História Change me - Capítulo 34


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Tags Step-brother
Visualizações 115
Palavras 2.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 34 - Chapter 33: correntes quebradas


Sebastian

Ainda meio tonto, acordo e percebo que estou amarrado em uma cadeira, tento me mover mas os nós estão bem feitos. Maldito marginal!

-Até que enfim a princesa acordou- disse Kardec ironicamente.

-Vai se foder idiota, estamos aqui por sua culpa.

-Minha culpa?- ele elevou a voz- Você é a merda de um federal, deixou um cara te nocautear e a culpa agora é minha? Cadê todo o seu treinamento?

-Se você não calar a boca agora eu juro…

-Jura o que, que vai me matar?- ele sorriu em deboche- Isso o meu irmão provavelmente já está planejando.

-Que merda de família você tem cara- me mexi tentando afrouxar as cordas.

-É a única que tive- ele deu de ombros- Mas depois eu conto a você sobre minha estrutura familiar, agora a gente precisa sair daqui para encontrar a Crystal e impedir que ela venha para cá.

Que merda é essa? Depois de tudo que esse filho da puta aprontou, ele agora quer dar um de salvador da pátria?

-Por mim você morre aqui, mas eu vou sair e vou livrar a minha garota da confusão que você enfiou ela.

Ele se calou e eu voltei a me concentrar em tentar me livrar das cordas. Eu já estava conseguindo afrouxar um pouco a das mãos mas está difícil para um caralho.

-Você acha que eu não me importo com ela?- disse ele me pegando de surpresa.

-Se você acha que se importa é sequestrar, fazer ela ser presa, perseguir e infernizar. Você deveria rever seus conceitos.- dei a ele meu pior olhar de desprezo.

-Cara, eu me apaixonei por aquela garota assim que coloquei meus olhos em cima dela. Eu sei que eu errei e que nada justifica minhas atitudes. Mas eu amo a Crystal de um jeito que eu nunca amei ninguém.- A voz dele sai sofrida e verdadeira.

Eu não o olhei nos olhos mas apenas por ouvir, eu soube que era verdade. Isso fez um ciúme descontrolado crescer em mim, mesmo sabendo que é a mim que ela ama.

-Você precisa aceitar que ela não te quer mais- eu disse ríspido.- Se você tivesse a deixado em paz antes, nós não estaríamos nessa situação e muito menos ela estaria em perigo.

-E você acha que eu não sei?- ele berrou- Eu ia passar por cima da porra do meu orgulho e deixar ela ir embora com você, eu ia abrir mão de tudo só pra ver ela feliz.

Quando finalmente olhei para ele, seus olhos estavam vermelhos e lacrimejantes. O bandido mais procurado do país, estava sofrendo com o coração partido. Isso mostra que todos nós temos uma fraqueza, o Allan e eu temos uma em comum, ela se chama Crystal.

-Vamos parar com a novela mexicana e tentar sair daqui-eu disse um pouco desconfortável.

Tentamos, tentamos e nada. Parecia que todo nosso esforço era em vão. Aquele bastardo serviu a marinha? Porra, nunca vi cordas tão bem amarradas.

Estávamos em um total silêncio até que barulhos chamaram nossa atenção, eram vozes.

-Por favor, não machuca eles.

Essa voz eu conheço, Crystal! A não, a não. Ela não deveria ter vindo para cá, não deveria estar no meio disso. Se eu sair dessa machucado ou morto tudo bem, mas se ela se ferir eu nunca vou me perdoar.

-Essa é a voz da Crystal- Allan disse em alerta.

-É sim, agora mais do que nunca nós temos que sair daqui.


Crystal

Eu estou perto dos meus pais tentando fazer com que eles acordem, mas acho que a droga foi muito forte porque nem meu pai que tem a saúde de ferro, está reagindo.

-Vamos lá papai, o senhor precisa acordar- dou leves tapinhas em seu rosto.

Ele começa a reagir e eu tenho uma pequena parcela de esperança de conseguir sair dessa viva e com todos, até com o Allan.

-Crystal?- papai pergunta zonzo.

-Sim, sou eu. O senhor precisa reagir, estamos em perigo.

-Filha me perdoe, eu sei que fui um péssimo pai, que não te ajudei quando você precisou- vejo lágrimas escorrerem em seu rosto.

-Papai vamos ter muito tempo para acertar tudo quando sairmos daqui. Por favor, me ajude.

Ele tentou se mover mas quase caiu com a cara na mesa. Eu já tinha conseguido desamarra-lo, mas ele está muito dopado.

-Tem uma arma na minha perna, pegue-a e não tenha medo de usar- ele disse com dificuldade.

-Mas o senhor disse que era para eu ficar longe das armas- falei relutante.

Ele deu um breve sorriso e com dificuldade segurou minha mão.

-Regras podem ser quebradas.

Ao dizer isso, ele caiu no sono novamente e eu me vi só. Victor saiu deixando a casa totalmente trancada e com homens no lado de fora. Eu não sei o que ele pretende, mas nem de longe será uma coisa boa.

Peguei a arma no coldre do papai e a escondi na minha bota, colocando a calça jeans por cima. Eu tive algumas aulas de tiro quando mais nova, mas meu pai decidiu que aquilo não era coisa para mim e que a única arma que eu teria, seriam os livros e o estudo.

Sai pela casa procurando algo quando escutei um barulho estrondoso vindo do andar de cima. Subi correndo com medo do que poderia ter acontecido, o Sebastian está preso junto com o Allan e digamos que a família Kardec não é muito confiável. Consegui ouvir uma discussão vinda do quarto de hóspedes.

-Você é tão inútil que nem consegue mover uma cadeira- reconheci a voz do Sebastian.

-Essa porcaria de piso de madeira não ajudou- Agora era a voz do Allan.

-Levanta daí, caralho- Sebastian diz alto

-Eu não consigo, porra.

-A gente tem que sair daqui, a Crystal está lá embaixo com o seu irmão psicopata.

-E você acha que eu não estou tentando?

É impressão minha ou o Sebastian está colaborando com o Allan? Será que eu estou em alguma dimensão paralela ou morri e esse é meu inferno particular?

Abri a porta fazendo os dois se assustarem.

-Crystal?- eles disseram em um único som.

-É, sou eu. O que está acontecendo aqui?

Olhei para os dois amarrados a cadeiras. Sebastian estava forçando as cordas enquanto o Allan estava caído no chão. Essa cena seria cômica que se a situação não fosse tão trágica.

-Estávamos tentando salvar você- Allan disse ainda caído.

-Meus heróis- revirei os olhos.

Achei um objeto que deu para cortar as cordas que prendiam os dois, os nós eram tão perfeitos que demoraria uma eternidade para tentar desatá-los.

-Você está bem?- Sebastian segurou meu rosto com as duas mãos me olhando por completo.

-Estou, estou agora precisamos sair daqui e tirar os meus pais também.

-Cadê o Victor?- Allan perguntou confuso.

-Eu não sei, mas ele saiu e deixou a casa cercada.Vamos descer e tentar dar um jeito- eu disse agoniada.

Sebastian agarrou a minha mão na mesma hora que o Allan e isso com certeza não vai dar certo.

-Solta ela- Sebastian disse com fúria nos olhos.

-Eu só estou tentando mantê- la segura- Allan disse igualmente irritado.

-Ela é minha namorada, eu cuido dela.

-Mas eu meti ela nisso e quero me redimir.

A discussão foi ficando cada vez mais insuportável até que eu não aguentei mais.

-Vocês querem parar?- berrei- Isso não se trata de uma guerra ou uma competição de quem vai ser o macho Alpha desse caralho. Nós todos aqui estamos com a vida em risco inclusive meus pais.- olhei para os dois furiosa- Então se vocês querem brigar, fiquem e se matem, porque eu vou tirar meus pais daqui e de preferência com vida.

Abri espaço no meio daqueles dois armários sem juízo e desci as escadas sozinha, os dois vieram logo atrás em um total silêncio. O que eles pensam que isso se trata, de um jogo onde o vencedor vai levar como prêmio o meu coração? Eu amo o Sebastian e ele sabe disso, não precisa ficar com essa briga idiota ainda mais com o Allan que a única coisa que queria dele é distância.

-Eu vou olhar a segurança e achar alguma arma- Allan disse indo em direção a sala.

-Eu vou ver se tem algum caminho alternativo para tirar o senhor e a senhora Kane daqui- Disse Sebastian- Fique aqui com eles, qualquer coisa grita que eu...- ele olhou para Allan- Nós vamos vir correndo.

***

Sebastian achou um caminho livre  mas era um tanto quanto arriscado, Allan conseguiu “subornar” alguns seguranças que iriam nos dar cobertura. Quando estávamos todos saindo, fomos surpreendidos por Victor e mais um homem armados até os dentes. Ele matou o segurança que nos ajudou na nossa frente e  tirou a minha arma e mais uma que o Allan escondia, nos deixando a mercê.

-Ora, ora, ora. Onde meus convidados pensaram que iam tão cedo?- Victor disse sorrindo.

-Deixe eles ir Victor, seu negócio é comigo- Allan se colocou na frente de todos.

-Cala boca pirralho- ele revirou os olhos- Eu cansei de você, cansei de obedecer a um moleque que se deixa levar por uma boceta.

-Filho da puta- Sebastian avançou mas foi contido por um capanga.

-Eu vou me livrar de todos vocês, incluindo o Kane que já está na minha mira há anos- ele apontou a arma para o meu pai e apenas ficou mirando.

Do nada o Allan começou a rir fazendo todos na cozinha estranhar o motivo dessa reação.

-Está rindo de nervoso, maninho?- Victor pergunta cínico.

-Não, só estou lembrando de como você ficava puto quando o papai dizia que eu era o melhor, ou quando dizia que eu era o orgulho da família- ele disse em tom de provocação- Ou melhor, quando passou tudo da nossa família para o meu nome.

-Cala boca- Victor gritou perdendo toda a pose de controlador- O papai era um idiota igual a você. Ele não sabia tocar os negócios, não sabia administrar uma casa, ele nem sequer sabia amar os filhos.

-Ele sempre me amou- Allan deu de ombros- Você quer me matar não é só porque nós perdemos um pouco de dinheiro, e sim por não aceitar que eu por ser mais novo, tenho mais autoridade e sempre fui o mais amado na nossa família.

Victor começou a ficar vermelho de raiva e seus olhos começaram a tremer como se fosse um tique nervoso.

-Saia daqui- ele deu a ordem para o capanga

Victor apontou a arma para minha cabeça e ali eu vi meu fim.

-Você tirou tudo o que eu amava, agora eu vou te dar o troco- ele sorriu como um verdadeiro psicopata.

-Merda não faz isso- Sebastian gritou- Allan não deixa ele fazer isso.

-Você pode atirar nela, mas isso não vai mudar o fato de você ser uma bichinha, inútil e desprezível.- Se quer matar alguém, me mate- Allan berrou.

Victor engatilhou a arma e continuou a apontar para mim, então fechei meus olhos, ouvi o barulho do tiro mas não senti nada. Ao abrir meus olhos, Victor estava no chão com uma bala na cabeça, meu pai estava em pé com uma arma em mãos.

-Agora é a sua vez- meu pai apontou a arma para o Allan.

Por um impulso eu passei na frente dele, para tentar impedir o que meu pai iria fazer.

-Papai não!

-Sai da frente, Crystal- ele disse com os olhos grudados em Allan.

-Pai ele estava tentando me ajudar.

-Do mesmo modo que ele ia te ajudar quando enfiou você em uma cilada, ou quando ele te sequestrou e me fez ficar longe de você por quase um ano?- papai disse aos berros.

-Tudo bem Crystal, eu mereço- Allan se colocou na minha frente- Eu já te fiz sofrer demais, uma bala na cabeça não é nada em comparação a dor que te causei.

-Senhor Kane, deixe que a justiça resolva isso- Sebastian cautelosamente tirou a arma das mãos do meu pai- Ele, mesmo que de um jeito torto tentou salvar a Crystal. Se ele não merecesse de verdade, eu mesmo teria plantado uma bala na cabeça dele.

Meu pai largou a arma de vez e caiu sentado ainda tonto.

Sebastian algemou o Allan que aguardou sentado em um total e estranho silêncio.

-Eu sinto muito pelo seu irmão- eu disse o tirando de seus pensamentos.

-Eu também- ele disse com a cabeça baixa.

-Allan, sai dessa vida procure andar na lei, poxa você tem tanta vida pela frente.- toquei seu ombro e ele suspirou.

-Eu sei. Vou tentar me reerguer, o dinheiro que tenho dá para ter uma boa vida sem precisar do crime- ele deu um leve sorriso.

-Você sabe que seus bens vai ser bloqueados, né?

-Os que estão registrados até pode ser- ele me deu uma piscadela e eu revirei os olhos- Mas a única coisa que importa nesse momento, é saber se você me perdoa.

-Olha Allan- suspirei- Você me fez sofrer muito e vai ser difícil passar uma borracha, ainda dói.

-Eu sei- ele olhou para os próprios pés.

-Mas eu sou muito grata pelo o que você fez por mim hoje, de verdade- dei meio sorriso.

-Crystal, me promete uma coisa?- ele me olhou nos olhos.

-O que?

-Que você vai tentar se o mais feliz possível?

-Eu prometo- sorri para ele.

Sebastian chegou por trás de mim e passou o braço sobre os meus ombros.

-Cara, eu ainda não gosto de você, mas cuida bem dessa garota. Uma dessa não se encontra em qualquer lugar.- Allan disse sério.

-Pode deixar- Sebastian beijou minha testa.

Em poucos minutos a polícia e ambulâncias  estavam cercando a minha casa. Meus pais foram levados ao hospital e o Allan foi para delegacia.

 A sensação de liberdade tomou conta do meu coração. Agora eu estava finalmente livre para seguir minha vida, saber que estão todos vivos e parcialmente bem, me deixa muito aliviada. Ainda tenho questões pendentes, mas agora só quero descansar um pouco...


Notas Finais


Esta quase... Em breve chegaremos ao fim.
Até logo 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...