História Céu aberto - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Romance
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Palavras 746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


^-^

Capítulo 3 - Não me mates.


Alisson POV: 

A chuva caia sobre mim novamente, e de novo eu deparava-me com alguém que pretendia assasinar-me. O rapaz que me tinha salvo a vida e Tratado de mim estava agora à minha frente com a intenção de me matar,  ele não parecia estar contente com isso,  ele olhava para o chão com frustração,  não era capaz de olhar me nos olhos. Na mão ele tinha uma arma de fogo, que ele irá usar para atirar em mim e me matar a qualquer momento. 

-Tu salvas-te me a vida para puderes ser tu a tirar ma? - perguntei assustada e desolada.   Ele levantou a cabeça e olhou para mim,  mas logo desviou o olhar. Ele obviamente não quer nada fazer me isto. Ele aproximou-se de mim, eu queria fugir mas eu estava petreficada,  as minhas pernas não obedeciam. Ele estava a um passo de distância de mim ainda a olhar para o chão.  Eu não posso morrer agora.  Eu não posso entregar me assim à morte. 

-Tu salvas-te me de um assassino para puderes ser tu a ter o prazer de me roubar a vida!? -eu perguntei num tom alto.  Mas ele não respondeu. 

-Olha para mim. -exigi. 

-Olha para mim!! -repeti.  Ele olhou para mim e eu olhei-lhe nos olhos,  ele não quer mesmo ter de fazer isto,  os olhos dele estão repletos de culpa e desilusão. 

-Tu não queres matar me... -eu disse baixinho. 

-Eu não tenho escolha... -ele respondeu fechando os olhos para não ter de olhar para mim.  Ele apontou a arma para o meu peito,  eu estava encostada a uma árvore e não tinha como eu fugir. Ele continuava de olhos fechados,  não,  ele não pode me matar ele não  pode conseguir...  Eu quero viver...  Agarrei na arma com uma mão,  ele não tinha o dedo no gatilho mas segurava firmemente na arma então tirá-la estava fora de questão.  Eu entrei em pânico. 

-Abre os olhos. - eu pedi e ele abriu novamente os seus piedosos olhos verdes que se prenderam nos meus. 

-Não me mates. - eu supliquei baixinho enquanto olhava para os olhos dele tão profundamente que conseguia ver a sua alma. Eu larguei a arma sem tirar o meu olhar dele.  Foi aí que o rapaz largou a arma deixando-a cair no chão encharcado. Saiu um peso imenso de mim,  e um alívio tremendo preencheu o meu peito,  estou impressionada com a forma de como consegui manter a calma apesar do medo que estava a sentir. A chuva ficou mais intensa, as trovoadas estrondosas ecoavam nos céus e os relâmpagos velozes rompiam os céus. Não vou morrer hoje...  Junto com a sensação de alívio vieram lágrimas que se confundiam com a chuva.  Ele só ficava perplexo a olhar para o chão com os seus cabelos negros encharcados a escorrer para o chão. 

-Eu... Eu peço desculpa... -ele pernunciou com uma voz arrependida e magoada. Ele olhou me uma última vez nos olhos. 

-Vai,  foge para longe!  Nunca fales do que viste aqui  e pensa como se nada tivesse acontecido. Vai,  salva-te.  Eu lamento imenso...- ele exclamou transtornado.  Eu sai da frente dele rapidamente,  ele expulsou os seus chifres e asas do seu corpo novamente,  eu entendo porque é que lhe chamam Corvo,  aquelas asas negras fazem no mesmo lembrar um corvo. Eu virei as costas e andei apressadamente.

-Espera. -ouço ele chamar e viro me para trás  com receio. 

-Como te chamas? -ele perguntou realmente com um ar interessado. 

- Allison... - respondi em voz baixa. Ele sorriu.  Virei me novamente e andei o mais rápido que pude.  Tudo aconteceu tão rápido,  eu estive tão perto de morrer esta noite..  Que criaturas são estas?!  Que sítio é este!?  O que é que eles queriam dizer com cheirar o meu medo!!? De qualquer forma...  Não importa,  nada disto aconteceu,  nunca mais vou voltar aqui vou simplesmente esquecer,  vou simplesmente fingir que nada aconteceu e seguir a minha vida normalmente... Ou pelo menos tentar... 

Corvo POV: 

Ela afastou-se rapidamente e foi desvanecendo-se entre os Pinheiros e as gotas de chuva. Eu não consegui acabar com a vida dela... Por mais que o medo dela fosse o medo mais prazeroso e delicioso de que alguma vez me alimentei,  não conseguia sequer olhar-lhe nos olhos não me senti capaz de magoá-la e sinceramente eu não queria. Os seus olhos azuis esverdeados eram suplicantes e enchiam me de culpa, eu tive de desobedecer...

Abri as asas e voei velozmente para os céus. 

 


Notas Finais


Este capítulo está bastante curto mas tive de terminar por aqui, está muito tarde.


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