História Change is Inevitable - Capítulo 26


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Originais, Romance, Shawn Mendes
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Palavras 2.658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey pessoinhas!
1) Obriga por lerem até aqui
2) Desculpem os erros
3) Aceito comentários
( Quem puder comenta, serio! Preciso saber o que estão achando)
4) Espero que gostem
5) Boa leitura
6) Partiu próximo capitulo >>>>>

Capítulo 26 - Vinte e seis


 Ponto de vista, Havenna

-  Alo? – Perguntei atendendo o telefone.

- Havenna? – Perguntou a voz do outro lado da ligação.

- Olha só, demorou mais tempo, do que eu pensava! – Respondi.

- Não enche, Havenna! – Disse a voz.

- O que deseja, senhor Hale? – Perguntei.

- Você! Pode vim aqui? – Ele perguntou.

- Já estou a caminho! Só vou colocar uma roupa! – Informei.

- Pra que? Você sabe que não vai precisar! – Disse Hale do outro lado da linha.

- Demoro uns trinta minutos! – Avisei.

- Até daqui a o pouco, senhorita Pullman! – Ele disse.

-Até daqui a pouco, senhor Hale! – Digo, encerrando a ligação.

...

- No que esta pensando? – Hale me perguntou, enquanto estou apoiada em o seu peito nu.

- Nada! – Respondo, olhando para cima, para olhar em seus olhos.

- Não minta pra mim, Pullman! – Ele me repreendeu, com uma voz autoritária.

Reviro os olhos. Ele sempre teve essa mania, só porque é o homem da relação acha que pode mandar em tudo, acha que pode mandar em mim.

- Estava pensando, depois que a virgem Maria, deixar de ser virgem. Se você vai sumir. Assim como fez comigo. – Disse me sentando e me enrolando no lençol branco.

- Você deveria me agradecer! – Ele disse. – Se eu não tivesse tirado a sua virgindade, duvido que alguém daquela universidade teria feito o que fiz!

- Estamos falando da minha virgindade! – Disse com vontade de chorar. Eu não acredito, que ele está falando de como se fosse alguma coisa qualquer. – Minha primeira vez. Por mais que você ache ridículo, eu me importar com isso. É uma coisa importante pra mim.

- Pra mim também! – Ele respondeu. – Ou você acha que fosse qualquer coisa. Você estaria aqui agora, deitada na minha cama, enrolada nos meus lençóis. Depois de algo incrível que acabamos de fazer?

Sei que essa relação, não é uma relação saudável. Eu, sempre a disposição de Raphael, quando ele estiver carente. E depois, que essa “carência” passar, eu vou embora só a esperar, por mais uma crise. Que como sempre, estarei pronta pra atender o seu pedido.

Já tentei de várias formas, me convencer que essa vida, não é uma vida correta. Que não é por esse caminho, que vou conseguir aquilo que tanto almejo, uma casa, marido, um bom emprego, filhos, ou seja uma família feliz. Sei que cada dia que passa, estou ficando sem saída desse labirinto de emoções. Mas desde de que eu pus os olhos nesse homem, desde o momento em que eu me entreguei a ele. Parei de procurara a saída desse labirinto a muito tempo.

*Início do Flashback*

1 ANOS ATRAS

- Havenna, por favor colabora! – Pediu meu pai.

Eu não sei porque. Mas não gostei nem um pouco, dessa ideia de eu ir estudar na mesma faculdade que o meu pai da aula. Mas parece que tudo está contra mim, pois até minha mãe concordou esse absurdo.

- Amanha iremos até a universidade! – Avisou o meu pai.

...

Me rendi ao meu pai, vou na tal universidade. Não quero me distanciar dos meus amigos, indo para um lugar diferente do deles, mas parece que isso não é mais escolha minha.

- Havenna, vai me agradecer depois! – Disse o meu pai, já dirigindo em direção a universidade.

- Claro que vou, pai! – Digo irônica.

- Para de reclamar. Você vai fazer novas amizades e além de tudo vai ter um ótimo ensino. Quando eu tinha a sua idade não tive tanta sorte.

- Você não entende!

- Me explique! – Pediu ele.

- Do que adiantaria? Sua opinião não mudaria e eu ainda teria que ir pra UAT, sem eu querer! – Disse cruzando os braços.

De qualquer forma, acho que estou indo porque sei que essa universidade poderá me dar oportunidades que outras não me dariam.

Fechei os olhos e encostei o meu rosto no banco, sentido o sol em meu rosto. E durante todo o caminho, fui pensando se eu me adaptaria nesse lugar.

...

- Este é o Raphael. O professor de música, da universidade! – Diz meu pai, apontando para homem em nossa frente.

- Havenna, Havenna Pullman. Prazer! – Disse estendendo o braço pra cumprimenta-lo.

- Bom, preciso ir resolver coisas sobre sua matricula! – Disse olhando pra mim. – Pode mostrar a universidade pra ela nesse tempo? – Perguntou ao Raphael. Que apenas concordou com a cabeça, como resposta.

Andamos pelo vasto corredor, um do lado do outro. Acho que não tinha muito o que mostrar. Era uma universidade.

- Não disse nada, por respeito ao seu pai! – Raphael disse, parando de andar.

- Oi? – Digo confusa.

- Prazer eu só dou na cama! – Ele disse com um sorriso malicioso.

- A mim, não dará coisa alguma! – Respondi.

- Porque não?

- É antiético. Um professor se relacionar com uma aluna, nunca faria isso! – Respondi o encarando. – E também, você não faz o meu tipo.

- Como assim, não faço o seu tipo? – Ele me perguntou como se eu tivesse falando um absurdo. – Tudo bem, vou fazer você mudar de ideia.

- Veremos.

...

Passei o semestre passado inteiro, evitando o mínimo possível de contato com o Rapel. Mas hoje vejo que foi útil e aquela conversa de “relacionamento entre, professor e aluna, nunca faria isso!” sempre duvidei.

- Raphael, acho... acho que estamos indo rápido demais! – Digo parando o beijo.

- Você, não quer? – Ele perguntou olhando pra mim.

- Quero, mas é que.... – Digo o encarando. – Na universidade? Esquece. Eu estou com medo, só isso!

- Ok, já entendi! – Ele disse. – Por mais que você queira, não acho que isso deva acontecer aqui, dentro de uma sala de aula!

- Obrigada! – Disse e dei um selinho.

- Hoje, jantar comigo? – Perguntou, segurando a minha cintura. Acendi com a cabeça concordando.

Sem dar explicação pra onde eu ia, fui jantar com o Raphael em um restaurante japonês. E depois fomos pra casa dele, assistimos filmes, jogamos conversa fora.

...

- Tem certeza? – Ele me perguntou.

- Uhum! – Respondi.

- Prometo que não vou machucar! – Ele disse, tentando me relaxar.

E assim terminou o dia em que eu me entregue inteiramente a ele.  Por mais que não tenha sido o meu primeiro namorado, foi o primeiro que eu realmente amei.

Mas tudo que é bom dura pouco, pois meses depois ele me deixou pra ficar com outras alunas, sem o menos se importar com os meus sentimentos. Depois que isso me aconteceu, acordei pra vida. Entendi que a vida não é um conto de fadas como eu pensei que fosse. Precisava seguir em frente dependente do que aconteceu. Não iria parar a minha vida por ele. Tudo bem ele foi o cara com quem perdi minha virgindade, mas não deveria surtar por cinta disso.

*Fim do Flashback*

 - O que você tem? – Perguntei.

-  Nada, apenas um dia ruim! – Ele respondeu.

- O meu também está sendo. Mas não me lembro, desde quando sexo resolve! – Disse. – Vai me falar a verdade?

- O Shawn vai pra Los Angeles! Ele vai estragar o meu plano! – Ele disse passando a mão no cabelo.

- Esse é o motivo do seu “dia ruim”? – Perguntei.

- Você acha pouco?

- Los Angeles é enorme. Não tem o porquê se preocupar!

- Logico que tem Havenna. Ele e a Maya estão cada vez mais próximos! – Ele disse irritado. – Achei que tinha mandado, você fazer algo a respeito.

- Eu fiz algo a respeito, Raphael. Mas não deu certo! – Disse.

- É claro que não deu certo!

- O que voce quer dizer com isso? – Perguntei.

- Uma incompetente como você, duvido que alguma coisa daria certo!

- Incompetente, eu? – Perguntei incrédula. –Engraçado, mas você não me chamou de incompetente a meia hora atrás. Ou de ter se importado em chamar uma incompetente, pra fazer o trabalho que a sua namorada, não está fazendo!

- Quem você pensa que é, pra falar assim comigo? – Ele perguntou.

- Ninguém especial. Só a substituta da verdadeira incompetente! – Respondi.

- Olha como fala da, Maya!

- Não posso fazer nada, se a não aguenta a verdade!

- Sai daqui! – Ele gritou.

- Como é?

- Sai daqui e não olhe nunca mais na minha cara, Havenna! – Continuou gritando.

- Você vai se arrepender disso! – O ameaço.

- Não tenho medo de você, Pullman!

- Mais deveria, Hale!

Sai da casa de Raphael com uma raiva. Mas não só dele, de mim também, pois eu fui tão idiota em persistir no meu erro mesmo sabendo que iria me machucar, continuei deixando que o Raphael me usasse como um brinquedo. Mas para o fazer dele, ele brincou com a pessoa errada. Vou fazer ele se arrepender de ter brincado comigo da maneira errada. Por mais que ele tente se esquecer de mim, o que irei fazer vai ficar cravado em sua memória. Pois ele mexeu com Havenna Pullman.

Ponto de vista, Maya

Ansiosa? Acho que sim.  Finalmente, chegou o dia da viagem. Não sei quantas vezes eu já verifiquei minhas malas, pra ver se eu não tinha esquecido nada. Encontraria Theo e Lilly no aeroporto, para nos despedirmos. Nesses últimos dias, foram o suficiente para eu e Raphael, nos aconselharmos, ele foi pra L.A, antes pois ele é um dos avaliadores. Nãos encontraríamos lá, provavelmente não ficaríamos no mesmo hotel, ainda não sei direito.

- Maya, vamos logo! – Gritou o meu pai me apressando.

- Se chegarmos atrasado. A culpa é sua, esquentadinha! – Grita Shawn.

...

- Meu deus, você pode ser a compositora da Demi Lovato! – Disse Lilly.

- Eu sei, espero que dê tudo certo! – Disse. – Tomara que gostei de mim!

- Logico que vão. Sua voz é linda, boce compõe as melhores músicas e você é muita gata! – Disse Theo, tentando me acalmar.– Vão assinar o atestado de burrice, se não de gostarem de ti!

- Boa sorte, com a Havenna! – Disse Lilly.

- É, não deixa a cabelo de ferrugem, estragar a sua viagem! – Falou Theo.

- Vou sentir saudades! – Disse olhando para os dois. E damos um abraço coletivo.

“Última chamada, para voo 9822D, destino Los Angeles”

- Se cuida, baixinha! – Disse o meu pai, quando se desfez do abraço.

- Você também, pai! Te amo. – Disse segurando pra não chorar.

- Também amo você!

- Tchau, querida! Tenha cuidado. – Disse a senhora Mendes. Sorri como resposta.

- Não esqueça de usar camisinha! – Cochichou Lilly, no meu ouvido depois que demos nosso último abraço.

Eu e Shawn, estávamos prestes a seguir os demais passageiros do voo (entre eles, alguns alunos da UAT), quando o meu pai nos impede.

- Que foi? – Pergunto.

- Shawn, cuida da Maya pra mim? – Ele pergunta. E no mesmo instante sinto o meu rosto esquentar. Qual é pai, não sou mais bebe.

- Pode deixar, senhor Hunter! Eu cuido da esquentadinha, sem problemas. – Ele respondeu. E seguimos para o avião.

...

Ando no corredor do avião, até chegar na minha cadeira. Passo pelo acento de Shawn e o vejo com os olhos fechados e punhos cerrados.

- Tudo bem? – Pergunto, fazendo-o abrir os olhos.

- Tudo! – Ele reponde e de um sorriso sem mostrar os dentes.

- Você já andou de avião?

-Sim, Maya. Já andei de avião! – Ele respondeu. – Não é medo. Eu só não gosto.

- Tem certeza?

- Tenho. Pode ir pro seu lugar! – Ele respondeu.

Eu não credito que Shawn Mendes, tem medo de andar de avião. Eu também não sou uma fá de avião, mas não fico igual a ele.

Do meu acento, eu conseguia ver perfeitamente o Shawn de olhos fechados encostado no banco, só esperando a decolagem do avião. O colega de acento de Mendes era uma mulher, enquanto o meu era um menino, que provavelmente tinha seus cinco anos. Ele parecia com medo, fechava os olhos e apertava os braços da cadeira.

“Atenção passageiros, aqui quem fala é o comandante da aeronave. Gostaria de dar as boas-vindas, em nome de toda a nossa tripulação e para que tenhamos uma decolagem perfeita, peço a todos que se acomodem confortavelmente e que por gentileza, apertem os seus cintos!”

- Mamãe, estou com medo! – Disse o menino, cutucando a mãe.

- Oh, meu amor! – Ela estendeu a mão para ele e no mesmo instante ele segurou com força. – Melhor pequeno? – Ele concordou com a cabeça.

Incrível, como alguém em que confiamos, consegue afastar os medos tão rápido. Apenas com a presença dela, a mão dela, ele se acalmou.  Eu já sei o que fazer, pode não dar certo. Mas a minha parte eu fiz.

- A senhora poderia se sentar no meu lugar? – Disse pra mulher que estava ao lado de Shawn. – Meu namorado tem medo de avião. E como compramos as passagens em datas diferentes os acentos ficaram distantes.

- Claro, querida! – Ela respondeu. – Seu namorado tem muita sorte! – Ela pegou sua bagagem de mão e foi se sentar onde eu estava.

- Esse é o seu acento Maya? Perguntou Havenna.

- Não me lembro de você ter virado, aeromoça! – Respondi.

- Com quem você acha que está falando, sua....

- Senhorita, sente-se no seu lugar. Já vamos decolar! – Disse a verdadeira aeromoça. Então Havenna se distanciou e foi sentar em seu lugar.

- Namorado? – Shawn me perguntou depois que a Havenna saiu. – Raphael vai amar saber disso!

- Não enche, Mendes! – Disse mexendo na minha bolsa. Ele deu um sorriso, que logo sumiu quando o avião começou a decolar.

- Dá a sua mão! – Disse estendendo a minha. Ele olhou desconfiado, mas se rendeu no final.  Entrelacei os meus dedos nos seus.

- Porque está fazendo isso? – ele perguntou.

- Não gosto de aviões! – Respondi.

...

Já fazia bastante tempo que estávamos voando. E eu estava morrendo de sono, não conseguir dormir no dia anterior, por conta da ansiedade.

- Vai dormir! – Pediu Shawn.

- Não consigo! – Respondi.

- Consegue sim, vem cá! – Ele puxou a minha cabeça até o seu ombro e pegou sua blusa de frio e jogou em cima de mim. – Pronto esquentadinha, pode ficar tranquila que condo chegarmos eu te chamo.

Não queria dormir, não queria deixa-lo ali. Mas ficar de olhos abertos era impossível, ele ficava fazendo carinho na minha cabeça, o que dificultava a minha luta.

...

Acordo ainda de mãos dadas com Shawn.

- Já ia te chamar, dorminhoca!

- Quanto tempo eu dormi? – Perguntei.

- A viagem toda!

Droga, dormi demais! Me levanto e vou ao banheiro antes de descer do avião.

No aeroporto tinha um homem engravatado, segurando placa com a sigla UAT. Todos que eram da universidade e estavam presentes no voo, deveriam seguir o homem. Provavelmente vamos para o mesmo hotel. Não são muitos alunos que vieram, no máximo seis.

Desde a saída do aeroporto, até a chegada no hotel, eu e Shawn não nos desgrudamos. Deixamos nossas bagagens no hotel e fomos andar pra conhecer L.A. já tinha dormido o suficiente no avião. 

Estávamos andando, apenas sob a luz dos painéis luminosos que contrastavam com a escuridão da noite. Quando alguém esbarra em mim.

- Desculpa! – Fala a pessoa que esbarrou em mim. Mas continua andando.

- Maya, você está bem? – Shawn me perguntou, ajudando-me a levantar. – A educação está em falta! – Grita.

- Desculpa, serio! Eu não te vi, ando meio distraído. – Disse a pessoa, se aproximando de nós, novamente. – Você está bem?

- Estou, obrigada! – Então, finalmente eu olho pra pessoa. Não acredito, como eu não reconheci a voz? Ele está diferente, não completamente. Pode até estar mais alto, com os músculos mais definidos, cabelo pintado. Mas o seu sorriso, que alegra a todos, os seus olhos continuam tendo o brilho. Apesar de ter sofrido tanto, apesar das mudanças ele continua o mesmo. Continua sendo o meu menino. – Tonny Michel? – Ele parou de discutir com o Shawn e olhou pra mim. O que não tinha feito até agora. Seu olhar era fixo nos meus.

- Oi Maya! – Ele disse quebrando o silencio, constrangedor que se fez presente. – Quanto tempo!
 


Continua...


Notas Finais


Obrigada pessoinhas, por terem lido ate aqui!
Espero que tenham gostado, até o próximo capitulo!
( Por favor comentem)
By: Lady_Write


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