História Change Me - Capítulo 41


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Categorias Justin Bieber, Madelaine Petsch
Personagens Justin Bieber, Madelaine Petsch, Personagens Originais
Visualizações 261
Palavras 2.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 41 - Bracelet


Fanfic / Fanfiction Change Me - Capítulo 41 - Bracelet

— SURPRESA! — todos gritaram. 

Parados a minha frente estavam, Justin, Janet, Pattie, Christine e Thomas. Cada um usando algo diferente para emitir som e todos eles com chapeuzinhos da Ariel na cabeça. 

— Meu Deus! Você sabia disso? — perguntei para Olivia, quem eu ainda segurava a mão, agora mais forte devido ao susto que tinha acabado de levar. 

— Claro que eu sabia. — respondeu obvio. 

— Eu nem sabia que vocês sabiam que era meu aniversário.   

— A gente não sabia, seu pai contou. — Justin respondeu simples, maneando os ombros para cima e para baixo em um gesto de desdém, e eu apenas revirei os olhos. 

— Feliz aniversário, Lee. — Jenny correu até mim, abraçando-me com força, e eu retribui, sendo abraçada em seguida por cada um deles. 

A sensação era maravilhosa, até minutos atrás eu só havia recebido congratulações da minha avó, pensei que ninguém mais sabia do meu aniversário. As únicas pessoas que sabiam sobre aquela data, além dos meus amigos e alguns familiares distantes de Londres, eram Christine e meu pai. 

— Queremos discurso. — Bieber disse. 

— Na-na-não. — balancei a cabeça negativamente — Nem vem. Mas, obrigada. — fingi um sorriso meigo no final, segurando as barras de cada lado do meu macacão e curvando minhas pernas em reverência como uma camponesa, vendo eles rirem. 

— Acho que temos que cantar os parabéns oficiais agora, não é? — Pattie perguntou, com Thomas concordando no mesmo instante. 

Isso dito, seguimos até a cozinha, mas parei na entrada, arregalando levemente os olhos ao ver a mesa toda enfeitada com macarons de cores variadas e uma grande faixa escrita “Feliz Aniversário” atrás. 

— Fica ali, filha. — apontou para o outro lado da mesma, logo após colocar o bolo, que só então eu havia reparado o grande “Feliz Aniversário, Elisa!!” escrito em letras azuis, no centro. Assim eu fiz, pegando um chapeuzinho da Ariel e colocando sobre a cabeça. 

Thomas correu, colocando duas velas, uma com o número 1 e outra com o número 7, acendendo-as. Em seguida, voltou para o seu lugar. 

— No três! Um, dois... três! 

E então todos explodiram cantando “Parabéns” enquanto eu apenas observei sem saber o que fazer, como qualquer pessoa naquela hora da festa, mas o sorriso não saiu do meu rosto em momento algum. 

— Hora do pedido! — vovó gritou. 

Fechei os olhos, mas pela primeira vez, eu não sabia o que pedir. Minha última festa de aniversário havia sido a 11 anos atrás, e era sempre um evento grande para mim, apesar da pouca idade, era quase que uma tradição ter uma festa enorme com uma decoração variada a cada ano.  

Mas depois que mamãe morreu eu não quis mais as tê-la, meus avós maternos se afastaram, junto com alguns tios, logo minhas amiguinhas de escola foram crescendo e cada uma passou a seguir um rumo diferente e escolas diferentes. Então a medida que os anos foram passando, eu apenas me juntava com algumas colegas e a gente se reunia em casa ou saía para comer alguma coisa, ou beber. 

Ao abrir os olhos, vi que todos me encaravam atentos após eu ter fingido pedir alguma coisa. Por fim, soprei as velas, sendo atacada por vários flashes que tinha certeza que vinha da câmera de Thomas. 

— Para quem é o primeiro pedaço de bolo? — Justin perguntou. 

— Ahn... — fingi pensar, colocando a mão no queixo — Para mim mesma, é claro. — ergui os ombros, convencida. 

— É claro. — ele riu irônico. 

Usei uma espátula para cortar o primeiro pedaço, recebendo mais flashes, e Thomas animado pedindo para que eu parasse e olhasse para a câmera, enquanto fingia cortar o bolo. Fiz de bom grado, amava fotografias.  

— Acho que agora tem que tirar fotos com os convidados. — ele disse, meu pai amava tirar fotos e ele era ótimo com elas, eu mesma tinha milhares que haviam sido tiradas por ele. 

Tirei fotos com todo mundo. Jenny, Olivia, Justin, Pattie, Christine, Thomas, Christine e Thomas, e por fim, uma em conjunto com Jenny, Olivia e Justin. 

— Estou cansada dessa vida de famosa. — reclamei assim que terminamos — Agora vocês se virem, não vou servir ninguém. — avisei, me afastando da mesa, enquanto colocava um pedaço de bolo na boca, e alguns macarons azuis e rosa no mesmo pratinho, para finalmente poder me afastar da mesa. 

— Olha como é abusada. — Olivia disse, com os olhos cerrados e eu lancei-a um sorriso meigo, o que a fez rir. 

— Deixa que eu sirvo. — Thomas tomou a frente, tomando o lugar que antes era meu, atrás da mesa, começando a servir um por um. 

Depois de todos servidos, retornamos a sala, afinal, não tinha necessidade alguma em ficarmos de pé. Pattie, Thomas e Christine se entreterão em um assunto entre eles, enquanto eu, Justin, Janet e Olivia nos sentamos mais afastados, já que havíamos sido excluídos da conversa de adultos. 

— Jenny, eu não sabia que você podia atuar daquela forma. —disse indignada, referindo-me a conversa que tivemos mais cedo no ônibus. 

— E você fala que você que é a atriz. — sorriu convencida e eu olhei-a com a boca aberta — E eu nem estava atuando, você realmente me deixou culpada com aquela conversa. 

— O que aconteceu? — Justin perguntou com a boca cheia, Olivia pareceu querer saber também, já que olhou interessada.  

— Jenny me enganou dizendo que ia sair com Jack hoje, por isso não pôde sair comigo e Olivia. E eu, como a boa atriz que sou, fingi estar indignada e mega triste, Jenny quase chorou. — ri no final, sendo seguida por todos, menos a dita cuja. 

— Você me deixou bem triste, fiquei o dia inteiro achando que você estava com raiva de mim, enquanto você estava rindo da minha cara. 

— Exatamente. — concordei e ela revirou os olhos, mas riu. 

— Ahn... — Justin começou a falar, olhando-me sugestivamente — Vou na cozinha pegar alguns macarons. — ele finalizou lentamente, como se esperasse que eu entendesse algum tipo de mensagem subliminar através de suas poucas palavras.  

Ele se levantou, e Olivia me olhou com as sobrancelhas arqueadas, mas ainda assim, um sorrisinho no canto dos lábios. Neguei com a cabeça e ela riu, Jenny nem estava se importando com a nossa interação. 

— Hum... estou com sede, vou pegar um pouco de água. — avisei e Janet assentiu, enquanto Olivia balançava a cabeça com os olhos cerrados — Ninguém quer, não é? Que bom. — me levantei rápido, antes que alguém respondesse que queria, e caminhei até a cozinha. 

Justin estava lá, perto da mesa, ele realmente estava comendo macarons e eu estava começando a achar que tinha sido uma besta em ter pensado que ele queria que eu o seguisse. 

— Pensei que não tinha entendido. — disse, assim que me viu. 

É, eu não estava errada, pelo menos. 

— O que você quer? — perguntei indiferente, indo até a geladeira e tirando um jarro d’água de lá. 

Em seguida, fui até o balcão, tirando um copo do suporte e enchendo-o com o líquido transparente. 

— Eu só queria te dar seu presente. — ele disse, tirando uma caixinha de dentro do bolso do seu casaco. 

Arregalei os olhos, com medo de ser um anel de compromisso ou algo do tipo. Mas quando peguei a mesma e a abri, percebi que tratava-se apenas de uma pulseira. A mesma era prata e formava uma mini correntinha, com pingentes variados de sapatinhos, batons, maquiagens e afins, espalhados por ela toda. 

— Oh, obrigada. É linda. — agradeci sincera, realmente era algo até agradável e que eu pudesse usar vez ou outra. 

— Não é nada chique, só pensei que seria legar te comprar alguma coisa. —ele deu de ombros, parecia envergonhado de estar me entregando aquele presente. 

— Obrigada. — agradeci novamente, sorrindo fraco. 

— Deixa eu colocar em você. — se ofereceu, aproximando-se. 

Não protestei, entreguei a correntinha em suas mãos e estendi o pulso, sentindo seus dedos gelados na minha pele enquanto ele colocava a mesma. Balancei a mão assim que Justin terminou, vendo os pingentinhos seguirem o movimento de um lado para o outro. 

— Acho melhor a gente voltar para a sala antes que alguém note que não estamos mais lá. — disse, suspirando desconfortável, era realmente estranho receber um presente assim. 

Dar algo dentro de uma caixinha de veludo a alguém parecia algo muito pessoal, visando que as mesmas eram usadas entre casais, algo que não éramos e estávamos longe de ser, por um instante pensei que Justin fosse me propor alguma coisa, já estava até preparando um discurso que não fosse machucar tanto seus sentimentos quando eu dissesse que não. Mas talvez eu estivesse me precipitando demais em relação ao que ele queria, e esperava que ele se sentisse da mesma forma que eu. 

— É... verdade. — sorriu fraco. 

Nos encaramos por alguns segundos, e eu assenti, tomando a frente e saindo da cozinha. Thomas, Christine e Pattie não pareciam ter notado nosso pequeno sumiço, e Janet e Olivia pareciam não se importar, já que as duas estavam em uma conversa que aparentava ser bastante intensa e engraçada, Jenny ria o tempo todo, ela parecia encantada com Liv, de alguma forma, chegava a ser engraçado o quanto ela a admirava. 

Recebi um olhar suspeito de Liv assim que adentrei no cômodo, mas ignorei-a, voltando-me a sentar no lugar de antes. Ficamos conversando por muito tempo, mais tarde os adultos de juntaram a nós e nos encheram de histórias e mais histórias de seus tempos da adolescência. 

Quando deu dez horas, Sra.Bryant ligou avisando que estava indo buscar Janet, e em menos de 5 minutos depois ela já estava buzinando lá fora.  

— Tchau, Lee! — ela disse animada — Feliz aniversário, de novo. — ela abriu os braços, vindo da minha direção. 

Fiz careta, mas suspirei, sorrindo e a abraçando. 

— Acho que vou seguir seu bonde, Jenny. — Liv disse, vindo até mim, e dando-me um abraço de lado — Tchau pra vocês. — referiu-se aos demais da sala, que responderam um “tchau” coletivo, enquanto ela virava-se e saía com Janet.. 

— Já que todos estão indo, já deu nossa hora também, né meu bem? — Pattie disse, dirigindo-se a Justin. 

Prendi a respiração para não rir de seu apelido carinhoso, mas fui percebida por Justin, que me olhou, revirando os olhos. 

— Ainda está cedo. — Thomas disse, e minha avó concordou com ele. 

— Amanhã tenho que trabalhar cedo, e esse mocinho aqui precisa ir para a escola. — ela apertou o nariz do filho, que mais uma vez fez careta. 

— Mãe... — protestou, afastando o rosto de seu aperto. 

— Eu acompanho vocês até a porta. — meu pai se pronunciou. 

Arqueei as sobrancelhas quando ele gentilmente colocou a mão nas costas de Pattie, guiando-a até a saída. Olhei para Justin, apontando com a cabeça para a cena a nossa frente e ele balançou os ombros, também sem entender a proximidade dos dois. Balancei a cabeça, e os acompanhei, sendo seguida por Justin e Christine. 

— Obrigada por nos receber. — Pattie disse, assim que paramos todos na varanda de frente a casa. 

— Obrigada por vir. — respondi, afinal, não era tão sem educação assim. 

— Claro. — ela sorriu, vindo até mim e pegando-me de surpresa com um curto abraço — Vamos, filho? — dirigiu-se a Justin, que apenas assentiu, acenando com a cabeça para nós, enquanto seguia o curto caminho até sua casa, com sua mãe. 

— Então, você gostou da surpresa? — vovó perguntou, quando já tinha entrado novamente em casa e Thomas trancava a porta. 

— É... — dei de ombros — Foi bom.  

— Só bom? — Thomas integrou-se a conversa, juntos, seguimos para a cozinha, onde os dois começaram a juntar a bagunça e guardar o resto da comida, enquanto eu puxei uma cadeira, me sentando. 

— Ahn, foi... surpreendente...? — perguntei/afirmei, erguendo os ombros. 

Papai e Christine riram, balançando a cabeça negativamente. Não sabia o que eles queriam que eu dissesse, realmente, talvez quisessem um grande elogio ou uma resposta super animada. Mas aquilo não fazia meu estilo, apesar de ter gostado da pequena confraternização, não era nada demais. 

Os dois começaram a conversar sobre assuntos diversos, nos quais eu não fiz questão de prestar atenção ou me entrosar. Meus pensamentos rapidamente voaram para Justin, e instantaneamente meus dedos passaram sobre a correntinha no meu pulso. 

Não era como se eu tivesse nutrindo sentimentos por ele, mas Bieber era de fato um cara legal. Ele era diferente do que eu pensei da primeira vez que o vi, chapado e sem fazer sentido algum do que estava dizendo ou do que estava acontecendo. Eu estava diferente do que o primeiro dia que cheguei a Springfield. Não um diferente que eu considerava ser ruim, mas na minha percepção eu tinha mudado para melhor, e não me arrependia daquilo. 

Em Londres, eu era uma pessoa horrível, que humilhava todos a minha frente só para me sentir melhor comigo mesma. A dois meses atrás só de pensar em andar com uma pessoa como Jenny, já era um absurdo, eu precisava manter minha pose. Mas agora, eu já não me importava mais.  

Em Springfield eu não era a filha do dono de uma das revistas mais famosas do país. Eu não era a patricinha problemática filha de Thomas Cooper. A drogada, a irresponsável, a insensível e sem coração, Elisa Cooper. Eu era apenas Elisa, e estava bem com isso. 

— Lisa, já terminamos, você vai ficar aqui? — Christine perguntou, tirando-me dos meus pensamentos. 

Soltei a pulseira rapidamente, com o pequeno susto que levei, o que atraiu a atenção de Thomas. 

— Pulseira nova? — perguntou, apontando para a mesma. 

— Não. — dei de ombros — Já tinha antes. — completei, não iria dizer que havia sido um presente de Justin. 

Meu pai assentiu, e eu me levantei, suspirando. Ele apagou a luz da cozinha, e juntos seguimos até o andar de cima, onde cada um foi para o seu devido quarto. Observei a porta, que eu tinha feito meu pai pintar de rosa e ri fraco, percebendo o quão estúpido aquilo tinha sido, e como eu não queria realmente que ele fizesse aquilo. Só queria atenção. 

Abri a mesma, seguindo direto para meu guarda-roupa, onde tirei meu pijama de ceda vermelha com preto e o coloquei, jogando-me na cama e sentindo minha coluna agradecer por aquilo. Fechei os olhos levemente, passando a mão pelo pescoço; sentia-me inchada. Rapidamente minha mão caminhou até a barriga, que eu apertei sentindo o efeito de toda a comilança do dia. 

Mas ao invés de me levantar e vomitar, eu apenas suspirei, tentando de qualquer maneira afastar aqueles pensamentos da minha mente. Minutos depois, abri os olhos novamente, apenas para apagar o abajur e fechei-os de novo, não demorando muito até pegar no sono. 



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