História Chama acesa ((Castiel)) - Capítulo 25


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier
Tags Alexy, Ambre, Castiel, Docete, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier
Visualizações 63
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, pessoas. Espero que estejam bem. Só vim dar boas vindas aos novos leitores e dizer que teremos um capítulo narrado pelo Castiel daqui para frente. Talvez seja o próximo ou não. Veremos...

Sem mais delonga, boa leitura!

Capítulo 25 - Estamos progredindo?


Eu não imaginava que voltaria a passar a madrugada teclando com o Castiel como nos velhos tempo, embora o assunto fosse o demais irrelevante e entediante para mim. Porém, para ele parecia ser um das maravilhas. Depois de ultrapassamos o limite de paciência em ficar digitando, optamos pela ligação, e foi uma péssima decisão, porque ele não parou mais a boca.

Sem que eu pedisse, o rapaz me contou como foi sua tour pelo Alemanha, país esse que ele tinha consciência de que era um dos meus favoritos. Soube como foi passar dias sem dormir direito por conta da ansiedade, sobre o fato de terem sido flagrados quase seminus, no apartamento, por fãs eufóricos, e o meu irmão foi o que mais sofreu nisso, todavia ele não quis contar o porquê. 

Soube de quando Viktor saiu com um garoto que havia se fantasiado de menina para atraí-lo, e o guitarrista só não se deu conta disso, porque o tal garoto tinha traços faciais e corporativos de uma jovem. Também soube de quando o Lysandre perdeu a voz e o Castiel teve que substituí-lo, e os fãs não ficaram muito contentes com isso, contudo, não reclamaram muito ou desistiram do show. Entretanto, nenhuma dessas histórias tolas venceu para fato de Castiel ter se embriagado para valer e dormido num lixeiro, sendo confundido, ao acordar, por um mendigo. 

— Por que bebeu tanto assim? Você podia ter entrado em coma alcoólatra. Não parou para pensar nisso? — questionei, com um tom de quem estava lhe dando um sermão. — Aliás, meu irmão ia te matar depois.

Eu sei. Tive que ouvir um monte quando voltei para o apartamento — ele suspirou do outro lado da linha. —, mas eu precisava de algo para aliviar o que estava sentindo.

— Ah, sei. Muito prudente beber para aliviar a dor. Nossa! Quanta maturidade. — ironizei, ouvindo-o rir. — O que foi? Do que está rindo? 

Você... Preocupada comigo. É estranho... mas é bom. Faz eu pensar que estamos progredindo. — não contive a vontade de rolar meus olhos. — Quer saber o que sei? Que você acabou de revirar os olhos. 

Castiel riu mais uma vez.

— OK, senhor sabe-de-tudo. Aposto que você não sabe a cor da minha calcinha! — quando me dei conta do que havia dito, dei um tapa forte na minha testa.

O quê? — sua voz subiu uma oitava, fazendo minhas bochechas esquentarem mais ainda. Sorte que ele não estava presente para ver a expressão de constrangimento em minha face. — Liv? 

Eu simplesmente ignorei seu chamado. Uma sensação calorosa subiu para o meu pescoço ao ter o ressoar do que falei na minha mente, junto à imaginação de como Castiel lidou com aquilo, e seus pensamentos. Eu não havia enlouquecido para falar uma coisa daquela, eu só estava com muito sono mesmo e, convenhamos lembrar que, a madrugada deixa os neurônios de pessoas ansiosas agitados.

Eu simplesmente abandonei o celular para ir ligar o ventilador, e logo me dei conta de que ainda permanecia com o meu calção. Tirei de imediato e me joguei na cama para voltar a falar com o Castiel.

Olívia? Está aí? Ei, não precisa ficar receosa com o que disse. — o rapaz me aconselhou.

— Hum...

Você está com sono, não é? Para falar essas coisas só pode ser isso.

Franzi o sobrolho. 

— Por que? Você também está? — eu procurei tomar consciência e ouvi um bocejo do outro lado da linha.

Não, não. Eu estou bem. — Castiel mentiu e eu só quis socá-lo por ser tão descarado à isso. — Você ainda quer saber se eu acerto a cor da sua... Calcinha? — ele sussurrou a última palavra e o rubor subiu para a minha face.

— Vai se foder, Castiel. — resmunguei, e o rapaz ao invés de se ofender, deu uma gargalhada jocosa. —  Olha, eu vou dormir. Até mais.

Nem esperei ele se despedir para encerrar a ligação. 

Na manhã seguinte eu acordei já notando a ausência da Adèle. Primeiro, porque ela sempre me chamava ao fazer o café da manhã e, segundo, porque era impossível não notar seu cantarolar alto às seis da madrugada. Quem ouvisse apostaria que alguém estava massacrando uma calopsita. Às vezes era até bonitinho, outras vezes era assustador demais, principalmente quando ela tentava imitar os rappers. 

Enquanto esperava Simon vir me buscar, mandei diversas mensagens para a Adèle perguntando sobre seu paradeiro e nenhuma foi respondida. Contudo, ao chegarmos na faculdade, encontrei a garota no refeitório tomando um café. Parecia à vontade demais com a boa vida. 

— Onde você dormiu? — cheguei já perguntando. Ela ergueu o olhar para mim e tomou uma golada do líquido. 

— Por que quer saber? Eu não ando perguntando para onde você vai. 

— Ah, não? — cerrei os olhos, vendo o vermelho decorar sua face.

— Bom, talvez... Olha, eu não estou com tempo para conversar. Preciso ir para aula. — ela disse como despedida, e me deixou ali plantada falando sozinha.

Não me dei por vencida com o seu comportamento anormal e sua indiferença, decidi, portanto, insistir no caso na hora do intervalo. Eu estava à caminho da cantina quando meu celular vibrou duas vezes seguida no bolso da minha calça me estimulando a buscá-lo para verificar o visor. 

Era mensagens do Castiel, uma delas me desejava bom dia e pergunta como eu estava, enquanto a outra havia escrito que ele tinha uma proposta para fazer. Soltei um breve suspiro antes de lhe responder.

Castiel: O que acha de fazermos um duelo de guitarras? Você ainda tem sua guitarra?

Eu: Tenho, e a resposta é não, não estou afim.

Castiel: Por que não, Liv? Vai ser legal. Está com medo de perder para mim?

Eu: Não. Só quero me poupar de passar muito tempo com você.

Ele mandou um “Nossa" com um emoji triste e eu, por minha vez, dei de ombros, deixando aquela conversa morrer ali. Não era porque nos tornamos colegas que eu tinha que sair com ele frequentemente, tampouco ir ao seu apê. Também não seria dessa vez que ele me persuadiria com o fato de estar indo embora. 

Eu consegui alcançar a Adèle ao sair da instituição, no entanto, a garota fez uma trajetória longa para fugir do assunto que a levou a dormir fora, deixando somente esclarecido que esteve na casa de uma de suas paqueras. Portanto, não toquei mais naquele assunto, e fomos o caminho até o apartamento em total silêncio.

Cheguei no trabalho no horário certo, mas tive que ouvir reclamações do Edgar sobre o que eu havia feito no dia anterior. Eu nunca fui de dar ouvidos aos seus gritos e resmungos, e naquela vez não foi diferente, contudo, o fato de eu não prestar atenção no que ele dizia o deixou ainda mais irritado. Não faltou muito para que ele quisesse me demitir pela trigésima vez em que tentou nesses últimos meses, mas como eu sempre tinha um bom argumento para usar contra ele, o homem desistiu.

Carrie aproveitou que estávamos discutindo para ficar do meu lado e perguntar sobre as férias que ele nunca me deu desde que estive lá. Foi o momento épico para ver Edgar nervosinho com o meu comentário de falar com um advogado sobre leis trabalhistas exigindo minhas férias. 

— Vou trabalhar nisso. Eu tenho umas coisas para fazer, mas assim que eu terminá-las eu lhe digo quando você estará de férias. — ele me prometeu.

Acenei com a cabeça e regressei ao balcão para pegar os pedidos.

— Ei, Nath. — eu murmurei ao vê-lo sentado no banco. — Já fez seu pedido?

— Sim. — ele respondeu secamente e se virou para ver o show que ocorria ali. 

Era de uma garota americana que havia chegado há pouco tempo na cidade, e pediu para se apresentar. Segundo os meus ouvidos, ela cantava bem... Bem menos pior do que quando tocava guitarra. O ruído que ela fazia com as cordas deixava as músicas irritante o bastante para querer ir lá e desligar o amplificador. Era um fato verídico: ela não sabia tocar direito, ou se sabia não estava o fazendo. 

Pensei até que ela se encontrava ali somente para gozar das pessoas. Porém, o pessoal continuou dando atenção à ela. Talvez pelo fato dela ser bonita demais para ser verdade. Não era à toa que eles gritavam adjetivos lascivos à cada estrofe que ela cantava .

A lembrança da proposta que Castiel me fez retornou para a minha mente incentivando os meus dedos a mandar uma mensagem dizendo que iria ponderar, porém, eu fui forte o bastante para lutar contra os meus instintos e permaneci com meu celular enfiado no coturno. 

Quando meu expediente foi ao fim, saí pela porta dos fundos para ir para casa, encontrando à minha espera um moço bastante paciente e caritativo montado numa moto. Ele me estendeu um capacete quando me aproximei.

— Sobe. — pediu sem muita comoção, fazendo um gesto com a mão para o banco traseiro.

— Está bravo comigo? 

— Se eu estivesse bravo não teria ficado cerca de mais de três horas te esperando. — senti uma pontada de frieza em sua voz ao dizer isso.

Soltei um suspiro enfadado durante o tempo em que fazia o retorno para montar na motoca. Uma dúvida recorreu na minha cabeça e eu fiz questão em pô-la na mesa.

— Nath, de quem é essa motocicleta?

— Da Kim. 

Ouvir aquele nome foi o suficiente para que eu desistisse de ir com ele e sequer subisse no assento.

— O que foi? — ele inquiriu com uma interrogação pairada no ar. 

Não era óbvio?

— Sempre Kim. Tudo é a Kim. — eu pensei alto demais, e não parei naquela frase. — Ora, eu estava com a Kim. Ah, essa moto é da Kim. Ah, a Kim isso e aquilo. — resmunguei fazendo gestos inquietantes com uma mão e expressões faciais ridículas.

O rapaz riu, antes de dar uma gargalhada, mas colocou sua mão sobre a boca para contê-las sem que eu percebesse.

— Qual é a porra da graça? 

Nathaniel manteve uma postura séria.

— Por acaso isso é ciúmes? — ele me interrogou achando que receberia um “Oh, claro que é, caralho.” No entanto, teve um “Vá sonhando, ô Brad Pitt", que ao invés de deixá-lo decepcionado lhe arrancou boas risadas. — E o que é isso aí no seu rosto?

Passei a mão de modo espantoso e desajeitado para tirar o que quer que fosse que estava em minha face, e quando Nath me chamou se oferecendo a tirar, eu cedi me aproximando dele.

— Ah, não é nada. Pensei que fosse a Kim. — ele comentou, se explodindo de rir.

Aborrecida, lhe dei um soco no seu ombro e fui embora, em seguida.

— Ei, espera aí. Eu estava brincando. — Nath pediu, mas eu não liguei e continuei dando passos largos e apressados.

Com a avenida vazia deu para ouvir sua voz se expandindo pelos arredores, mas foi o ruído de um carro que me chamou a atenção. Virei para olhar o outro lado da rua e avistei um veículo cinza parado por sabe-se lá quanto tempo, nos observando de longe. Um calafrio intenso e carregado de uma sensação ruim, arrepiou todo o meu corpo ali, e sem mais nem menos, voltei para subir na motocicleta. 

— Mudou de ideia?

— Anda logo com essa porcaria. — eu exigi, colocando o capacete na cabeça para depois lhe agarrar pela cintura. Nath riu e ligou a moto. — Que essa seja a última vez que você me aparece com a “bebê" da Kim. — proferi o nome da garota com aversão. 

Embora eu estivesse dando a entender que odiava a garota, não havia, aliás, nenhum sentimento alimentado de mim por ela. Na verdade, eu só não era muito chegada a Kim, isso desde que a garota entrou na história de suposta traição do Nath. A questão era que, ver e saber da relação que os dois tinham só fazia eu acreditar que houve sim algo entre eles, mesmo Kim, e até mesmo Nath, terem provado que foi armação da Ambre.

Se era ciúmes ou não, não importava. Eu só não queria que aquilo parecesse um triângulo amoroso. Porque não era.

Nath não percebeu que estávamos sendo perseguidos por um carro cinza. Só se deu conta disso quando eu o alertei que o veículo estava persistente e próximo demais da gente. Com isso, ele fez um caminho tortuoso e extenso para chegar ao meu apê. 

Uma vez no meu quarto, olhei pela janela do mesmo para ver se o tal sujeito ou sujeita havia conseguido nos alcançar, e sentir um prolongado alívio quando me dei conta de que não tinha rastro algum de quem quer que fosse, parado em frente ao prédio. Entretanto, fiquei me questionando quem poderia ser e o quê queria com a gente.


Notas Finais


Quem aí tem dúvidas de que o Castiel bebeu todas porque sentia falta da Liv?
E quem acha que ela vai aceitar a tal proposta?
Ah... Alguém tem suspeitas de quem possa ser o tal sujeito ou sujeita perseguidor(a)?


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