História Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 100
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Podem acreditar que eu sou a escritora mais ansiosa desse site.

Capítulo 27 - Capítulo Vinte e Sete - Yoongi Point Of View


Fanfic / Fanfiction Chains (Taehyung e Yoongi Imagine) - Capítulo 27 - Capítulo Vinte e Sete - Yoongi Point Of View

O esbarrão que eu dei naquele cara não doeu nem um por cento do que tinha doido ver ele entrando atrás dela e a envolvendo pelo ombro. Eu experimentei o céu e o inferno em um milésimo de segundo. O céu ao ver que ela tinha chegado e estaria ao lado de Dak-ho também e o inferno ao o ver entrar logo atrás. Eles estavam vestidos de forma elegante e era óbvio que tinham passado a noite juntos em, provavelmente, um encontro romântico. E, como sempre acontece quando eu fico enfurecido, eu me tornei frio. Tive que me controlar para não quebrar o ombro de Dak-ho com o aperto que lhe dei quando a vi se virar a falar alguma coisa com ele ainda a distância, tão próximos um do outro. Por sorte meu amigo estava demasiado anestesiado pela sua própria dor para protestar contra o meu aperto.

Foi quando ela chegou perto que eu percebi que não aguentaria ficar próximo dela naquele momento sem que eu me recompusesse, por isso fui até a cafeteria, controlando a vontade de dar um único soco certeiro na cara daquele cara. Porque ele tinha que continuar ali? Ela só podia ser cruel a esse ponto para levar o cara até lá. Ela não desconfiava que eu, amigo de Somin e Dak-ho, também seria informado e estaria lá?

Eu tinha recebido a ligação desesperada de Dak-ho uma hora antes. Estava entrando na sala de cinema equilibrando um balde de pipoca quando o meu telefone tocou. Tinha decidido ir ver um filme que tinha acabado de lançar já que ela estaria ocupada com algo, por isso quando percebi o tom exaltado de Dak-ho não pensei duas vezes, voltando para o meu carro e dirigindo até o hospital. No meio do caminho liguei para ele e perguntei se já tinha avisado (S/n) e ele me confirmou que ela já estava a caminho, por isso não me preocupei em busca-la. Mas como eu era um idiota! Enquanto estava indo ao cinema sozinho, um dia depois de ter me certificado que eu e ela estávamos juntos de verdade, ela estava lá, tendo um encontro com aquele cara.

Uma voz dentro da minha cabeça gritava sem parar, me chamando de idiota. Era óbvio que eu era o ser humano mais risível. Como eu tinha me permitido envolver com alguém na rapidez com que me envolvera com ela? Como eu não tinha parado para pensar que aquilo estava indo rápido demais e, principalmente, como eu não me certifiquei que aquilo era recíproco?

Mas eu achava que era. Toda aquela semana em que nos encontramos todos os dias, a forma como ela se entregava para mim em minha cama, as coisas que me dizia e que conversávamos, tudo aquilo me fazia crer que ela me queria de verdade da mesma forma que eu a queria. Me fazia acreditar que ela estava tão envolvida comigo quando eu estava com ela. Pelo amor de Deus! Eu estava planejando uma viagem romântica para nós dois. Eu era definitivamente um ridículo. Provavelmente tinha perdido algum sinal de que ela não estava tão na minha assim. Talvez a desculpa do dinheiro? A incerteza na hora da resposta? Provavelmente aqueles eram sinais.

Ainda assim nada justificava a forma com que tínhamos passado aquela semana depois da nossa primeira vez. Então talvez eu não fosse o idiota, talvez ela que fosse sem qualquer consideração. Ah! Como eu quis gritar com alguém ou ao menos socar aquele filho da puta. Era justamente por isso que eu não queria me envolver com ninguém, eu obviamente estava vulnerável demais para me envolver com alguém. Mas ela era tão exatamente tudo o que eu queria e precisava.

Quando ela foi atrás de mim na segunda vez em que fui até a cafeteria eu estava mais calmo e preparado para conversar com ela. Ela tentou se explicar, mas eu não conseguia saber se o que eu via no rosto dela era um desespero genuíno ou se era muito mais por ter sido “pega no flagra”. Não sei se ela se confundiu ou se embananou com as coisas, mas quando me falou que não estava jantando com ele, mas com os pais dele aquilo pareceu abrir um buraco sob meus pés. Então eu, idiota como era, estava achando realmente que uma viagem seria o suficiente para me aproximar dela em um nível muito mais íntimo enquanto ela estava conhecendo a família do outro cara? Ela pediu que eu a ouvisse, mas Taehyung estava na porta da cafeteria e eu senti como se não fosse capaz de respirar naquele ar. Saí o mais rápido possível, não sem antes esbarrar nele e descontar um pouco da minha raiva.

Quando voltei para Dak-ho ele estava da mesma forma, andando de um lado para outro, perguntei se tinha alguma novidade e ele negou com a cabeça. Eu devia me lembrar porque estava ali e me concentrar apenas no problema real. Quem se importava com a dor que eu sentia no momento? Somin e o bebê definitivamente eram mais importantes e eu tinha que colocar minha cabeça no lugar.

Minutos depois ela voltou para perto de nós. Taehyung não estava com ela, mas seu rosto estava inchado e avermelhado. Meu coração se apertou, mas eu não me atrevia achar que fosse por minha conta. Talvez o outro cara tenha dito algo para ela ou talvez ela só sentisse envergonhada por não ter pensado direito sobre convidá-lo a acompanha-la até ali. Dak-ho se preocupou, correu até ela e falou que tudo ia ficar tranquilo, que ela não precisava se preocupar e eu engoli em seco quando ela balançou a cabeça confirmando enquanto os lábios estavam pressionados firmemente e seus olhos me encaravam. Ela estava triste. Mas eu apenas desviei meus olhos, cruzando as pernas e esperando que aquela noite acabasse logo.

Quase uma hora depois um médico surgiu novamente e conversou com Dak-ho, que caiu em prantos. Me levantei na mesma hora e fui em sua direção, completamente sobressaltado e temendo o pior. Ela também correu em direção a ele, mas nos aliviamos no exato momento em que ele nos avisou que uma menininha tinha nascido e que Somin estava ainda em uma operação, mas que já não corria qualquer risco. Ela também caiu no choro, um choro aliviado. Eu quis a consolar, mas meu coração ainda estava suficientemente despedaçado e eu apenas envolvi meus braços em volta de Dak-ho quando este me puxou para um abraço aliviado. Eu estava feliz e aliviado por Dak-ho e Somin, mas eu ainda não conseguia desviar minha atenção de (S/n).

Um tempo depois Dak-ho me chamou e perguntou se eu podia ir até sua casa, pegar uma roupa para ele e para Somin. Concordei de pronto, mas me arrependi na mesma hora em que ele ergueu a voz para (S/n) e pediu que ela me acompanhasse. Como eu poderia negar se já tinha concordado? Ela pareceu sem graça, mas apenas concordou com a cabeça.

– Dê uma passada em sua casa também, (S/n). Tenho certeza que Yoongi não se importará de fazer um desvio. Imagino que esse salto e esse vestido estejam desconfortáveis. – Dak-ho realmente estava alheio a todo o desconforto que nos envolvia. Ela desviou os olhos do nosso amigo e apenas concordou com a cabeça novamente.

Ele me entregou a chave de sua casa e eu saí pelo corredor, sem me dirigir a ela e sem esperar que ela me seguisse. Só parei na portaria do hospital, quando tive que entregar o meu crachá e informar que voltaria dali há algumas horas com alguns pertences do doutor Dak-ho e sua esposa Somin. Percebi que ela estava logo atrás de mim, também entregando o crachá, mas se limitando a apenas agradecer a atendente. Segui para fora do hospital, ainda sem falar com ela, mas ouvindo o barulho de seus saltos me acompanhando. Entrei dentro do carro e esperei que ela também entrasse. Ela pareceu hesitar por alguns segundos, mas abriu a porta, se sentando de forma tão desconfortável no banco de carona que eu tive que virar o rosto para o lado contrário ao que ela estava para me lembrar como se dava partida no carro.

Ela não falou nada por um tempo. Eu já havia manobrado o carro para a fora da vaga e já dirigia para fora do estacionamento, tentando me controlar para não falar tudo o que eu queria dizer, falar como ela tinha me magoado e como eu estava desapontado até comigo mesmo. Vi quando ela apertou as mãos contra os próprios joelhos e soltou um suspiro pesado.

– Yoongi. – Novamente meu nome saiu arrastado de seus lábios e eu segurei para não suspirar também. – Eu não estou com Taehyung. – Ela falou em um tom cansado, mas eu não me virei para o seu lado. Continuei olhando para a frente, mesmo que tivéssemos parado no semáforo. – Por favor, acredita em mim.

– Não vamos fazer isso agora. – Até mesmo eu me assustei com o tom frio que escapou dos meus lábios. Lhe lancei um olhar rápido e vi seus olhos lacrimejarem. Desviei a atenção para a estrada novamente.

Ela não falou nada, mas eu dirigi até o seu apartamento. Dessa vez eu não subi com ela. Fiquei esperando dentro do carro e em menos de vinte minutos ela já havia decido e estava de banho tomado, uma roupa casual, com uma bolsa maior e o cabelo preso em um rabo de cavalo baixo. Estava tão linda como sempre, mas os olhos estavam mais vermelhos do que quando ela tinha entrado. E eu me xinguei por isso. Mas era óbvio que não era por culpa minha que ela estava daquele jeito. Muito provavelmente ela não gostava de mim.

Dei a partida no carro e ela se sentou lá, em silêncio, até que chegamos na casa de Dak-ho e Somin. Dessa vez eu subi junto com ela. Subimos exatamente como estávamos dentro do carro, em silêncio. Eu evitava até mesmo olha-la. Deveríamos focar primeiro no que tínhamos que fazer e depois, se é que houvesse algo para ser resolvido, a gente resolveria nossa situação. Entramos no quarto de Dak-ho e eu fiquei um pouco desconfortável. Eu não sabia onde ficavam as coisas dele, mas ela parecia ter uma boa ideia onde as coisas de Somin estavam, por isso apenas segui para o lado oposto do guarda roupa. Ela separava algumas peças e eu achei a gaveta de camisas de Dak-ho.

– Você não precisa me falar nada. Eu só vou falar o que eu quero porque não aguento mais. – A voz dela interrompeu o silêncio ensurdecedor, mas eu continuei abaixado procurando uma camisa para meu amigo. – Eu não estava jantando com Taehyung. Quer dizer, não como você estava pensando. O pai dele me conheceu algumas semanas antes e então Taehyung tinha me apresentado como uma namorada. Mas o pai dele me viu na reunião dos professores e descobriu que eu era professora da instituição em que ele é reitor. Ele me disse coisas horríveis, insinuou que eu tinha ido atrás de Taehyung por conta da sua posição e eu fiquei enfurecida. Fui embora totalmente transtornada e no mesmo dia avisei Taehyung para não me procurar mais. Isso foi quarta-feira agora, logo depois de eu ter te prometido que ia resolver as coisas. – Ela falava sem parar e eu já estava ridículo fingindo procurar uma camisa. Então me levantei e a olhei por meio segundo, voltando a atenção para o guarda-roupa e pegando uma calça. – Taehyung me procurou no mesmo dia e disse que o pai tinha se arrependido e queria se encontrar comigo na sexta-feira. Nós brigamos novamente, eu o mandei ir embora. Mas na quinta-feira liguei para o reitor para confirmar o jantar e era verdade. Ele queria me pedir desculpas, percebeu que agiu errado. – Sua voz se embargara e um nó cresceu em minha garganta. Mas mesmo assim eu não a olhava. – Eu fui no jantar, mas jamais imaginei que Taehyung ia estar presente. Seu pai me pediu desculpas e sua mãe também estava lá. Taehyung não falou comigo a noite inteira, só depois que voltei totalmente transtornada para a mesa dizendo que tinha que ir embora porque uma emergência tinha acontecido. Tentei ligar para um táxi, mas não atendeu. Tentei ligar para você, mas ele me ofereceu uma carona. Eu estava desesperada e aceitei. Saí correndo do carro assim que chegamos ao hospital e também não sabia que ele ia entrar comigo. Eu... Eu não estou saindo com ele, Yoongi. – Ela suspirou pesado e controlou um soluço. – Por favor, acredita em mim. Eu... Eu te amo!

Meu coração parou de bater na mesma hora em que se apertou. Mas mesmo assim eu apenas peguei as roupas que tinha separado e joguei na bolsa que ela tinha levado. Virei para ela e a encarei. Seus olhos vermelhos me encaravam, mas eu não queria lidar com aquilo naquele momento. Eu não conseguia resolver aquilo ali, por isso apenas desviei meus olhos dos dela e andei em direção a porta, me afastando quando passei por ela.

– Vou te esperar no carro. – Foi tudo o que eu falei antes de sair porta a fora. Eu era um idiota, porque simplesmente não acreditava nela? Porque eu tinha que agir como o idiota magoado que eu era? Era tão difícil confiar de novo? Mas ela tinha falado que me amava, eu deveria ter a tomado em meus braços e me desculpado. Mas eu fui um babaca completo. 


Notas Finais


Deus do céu. A moça soltou logo um eu te amo!


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