História Céu aberto - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Drama, Fantasia, Romance
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Palavras 1.691
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou me a sentir inspirada :P

Capítulo 7 - O que fazes aqui??


Scott/Dominus POV: 

Estamos à porta da mansão,  o Corvo voou para a floresta rapidamente,  ele acabou de ser punido e está chateado...  O melhor é deixá-lo em paz...

-Reymond,  tu foste um pouco rígido com ele... -disse Danna ao supervisor do Caio. 

-Dominus pediu-me que eu não tivesse piedade enquanto o estivesse a punir... -respondeu Reymond ,  é verdade eu disse isso, eu estava bastante furioso na altura,  mas agora que penso nisso,  Sinto-me um pouco culpado,  o meu sobrinho ficou muito chateado , deve estar a sentir-se humilhado...  

- Scott,  eu fiquei a supervisionar a punição e acho que foi um pouco exagerada... Custou-me bastante assistir,  e sei que não foste tu a supervisionar porque não aguentarias,  tu devias ser menos impulsivo...  Isso ia te ajudar muito como Dominus,  devias pensar melhor antes de tomares decisões importantes. - disse Danna colocando os seus escuros cabelos encaracolados atrás da orelha. 

-Ele disse que a rapariga lhe fazia lembrar a mãe dele,  e que ele não conseguia matá-la mesmo que se esforçasse,  ele pediu desculpas e desabou,  ele nunca chora quando punido mas desta vez desmoronou-se...  Ele tem tido pesadelos com aquele dia Scott... -Danna colocou as mãos nos meus ombros e olhou me nos olhos. Acariciei a sua cara suave com as costas da mão. 

-Desculpa teres tido de assistir aquilo Danna...  Manda alguém para tratar da rapariga...  Por favor...  Eu vou me deitar um bocado... -suspirei e beijei  a sua testa.  Virei as costas e subi a escadaria. 

Danna POV: 

-Obrigada por não teres sido rígido com ele... -agradeci ao Reymond. Nós combinamos dizer que foi uma punição muito severa ao Dominus. Mas eu contei a verdade sobre o facto de ele ter chorado.  Foi muito incomum.  Normalmente ele aguenta a sua punição silenciosamente ou fica chateado,  nunca chora... Ele deve ter tido muita complicação em tentar matar aquela miúda.  E os pesadelos... Ele tem passado por muito stress. 

-Eu não conseguia usar um chicote de eletrochoque no meu jovem amigo! Custa o suficiente com um chicote normal,  eu não quero problemas com o chefe mas tenho a certeza de que ele também se arrependeu de me mandar fazê-lo.- Respondeu Reymond com uma expressão de compaixão.  Eu sempre admirei o Reymond por o seu bom coração, tem um coração enorme, bem , ele em si é enorme mas...

O Scott também é bondoso,  simplesmente faz-se amargo para não revelar o seu verdadeiro coração de manteiga.

-Ele nunca tinha chorado durante uma punição antes pois não? -perguntei,  como o Reymond é o seu supervisor ele é o que está responsável por as suas punições então ele sabe melhor do que eu. 

-Só nas duas primeiras vezes após da morte da sua mãe,  senhora. O rapaz estava muito abalado. -respondeu o Reymond com um olhar humilde e sincero. 

-Ele sente muito a falta dela... Abraçou-me com força após a punição enquanto se recompunha,  realmente fez me doer um pouco o coração,  admito... Ele é como um filho para mim... -digo sincera, acendo um cigarro. 

Allison POV: 

Voltei da barragem e estou pronta para trabalhar no meu trabalho de design gráfico.  Soube muito Bem estar lá e pensar nas coisas sozinha, fez me sentir muito melhor como se me tivesse aliviado de um peso por ter pensado em coisas que sempre ivitei pensar. Já anoiteceu e o Justin deve estar quase a chegar do seu encontro. 

Trabalho no meu computador sentada no sofá. Algumas amigas minhas deixaram mensagens a perguntar se estava tudo bem e a razão de eu ter faltado às aulas hoje.  Respondi a verdade a amigas mais íntimas (sobre o Daniel)  e às outras disse que estava demasiado cansada. Ia começar o meu trabalho só que confesso que me destrai um bocado com vídeos de gatos. XD.  O Justin chegou a casa e não está sozinho.  Trouxe com ele o seu namorado Todd. Nós já saímos juntos algumas vezes,  ele é divertido e sorridente.  

-Hoje o Todd vai passar a noite aqui,  tudo bem para ti? - perguntou o Justin empurrando o Todd para a frente dele. O Todd é um rapaz bem baixinho e delicado,  ele é muito adorável XD.  O Justin ri-se dele e chama-lhe gnomo. Tem muita piada. 

-Claro, ele ocupa pouco espaço hahaha-digo num tom de gozo.  O Todd revira os olhos.  

Reparei que o Justin tinha um saco na mão. 

-Toma trouxemos te isto do restaurante chinês. -disse ele entregando-me o saco. 

-Nós já jantamos então vamos ver um filme no meu quarto,  queres vir? -perguntou o Justin pegando nos ombros do Todd pronto para o empurrar até ao quarto. 

-Não,  eu tenho de acabar o meu trabalho. -respondi abrindo o saco e retirando a caixa com a comida. 

-E com trabalho,  queres dizer...  Vídeos de gatos? -perguntou o Todd com um sorriso desconfiado. 

-Cala-te. -Ri-me. 

Eles foram para o quarto e eu comi com calma a comida deliciosa que o Justin me trouxe. Fico a dever-lhe uma. 

Ouço bater à porta.  Oquê?  Quem será?  Aposto que o Justin e o Todd não ouviram porque,  sinceramente,  o som da televisão do quarto dele está muito alto. Levanto-me e olho pelo olho mágico da porta... IMPOSSÍVEL.  É o Corvo!!  Na sua forma humana!  Como é que ele descobriu onde eu vivo. Surgiu uma questão na minha cabeça.  Será que abro??  

Suspirei e abri a porta exitante e com receio. 

-Como descobriste onde eu vivo!? O que fazes aqui!? -perguntei confusa em voz baixa. Ele está com uma expressão preocupada. 

-Bem... Primeiro procurei a tua scooter... E quando encontrei vi a camisola de lã que estavas a usar quando te levei para a mansão no estendal... -ele respondeu como se fosse a coisa mais natural do mundo. 

-Oquê?!  Estás a stalkear-me?!  O que é que tu queres!? -perguntei,  a última coisa que quero neste mundo é outro Daniel na minha vida.  Outro obcecado que me segue. 

-Oquê??  Não,  escuta-me. A Suzan descobriu que eu não te matei... -ele disse coçando a cabeça e desviando o olhar de mim.  Quem? Aquela mulher com uma voz arrepiante! Isso é muito mau não é!? 

-E...  Ela contou a alguém?? -perguntei preocupada,  e agora?? 

-Bem,  A Danna...  A mulher do Dominus ela ouviu nos discutir sobre isso e bem...  Contou tudo ao meu tio... -ele respondeu com um ar envergonhado e culpado. Tio!? 

-Oquê!?  Aquele homem que te bateu!?  Ele é teu tio!? -Estou muito confusa,  pensava que já não tinha nada com que me preocupar... 

-Sim ele...  Ele é o líder do nosso Clã lá da mansão e... Não ficou mesmo nada contente... -ele entrou no meu apartamento cansado de ficar só á porta. 

-Ele fez te mal?! Ele magoou te!? -perguntei,  aquele homem parecia completamente capaz de bater nele de novo, ele tinha um ar muito agressivo e perigoso. 

-Bom,  mais ou menos,  mas essa não é a questão. -ele corou um pouco. 

- Eu acho que ele vai mandar alguém atrás de ti... Tu tens de fugir daqui o mais rápido possível. Eu vim avisar-te!  Não te poupei a vida para te matarem. -avisou ele.  Oquê!?  Não não não não não. MERDA, MERDA ,MERDA!  Não acredito que fui metida nisto!  Eu não posso ir embora!  Não posso!! 

-Eu não posso sair daqui!  Tudo o que eu tenho está aqui!  A minha casa!  O meu melhor amigo!  A minha Universidade! Não posso! - gritei frustada! Espero que o Justin e o Todd não tenham ouvido. 

-Mas eles vêm atrás de ti... -ele disse suspirando e passando a mão pelo rosto. 

-Eu vou chamar a polícia! -eu disse procurando opções.  Eu não vou sair daqui.  Está fora de questão! 

-A polícia não pode fazer nada contra Demos! Alguns de nós são assassinos implacáveis,  mataram todos que se colocarem no seu caminho! -ele disse,  mesmo frustrado ele parece sempre ser uma pessoa controlada.  Nunca aumenta muito o seu tom de voz. 

-Eu não vou sair daqui Caio... -eu disse suspirando, eu sei o que quero,  nada neste mundo me vai impedir de ficar aqui. 

-Porque é que és tão teimosa?  A tua vida está em jogo! -ele disse com um ar meio chateado. 

-Exatamente! E eu quero que a minha vida seja aqui! Se me queres ajudar,  tenta falar com o teu tio sobre o assunto...  Mas eu não vou sair daqui! -eu disse,  na defensiva,  confesso que sou uma pessoa muito persistente. 

-Não vale a pena!  Ele não me dá ouvidos! Eu fui chicoteado a seu mandado por ter te deixado viver! Ele ficou furioso!  É escusado!  Ele só ouve a Danna... -ele disse gradualmente baixando o seu tom de voz. Chicoteado?! Meu deus que horror. Que homem cruel.  Ele é seu sobrinho... 

-A Danna...  Eu vou tentar falar com ela sobre o assunto... -ele disse baixo,  com um ar arrependido por ter aumentado tanto o seu tom de voz a falar comigo. 

-Obrigada... Desculpa eu ser tão insistente mas... Eu estou a ter as melhores memorias da minha vida neste lugar...  Por muito difícil de acreditar... -Eu disse com um sorriso envergonhado por ter me exaltado tanto. 

-Tudo bem eu entendo... -disse Caio com um leve sorriso. 

-Obrigada por te teres preocupado em avisar-me... -agradeci-lhe com um sorriso. Afinal ele procurou a minha scooter por todo o lado para me encontrar. 

-Queres beber qualquer coisa?  É o mínimo que posso te dar para te agradecer... -eu perguntei,  não sabendo bem o que dizer. 

-N-não obrigado, eu tenho de voltar...  Já são horas de eu voltar para a mansão... Desculpa o incomodo... -ele respondeu envergonhado por recusar a proposta. O rosto dele é bem delineado,  ele tem um rosto simétrico e bonito. 

-Não incomodas-te...  Obrigada por te preocupares em avisar... Lamento tudo o que passaste por minha causa... -digo com toda a sinceridade. 

-Não têm problema,  na mansão é assim que as coisas funcionam... -ele sorri e dá umas pancadinhas carinhosas na minha cabeça. O  que é que ele pensa que eu sou?  Um cão? Olhei para ele confusa. Ele riu-se e virou as costas. 

-Até nos encontrarmos novamente! -ele disse fazendo um sinal da paz afastando-se. 

-Adeus? - Eu estou muito confusa.  Ele é estranho mas...  Um bom coração... 

 

 


Notas Finais


Foi muito divertido para mim escrever este capítulo, espero que gostem! <3


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