História Change me - Capítulo 33


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Categorias Histórias Originais
Tags Step-brother
Visualizações 121
Palavras 1.756
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então pessoas, gostaria de avisar que estamos quase chegando ao fim de mais uma história. Sei que os capítulos estão demorando e tudo mais, mas eu estou muito enrolada.
Eu só gostaria de agradecer a paciência e por todos os comentários positivos da fic.
Amo vocês ❤
Boa leitura

Capítulo 33 - Chapter 32: Negócios


Crystal

As vezes temos que fazer escolhas, sejam elas boas ou ruins. Temos que encarar as consequências das nossas escolhas mesmo que essas consequências sejam dolorosas ao extremo.

São oito horas da noite e eu acabei de chegar na rodoviária de Washington. Passei a viagem inteira chorando calada, imaginando como o Sebastian ficou ao ler minha carta. Eu sei que já o perdi, sei que vai ser difícil para ele me perdoar. Peguei um táxi e fui direto para minha antiga casa, está tudo muito silencioso, silencioso até demais. A porta estava aberta então entrei procurando algum indício dos meus pais ou do cretino do Allan, mas até agora nenhum sinal. Um barulho na sala de jantar me despertou curiosidade e então fui checar, ao acender a luz meu coração parou de bater por um instante. Meu pai e minha mãe estão amarrados e desacordados sentados junto à mesa, meu pai está muito machucado mas a minha mãe não tem marca alguma.

Como ele pôde? O Allan não tinha o direito de fazer isso, ele prometeu não machucá-los caso eu viesse.

-Bem vinda ao lar, cunhadinha.

A voz grossa de um homem me faz pular de susto.

-Quem é você?-perguntei tensa e suando frio.

-Acho que não fomos devidamente apresentados- ele sorriu cínico- Me chamo Victor Kardec, sou irmão do idiota que te ama.

-Cadê o Allan, porque ele não está aqui?

Ele apenas me olhou por alguns instantes sem dizer nada, me encarou profundamente como se procurasse algo. Esse tal de Victor parece um pouco com o Allan, eles têm os mesmos olhos azuis, cabelos negros e pelo que vejo, também tem em comum a tendência psicopata. Talvez seja genético.

-Sabe Crystal, eu nunca entendi o que meu irmão viu em você. Você é tão... simples- ele diz com desgosto.- Ele queria foder com todo trabalho que tivemos durante anos por uma coisinha como você.

Eu não conseguia responder, eu apenas fiquei olhando para os meus pais naquela situação. Meu pai que sempre pareceu ser forte, estava lá desacordado, machucado, indefeso... Eu preciso tirar os dois daqui o quanto antes.

-O Allan pensou em deixar você ir embora e ser feliz com o loirinho lá em cima.

Loirinho lá em cima? Que história é essa?

-Do que você está falando?- perguntei com dificuldade.

-Oh, desculpa, esqueci de avisar- ele fingiu inocência- Um tal de Sebastian veio a sua procura hoje mais cedo, e como você não estava em casa fiz questão para que ele ficasse e esperasse você chegar.

Meu coração ficou com um mix de medo e alegria, mesmo depois daquelas palavras duras na carta o Sebastian não desistiu de mim e agora eu não sei o que pode ter acontecido com ele. A minha raiva foi tanta, que eu não tive outra reação a não ser avançar em cima daquele cretino. Eu corri na sua direção disposta a matar mesmo estando sem armas. Ele apenas me segurou e riu alto, se divertindo com a minha dor e raiva.

-Você é muito explosiva para alguém do seu tamanho- ele ri alto.

-Onde ele está, o que você fez com ele?- gritei enquanto me debatia em seus braços.

Ele me empurrou para longe, me fazendo cair e bater as costas com toda força no chão.

-Ele está vivo, por enquanto.

-O que você quer? Mas que inferno o Allan quer?

Victor esfriou a face, se abaixou o suficiente para me encarar com chamas de raiva nos olhos. Ele também tem raiva de mim mas eu não sei o porquê. Eu só queria ser livre droga, é pedir muito?


Sebastian

Horas mais cedo…

-Sebastian você tem certeza disso?-Alexander pergunta preocupado.

-Nunca tive tanta certeza na minha vida.

-Você pelo menos sabe onde ela está?

-Não, mas vou tentar em Washington- falei firme

-E se ela só deu no pé e realmente voltou para o Allan?- ele me olha desconfiado.

-Eu quero ouvir ela dizer isso, quero olhar nos olhos dela.

-Mesmo achando que isso é uma roubada do caralho, eu vou te ajudar.- ele suspirou fundo- Do que você precisa?

-É simples, o GPS do meu celular vai estar ligado e se eu encontrar o Kardec quero que você mande a polícia para lá.

-Você sabe que a Crystal pode ir presa também, não é?

-Disso pode deixar que eu cuido.

Eu não acreditei em nada daquela carta, pode ter sido a Crystal que escreveu mas não tem um pingo de sinceridade naquelas palavras. Eu a conheço de um modo que ninguém nunca conheceu e eu sei que tem alguma coisa de errado. Talvez ela só quisesse me proteger ficando longe mas mal ela sabe, que me dói muito mais ficar sem ela. E se realmente tudo aquilo for verdade eu vou deixá-la livre e apenas lidar com isso como eu sempre fiz a vida inteira.

***

Duas horas de vôo depois e eu já estou em Washington. Ainda é cedo então dá tempo de procurar bastante.

A Lauren se mudou da cidade depois que o Kardec, a sequestrou e ameaçou a família dela. O único lugar que me resta procurar é na casa dela. Seria meio óbvio e inconsequente ela ir para lá já que ela está “fugindo”. Mas não custa nada tentar.

Bato na porta e não tem ninguém, entrei lentamente pela porta dos fundos quando vejo dois homens discutindo. Um deles é o Allan e o outro está de costas me impedindo de ver seu rosto. Pelo tom da discussão a coisa está ficando feia e provavelmente não vai acabar bem, se a Crystal estiver realmente aqui, eu vou ter que tirá-la nem que seja a força.

-Já chega Victor, eu não quero mais isso apenas solte eles e vamos dar o fora daqui.

-Está falando sério?- o mais alto grita- Você armou todo esse circo e agora quer dar para trás? Nem fodendo Allan, nem fodendo.

-Ela merece ser feliz cara, vamos deixar ela em paz.

-Não se trata da vadia, seu babaca! Nós sequestramos um federal, estamos fazendo ele de refém junto com a família, sequestramos a filha dele duas vezes. Você acha que se o Kane sair dessa vivo, ele vai nos deixar em paz ou vivos?

Então é por isso que o Kane sumiu, não tem missão no Brasil coisa alguma. Ele foi sequestrado e estão mascarando o caso, mas porque?

-Victor vamos embora, nós sempre fizemos isso- Allan insiste mas o tal do Victor está irredutível.

-Seu idiota…

Sem querer esbarrei em alguma coisa fazendo um barulho dos infernos, atraindo a atenção toda para a cozinha. Rapidamente os dois correram na minha direção e a única saída que vi, foi esperar o ataque.

-Trevor?- Allan me olhou assustado.

-Meu nome é Sebastian, idiota.

-O que você está fazendo aqui, cadê a Crystal eu mandei ela vir só.

-Você achou mesmo que ela iria vir ficar com você? Ela não te ama Kardec, aceite. E não vai ser uma carta que vai mudar isso.

-Que lindo- Victor começou a aplaudir- Os dois cavalheiros prontos para disputar uma luta mortal pela mão da linda princesa- ele fala com ironia- Vocês percebem o quão isso é patético?

-Victor isso é assunto meu- Allan fala sem tirar os olhos de mim.

-É aí que você se engana maninho, eu já cansei de aturar esse triângulo amoroso, cansei de ter meus negócios fodidos por uma vadia qualquer.

-Não se atreva a falar assim dela- rosnei.

-E você vai fazer o que?- ele sorriu

-Te matar é uma boa opção- o encarei furioso é puxei a arma do cós da calça.

-Vá em frente, atire e nunca vai saber o que fiz com a pobre Crystal.

-O que você fez com ela?- Allan tirou uma arma da calça e apontou para o irmão.

-Qual é Allan? Eu sou seu irmão, vai me matar por uma garota?

Esses dois têm a relação mais complicada que eu já vi. Em pensar que eu achei que era difícil conviver com o Liam.

-Me diz agora o que você fez com ela, porra!- eu gritei e engatilhei a arma.

Então eram dois contra um, Allan Kardec e eu apontando armas para um homem, em função da Crystal. Mais ironia que isso eu nunca vi.

-Nossa, que reviravolta- ele deu risada- Mas se me matarem ela também morre.

-Está blefando- eu gritei.

-Atirem e descubram se é verdade ou não- ele deu de ombros.

Allan e eu nos olhamos por um tempo e meu nojo por ele cresce a cada momento, mas agora tínhamos que colocar nossas diferenças de lado pelo menos por alguns instantes.

-Vamos fazer assim, nós vamos te prender até você dizer onde está a Crystal- Allan disse firme.

-Se eu estou com a informação, eu dito as regras- Victor disse com deboche.

-É mas somos em maior número e mais armados, se você não disser o que queremos saber, vamos arrancar a informação de você.- eu disse pausadamente bem devagar.

Joguei uma algema para o Kardec para que ele pudesse prender o maldito.

-Quando ela estiver a salvo, isso será entre eu e você- Allan me encarou com ódio no olhar.

-Mal posso esperar- retribui o olhar do mesmo jeito.

Quando Allan se aproximou de Victor, ele deu apenas um chute certeiro mandando a arma do irmão para longe e aplicando uma injeção que o derrubou na hora. Eu puxei o gatilho mas a arma negou todas a vezes e a única saída foi ir para cima dele.

Rolamos no chão, eu consegui prendê-lo e acertar a cara do maldito algumas vezes, até que ele enfiou algo na minha perna e tudo foi ficando gradativamente escuro…


Crystal

-Só me diz o porquê?- perguntei já cansada.

-Olha querida, se você tivesse ficado longe nada disso teria acontecido. Mas meu irmão ficou obcecado por você e isso fez mal para os negócios.

-O que você fez com ele, você o matou?

Ele soltou uma gargalhada psicopata e me encarou surpreso.

-Mesmo depois de tudo que ele fez você ainda se importa, não é?- ele agarrou meu queixo me fazendo olhar em seus olhos- Você é uma pessoa boa Crystal, deve ser por isso que o Allan gostou de você. Não se preocupe, ele está vivo.

-Me deixe ir embora com meus pais e o Sebastian, prometo nunca mais interferir- o encarei com esperança.

-Eu até queria deixar, mas o que vou fazer é um mal necessário.- ele fingiu uma cara de pena.

-O que você quer?

-Eu quero que meus negócios voltem ao normal, quero que minha vida ande nos trilhos novamente e se para conseguir isso eu tiver que matar todos vocês incluindo o Allan, eu vou fazer.

A frieza na voz dele me deixou muito mais aterrorizada. O homem é tão sedento por poder e dinheiro que vai acabar com o próprio irmão. Eu não posso deixar isso acontecer, não posso deixar as pessoas que amo e o Allan morrerem. Sei que ele não merece um pingo da minha piedade mas pelo jeito, o verdadeiro vilão disso tudo se chama Victor.





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