História Céu aberto - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Romance
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Palavras 2.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu não sei porquê mas só me dá vontade de escrever de madrugada XD

Capítulo 4 - Pendente


Fanfic / Fanfiction Céu aberto - Capítulo 4 - Pendente

Allison POV:  

Depois de uma hora e pouco de caminhada,  cheguei finalmente à minha scooter em frente ao café, aonde à poucas horas atrás eu fazia o turno duplo para substituir o Justin.  Infelizmente perto estava o meu telemóvel esmagado e molhado no chão.  O sol já começa a nascer e o Justin deve estar preocupado,  então conduzo rapidamente até o nosso apartamento ainda não acreditando em nada do que aconteceu nesta noite.  Eu devo ter ficado louca... Sim... Eu estou louca e imaginei tudo...  Humanos com chifres e asas que cheiram o medo das pessoas...  Uma mansão enorme no meio da floresta...  O Daniel está vivo...  Sim,  nada disto aconteceu... Sim...( Uma dor no meu ferimento interrompeu os meus pensamentos ). E eu definitivamente não fui esfaqueada...   

Negação não me vai ajudar em nada... Vou simplesmente tentar não pensar no assunto...  

Subo as escadas do prédio,  o cansaço está a consumir me... Não sei quanto sangue perdi quando fui esfaqueada mas com certeza não foi pouco,  estou tonta e fraca e subir as escadas até ao terceiro andar custa-me imenso. Destranco a porta e abro a porta devagar para não correr o risco de acordar o Justin,  ele foi visitar o pai ao hospital e a viagem deve ter sido cansativa. Ele adormeceu no sofá, deve ter adormecido a ver televisão esta noite. Ao caminhar para o corredor ouço: 

-Ally? Onde estiveste?  Adormeci no sofá à tua espera... -perguntou Justin com uma voz ensonada. Não sabia o que lhe responder,  conto-lhe oquê!? Que fui salva por um misterioso rapaz que não era humano!? Eu tenho de lhe contar do Daniel,  mas vou manter tudo o resto em segredo até ter a certeza completa de que não imaginei tudo. 

-É uma história complicada... -eu respondi caminhando até ao sofá e sentando me num dos braços do sofá. O Justin esfregou os olhos e bocejou. 

-Conta-me agora... Correu tudo bem?  O Daniel não fez nenhuma das dele?? -perguntou ele sentando-se,  chegar a casa de madrugada não é nada normal da minha parte,  eu compreendo que ele tenha ficado preocupado,  mas bem... Ele realmente tinha razões para se preocupar. 

-O Daniel passou-se,  Justin,  foi horrível,  ele perseguiu me até ao parque de estacionamento e depois perguntou novamente porque é que eu não saía com ele... Eu neguei-o de novo e ele ficou completamente furioso...  Ele correu atrás de mim... Ele tinha uma faca, Justin,  uma faca!!  Ele perseguiu me até à floresta e... -eu expliquei,  agora que disse isto em voz alta apercebo-me da gravidade da situação e de que aquele homem podia ter sido o meu assassino,  podia ter acabado com a minha vida se não fosse aquele desconhecido com asas de corvo!  Justin estava boquiaberto completamente em choque. Eu desmanchei me em lágrimas,  ainda que no momento não tenha chorado, tudo aconteceu muito rápido e eu fiquei em choque o tempo inteiro,  preocupada em conseguir sobreviver. 

-E ele... Ele.. -levantei a minha camisola de lã para mostrar a minha barriga ligada,  o Justin imediatamente abraçou-me e eu desmoronei me nos seus braços,  todo o medo e stress que tive durante esta noite tinha explodido e eu precisava de deitar tudo para fora. 

-Eu não acredito... Como ele pode??  Lamento imenso que tenhas passado por tudo... Foste ao médico?  Onde está o Daniel!?  Temos de fazer queixa dele à policia,  o mais rápido possível!! -Justin bombardeou-me de questões. Se ele soubesse que aquela foi só a primeira vez que me tentaram matar naquela noite... 

-Sim...  Eu fui ao médico por isso demorei tanto tempo,  eles dizem que não atingiu nenhum órgão interno e que vai sarar depressa... -sinceramente não sei,  mas tinha de inventar algo para deixar  o Justin mais calmo.  O Daniel está morto...  O rapaz que me salvou " Acabou com ele ",  não iria ter qualquer sentido fazer queixa dele à polícia. 

-hm...  Depois dele me esfaquear ele fugiu,  eu já fiz queixa à polícia...  Não te preocupes... 

Ficamos a conversar sobre o assunto durante algum tempo até que o Justin olha para mim com um olhar confuso. 

-Onde está o teu pendente? Tu nunca te esqueceste de o colocar.  Onde está? -perguntou ele.  MERDA, eu tinha o na mansão!  Ele deve ter caído quando o Corvo  me levou lá para fora! Aquele pendente é a única coisa que eu tenho dos meus pais!!  Aquele pendente faz parte de mim!  Nunca me esqueci de o colocar na minha vida!  Eu tenho de voltar à floresta!  Eu tenho de voltar!  Tenho aquele pendente desde que sou recém nascida! Ficar sem ele está completamente fora de questão!!  Eu tenho de voltar!  Eu vou ter de voltar!! 

O Justin reparou na minha cara de pânico. 

-Perdeste o pendente?!  Tu nunca o perdeste!  Tens isso desde que chegaste ao nosso orfanato! -disse Justin surpreso. 

-Eu... Eu devo o ter deixado na cozinha do café...  Quando estávamos a fazer os bolos... -eu respondi ,  inventando uma desculpa. Tenho de ir à floresta ainda hoje!! 

-Bem,  hoje é o meu dia de folga,  mas se quiseres vamos busca-lo mais tarde. -sugeriu o Justin  colocando a mão no meu ombro.  Ele sabe o que aquele pendente significa para mim e ele entende-me. 

-Não é preciso...  Deixa estar...  Amanhã vê mos isso...-eu insisti. Estou muito cansada...  São 7 da manhã e ainda não dormi...  Acho que falto às aulas hoje... Não estou em condições para concentrar-me nos meus estudos hoje. 

-Está bem,  como quiseres , devias dormir...  Tiveste uma noite tão difícil. Eu ia sair para ir ter com o meu namorado mas se quiseres fico contigo aqui em casa... -disse o Justin com uma expressão preocupada. Ele é tão bom amigo. 

-Não,  não têm problema,  eu até quero ficar um pouco sozinha e processar as coisas...  Vai ter com ele e diverte-te... -eu disse bocejando,  o cansaço estava a começar a tomar conta de mim.  

-Ok então Ally, se precisares de mim liga do telefone fixo... -respondeu Justin com um leve sorriso de compaixão. 

Eu fui até ao meu quarto,  tirei as minhas roupas e deitei me na minha roupa interior.  Adormeci quase imediatamente. Depois de dormir vou voltar à floresta, eu preciso do meu pendente! Ele é muito muito muito muito muito muito importante para mim , é o meu bem mais valioso. 

Acordei às 2 da tarde,  7 horas de sono são o suficiente. Vesti-me agasalhada porque a chuva parou mas está bastante frio lá fora.  Preciso de açucar. Pego num muffin de mirtilos que o Justin trouxe ontem do café e como-o com um café. Pego na minha mala e apreço me a sair de casa para procurar o meu pendente. A ideia de voltar àquela floresta deixa me com ansiedade,  mas estou disposta a correr qualquer risco por o único bem que alguma vez me fez sentir amada e segura. Ultrapasso um pouco o excesso de velocidade na minha scooter e atravesso as ruas rapidamente até chegar à densa e intimidante floresta em que à algumas horas,  eu quase morri... Desta vez atravesso parte da floresta com a minha scooter deixando-a perto do local onde quase fui executada para que eu não me perdesse.  A mansão estava a vários metros de distância,  mas era enorme,  com portões e muros altos e um maravilhoso jardim com um lago e fontes com estátuas magnificamente esculpidas. Olho para a árvore onde eu estava encostada quando o rapaz Corvo apontou a arma para o meu peito,  o meu coração dispara só de lembrar e fico cheia de nervos.  Olho para o chão à procura de algum rastro do meu pendente.  Eu ouço uma respiração e congelo.  MERDA, alguém sabe que eu estou aqui,  e se alguma criatura daquelas me matar!?  Eu não pensei bem nisto... Isto não é nada meu...  Eu normalmente penso bem em tudo o que faço...  Estes últimos tempos têm dado cabo de mim.  Tomo coragem e olho em redor para ver de onde vinha a respiração que eu tinha ouvido.  E lá estava ele.  O rapaz Corvo com os seus chifres e asas negras com auscultadores nos ouvidos a dormir encostado a uma árvore. O meu coração acelerou e o meu estômago apertou. Ele parecia estar a dormir profundamente e na altura,  ele parecia inofensivo,  mas eu sei que ele não é...  Ele matou o Daniel e a rapariga que estava com ele disse que ele já o tinha feito antes. Tenho muito medo de o acordar. Procuro silenciosamente pelo pendente no chão,  não o encontro em lado nenhum!  E o medo está a tomar conta de mim!  Olho em redores novamente  e reparo que na mão da rapaz Corvo adormecido...  Estava o meu pendente!  Eu tenho de o recuperar!  Por muito medo que tenha,  nunca me perdoaria se eu virasse as costas ao meu pendente agora!  Aproximo-me extremamente cuidadosa,  o meu coração a bater cada vez mais rápido. Abaixo-me sem imitir qualquer ruído e levanto gentilmente o fio do pendente da mão dele. De repente ele abre um dos seus olhos. Caio para trás com o susto e afasto-me  no chão. Ele olha para mim com uma expressão surpresa e tira os auscultadores. 

-Voltas-te? Porquê? -perguntou o rapaz corvo olhando fixamente para mim assustada no chão. Eu levantei me o mais rápido que pude e tentei fugir,  mas enquanto corria deixei cair novamente o pendente.  Quando me virei para o apanhar o rapaz já tinha voado velozmente para trás de mim e apanhado o pendente. Ele era inexplicavelmente rápido, e isso só piorava o meu medo. 

-Voltaste para buscar isto? -perguntou ele calmamente brincando com o meu pendente em forma de sol em seus dedos. A minha respiração acelerou. 

-É o meu pendente...  Por favor dá-mo... - pedi-lhe tentando acalmar o meu pânico.  

-Tu arriscas-te a tua vida,  vindo para o meio da floresta onde eu te poupei a vida,  por um pendente? -questionou o rapaz intrigado. 

-Esse pendente é a única coisa que alguma vez tive dos meus pais... Usei-o todos os dias da minha vida sem me esquecer uma única vez de o colocar...  Devolve-mo...  Por favor... -pedi novamente dando o meu melhor para me manter calma. Ele parece ser compreensivo. Ele aproximou-se de mim lentamente e eu estendi a mão para que ele me entregar-se o pendente. Ele ficou muito perto e eu conseguia sentir a sua respiração quente. Os olhos dele são verdes bem amarelados,  nunca tinha visto uns olhos assim. O meu medo só aumentou  quando ele inspirou o meu cabelo. 

-Sabias que o cheiro do teu medo é o cheiro mais irresistível que alguma vez cheirei? -perguntou ele com uma voz suave e calma mas que me arrepiou o corpo todo.  Ele colocou o pendente na minha mão e eu afastei-me dele. 

-O teu nome é Allison não é? - ele perguntou com um leve sorriso de canto dos lábios. Eu acenei com a cabeça afirmativamente.  Eu ia virar as costas e fugir mas uma enorme curiosidade surgiu em mim.  Eu queria saber se o seu nome era realmente Corvo. Eu sei que qualquer pessoa normal fugiria o mais rápido possível,  mas não consegui evitar. 

-O teu nome é mesmo Corvo? -perguntei em voz baixa com algum receio. 

-O meu nome é Caio. Todos me chamam Corvo por causa da cor das minhas asas... Não é tão comum assim na nossa espécie nascermos com asas tão negras. -ele respondeu calmamente.  Ele olhava para mim com um olhar fascinado. 

- E a vossa espécie é? - tinha esta pergunta na cabeça desde que acordei na mansão e vi aqueles seres com chifres de Carneiro e asas que até mudam de forma. 

-Nós somos Demos e estamos na terra à tanto tempo como os humanos, mas vivemos escondidos e em segredo...-ele respondeu nunca tirando os seus olhos de mim. Eu tenho de ir embora antes que cause problemas mas... 

-Ficas-te em sarilhos por me levares para a mansão? -perguntei pensando naquele homem furioso e enorme que lhe esbofeteou  por ter trazido um humano para a mansão. 

-Nada que eu não consiga aguentar... - ele disse com um sorriso amigável. Ele parece ser uma boa pessoa,  o meu medo até acalmou depois de conversar um pouco com ele. Ele tem um sorriso caloroso e puro. 

-Tenho de ir... -digo virando as costas e caminhando até à minha scooter.

-Adeus Caio... -Despeço-me colocando o capacete e montando na scooter. Olhei para ele uma última vez,  ele olhava para mim atento como se estudasse os meus movimentos. 

-Até um dia...  Alisson... -Ele pernunciou com um sorriso amável e um olhar distante. 


Notas Finais


Eu gostei bastante de escrever este capítulo, a imagem do capítulo é um simples desenho que eu fiz do Corvo ^-^ Espero que alguém aprecie lê-lo também <3


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