História Cerejeira Sangrenta e o Canino de Lobo - Capítulo 31


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Jiraiya, Kakashi Hatake, Sakumo Hatake, Sakura Haruno, Shizune, Tsunade Senju
Tags Hatake, Kakasaku, Sakukaka
Visualizações 45
Palavras 1.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Passando pra dizer que to viva!

Capítulo 31 - Monstro


A sala de interrogatório estava fechada. 
Mas eu sabia que ele estava ali. 
Respirei fundo, fechando meus olhos com força, e então bati na porta.  

Eu pude sentir um frio na barriga, que eu pensei que nunca mais sentiria. Algo que há muito, ja havia se perdido.
Eu não era mais uma Haruno. Eu era uma Hatake e mesmo assim o nome haruno me perseguia e conseguia me deixa nervosa. 

-Inoichi San! - chamei. - por favor! Sei que não posso mas preciso ver Suzume! 

Silencio. 

-Por favor! - pedi mais uma vez. - sei que estão ai! 

Suspirei estralando meus dedos.

-Certo... Voces sabem que quem está falando é Hatake Sakura, não é verdade? - falei aumentando o tom de voz e estralando os dedos. - e que eu posso muito bem derrubar esse departamento de investigação em questão de segundos, certo? 


Ouvi cliques rápidos, me deparando com um pálido shinobi do clã Yamanaka. 

-Sakura San! - ele resfolegou. - desculpe a demora. 

-Inoichi? - indaguei já entrando no departamento e andando pelos corredores observando as salas. 

-Sala 12. - ele apontou a sala no final do corredor e eu corri sem pensar ate ali, encontrando inoichi me encarando com a sobrancelha erguida.

-Bom...- ele balançou a cabeça.- está explicado por que abriram a porta contra minhas ordens. 

-Você precisa treinar mentalmente seus subordinados para agirem sob pressão, inoichi san. Eu jamais destruiria o departamento. - falei seria e ele riu de canto, provavelmente duvidando da minha afirmação. 

-Vamos. - ele me deu as costas, passando a caminhar pelo departamento, eu o segui de prontidão. - Haruno Suzume está na ala restrita. 

-Ala restrita? 

-Ino está acompanhando ele, ela é mais gentil e habilidosa com traumas. 

-Yamanaka Ino? - a lembrança da menina de longos cabelos loiros e olhos verde agua que acompanhava Mira a todos os lugares me veio na mente imediatamente. Saber que a nova geração de shinobis de konoha estava em alto nível por um momento me alegrou. - fico feliz que ela esteja desenvolvendo seu potencial.

-Sim... - ele acenou sorrindo e parou quando chegamos a uma janela.

A primeira coisa que vi foram os olhos esmeraldinos e curiosos. Diferente dos meus, os olhos de Suzume eram mais estreitos, atentos e destacados que os meus. 

Ino se virou para trás, ao notar a mudança de comportamento dele, e sorriu ao me ver. 

Ele falava algumas palavras e ela o respondeu ainda sorrindo, quando ele se ergueu e caminhou até a janela que nos separava. 

Ele era alto, tão alto quanto kakashi.
Os músculos estavam destacados, tatuagens negras cobriam seu braço direito, listras cruzadas do dedos que se escondiam sob a manga da camisa vinho. 
Os cabelos caíam em seus olhos, balançando suavemente a cada movimento que ele fazia ao caminhar, até estarmos de frente um para o outro.

E ali estava ele, na minha frente, me observando atentamente enquanto esperava alguma reação minha.

Ino se ergueu, pousando a mão no ombro dele e então sorriu. 

-Deixaremos vocês à vontade... - ela apertou minha mão suavemente antes de sair da sala. 

Suzume se aproximou sutilmente, erguendo a mão para mexer no meu cabelo, e eu me encontrei estática. 
Olhos verdes eram coisas que qualquer humano poderia ter... Mas os cabelos rosas só pertenciam aos harunos de linhagem pura. 

Como eu, ele e inevitavelmente o meu clone. Pensar na menina por um momento me deixou angustiada. 

-Sakura. - a voz grave e baixa me chamou, e eu o encarei. 

-Sei que está tão confuso com isso como eu... Eu não pensei que teria um irmão depois do que eu.... - eu não sabia se devia contar o que eu fizera, eu deveria? 

-Eu sei. Mas... Estou feliz que minha única família não seja Kinshi. 

-Suzume... - sussurrei abrindo meus braços, esperando. Suzume não sorriu, não demonstrou nada além de olhos lacrimejando e aquilo me pegou de guarda baixa. Meu coração martelava no meu peito enquanto ele se aproximava de mim e me abraçava de volta. -Me perdoe... Se eu soubesse que você existia eu nunca teria deixado você lá. 

-Eu sei. Kakashi me disse. - respondeu.

Um riso baixo me escapou à menção dele. 

-Kakashi é mais do que eu mereço. - suspirei me afastando. - ele me deu os melhores presentes que eu poderia desejar. 

Ele sorriu, e por Kami, ele tinha o sorriso de nossa mãe. 

-ele falava o mesmo de você. - retribuiu o sorriso. 

-Não foi sobre isso que vim falar... - respirei fundo.- mas sobre o que nos aconteceu. 

A expressão seria apareceu em seu semblante, e assentiu. 

-Nós temos uma irmã postiça. - falei. Eu que antes não possuía quase nenhuma família de sangue, agora possuía mais do que pensava ter algum dia.

-Uma irmã postiça? - ele ergueu a sobrancelha e logo após franziu a testa. 

-kinshi me clonou. 

A risada que saiu de sua boca me assustou por um momento. Sua mão direita se fechou em punho e as faixas negras flamejaram em seus músculos.

-Suzume... - toquei seu braço. A marca se assemelhava muito ao meu Byakugou. 

-Está tudo bem. - ele olhou para baixo envergonhado. E então cruzou os braços, me encolhi com a brutalidade contida naquele gesto. 

-E precisamos deixar nossos pais descansarem.

-Você pretende... 

-Sim... Não há outro jeito! - gesticulei aflita pensando neles. -Não são as vidas dos nossos pais ali... São maquinas forçando eles. Eu preciso desligá-las. Pretendo deixar eles descansarem em paz. Não posso seguir com a culpa de que não fiz nada por eles.

-Não. - ele disse. - não pode fazer isso.

-Como não?! - arfei e então peguei seu rosto entre minhas mãos.- Suzume, eles já morreram! Você entendeu isso?! Nosso pais estão mortos! 

-Não posso deixar que você me tire eles mais uma vez! 

Eu o soltei como se levasse um tapa no rosto.
Era isso o que ele pensava de mim? 
Meus olhos se encheram de lágrimas. 

-eu realmente pensei que você soubesse quem eu era e quem eu sou antes de falar sobre o monstro que tenho dentro de mim. 

Eu saí antes que ele processasse minhas palavras. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...