História Chamego ou Xaveco - Capítulo 6


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos
Tags Choque De Cultura, Julinho Da Van, Maurílio Dos Anjos, Sprinterkombi, Tv Quase
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Palavras 3.112
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo para maiores + um angstzinho. Ficam os avisos

Capítulo 6 - Um beijo resolve tudo?


Quando chegou em frente à casa de Julinho, pensou em dar a volta mais uma vez. Mas sabia que ia acabar fazendo isso infinitamente (ou até acabar o combustível), então se forçou a criar coragem para ir em frente. Seu coração esmurrava a caixa torácica de tal modo que se perguntou se mais alguém seria capaz de ouvi-lo, e suas mãos suavam frio. Ainda assim, sacudiu a cabeça incentivando a si mesmo, cerrou os punhos e desceu da Kombi.

Quase ficou triste pela dona Laury gostar tanto dele, o deixando entrar com facilidade. Queria mais tempo para conter o próprio nervosismo e toda desculpa para retardar o confronto era válida. Ao se ver imediatamente bem recebido pela avó de Julinho, no entanto, não teve outra escolha senão passar logo pelo quintal e ir em direção à casa dele, nos fundos.

Ficou alisando o nó dos dedos com o polegar antes de erguer a mão para bater na porta. Manteve o braço suspenso por alguns segundos, até o cotovelo começar a doer. Se dando por vencido, praticamente prendeu a respiração enquanto batia.

"Que foi, vó, já falei que não vou jantar hoje..." Julinho começou a gritar antes mesmo de abrir a porta. Sua expressão já abatida ficou ainda mais para baixo e brevemente surpresa ao dar de cara com Maurílio, que sustentava um sorriso tímido. "É você? O que que tu quer?"

"Oi, Julinho" cumprimentou o cinéfilo, com cuidado "Eu precisava conversar com você. Posso entrar?"

Ligeiramente contrariado, Da Van deu licença da porta para ele passar. Ainda receoso, o mais novo adentrou o quarto do mais velho, evitando olhar diretamente para ele. Já esperava uma recepção daquelas, o que não chegou a afetar seu estado. Todo o resto já era suficiente para deixá-lo aquela pilha de nervos.

"Pronto, te deixei entrar. E aí, o que você quer falar, Maurílio?"

O moreno ainda encarava os próprios pés, mas sabia que naquele momento não poderia continuar assim. Ergueu a cabeça e  olhou para Julinho, que havia cruzado os braços e se recostado na parede ao lado da porta. Sua carranca estava quase tão dura quanto mais cedo, mas o outro tentava não se deixar intimidar.

"Eu precisava mesmo te pedir desculpas, Julinho. Mas desculpas de verdade, não aquela merda que eu fiz hoje cedo" começou "Eu refleti muito mesmo depois do programa e me dei conta que eu não só fui um babaca por tudo que eu fiz, como fui um babaca por achar que tinha o direito de me irritar com a sua reação a isso"

Júlio César ergueu uma sobrancelha, mas não se manifestou. Dos Anjos optou por prosseguir:

"Eu não deveria ter agido como se tivesse lidando bem na hora que você falou que tava se envolvendo, eu não deveria ter fugido igual um moleque depois, e eu não deveria ter brigado com você hoje mais cedo. Fiz só um monte de merda, tô admitindo isso e tô aqui pedindo desculpas, mesmo"

Um silêncio se fez por alguns segundos, até que Julinho enfim perguntou, displicente:

"Só isso?"

Maurílio se sentiu acuado pela indiferença do amigo. Queria disparar todos os pensamentos que tivera enquanto conduzia a Kombi até ali, mas não estava seguro para isso. Se limitou a selecionar uma parte e falar sobre ela.

"Na verdade, não" prosseguiu "Eu realmente tô me sentindo muito mal, porque eu não quero perder sua amizade. Eu já te falei que ela é muito importante pra mim, e eu não queria estragar tudo. Também tô me sentindo muito culpado de ter feito você se sentir mal, porque essa é a última coisa que eu quero na vida. Agora mesmo o que eu mais quero é que você fique bem, e se for possível, que a gente continue amigo"

O outro ouvia tudo com a cabeça baixa, e continuou assim ainda um pouco depois. Quando a ergueu, sua expressão estava mais séria que nunca ao finalmente se manifestar:

"Olha, Maurílio, eu não te odeio. Tô puto, acho que ainda vou demorar pra parar de ficar puto, mas odiar não odeio não. Acho que nem conseguiria..." ele pausou brevemente, se forçando a sustentar a seriedade "Eu espero de verdade que a gente consiga manter a amizade mesmo, eu também me importo com ela"

Maurílio chegou a dar um sorriso, que não durou muito quando Julinho prosseguiu:

"Só que eu não sei se isso vai rolar agora, não. Eu realmente ainda tô muito irritado pra simplesmente voltar a fazer música ou fumar um cigarro contigo como se nada tivesse acontecido"

"Eu entendo!" o moreno o interrompeu, quase involuntariamente "Eu entendo perfeitamente, e eu realmente acho que você pode levar o tempo que for necessário pra me perdoar de verdade, se acreditar em mim e achar que eu mereço"

Da Van respirou fundo, virando a cabeça para o teto. Descruzou os braços e colocou as mãos nos quadris, de repente ansioso com alguma coisa. O mais novo o observou no que parecia um dilema interno enquanto seu próprio nervosismo se tornava mais presente, o nó na garganta ficando cada vez maior.

"Sinceridade, Maurílio?” ele baixou a cabeça, o encarando mais uma vez “O problema maior é que não é só isso. Eu já fiquei muito mais puto contigo antes, e passou. Sempre passava. O problema é que mesmo se passar agora, o resto do que eu sinto não vai passar. Eu continuo apaixonado por você, porra. E enquanto eu tiver assim, vai ser uma merda olhar pra tua cara e saber que tu não quer nada comigo além de amizade"

O impulso que moveu Maurílio em direção a Julinho foi mais forte que qualquer censura. Pegando seu rosto nas mãos, deu-lhe um beijo que em uma lógica fraca acreditou que poderia resolver tudo. Mas logo a ilusão se desmanchou quando o outro não correspondeu e, em vez disso, se afastou num pulo.

"CARALHO, MAURÍLIO!" ele berrou, só aumentando o susto do moreno "Tu tá a fim de foder com a minha cabeça mesmo, né? Você vem aqui na minha casa me pedir desculpas, e só espera eu baixar um pouquinho as defesas pra tentar começar com esse jogo idiota de novo? Eu sou um palhaço pra você, é?"

Dos Anjos arregalou os olhos assustado, imediatamente depois fechando-os e levando as mãos até eles. Estragara tudo de novo. Esfregou a testa, dando voltinhas no lugar em uma pequena crise de ansiedade até finalmente conseguir encarar Julinho novamente.

"Não tem jogo nenhum, cara. Eu sou um idiota, não sei por que achei que ia resolver tudo com a merda de um beijo..." a última frase fora mais para si mesmo que para o outro.

"Lógico que não ia resolver" reclamou Da Van "Tá achando que a gente ia só foder de novo e voltar a ser aquela merda de P.A. que você tinha inventado? Tá se achando muito pica mesmo, né, que resolve tudo só com esses lábios doces e que tudo ia voltar a ser como antes, molezinha"

"EU NÃO QUERO QUE TUDO SEJA COMO ANTES" sua voz saiu muito mais alta do que ele esperava, enquanto seus olhos estavam molhados contra sua vontade. Estava arruinando tudo mais uma vez, agora com plena consciência disso, o que era muito mais difícil de suportar "Eu não quero, tá legal? Eu sei lá por que eu inventei na minha cabeça que era aquilo que eu queria. Tentei manter uma distância que não era o que eu precisava. Eu te afastei de novo e de novo, quando tudo que eu queria era você mais perto. Tudo que eu quero é você mais perto. Não só fisicamente, mas emocionalmente também. Eu... Me apaixonei também. Eu nem sei quando, talvez até antes de você, sei lá, mas eu só tava negando isso porque eu tava com medo. Eu já falei um monte de vezes que eu sou um covarde, e é isso. Só que o medo de sofrer só conseguiu me fazer sofrer mais ainda"

Depois da verdadeira avalanche verborrágica, Maurílio já estava com o rosto completamente molhado e vermelho. Nem sabia se tinha botado pra fora tudo que precisava, mas era tudo que conseguia na hora. Se fosse para por um fim definitivo na história dos dois, pelo menos não o faria escondido atrás daquela armadura de papelão que nunca o protegera de nada. Ainda remoía a culpa por ter criado a situação desde o início, e mal conseguia olhar para Julinho do outro lado do quarto.

Soluçando enquanto tentava conter o próprio choro, se sentou na beira da cama, sem pensar muito. Baixou a cabeça contra as palmas das mãos, respirando fundo e esfregando os olhos. Em seguida foi completamente pego de surpresa ao sentir os braços que envolveram seus ombros cuidadosamente, puxando-o para perto. Julinho não apenas o abraçou com carinho, como ainda começou a beijar sua testa enquanto lhe fazia um cafuné.

"Por que você tá fazendo isso?" perguntou o menor, incrédulo.

"Porque tu tá precisando" havia uma ternura real na resposta "E porque eu acredito em você"

Maurílio afastou o corpo, ainda sem se soltar do abraço totalmente, e encarou Julinho. O olhar que ele o lançou de volta era honesto e completamente despido de defesas. Pela primeira vez em muito tempo, estavam os dois no mesmo estado de exposição e entrega. O cinéfilo retribuiu enfim o abraço, afundando o rosto ainda com resquícios de umidade em seu peito.

Nenhum dos dois sabia dizer quanto tempo ficaram apenas se abraçando até o próximo passo. Mas, em certo momento, os beijos que o loiro dava na testa do moreno começaram a ir se espalhando pelo rosto, enquanto a mão que estava nas costas do dono da Sprinter foram fazendo cada vez mais carinhos no local. Logo os lábios de um foram de encontro aos do outro, e a partir daí tudo evoluiu muito mais rápido.

O beijo que começou quase como uma extensão do abraço reconfortante logo se tornou mais voraz e profundo. Maurílio agarrava as costas de Julinho com cada vez mais força, puxando-o para si, enquanto este guiava-os para se deitarem sobre a cama, girando o corpo para ficar por cima dele.

Júlio César tirou a própria regata e jogou do lado da cama, beijando o pescoço do outro ao mesmo tempo em que deslizava as mãos pela lateral de seu corpo até alcançar a cintura. Ali chegando, tirou a ponta da camisa de dentro da calça e puxou para cima, removendo a peça. Firmando os joelhos sobre a cama, se debruçou sobre o tronco agora desnudo de Maurílio e começou a beijá-lo, enquanto levava as mãos ao seu cinto.

O piloto da Kombi sabia tirar proveito das facilidades das vestimentas do outro, então já acariciava seu pênis por sobre a bermuda fina de náilon. O toque fazia o companheiro dar mordidas em seu peito quando era mais estimulado, além de apressar o processo de retirada do cinto e da calça jeans. Quando conseguiu baixar a peça, foi a sua vez de tomar o membro nas mãos, apertando e começando o movimento de vai e vem.

Tudo parecia combustível para suas ações. Os sentimentos aflorados, as palavras colocadas para fora, a saudade de terem seus corpos mesclados. Não havia espaço para toques suaves e beijos cautelosos; tudo era urgente e intenso, da firmeza com que as mãos de um exploravam cada centímetro do outro, ao ritmo de suas respirações. Não era um passeio tranquilo de domingo ouvindo uma música no rádio, era um racha a 180km/hora em uma estrada sinuosa.

A mesma intensidade foi aplicada à forma como Julinho se aproximou do membro de Maurílio e o devorava sem pudor. Sugava com força enquanto o outro agarrava os lençóis, revirando os olhos sob as pálpebras fechadas. Quando não fazia a sucção, deixava a língua trabalhar apressada, sentindo o sabor ligeiramente salgado em cada papila. Estabilizou e suavizou os movimentos por um instante apenas para poder ficar de quatro sobre a cama, mais de lado, de modo que Maurílio agora podia alcançar seu membro e massageá-lo também. Logo em seguida já voltou a alternar a profundidade e ir mais rápido.

À medida em que ia sentindo mais prazer, o moreno também sentia mais vontade. Recebeu o pênis do outro nas mãos com agrado, mas ainda não se deu por satisfeito. Ainda enquanto o acariciava, foi guiando os quadris de Julinho para cima, colocando-o mais próximo da sua própria boca, sem encontrar qualquer resistência. Logo começou a retribuir a chupada, com os movimentos da cabeça limitados por estar por baixo, mas entregando toda sua dedicação no trabalho com a língua e os lábios.

Por outro lado, podia aproveitar as mãos livres para acariciar à vontade a bunda do parceiro, sentindo sua pele, agarrando-a com força e o aproximando de si quando queria ir mais fundo. Ia sempre guiando o movimento dos quadris, puxando as nádegas para cima e para baixo, aproveitando ainda para deixar os polegares deslizarem entre elas.

Num dos movimentos de suspensão, aproveitou para tirar o pênis da boca e percorrer com a língua por ele. Alternava as lambidas com beijos demorados, levando ambos até a virilha e voltando. Continuou saboreando onde passava até alcançar os testículos, concentrando o oral ali. Percebeu que precisaria de uma das mãos para auxiliar, então manteve uma nos quadris de Julinho enquanto usava a outra para masturbá-lo. Com isso conseguia ainda liberar espaço para trabalhar com a própria boca.

Revezou entre colocar um testículo de cada vez na boca ou os dois, brincando com a língua entre eles quando se ocupava com ambos. Puxando o pênis para cima, tirou-os para fora e deu lambidas vigorosas por toda a extensão, sentindo em seu próprio membro as vibrações de um gemido que escapou da garganta de Julinho. Na sequência, deslizou a língua cada vez mais para trás, afastando as nádegas do outro com as mãos e emendando um único movimento até chegar à entrada.

Deixou sua boca explorar por ali, entregando um beijo intenso que obrigava Da Van a cerrar os punhos sobre a cama para tentar se concentrar em sua própria parte. A cada espasmo causado pelo toque ele tinha vontade de abandonar sua função e apenas aproveitar o que recebia, mas resistiu com coragem. Continuou deslizando os próprios lábios para cima e para baixo, enquanto os de Maurílio o levavam à perdição.

No entanto, o esforço físico daquela posição exigia ainda mais que o normal não apenas de sua respiração, mas da de ambos. Relutantes, a certo ponto tiveram de se interromper e se deitaram um ao lado do outro, aproveitando a pausa para recuperarem o fôlego. Mas foi apenas o tempo de permitirem que seus pulmões voltassem a funcionar normalmente e seus músculos se relaxarem para darem continuidade.

Já familiarizado com o quarto de Julinho, Maurílio abriu a primeira gaveta do criado mudo do seu lado da cama e pegou o que precisavam para prosseguir. O dono da casa pegou a camisinha da sua mão com determinação e removeu a embalagem. Para surpresa do moreno, ele não a colocou em si mesmo, mas nele, abrindo um sorriso enquanto o fazia. Dos Anjos não apenas aceitou como sorriu de volta, logo em seguida abrindo o lubrificante para aplicá-lo.

O mais velho puxou o mais novo pela nuca para cima de si e começou a beijá-lo, se recostando de modo a ficarem quase deitados. Ergueu os quadris levemente e permitiu que o outro o acariciasse suavemente, primeiro com os dedos, em seguida com ponta do membro. A outra mão já segurava na cabeceira da cama, para dar equilíbrio e firmeza.

Tão logo a penetração começou, os dois fecharam os olhos e se deixaram levar. Maurílio sabia que agora não podia mais ir já com tudo, tanto para terem tempo de aproveitar ao máximo quanto para não ir além do que Julinho podia aguentar. Mas não reclamaria de começar devagar, pois isso lhe dava a oportunidade de senti-lo por completo. Já o loiro respirava fundo enquanto se sentia sendo preenchido aos poucos, movimentando-se devagar para ter certo controle da situação.

Gradativamente a movimentação pode ser mais rápida e as estocadas mais fundas. O suor que já vertiam desde que começaram só aumentava, e os sons emitidos eram cada vez mais frequentes. Não paravam de se beijar, mesmo que às vezes isso significasse um beijando o pescoço ou a orelha do outro. Mas era sempre simultâneo e recíproco, além dos lábios sempre se encontrarem em algum momento.

As mãos de Julinho, que ainda estavam na nuca de Maurílio, foram descendo aos poucos, deixando marcas avermelhadas na pele branca de suas costas. Foi acompanhando seu movimento enquanto alcançava os quadris, elevando o seu próprio e puxando o outro corpo para si, aproximando-os mais. No geral guiava apenas a profundidade, mas em alguns momentos fazia gestos que orientavam para uma alternância de velocidade.

Talvez se não fosse pela fadiga do longo dia teriam conseguido estender aquilo por uma boa parte da noite, só assim conseguindo suprir todo o desejo que sentiam. Mas mesmo estando tão absortos e aproveitando cada segundo, logo os corpos começaram a manifestar suas próprias necessidades. Julinho sentiu a respiração ficar mais pesada à medida em que os movimentos ficavam mais intensos. Percebendo aquele efeito, Maurílio começou a masturbá-lo ao mesmo tempo em que prosseguia com a penetração. O estímulo duplo serviu não apenas para acelerar, como também para intensificar o processo, e logo o loiro chegou ao ápice, estremecendo e suspirando de prazer.

Tão cansado quanto e incentivado por sentir o parceiro se desmanchando em sua mão, Dos Anjos deu as últimas estocadas ainda segurando o membro. Enfim, apertou os olhos e mordeu os lábios enquanto gozava dentro de Julinho, com um grunhido mais alto que desejaria. Teve de continuar na posição até sentir o enrijecimento dos músculos passar, enfim relaxando o corpo sobre o outro.

Geralmente o absoluto silêncio pós-sexo era não apenas natural como desejado, permitindo um descanso completo. Naquele momento, no entanto, havia algo que incomodava. Talvez porque o silêncio que se estendia agora era na verdade o mesmo de antes e durante o ato. Começaram sem trocar uma palavra e até mesmo a usual lábia de Julinho emudecera. Mas enquanto nenhum dos dois soubesse exatamente o que fazer para interrompê-lo, ele permaneceria ali.

Nada disso impediu o dono da casa de aconchegar o moreno em seus braços quando os dois já haviam providenciado suas higienes e voltado para a cama, agora numa posição mais confortável. Júlio César se deitara de barriga para cima, puxando Maurílio para se colocar entre seu braço e seu peito, logo alisando seus cachos. O encaixe ainda era sem jeito, mas o carinho familiar lhes permitiu uma certa paz, e logo adormeceram.


Notas Finais


Esqueci de mencionar no último capítulo que já passamos da metade da história. Agora só faltam mais três


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