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História Champions - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Bom dia, lindezaaaas! <333
Espero que todos estejam muito bem!
Nosso capítulo ia sair ontem, mas acabei maratonando minha nova série favorita, Anne with an E e não parei mais!
Obrigada por todos os comentários do último capítulo! Todos são muito importantes!

Obrigada por tudo, amo vocês.
P.S: Esse capítulo é bem focado na relação Bieber-Elizabeth, já estava na hora de termos um tempinho separado só para os dois, né? KKKKKKK espero que gostem!
Boa leitura, amores.
Nos vemos nas notais finais, ok?
<3.

Capítulo 26 - I didn't get over you


Fanfic / Fanfiction Champions - Capítulo 26 - I didn't get over you

- Justin. Pov. On. –

Hoje definitivamente estava tendo um dia de merda. Corria tudo certo com o nosso plano de foder com o Caleb na Espanha, mas o fato de não conseguirmos encontrar a porra do Derek, que está se escondendo embaixo do meu nariz, estava me deixando fodido de ódio.

Nem de longe é bom ter um inimigo como ele tão próximo assim.

Não que eu tivesse medo desses merdinhas projetos de bandido, nem fodendo. Mas, nunca se sabe se há algum plano em andamento e eu sei que os filhos da puta não brincam em serviço quando planejam algo. São anos de experiência com gente como eles.

O mês passou rápido. E eu tava tão puto e confuso com a Elizabeth que larguei ela de mão. Tentei focar em outras paradas e fodi com todas as vadias que me interessaram, só pra tentar tirar a porra da minha cabeça de perto dela. Ela está me deixando estanho.

E eu não tô curtindo nenhum pouco isso aí.

Hailey me deixou por alguns dias, mas como eu sei que ela é doida por mim, sua greve não durou muito. Lá estava ela de novo, atirada na minha cama e se esforçando ao máximo para me ajudar à não lembrar daquela filha da puta. Ela tenta, isso é um fato.

É foda não poder retribuir a preocupação que Hailey sente, mas eu não minto. O que tivemos acabou no dia que ela me largou. Como geral sabe, fiquei na fossa pela desgraçada por anos. Mas, essa porra já passou.

Justin Bieber não sofre por draminha de mulher nenhuma, caralho. 

Saí do casarão e fui direto pra uma das minhas boates da cidade. Nolan e Chaz chegaram logo atrás e ficamos cheirando algumas carreirinhas e fumando pra cacete. Eu bebi muito. Muito mesmo. Eu tô extasiado só de pensar que o Caleb está há poucos dias de cair, porra.

Uma vingança digna de mim. E esse plano não vai falhar.

- Tô vazando, seus otários... – Ri pelo nariz, chapado pelas drogas. – Espero que se fodam!

Os manos ainda disseram alguma coisa, mas eu já estava longe demais para ouvir. Peguei as chaves do carro e andei de um jeito torto até a parte de fora da boate. Um dos meus seguranças me guiou até o carro e a tropa foi me seguindo pela cidade. Com esse desgraçado do Derek por perto, é melhor duplicar minha proteção.

Vi algumas ligações perdidas da Hailey e revirei os olhos, ela tá muito no meu pé agora que sacou a minha parada com a Elizabeth. Mulheres, por que tão ciumentas? 

Joguei o celular no canto e tive uma ideia, uma ideia de merda, claro. Eu tava tão chapado que mal sabia o meu nome, mas achei que fosse ótimo tomar aquela decisão. Avisei meus seguranças e mudei a rota. Eu sabia que ela havia se mudado recentemente e também sabia aonde era.

Duas informações muito perigosas quando se está drogado demais pra pensar melhor.

Eu ainda tenho essa necessidade do caralho de saber se aquela maldita está bem, é foda mesmo.

Em poucos minutos, estacionei a Lanborghini. Joguei a chave para um dos meus homens e entrei direto. Acenei para o mano que parecia ser o porteiro e ele arregalou os olhos ao ver minha arma na cintura, ri baixo. Peguei o elevador e fechei os olhos, suspirando.

Isso vai dar merda. Certeza.

Ela deixou claro que não ia rolar de novo e me mandou resolver essa porra confusa que anda a minha vida desde que a filha da mãe voltou pra Angeles. Mas, eu até curto essa bagunça toda, saca?

Só não sei se curto mais isso do que ela. E essa porra de pergunta me assombra bastante ultimamente.

Ela é tão importante assim, caralho? O que aquela pivete tem demais?! PORRA NENHUMA. Não faz sentido.

O elevador chegou e eu parei de pensar, segui direto para o apartamento dela. A cobertura. Até pensei em dar meia volta, mas já tinha fodido com tudo. Bati na porta umas três vezes.

Ouvi um barulho lá dentro e me escorei no batente, respirando fundo.

A porta rapidamente se abriu e a louca demente da Elizabeth apontou uma FACA de cozinha pra mim, dando um grito surreal de medo. Dei um passo pra trás e franzi meu cenho diante daquela cena, confuso. Ela enlouqueceu, cacete?! O que está acontecendo aqui?

- PORRA BIEBER! QUE INFERNO! – Ela berrou, baixando a faca. – QUER ME MATAR?! É ISSO?

- Quem tá apontando uma faca pra mim é tu, sua maluca. – Rebati, simples. – O que foi, Elizabeth?

- Pensei que fosse uma outra pessoa, só isso. – Ela suspirou, parecia estar escondendo alguma coisa. – O que faz aqui?! Pensei que tivesse me deixado em paz! – Me acusou.

Desci meu olhar sobre ela e senti uma ponta de mágoa na frase de Elizabeth. Então, a pivete sentiu falta de mim, foi? Seus olhos queimavam de ódio e ressentimento. Sim, ela sentiu.

- Fiz o que tu me pediu. Deixei tu resolver tua vida por um tempo. – Dei de ombros.

- E você por acaso resolveu a sua? – A pivete retrucou. Touché, Elizabeth.

Essa pirralha é boa em me botar contra a parede. Inacreditável.

- Não tô aqui pra falar de mim. – Respondi. – Quero saber por que tu abriu a porta segurando uma faca, sua doente. Que porra tu tá metida?! – Cruzei meus braços, decidido.

- Não...não é nada. Não é da sua conta. – Suas mãos tremiam, ela estava nervosa.

- Elizabeth. – Suspirei, sério.

- Você não vai desistir mesmo, não é? – Ela encostou na parede, irritada. Neguei com a cabeça.

Dito isso, Elizabeth me deu passagem pela porta e eu entrei em seu apartamento, fechando a porta atrás de mim. Ela tirou seu casaco branco e pendurou em um apoio de cabide na parede ao lado, descendo duas escadas que davam para o hall de sua casa. Tudo ali era branco e rosa, todos os móveis e a decoração. A cara de uma mimada como ela.

- Quer vinho? – Ela ofereceu, enchendo sua taça, neguei outra vez. – Vodca, então? – Sorriu.

- Agora falou minha língua. – Sorri, de lado. Elizabeth me encarou por um tempo, ficando vermelha assim que eu notei que ela me olhava. – Adoro quando fica com vergonha, sabia?

- Cala essa boca, Bieber. – Ela riu, indo até a cozinha.

Me sentei no grande sofá e relaxei. Bem confortável. Vi alguns quadros na parede. Fotos dela e da amiga maluca que mora aqui também, a Alexia. Dei risada só de lembrar que o imbecil do Butler pode ser pai do filho daquela mina. Mas, é um retardado mesmo...

- Aqui. – Ela me estendeu um copo com Vodca.

Elizabeth se sentou ao meu lado, toda desconfortável. Uma coisa eu percebi. Ela fica nervosa e inquieta quando nós estamos próximos. Isso é tesão reprimido, pivete...ri sozinho ao pensar, bebendo.

- Não sei como seu rim está funcionando. – Elizabeth disse quando virei o copo todo uma vez. Senti minha garganta queimar.

- Também não. – Ri. – E aí? Tu vai me dizer o que tá rolando ou eu vou descobrir sozinho? - Perguntei. 

- Não sei se confio em você. – A pivete bebeu mais vinho, se fazendo de adulta.

Elizabeth colocou a taça na mesa de centro da sala e se virou pra mim, respirando fundo e sem olhar nos meus olhos. Outra coisa. Ela não gosta de olhar nos meus olhos. Não sei se é porque tem medo ou...

- Confia sim, pivete. Até morar comigo tu já morou. – Sorri, irônico. – Para de bancar a difícil. Sabe que eu posso te ajudar. Não quero que corra perigo, sua louca. – A olhei nos olhos, sério.

- Não é nada demais. Sério mesmo. São meus problemas. E você não tem nada comigo pra precisar se preocupar com isso ou...sei lá! Devia se preocupar com a Hailey, Justin. É dela que você gosta e sempre gostou. Ela me contou que foram noivos e sei que aquela mulher ainda sente algo muito grande por você. Não devia alimentar isso se não quer nada com ela! – Ela começou à falar e gesticular sem parar, toda nervosa. Revirei os olhos. – Você sabe que isso é errado, Bieber! E muito. Não é legal brincar com os sentimentos das pessoas... – Terminou, mal-humorada.

- Tu brinca com os meus e nem por isso eu te encho de lição de moral, né? – Coloquei meu copo também na mesa e, pela primeira vez na minha vida, vi a pivete ficar sem palavras.

Puta que pariu. Eu acabei de soltar a maior merda de todas. A droga e a bebida estão me deixando doido, mano. Elizabeth arregalou seus olhos e apertou suas mãos, em pânico.

- Você está drogado? – Ela olhou em meus olhos, desconfiada. - Está com os olhos e o nariz vermelhos, Bieber. Será que não consegue maneirar em nada?! Quer morrer e deixar sua mãe aqui e sofrendo, é? Quando vai aprender a não ser tão inconsequente? – Elizabeth rosnou.

- Eu me drogo desde os 12 anos, Elizabeth. Nessa idade tu nem tinha nascido ainda. – Debochei e ela mostrou seu dedo do meio pra mim. – Conta logo, porra. O que está acontecendo por aqui?

- Não vou contar enquanto você estiver alto desse jeito, Justin. – A pivete revirou os olhos.

- Não tô tão chapado assim, caralho. Relaxa. – Eu tô sim. – Qual é? Diz, pivete. Eu tô na boa! - Ri, divertido.

- Tive uma ideia! – Ela sorriu, divertida. – Venha comigo. – Elizabeth piscou.

Me levantei, desconfiado. Desde quando ela é tão boazinha assim? Ah...

Elizabeth vai aprontar uma comigo, com certeza.

 

***

 

- Lisa. Pov. On. –

- Já entrou na banheira, Justin? Hein? – Gritei de fora do banheiro, rindo. Justin murmurou um palavrão pra mim, resmungando em “sim” logo em seguida.

Água morna vai ajudar a baixar o efeito dessa droga toda no organismo dele. Não é como se eu me importasse...mas não quero ver ele morto de overdose e estirado aqui no meu chão, não é?!

- Se tu não me contar depois dessa merda aqui, quem te mata sou eu, caralho! – Ele começou à reclamar sem parar pra mim, mas eu ignorei.

Me sentei ao lado da banheira, respirando fundo. Era a primeira vez que eu contaria isso à alguém, mas eu confiava em Justin. Claro que eu não confessaria, mas eu confiava nele.

Algo nele me fazia sentir segura, mesmo sabendo que ele é o maior perigo que eu já conheci.

Irônico, né? Como posso me sentir atraída por alguém tão instável e que já me fez sofrer tanto assim? Justin não tem limites. Não tem regras e não tem pudor nenhum. E ainda sim, eu me atraio por ele. E muito.

- Nunca te falei, mas eu tenho um pai. – Disse, olhando para o chão. Justin passou as mãos pelo cabelo úmido e se sentou melhor na banheira, apoiando seus cotovelos nela. – Não conheço ele, mas foi esse filho da puta que me tirou da minha mãe, quando eu era bebê. Ele mexia com coisas muito erradas e por algum motivo, quis se livrar de mim. Parece que quis me matar, mas não teve coragem. Aí, pagou o motorista dele pra sumir comigo. O motorista era meu “avô” de criação, Aspen Collins. E a filha dele era empregada do meu pai, a tia Sadie. Eles me criaram como uma órfã que foi abandonada na casa deles. Esconderam que eu tinha uma mãe e um monstro que sequer deve ser chamado de pai. Alguns anos depois, o meu avô escreveu aquela carta e a escondeu, mas fez a Sadie prometer que, assim que ele morresse, ela entregaria a carta pra mim. Mas, obviamente ela não fez isso. – Mordi meu lábio com força, querendo chorar.

Essa época da minha vida abre um vazio enorme no coração. Eu fui privada de conhecer minha mãe de sangue e ainda acreditei numa mentira. Minha “família” na verdade eram meus sequestradores. Mentiram para Ellora e disseram que meu pai havia se livrado de mim. Mentiram para a minha mãe e disseram que eu havia sumido. Fizeram todos que eu mais amo sofrerem e juraram lealdade à um monstro. Só Deus sabe o que eu já passei por isso.

Tudo que eu perdi. Tudo que eu não vivi. Tudo que arrancaram de mim, sem piedade.

Não percebi que estava chorando até Justin colocar suas mãos em meu rosto, tentando limpar minhas lágrimas com seu polegar úmido. Nunca imaginaria que ele pudesse ser tão legal assim.

- Aí, quando descobri a verdade, fugi para a sua casa, mas como você já sabe, Sadie ameaçou denunciar você por sequestro e eu não quis causar problemas. Fui embora com a Ellora. E vivi meus anos de ouro em Paris...eu conheci o mundo! Eu amei cada dia lá! – Sorri. – Conheci pessoas incríveis, fiquei noiva. Me tornei presidente de uma marca de moletons. Quando eu imaginaria um sonho como esse? Estava tudo divinamente perfeito, mas aí, precisei voltar para ajudar a Alexia, que estava praticamente na sarjeta depois do pai descobrir que ela estava grávida. Jurei ajudar ela, por isso vim pra cá. Mas...m-mas... – Olhei nos olhos cor de mel dele e desabei de vez! Puta merda...Justin me deixa maluca! - Acho que foi por isso ele me encontrou. Ellora me ligou e disse que ele foi até a loja dela para ameaça-la, mas fugiu antes da polícia chegar. Depois, foi até a minha antiga casa e ameaçou a Sadie. Minha avó quer que eu volte para Paris o quanto antes. Ela tem medo dele me encontrar e...terminar o serviço que Aspen não fez. – Chorei silenciosamente, fechando meus olhos. – Estou com medo, Justin...

Abri meus olhos, em partes muito aliviada por ter compartilhado isso com alguém. Podia ter escolhido Alexia, Tristan ou até mesmo minha mãe. Mas, foi com o Justin.

Quando é pra ser, nós dois fluímos de um jeito diferente. Eu gosto de estar com ele, por mais irritante, infantil e estressado que Bieber seja. Eu...apenas gosto. Com ele tudo é diferente.

- Eu só preciso do nome. – Justin disse, me fazendo encará-lo. – Só preciso do nome dele. Se tu me der isso, resolvo com esse filho da puta rapidinho. – Ele rosnou. – Ele não vai nem chegar perto de ti, Elizabeth. Nem esse otário e nem desgraçado nenhum. Porque ninguém toca no que é meu, sacou? – Bieber olhou em meus olhos, dizendo isso.

- E desde quando eu passei à ser sua, Justin? – Ri, achando graça dele. – Hein?

- Desde quando eu quis que tu fosse, ué. – Ele se escorou na banheira. – Consegue o nome desse arrombado pra mim, o resto eu resolvo. – Falou, decidido. – Mas, enquanto tu consegue isso com a tua mãe ou a tua avó, foda-se, tu vai ter que ficar comigo. Não dá pra tu ficar correndo riscos por aí. Não sei com quem eu tô lidando ainda. – Bieber explicou.

- Eu só sei que ele é criminoso, Ellora se recusa à falar dele pra mim, ela tenta me proteger à todo custo. Minha mãe e ela dizem que eu já sofri muito por causa dele. – O encarei. – Não vai ser fácil, mas com muito empenho, eu consigo descobrir quem é ele. – Sorri, triste. – Depois disso, você vai mata-lo? O que vai fazer com ele, Justin? – Perguntei.

- Isso já não é mais problema seu. Não esquenta, fechou? – Ele riu se afundando mais na banheira. – À propósito, vem comigo, pivete. – Justin sorriu e, poucos segundos depois, me puxou para dentro da banheira! Ah, Bieber! Puta que pariu, você é louco?!

- JUSTIN BIEBER! – Gritei, mas já era tarde demais.

Estava toda molhada e minhas roupas cheias de espuma daquela banheira. Xinguei a droga do Justin de todos os nomes possíveis, que idiota! Ele só ria, se divertindo com o meu puro ódio.

- Você é um retardado, sabia disso?! – Empurrei seu tórax, rindo. – MERDA, BIEBER! OLHA ESSA BAGUNÇA! – Apontei para minhas roupas encharcadas, ah...que vontade de explodir esse cara!

- Tu é chata demais, Elizabeth. Não cala essa boca um minuto. – Justin retrucou, divertido.

Ia mandar ele para aquele certo lugar, mas Bieber foi mais rápido e me puxou para seu colo. Arregalei meus olhos e segurei seus ombros, estavam quentes por conta da água. Mordi meu lábio inferior. Senhor, eu estou tentada à atacar esse idiota. Um idiota, mas é tão gostoso...

Ele está me fazendo imaginar coisas perversas estando tão fodidamente tentador assim.

- O gato comeu tua língua, foi? – Justin sorriu, quase colando minha boca na dele. – Porque, até onde eu sei, eu comi foi outra coisa... – Seu sorriso de alargou mais ainda e eu não resisti.

Beijei Justin e senti suas mãos tentando tirar minha camisa de seda, ele foi desabotoando os botões enquanto nos beijávamos, sem pressa. Bieber pediu passagem com sua língua e seria um crime não permitir. Mandei minha razão para o caralho e foquei nele. Só nele.

Ele tirou minha camisa e no momento eu estava só de sutiã, colada contra seu peito. Justin deixou minha boca para me enlouquecer de outro jeito. Ele me mordia, mordia todo o meu maxilar, meu pescoço e toda a minha pele descoberta pela água. Eu gemia bem baixinho, aproveitando. Segurei seus ombros com mais força e o puxei mais pra mim, rindo com o jeito que ele me encarou.

- Diga que não tem nada com Hailey, e se tiver algo, não prosseguiremos. Não farei isso com ela e nem com mulher nenhuma. – Falei, séria. – E não minta pra mim, Justin. – Rosnei.

- Eu não tenho, pivete. Já te falei que não sou nada dela. E se ela sente qualquer porra que seja por mim, não me interessa mais. Eu quero você, Elizabeth. Te quero pra caralho. Você sabe bem disso, não se faz de santa de novo. – Bieber respondeu, mais sério do que nunca.

Sorri imediatamente, mas tratei de disfarçar!

- Promete que vai encerrar seus assuntos com ela? – Insisti, criando forças. – Você me promete?!

- E eu alguma vez já deixei de fazer qualquer coisa que tu me pediu? – Ele respondeu, rindo.

Não disse mais nada, apenas o beijei outra vez. Eu não sabia o que aconteceria entre nós depois dessa discussão, mas não estava nem aí. Justin estava aqui agora, o resto não me importa. Mordi seu lábio inferior com força, gemendo. Bieber nos inverteu na banheira e ficou por cima, ele já estava completamente nu, então foi fácil. O loiro desabotoou minha calça e a jogou no chão. Depois, foi a vez do meu sutiã, e por último, o meu fio dental preto. Corei violentamente, morta de vergonha. Senhor, por que ele me deixa desse jeito?

Eu simplesmente não consigo deixar de ter vergonha de Bieber! Não sei o que me acontece!

- Não tem nada aí que eu já não tenha visto, Elizabeth. E muito, mas muito bem... – Ele mordeu seu lábio inferior e eu, de vermelha, passei à ficar roxa naquela banheira. Justin riu alto de mim.

Me sentei sobre seu colo outra vez e o fiz se escorar na banheira. Nos beijamos mais algumas vezes, mas o nosso fogo já era tão alto que não dava mais para apagar. Tinha que ser agora.

- Certeza? Tu falou que aquela vez seria a nossa última... – Justin debochou, me fazendo rir.

- E por que você ainda me escuta nessas horas?! – Arqueei a sobrancelha, o vendo sorrir.

- Eu finjo muito bem, pivete. – Bieber piscou, sorrindo. – Não curto frustrar suas falhas tentativas de se afastar de mim, entende?

Apoiei minhas mãos nele e no segundo seguinte, ele estava dentro de mim. Foi bem forte, rápido e duro. Bieber detesta esperar. Abri minha boca pra gritar com aquela estocada, mas som nenhum saiu. Justin agarrou um dos meus seios e o apertou, beliscando meu mamilo rígido e implorando pela atenção dele. Sua outra mão segurava minha cintura, com firmeza, me impulsionando na velocidade que ele queria.

- Oh...Ah, Justin...puta merda! – Sorri, mordendo seu ombro. Justin beijava meu pescoço, suspirando contra minha pele. Estávamos ficando cada vez mais e mais quentes! Era surreal.

- Olha pra mim, Elizabeth. Olha, urh? – Ele puxou meu cabelo, me fazendo gemer. – Então você gosta quando eu te puxo pelo cabelo, é? – Justin riu, malicioso. – Você gosta, angel? – Ele sorriu, puramente perverso.

- Eu...a-awn. – Ri, o abraçando e roçando nossas testas, isso estava ficando romântico demais para nós dois. Parecia mais...sentimento do que só prazer. Não éramos nós. – Justin... – Gemi.

- Você fica linda quando geme assim pra mim, sabia? – Ele sussurrou em meu ouvido. – Linda.

- Você é muito gostoso, Bieber. Arh, que inferno... – Rosnei, fechando meus olhos, escutei sua risada baixa.

E ficamos ali, aproveitando nosso momento. Justin me beijava e eu rebolava contra ele, como se minha vida dependesse daquilo. Eu o queria mais do que queria qualquer coisa agora. Fechei meus olhos e deixei meu orgasmo vir, com muita força! Justin sorriu, metendo numa velocidade inacreditável em mim! Quando percebi que ele estava prestes à gozar, tirei seu membro de mim e me sentei em sua frente, o agarrando com a mão. Bieber tombou a cabeça pra trás e gemeu rouco, fechando seus olhos cor de mel e deixando sua boca entreaberta.

Essa visão foi um verdadeiro paraíso pra mim.

O masturbei com força, embaixo d’água. Justin gemeu mais alto e eu soube que ele havia gozado. Seu rosto ficou todo vermelho e eu ri, ele é tão branco que fica vermelho por qualquer coisa!

- Porra do caralho.... É disso que eu precisava, Elizabeth. – Ele abriu os olhos, satisfeito.

- Pela primeira vez na vida, nós vamos concordar em algo. Também precisava disso. – Eu sorri, voltando à me sentar em seu colo. Justin me puxou pela cintura e eu o abracei, com carinho.

Eu adoro abraça-lo. Eu gosto da sensação de estar segura com ele. E de ver ele seguro. É tudo tão confuso e estranho...será que estou misturando as coisas com Justin? Estou voltando à...

- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI, HEIN CARALHO?! – Escutamos a voz estridente da Alexia no andar debaixo do apartamento e eu dei um pulo de susto no colo do Bieber! Aí, meu Deus!

 

***

 

- O que foi?! Quem está aqui?! – Desci as escadas correndo, estava toda molhada e apenas de roupão. Vi Alexia sentada na sala, com a maior cara de cú que já vi até hoje. – O que aconteceu, maluca?!

Essa garota deve estar querendo me infartar, porra!

- Acontece que eu voltei aqui com o Derek e esse filho da puta aí botou ele pra correr! SEM O DIREITO NENHUM DE SE INTROMETER NA DROGA DA MINHA VIDA! – Alexia berrou, irritada.

Ela apontou para a cozinha e dei de cara com o Ryan, ele falava com alguém no telefone, com uma cara nada boa. Richard, o seu sobrinho fofo, estava com ele, sentado numa das nossas banquetas e vendo tudo aquilo sem entender nada. Mas que circo todo é esse aqui?

- Tia Lisa? É você?! MEU DEUS! – Richard abriu um sorriso aberto, vindo me abraçar!

Acabei molhando o garoto inteiro, mas ele não se importou. Beijei sua bochecha, sorrindo.

- Como você está lindo, amor! Um verdadeiro homem... – Sorri, fazendo carinho em seu cabelo loiro. O sobrinho de Butler está enorme! Céus, parece que foi ontem que eu fui babá dele!

Inclusive, foi num dos dias que eu cuidei do Richard que Justin me beijou pela primeira vez.

Parece até que isso aconteceu em outra vida, né? Faz tanto, tanto tempo.

- Tem um videogame lá em cima, o que acha? – Sugeri, vendo Richard sorrir mais ainda e subir correndo as escadas do meu apartamento. Ryan desligou o telefone, suspirando. – Pode me explicar o que está acontecendo aqui, Ry? Por favor? – Indaguei, cruzando os braços.

- Eu vou MATAR a porra da Alexia, Lisa. VOU MATAR ESSA LOUCA DO CACETE! – Ele berrou, com muito ódio, me assustando. – A TUA AMIGA É UMA MALUCA, ELIZABETH! – Gritou.

Ok, o assunto é bem mais sério do que eu pensei, pelo jeito.

- Mas que caralho é esse aqui, hein?! – Justin desceu as escadas, rosnando. Ele secou os cabelos loiros com uma toalha e a largou no sofá, vindo até a cozinha. – O que tu faz aqui, Butler?!

Ele ainda estava vermelho e úmido por conta do nosso “banho” de banheira. Mas, pelo visto ela já estava muito mais sóbrio e consciente do que antes, já está até gritando com os outros.

- Agora já sei porque tu não atendeu minhas ligações, né Drew! – Ryan alternou seus olhares entre Bieber e eu, rindo falso. – Tu não aprende mesmo, né?! A Elizabeth ainda vai se foder por cair na tua lábia, meu mano. Tu sabe bem que ela não é otária como a Hailey! – Butler disparou, irritado.

Eita, lá vem mais briga. Senhor Jesus.

- Escuta aqui, seu filho da puta. – Justin rebateu, puto da cara. – O que eu faço com a porra da Elizabeth é problema meu, sacou? Tá fiscalizando minha foda por quê?! Tá carente, inferno? É por isso?! – Bieber cruzou os braços, estressado com o amigo. – E QUE MERDA TU FAZ AQUI?!

- Eu vim pra falar com aquela vadia ali, mas adivinhem só o que eu acabei descobrindo? – Ryan apontou para a Alexia, no sofá. – Façam suas apostas, amigos! Adivinhem só com quem ela está saindo?!

Butler bateu contra o mármore da cozinha, urrando do ódio. Eu nunca o vi assim. Nunca.

- VADIA É A SUA MÃE, SEU DESGRAÇADO! – Minha amiga logo veio em nossa direção, pronta pra dar na cara do Ryan, graças a Deus consegui segurar ela! – Eu saio com quem eu bem quiser, Ryan. CUIDA DESSA TUA VIDA FRACASSADA! – Alex gritou com ele, fora de si.

Ainda bem que eu mandei o coitado do Richard lá pra cima.

A última coisa que eu iria querer é ver uma criança presenciando essa baixaria aqui.

- Ela tá saindo com o arrombado do Derek, Bieber. Derek. O DEREK. – Ryan fechou seus olhos e tentou se acalmar, olhei para Justin e seu rosto era simplesmente indecifrável. – O filho da puta do caralho tava debaixo do nosso nariz esse tempo todo, Drew. E agora que ele sabe da existência dessa estúpida da Alexia e da ligação que ela tem comigo, esse merda vai armar uma boa. O mano tá com tudo que precisa nas mãos, porra. TUDO. – Butler completou, simplesmente desacreditado.

Ele andava de um lado para o outro, tentando se acalmar. Justin não estava diferente.

- Vocês conhecem o Derek?! – Perguntei, confusa. – Por que estão assim, gente?! O que foi?

- Ele já te viu alguma vez? – Justin veio pra cima de mim, rapidamente. – Me fala, Elizabeth. Tu já conversou com esse puto aí? Ele sabe que tu me conhece?! FALA, CARALHO! – Ele gritou, num surto que eu vi poucas vezes na minha vida.

- SIM! – Gritei, assustada com o surto de Justin. – Ele já veio aqui algumas vezes, já jantou conosco. Ele pode ser o pai do bebê da Alexia, ele...ele também estava na boate no dia em que ela engravidou. Nós conhecemos ele na lá Rodeo Drive, deve fazer mais ou menos um mês, eu não sei! Foi tudo muito rápido, Bieber! – Respondi, meio desesperada!

Essa bipolaridade dele me deixa muito irritada e confusa, nem consigo pensar direito.

Mas, tenho quase certeza que Alexia e eu temos problemas sérios por aqui.

- Ele tava na minha boate, é lógico que tava. – Justin respirou fundo. – Claro que o arrombado do caralho sabe que tu me conhece, não se aproximou de vocês duas à toa, cacete. Deve ter seguido vocês e... – Alexia o cortou, depois de respirar fundo.

- Me expliquem que porra que tá rolando porque eu não tô entendendo nada! – Alexia tomou a minha frente e também cruzou seus braços, estressada com eles. – FALEM, CARALHO!

- Derek é um dos principais manos do Caleb, um bandido que sempre que pode tenta foder com a gente. Esse Derek é um traficante de drogas, mulheres, órgãos e todas as paradas loucas que as duas espertas aí podem imaginar. Ele só tava te usando, Alexia. Fez isso pra chegar até mim e, consequentemente, até o Bieber. – Ryan explicou, agora mais calmo. – Só que, se ele descobriu que a Elizabeth e o tapado do Drew tem alguma coisa e que ela pode ser usada pra desestruturar o Justin, ele vai contar ao Caleb. Se já não contou. E aí, fodeu tudo. – Ele disse.

Depois disso, Alexia e eu ficamos em silêncio. Tentar...digerir essa insanidade.

Estávamos chocadas demais para dizer alguma coisa.

- Eu tava no elevador quando vi ele saindo do apartamento delas. Derek saiu correndo pela escada de emergência, eu fui atrás, mas ele pulou por uma das janelas e depois disso, sumiu lá fora. Geral tá vasculhando a área, mas até agora nada. – Ryan disse ao Bieber.

- E eu aqui, se ele tivesse ficado por mais tempo podia ter me apagado, caralho. Eu tava na banheira com a Elizabeth, não ia nem dar tempo de reagir, porra. INFERNO! – Justin rosnou.

- Vocês não podem mais ficar aqui. – Ryan decretou, sério. – Não agora que Derek descobriu que a gente sabe dele. Nem fodendo, você precisam sair daqui hoje, suas doidas. – Ele suspirou. – Vamos alugar um Hotel discreto e lotar de seguranças, por enquanto.

- VOCÊ NÃO É NADA MEU PRA ME MANDAR! SE EU QUISER FICAR, EU FICO! – Alexia gritou.

Minha amiga odeia ordens masculinas. Acho que já devem ter percebido isso.

Justamente por isso que eu sou amiga dela.

- Quer tomar uma bala na cabeça e ser apagada como queima de arquivo, seu burra?! – Butler retrucou, na lata. – Você que sabe, se quiser ficar, vai facilitar e muito a minha vida. Menos um pra eu precisar me preocupar e bancar a babá. – Ele riu, indiferente com ela.

Alexia revirou seus olhos e buscou por algum fôlego, se acalmando um pouco.

- Eu espero ficar num Hotel caro, seu imbecil. Isso tudo é culpa somente de vocês! – Minha amiga sorriu pro Ryan, totalmente irônica. Ela saiu andando e logo subiu as escadas, firme.

Meu Deus, isso só pode ser um novo pesadelo. Por que caralhos eu não consigo ser alguém normal? Alguém que se envolve com pessoas normais e vive uma vida comum?!

Já não bastava o maldito do meu pai no meu pé por aqui, agora vieram os inimigos de gangue desses dois patetas aí e estão atrás da gente também. Será que ainda pode piorar pra mim?

Por que eu fui inventar de sair de Paris? ME DIGAM? Por que eu fui bancar a boazinha?

Tristan disse que isso não era uma boa ideia. E eu, na santa minha idiotice, não o escutei.

Vou pagar amargamente por não ter estucado todos aqueles conselhos valiosos dele.

- Vem comigo, pivete. – Justin me puxou pelo braço, rapidamente.

 

***

 

- Algumas horas depois... –

In Bel Air – Los Angeles.

 

Por agora, Alexia e eu tivemos que nos separar. Além das questões de segurança, Bieber me convenceu à ficar com ele por enquanto, para tentar descobrir mais sobre o meu pai tendo mais segurança. Eu não sei o que ele pode tentar, mas também não quero preocupar minha mãe.

Chloé surtaria se soubesse o que está acontecendo, e eu detestaria vê-la sofrer.

Mandei algumas mensagens pra ela, mas nada de muito revelador. Amanhã eu conversarei com ela e sei que iremos dar um jeito. O teste de paternidade do Ryan será no final dessa semana e aí, tudo se resolverá. Alexia irá embora comigo e tudo terminará bem.

Só mais uns dias, Lisa. Você consegue. Já aguentou coisa bem pior, não foi?

- Eu gosto desse. – Disse á Justin, o vendo colocar minha mala no chão. – É bonito.

Estávamos na casa dele. Ele concordou que seria só por uma noite e amanhã iria para outro lugar, eu quis que fosse assim. Já abusei de ficar aqui uma vez, não farei isso de novo.

Eram outros tempos, tempos em que eu não tinha dinheiro algum, nem opções.

- É o mesmo que tu ficou, naquela vez. – Justin lembrou, me fazendo rir. – Se lembra?

- E tem como se esquecer daquilo? – Ri, colocando meu casaco em cima da cama.

Bieber deu de ombros, sorrindo. Indiscutivelmente ele mudou nesses anos que não nos vimos. Fora a aparência, as tatuagens e todo o resto, Justin está um milímetro mais maduro. Eu enxergo nos olhos dele que ele é alguém que já passou por muita coisa. Então, talvez toda essa intensidade e grosseria seja um jeito infalível de afastar problemas e decepções. Eu entendo.

- Amanhã eu irei conversar com a Sadie. Ou, pelo menos vou tentar. – Disse. – Ela talvez me conte algo sobre esse cara maluco que me ajude. – Me levantei, indo até a varanda.

Apoiei minhas mãos na grade de vidro e encarei Los Angeles, mais precisamente, a placa da Hollywood. Eu nunca me senti tão perdida na vida. Eu pensei que minha época de adolescente tivesse sido a mais conturbada da minha vida, mas acho que não foi.

Sinto que o pior ainda está por vir. E isso me assusta, muito.

Sonhei com tudo isso quando era mais nova. Imaginava como era a vida de pessoas ricas e de quem conseguia aproveitar Los Angeles. A cidade dos ricos e famosos. Mas, quando se está do outro lado, simplesmente parece que não é grande coisa. Sempre desconfiei disso.

Ou talvez, eu só não seja do tipo fútil que se deixa levar por bobeiras como essa.

- Acha que é melhor falar com ela? – Ouvi a voz de Bieber atrás de mim. – Tu não tá apressando as coisas, Elizabeth? – Ele parou ao meu lado, encarando a paisagem.

O vento frio bateu contra meu rosto, já devia ser madrugada.

- Já se foram cinco anos, Justin. Está mais que na hora de resolver isso. É uma parte da minha vida que eu achei que pudesse esquecer. – Confessei. – Mas, parece que quanto mais eu tento, mas isso fica evidente dentro de mim. Mais confusões surgem e tudo piora. – Coloquei uma mecha do meu cabelo pra trás, refletindo. – Acho que nunca vou conseguir superar tudo isso.

- Ah, para de drama, vai? – Bieber me deu um leve empurrão, ri. – Claro que vai, porra. Amanhã eu vou negar até a morte que te disse isso, e pra todos os efeitos eu ainda estou bêbado, mas tu é a pivete mais corajosa que eu conheço. Louca, mas é corajosa. – Ele disse, simples.

O encarei e vi sinceridade no olhar de Justin. Ele podia ser maluco, mas não era mentiroso.

- Me acha corajosa? – Perguntei surpresa. – Por essa eu não esperava...

- Tu enfrentou na infância problemas que gente comum só enfrenta depois dos trinta. Quando eu te conheci, tu já ajudava a tua tia em casa, e nem tinha idade pra tomar decisões sozinha. Caralho, pivete... – Ele suspirou. - Eu nunca te vi choramingando por aí porque tinha uma vida toda complicada, por não saber quem era teu pai, tua mãe ou sei lá que porra. E pra fechar com chave de ouro, você é a única que me enfrenta e sai viva depois. É um milagre. – Ele sorriu, me fazendo sorrir também. Idiota. – Você já superou muita coisa, Elizabeth. Não se esqueça disso. – Justin se aproximou mais, rindo.

- Não é tudo verdade... – Ri, cruzando meus braços. – Não superei meu passado, a traição de Sadie, o fato de ter perdido parte da minha vida longe de quem eu amo, de ter um pai monstruoso e todo o resto dessa palhaçada. – Os olhos cor de mel me observavam. – Eu não superei meu término de noivado com o Tristan, eu não superei você e... – Justin me cortou.

- Me superar? Que porra é essa?! – Bieber riu, convencido.

CALA A BOCA, ELIZABETH! MEU DEUS DO CÉU!

- Não se faz de santo. – Desconversei, nervosa. - Sabe que me apaixonei por você, quando eu ainda era burra e inconsequente. E meio louca também! – Acrescentei, o vendo rir. – Demorei bons anos pra fechar todas essas minhas feridas, Justin.

- Mas...tu já me superou? – Ele perguntou, parecia muito curioso. Eu ri.

Bieber me puxou pela cós da minha calça jeans, me fazendo rir. Estava de moletom, jeans e All Star. Sim, aquele meu All Star. O meu amado e querido All Star. Cuido dele com a minha vida!

Sadie economizou por meio ano para compra-lo pra mim, seria uma ofensa não cuidar bem.

Ele me escorou na grade de vidro, colando meu peito em seu tórax. Justin roçou nossos narizes e senti sua arma na cintura, roçando na minha barriga. Céus, eu estou completamente insana.

Na casa dele, com uma arma entre nós em um parapeito do terceiro andar.

- Talvez. Muito provável. Quase certeza. – Disse, seguidamente. Justin riu alto! – É sério!

- Já entendi. – Bieber piscou, acabando com a nossa distância.

Agora não tinha mais Derek, nem seguranças, nem confusão. Não tinha mais meu pai, nem Ellora, nem Sadie. Nem minha mãe. Não tinha mais Tristan. Nem Alex. Nem Ryan.

Tinha Justin. E naquela noite, era tudo que eu precisava.

 

 

I'ma tell you how I want it
Baby, tell me how you need it
Hope you're good at keeping secrets
Say you're good at keeping secrets
'Cause you know, I don't trust nobody
I know you don't trust nobody
Said only I can touch your body
So baby you know, I know, you know, I don't
You know I don't trust nobody

You don't trust nobody
Said only I can touch your body
Yeah, only I can touch your body
'Cause only you know, I know, you know, I don't
You know I don't trust nobody

Baby, come through on a late night creep
Pull up on you like, beep, beep, beep, beep, beep (skrr, skrr)
Lying down know I'm in the back
Tinted windows sittin' in the back seat

You must be somebody, 'cause I don't trust nobody
But if I touch your body, I might trust somebody, yeah
You must be somebody, 'cause I don't trust nobody
But if I touch your body, I might trust somebody, yeah

 

Eu vou te dizer como eu quero
Amor, me diga como você precisa
Espero que você seja bom em guardar segredos
Diga que você é bom em guardar segredos
Porque você sabe que eu não confio em ninguém
E eu sei que você não confia em ninguém
Você disse que só eu posso tocar seu corpo
Então amor, você sabe, eu sei, você sabe, eu não
Você sabe que eu não confio em ninguém

Você não confia em ninguém
Você disse que só eu posso tocar seu corpo
É, disse que só eu posso tocar seu corpo
Porque só você sabe, eu sei, você sabe, eu não
Você sabe que eu não confio em ninguém

Você deve ser alguém, porque não confio em ninguém
Mas se eu tocar seu corpo, talvez eu confie em alguém, yeah
Você deve ser alguém, porque não confio em ninguém
Mas se eu tocar seu corpo, talvez eu confie em alguém, yeah

Trust Nobody - Selena Gomez (feat. Cashmere Cat & Tory Lanez).


 


Notas Finais


AAAAAAAAAA, eu amo esse capítulo, gente. De verdade.
O que acham de toda essa confusão, hein?
Elizabeth e Sadie vão ter AQUELA conversa, finalmente?
O que vai surgir depois disso? Mais verdades? Ou mais mentiras?

Será que nossa Lisa vai aguentar saber tanto sobre seu próprio passado?
E Justin, vai cumprir sua promessa de ajudá-la?
Essa parceria dos dois vai conseguir ir longe? Sem segredos?

Alex...ainda tem muito água pra percorrer esse riacho entre Ryan e Derek, hein?
E agora? Como fica essa história de paternidade entre os dois?

Ah, só no próximo capítulo pra saber....
Até mais, meus amores!


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