História Champions - Capítulo 16


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Notas do Autor


Bom dia, meus amores!
Voltei com mais um capítulo fresquinho com vocês.
Espero muito que gostem e tenham uma leitura fabulosa!
Nos vemos nas notas finais, ok?
<333

Capítulo 16 - Pouvez-vous parler français?


Fanfic / Fanfiction Champions - Capítulo 16 - Pouvez-vous parler français?

- Lisa. Pov. On. –

- Obrigada...não sabe o quanto eu te agradeço por isso! – Suspirei, finalizando a ligação.

Encostei a cabeça da cama e me lembrei da cena no carro, com o Justin. Fechei meus olhos e imaginei o que Bieber diria pra mim agora. Porra, eu só queria estar com ele, apesar de tudo...

Eu não era uma garota inocente e otária que se apaixonou por um traficante. Eu me sinto alguém que se afeiçoou à algo que nunca vai conseguir mudar o suficiente para ter. Entende?

“Tu tá muito louca, pivete. Isso aí var dar em muita merda...”

Com certeza, é isso que aquele babaca me diria! Eu ri, sozinha.

Peguei meu celular, o velho notebook e coloquei na bolsa do colégio. Tirei as minhas fotos com a Alexia da parede, as com as garotas do colégio, minhas antigas amigas, que já se formaram e guardei também. Peguei meu moletom preto, meu azul e o meu rosa.

E claro, sem esquecer dos meus All Stars.

- Bora, Lisa. – Me olhei no espelho, criando coragem. – É agora ou nunca, ok?! – Disse, nervosa.

Desci as escadas e vi a escuridão da casa, é provável que todos já estivessem dormindo nesse horário. Passei pela cozinha e fui até a velha garagem, nos fundos da casa. Tirei de lá a grande caixa de papelão que eu havia escondido e arrastei até a sala, tentando não fazer barulho.

Me sentei no chão e comecei a montar a árvore de Natal, parte por parte. Quando ela já estava inteira montada, trouxe os enfeites que estavam dentro de uma sacola, enfeitando ela com o maior carinho. E por último, peguei os pisca-piscas do meu quarto, completando-a.

Eu comprei esse presente para a Sadie, ou tia Sadie, eu nem sei! Mas, eu comprei com o meu coração, e mesmo com todas as sujeiras e coisas ruins, não consigo me arrepender.

Infelizmente ou não, se eu sou quem eu sou hoje, é por causa da madrinha.

E não me esquecerei disso, jamais. Não posso deixar de sentir...gratidão.

Liguei os pisca-piscas na tomada e vi a magia toda acontecer. Tão linda...do jeitinho que minha madrinha sempre sonhou! Eu queria que ela tivesse uma dessas, e ela vai ter.

Vai ser o meu adeus à ela.

Subi correndo as escadas e trouxe meu fichário da escola, tirei de lá duas folhas. A primeira seria para o ridículo do meu irmão Mark e a segunda, para a minha tia Sadie.

E a terceira...

“Sadie Collins,

Não é como se eu fosse te perdoar por toda essa loucura. Sinceramente? Eu nem consigo imaginar a quantidade de coisas que eu perdi (ou talvez tenha ganhado) por estar com você. Realmente não consigo acreditar que você foi capaz de participar de algo tão ruim assim, e prefiro não imaginar muito. Porque dói, chega a me rasgar o peito. Nada será como antes. Eu não conseguiria fingir que nada aconteceu e ficar aqui com você, você me conhece o suficiente para saber que eu não faria isso. Você me ensinou à fazer o que é certo para mim.

E é isso que eu vou fazer.

Deixo aqui meu último presente, como gratidão à tudo que vivemos. Não sou mais a Elizabeth que você conheceu, tia. E não quero voltar à ser como ela. Eu quero viver tudo que eu não pude em todos esses anos.

E, por mais que eu me odeie em dizer isso, sei que ainda te amo demais. E isso não será apagado. Por mais mal que tenha me causado, jamais conseguiria te odiar ou até prejudicar.

Desculpe por te fazer ser demitida, sinto muito mesmo. Mas, a Ashley mereceu aquele soco.

Boa sorte em sua nova jornada, madrinha.

De Lisa, sua menina.

***

 

“Mark,

Não é como se você merecesse, até porque você não merece e sabe disso. Mas, gostaria de dizer algumas coisas. Saiba que é um péssimo filho para a Sadie. Ela merecia mais do que um imbecil completamente egoísta e prepotente como você. Posso não ser a pessoa mais perfeita do mundo, mas sou sensata. Custa dar mais alguns telefonemas? Ajudar sua mãe com algum dinheiro? Mandar pelo menos uma droga de mensagem estrita “sinto saudades”, Maxwell?!

Eu estou deixando ela e espero que você seja homem o bastante para suprir o coração dela.

Tentarei ajudar ela como puder, mas à distância. Jamais conseguiria morar aqui de novo.

Ao menos uma vez na sua vida, Mark, seja um bom filho para à sua mãe e a faça sentir orgulho de você, mais ainda do que ela já sente. Não à abandone outra vez, ela só tem à você agora.

Seja grato, assim como eu estou trabalhando para tentar ser.

Elizabeth.

 

***

 

Escrevi um pequeno bilhete para o Justin, mas ainda não sei se tenho coragem de entregar.

O guardei também na mochila, com pressa. Peguei Jansen no colo e respirei fundo, indo para a sacada. Eu e meu gatinho ficamos por lá mais algum tempo, até vermos o nosso sinal!

Ellora e eu já havíamos combinado. Ela estacionaria na rua debaixo da minha casa e faria um sinal no céu com uma lanterna. Vi o pequeno farolete entre as estrelas e me apavorei toda pra descer! Pulei primeiro com a mochila e depois fiquei chamando, até meu Jansen pular.

- Bom menino... – Sorri, abraçando Jansen.

Corri pelo gramado e fui entre as árvores e sem fazer barulho, até a rua debaixo.

Avistei o carro branco que Ellora havia me dito e sorri, acenando pra ela. O carro ligou e veio vagarosamente até mim, e quando parou em minha frente, ouvi o barulho de suas portas de destravarem.

- Obrigada! – Disse, entrando no carro e fechando a porta. – Meu Deus! – Coloquei a mão no meu peito, com Jansen à tiracolo. – Não acredito no que eu fiz... – Respirei fundo, em pânico!

- Querida, que enrascada... – Ellora sorriu, partindo com o carro. – Sabe que fez algo muito corajoso, não é? – Ela disse, olhando para a estrada. – E...já sabe o que vai fazer agora?

Não sabia, na verdade. Eu sequer raciocinei direito quando pulei aquela sacada.

- Não quero voltar nunca mais pra cá. Nem para a minha antiga casa, nem para essa cidade. Eu só queria sumir de tudo isso e...tentar recomeçar. Sem e mentiras nem segredos. – Suspirei.

- Sinto muito por tudo isso, florzinha. – Sua voz doce me soou sincera. – Espero que saiba que pode contar comigo, para tudo que quiser e precisar. Não sabe por quanto...quanto tempo eu esperei por você. Por nossa família. – Sua voz embargou e eu sorri. – Chloé está em êxtase e queria vir pra cá no mesmo dia em que falei sobre você! Mas, eu quis te dar mais tempo para digerir as coisas... – Ellora completou. – Sei que não deve estar sendo fácil...

- E não está. Minha vida se transformou da noite para o dia. É tão bizarro... – Disse.

- Minhas fontes me contaram que você esteve com um homem, durante esse tempinho em que saiu da sua casa. É verdade? – Ellora perguntou e eu arregalei meus olhos, ela riu.

- É só um....amigo. – Desconversei, completamente sem graça.

- Me disseram que ele é um tanto quanto...complicado aos olhos de outras pessoas dessa cidade. – Ela respondeu, com bom-humor. – Mas, me diga...é só um amigo mesmo? – Ela indagou, num misto de curiosidade e algo que eu não consegui decifrar.

Talvez fosse preocupação, mas eu não sabia ao certo.

- Um amigo inesperado, eu diria. Mas, ele me ajudou bastante. – Tentei encerrar o assunto o mais rápido possível, me sentia tão desconfortável... – E, falando nisso, será que pode fazer só mais um favorzinho pra mim, fada madrinha? – Ela riu do meu “apelido”, concordando. – Eu preciso muito entregar uma coisa para esse...amigo. É só um bilhete de despedida. – Falei.

- Tudo o que quiser, florzinha. – Ela sorriu. – Vamos lá.

 

***

 

Avistei David fazendo ronda com outros homens por toda a propriedade da casa de Justin e acenei, indo até ele com certa pressa! Corri um pouquinho e tirei do bolso aquela carta.

- David... – Sorri, o vendo sorrir também. – Pode, por favor, entregar isso ao Bieber pra mim?

- Senhorita, ele está lá dentro. – Ele respondeu. – Não que entrar e entregar?

- É...melhor não. – Rebati, nervosa. – Diga pra ele ler quando tiver um tempinho, não sei se algum diria o verei de novo, então... – Deixei a frase no ar e David apenas acenou.

- Entregarei com o maior prazer, senhorita. E boa sorte. – David tocou em meu ombro.

- Obrigada. – Ri baixinho, me virando para sair.

Voltei ao carro e entrei, com a merda dos olhos marejados. Ellora não me disse nada, apenas apertou minha mão, que estava em meu colo. Eu sei que ela sabia.

- Isso me parece paixão... – Ela riu, me fazendo rir enquanto eu chorava copiosamente.

- É mais ou menos por aí. – Sussurrei, limpando minhas lágrimas. – Não importa mais.

Bieber e eu fomos algo tão insano e forte...mexeu comigo. Mas, acabou. E acabou de vez.

- Se quiser conversar... – Ellora deixou a frase no ar, tentando não invadir meu espaço.

- Tudo bem. Quem sabe algum dia. – Sorri. – Quando parar de doer.

Escorei minha cabeça no banco do carro, fechando os olhos.

 

***

 

- Justin Bieber. Pov. On. –

- E ELA NÃO ENTROU POR QUÊ?! – Gritei com a porra do David. – POR QUE TU NÃO OBRIGOU ELA À ENTRAR, SEU OTÁRIO?! – Bati contra a mesa, nervoso pra caralho...

Ela veio aqui, inferno! NA FRENTE DA MINHA CASA! E não teve nem cara pra entrar!

Essa porra de pivete gosta de foder com a minha cabeça e me deixar desse jeito, não é possível uma merda dessas. E me deixa uma cartinha. ELA TEM DEZ ANOS OU O QUÊ?!

- Me dá essa droga de uma vez, antes que eu te estoure. – Rosnei, tentando respirar.

David me deu a porcaria do papel e vazou da minha sala, que nem foguete. Me joguei numa poltrona do escritório e peguei um vidro de Vodka. Só essa porra pra me deitar agora.

- Pivete filha da puta do caralho... – Disse sozinho, puta da cara. Quem ela pensa que é?!

Passei os olhos pelo papel e comecei a ler.

 

“Justin,

Eu te odiei desde o primeiro momento que olhei na sua cara. Você é a pessoa mais maluca e completamente insana que eu já conheci. É assustador. Você invadiu a minha casa, me apontou uma arma e me ameaçou de morte se eu abrisse a boca. Depois, quebrou meu celular por causa daquele vídeo e me deu um outro novinho no dia seguinte.

E aí, fui trabalhar como babá para o Ryan e você me beijou naquele quarto de hóspedes. Eu realmente não sabia mais o que pensar. Fiquei confusa pra caralho e depois você apareceu no meu quarto, me colocou no seu colo e pela primeira vez, me demonstrou alguma coisa que não fosse raiva. E eu, infelizmente, gostei mais do que deveria ter gostado.

Talvez fosse pelos mundos diferentes que vivemos, talvez pelo seu jeito completamente imprevisível, ou até pela sua sinceridade, por mais dolorosa que seja. Eu me afeiçoei à você e transei com um cara que eu pensava até então, detestar. Eu sabia que estava em uma dívida com você, mas depois isso passou à ser uma coisa confusa que me fazia te querer por perto.

Eu soube que gostava de você no dia em que te procurei, depois de ir conversar com a Ellora. Eu podia ter ido pra casa da Alexia, ou sei lá para onde. Mas, eu quis te ver. Por mais cruel e perigoso que você seja, eu preferia você. Eu me sinto em êxtase quando estou perto de você.

Cara, eu topo fazer coisas com você que eu jamais faria com outro homem. Você me deixa meio idiota, Bieber. Eu perco a noção das coisas e do quanto isso ainda pode foder comigo.

Obrigada por ter me ajudado, e por tentar ser legal por mim. Eu me apaixonei por você e não me arrependo disso, ao ponto de que prefiro ir embora à ver alguém prejudicar você.

Seja feliz, Justin. Não se esqueça de mim.

Porquê...eu sei que não vou me esquecer nunca de você. Não por inteiro”.

- Elizabeth.

 

***

Amassei aquela merda e joguei no chão, quebrando a garrafa de Vodka.

- Mano... – Ouvi a voz do Ryan e já ia mandar o trouxa calar a boca! – Relaxa, cara só vim pra conversar contigo. Bater papo de mano pra mano. – Butler rendeu suas mãos.

- Eu não tô com saco pra mais merda, arrombado. – Rosnei, colocando as mãos na testa.

- Tu tá ligado que ia dar nisso, Drew. Não fode.

Ryan se sentou do meu lado, jogando os cacos de vidro pra longe.

- Com certeza... – Ironizei, respirando fundo. – Era só isso, cacete? Então pode vazar!

- Escutei tua conversa com o David, sem intenção. – Ryan rebateu. – Mano, tu sabia que essa garota não era pra ti desde o início. Ela é de outra parada, saca? Mina responsa, com um monte de B.O na vida pra resolver. Tô ligado que tu tentou bancar o protetor dela ou sei lá que porra, mas não é assim que rola. – O retardado terminou.

Esse puto quer me ver surtar mesmo, não como...

- Só não achei justo a porra que ela fez, caralho! Vazar por uma chantagem idiota e ainda falar que tava fazendo essa idiotice por minha causa. Qual é?! – Joguei essa, irritado.

- Para de dar essas tuas desculpinhas aí. Comigo não cola. – Ryan riu, otário. – Eu manjo o suficiente pra saber que tu só queria que ela ficasse aqui, sendo tua garotinha e esperando toda noite por ti, lá na tua cama. Se liga, Drew. – Ele bateu no meu ombro. – Ela é uma mina muito foda, que merece ganhar o mundão lá fora. E se tu curte ela mesmo, vai ser homem pra deixar ela fazer isso. – Butler se levantou. – Se tu precisar conversar, já sabe.

Ryan se levantou e encostou a porta atrás de si, me deixando sozinho. Foda que não foi por muito tempo, porque minha mãe abriu a porta com cara de quem queria me infernizar.

- Fala logo, mãe. Eu não tô num dia bom. – Tentei soar calmo.

- Ela estava apaixonada por você, filho! – Ela largou uma dessa e eu me escorei mais na poltrona, fechando os olhos. – E eu não tô falando de amor de criança não! Eu estou falando de um grande amor, Justin. Amor de verdade! – Pattie encostou a porta, nervosa.

- E tu quer que eu faça o que?! Case com ela por causa dessa merda?! – Ri alto, revirando os olhos. – Eu não tô nem aí, sacou? Não é só porque tu finalmente simpatizou com uma mina que eu transei que eu vou ter que ficar com ela! - Retruquei, estressado com essa porra toda.

Será que ninguém vai me largar em paz?!

- Então me fale, garotão. Olhe nos meus olhos e fale que não gosta daquela garota. Mas, eu quero ouvir você dizer... – Minha mãe cruzou os braços, me encarando. – Fale, filho!

- Se liga. Teu filho é traficante, não pai de família. – Ri. – E eu não vou falar caralho nenhum. Não tenho a idade dela pra me apaixonar na porra da primeira foda. – Acendi um cigarro.

- Vai se arrepender de ser tão duro com as coisas. – Pattie suspirou. – Eu não sei o que essa porcaria de profissão fez com você, pra te deixar tão mal desse jeito. Não é sincero nem consigo mesmo, quem dirá com os outros! – Minha mãe rosnou. – Se gostasse dela, deixaria ela partir. Mas, se amasse, estaria que nem um louco atrás dela agora. Como um homem de verdade faria!

Fiz careta de tédio e vi Pattie bater à porta, puta da cara. Eu mereço, né? Puta merda...

Tô com cara de quem precisa de lição de moral desses dois aí? Elizabeth quer partir e eu não vou ficar no caminho dela, caralho. Ela é só mais uma. Foda-se. Que drama mais ridículo!

- Foda-se essa merda toda. – Soltei a fumaça presa nos pulmões. – Tô pouco me fodendo.

Peguei as chaves do carro e sai diretão, sem nem falar com os manos. Peguei a Bugatti mesmo e vazei pra primeira boate que apareceu no meu caminho. Bebi, chapei pra caralho e fodi com quantas vadias em fiquei afim.

Eu to na boa, só não sei porque geral não tá sacando!

Só quero não ver nunca mais aquela pivete na minha frente. Só isso.

 

***

- Lisa. Pov. On. –

- Na manhã seguinte... –

 

- Não acham melhor fazer um exame de DNA? – Eu perguntei, enquanto tomávamos café da manhã na casa de Ellora. – Apenas para confirmas as coisas? – Indaguei.

- Eu sinto que é você, Lisa. E coração de avó não se engana! – Ela sorriu. – Mas, nós faremos um, assim que tudo isso se acalmar. Ok? – Ellora sorriu, serena comigo.

Ela morava em um lindo apartamento, no centro de Los Angeles. Área nobre. Eu tinha a visão das lojas chiques da Hollywood Boulevard, todas as palmeiras e movimento de pessoas.

Era demais. Um apartamento lindíssimo, repleto de cores e alegria.

 - E... – Tomei coragem para perguntar. – E meu....pai?! – A encarei. – Ele sabe que vocês me encontraram ou... – Ia terminar, mas Ellora me cortou bruscamente.

- Não sabe e nem saberá! – Ela foi clara. – Ele é alguém muito perigoso, Lisa. E todo cuidado é pouco. Ela nos tirou você uma vez. Não vou arriscar te perder de novo. – Ellora indagou, séria.

- Entendi. – Respondi, sentindo uma pontada de frustração.

Eu nem vou saber quem ele é? Eu merecia saber, pelo menos!

- Sei que tem curiosidade para conhece-lo, mas é melhor não. – Foi tudo que ela respondeu.

Depois do café, eu peguei as poucas coisas que havia trazido e coloquei no porta-malas do carro dela, que estava no estacionamento do prédio. Peguei meu Jansen e fiz carinho nele, enquanto esperava para descobrir o que nós faríamos agora.

- Vou te levar para o lugar mais seguro que eu conheço. – Ela piscou. – Se quiser, é claro!

- Topo qualquer negócio, você sabe. – Sorri. – É muito longe? – Perguntei, inocente. Ellora riu.

- Alguns bons milhares de quilômetros, talvez. – Ela sorriu. – Mas, você vai gostar, florzinha.

- Confio em você. – Dei minha mão à ela e Ellora à acariciou.

Palavras ditas, eu e Ellora entramos em seu carro e seguimos por algum tempo, até chegarmos ao aeroporto da cidade. Peguei minha mochila e meu gatinho e seguimos juntos até uma área reservada do local. Seguimos alguns homens e tudo que eu ouvia eram os saltos de Ellora no chão de cimento polido. Quando passamos por um grande correr, dei de cara com um jatinho!

E era simplesmente enorme! Era todo branco e com a porta de entrada aberta, enquanto outro homem nos aguardava para embarcarmos no jatinho. Eu fiquei paralisada!

Meu Deus do céu...o que é tudo isso aqui?! Quem é essa mulher, afinal?

- Você é uma socialite ou o quê? – Eu ri, olhando para aquele jatinho. – Por que não me disse que era rica, hein Ellora?! – Perguntei, divertida. – Céus...

Ela sorriu, tirando seus óculos escuros para me olhar nos olhos.

- Não sou rica, Lisa. Sua mãe é. – Ela piscou. – Chloé é a estilista mais famosa da Europa! Minha garota é muito boa no que faz. No caso, no que ela desenha. – Ellora riu. – Agora vamos, teremos muito tempo para conversamos na viagem. – Eu ri, só concordando.

Isso não vai ser tão ruim assim, no final das contas...

 

***

 

Aproveitei meu tempo de viagem para atualizar a Alex sobre toda a maluquice que rolou ontem, desde que nos vimos no colégio. Ela teve sua meia-hora clássica de surto e depois surtou de novo quando descobriu que a minha “suposta mãe” pode ser Chloé Howell.

Sou só eu que não conhecia essa mulher então, meu Deus?

- “ELA FAZ VESTIDOS ATÉ PRA BEYONCÉ, CARALHO!

VOCÊ TEM NOÇÃO DESSA MERDA?!”

Bloqueei meu celular, rindo da animação sem tamanho da Alexia. E como ela mesma adora me dizer, minha vida é a novela favorita dela! Me encostei melhor na poltrona, refletindo sobre tudo.

- Está melhor? – Ellora perguntou, na fileira de poltronas ao lado. – Sobre ontem?

Traduzindo: sobre Justin.

- Acho que sim. – Respondi. – Se eu não penso, melhora. – Dei de ombros.

- Corações partidos são bem complicados, querida. – Ellora suspirou. – Mas, algum um dia para de doer. Eu garanto à você. – Ela piscou, me fazendo rir. Ela é um amor mesmo.

- Eu espero, do fundo do coração... – Me virei para o outro lado, mordendo meu lábio inferior.

Eu não mais chorar pelo Bieber! Já chega dessa droga, Elizabeth! Acabou, que merda!

Ellora realmente está certa. Isso vai parar de doer, eu sei que vai.

 

***

 

- Nós chegamos, querida!

Ellora me acordou, com carinho.

Me espreguicei naquela poltrona e reparei que havia uma coberta fina em cima de mim. Eu abri meus olhos e bocejei, tentando focalizar minha visão. Levantei e fui até a caixinha que Jansen dormia, algumas poltronas atrás de mim, o acordando com calma.

Meu gatinho é super mal-humorado de manhã...

Tirei Jansen da caixinha e peguei a minha mochila, colocando nas costas. Guardei o meu celular no moletom e ajudei Ellora a descer as escadas do jatinho, indo logo atrás dela.

Isso aqui, florzinha... – Ellora sorriu, ao pisar sobre o terraço de um prédio. – É Paris!

Pisei no terraço e coloquei Jansen no chão, chocada com aquilo tudo! Os prédios de aparência lindamente renascentista, a visão quase milenar daquelas ruas clássicas e bonitas, as lojas decoradas nas esquinas, os carros organizados em fileiras pelas ruas. Vi a Torre Eiffel bem na minha frente e cheguei a prender minha respiração. É...perfeito!

Eu vi Paris algumas vezes, pela televisão. E na vida real...consegue ser melhor ainda.

Ah, Paris...

- Venha, querida! Vou te levar para conhecer alguém. Você vai adorar, Lisa... – Ellora sorriu com animação, pegando em minha mão e andando por todo o terraço.

Eu ainda não sabia, mas sentia em meu coração que iria ver Chloé.

Cada mísero centímetro do meu corpo me dizia isso...e eu estava muito ansiosa. Mal conseguia respirar. Eu posso estar prestes à conhecer a pessoa que me deu a vida. A pessoa que eu mais quis conhecer e saber sua história, desde que eu me entendo por gente.

E esse dia...chegou!

 

 


Notas Finais


Eitaaaaaaa! Será que a Lisa finalmente vai conhecer sua mãe?!
E agora? Como a nossa história vai seguir, hein?
Já vamos preparando nosso francês, porque vamos ouvir muito Pouvez-vous parler français?
KKKKKKKKKKKKK

beijinhos, minhas lindezas!
Obrigada por todos os comentários, eu amo cada um delesss!
até o próximo capítulo, amores.
<33333


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