro, inconscientemente roçando sua ereção contra a pélvis dele, sentindo ali uma protuberância tão convidativa quanto a sua.

— Chanyeol... Para. — Estava ofegante, quase não conseguia respirar.

Aquele típico “para” que significava “quero mais”.

— Só se você parar de agir desse jeitinho lindo. Realmente não consigo pensar nem no quanto você é chato quando te olho assim, todo entregue pra mim. — Arrastou a coxa entre as pernas do menor, o fazendo gemer num tom necessitado pela leve pressão em seu membro necessitado.

— Eu também não consigo, Park. — Sussurrou.

— Então deveríamos aproveitar, não é?

O joguinho “para-mas-não-para” de Baekhyun acabou naquele momento, quando ele finalmente tacou um foda-se nas consequências e se deixou levar pelo instinto.

Chanyeol se colocou de joelhos sorridente, colocando o dedo indicador dentro da calça do pequeno, insinuando abaixar o cós de sua calça. Baekhyun estava quente, muito quente. Ele queria muito aquilo.

— Chanyeol! — Chamou autoritário. — Vai logo com isso — E choramingou necessitado. Tão contraditório...

O outro encostou seu rosto na barriga do menor, arrastando seu nariz próximo ao umbigo, abaixando até o cós e com as mãos já estava abrindo o zíper da calça.

Sem pressa, mas decidido, abaixou os tecidos num baque.

 Viu o pênis totalmente exposto, ereto, a glande avermelhada e desmanchando-se em pré-gozo. Não conteve sua vontade de tê-lo na boca e o abocanhou com gosto.

— Chanyeol? — Chamou Baekhyun entre gemidos e arfares sendo consequência daquelas sucções divinas que recebia em seu falo. Chanyeol o olhou ainda com a boca envolto em seu membro, transmitindo no olhar para que continuasse a falar. — Eu não sabia que era gay. — completou a frase, perdendo a voz ao sentir seu pau ir fundo na garganta do Park.

Chanyeol levantou grudando seu corpo ao dele, fazendo Baekhyun sentir seu pênis tocar a calça jeans do chefe. Foi algo tão gostoso de sentir que passou a comprimir mais o corpo ao do outro para que seu pau se esfregasse ali. Aquilo era muito bom, e só a ideia de fazer sexo com roupas já o deixava mais ansioso e em expectativa.

— Eu sou. E tem muita coisa que você não sabe sobre mim. — Disse rente a boca de Baekhyun, prestes a beijá-lo novamente, até escutarem um barulho na porta, como se quisessem entrar no banheiro também.

Então se tocaram do que estavam prestes a fazer. Quase transando com roupas no banheiro da boate de um amigo em comum depois do expediente. Que loucura.

Baekhyun ficou sem jeito e colocou suas calças rapidamente, suspirando ao prender seu pênis duro novamente em sua cueca apertadinha. A vontade de chupar o outro era grande, a vontade de gozar então... Vish, nem se fala, mas não poderia ser ali.

Depois disso, saíram do banheiro enquanto dois homens, entraram no cômodo os olhando desconfiados, como se soubessem o que aconteceu ali. Estavam descabelados, roupas amassadas, os lábios vermelhos e com poucos chupões pelo pescoço — estes que Baekhyun se vangloriou mentalmente por deixar marcado no outro.

Voltaram para a mesa fingindo que nada aconteceu — meio complicado aguentar o pau duro até ele broxar. Não trocaram nenhuma conversa, apenas olhares e ninguém ali questionou o porquê daquela demora, até porque estavam todos ocupados demais com suas bebidas e papos de bêbados.

 

 

(...)

 

 

 O final de semana passou, mas aquela confusão não, principalmente para Baekhyun que acabou se entregando demais, pode-se dizer assim.

Ele era mais novo, um mero secretário em vista a plenitude e riqueza de Chanyeol, mesmo com todas aquelas brigas ele sabia que sentia algo pelo chefe e depois daquele dia na boate, seus sentimentos se afloraram ainda mais dentro de si. Não podia dizer que era amor, mas que estava caidinho por ele, ah, isso estava.

Na segunda de manhã, lá foi Chanyeol para sua sala não muito sorridente por causa da dor de cabeça que teve durante a noite, resultando em um sono mal dormido. Baekhyun estava sentado ali, o esperando e parecia um tanto quanto aflito.

— Bom dia. — A voz do mais velho soou e Baekhyun perdeu o fôlego.

— Bom dia. — Respondeu hesitante.

— Acho que deveríamos terminar o que começamos ontem. — Se aproximou, tomando a boca do menor num selar simples.

Chanyeol era realmente complicado de lidar.

— O que? Tá zoando com a minha cara, Park?

— Para de me chamar de Park. — O puxou pra perto de si, mais do que já estavam.

— Vou chamar de que então? — Tentava soar superior, mas sua voz falha lhe traía.

— Hyung. Sou seu hyung.

— Mas... você nem gostava de mim! — Falou abismado.

Aquele tipo de tratamento era só para pessoas próximas e seu superior queria ter um relacionamento de hyung/dongsaeng consigo, aquilo era bizarro.

— Tem como não gostar depois de te ver daquele jeito todo entregue pra mim? Eu quase enlouqueci, Baekhyun...

— Eu... — Murmurou envergonhado, sem saber o que dizer.

— Ei. — Chamou. O rosto de Baekhyun muito perto do seu, os nariz se resvalando. — Só cala a boca, Byun. — O beijou tão entregue quanto.

O empurrou para cima da mesa grande de madeira e se enfiou entre as pernas dele, fazendo-o abraçar seu corpo. Parou com o beijo para trancar a porta e fechar as cortinas — se alguém visse, não seria muito legal.

Estava ansioso por aquilo, por isso voltou praticamente correndo em direção ao menor, encostando os lábios em um beijo desesperado, cheio de mordidas, sugadas e mãos bobas.

— Chanyeol. — Chamou; os olhos fechados e a cabeça tombada para o lado, sentindo os beijos molhados sendo distribuídos pelo seu pescoço.

— Hm? — Mordeu a carne alheia, sentindo os dedos que seguravam seu paletó puxarem com força o tecido.

— Não faz isso. — Pediu, a voz emitindo um tom manhoso demais para quem queria parar.

Mas a verdade era que Baekhyun não queria que Chanyeol parasse de segura-lo daquela forma em cima daquela mesa de escritório, o fazendo ficar desnorteado com tão pouco. Adorava se fazer de difícil, e não seria diferente naquele momento, onde faria a maior cara de bobo e entraria num joguinho de sedução com o mais velho.

— Não fazer o que? — Desceu com as mãos fortes para as coxas do Byun, as esmagando entre os dedos.

Baekhyun mordeu os lábios, impedindo qualquer som de sair pela boca bem desenhada.

— Hein, Baekhyun? O que você quer que eu não faça? — Parou de beijá-lo, para olhar as orbes banhadas em desejo do menino a sua frente.

Baekhyun quase entrou em desespero quando sentiu os lábios alheios afastarem-se do seu pescoço. Não era para Chanyeol parar, nem pensar, ele tinha que continuar fazendo gostoso daquele jeito.

Hyung, me beija. — Pediu.

Então Chanyeol fez o que o outro queria, beijando a pontinha do nariz bonitinho dele.

— Me beija na boca. — Mandou bravo, puxando-o pela gravata, atacando os lábios do outro com os seus próprios.

Chanyeol riu em meio ao ósculo, constatando mais uma vez que Baekhyun era muito impaciente.

Certo que também estava louco de vontade de provar do menor, mas precisava fazer aquela brincadeirinha boba com ele, apenas para irritá-lo.

Velhos costumes não mudavam nunca mesmo.

Chanyeol levou as mãos até os botões da camisa social dele, abrindo um por um até ter o tronco livre de marcas exposto aos seus olhos, e quando viu os mamilos vermelhos não se controlou.

A vontade de prová-lo por inteiro era gritante.

Passava as mãos por todo o corpo do mais novo enquanto prendia os mamilos eriçados entre os dentes; desde as coxas, até a bunda — que não tinha muito acesso por motivos de: o Byun estava sentado — e as costas desnudas.

Podia sentir a pele dele arrepiar-se na palma de suas mãos. A cada toque mais ousado — praticamente todos. —, Baekhyun se remexia incomodado na mesa.

Era difícil ser estimulado de tal forma, tendo o pênis cada vez mais duro, o peito cada vez mais molhado de saliva e o corpo apalpado com cada vez mais vontade e se manter controlado.

As mãos já estavam segurando os fios de cabelo da nuca do Park com força a bastante tempo, puxando toda vez que sentia a língua molhada passando por cima dos biquinhos durinhos.

— Porra... Hmmm! — Gemeu quando o maior deu mais uma mordida no local sensível.

O sentia acariciando o outro com os dedos molhados, que sempre eram levados até a boca para que pudesse lubrificar de saliva e depois posto de volta no mamilo direito, para estimular com a mesma vontade que era feita no esquerdo.

A cada segundo Baekhyun constava o quão bom seu chefe era.

Sentiu os lábios fartos descerem por sua barriga, ao mesmo tempo em que o outro ia ajoelhando a sua frente. Estava todo melado e o ar condicionado do local ligado, então aquilo, juntamente com as mãos sendo arrasado pelo seu corpo, deixavam sua pele completamente arrepiada.

— Chanyeol. — Gemeu quando ele mordeu sua barriga, num ato lento e provocante.

O Park poderia enlouquecer com aquela visão: um Baekhyun mordendo o lábio inferior enquanto o olhava de cima, e ainda havia o fato de estar sentindo a carícia suave em sua nuca exposta.

Chegava a dar arrepios no início de sua coluna, se propagando pelo resto do corpo.

Era um carinho sutil, que de vez em quando passava para arranhões prazerosos, e também tinha as vezes que o desespero do menor era tanto tamanho o prazer que estava sentindo que apertava os fios castanhos, dando pequenos puxões. É aquilo fazia Chanyeol gemer deleitoso, e, ah!, como fazia...

Quando alcançou o volume presente na calça do Byun deixou um aperto na protuberância sensível, assistindo as reações que causava no menor. O jeito que ele abria a boca pra gemer mudo era delicioso de se ver, só não era melhor do que quando ouvia o gemido dengoso.

— Aperta mais forte. — Pediu.

Chanyeol apertou, dessa vez podendo contemplar o gemidinho baixo.

Finalmente abriu o botão da calça, descendo o zíper o mais rápido que suas mãos ansiosas permitiam. Na hora de descer o tecido pelo corpo alheio, teve ajuda de Baekhyun, que levantou apenas um pouco, para que pudesse descer a calça até às coxas grossinhas junto com a cueca.

— Você tá tão molhadinho. — Sussurrou grave, mordendo as coxas delineadas. 

Chanyeol realmente gostava de morder Baekhyun, gostava muito.

— É por você. — Falou, sem ao menos pensar antes de soltar aquela verdade para que o maior pudesse ouvir também.

Chanyeol gostou daquilo, gostou tanto que sorriu cafajeste, dando um tapa inesperado na coxa direita de Baekhyun.

— Ah! — Gemeu assustado, mas logo tratou de mudar a expressão para a de quem queria mais. — De novo.

Então Chanyeol fez de novo, de novo e de novo. Faria quantas vezes fosse necessário. Era realmente satisfatório sentir sua mão contra a pele do mais novo.

— Safado. — Sorriu. Seus lábios repuxando para o lado direito, deixando sua covinha nítida.

Baekhyun era mesmo safado e agora não tinha como esconder.

Quando se cansou daquele chove e não molha Chanyeol resolveu que era hora de realmente agir, faria o menor gozar sentado naquela mesa de escritório ou não se chamava Park Chanyeol.

E tinha certeza que este era seu nome.

Ajoelhou-se novamente em frente ao baixinho, pronto para dar tudo o que ele queria.

Segurou no pênis mediano, sentindo os pequenos espasmos que ele dava em suas mãos, pulsando de modo necessitado, tanto que parecia causar uma reação automática no seu próprio, que pulsava dentro da calça apertada.

Levou a boca até aquele local, passando a língua na glande enquanto masturbava todo o restante do cumprimento escorregadio.

— Chanyeol. — Gemeu arrastado, sentindo a boca dele aos poucos pegar ritmo nas lambidas e sugadas ainda tímidas.

Chanyeol não deixava de fazer um pequeno carinho nas bolas do menor enquanto tinha o falo rijo na boca, indo e vindo naquela sucção gostosa e barulhenta.

Estava gostando de ter o Byun na boca, sentir as veias grossas do pênis alheio e do quão necessitado ele estava por si.

Tão gostoso.

Sentiu as mãos do Byun pousarem em seus fios de cabelo macios, puxando em uma maneira de descontar o prazer descabido que habitava o corpo pequeno apenas por sentir a boquinha habilidosa do seu chefe fazer um excelente trabalho em si.

Chanyeol sabia exatamente a hora em que devia chupar, levar até a garganta até que sentisse engasgar-se no pau do menor e quando tinha apenas que masturbar com as mãos, dando o devido carinho e atenção a suas bolas pesadas. 

Viu Chanyeol levantar uma das mãos rente a sua boca, em um claro aviso de que devia abrigar os dedos grossos em sua cavidade bucal, e foi o que fez, abrindo a boca com gosto para chupar bem direitinho os dedos, passando a língua molhadinha por entre eles para lubrificar bem direitinho.

Gemia enquanto fazia isso e, conseguintemente, fazia Chanyeol gemer com seu pênis na boca, causando uma vibração gostosa por todo o seu corpo quente.

O Park levou os dedos já molhados de saliva para a sua entrada, adentrando um por um, alcançando seu objetivo ao ter Baekhyun se contorcendo e jogando o quadril em sua direção, implorando para ser penetrado de uma vez por todas.

E foi o que Chanyeol fez, penetrando-o direitinho, até que estivesse com todos os dedos dentro dele, movendo para dentro e para fora como se fosse seu próprio pênis ali.

Chupava e metia em Baekhyun com os dedos, deleitando-se com as expressões de prazer que tomavam conta do pequeno. A boca formando um "o" perfeito enquanto se remexia em busca de mais contato.

— Ah! Chanyeol... — Gemia, rebolando em cima da mesa, buscando sentir mais do prazer alucinante que fazia seu pênis pulsar cada vez mais necessitado.

O Park por fim levantou-se, ainda sem tirar os dedos de dentro do baixinho, beijando a boca que soltava ofegos bem audíveis.

Puxou a língua do pequeno com os lábios, chupando-a com gosto e sendo retribuído ao sentir o Byun fazer o mesmo consigo.

— Hmmm, hyung... — Gemeu todo entregue ao sentir as pontas dos dedos alheios pressionando um lugar dentro de si que o fez delirar.

Chanyeol continuou mirando ali, fazendo Baekhyun se agarrar a si como um bichinho preguiça, querendo contado, muito contado.

De repente Baekhyun se deu conta de algo e se sentiu o maior idiota por não ter percebido antes. Estava apenas recebendo, e nada dando ao Park além de seus gemidos.

Correu com as mãos para a calça alheia, almejando abri-la e masturbar o maior. No início foi um pouco complicado vendo-se que estava imerso demais no prazer causado pelos dedos do chefe, mas depois de muito insistir finalmente conseguiu o que queria.

Segurou o próprio pênis e o do Park juntos, naquela famosa masturbação dupla. Chanyeol quase foi ao delírio quando viu as ereções duras se esfregando guiadas pelas mãos de dedos finos.

Assim como Baekhyun encostou a cabeça em seu peito, Chanyeol encostou sua própria no ombro do Byun, procurando um lugar firme onde pudesse se segurar.

— Baekhyun. — Ofegou ao pé do ouvido do baixinho, soltando uma lufada de ar que foi diretamente no pescoço sensível.

Baekhyun se arrepiou todinho.

Conforme sentia a velocidade da masturbação aumentar e os dedos irem com mais vontade para dentro de si, os braços de Baekhyun já se cansavam e já sentia o orgasmo chegar, assim como Chanyeol.

— Eu tô quase lá, hyung. — Avisou choroso.

— Eu também... — Respirou pesado.

Queriam tanto, mas tanto gozar que era difícil raciocinar de modo coerente.

Chanyeol só pensava no quanto Baekhyun era habilidoso com as mãos e o Byun só pensava no quanto o Park era habilidoso com os dedos.

Apenas pelas veias que engrossavam a cada investida podiam sentir que estavam quase gozando, só mais um pouco e iriam gozar juntos.

E foi exatamente assim. Os espermas explodiram quase que ao mesmo tempo e o jato que saiu das glandes sujou um ao outro. Foi o orgasmo mais gostoso que já tiveram na vida.

Os corpos tremiam tentando recuperarem-se de qualquer forma; e estar encostado um ao outro era a única maneira de manter os corpos moles, firmes.

Estavam cansados, mas acima de tudo, satisfeitos. Ouvir os chamados pelo nome um do outro quando finalmente gozaram da maneira mais gostosa possível foi como um combustível para se aliviarem.

— Isso foi... ­ — Ele tentou procurar palavras pra descrever o que sentia, mas falhou.

— Intenso. — Chanyeol suspirou. — E eu quero de novo.

— Também quero, mas o próximo a provar do que os meus dedos são capazes, é você, Park. — Avisou o olhando com um sorriso safado nos lábios e Chanyeol estremeceu ansiando por aquilo.

Depois de um tempo deitados no sofá da sala do mais velho, tentando superar aquele cansaço, Baekhyun se sentiu um pouco estranho perante aquela situação, visto que o outro nem respondeu o que havia dito. Sentia-se um pouco envergonhado, até mesmo rejeitado. — Acho melhor eu ir. Eu deveria estar trabalhando de qualquer forma... — E ele foi, simplesmente saiu um pouco desnorteado e arrumando as vestes como podia, sem dar tempo do mais velho lhe dizer algo.

— Chanyeol? Eu escutei barulhos estranhos e resolvi passar aqui... O que aconteceu? — Junmyeon entrou no escritório, tendo quase certeza do que havia acontecido só pelo odor sexual que o local exalava.

— Eu transei com o Baekhyun. — Contou o óbvio. Clap, clap, clap. O Park estava todo encantado, dava pra ver no olhar dele.

— Sério? Meu Deus... Eu suspeitava, mas você admitir é outra coisa! — Exclamou um pouco espantado.

— Sim.

E Chanyeol contou tudo em detalhes, mesmo que o Kim tenha dito que não precisava, até porque ele não era obrigado a escutar uma história pornô logo tão cedo. Depois para se vingar, obrigou o mais novo a ir numa reunião e Chanyeol foi todo emburrado.

 

 

(...)

 

 

A coisa mais engraçada que já aconteceu na vida do Park, com certeza, sem dúvida alguma, foi ter seu secretário fugindo de si. Talvez estivesse com vergonha pelo que havia dito, como se realmente fossem fazer algo novamente.

E iriam, se Baekhyun não fosse pelo que ele mesmo acha, antes de conversar com Chanyeol.

Mas para o mais velho era realmente engraçado, até porque, passou a se divertir com aquela situação, como faria naquela manhã.

— Baekhyun. — O cumprimentou assim que entrou no elevador lotado. Não havia conversado com Junmyeon sobre a superlotação, his bad, mas naquele momento até veio a calhar, pois se esgueirou para perto do pequeno ficando em sua frente, fazendo o Byun quase lhe encoxar.

Pelo susto da proximidade e até mesmo o ato provocativo do outro, Baekhyun acabou segurando a cintura de Chanyeol de maneira firme, com as duas mãos.

Gostava do corpo do mais novo contra o seu, o fazia se arrepiar todo.

— É-É. — Começou Baekhyun a falar, logo pigarreando para fingir que aquele gaguejo não aconteceu. — Senhor Park, você...

Até tentou terminar, mas foi interrompido por um Chanyeol com a cara mais sonsa do mundo virando-se para si, ficando poucos centímetros de distancia ainda com o Byun lhe segurando.

Baekhyun não seria louco de tirar suas mãos da cintura do Park, ela era praticamente feita para suas mãos.

— O que? — Murmurou ele. Estava um pouco hipnotizado pelos olhos do menor.

Ele nunca havia reparado no quão fofinhos eram aqueles olhos caidinhos, até aquele momento.

Antes tarde do que nunca, já dizia aquele ditado popular.

— Tá muito perto. — Resmungou, empurrando o peito do mais velho com dois dedos, fingindo descaso.

Até era um bom ator, mas depois do que fizeram juntos e ao perceber aquela paixãozinha crescendo dentro de si, passou a fingir muito mal perante ao chefe.

Estava apaixonado, fazer o que?

Nada muito diferente do mais velho também.

— Desculpa. — Pediu sem se afastar. 

Ele o olhava ainda hipnotizado, como se o respondesse automaticamente. O rosto de Baekhyun era realmente o conjunto que levava a perfeição... Aquela boca rosada e pequenininha, seus olhos brilhantes, seu rosto luminoso. Era engraçado como seus traços eram tão delicados, mas ao mesmo tempo ridiculamente viris.

— Certo. — Falou baixinho, agradecendo a Deus que, naquela hora, as poucas pessoas que estavam ali presentes, mas totalmente alheios a cena dos dois, saíram do elevador, pois chegaram ao seu destino.

Ele achou que teria mais espaço pra respirar.

Só achou.

— Até quando você vai ficar fugindo de mim? — Colocou os braços apoiados atrás do Byun, o encurralando entre si e a parede. O elevador continuava subindo e Chanyeol agradecia por ter um prédio tão grande, assim tendo muitos andares acima e mais tempo com o seu baixinho.

— Ai, Chanyeol... — Parecia irritado, mas estava mesmo é com vergonha da situação. Era um homem desinibido no ato sexual, mas bem, falar sobre aquilo e com alguém que ele gostava era um pouco vergonhoso.

Suas bochechas não coraram, mas ele com certeza queria sair correndo dali. Seu coração batia tão forte ao ter o mais velho próximo a si. Ele estava tão lindo naquele terno preto simples — mas muito bonito e elegante.

— Eu disse que queria de novo — Ele se aproximou ainda mais fazendo os narizes se tocarem, e ambos se perderem naquela carícia simples, abrindo a boca como se fossem se beijar.

Os lábios se roçaram lentamente. Baekhyun suspirou deleitoso e Chanyeol quase explodiu de tanta vontade que estava daquilo. O mais velho puxou o lábio inferior do outro com os dentes, mantendo os olhos fechados, até soltá-lo com um estalo molhado.

— Eu quero muito fazer de novo. — Falou para que só Baekhyun escutasse, como um segredo, mesmo que a única testemunha daquela cena fosse a câmera do elevador.

Ou o segurança teria uma ereção ao ver aquilo, ou chamaria a polícia, entretanto, porém, todavia, o dono da porra toda não deixaria algo assim acontecer.

— Eu quero muito sentir você novamente, Baekhyun. — Roçou a boca juntamente com o nariz na pele do menor, o fazendo suspirar. — Eu também quero sentir os seus dedos, quero sentir você todinho.

— Ah... — Gemeu  deleitoso só ao imaginar. — Eu também.

— Então para de fugir. — O olhou firme.

— Tá.

— Tá, tá ou tá... ?

— O que? — Riu Baekhyun — E isso lá faz algum sentido, Park Chanyeol? — Deu um tapa no braço do outro, bem fraquinho, como um provocação.

E ali os dois meio que se entenderam, meio que conversaram e resolveram que iria existir uma próxima vez, e outra, e mais outras, e quantas fosse possível.

 

 


Notas Finais


eh isto meusa migo, espero q tenham gostado rs


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