História Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 118
Palavras 2.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Temos um Sherlock Holmes no post anterior. kkkkkkkkkk <3
Espero que estejam gostando. E vão deixando os palpites mores porque eu amo muito.

Capítulo 24 - Capítulo Vinte e Quatro


Fanfic / Fanfiction Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 24 - Capítulo Vinte e Quatro

Eu estava deitada na cama de Yoongi, cama essa extremamente espaçosa e esmeradamente forrada com um lençol preto. Estava completamente nua, com a cabeça repousada e levemente tombada para o lado em uma pequena pilha de travesseiros enquanto observava e sentia Yoongi descer por meu corpo distribuindo beijos molhados e carinhosos, enquanto deixava suas mãos brincarem por ele. Era ainda na mesma quarta-feira horrível que Taehyung e o seu pai me proporcionaram, mas eu decidi que talvez passar o meu tempo com Yoongi seria a melhor opção. E por tudo o que é mais maravilhoso no universo, como Yoongi era incrível! Sua pele branca e, agora, arranhada em certos pontos, deixava sua aparência ainda mais arrebatadora. Seus braços flexionados vistos de cima era o tipo de visão que eu adorava ter.

Depois da nossa primeira vez ele tinha ficado duas vezes mais carinhoso e eu imaginei que isso não era sequer possível, mas tudo o que ele fazia, dos toques aos olhares, fazia com que eu me sentisse tão cuidada e querida que as vezes eu não conseguia simplesmente parar de sorrir. E isso foi fundamental depois do episódio do dia com Taehyung e seu pai. Eu ainda ficava com raiva só de lembrar que o pai dele poderia ter suspeitado que eu era tão baixa ao ponto de me relacionar com o próprio filho apenas por conta de status que ele tinha. Aquilo era tão ofensivo que me corroía de ódio toda vez que eu pensava sobre o assunto. Tinha pensando em voltar lá e ir até a sala do reitor e dizer poucas e boas para ele. Mas eu lembrei que eu não tinha qualquer outra fonte de renda e, embora ainda continuasse querendo matar Taehyung por ter me colocado naquela situação toda, me agarrei a sua garantia de que eu não seria demitida.

Somin me levou até uma cafeteria e se sentou no local mais isolado possível, fazendo mil e uma perguntas e me censurando quando repetia que eu não a tinha contatado imediatamente, como se eu devesse pegar o telefone e ligar para ela no exato momento em que Yoongi saísse de dentro de mim. Eu não quis dar tantos detalhes, parecia errado já que não era a mesma coisa com Taehyung. Ela não conhecia este último, em oposição com a relação bastante próxima que tinha com Yoongi, então me limitei apenas a falar que tinha sido muito especial e que ele tinha sido carinhoso. Ela, embora chateada por não saber mais detalhes, estava maravilhada e repetia sem parar que eu tinha sido cabeça dura durante muito tempo e tinha quase perdido aquilo. E eu concordava. Concordava e me enfurecia, porque se tivesse aceitado sair com Yoongi antes eu não teria me envolvido com Taehyung e meu coração não estaria tão cheio de ódio. Tão maravilhada minha amiga estava que simplesmente esqueceu da cara amarrada e enfurecida com a qual tinha me encontrado na porta da instituição e não fez qualquer outra pergunta.

Taehyung me manipulara com a história da orientação e com a omissão de que seu pai era meu empregador e toda vez que eu lembrava daquilo eu queria arrancar aqueles olhos intensos que tinha e que eram idênticos aos do pai, que era tão petulante e mesquinho quanto o filho. Ah! Como eu me arrependia de ter agido como uma adolescente e aceitado toda aquela situação com Taehyung e não ter usado o meu cérebro, do qual eu me orgulhara tanto até ali de ser brilhante, para sair daquela situação que gritava problema em alto e bom tom.

Mas aquilo tudo era passado! Eu estava com Yoongi, ali, naquele momento, enquanto ele segurava minhas coxas e beijava minha virilha me lançando um olhar curioso. E eu estava feliz com ele como há muito tempo eu não me sentia. Feliz porque estávamos em uma fase de exploração tão deliciosa que era até difícil verbalizar. Tínhamos nos visto no domingo, na segunda, na terça e agora na quarta e todos os encontros tinham sido daquela mesma forma. Ele me mostrava um lado muito mais decidido e seguro, mas – eu me odeio por isso, mas parece inevitável comparar – não era como a exploração com Taehyung, tão sexual, tão desesperada. Essa exploração com Yoongi não era só corporal, embora inevitavelmente levasse a isso, mas quase emocional. Durante nossa exploração conversávamos, do mesmo jeito que sempre fazíamos, sussurrando e segredando coisas para o outro enquanto a mão dele apertava minha bunda ou meu seio ou minha mão procurava por sua nuca ou seu membro. Era natural, casual, não forçado e delicioso.

E a língua dele era fantástica. Bem como seus dedos e seus olhos curiosos. E ali eu descobria mais uma das maravilhosas facetas de Yoongi, tão preciso e carinhoso, tão firme e delicado. Com os cabelos tão macios que facilitavam a tarefa de deixar meus dedos escorrerem por eles enquanto um gemido desejoso saia dos meus lábios e minhas costas se arqueavam. E com os lábios e língua tão ferozes que por longos minutos brincaram em uma área tão sensível. Digo longos minutos não porque não tinha conseguido me envolver no que ele fazia, mas porque ele sabia exatamente o que fazia, de modo que cada toque seu parecia extremamente pensado e calculado para prolongar o meu prazer.

Queria continuar ali, com ele, queria que nos fundíssemos em um para que eu nunca mais precisasse sair de perto dele. Sua presença me inebriava e eu me perdia a cada vez que nos encontrávamos. Mas eu tinha que ir embora, não que quisesse realmente, mas porque não queria que minha relação com Yoongi fosse comigo dormindo em sua casa todos os dias, queria que continuássemos indo devagar, apesar de tudo, e ele parecia compreender e querer o mesmo, por isso quando se ofereceu para me levar até em casa e eu recusei com um beijo breve em seus lábios, ele não insistiu. Tínhamos que ir devagar e depois de um banho breve na casa de Yoongi eu estava pronta para ir embora.

Fui embora radiante, como se pode estar depois de passar um tempo com uma pessoa da qual se gosta muito, e como eu estava completamente envolvida com Yoongi! O frio na barriga que ele me fazia sentir em cada encontro era delicioso e eu estava nas nuvens. Mas eu rapidamente descobri que a queda é sempre maior quando você se esquece por algumas horas dos seus problemas.

Chegando no andar do meu apartamento e tirando a chave da minha bolsa me deparo com Taehyung parado em frente a minha porta, com as costas escoradas no batente, as mãos nos bolsos da calça e um olhar perdido. Eu respirei fundo e lutei contra a vontade de virar as costas e fingir que eu não tinha pisado naquele corredor, mas eu não era daquela forma. Eu não tinha feito nada de errado, novamente, e se estávamos em uma situação como aquela era por completa e inteira culpa dele. Além disso eu não fazia ideia do que poderia ter o levado até ali depois de tudo o que tinha acontecido naquele dia.

Continuei andando e parei na frente dele, cruzando os braços sem dizer nenhuma palavra, esperando que ele notasse minha presença. E foi o que aconteceu, ainda sem erguer os olhos ele pareceu acordar do transe em que estava envolvido e começou a falar imediatamente.

– Eu pensei que você estava me ignorando, fingindo que não estava em casa. Toquei a campainha algumas vezes e você não atendeu. – Ele foi levantando os olhos para o meu rosto e quando me encarou de frente sua feição que estava quase envergonhada se fechou por completo. – Seu cabelo está molhado.

– Sim, está. – Respondi simples e com raiva. Não entendia o interesse, mas eu queria começar a ser grossa com ele o quanto antes.

– Mas você não estava em casa na última hora, então não pode ter como seu cabelo continuar molhado por mais tempo do que isso. – Sua voz foi se tornando mais fria e sua expressão se fechando mais.

– Está de guarda na minha porta por uma hora? – Eu soltei o ar irritada. – Devo chamar a polícia mesmo, não é?

– Vocês estão transando. – A pequena frase me pegou desprevenida. Era óbvio que o seu súbito interesse em meu cabelo molhado não era algo aleatório e por um momento até mesmo eu percebi que minha feição ficou confusa e eu fiz o meu melhor para continuar endurecendo o olhar. Mas eu não respondi nada. Eu não tinha que responder nada. Ele desceu os olhos por meu corpo como se observasse minhas roupas e o fato de eu estar apenas com uma bolsa. – Quando isso aconteceu? – Seu olhar era furioso quando voltou a me encarar e aquilo me enfureceu também.

– Eu não te devo nenhuma explicação! Agora, com licença. – Dei um passo para frente, em direção a maçaneta da minha porta, virando ligeiramente de costas para Taehyung e abrindo minha porta.

– Quando isso aconteceu? – A voz de Taehyung ficou um tom mais alto e um grau mais frio quando ele repetiu a pergunta e impediu que eu fechasse a porta quando entrei em meu apartamento. Eu até forcei um pouco, mas ele empurrou a porta e entrou em minha sala sem qualquer cerimônia. – Me responde agora!

– Sai agora, Taehyung! Sai! – Eu estava brava e obviamente gritando. Que belo show para a vizinhança!

– Me responde! – Ele gritou no mesmo volume e me segurou pelo braço. Eu estremeci, não sei se de medo, de apreensão ou de raiva, mas estremeci. Ele se aproximou de mim ainda me segurando com força e seus olhos pareciam em chamas. – Me responde agora! Quando vocês começaram a transar? – As últimas frases foram ditas em um tom mais baixo e soprado contra o meu rosto. Seus dentes se cerraram e eu nunca tinha visto aquela expressão em seu rosto antes.

– Eu não te devo explicação. – Falei cada palavra pausadamente quando a voz me voltou e tentei imprimir o mesmo tom de voz frio.

– Quer saber? – Taehyung me soltou de forma tão brusca quanto tinha me agarrado. – Que se foda. – O comportamento foi tão infantil que eu me senti desconfortável por ele. – Ou melhor, foda com ele o quanto quiser. – Mais uma frase infantil.

– Sai agora. – Apontei para a porta enquanto fuzilava um Taehyung transtornado, que andava de um lado para o outro sem me encarar. – Anda, vai embora!

– Eu só vim te avisar que meu pai quer te pedir desculpas. Ele pediu para te perguntar se está interessada em jantar com ele e com minha mãe na sexta. – Ele ainda andava inquieto e não me olhava. – Ele quer pedir desculpas. Percebeu que agiu errado com você.

Eu fiquei sem saber o que fazer. Ele não poderia simplesmente mandar uma mensagem me perguntando isso? Eu bufei de raiva e virei as costas para Taehyung. Eu queria soca-lo até não sobrar nada. Como ele se atrevia a vir no meu apartamento quando eu já tinha terminado com ele, depois me inquirir sobre quando eu comecei a fazer sexo com Yoongi e agora me soltava isso. Jantar com o pai e a mãe dele? Que história era aquela? Mais uma oportunidade para me humilhar? Ou ele não tinha entendido o meu grito mais cedo quando falei que estava tudo acabado entre a gente. Que história toda era aquela?

– Se essa é mais uma tentativa do seu pai e você me humilharem, eu dispenso. – Me virei para ele e falei com tanta ferocidade que ele parou de andar e olhou para mim. Estávamos quase cômicos, cada um de um lado da sala, como se estivéssemos prestes a nos atacar. Sua mandíbula se endureceu e eu vi todo o processo até que ele recuperasse o controle e conseguisse me responder.

– Ele percebeu que errou com você e quer resolver as coisas. – Ele falou num tom pausado, muito menos para deixar claro o que falava e muito mais para não se descontrolar, sua respiração estava descompassada e aquilo me irritava. Tudo nele me irritava.

– Me despedindo? – Perguntei em um tom de ironia.

– Fazendo as pazes. – Ele respondeu rápido e novamente desviou os olhos de mim. – Quando vocês começaram a transar? – Ele voltou a perguntar em um tom quase sussurrado.

– Não te interessa. – Respondi alto.

– Quando? – Ele estava parado no lugar, virado de lado para mim, por isso quando me olhou teve que virar a cabeça para o lado e sua feição não estava transtornada, estava magoada. Ele sussurrou a pergunta de novo.

– Não te interessa. – Sussurrei também. – Até pouco tempo você nem sabia que a gente não tinha chegado nisso.

– Até pouco tempo você era minha. – Ele respondeu na mesma hora em que eu fechei a boca.

– Eu nunca fui sua! – Falei veemente vendo ele pressionar os lábios em uma linha reta e depois desviar o rosto. – Por favor, vai embora! – Ele continuou parado no lugar e eu diminui a voz. – Não me faça ficar preocupada com esse comportamento seu. Não me faça acreditar que eu tenha que ter medo de você. – Eu estava falando mais baixo do que o necessário para uma conversa normal, mas eu estava cansada. – Eu disse que isso que a gente tinha acabou, então não me procure mais...

– Eu estou apaixonado por você. – Ele se declarou de súbito, mas não me olhou, continuou com o rosto virado, de forma que eu não podia ler sua expressão, mas a sua voz era baixa e quase sôfrega.

– Não! – Neguei veemente fazendo com que ele voltasse o rosto em minha direção. Pensei que ele iria insistir ou começar a gritar comigo de novo, mas ele só me olhou. Seu rosto estava sério, seus lábios levemente entreabertos e ele ficou me encarando. Eu me senti desconfortável, não sabia o que fazer, por isso segurei meu próprio braço rente ao corpo com a mão e abaixei a cabeça. Ele continuava sem se mover e sem dizer qualquer outra coisa e mesmo sem olhá-lo eu sabia que seus olhos pesavam sobre mim. Me pareceu que ficamos assim por quase um século, mas então sua voz baixa, grossa e rouca me despertou.

– Me avise se você quiser se encontrar com meu pai. Ele te convidou para um jantar na sexta. – Eu levantei meu rosto quase receosa, mas só encontrei as costas de Taehyung que já se encaminhava para a porta, a abrindo apressadamente e a fechando atrás de si em uma batida forte, me deixando sozinha em minha sala. E eu continuei parada no mesmo local, sem entender nada de seu comportamento. Apaixonado? Como ele podia me falar aquilo daquela forma? Como ele se atrevia a invadir minha felicidade para me falar aquilo? Eu senti como se fosse explodir e não fosse capaz de me mover. Taehyung ia me deixar doida se eu não cortasse isso de uma vez por todas.


Notas Finais


Estão acompanhando bem?


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