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História Champions - Capítulo 45


Escrita por:


Notas do Autor


CHEGUEEEEEEI! <333

E com mais um capítulo fresquinho pra vcs! ESSE TÁ É TENSOOOO!
Se preparem para muitas surpresas, meus amores...
Nos vemos nas notas finais, feshow?
Aproveitem o capítulo e tenham uma leitura fabulosa.
Beijinhosss...
<3333

Capítulo 45 - I love you very much, Elizabeth


Fanfic / Fanfiction Champions - Capítulo 45 - I love you very much, Elizabeth

- Justin Bieber. Pov. On. –

Puta que me pariu.... Porra do caralho. Acho que pensei em um milhão de palavrões enquanto digeria essa história.

Minha mente nem raciocinava mais depois de escutar tudo que a Hailey tinha contado. Era muita, mas muita insanidade até pra mim. Cacete, ela passou de TODOS os limites. E pra que, hein porra?! O que essa mina tinha à ganhar com uma parada dessas?!

- Eu não estava pensando direito. Achei que isso fosse o certo à se fazer! Eu...surtei! – Hailey disse, completamente envergonhada. Tava na cara que ela não sentia orgulho daquilo.

- Puta merda. Tu quer me matar mesmo... – Fechei meus olhos, desacreditado. – Quer saber? Tu vai levantar daí e a gente vai resolver essa bagunça do caralho junto, garota. E depois, tu vai é desaparecer! Vai voltar pra porra da Europa, sei lá! MAS, TU TEM QUE SUMIR DAQUI! Tem polícia pra caralho na minha cola e do jeito que eu conheço a pivete, ela vai botar os vermes na tua cola assim que descobrir também. E uma coisa eu tô ligado, a Elizabeth não vai aceitar essa merda...ah, mas nem fodendo. – Falei.

- Era só um recado, Justin! Não era pra machucar ninguém! Era só uma maneira de colocar algum medo nela! Porém, é óbvio que não funcionou, né?! Aquela garota é dura na queda... – Hailey suspirou, vencida. – Dura feito pedra. Nunca vi igual.

- E desde quando sequestrar alguém é porra de recado, sua louca?! Tá chapada?– Rosnei, puto da cara. – Bora logo vai, eu vou passar em casa e rezar pra pivete estar de bom-humor pra ouvir essa merda toda. E eu acho que tu devia fazer isso também. Porque é TU que vai contar o que tu fez pra ela. Ponto final. – Completei, sério.

- JUSTIN, EU NÃO POSSO FAZER ISSO! – Ela gritou, horrorizada.

- Pode sim e vai. Tu se meteu nessa porra, agora vai ter que sair dessa. – Rebati. – Bora, caralho!

Não dei tempo pra Hailey vir com palhaçada de draminha e já puxei ela pelo braço, sem paciência. Arrastei a mina pelo primeiro andar do casarão e ignorei os olhares curiosos dos caras pra cena. Fiz um sinal para os manos e geral já sacou que tinha algo muito errado rolando ali.

- Vou enviar um endereço pra vocês. Cheguem lá VOANDO, sacaram? Deem um jeito de limpar a bagunça toda dessa estúpida aqui e levem isso para o túmulo de vocês. SEM ERROS. – Ditei para eles.

- Eita porra...a parada é séria. – Nolan resmungou, tirando uma cerveja da boca. – É pra já, Drew. Fica de boa.

- Ótimo. Vou pra casa segurar uma fera e impedir um homicídio qualificado. – Respondi, sorrindo falso.

Saímos do casarão e mandei Hailey entrar na minha Lamborghini, sem reclamar. Liguei o carro e nós partimos de lá rapidamente. Alguns dos meus seguranças iam protegendo o trajeto em seus carros e motos, desde o meu belo showzinho de tiroteio com o Karev essa porra aqui está bem frequente. Não dá mais pra se arriscar como antes, saca?

Um deslize meu e algum sniper fodido explode a minha cabeça à mando dele. É guerra, caralho.

- Você não pode simplesmente soltar aquela mulher e me deixar fugir, Bieber?! – Hailey sugeriu, nervosa.

- Tu se meteu com aquele filho da puta, não foi? Esse aqui é o preço por isso. – Respondi, revirando os olhos.

- Eu já disse que não fiz nada daquilo de propósito! – Ela resmungou, irritada.

- Não, né porra?! Tu só invadiu a casa da tia da Elizabeth à mando de um veadinho covarde daqueles e se sujou até o pescoço com essa história ridícula. O MANO TE USOU QUE NEM LIXO, HAILEY! E se qualquer um pegar você, NUNCA vão chegar nele. Não existem provas que liguem ele naquele sequestro. Tu entendeu essa merda ou quer que eu desenhe pra ti?! – Rebati, puto da cara. 

- ELE ME AMEAÇOU, BIEBER! EU NÃO FIZ AQUILO PORQUE QUIS! – Hailey argumentou, me encarando.

- E o que de tão PODRE aquele arrombado do caralho teria pra usar contra ti, garota? – Retruquei, rindo irônico. 

- Eu só...não tive muitas opções, Justin. É só isso. – Foi tudo que a loira me respondeu.

Isso vai dar uma merda tão, mas tão fodida pra mim, caralho... Eu só espero que a Elizabeth não surte e faça qualquer merda que surgir naquela cabeça maluca dela. Aquela pivete fica muito louca quando está com raiva, mano! 

Não sou lá o cara mais religioso do mundo, mas orar tá me parecendo uma ótima sugestão agora.

 

***

 

Larguei a Lamborghini de qualquer jeito e os grandes portões da mansão se abriram. Hailey foi andando rápido na minha frente, tava até acenando para alguns funcionários que ela conhecia. Fomos direto para a sala principal e...puta merda.

Quando eu acho que a porra do meu dia não pode mais piorar...

- O QUE ESSA PERDIDA ESTÁ FAZENDO AQUI, JUSTIN BIEBER?! – Pattie gritou comigo, furiosa. - EU NÃO ADMITO ISSO!

- Não tenho tempo pra isso agora, Patrícia. Cadê a Elizabeth?! – Perguntei, ignorando ela e andando pela sala.

- Foi atrás daquela tia desaparecida dela. A Lisa fez um acordo com sei lá quem e a pessoa revelou aonde a Sadie está. Minha nora querida já se foi, você está perdendo tempo procurando ela por aqui. – Minha mãe rebateu.

Não. Nem fodendo, mano. Eu tô chapado demais ao ponto de estar ouvindo coisas agora...

- QUE PORRA É ESSA?! - Gritei, num surto de ódio. - COMO ASSIM?! QUE ACORDO? COM QUEM? - Repeti, desacreditado.

- Não sei, meu filho. Não sei! - Ela suspirou. - E você, sua garota intrometida...não tem vergonha nessa sua cara não? – Minha mãe se levantou do sofá, andando até a Hailey de um jeito bem suspeito. – Pessoas como você merecem é isso aqui, sua safada!

Eu mal pisquei direito e a louca da Pattie meteu um tapão estralado na cara da Hailey. A loira deu uns dois passos pra trás, completamente assustada. Minha mãe ia logo dar outro coladão nela, mas eu entrei no meio da confusão e acabei com a putaria toda.

- Tu tá ficando maluca de vez é?! Para já com essa palhaçada, cacete. QUE MERDA. – Rosnei pra ela, sem paciência.

- DEIXE O MEU FILHO EM PAZ, HAILEY! Ele precisa de alguém como a minha Elizabeth! – Pattie rebateu, num ápice de fúria.

- CHEGA COM ESSE CARALHO, PATRÍCIA. – Gritei com ela, a vendo se calar. Amém. – Não tenho tempo sobrando pra ver o show de ninguém agora. E pra tua informação, não rolou PORRA NENHUMA entre mim e a Hailey que possa ameaçar o que eu tenho com a pivete. Tu não tem que surtar por isso, se ligou? – Expliquei, vendo minha mãe revirar os olhos. 

Essa melhor tá ficando abusada demais...Elizabeth tá sendo um péssimo exemplo pra minha mãe. Puta que pariu...

- Não minta pra mim, garoto. Essa oferecidazinha estava naquele maldito casarão com você e foi por isso que a Lisa decidiu terminar o namoro de vocês. VOCÊ A PERDEU! DE NOVO! – Ela gritou na minha orelha, com raiva.

Senti o peso do que Pattie havia me dito e, porra do caralho, senti minha cabeça balançar com tudo aquilo. Não é possível. Como a Elizabeth poderia saber que Hailey estava comigo lá? Como assim, cacete? Eu sabia que isso ia acabar mal pra geral aqui...

Só sei que a pivete precisa me ouvir e saber a porra da verdade. Caralho, eu...eu preciso dar um jeito nisso. E vou dar.

- E agora, Justin? O que vamos fazer? Aonde a Elizabeth está?! - Hailey perguntou, toda nervosa.

- Ela deve ter falado com o zé florzinha. E o desgraçado abriu o bico pra ela numa tentativa de bancar o bonzinho. Só espero que a pivete não tenha caído na palhaçada toda, né?! – Suspirei, cansado. 

Sai andando rápido em direção à porta e a Hailey ficou simplesmente paralisada, sem nem saber o que fazer ou dizer.

- MAS QUE MERDA TU AINDA TÁ ESPERANDO?! – Gritei, fazendo ela sair do transe. – VAMOS LOGO, CARALHO!

 

***

 

- Lisa. Pov. On. –

Depois de quase 20 minutos, nós finalmente chegamos ao local indicado. Estacionei a Bugatti em meio à algumas árvores e acendi um dos cigarros de Justin, que estava no porta-luvas. Merda, preciso normalizar a adrenalina no meu corpo. Acho que vou desmaiar de nervoso!

- Jesus Cristo, deve ser aqui que gravaram o massacre da serra elétrica... – Alex comentou. – E desde quando tu fuma, hein bonitona? – Ela disse, me recriminando. – Pensei que odiasse essas merdas!

- Cala a boca, Alexia. Por favor. – Resmunguei, a vendo rir mais ainda. – Você está bem?

- Tirando o feto na minha barriga que me causa vômitos diários, tô na boa. – Ela respondeu.

- Meu Deus, acho que nunca vou querer engravidar. – Sorri. – Fica no carro, vou ver se tá tudo limpo por aqui.

- Nem fodendo! Tu nem sabe se tem gente perigosa aí, caralho! – Era retrucou.

- Alexia, não torra a minha paciência... – Rosnei, batendo a porta do carro em seguida.

Fiz um sinal para que Ellora e Chloé permanecessem em segurança, na Range Rover. Peguei a lanterna do meu celular e iluminei o caminho. Joguei o cigarro no chão e pisei em cima. Que breu, meu Deus...segui pela pequena estrada de concreto, chegando ao que parecia ser um Hotel abandonado. Uma espécie de residência enorme, mas envelhecida pelo tempo. Era difícil de decifrar.

Tirei a arma de Justin de trás do jeans e me preparei para entrar.

Contei até três mentalmente e meti um chute na porta de entrada, com força. Porra...não é que a bosta da porta já estava aberta?!

- Isso aí, Rambo! ARREBENTA AS JANELAS TAMBÉM! – Alex gritou, rindo dentro do carro.

Mostrei meu dedo do meio pra ela, rindo. Sem pensar muito, entrei no local. Estranhamente, lá dentro haviam até alguns cômodos com certa iluminação. Não era um lugar afastado da cidade, ficava inclusive em uma área considerada nobre de L.A.

Mas, dadas as circunstancias, era...bem confuso.

- Olá? – Disse, apontando a arma para frente. – Tem alguém aqui?!

Nada.

Continuei à andar, mas dessa vez, com mais pressa. Avistei as escadas que ficavam bem no meio do velho Hotel e as subi. Cheguei ao segundo andar e ouvi um estrondo vindo de cima. Quase como se fosse porcelana caindo no chão. Alto. Engoli em seco.

- OLÁ?! – Gritei. – QUEM ESTÁ AÍ?

Nada.

Abri cada uma das portas do andar, geralmente todos os cômodos estavam vazios. Alguns com caixas, móveis antigos, com a exceção de um. Esse tinha uma cama, até que limpa, e um banheiro que aparentava ter sido usado há pouco tempo, já que banheira ainda estava úmida.

- Sadie? – Perguntei, andando pelo quarto.

Nada.

Caralho! Revirei meus olhos e saí rapidamente de lá, indo direto para o terceiro andar, justamente o local de onde veio aquele barulho alto. Mais portas e um corredor iluminado.

- Tudo bem. Estou armada e não tenho tempo pra essa merda. SE NINGUÉM PRESENTE SE APRESENTAR, eu vou METER BALA em todo mundo que estiver aqui. É isso. – Disse, com raiva.

Eu definitivamente não estava brincando. Como não tive resposta, segui pelo grande corredor, abrindo todas as portas e dando de cara com mais locais vazios e empoeirados. Até que...

Senti alguém me segurar brutalmente pelo pescoço e acabei perdendo o meu ar, e quem quer que fosse o desgraçado, conseguiu me tirar do chão, piorando a situação. Segurei em seus braços, o arranhando como podia! Mas, o cara parecia um brutamonte! Que merda!

Mordi seu pulso com toda a força que tinha e ele soltou, urrando de dor. Me virei rápido e atirei três vezes contra ele, sem nem pensar. Era um homem alto, moreno e com uma barba meio rala. Ele era realmente um armário, mas alguns segundos e teria conseguido me enforcar.

Puta que me pariu...minha vida passou diante dos meus olhos.

- ELIZABETH! MEU DEUS! – Ouvi a voz desesperada da madrinha e ela correu até mim.

A abracei com força, ouvindo seu choro alto. Meu peito subia e descia sem parar, era muito medo e adrenalina misturados! Minha tia encarou o corpo grande no chão do corredor e em seguia, tapou a boca com as mãos, chocada.

- Foi...f-foi você que... – Sadie nem conseguiu terminar de falar. Eu concordei. – Oh, querida!

- Está tudo bem. – A abracei de volta. – Você está bem?! – Perguntei, nervosa. Ela acenou.

Ouvimos um outro barulho, dessa vez, na parte debaixo do Hotel, provavelmente no primeiro andar. Peguei a madrinha pelo braço e nós corremos rapidamente pelas escadas. A coloquei atrás de mim e entrelacei nossas mãos, tentando protege-la. Sadie só conseguia soluçar e tremer de medo atrás de mim. Isso quebrava o meu coração.

Chegamos ao primeiro andar e, quando vi a razão do barulho todo, dei um grito ensurdecedor.

- EU NÃO MANDEI VOCÊS FICAREM LÁ FORA, CARALHO?!

- Você sumiu! – Minha mãe reclamou, indignada. – Quer nos matar, é isso? Eu quase infartei!

- Mãe, aqui não é seguro... – Retruquei, suspirando. – Voltem para os carros, por favor, tá?

- SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER. – Alexia berrou. – Não vamos largar você aqui nesse lugar horroroso, Elizabeth!

Nesse momento, ouvimos a grande porta do velho Hotel se abrir, com brutalidade. Apontei minha arma na direção dela e empurrei Sadie para um balcão que estava na sala, parecido com aqueles de recepção de Hotéis.

- Porra! Se escondam! – Resmunguei para Chloé e Ellora, que rapidamente se esconderam.

Me escondi atrás do balcão junto com a tia Sadie e ouvimos vozes altas e milhares de passos. Devia ser um verdadeiro exército de homens. Ouvíamos passos e mais passos subindo as escadas, enquanto mais deles se espalhavam pelo primeiro andar. Merda, merda, merda...

- Qual é, caralho?! NINGUÉM DESAPARECE DESSE JEITO NÃO! – Escutei uma voz MAIS que conhecida ecoar pelo lugar.

- Ah, meu Deus... – Sussurrei para a Sadie. – É o...Justin! - Engoli em seco!

- Justin Bieber?! Senhor Jesus, que confusão... – Minha madrinha tapou a boca, fechando seus olhos.

- ELIZABETH. – Bieber gritou, fazendo com que todas as vozes sessassem. – Eu sei que tu tá aqui, cacete. Quer...por favor, aparecer pra gente poder conversar feito adultos?! Eu...posso explicar toda essa merda pra ti, eu juro. Só pareça, entendeu? – Completou, parecendo estar nervoso.

Engoli em seco de novo, sem sequer me mexer atrás do balcão.

- Merda...Ô Drew, tem um mano morto lá no terceiro andar. Com uns três tiros. – Ouvi a voz rouca de Chaz, conforme ele descia as escadas. – Acha que pode ter sido a... tua Lisa?! Porque olha, se for a tua mina...ela deve estar possuída de ódio! - Comentou, rindo.

- Puta merda. – Alguém respondeu. Dessa vez, era uma voz feminina.

Eu conheço essa voz. Forcei um pouco minha memória e...

MAS QUE CACETE ESSA FILHA DA PUTA ESTÁ FAZENDO AQUI?!

- Isso aqui vai ser difícil pra caralho. Eu conheço a Elizabeth. E ela não vai facilitar porra nenhuma. – Bieber falou, respirando bem fundo, provavelmente para não surtar de uma vez.

- Eu sinto muito, Justin. Eu...e-eu não queria nada disso acontecesse! Só...me perdoe, tá? – A voz irritantemente delicada e melancólica da Hailey para o Bieber fez os meus ouvidos sangrarem!

Aaarh, sempre tão boazinha, não é?! Essa falsa do caralho. Cobra. VADIA.

- Quando toda essa merda acabar, nós dois conversamos melhor sobre isso. Por agora, só foque em calar essa boca e deixar que eu conte para ela a porra que tu ajudou à fazer com a tia dela. E pelo amor de Deus, NÃO FODA COM TUDO. – Bieber respondeu, curto e mais grosso do que nunca.

- Ok... – Hailey respondeu, quase em um sussurro.

Eu travei aonde estava, senti meu corpo todo ser dominado pelo ódio. Meus olhos arderam fortemente e senti minhas pupilas se dilatando naquele mesmo instante. Aquilo era um ódio genuíno que só senti uma única vez na vida. Era forte ao ponto de quase desmaiar.

A vez em que Sadie mentiu pra mim sobre a minha própria história.

- Foda-se. – Rosnei.

- Elizabeth?! O q-que você... – A madrinha iria perguntar, mas a cortei.

- Eu vou matar essa vaca. – Respondi.

Me levantei de trás daquele balcão e apontei a arma diretamente para aquela vadia loira. Hailey deu um grito ridículo de susto e correu pra trás do Bieber, com medo. Ele estava paralisado, de olhos arregalados e visivelmente chocado com o que estava acontecendo ali.

Eu nunca o vi assim em toda a minha vida. A cena seria cômica se não fosse trágica.

- SUA DESGRAÇADA! – Berrei, atirando contra eles.

Justin se abaixou em cima dela, a protegendo. Aquilo me deu mais ódio ainda. Os homens de Bieber apontaram suas armas enormes e assustadoras pra mim, com exceção dos garotos, que ficaram pasmas observando aquilo.

- Lisa, porra do caralho...gatinha... – Chaz tentou dizer algo, mas sua frase morreu no ar.

- ABAIXA JÁ ESSA MERDA DE ARMA PRA MIM, ELIZABETH. – Justin gritou comigo, furioso. – E vocês também, seus imbecis! Abaixem essas porras de armas pra ela! É só uma garota maluca, ela não vai fazer porra nenhuma comigo! – Ele disse aos seus homens.

- Não diria isso se fosse você. – Rebati e atirei outra vez bem perto do rosto da Hailey, que ainda estava estatelada no chão.

- MAS QUE CARALHO, PIVETE! TU ENLOUQUECEU?! – Bieber berrou, colocando Hailey totalmente atrás de si.

Engoli o choro preso na garganta e abaixei a arma, sem acreditar naquele absurdo! Ele ainda está defendendo essa safada!

Como pode?!

- Eu te odeio...por Deus, como eu te ODEIO! – Gritei com ele, aos prantos. – ESTÁ DEFENDENDO ESSA PUTA! Essa mulher que prejudicou a pessoa que eu mais amo nesse mundo! E eu vou matá-la. Nem que eu tenha que atirar em você pra isso. – Completei.

- E tu teria coragem de fazer uma parada dessas, pivete?! – Bieber rebateu, se levantando do chão e andando em direção à mim.

- Pode apostar que eu teria. – Imitei sua frase de mais cedo, sem gaguejar.

Vi Alexia sair de trás de um dos móveis do cômodo e correr em direção à mim. Ela me abraçou, com muita força. Aquele abraço era tudo que eu mais precisava na vida. Senti suas mãos acariciando as minhas costas e a abracei de volta, conseguindo respirar e parar de chorar.

Travei a arma na cintura, que agora só tinha uma bala de munição.

- Está tudo bem. Você não é essa pessoa ruim. Não é como eles. – Alexia disse, fuzilando Justin e Hailey com seu olhar. – Você não pode fazer o que pessoas sujas como eles fazem!

- ALEXIA?! O QUE É QUE TU TÁ FAZENDO AQUI?! – Ryan gritou, vindo até nós. – TU TÁ GRÁVIDA, MULHER!

- Tô grávida, mas não tô morta seu idiota. Se liga. – Alex revirou os olhos. – E minha amiga precisa de mim, Butler. Não está vendo? – Rosnou, ainda me abraçando. – Some daqui, anda.

- Já chega desse circo todo, isso aqui é um absurdo, gente!

Ellora disse e ela e Chloé saíram de seus respectivos esconderijos.

Sadie também saiu de trás do balcão, ficando ao lado das duas. Todas elas recriminando a situação, mas eu via no olhar da minha mãe, Chloé, algo muito diferente, parecia ser uma profunda tristeza. Mas, agora não tenho tempo pra isso. Tenho meus próprios problemas!

- Pivete...me escuta vai... – Justin suspirou, tentando se aproximar. Neguei. – Por favor, Elizabeth. Colabora, porra.

- Esse é o seu defeito. Aprender à dizer palavras bonitinhas tarde demais..me poupe. – Rosnei.

- Vaza todo mundo daqui, cacete. Meu papo reto agora é com ela. – Bieber ignorou o que eu havia dito e deu ordens aos seus homens. Revirei meus olhos. – É PRA HOJE, PORRA. ANDEM.

Todos os seguranças foram saindo de lá, enfileirados, descendo as escadas ou usando as portas laterais do velho edifício. Observei que Hailey já ia até saindo de fininho, sendo protegida pelo Chaz.

- Nem fodendo. Tu vai ficar aqui, sua puta. Senta aí. – A chamei com meu indicador.

- Elizabeth, mas que cacete tu quer provar com tanta cena assim?! - Bieber se irritou, indignado comigo.

- Cala essa boca. E você, SENTADA. – Apontei minha arma pra ela.

Justin me encarou como se não acreditasse no que via. Nem eu estava acreditando. De onde havia saído TANTA CORAGEM? TANTA INSANIDADE? Parecia até vir...de dentro. Como se...

Como se eu tivesse herdado isso. Uma capacidade adormecida por todos esses anos.

- Filho de peixe é o que mesmo, hein? – Ellora brincou, me encarando. – Isso aí, florzinha!

Dito isso, Chloé, Ellora e Sadie saíram, todas sendo guiadas por Nolan, que se ofereceu pra leva-las pra casa. Eu agradeci pela gentileza, sem tirar minha mira da cabeça da Hailey, é claro.

- E tu, surtada?! Bora! – Ryan repreendeu Alexia, que ainda estava ao meu lado. – Anda logo, Alex!

- Eu não vou abandonar minha amiga aqui, eu já te disse, seu traste! – Ela bateu o pé, toda decidida. Eu ri, baixo.

- Tudo bem, durona. Eu estou bem. Vá pra casa. – Garanti, sorrindo pra ela.

- Viu só? Escuta o Karev, digo, a Elizabeth. – Ryan debochou, rindo. Ri. – Vamos. E amanhã tu vai fazer uns QUINHENTOS exames pra garantir que essa tua burrice aguda em vir com a Lisa não afetou o meu herdeiro! Eu mato você, Alexia Jones... – Completou, guiando ela pela cintura.

E então, ficamos só nós três ali. Só faltava o Tristan pra completar o lindo encontro de casais.

 

***

 

A safada da Hailey simplesmente começou a falar que nem uma maldita matraca no meu ouvido e não parou nunca mais! Eu via o medo iminente de mim nos olhos dela, e confesso que gostei. Ela bem que merecia um tiro bem dado, vadia...

Mas, Hailey me falou sobre uma suposta chantagem que fizeram com ele e então, a pobre coitada, Maria do Bairro, órfã desenganada foi obrigada à fazer a monstruosidade que fez, com a ajuda de alguns homens contratados por ela mesma há algumas semanas, entre eles, aquele idiota que eu matei mais cedo. O cavalheiro simpático que tentou me matar enforcada. Super leve, né?!

- É incrível como eu não consigo acreditar em nada que você diz...santo Deus. – Comentei, séria.

- Mas é a porra da verdade, pivete. E já chega de tanta putaria, né?! Tu quer mais o que?! – Bieber rosnou, estressado.

- Não se mete, Bieber. Você não está em bons lençóis comigo. – Retruquei. – E então, Hailey... Quem foi que te obrigou à participar disso, hein?! E POR QUE?! - Enfatizei, desconfiada. 

- Não sei se posso contar... – Hailey resmungou, sem me olhar nos olhos. – Ele me mataria.

- Eu também vou te matar se você não falar. Que tal, urh? – Sorri, falsa.

- Foi o seu noivo, Elizabeth. Senhorita queridinha do Instagram. Foi o seu noivo metido à bom samaritano e filhinho do papai que me obrigou à fazer isso, só para não sujar as mãos! – Ela respondeu, num tom irônico até demais. – Está satisfeita agora?!

- Por que você? Entre tantas outras pessoas? Por que Lacroix quis você?! – Indaguei, confusa.

- PERGUNTE PRA ELE, PORRA! – Ela gritou comigo e meti uma bala no sofá, bem do lado dela.

E mais uma vez Hailey berrou feito uma garotinha assustada e ingênua, pulando alto do sofá e se levantando em seguida. Justin revirou os olhos e também se levantou, puto da cara.

Ele tirou a arma da minha mão com certa violência e viu que não havia mais nenhuma bala de munição, eu apenas ri, de forma debochada. Bieber respirou fundo pra não me esganar, lógico.

- É isso, sua piranha. Já pode sair. Passa depois no casarão do Don Juan aqui pra continuarem o que estavam fazendo mais cedo. Já vou estar longe demais pra poder atrapalhar vocês... – Disse, simples.

Hailey não disse nada, apenas saiu de lá o mais rápido que conseguiu, considerando os saltos altos que ela estava usando. Tive que rir da cena mais do que patética. Pelo amor de Deus...Ela até largou a porta aberta de medo, mas o vento se encarregou de fecha-la.

E então, ficamos à sós. Só eu e o...monstro loiro. Era assim que eu o chamava antes de saber o seu nome real. Preferia mesmo era ter continuado sem saber, dadas as circunstâncias, não é?

- Já vou. Até nunca mais. – Sorri, irônica.

Eu já ia saindo de lá, mas Bieber me puxou com tanta força que meu corpo bateu em seu tronco feito um bumerangue. Arregalei meus olhos e observei a intensidade com que ele me olhava.

- Tu tá é muito doida se acha que eu simplesmente vou deixar você sair daqui desse jeito. TU PERDEU A LINHA, PIVETE. Olha só pra essa porra! – Ele riu, indignado. – TU PODIA TER MORRIDO AQUI, INFERNO! - Justin gritou, quase me ensurdecendo.

- Pelo menos, o caminho ficaria bem mais fácil pra você. Sem mim, não teria o Karev que nem um cachorro no teu pé. Não teria o Tristan te denunciando por aí e muito menos, minhas intromissões nas tardes de sexo suas e daquela vagabunda, desculpe, da Sra. Bieber. – Sorri, o encarando de volta.

Justin fechou seus olhos e vi lindamente o seu maxilar travar. Ele vai surtar de vez. Eu aposto...

- Essa foi a coisa mais burra que tu já me disse, puta que pariu. – Justin suspirou, sem deixar de me encarar.

- Eu não quero mais nada com você, Justin. Eu fui clara quando te pedi em namoro, lá naquele avião. Eu não iria te querer pela metade. E é isso que você me dá. Eu não sou o tipo de mulher que você precisa. O tipo que se cala e aceita, que te obedece, que segue suas regras. Eu nunca vou dar o que você precisa! – Disse, tentando me acalmar. Era a mais pura verdade.

- Elizabeth, tu quer me escutar ou não?! – Bieber resmungou, revirando os olhos.

- Não, não quero! JÁ CHEGA, JUSTIN! Me deixa em paz, pelo amor de Deus! – O empurrei.

- CALA ESSA BOCA E ME ESCUTA, PIVETE. CARALHO DE MULHER. – Justin gritou, extremamente grosseiro comigo.

Fechei os olhos e mordi meu lábio inferior, me segurando pra não xingar ele por esse berro no meu ouvido!

- Olha pra mim. – Ele pediu e eu neguei. – Elizabeth, olha pra mim! – Bieber me puxou pela cintura, sem nenhuma delicadeza. – Tu não enxerga que tu é a única mulher na porra desse mundo que eu quis ter uma parada séria? Tu não vê o quanto eu me esforço por ti?! O quanto eu pago de papai pra cima de ti, te monitorando pra todo lado, só pra saber que tu tá segura e viva?! Puta merda. TODO MUNDO ENXERGA O ÓBVIO, MENOS VOCÊ! – Justin praticamente chacoalhou meu corpo, me fazendo dar alguns passos pra trás.

- Não adianta vir com essa agora. Não depois de ter passado a tarde com aquela vadia e... - Ele me cortou, bruscamente.

- PORRA DO CARALHO. – Bieber me apertou com mais força e arregalei meus olhos! – Eu não tenho NADA com a porra da Hailey, pivete. NADA. Desde que eu te coloquei na minha cabeça, só tem você. Só você, Elizabeth. Eu sei que fui um filho da puta por ter falado tanta merda pra ti, hoje mais cedo. E eu sinto muito por isso. Mas, eu nunca magoaria você. Eu te juro... - Ele suspirou, parecia mesmo cansado.

- Olha só, Justin... – Respirei fundo, encarando seus olhos. – Você até que falou bonito. Mas suas palavras não valem muito à essa altura do campeonato. Desculpe.

- Eu e Hailey nos beijamos hoje, pivete. – Justin disse, simples. – Ela me beijou e eu até me deixei levar por alguns segundos. E sabe por que eu tô te contando isso? Porque eu sou sincero contigo, Elizabeth. E eu poderia beijar ela ou qualquer outra mina mil vezes, e em todas as mil eu me lembraria de você. Tu é a única mulher nesse mundo que eu quero beijar sem parar, transar toda hora e todo o resto da palhaçada. Eu só quero de verdade se for contigo. Eu tô completamente apaixonado por ti. Eu tô maluco por você. Eu...cacete...eu sempre fui maluco por você! - Bieber soltou essa, sem nem me deixar respirar direito.

Engoli em seco, tentando digerir aquela chuva de informações. Senhor, é muita coisa.

- Justin... – Ia dizer, mas ele me calou com seu indicador, bruscamente.

- Cala essa boca que eu não terminei ainda não, caralho. - Justin rosnou. – Eu te amo, Elizabeth. Muito.

Prendi o ar e senti meu corpo inteiro entrar em êxtase ao ouvir aquilo. Pisquei repetidas vezes só pra ter certeza de que não estava ouvindo coisas. Bieber colocou uma mecha do meu cabelo pra trás, abraçando mais minha cintura. Coloquei minhas mãos em seu peito para me apoiar melhor. Meu Deus.

Justin Bieber simplesmente disse que me ama. ME AMA.

Ele...ele disse que me ama! Eu nem sei mais o que pensar!

- Não tem mais ninguém que eu queira, nunca teve ninguém. Porquê...eu amo você. Eu quero você. Eu desejo você. Eu preciso de você. Eu preciso sentir o teu cheiro na minha cama de manhã, preciso dormir contigo toda noite e preciso ouvir essa tua voz fina e insuportável gritando à todo segundo: “Bieber, preste atenção em mim”... – Ele imitou ridiculamente a minha voz, dando uma gargalhada deliciosa.

Revirei os meus olhos, rindo também. Mas é muito idiota mesmo!

- Vai por mim. – Sorri, o encarando. – Você...não quer ficar comigo. Nós não nos encaixamos em nada, Justin. Nada. E isso não vai acabar bem, como nada na minha vida. Então, só siga com a sua vida, sei lá. Seja feliz com outra pessoa! – Arranjei coragem pra dizer.

O encarei e Justin estava com uma das expressões mais serenas que eu já vi. Será que ele não entendeu o que eu disse? Quer uma apresentação de PowerPoint ou o quê?!

- Sei o que tu tá fazendo, pivete. E essa porra não vai colar comigo. – Ele sorriu, sacana.

- E o que acha que eu estou fazendo?

 - O que eu fiz a vida toda. Afastar as pessoas. Eu conheço esse truque. E eu não vou abrir mão de ti e da gente, nem morto. – Bieber respondeu, passando seu polegar por meu lábio inferior.

Sentir seu carinho, por mais ingênuo que fosse, fez minhas borboletas se agitarem.

- Por favor...pode facilitar? – Ri, desviando nossos olhares. – Por que não faz o que eu digo, Justin?!

- Porque eu não posso te perder. Eu te amo. E não sei mais viver sem ti. – Bieber disse, simples.

Ah. Meu Deus.

- Acho que estou presa à você pelo resto da vida, não é? – Debochei, fechando meus olhos.

- Tu tá presa comigo desde sempre, Elizabeth. Só tu que não tinha percebido isso ainda.

Nos aproximamos mais e senti seu perfume forte. Seu corpo grande foi me guiando pela sala da recepção e Justin roçou seus lábios nos meus e de repente, o mundo já era um lugar melhor.

Suas mãos abraçaram a minha cintura, dessa vez com uma estranha calma. Bieber me beijou e me entreguei sem esforço nenhum. Apertei sua nuca, o trazendo pra mim. Justin guiou nosso beijo numa velocidade extremamente calma e tranquila, tudo tão...diferente...tão carinhoso.

- Porra. Eu te amo, te amo tanto. – Bieber sussurrou, entre nosso beijo. Sorri, desacreditada!

Seus beijos marotos desceram para o meu pescoço e me entreguei,toda manhosa. Meu corpo responde à ele como o fogo responde ao oxigênio. Eu o amo tanto que mal consigo respirar. O amor verdadeiro é sempre tão intenso? Ou é só Justin que tem esse poder?!

- Agora, preciso mais do que nunca que você confie em mim...- Cortei nosso beijo, ouvindo seus resmungos baixos.

- Eu confio em ti. Só não confio nas merdas que tu inventa de fazer! – Justin rebateu, rindo.

- Tem muita coisa rolando, Justin. E é uma bagunça que só eu posso arrumar. – O encarei. – Eu só preciso que você tenha paciência e siga o que eu te disser. Eu tenho um bom plano. – Disse, decidida. 

- Elizabeth... – Bieber já ia reclamar, mas eu o cortei.

- Você não tem escolha, Justin. – Fui clara, fazendo ele revirar os olhos. – É isso ou nada!

- Quer saber?! Não gostei nada de ver o quanto tu é parecida com o teu papai... - Ele riu, num tom baixo.

- Se eu dissesse que não gostei desse meu novo lado, seria mentira. – Dei de ombros, rindo.

- Eu até curti, pivete. Mas gritar comigo de novo, só na cama. Fora isso, eu te bato. – Justin arqueou a sobrancelha, me dando um tapa estralado na bunda. Eu ri, concordando.

- Você bem que mereceu tomar uns gritos! Merecia era mais! - Retruquei.

O beijei outra vez. E depois, de novo, de novo e de novo.

- Eu te amo...meu Deus. Como eu te amo. - Sussurrei, sentindo seu perfume me embriagar mais ainda.

- Eu também te amo, angel.

 

***

- Algumas horas depois... –

 

Na mesma madrugada, mandei algumas mensagens para o Tristan. Havia muita coisa em jogo e a vida e a liberdade do Bieber eram as principais. E é óbvio que eu não poderia falar sobre isso com ele.

Justin é totalmente maluco e com certeza faria algo insano que botaria tudo à perder!

Vou pegar um jatinho de volta para Paris ainda nessa manhã. Ellora e Chloé vão voltar durante à tarde, sem levantar muitas suspeitas. Até porque Lacroix não faz ideia de que as duas estavam aqui comigo.

Bieber está mais confuso do que nunca, e eu entendo isso. Mas, não tenho outra opção.

- Eu não sei que porra tá acontecendo, Elizabeth. – Justin disse, ao estacionar o carro em frente ao aeroporto de L.A. – Tu prometeu que não voltaria pra Paris, se lembra?! – Rosnou.

- Eu sei o que eu te prometi, Justin. Por favor, só confie em mim. – Respondi, o encarando.

- Espero mesmo que tu saiba o que tá fazendo, mas se der merda, vai ser do meu jeito. E o meu jeito é explodir a cabeça daquele desgraçado, sacou?! – Justin rebateu, sem paciência.

- Entendi. – Sorri, o puxando pra um longo beijo. – Vou ajeitar toda essa bagunça, eu juro.

- Vou ficar na tua cola. – Bieber decretou, me fazendo rir. – E na cola do filha da puta também!

Suspirei, o beijando de novo. Meu Deus, eu ficaria a vida toda beijando esse homem lindo e jamais enjoaria. Eu vou sentir tanta, mas tanta saudade dele...meu peito dói só de pensar nisso.

Mas, não tenho tempo pra pensar em mais nada agora.

- Se aquele arrombado relar na minha mulher...eu juro por Deus que... – Justin ia dizer, mas o cortei.

- Ele não vai tocar em mim. Nunca. Eu não vou deixar. – Garanti.

Dito isso, sai logo do carro de Justin e fechei a porta, sem nem olhar pra trás. Não queria me despedir e desmoronar justo na frente dele, eu iria demonstrar todo o medo e insegurança e é lógico que Justin não me deixaria ir para a França. Respirei fundo, tomando mais coragem.

Vamos de uma vez, Lisa. Vá agora e pense depois!

 

***

Lacroix havia mandado seu próprio jatinho particular para me buscar no aeroporto. Revirei os olhos para toda aquela palhaçada de seguranças dele me guiando até a aeronave, mas não disse nada.

Eles pegaram minhas malas e colocaram lá dentro. Eu fui logo atrás, não sem antes dar uma boa olhada na cidade e sentir meu peito se apertar. Essa sensação está cada vez mais comum.

Eu já volto, Los Angeles. Pelo menos, eu estou contando com isso.

Ignorei as mensagens em meu celular e me joguei na poltrona. Não queria falar mais nada com ninguém. Só quero dormir e acordar sendo uma pessoa normal, sem nenhuma preocupação!

Um daqueles homens veio me avisar de que o jatinho iria levantar voo e eu apenas concordei.

Deitei-me toda esparramada na poltrona. Já perdi as contas de quantas vezes andei de jatinho só nos últimos meses. Hoje, por mais incrível que pareça, estava sentindo um enjoo esquisito...

Deve ser a latitude, sei lá. Ou talvez seja todo esse nervoso que ando passando.

- Merda. Esqueci o remédio pra dormir! – Me repreendi em voz alta, revirando os olhos.

- Também tenho dificuldades pra dormir em voos. – Alguém me respondeu.

Dei um pulo alto na poltrona e arregalei meus olhos, assustada. Olhei na direção da voz e prendi todo o ar que eu pude ao ver quem era o dono da voz.

Meu Deus do céu. Eu...eu estou vendo coisas...eu só posso estar vendo coisas!

- Desculpe, Elizabeth. Eu sequestrei o seu piloto, mas não foi por mal. – Karev saiu de uma das últimas poltronas, andando pelo corredor. – Não vim aqui pra te machucar. Longe disso.

Fechei meus olhos, contando mentalmente até três. Quando eu os abri, Karev ainda estava lá.

- Saí de perto de mim! – Rosnei, me levantando da minha poltrona. – SAI! – Gritei, chocada.

Ele tirou de trás do seu jeans uma arma dourada e imponente, a destravando e colocando na poltrona dele. Karev veio andando até mim, devagar e com as mãos rendidas.

- Cinco minutos de conversa. É só isso que eu quero de você. – Ele sorriu, simples. – Green Eyes.

 

***

- Justin Bieber. Pov. On. –

 

Cheguei em casa e larguei o Porsche de qualquer jeito na calçada. Os portões se abriram e eu corri feito um retardado pra dentro da mansão. Passei pela porta principal e dei de cara com os imbecis todos reunidos na minha sala. Christian, Charles, Nolan, Ryan e claro, a Caitlin.

- Tu não disse que tava fora dos negócios de vez, Beadles?! – A encarei, rindo baixo.

- E eu queria mesmo. Mas...uma vez dentro...sempre dentro, loirinho. – Ela deu de ombros.

- A pivete acabou de entrar no jatinho do zé florzinha. Mas, se aquele puto do caralho ACHA que eu vou entregar a minha mulher de bandeja pra ele, o mano tá é sonhando alto! ALUCINANDO! – Rosnei, irritado.

- Gostei de ver, hein manos? A Elizabeth botou o Drew bonitinho na linha ontem... – Nolan sorriu.  

- “Cala essa boca, Justin”! – O inútil do Charles imitou a voz fina da pivete, rindo junto com os outros otários.

Eu mereço mesmo uma porra dessas...

- Eu vivi pra ver o Bieber na coleirinha desse jeito. Coisa linda de se apreciar... – Christian debochou também.

- Coleirinha tá a tua mãe, aquela cachorra. – Revirei os olhos, escutando as risadas altas.

Eu vou abrir o jogo. Tô ligado que prometi pra pivete que confiaria nela e daria carta branca pra ela fazer o que quer que ela esteja planejando fazer com o otário do zé florzinha. Mas, eu não consigo, cacete. Eu não posso deixar a minha mulher ir pra outro continente e simplesmente ficar de braços cruzados, sabendo o risco que ela tá correndo em fazer uma porra dessas!

E se der tudo errado, hein? E se aquele desgraçado machucá-la de alguma forma? E se ela precisar de mim? E se deixá-la tão vulnerável assim for parte de um outro plano dele?! CARALHO! Elizabeth mal entrou naquele jatinho eu já estou enlouquecendo...

Eu sinto que tem mais alguma coisa escondida embaixo desse tapete. Aquele veadinho está planejando uma parada muito mais séria, sei que está. A minha intuição nunca erra, porra!

Não vou dar o braço à torcer. Não vou ficar aqui sentado e esperando a Elizabeth fazer contato. Não vou deixar ela correr tanto perigo assim. E MUITO MENOS, DEIXAR UM TAPADO DAQUELES CHANTAGEAR A MINHA MULHER DESSE JEITO! Mas nem fodendo...Eu mesmo vou dar um jeito de apagar o zé florzinha e terminar com essa putaria de uma vez por todas.

Está na hora de um dos momentos clássicos de Justin Bieber. Apreciem.

- Meus queridos, já estão com as malas prontas? – Me virei, encarando todos eles com um sorriso no rosto. Os manos e a Cait me encararam como se eu tivesse surtado de vez. – Hein?

- Mala pronta pra quê, doidão? Chapou, foi? – Chaz retrucou, acendendo um cigarro.

- Sabem o que é, meus amigos... – Fingi frustração. – Aquela pivete está é me devendo uma explicação seríssima, entendem?! De uma parada bem foda mesmo... – Expliquei.

- Do que é que tu tá falando?! – Ryan franziu a testa, confuso pra caralho.

- Ela quebrou uma coisa que eu...porra, que eu curtia demais. – Dei de ombros. – Vocês me entendem, né? Não posso deixar ela ir pra um outro continente sem ter uma explicação!

- Justin... – Todos eles disseram num coro que foi simplesmente hilário pra mim.

- Olhem só pra essa merda! – Respondi, indo até a minha televisão da sala.

Caramba, ela é tão grande que parece ser de cinema... É bem foda mesmo. Peguei uma das esculturas que estava na mesa de centro da sala e atirei contra o aparelho. Foi um lindíssimo show de luzes e no segundo seguinte, minha TV estava completamente destruída.

É uma pena, eu diria.

- Nem fodendo. – Nolan tapou a boca, escondendo o riso. – De novo não, Drew! POR FAVOR. Parece até que eu tô tendo um Deja ‘Vú! E da última vez foi traumático demais... – Ele riu, alto.

- EU SABIA. Esse puto aí tava muito compreensivo! – Butler fechou os olhos, rindo também.

- Vou ter que ir atrás dela... – Rendi as mãos. – Uma coisa assim não dá pra ignorar, meus amigos! – Sorri, simples.

- Você é completamente maluco. Meu Deus do céu... – Caitlin se levantou do sofá, chocada.

Enquanto os outros não paravam de rir e me xingar, Christian e Chaz preferiram apenas rir da situação. Ignorei todos os comentários e risadas e subi direto para o meu quarto, com pressa. Tenho menos de 24 horas pra planejar uma viagem à Europa.

E se eu escutar “Bonjour Monsieur” mais uma vez, juro que meto uma bala na cabeça!

 

 


Notas Finais


GENTE????
Como diria o histórico BBB desse ano, muitos surtos leves e tênis, hein??? KKKKKKKKKK
ELIZABETH BOTOU PRA FODER. Quem mais sentiu orgulho aí?
Gente, só levantei as mãos e aplaudi, apenas!
Justin disse...o que eu acho que disse??? "EU TE AMO"! COM TODAS AS LETRAS! JESUS AMADO!
Esse momento tenso/romântico/raivoso foi tudo, né?
KAKAKAKAKAK nós amamosssss...

E tem mais essa, apertem os cintos, porque o piloto foi sequestrado. Misericórdia...E POR QUEM, AINDA???
Karev está querendo conversar com a Lisa? Será que é só isso mesmo? E como essa conversa vai terminar?!
É muito ódio, ressentimento e maluquice acumulado num jatinho só...que Deus ajude.

Mas o melhor de tudo...
Foi o doido do Justin ACHANDO DESCULPAS PRA IR ESPIONAR A ELIZABETH! KKKKKKKKKKK
Tão orgulhoso...mas a intenção é boa, né?

Até o próximo capítulo, babies. Espero que tenham gostado e comentem suas teorias! Eu amo...
Beijinhos, obrigada por tudo...
<3333


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