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História C'est compliqué. - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


oioi, boa noite meus amores.

tenham uma boa leitura sz

ATENÇÃO!

esse capítulo possui partes - implícitas - sobre mutilação, se caso for algum gatilho para você, recomendo que não leia essa parte. não irá interferir tanto assim na história. avisarei com esse emoji ⚠ quando chegar a parte e quando acabar!

Capítulo 13 - Douze - notre baiser sur la plage.


Fanfic / Fanfiction C'est compliqué. - Capítulo 13 - Douze - notre baiser sur la plage.

DAZAI & CHUUYA


Nakahara Chuuya e Dazai Osamu estavam na loja em que o ruivo queria tanto ir para comprar sua palheta nova, mas nunca havia se arrependido tanto de trazer Osamu junto de si quanto agora; o moreno parecia uma criança naquela loja, a frase "parece pinto no lixo" nunca coube tão bem no mais alto. 

- Ohh, Chuuyaaa! - Dazai disse animado, se aproximando rapidamente de um violão que estava pendurado na parede. Chuuya estava se esforçando ao máximo para que ninguém daquela loja descobrisse que o moreno estava andando consigo. 

- Presta atenção, Chuuya! - Dazai pegou o violão que estava na parede e colocou a alça em volta de seu pescoço, se posicionando e começando a tocar de forma desengonçada uma música de sua banda preferida, The Neighbourhood. - I was on the outside looking iiiinn, now I'm on the insiiiide trying to stay. 

- Oe, Dazai! - Chuuya colocou rapidamente a mão sobre as cordas do violão, fazendo o moreno parar de tocar e olhar confuso. O ruivo suspirou. - Para de mexer nas coisas, se você quebrar, eu vou ter que acabar pagando também! - Nakahara disse num quase sussurro para que as outras pessoas da loja não o percebessem.

- O que foi? Você é burguesinho, só pagar para mim que no futuro eu te compenso. - Dazai deu um sorriso travesso quando viu Chuuya revirar os olhos e suspirar, tirando a alça do violão em volta de seu pescoço e colocando de volta onde tinha achado. - E então? Já achou uma palheta?

- Ainda não. Estou com dúvida... - Chuuya colocou uma das mãos em seu queixo, olhando detalhadamente todas as palhetas em sua frente. - Preciso de uma que seja boa para os meus solos. 

- Posso escolher? - Dazai lançou um olhar "pidão" para Chuuya, que somente suspirou e fechou os olhos, balançando a cabeça em negação em seguida. Osamu cemicerrou os olhos e respirou fundo, pronto para começar a cantar novamente. - You're a dooooll, you are flaw-

Antes que Dazai continuasse com seu show de horrores, Chuuya tampou sua boca uma das mãos e com a livre, colocou o indicador na boca, pedindo silêncio ao mais alto. - Okay, okay! Pode escolher, mas por favor, para de cantar! Não estamos no The Voice

Dazai deu leves palminhas em comemoração, já que não podia falar naquele momento. Chuuya, já derrotado e pronto para atirar o moreno na frente do primeiro carro que aparecesse, tirou a mão de cima da boca do mesmo, o vendo respirar fundo. - Não irei decepcioná-lo, Chibi-kun. 

- Veremos. - Nakahara arqueou uma das sobrancelha e cruzou os braços, encarando Dazai escolhendo algumas palhetas. 

- Aqui, Chuuya. - Dazai estendeu a mão para o ruivo que pegou as palhetas, olhando-as e suspirando em seguida. Dazai tombou a cabeça para o lado, tentando entender o porquê do suspiro. 

- Dazai, não quero palhetas muito finas. - Devolveu a maioria para Osamu, que as pegou rapidamente e as colocou de volta no lugar. - E também nem muito grossas. Toma essas também. - Chuuya devolveu quase tudo para Dazai, ficando apenas com duas em mãos. Estava indeciso sobre qual escolheria. - Sobrou essas. 

Dazai olhou atentamente as duas palhetas; ambas tinham estampas, sendo uma da banda Nirvana e a outra da banda Queen. Arqueou uma das sobrancelhas, não sabia qual Chuuya escolheria, mas sabia que o ruivo gostava das duas bandas. - Bem, escolhe a que tem sua banda favorita. 

- É, pode ser. - Chuuya deu de ombros e colocou de volta a palheta que tinha a estampa da Banda Queen, indo em direção ao caixa para pagar a palheta que ficou, sendo seguido por Dazai. - Depois eu peço para minha mãe comprar uma melhor para mim. 

- Oh, então a banda favorita do Chibi é Nirvana? - Dazai já havia feito mais uma descoberta, Chuuya gostava de Nirvana. Não ouviu muitas músicas, porém gostava também. Escutava de vez em quando. 

- Sim, bem melhor que essas suas bandinhas Indie. - Chuuya disse enquanto pagava a palheta, sentindo Dazai queimá-lo com os olhos. O ruivo deu um sorriso irônico. - O que foi? Não estou mentindo, estou? 

- Pelo menos a minha bandinha Indie lançou um novo álbum, diferente da sua que não vai lançar nunca mais, Chibi-kun. - Dazai se curvou para ficar próximo de Chuuya, que franziu o cenho e estalou a língua. - O que foi? Não estou mentindo, estou? 

- Por favor, se joga no meio da pista. - Chuuya mostrou o dedo do meio e saiu para fora da loja, começando a andar rapidamente para qualquer outro lugar. Dazai realmente esgotava sua paciência; acreditava que, com o passar do tempo, poderia se acostumar com isso, mas percebeu que não era fácil assim. 

- Chuuuuyaaaa. ~ - Dazai estava andando na direção de Chuuya, o alcançando alguns segundos depois. Ficou ao seu lado e colocou o braço por volta dos ombros do ruivo, começando a balançá-lo de um lado para o outro. - Chibi não sabe brincar quando é a minha vez. 

- Se escutasse uma música do Nirvana, mudaria de gosto musical num estalar de dedos. - Chuuya estalou os dedos como forma de demonstração, fazendo Osamu rir com o gesto. 

- Se escutasse uma música de The Neighbourhood, mudaria de gosto musical num estalar de dedos. - Dazai imitou o que Chuuya disse, até no estalar de dedos, o que fez o ruivo revirar os olhos pela terceira vez em tão pouco tempo. 

- Não tenho cara de garoto Indie. - Chuuya cruzou os braços, estava prestes a socar Dazai somente para aliviar o estresse que o mesmo o causou. Porém, apesar disso, gostava da presença do mais alto. 

- Chibi reclama demais. - Dazai mostrou a língua, escutando Chuuya murmurar um "vai se foder". Já estava acostumado a ouvir tantos xingamentos vindo do ruivo. Avistou de longe uma praia, aquela era a melhor hora para se ir lá, já que de noite ninguém aparece por ali. - Já sei o que vai te acalmar. 

- Que tal me deixar sozinho? 

- Nunca faria isso, e se você se perder? - Dazai deu uma risada e tirou o braço dos ombros de Chuuya, que ficou um pouco incomodado com a falta dele ali. Osamu começou a correr não muito rápido em direção a praia, chamando Chuuya com a mão. - Vem, Chibi! Quem chegar por último paga o lanche, hein? 

- Múmia maldita. - Chuuya disse para si mesmo com um sorriso no rosto, começando a correr na direção de Dazai, na tentativa de ultrapassá-lo. De qualquer forma, ele sabia que iria pagar o lanche mesmo chegando primeiro - o que é óbvio -, mas não reclamaria sobre isso. Afinal, era Dazai Osamu. E ele já estava acostumado com seu jeito de ser. 

O ruivo já havia ultrapassado Dazai não muito dificilmente, o que fez o moreno questionar se Chuuya era muito rápido ou ele era lento demais. Mesmo com sua guitarra nas costas, Chuuya conseguia ser mais rápido que Dazai, não que isso o incomodasse, é claro. Assim teria um belo motivo para observar Nakahara sem que ele percebesse. 

Para Dazai, tudo estava perfeito. Bem, pelo menos mais da metade já estava. Se Fyodor estivesse ao seu lado ainda, se pudesse falar com o russo e esclarecer tudo o que houve entre eles, talvez ambos pudessem chegar em uma solução. Porém, não apressaria Fyodor assim como Chuuya disse para fazer, daria o tempo necessário para que o russo pudesse organizar sua mente e pudesse trocar algumas palavras com Dazai. 

Acreditava que estava em outro patamar com Chuuya. O ruivo ainda ficava estressado com suas brincadeiras, mas não tanto quanto a alguns meses atrás. Parecia que Chuuya já havia se acostumado com o modo de ser de Osamu, apesar de o moreno reconhecer que ele era muito irritante. Se continuasse assim, talvez conseguisse ficar próximo do ruivo do jeito que queria. 

Sim, era fato que os dois quase haviam se beijado a um tempo atrás mas, assim como foi prometido, os dois enterraram essa lembrança a sete chaves dentro de suas memórias. Nem mesmo Atsushi sabia desse ocorrido. Mesmo que os dois nunca tocassem no assunto, a memória ainda era vívida na mente de Dazai; se lembrava a todo momento de como chegou tão perto de Chuuya naquele dia. Se fosse um dia diferente, provavelmente teria conseguido beijá-lo. Porém, naquele momento, deveria respeitar Fyodor. 

Enquanto viajava em seus pensamentos, avistou Chuuya já na praia, de braços cruzados e o esperando na areia. Osamu já estava ofegante por uma simples corridinha, então acabou ficando cada vez mais lento a cada passo que dava. Depois de alguns segundos, alcançou o ruivo e apoiou um dos braços em seu ombro, mesmo Chuuya sendo baixinho e não ajudando em muita coisa. 

- Chuuuuyaaaa, você é muito rápido. - Dazai dizia em meio a sua respiração ofegante, escutando Chuuya rir e tirar a mão de seu ombro. - Muito malvado, deveria ter me esperado. 

- Você lançou um desafio e eu cumpri. - Deu de ombros e se sentou na areia, tirando das costas a mala de sua guitarra e se certificando de que estava devidamente fechado para não entrar areia. - A culpa não é minha se você é lento demais. 

- Não sou lento demais, você que é muito rápido. - Dazai se sentou ao lado de Chuuya e em seguida logo se deitou em seu colo, ficando um pouco apreensivo se o ruivo iria o bater ou empurrá-lo. Seu coração acelerou ao sentir ao mão de Chuuya em seus cabelos, fazendo um leve cafuné nos fios marrons de Dazai. 

Dazai corou levemente e logo olhou para Chuuya, um tanto surpreso por aquela ação repentina. Osamu realmente não esperava que aquilo realmente acontecesse. O ruivo o encarava de volta com o cenho franzido, era notável que suas bochechas também estavam levemente ruborizadas. - Que foi, caralho? Perdeu algo na minha cara? 

- Não disse nada, Chuuya-kun. - Dazai voltou seu olhar para o mar, observando as ondas e sentindo a mão de Chuuya afundar mais em seus cabelos. Se quisesse continuar com aquela sensação boa, deveria ficar quieto e não questionar o ruivo sobre isso. Com o passar do tempo, Dazai foi fechando seus olhos lentamente; se Chuuya não parasse com o cafuné, acabaria dormindo ali mesmo. 

Chuuya olhou de relance para Osamu e percebeu que o mesmo estava de olhos fechados, provavelmente havia acabado de cochilar. Aproveitou este tempo em que Dazai - finalmente - estava calado e cochilando para observá-lo melhor. Sentiu com seus dedos como os fios de cabelo de Dazai eram macios e em como eles eram bem marrons. Tocou a pele do moreno com cuidado para não acordá-lo e sentiu sua pele quente e macia, vendo que Osamu tinha cuidado com sua aparência. 

Deu uma risada boba e logo subiu sua mão para a testa de Dazai, retirando a franja que ficava sob a mesma e a observando. Uma das curiosidades de Chuuya era ver como Osamu ficava sem a sua franja e agora poderia ver; sua aparência mudava bastante quando estava com a testa amostra e a grande vontade de dar um belo tapa ali estava bem aparente. 

Chuuya nem percebia que sorria enquanto observava Dazai. Para ele, aquilo tudo o que estava sentindo era estranho, nunca havia se apegado tanto à alguém quanto se apegou a Dazai. De repente se perguntava o que o moreno estava fazendo, se já havia comido ou se estava dormindo. As vezes se pegava até mesmo observando o pinguim que ganhou de Osamu na primeira vez em que saíram. 

Talvez Dazai o atormentava tanto que agora não conseguia passar algum tempo em paz sem pensar nele. Porém, apesar de tudo, Chuuya já havia se acostumado com a presença do moreno o enchendo o saco toda vez que tinha a oportunidade. Tirou a mão que estava na testa de Dazai e ajeitou sua franja, pronto para voltar ao cafuné se não tivesse percebido algo:

As bandagens de Dazai. 

Chuuya sempre viera se perguntando o porquê de tantas bandagens em volta de seu pescoço e seus braços, mas Osamu nunca o respondia com clareza. Dizia que era "moda" ou que gostava muito de múmias e queria imitar uma, mas o ruivo nunca havia acreditado nisso. Sua mão começou a ir em direção ao pescoço de Dazai, o tocando levemente por cima das bandagens e se assustando logo depois, ao sentir a mão de Osamu segurar com força a sua. 

O ruivo olhou rapidamente para Dazai, que o encarava com um olhar sério enquanto segurava sua mão. O moreno nunca havia colocado tanta força quanto agora, o que deixou Chuuya preocupado; por que Osamu estava agindo assim? - Você não pode tocar aí, Chuuya. 

- Você não estava cochilando? - Chuuya arqueou uma das sobrancelhas enquanto encarava Dazai de volta, ainda com sua mão sendo segurada pelo mais alto. Depois de alguns segundos, Osamu se levantou e soltou a mão do ruivo, se ajeitando na areia e esticando os braços para espantar a preguiça. Chuuya o observava. - Por que agiu assim? 

- Não sei o porquê de tanta curiosidade. - Dazai cruzou os braços e inflou as bochechas, olhando Chuuya de canto de olho. - Já falei que isso é só um estilo, por acaso quer me ver pelado? 

- Que? Claro que não, caralho! - Chuuya franziu o cenho e bateu as mãos na areia, se aproximando mais de Dazai que o olhava um tanto confuso. - Se é só um estilo, me deixa ver mais de perto. Tocar aí não vai ser grande coisa, vai? 

- Óbvio que vai. - Enquanto Chuuya se aproximava, Dazai se afastava cada vez mais do ruivo, que estava convicto em saber o que tinha por debaixo de todo aquele esparadrapo. - E se você me sujar? Chibi malvado. 

- Puta merda. - Chuuya suspirou e voltou a se sentar, observando as ondas do mar irem e virem. - Eu sei que não é estilo, Dazai. Ninguém é tão maluco o suficiente pra usar isso o tempo inteiro. Você não tirou isso em nenhum momento e eu te conheço a seis meses. 

Dazai ficou um tanto cabisbaixo. Abraçou os próprios joelhos e começou a observar suas bandagens, se perguntando se era uma boa ideia mostrar o que tinha ali embaixo para Chuuya. Ele parecia curioso, mas qual seria a reação do ruivo ao descobrir? Osamu encarou o mar junto de Nakahara por um tempo, até o mesmo continuar a falar. 

- Você não precisa mostrar. - Chuuya tirou seus olhos do mar e encarou Dazai, que o encarava de volta com um semblante preocupado. - Só estou sendo curioso e... Talvez esteja preocupado com o que você esconde aí embaixo. Não se sinta pressionado, se não quiser, está tudo bem. 

Dazai arregalou os olhos ao ver Chuuya mostrar um sorriso. Claro, já tinha visto o ruivo sorrir várias vezes, mas aquele era um sorriso diferente; parecia acolhedor, um sorriso que mostrava à Osamu que ele não precisava se preocupar com aquele assunto e que Chuuya continuaria ali independente do que fosse. 

O moreno olhou para o mar, assim como Chuuya fez. Suspirou pesado e lembrou de tudo o que aconteceu entre eles dois durante esses seis meses, percebendo como o ruivo era gentil e ficava preocupado consigo, apesar de sua personalidade forte. Algo no fundo dizia à ele que não havia problema mostrar para Chuuya, confiava no ruivo e sabia que ele não iria se afastar por esse motivo. 

Suspirou pesado mais uma vez e se sentou virado para Chuuya, que o olhou com uma das sobrancelhas arqueadas se perguntando o que Dazai queria. Osamu pensava que seria melhor mostrá-lo para ele de uma vez do que o ruivo acabasse descobrindo sozinho. Estendeu seu braço esquerdo e começou a desenrolar devagar as bandagens que estavam em seu braço, fazendo Chuuya intervir. 

- Dazai, já falei que não precisa fazer isso. - Chuuya segurou o pulso de Osamu com força, fazendo o moreno encará-lo. Nakahara estava preocupado por estar forçando Osamu a isso, queria pará-lo imediatamente. 

- Eu quero mostrar. - Dazai disse convicto enquanto olhava para Chuuya, que soltou seu pulso depois de alguns segundos após Osamu começar a falar. O moreno continuou a retirar as bandagens, mostrando aos poucos algumas marcas em seu pulso e braço. - Espero que... você não se assuste. 

Chuuya arregalou os olhos e engoliu em seco quando viu o braço de Dazai descoberto; havia vários cortes pelo braço e alguns hematomas, chegando até o pulso. O ruivo realmente pensava que era aquilo, mas não sabia que eram... tantos. Voltou a olhar para Dazai assim que o mesmo começou a falar. 

- Eu não sei se você já ouviu falar por aí, mas quando eu tinha uns 13 anos, sofri um acidente de carro com a minha família. - As lembranças daquele dia voltaram com força na mente de Dazai, se lembrando do exato momento em que viu o carro vindo em sua direção. A única coisa que conseguiu fazer foi se jogar na frente de Yumeno enquanto sentia o baque contra seu carro. 

- Naquele acidente, eu fiquei com muitos machucados, já que eu tinha me jogado na frente de Yumeno. Ele foi o que menos se machucou, graças a mim. - Por um instante, Dazai sorriu ao lembrar de Yumeno. Apesar de ter saído gravemente ferido, não se arrependia de ter salvado Yumeno de coisa pior. - Mas minha mãe não teve a mesma sorte que ele. Ela foi jogada pra fora do carro e morreu na mesma hora.

- Eu... Eu sinto muito, Dazai. - Chuuya abaixou a cabeça e fechou os olhos, se achando um incrível idiota por ficar enchendo Osamu com algo assim, fazendo o moreno relembrar coisas que ele certamente não queria lembrar.

- Está tudo bem. - Sorriu, deixando seu braço totalmente visível para Chuuya que o olhava atentamente. -Depois que me contaram da morte dela, eu entrei em depressão e comecei a... me cortar. Achei que isso me ajudaria de alguma forma, e realmente ajudou por um tempo. Com o passar dos meses eu fui melhorando, graças a Fyodor e Yumeno, que ficaram comigo durante esses anos em que eu estava mal.

Chuuya se aproximou de Dazai e segurou sua mão enquanto era observado pelo moreno. Levantou o braço do mais alto e deu um pequeno beijo em um dos cortes que havia naquele local, ficando com as bochechas coradas por ter feito aquilo. - Eu vou estar aqui pra te ajudar agora... Caso precise. 

O coração de Dazai acelerou e suas bochechas ruborizaram tanto que qualquer um poderia perceber. Encarou Chuuya com os olhos arregalados, não sabia o que fazer naquele momento. Poderia fazer suas típicas piadas ruins, mas o ruivo fez algo que nem mesmo Osamu esperava. - O-Obrigado, Chuuya... 

- Enfim, vamos para a água. Tô afim de molhar meus pés. - Chuuya se levantou rapidamente e correu em direção ao mar, torcendo para que Dazai não reparasse em seu rosto completamente vermelho. Bem, Osamu não iria reparar de qualquer forma, já que estava ocupado demais tentando esconder sua própria vergonha. 

- Vou atrás de você. - Enrolou rapidamente as bandagens em volta do braço e passou a mão entre seus fios de cabelo, respirando fundo e levantando em seguida. Precisava agir normalmente para esconder o que estava sentindo, mas a dificuldade era grande. A vontade de retribuir o beijo que Chuuya deu em seu braço falava mil vezes mais alto. 

Chuuya já estava com os pés na água, observando as estrelas que já estavam aparecendo no céu. Estava com frio na barriga, as famosas borboletas. Ainda não estava acreditando no que havia feito durante esses minutos que se passaram, acariciou seu rosto e ainda por cima deu um beijo em seu braço. Certo, ele já havia quase beijado Osamu, mas isso era completamente diferente agora. Chuuya realmente beijou Dazai desta vez. 

Enquanto estava em seus devaneios, foi desperto deles com água gelada sendo jogada contra as suas costas, murmurando um xingamento. Olhou para trás e viu Osamu com uma pequena concha nas mãos e um sorriso no rosto, fazendo Chuuya franzir o cenho. - Mas que porra? Que merda você acha que tá fazendo, Dazai?! 

- Ué, você disse que queria se molhar, não foi? - Dazai continuava sorrindo. Apesar disso, Osamu não tirava o que havia acontecido de sua mente. 

- Molhar a porra dos pés, sua anta! Não minhas costas! - Chuuya se agachou e pegou um pouco de água em suas mãos, atirando em Dazai em seguida. 

- Ai, ai, ai! Que gelado, Chuuya! - Dazai deu alguns pulinhos e se afastou do ruivo, dando uma risada. Gostava de ver Chuuya irritado, apesar de pagar o preço por isso. Foi para perto da água e começou a chutá-la na direção de Chuuya, que ficava ainda mais irritado. 

- Dazai, caralho! Para com isso! - Chuuya colocava seus braços em frente ao seu rosto, tentando não ser atingido pela água que Osamu jogava. Assim como o moreno, Nakahara começou a chutar a água, escutando alguns resmungos do moreno dizendo que a água estava gelada. 

- Que Chuuya malvado. - Dazai dizia enquanto ria, vendo Chuuya tão irritado quanto antes. O beijo em um de seus machucados ainda não saia de sua mente, por mais que tentasse. "Era somente um beijo, e nem foi na minha boca.", pensava Osamu; porém, esse beijo foi tão carinhoso para si de uma forma quem nem poderia imaginar. Precisava fazer aquilo. Agora. 

Começou a andar na direção de Chuuya rapidamente. Aquilo era certo a se fazer? E se o ruivo agisse de maneira estranha? Mas e se não agisse? Eram muitas perguntas que invadiam a mente de Osamu, mas o moreno não tinha como respondê-las agora. Era agora ou nunca, talvez nunca mais tivesse uma oportunidade de ouro dessas. 

Chuuya continuava a chutar a água na direção de Osamu, enquanto o xingava entre dentes. Viu Dazai chegar cada vez mais perto de si, o que o fez se agachar e pegar um pouco de água em suas mãos para jogar no rosto do moreno. Assim que se levantou novamente para jogar a água, Dazai segurou seus pulsos, fazendo a água cair novamente no chão. - Me larga, seu cabeça de minhoca! 

- Desculpa, Chuuya. Mas eu não consigo esperar mais. 

- O que você quer dizer com isso-

Chuuya foi interrompido por Dazai que o calou com seus próprios lábios, num beijo que Osamu queria a muito tempo. Alguns segundos se passaram e Dazai soltou os pulsos do ruivo, caso o mesmo quisesse se separar, já que o moreno continuaria lá até que Chuuya quisesse intervir. Porém, para a sua surpresa, Nakahara não se separou e continuou o beijando, colocando as mãos em sua cintura. Talvez Dazai estivesse pirando agora. 

Nunca havia imaginado que seria isso a acontecer, apesar das possibilidades. Não iria pensar muito nisso, queria focar no que estava acontecendo agora, queria focar mais especificamente nos lábios de Chuuya. Levou as mãos até o rosto do ruivo e acariciou suas bochechas, até continuaria o carinho se Chuuya não tivesse mordido seu lábio, fazendo o mesmo se separar e resmungar um "ai".

- Porra, Chuuya! - Levou os dedos até seu lábio e o tocou, vendo seus dedos ficarem vermelhos. O ruivo havia mordido bem forte. - Tá sangrando?! Por que você me mordeu?! 

- Quem mandou colocar essas mãos geladas pra um caralho no meu rosto, hein?! - Chuuya colocou as mãos no rosto e fez um leve carinho em suas bochechas, xingando Dazai mentalmente. - Puta merda, eu nem sinto minhas bochechas. 

- Fala sério, Chibi. Não acredito que parou meu beijo pra isso. - Dazai colocou uma das mãos no pescoço, começando a mexer a cabeça de um lado para o outro. - Além de ter o lábio machucado, ainda vou ter que ficar com dores no pescoço. 

- Que? Eu nem te bati aí, seu mentiroso! - Chuuya franziu o cenho enquanto olhava Dazai passar a língua no lábio machucado. 

- Você é muito baixinho, Chuuya. Tive que me curvar para te beijar. Precisa crescer mais um pouco, se não eu vou acabar sem pescoço daqui uns meses. - Dazai mostrou a língua e começou a se afastar, sabia que Chuuya correria atrás dele. 

- Ora seu... - O ruivo começou a correr na direção de Osamu que saiu em disparada na frente do ruivo, indo para fora da praia. Parou por alguns segundos para pegar sua guitarra e a colocou nas costas, voltando a correr atrás de Dazai. - Seu maldito! Volta aqui!

- Chibi baixinho! Com essas pernas curtas, você nunca vai conseguir me pegar! - Assim que olhou para trás, se assustou com a velocidade que Chuuya vinha em sua direção. Havia esquecido por um momento de como o ruivo era rápido; naquele instante, Dazai apenas pensou que a sua morte estava cada vez mais próxima. Bem, não era como se de fato Osamu se importasse com isso, havia beijado Chuuya e já estava satisfeito com aquilo. Poderia pagar o preço.


FYODOR & NIKOLAI


- Por que ainda fazemos as vontades dela? - Disse Nikolai, carregando uma cesta de mercado enquanto Fyodor jogava algumas coisas lá dentro.

Os dois estavam num pequeno mercadinho que havia ali por perto, comprando algumas besteiras para comerem enquanto assistiam a qualquer filme na casa de uma amiga; Agatha Christie. A mesma pediu para que alguém fosse comprar comida e bebida, então Fyodor se ofereceu para ir e, como Nikolai não perdia tempo, foi junto com o russo. Porém, já estava cansado, pois a algumas horas atrás, rodou Yokohama para entregar alguns convites.

- Você não precisava vir, sabe disso. - Fyodor dizia enquanto olhava alguns salgadinhos da prateleira, escolhendo os seus preferidos. - Além de que é só um favor que estamos fazendo para a Agatha.

- Ah, Fedya. Sabe que eu não recuso passar um tempinho com você, não é? - Nikolai se aproximou e deu um abraço apertado em Fyodor, que revirou os olhos e tentou afastá-lo. - Ora essa. Se fosse aquela múmia do Dazai, você com certeza o abraçaria de volta.

- De onde tirou isso? Eu o trataria da mesma forma. - Após conseguir afastar Nikolai, Fyodor andou em direção aos "frios", para pegar algumas bebidas enquanto o russo reclamava atrás de si. 

- Sim, claro. - Nikolai deu uma risada, pegando no caminho um biscoito recheado e jogando na cesta. - Da mesma forma que trataria seu namorado, certo? 

- Se você não sabe, Nik, eu já superei o Dazai tem uns bons meses. - Fyodor pegou algumas latas de energético e jogou na cesta, encarando Nikolai em seguida que tinha arqueado uma de suas sobrancelhas. - O que foi? Estou falando sério. 

- Então, se ele aparecesse na sua frente do nada, você iria agir normalmente? 

- É claro que sim. Não tenho mais nenhum problema em falar com Osamu. - Começou a andar em direção ao caixa, sendo seguido por Nikolai que dava algumas risadas atrás de si. Revirou os olhos mais uma vez e já estava prestes a chegar no caixa, se não fosse por ter escutado a risada de Dazai vindo da porta automática. 

- Então quer dizer que você topa namorar- Ai! Fyodor! - Nikolai foi puxado pela gola de sua camisa para detrás de uma das fileiras por Fyodor, que tampou sua boca em seguida caso falasse algo. O russo não estava entendendo o que havia acontecido com Fyodor, até escutar a porta automática se abrir e ouvir uma voz familiar. 

Era Dazai. 

- Socorro, tio! Tem um anão querendo me pegar! - Assim que Osamu terminou sua fala, foi surpreendido por um soco diretamente em suas costas, o fazendo cair de bruços no chão e resmungar de dor. - Ai, Chibi... Mal educado. 

- Te peguei, seu desgraçado. - Chuuya estalou os dedos e se apoiou no balcão, ofegante. Havia passado tanto tempo correndo atrás de Dazai que nem se deu conta. Dessa vez foi mal difícil pegá-lo, já que Osamu desviava todas as vezes que o ruivo quase conseguia. 

- O que foi, Fyodor? - Nikolai tirou a mão do russo de sua boca, se levantando e ficando ao seu lado. Havia escutado a voz de Chuuya também, o que o fez olhar para Fyodor um pouco preocupado. Ele poderia ter falado aquelas coisas sobre ter superado, mas era notório que não. Nikolai não era bobo. Mas também, ambos não poderiam ficar ali. - Não era você que tinha superado? Por que está se escondendo?

- Fica quieto, Nikolai. - Fyodor disse em um sussurro irritado, voltando a prestar atenção nas vozes presentes. Se aproximou da ponta da prateleira e começou a espionar Osamu e Chuuya, percebendo em como eles estavam próximos. Estava com raiva, estava triste, estava com medo.

Era óbvio que não havia esquecido Dazai, ninguém esquecia alguém tão rápido. Gosta do moreno a anos, mas acreditava que se mantesse essa mentira durante este tempo, talvez ele realmente pudesse acabar esquecendo Dazai. Mas é claro que isso não daria certo, via Osamu todos os dias na escola e logo ao lado de Nakahara Chuuya, o que piorava a sua situação em mil vezes. Porém, agora não era hora de ficar ressentido, e sim de sair daquela loja o mais rápido possível, mesmo deixando todas as compras lá. Poderiam ir em outro mercado.

"Por acaso Deus tem algo contra mim?" - Fyodor suspirou irritado e se virou para Nikolai, sussurrando no ouvido do maior. - Precisamos sair daqui sem sermos vistos, entendeu? E sem fazer barulho.

- E como quer que façamos isso? A porta tá longe pra caralho, Fyodor. - Nikolai sussurrava também, com um tom irritado. Fyodor não poderia se esconder para sempre. Já faziam seis meses. - Eles dois vão nos perceber de qualquer forma.

- Não, eles não vão. - Fyodor tinha um plano em mente e usaria Nikolai para isso. - Só seguir o que eu falar.

- Chuuya, você quase quebrou as minhas costas. E se eu ficasse paraplégico? - Dazai se levantou e começou a massagear as costas, escutando Chuuya estalar a língua.

- Deixa de ser dramático, Dazai. Foi só um soquinho de leve. - Chuuya dizia enquanto tirava o cabelo do rosto para limpar sua testa e via Dazai se levantar.

- Você diz isso porque o soco não foi nas suas costas, seu bruto. - Osamu começou a olhar ao redor e logo pegou a mão de Chuuya, o levando para andar pelo pequeno mercadinho. - Olha que incrível, Chuuya. Agora você pode pagar o nosso lanche, estamos num mercado.

- Fui eu que cheguei primeiro na praia, Dazai. Era você quem deveria pagar. - Chuuya arqueou uma das sobrancelhas enquanto era puxado por Dazai. Observou que Osamu estava segurando sua mão, o que o fez dar uma leve corada e desviar o olhar. 

- Não seja malvado, Chuuya. Não estou com dinheiro agora. - Dazai parou em uma fileira de biscoitos e começou a pegar alguns. - Faça esse favor por mim, vai? 

- Tch. Dazai de merda. - Estalou a língua. De qualquer forma, Chuuya já sabia que iria pagar o lanche deles. Apenas concordou com a cabeça e viu Osamu dar pulinhos de alegria e começar a andar pelas prateleiras. Começou a seguir Dazai tranquilamente até sentir alguém pulando em suas costas. 

- Chuuya, Dazai! Que surpresa ver vocês dois por aqui! - Nikolai dizia num tom animado, que obviamente fazia parte de sua encenação. - O que fazem aqui? 

- Estamos comprando roupas, Nik. - Dazai disse com um sorriso irônico no rosto enquanto olhava para o russo, voltando sua atenção novamente para os biscoitos. 

- Comprando roupas num mercadinho? Que feio, Dazai. - Nikolai mostrou a língua, vendo Dazai revirar os olhos em seguida. Depois de alguns segundos, havia percebido que o ruivo estava molhado assim como Osamu, logo se afastando em seguida. - O que vocês estavam fazendo para ficarem tão molhados? Mas esses adolescentes de hoje não tem vergonha na cara. 

- Quem é esse maluco e por que ele sabe meu nome? - Chuuya arqueou uma das sobrancelhas e se virou em direção a Nikolai, observando o mesmo dar uma risada nervosa e sussurrar "Por favor, não observem o outro lado do mercado.".

- É o Nikolai, um dos amigos do Fyodor. - Pegou Chuuya pelo braço e voltou a puxá-lo pelo mercado para afastá-lo de Nikolai, mas sem sucesso, já que o russo estava os seguindo. 

- E seu amigo também, Dazai. Não esquece disso. - Nikolai fez um pequeno bico nos lábios, colocando as mãos em seguida nos ombros de Chuuya. - Vamos brincar de trenzinho? 

- Cadê o Fyodor? Tá escondendo ele, não é? - Dazai parou de repente na frente de Nikolai, fazendo o mesmo dar alguns passos para trás e colocar as mãos em frente ao corpo. - Não faz sentido você vir aqui falar com a gente. 

- Oe, Dazai. O que tá fazendo? Talvez ele só queira ser amigável. - Chuuya interviu, colocando a mão no peitoral de Dazai e tentando afastá-lo de Nikolai. 

- Nikolai não gosta de mim por algum motivo, por que ele viria aqui? - Começou a olhar por toda a loja a procura de longas cabeleiras negras, ignorando o que Nikolai e Chuuya diziam. Já estava sendo infantilidade demais por parte de Fyodor agir como se não conhecesse Dazai. 

"Como assim o Nik não gosta do Osamu?" - Fyodor ainda estava escondido atrás de uma das prateleiras e conseguia escutar a conversa dos três, um pouco receoso e nervoso por causa de Osamu. Teria que sair dali logo antes que o moreno o achasse, havia percebido que Dazai já tinha perdido a paciência naquele momento.

- Dazai, deixe o Fyodor em paz. - Nikolai tampou a sua visão e o empurrou levemente para trás, fazendo Dazai franzir o cenho em resposta. - Ele não quer falar com você.

- Tch. Então avise ao Fyodor por mim para ele parar de se esconder. Isso não vai mudar nada entre a gente. - Dazai agarrou o pulso de Chuuya e começou a puxá-lo para fora da loja, batendo com o ombro em Nikolai antes de passar por ele. 

- Mas que porra...? - Chuuya estava surpreso. Durante todo esse tempo em que conversava com Dazai nunca havia visto o moreno tão alterado quanto agora. Acreditava que essa característica não fazia parte de sua personalidade. Ele realmente havia cansado dessas cenas de Fyodor. 

Assim que Chuuya passou pela porta automática junto de Dazai, observou alguém sentado atrás de alguma das prateleiras o encarando. O ruivo percebeu que se tratava de Fyodor pelos cabelos longos e os olhos roxos, mas preferiu não contar nada para Dazai e apenas continuou o seguindo, já havia acontecido coisa demais em tão pouco tempo. 

Dazai e Chuuya saíram do mercado e, consequentemente, Fyodor se levantou de onde estava e percebeu de canto de olho que Nikolai vinha em sua direção. O russo deu um suspiro pesado e colocou a mão na testa, balançando a cabeça em negação. Osamu estava certo, mas por que era tão difícil para ele? 

- Eu te falei, Fyodor. - Nikolai colocou a mão no ombro do amigo e o apertou levemente, numa tentativa de passar conforto para o amigo. - Vamos pegar as coisas da Agatha e voltar, demoramos tempo demais aqui. 

- Tem razão. Vamos. - Fyodor disse baixo, num quase sussurro. Seguiu Nikolai até a cesta de compras e começou a juntar as coisas que haviam caído no chão assim que puxou o russo. 

Fyodor se achava um idiota. Por que agia assim? Se perguntava toda vez que Osamu tentava se aproximar e o mesmo fugia para não encarar a própria merda que fez. Estava com vergonha de olhar Dazai cara a cara e resolver tudo, mas sabia que uma hora ou outra isso aconteceria; sabia que não poderia viver assim para sempre, como se nada tivesse acontecido no quarto do moreno. 

A sua vontade de voltar no tempo e mudar o rumo daquela noite era enorme, mas e se não tivesse beijado Dazai? Era óbvio, seriam melhores amigos ainda e com certeza o russo ajudaria o amigo a conquistar Chuuya, enquanto mantinha sentimentos escondidos que nunca contaria, além de ir se matando por dentro cada vez que visse os dois juntos, como sempre

Talvez não existisse uma versão da sua história em que acabasse com o final feliz. 


DAZAI & CHUUYA


Após algum tempo depois de saírem do mercado, Osamu soltou o pulso de Chuuya e voltou a andar, com sua cabeça nas nuvens. O ruivo apenas o observava preocupado, pelo visto aquela história não se resolveria tão facilmente. Ele se sentia tão... Culpado por algo que nem mesmo fez

Sentia que estava atrapalhando a amizade dos dois, que Fyodor o odiava por sempre estar ao lado de Dazai e o fazendo demorar ainda mais para se declarar. E agora, se o russo descobrisse que Osamu havia o beijado, as coisas só iriam piorar ainda mais do que já estavam. 

Espera. Dazai o beijou na praia não fazia nem uma hora. 

"Por que o Dazai me beijou?" - Chuuya se perguntava. Para se beijar alguém, deveria estar apaixonado, certo? Talvez não, talvez Dazai quisesse apenas ficar. Mas por que demoraria tanto tempo para o beijar? Isso não fazia sentido. De repente uma lembrança veio em sua mente. 

" - Merda, você não gosta dele? Por que você não faz um esforço? Tenta falar com ele e então se apaixona por ele, assim ninguém sai triste. 

- Que merda de solução, Chuuya. Não consigo, eu já gosto de outra pessoa. "

O coração de Chuuya começou a bater mais rápido com todas as lembranças vindo de uma vez. A primeira vez que encarou Dazai no colégio e ele desviou, quando Dazai tocou em sua bochecha e fez um leve carinho ali ou quando o levou para o parque de diversões ao invés de limpar a piscina e o deu um pinguim de pelúcia. Talvez esteja ficando louco, mas... 

E se a pessoa por quem Dazai estava apaixonado fosse ele? 

Por isso Fyodor não gostava de si. Como o russo era o melhor amigo de Dazai, obviamente Osamu foi contar para ele sobre quem estava apaixonado e, como Fyodor já gostava do moreno a um bom tempo, ficou irritado pelo fato de sempre estar junto com Dazai. Tudo se encaixava agora. De repente, Chuuya parou e colocou as mãos na cintura, dando uma risada baixa. 

Olhou para o céu e sorriu, finalmente entendendo tudo. Começou a sussurrar. - Então é por isso que você não gosta de mim, Fyodor? 

- Hum? - Dazai olhou para trás e observou Chuuya parado olhando para o céu, talvez estivesse ficando doido. Osamu arqueou uma das sobrancelhas e começou a chamar Chuuya, na tentativa de fazer o mesmo voltar a andar. - Chuuuuya! Ficou maluco? Vamos continuar, já estamos quase na minha casa. 

- Dazai. - Chuuya voltou a andar e parou na frente de Osamu, olhando o moreno com um expressão determinada no rosto que fez o mesmo tombar a cabeça para o lado. 

- O que foi, Chuuya? Quer outro beijo do bonitão aqui? - Dazai sorriu, vendo franzir mais o cenho do que antes. - Tá tudo bem, Chibi? 

- Você tá apaixonado por mim, Dazai? 

Osamu parou de sorrir de repente de deu alguns passos para trás, arregalando os olhos e ficando com as bochechas coradas. Seu coração ficou acelerado e o moreno engoliu em seco, surpreso por Chuuya ser tão direto em suas perguntas. Aquela foi completamente inesperada por parte de Osamu e, pela primeira vez na sua vida 

Era uma pergunta que ele não sabia como responder. 


Notas Finais


😘🤙


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