História Cereja, vinho, alecrim, tomilho e todos os meus pêssegos - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Originais, Senhory
Visualizações 11
Palavras 537
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic)
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, oi.

Eu n sei se gostei, exatamente. Na minha cabeça se formou uma história bem completa, mas minha cabeça é sempre um reino de coisas que, às vezes, só fazem sentido para mim, maaas, de qualquer jeito, é uma song-fic de "Cherry" da Lana Del Rey, a única cantora que consegue me fazer chorar cantando um refrão formado por alecrim e tomilho.

Link da músicas nas notas finais =)

Boa leitura.

Capítulo 1 - Nunca é justo para ninguém.


Amor
Eu disse que amor verdadeiro
É como sorrir quando o pelotão de fuzilamento está contra você
E você apenas continua de pé

 

Cherry está arruinada.

Ela consegue sentir isso da ponta dos seus dedos tortos até o âmago frio que vem de dentro de sua alma fodida, imperfeita e tão quebradiça quanto vidro barato de potes de perfume que grudam na pele e desaparecem no ar frio de noites de sábado onde Cherry costuma ficar encostada em postes com uma garrafa de vinho pela metade e um batom roxo nos lábios sempre entreabertos com a sugestão de um sorriso.

Cherry na verdade se chama Rosa.

E é mãe de uma menininha chamada Océane que é a melhor aluna da escola e só leva estrelinhas douradas para casa quando, para sua mãe meio bêbada olhando para a luz do sol desaparecendo na janela da cozinha, espera conseguir um sorriso ou até mesmo um “bom trabalho, querida”, mas nunca ganha nada disso. Océane tem um nome estranho e uma mãe que não se importa mais.

E existem aqueles que se despedaçam por menos.

Antes de desaparecer nas estrelinhas daquela dor interna que nunca desaparecia mesmo quando Cherry gemia e cuidava dele como queria que ele cuidasse dela, quando Cherry ainda se importava e trabalhava várias horas por dia mesmo se desfazendo antes do final do dia; quando Cherry desistia e voltava para a casa às oito e vestia sua camisola azul marinho e prometia que o amanhã seria todo aquele sonho cor-de-rosa que eles se prometeram quando tinham dezesseis e muito ainda para beber e nada para os impedir de serem tão ferrados porque tudo melhoraria depois. Quando Cherry ainda dizia que se chamava Rosa e acreditava que coisas assim que formavam "amor verdadeiro".

Ele ajudou a escolher o nome de Océane.

Eles dormiram juntos no colchão com espaço para só uma pessoa e confiaram naquelas juras de amor de músicas sobre pessoas sem-teto que se mantém sob as chuvas de verão desde que se amem, acreditando em um bebê ainda nem formado como uma solução para o que nunca tiveram respostas. Océane resistiu, as respostas não.

Ele nunca voltou para dizer adeus.

Cherry não diz mais seu nome de verdade. Brilhando pelos postes da cidade ela se esquece que precisa voltar para casa sobrevivendo na pureza das bebidas com sabor de cereja e algo mais forte para tornar mais fácil. Mais fácil dizer adeus para os que não existem mais.

Mais fácil esquecer que tudo sempre esteve tão arruinado.

Océane nunca vai conseguir perdoá-la. Dormindo com sua estrelinha dourada apertada e amassada em sua mão, quase caindo no chão por ser só papel pintando de amarelo e nada mais, ela ainda não entende como às vezes é só tão difícil se manter acordada por um dia inteiro.

Cherry só acha que precisa que ele volte; precisa de umas respostas melhores. Precisa estar mais sedada, precisa de mais dinheiro, precisa de uma filha a menos, mas, mais tarde, Cherry não sabe que, no final, todos só acabam precisando de perdão.

Ela não está mais despedaçada agora do que estava antes; pessoas nunca são a resposta, por mais que sempre pareça mais fácil quando todos tentam que seja assim.


Notas Finais


alguma pergunta?

obg por lerem

[Link: https://www.youtube.com/watch?v=08rpZJkiNjM]


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