História Chance. - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jungwoo, Lucas
Tags Drama, Jungwoo, Lucas, Luwoo, Woocas
Visualizações 15
Palavras 1.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Before


“That night the moon was darker;

the streets were silent.

I thought it would be my last day.

But then, you appeared.”

 

❧ Kim Jungwoo, 20. Terceiro ano na Universidade de Yonam, cursa Artes (Cinema e Audiovisual).

Jungwoo vive com seu pai há um ano e meio desde que sua mãe teve de ir morar em outro estado para cuidar de sua avó, que sofre de Alzheimer. Também mora com Jisung, seu irmão mais novo. Jungwoo era bem próximo de sua mãe, ela é a sua melhor amiga, em quem ele sempre pôde se apoiar e conversar e sofreu muito por ter que se separar dela. Já com seu pai ele não tem muita ligação desde a separação dos seus pais, já que pouco se falavam. E voltar a viver com ele depois de anos pode ter sido um erro.

❧ Wong Yukhei (Lucas), 19. Primeiro ano na Universidade de Yonam, cursa Arquitetura e Urbanismo.

Yukhei, ou como prefere ser chamado Lucas, mudou-se para a Coreia do Sul com a família há cinco anos, onde terminou seu Ensino Médio. É filho único e seus pais tiveram de se mudar devido ao negócio deles. Lucas consideraria ter uma boa relação com seus pais, mas pelo fato de que eles são um tanto ausentes, ele não teria tanta certeza. Ele é um rapaz de bem com a vida, que nunca tira o sorriso do rosto e é bastante empata.

Amigos de Jungwoo: Doyoung, Jisung (irmão), Ten, Winwin, Yuta.

Amigos de Lucas: Mark Lee, Taeyong, Jaehyun, Johnny, Taeil.

 

 

 

When I look at the sky;

I wonder,

What if I were one of the stars?

 

Jungwoo’s pov

Eu abro meus olhos. É por volta de umas 7:10 a.m. É o começo de mais um dia. Mais um dia que eu sei que será tudo exatamente igual. Sinceramente eu estou cansado desta rotina, mas eu ignoro esses pensamentos por um instante e vou lavar o meu rosto. Troco de roupa, vou direto para a porta do quarto do Jisung para acordá-lo (ele nunca acorda sozinho) e desço as escadas. Na cozinha, eu preparo dois pães, um para mim e outro para o meu irmão, e o café. Enquanto coloco eles no prato, meu irmão surge nas escadas, bocejando.

“Bom diaa” Ele diz durante o bocejo.

Essa é a minha hora de sorrir. “Bom dia! Sente aqui e vamos comer.”

Como eu pedi, ele se sentou à mesa e começamos a tomar nosso café da manhã.

“Você vai se encontrar com aqueles seus amigos hoje?”

“Hmm, provavelmente vou vê-los na faculdade. Por que está perguntando?”

“É que eu gosto quando você se encontra com eles, você fica mais alegre.”

“Haha, não diga isso Jisung.”

Mas era verdade. Vê-los realmente me deixava alegre.

 

Nós dois saímos e seguimos em nossas direções, que eram diferentes. Chegando na faculdade, encontrei Ten. Eu o cumprimentei e fomos seguindo para as nossas salas.

“Hey, o que acha de a gente juntar o grupo todo e irmos almoçar juntos hoje?” Disse ele.

“Acho uma boa! Temos que avisar os outros.”

Jisung

hoje eu vou almoçar com os meninos, tudo ok?

a

ok

divirta-se

[emoji]

vou almoçar na casa de um amigo ta?

ok~

As aulas até que passaram rápido, talvez pelo fato de que foram matérias mais legais e interessantes. Então fui para o restaurante onde marcamos. Eu fui o primeiro a chegar e comecei a mexer no celular. Não demorou muito Doyoung e Ten chegaram e logo depois Yuta e Winwin. Pedimos nossos pratos e ficamos conversando e rindo bastante. Depois de comermos e ficarmos ali mais um pouco, nos despedimos e fomos embora. Eles, de fato, me deixaram alegre. Mas eu sabia que isso seria destruído assim que eu chegasse em casa.

Quando passei a porta, percebi a casa vazia. Jisung deveria estar na casa de seu amigo ainda e meu pai felizmente estava trabalhando nessa hora. Sentei no sofá da sala, girando o celular no meu colo com as mãos, apenas pensando na vida. Ha, não tem muito o que se pensar, uma vida chata e sem graça como esta. Ao menos pude me sentir um pouco mais livre nesta casa sozinho. Ligo a caixa de som e coloco algumas músicas para tocar. A minha playlist mais tocada. E como de costume, começo a chorar. Ahh como eu queria que tudo fosse diferente. Que eu estivesse com a minha mãe. Sinto tanta falta dela.

Boa tarde meu filho! Está tudo bem?

boa tarde, mãe!

tá tudo bem sim

Ah, que bom!!

e aí como está? como vai a vó?

O de sempre... mas nada que a gente não possa lidar.

sinto sua falta

Eu também, Jungwoo.

Não se preocupe, logo nos veremos.

Estou planejando de ir aí no próximo final de semana.

sério????

aaah meu deus estou tão feliz! mal posso esperar!!

Haha também não posso.

 

Fiquei feliz no primeiro momento. Mas logo depois comecei a chorar ainda mais. Eu poderia mentir para ela pelas mensagens, mas como mentiria para ela na vida real? É a minha mãe, mesmo se eu não contasse ela iria perceber como estou. E além do mais, ela disse que está planejando vir, pode ser que não dê... Ah meus pensamentos me matavam. Resolvi ligar a TV e colocar em alguma série na Netflix. Tenho novos episódios de Busted para assistir, essa série está conseguindo me tirar boas risadas ultimamente.

Mais ou menos uns trinta minutos depois, Jisung chegou.

“Oii Jungwoo.”

“Oi maninho.”

“Me irrita quando me chama de maninho.”

“Ok ok, desculpe, é que é mais forte que eu.”

“O que está vendo?”

“Uma série. É bem divertida.”

“Ah sim. Eu vou subir. Cuidado com o horário, viu?”

“Ok, vou me lembrar.”

 

Que mentira. Deu o horário e eu não percebi. Meu pai chegou, e eu estava usando a sua televisão.

“Jungwoo!” Ele gritou.

“Me descu-”

“O que eu te disse?! Não use minhas coisas e não esteja fora de seu quarto quando eu chegar!”

“Eu me esqueci, pai. Me desculpe.”

Ele me puxou pelo braço, me arrancando do sofá.

“Sai daqui. Não quero mais ver o seu rosto hoje. Se possível, nunca mais. Você foi um erro. Além de ser um vagabundo que não trabalha. Tem 20 anos e eu que tenho que arcar com seus gastos! Nem mesmo segue as minhas regras!”

“Pai-”

“Calado! Quer saber, me devolva a sua mesada, você não merece.”

Eu entreguei o dinheiro, mas uma parte eu já tinha gasto, já que almocei hoje com os meus amigos.

Ele respirou fundo. “Cadê o resto?”

“E-eu gastei...”

“O quê?!? Mas já? Eu lhe dei ontem mesmo esta porcaria! Você só me causa problemas! Entre naquele quarto e não saia até amanhã!” Ele me bateu na cabeça com o que-quer-que-seja que tinha nas mãos e se jogou no sofá, enquanto eu ficava um pouco tonto e, claro, assustado.

Eu subi correndo as escadas e me enfiei no meu quarto. Eu comecei a tremer, meu coração a palpitar e minha respiração estava falha. Eu estava chorando freneticamente. Agarrei um travesseiro e fazia o máximo para não fazer nenhum barulho. Eu estou acostumado com isso todos os dias, mas eu simplesmente não aguento mais. Por que ele tem que ser assim? Seu próprio filho... Não dá mais para viver desse jeito. Não aguento mais viver desse jeito.

Por favor, que tudo acabe.

 

“Jungwoo...?” Jisung bateu na minha porta, entrando logo em seguida. “Jungwoo...” Ele se sentou na minha cama e me abraçou. Eu chorei mais ainda.

“Você ouviu tudo, né?”

“Bem... era meio difícil não ouvir. Mas você sabe que não é nada daquilo, não é?”

“Está tudo bem.”

“Não parece bem.”

“Não se preocupe, eu vou ficar bem. Volte para o seu quarto, não vamos causar mais problemas.”

“Sabe... antes eu não entendia porque não podíamos estar fora de nossos quartos nesse horário. Mas ontem eu entendi. A gente não pode aparecer para as mulheres que ele traz. Ter filhos não dá uma impressão boa. Ele não gosta da gente, não é? Ele nos obriga a ficar trancados em um quarto e diz o quanto somos uma desgraça na vida dele. Igual fazia com a mamãe.

“Ahh Jisung...”

“Sinto falta da mamãe.”

“Eu também, maninho, muito.”

“Maninho... vou começar a te chamar de manão.”

“Não, não mesmo. Isso definitivamente não dá certo.” Eu soltei uma leve risada. “Você deveria voltar para o seu quarto.”

“Mas... e você?”

“Não se preocupe. Vai ser pior se ele te ver andando por aí e brigar com você também.”

“Eu não ligo!”

“Jisung...”

“Tudo bem... eu vou. Mas me mande mensagem qualquer coisa, viu?”

“Ok, eu mando.”

Jisung saiu. Eu me deitei na cama e fiquei olhando para o teto. Minha barriga roncou de fome. Me lembrei que eu não havia comido desde o almoço. Agora não poderia voltar na cozinha mais... Procurei uma barra de cereal na minha mochila. Haviam duas e esse foi o meu jantar. Pelo menos foi alguma coisa. Eu fui no meu banheiro e escovei os dentes. Ainda era muito cedo para dormir, então liguei meu notebook até dar a hora. Por último, escrevi um texto/poema e fiz a postagem no meu blog. Mesmo que ninguém lesse aqueles textos, ao menos escrever me acalmava. Mesmo que pouco, me fazia sentir mais leve.


Notas Finais


Essa é a minha primeira fic que posto, então ainda não sei bem como tudo isto aqui funciona. Perdoem qualquer erro ou incoerência tanto na história, quanto na gramática e afins.
Estou começando um novo caminho.

:)


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