História Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - REVISANDO - Capítulo 25


Escrita por: e VenusNB

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 176
Palavras 3.377
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capituluzinho pra vocês

Capítulo 25 - Capítulo Vinte e Cinco


Fanfic / Fanfiction Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - REVISANDO - Capítulo 25 - Capítulo Vinte e Cinco

Eu só podia estar perdendo todo e qualquer bom senso por ter aceitado ir naquele jantar.

Depois que Taehyung terminou o seu show em meu apartamento e me deixou sozinha para tentar me acalmar eu pensei bastante. Estava disposta a ignorar aquela cena e, principalmente, a declaração dele. Eu já tinha decidido que não o queria por perto e não o queria em minha vida, então não! Eu não voltaria a pensar naquilo. Porém eu ainda tinha que pensar sobre o jantar com o pai dele.

Os dois principais pensamentos que dominavam a minha mente eram: ele obviamente vai me esculhambar até o limite e eu serei humilhada novamente e muito provavelmente demitida ou ele realmente vai pedir desculpas por ter me tratado daquela forma. Os dois pensamentos eram igualmente e extremamente desconfortáveis. Kim Chung-hee, assim como o filho, queria me deixar doida! Mas ele ainda era o reitor da universidade em que eu trabalhava e pensei que não seria muito inteligente cortá-lo e simplesmente me declinar do convite. O que me enfurecia, porque eu não deveria estar tão preocupada com o que alguém que me humilhou acharia de mim. Mas a vida não era justa e eu teria que calçar a sandália da humildade e me sentar lá, de frente para ele naquele jantar e ouvir pacientemente o que quer que ele tivesse para me dizer.

Mas eu não contatei Taehyung para avisá-lo. Liguei para a reitoria no dia seguinte e pedi para falar com Kim Chung-hee. Depois de alguns minutos o seu secretário transferiu a ligação e o reitor me atendeu com uma voz muito mais polida do que a que tinha me tratado anteriormente, mas ainda assim obviamente desconfortável. Avisei que seu filho tinha me dito sobre um jantar e ele confirmou que realmente tinha me convidado. E eu aceitei. Ele se despediu quase um minuto depois, tempo esse em que foi utilizado para me informar o endereço do restaurante onde ele e sua esposa estariam me esperando.

E eu não entendia porque ele queria que fosse em um jantar que obviamente não era institucional, afinal, porque outro motivo a esposa dele e mãe de Taehyung, acho que é importante ressaltar, estaria presente? Eu não podia imaginar, mas mesmo assim eu estava apreensiva.

A quinta passou extremamente rápido e, seguindo o que tinha acontecido nos dias anteriores, eu me encontrei com Yoongi em sua casa. Ficamos no sofá a noite inteira, exatamente como tinha acontecido na primeira vez em que fui até lá. Apenas nos sentamos e ficamos juntos.

– Hm. – Yoongi murmurou assim que separou os nossos lábios e afastou o rosto do meu. – Eu acho que a gente deveria, quem sabe, viajar no próximo final de semana. O que acha? – Ele tentou fazer a pergunta casualmente, mas seus olhos ansiosos me entregavam que ele estava nervoso. Um de seus braços envolvia o meu ombro e a outra mão deslizava por minha coxa enquanto ainda me observava.

– Viajar? – Perguntei enquanto umedecia os lábios como se para ganhar tempo. Era óbvio que minha expressão deveria estar incerta, pois ele me cortou imediatamente.

– Ah! Se você não quiser, tudo bem. – Ele se apressou. – Só achei que podíamos ficar nesse hotel bacana que tem em Jeju. A empresa vai estar ocupada na quinta e na sexta com uma programação de promoção da área de engenharia da qual eu não estou realmente interessado em ir e sei que você não trabalha ou estuda nesses dias, então pensei que poderia ser uma boa oportunidade para a gente...

– Eu aceito. – Eu o cortei. Sabia que ele se explicaria por horas para tentar aliviar o pedido e no fundo eu realmente queria ir. – Só temos que planejar direito, para eu poder olhar minha conta antes.

– Eu estou te convidando. – Yoongi falou enquanto se inclinava para mim e beijava meu pescoço. – É por minha conta.

– Não, não! – Cortei no mesmo instante, afastando um pouco para olhá-lo. – Não é assim que vai funcionar. – Vi quando ele me encarou sério e franziu o nariz me fazendo uma pequena careta. Depois voltou a me beijar e falou que resolveria as coisas e me avisaria ainda naquele fim de semana para que eu pudesse tomar a decisão que melhor me agradasse.

– Estou feliz por estar com você. – Yoongi sussurrou próximo ao meu rosto quando seu braço me envolveu com mais força e sua mão escorregou pelo meu pescoço em um carinho.

– Eu também estou. – Falei em um suspiro. Eu realmente estava. Não me lembrava de estar tão em paz com alguém há muito tempo. A gente ainda não tinha definido o que éramos, não tínhamos rotulado nada, mas não parecia necessário. A gente estava funcionando bem daquele jeito, mas não estávamos escondidos nem nada.

– Você resolveu o que tinha que resolver? – Sua pergunta foi um sussurro ainda mais baixo e seus olhos me olharam ansiosos uma segunda vez enquanto sua mão ainda me acariciava.

– Resolvi. – Concordei com a cabeça em um movimento mínimo e senti em meu rosto o suspiro aliviado que ele deu.

– Então estamos juntos? – Ele perguntou enquanto deixava seus lábios roçarem por minha bochecha.

– Estamos. – Falei enquanto fechava os olhos e sentia seus braços me envolverem em um aperto aconchegante. Seus lábios se pressionaram contra a pele da minha fronte e se deslizaram por ela. Não falamos por um tempo, apenas ficamos daquela forma. Isso queria dizer que estávamos namorando? Eu achava quem sim, mas não queria quebrar aquele momento para deixar as coisas mais claras.

O restante da noite foi essa invariável de carícias e sussurros e eu me esqueci por todo o tempo que na noite seguinte eu estaria jantando com o pai de Taehyung e só Deus poderia saber o que viria daquilo. Não contei para Yoongi para onde iria, não achei que fosse necessário, apenas avisei que não poderia vê-lo no dia seguinte e ele concordou com a cabeça e com um beijo em meus lábios.

E naquele momento eu estava preparada para ir para seja lá o que estivesse me esperando naquela noite. Eu não sabia ao certo nem ao menos como me vestir. Procurei o restaurante na internet e vi que era o tipo de restaurante em que eu jamais iria, extremamente caro e, pela pesquisa, um dos mais difíceis de se conseguir uma reserva. Respirei fundo, enquanto ainda me arrumava, e tirei um vestido mais social do armário. Odiava ter que agradar aquelas pessoas, mas não queria ser humilhada uma segunda vez.

Em alguns minutos o táxi me deixou em frente ao restaurante luxuoso e eu dei uma olhada no meu celular para conferir as horas. Eu estava alguns minutos atrasada e me xinguei por isso. O maître me guiou até a mesa em que estava reservada para Kim Chung-hee quando lhe falei quem procurava e ainda à distância percebi que a mesa que comportava quatro já estava ocupada por três: Kim Chung-hee, sua esposa e Taehyung. E um ódio sem medida subiu por todo o meu corpo. O que ele pensava que estava fazendo ali?

– Senhor Kim Chung-hee. – O maître fez uma breve reverência quando parou ao lado da mesa em que eles estavam sentados. Eu estava um pouco afastada da mesa, atrás de Taehyung que estava sentado de costas enquanto seu pai se levantava em uma reverência e acompanhava com o olhar a mão educadamente estendida do maître como se me apresentasse.

– Senhorita (S/n). – O pai de Taehyung fez uma breve reverência em minha direção e sua esposa se levantou. – Permita-me lhe apresentar minha esposa Kim Yerim e, bom, Taehyung você já conhece. – Ele falou em um tom significativo, porém eu preferi ignorar enquanto me aproximava e devolvia a breve reverência em direção de sua esposa. Taehyung continuou sentado, não se dando ao trabalho de me lançar qualquer olhar. – Sente-se, por favor.

– Espero que entenda a inconveniência da minha presença. – A senhora Kim Yerim começou a falar. – Ele tinha combinado comigo esse jantar, mas me avisou que precisava ter algumas palavras com você e embora eu não saiba o que aconteceu, imagino que deve ser algo realmente importante. Espero que não se importe com a minha presença e de Taehyung.

– Sem problemas. – Sorri para a senhora que, apesar de ter criado um péssimo filho, tinha se mostrado extremamente simpática. Quis dizer que me importava com a presença de Taehyung, mas como ela disse não saber o motivo da pequena reunião, achei melhor não adentrar nesse mérito. Mas lancei um olhar intrigado para Kim Chung-hee para tentar entender como ele faria aquilo. O encontrei dançando os olhos de mim para Taehyung e de Taehyung para mim. Taehyung, por sua vez, estava sentado ao meu lado, completamente estático e sem me lançar sequer um olhar. Um cotovelo estava escorado no braço da cadeira em que estava sentado e a mão aparava o queixo bem delineado e olhava para um ponto cego.

– Acho que podemos pedir algo, certo? – Chung-hee ergueu o cardápio e esperou que todos fizessem o mesmo. Todos menos Taehyung, que continuou sentado da mesma forma. Tive medo de olhar aquele cardápio que sequer possuía o valor dos pratos. Pensei em como aquele jantar diminuiria de modo significativo as minhas economias para Jeju e quase soltei um suspiro de frustração. – Bom, eu acho que posso ir direto até a parte em que eu te peço desculpas. – O senhor Chung-hee falou assim que nossos pedidos foram feitos e eu me remexi incomodada em minha cadeira. Eu estava extremamente nervosa, não sabia o que ele poderia falar e muito menos o que eu deveria falar depois daquilo. – Eu entendo que agi errado, fazendo aquele monte de assunções erradas sobre a senhorita. Espero que entenda a minha posição naquele momento e espero que aceite minhas desculpas, porque embora explicável o meu comportamento ele, de modo nenhum, é justificável. Espero que sua experiência na instituição não se torne desagradável, não quero que ache que está ameaçada ou qualquer coisa do tipo.

– Obrigada. – Falei baixo. Falei apenas porque ele deu uma pausa e a única coisa que eu realmente queria dizer era: isso tudo o que você está fazendo não é mais do que a sua obrigação depois de ter me humilhado. Mas eu não podia brincar com a sorte.

– Espero que possamos deixar isso para trás de forma a começarmos a construir uma relação melhor daqui para a frente. – O pai de Taehyung sorriu para mim e lançou um olhar perscrutador para Taehyung e eu me confundi. Lancei um olhar para Taehyung e este continuava sentado na mesma posição, parecendo completamente entediado e se negando a olhar para mim. Voltei a olhar para o pai sentado a minha frente e mordi o interior da minha bochecha para evitar falar qualquer coisa grosseira para ele. Fiz um movimento lento com a cabeça como se concordasse e voltei os meus olhos para a mãe de Taehyung quando ela quis cortar o clima e começar a falar sobre outra coisa.

O jantar se desenrolou nesse passo. Os pais conversando sem parar sobre qualquer coisa que eu não acompanhava muito, eu completamente desconfortável e dando respostas quase monossilábicas e Taehyung sentado como uma estátua, mexendo apenas para levar o garfo cheio de comida até a boca. Imaginava que ele não tinha me lançado um olhar durante todo o jantar e não teria ouvido sua voz se seus pais não tivessem feito algumas perguntas para ele no decorrer da noite.

Pouco antes da sobremesa chegar eu puxei minha bolsa discretamente e procurei pelo meu celular, buscando saber quantas horas eram e quanto tempo mais eu teria que ficar e me deparei com várias chamadas perdidas, o que fez meu coração quase falhar. Percebi com desespero que todas as chamadas eram de Dak-ho. Ele não costumava me ligar, quando algum deles precisava me avisar ou se comunicar comigo era Somin que me ligava, então receber ligações tão incessantes assim de Dak-ho só poderia significar que algo tinha acontecido com Somin. Me agitei no mesmo instante em que constatava aquilo. Ergui o rosto para os meus acompanhantes e eles conversavam sobre qualquer coisa.

– Vocês podem me dar licença? – Minha voz saiu baixa e falha e eu recebi a atenção de todos da mesa, inclusive de Taehyung. – Eu preciso fazer uma ligação...

– Claro, claro! – Kim Chung-hee falou e eu não pude deixar de perceber que o rosto de Taehyung voltou a se fechar quando ele me viu pegando o celular e me levantando da mesa, deixando a bolsa para trás.

Tentei andar em um passo ritmado até o banheiro, mas meu coração estava acelerado e eu estava ficando nervosa. Entrei pela porta já com o telefone no ouvido, ouvindo os toques da chamada. Porque Dak-ho não me atendia agora? Um zunido em meu ouvido quase me atrapalhou a ouvir a voz abafada de Dak-ho do outro lado.

– Dak-ho! – Falei em uma voz estridente, me encostando na pia do banheiro. – O que aconteceu? Porque me ligou tantas vezes?

– (S/n). – Ele falou meu nome e parou um segundo. Percebi que ele soltava uma lufada de ar e quando voltou a falar sua voz estava obviamente embargada e a respiração descompassada. – Somin se sentiu mal e eu a trouxe ao hospital. Eu não vou te explicar o que está acontecendo agora, mas eles vão ter que tirar o bebê imediatamente e é um parto arriscado. Eu queria te avisar o quanto antes. – Ele parou de falar novamente e fungou do outro lado. Ele estava segurando o choro.

– Onde vocês estão? – Falei depressa. – Vou agora.

Ele me passou o nome do hospital e o endereço e eu sai do banheiro o mais rápido que minhas pernas puderam sem que eu corresse necessariamente. Ele não conseguiu me falar direito o que estava acontecendo, estava desolado demais e aquilo me preocupava. Meu coração batia acelerado e eu estava completamente preocupada com o que poderia estar acontecendo. Somin ainda não tinha entrado no último mês de gravidez então eu não sabia se aquilo era realmente muito sério. Voltei para a mesa em que a família Kim estava.

– Deus! Está acontecendo alguma coisa, querida? – A senhora Kim falou em um tom sobressaltado quando parei ao lado da mesa, ainda sem conseguir falar nada. Sua pergunta chamou a atenção dos dois homens que a acompanhavam e eu pude ver pela visão periférica Taehyung se sobressaltar e desencostar o queixo da mão que o apoiava. – Você está pálida.

– Sente-se. – Kim Chung-hee se levantou ligeiramente e encostou a mão em minhas costas, como se me guiasse para o meu assento. Eu neguei com a cabeça ficando parada no mesmo lugar.

– Eu... Me desculpem. – Falei em um tom baixo e falho. – Eu vou precisar sair antes. – Focalizei o rosto da senhora Kim e fiz uma reverência desajeitada. – Eu sinto muito. Agradeço pelo convite e foi um prazer conhecer a senhora. – Eu estava falando automaticamente e quando me virei para o senhor Kim repeti a reverência. – Mas eu estou com um problema e preciso sair agora. Me desculpem. – Eu me inclinei para o meu assento e peguei a bolsa que estava repousada nele. Pude ver pelo canto do olho Taehyung se levantar, exatamente como o pai tinha feito. Voltei a ficar de frente para o senhor Kim que tinha uma expressão preocupada no rosto. – Como faço para pagar o meu jantar?

– Criança, não se preocupe com isso! – Ele falou rapidamente enquanto estendia e balançava as mãos a frente do meu rosto. – Se precisar de algo nos avise.

Eu fiz mais uma reverência vaga para a mesa e murmurei uma despedida, saindo a passos largos de perto da mesa e atravessando o restaurante de forma muito ligeira para alguém que estava no automático. Eu já tinha o telefone na orelha, ligando para o táxi que tinha me levado até ali e só parei quando já estava na calçada do restaurante. Eu estava transtornada e completamente preocupada. Dei alguns passos cegos pela calçada, me afastando da entrada o estabelecimento e senti uma mão segurar meu braço.

– Você está bem? – Era Taehyung que, pela primeira vez na noite, me dirigia a palavra. Apenas assenti com a cabeça, me desvencilhando de sua mão e voltando a dar alguns passos enquanto voltava a tentar ligar para o táxi novamente depois que a chamada caiu. – O que está acontecendo? – Taehyung deu uma pequena corrida e parou na minha frente, impedindo que eu andasse mais.

– Somin está no hospital. – Falei simplesmente enquanto discava outro número. Yoongi! Vou ligar para ele. Ele provavelmente vai querer estar lá também, foi o que pensei. Antes que eu pudesse começar a digitar o número dele a mão de Taehyung envolveu meu pulso e eu já ia começar a protestar e gritar falando que não era um bom momento para qualquer que fosse o objetivo dele e que aquilo dele ficar agarrando o meu braço já estava enchendo o saco, mas ele começa a andar em direção ao estacionamento do restaurante. – Taehyung, não vamos começar com isso. Eu preciso resolver algo realmente sério agora e não tenho tempo para lidar com você e seu drama.

– Eu só vou te levar até o hospital. – Ele soltou o meu pulso e continuou andando na minha frente. – Você está tendo problemas em contatar alguém. Vou te dar uma carona, não se preocupe. – Eu fiquei parada no lugar em que ele tinha soltado minha mão, mas era suficientemente próximo do carro dele. Ele destravou a porta do motorista e a abriu, soltou um suspiro pesado e me olhou por cima do ombro. – Você quer a carona ou não?

Quais opções eu tinha? Não muitas, por certo. Yoongi demoraria chegar até ali e eu precisava chegar o quanto antes ao hospital. Dei alguns passos e Taehyung entrou no carro. Dei a volta no automóvel e entrei no banco de carona. Eu tinha que colocar minha vida nos eixos para poder ao menos comprar um carro para mim! Não dava mais para contar com a carona de todo mundo. Coloquei o cinto de segurança e Taehyung deu a partida imediatamente, me perguntando qual hospital era, saindo do estacionamento em uma velocidade considerável. Eu tentava não sufocar, me lembrando de como respirar e manter a calma, mas o simples fato de pensar que Somin poderia estar em perigo me desestruturava por completo. Apertei minhas mãos uma na outra em meu colo e só então percebi como estava tremendo.

– Vai ficar tudo bem. – Taehyung falou em uma voz baixa e calma depois de minutos. Eu não me dei ao trabalho de responder, até porque não conseguiria, eu estava visivelmente controlando o choro. Fosse qual fosse o motivo de Somin estar no hospital, não era o momento ideal para que eu chegasse com os olhos marejados até o marido dela que provavelmente já estava desestruturado o suficiente. Eu tinha que ser forte e não só por mim. – A gente já chega.

E realmente em poucos minutos estávamos em frente a um hospital enorme. Taehyung deu a volta por ele e estacionou em uma das poucas vagas que encontrou o mais próximo da porta de entrada. Eu saí do carro apressadamente, sem lhe agradecer, indo em direção a entrada. Era o hospital que Dak-ho trabalhava, mas eu nunca tinha ido até lá antes disso. Entrei na recepção e quase me joguei no balcão de atendimento, perguntando urgente onde eu poderia encontrar a paciente Somin ou o doutor Dak-ho. A mulher fez alguma pesquisa no computador, não me fazendo qualquer outra pergunta, e me entregou um pequeno crachá enquanto indicava o corredor logo a frente, avisando que ela estava em uma ala no térreo. Eu praticamente corri corredor a fora, procurando por Dak-ho e o encontrei sentado em uma cadeira e sendo envolvido pelo ombro por Yoongi.

Mas era óbvio que Yoongi também estaria lá no hospital! Ele era tão amigo de Dak-ho e Somin quanto eu. Eu congelei onde estava quando percebi que ele me avistou. Ele tinha um braço envolvendo o ombro de Dak-ho e uma mão escorada no braço do amigo que estava encostado contra o seu corpo. Vi quando o seu rosto se aliviou um pouco e também vi quando seu rosto se anuviou por completo. Nesse exato momento ouvi os passos apressados de Taehyung atrás de mim e as mãos dele segurarem meus ombros por trás. E então eu senti como se eu fosse precisar de atendimento médico.


Notas Finais


Eita, papai. E agora?


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