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História Change Of Time - Capítulo 31


Escrita por:


Notas do Autor


Volteeei mais rápido, porque teve gente que me ajudou e ainda mandou pra outros amigos me ajudarem, então tive que correr menos atras de dinheiro logo sobrou mais tempo pra escrever. Então fica aqui meu muito obrigada em forma de capítulo e eu sei que pra vcs pode ser pouco, mas pra mim faz toda a diferença do mundo a doação de vocês.
Pra quem PUDER e QUISER me doar qualquer valor, meu Pix é [email protected] .

Pra esse capítulo temos 3 músicas que estão na playlist da fic no spotify:

-> Ocean - Lady A

-> Blood and Bones Kodaline

-> Thinking About You - Loving Caliber

Nos vemos lá embaixo \o/

Capítulo 31 - First Time


Fanfic / Fanfiction Change Of Time - Capítulo 31 - First Time

Agosto de 2014

— Mal tivemos férias e você já quer me obrigar a malhar o dobro, hoje tá sendo pesado. — Estava cansada porém valia a pena, sempre valia.

— Fala como se tivéssemos parado de treinar em algum dia. Anda, tá muito fraca. — Fez sinal para que a outra continuasse a fazer a abdominal.

— Sabe o que eu gosto mesmo? — Parou um instante. — É de treinar dança com você e fazer nossa música de aquecimento. Aquilo sim é um treino que vale a pena.

— Você é só uma safada que se aproveita de passos contemporâneos pra passar as mãos em mim. — acusou-a mas também tinha um sorriso malicioso nos lábios, gostava tanto quanto ela, apesar de ser uma dança romântica.

— Eu? Que difamação! Vou deixar você se desculpar com um beijinho.

— Sua boba. — bateu nela de leve.

— Cadê? — indagou Lauren.

— Cadê o que?

— Meu beijinho.

— Não devia! Mas eu quero, sua idiota! Te odeio. — Empurrou-a manhosa. — Mas e se alguém chegar, Lo? — Olhou para os lados, queria ter certeza que ninguém as veria por mais que estivessem sozinhas naquela quadra.

— Vai ser rápido. Vamos, qual é. Só um, eu mereço, vai? — Tinha os olhos verdes pidões mais lindos daquele mundo, era impossível resistir. Quando, de repente, não estavam mais sozinhas.

— Estou interrompendo? Espero que não, até porque eu cheguei na minha quadra.

— Claro que não, treinador, só estávamos treinando. — Lauren respondeu rapidamente.

— Eu percebi. Vou deixar passar porque você realmente tem melhorado seu desempenho. Mas agora, mocinha, saia da minha quadra. — Disse, apontando Camila.

— Ok, eu já vou indo. — Corou, sabia que o treinador aliviava sua barra e mantinha sua palavra com o segredo.

— Te vejo naquele lugar mais tarde? — questionou Lauren, referindo-se ao pico das pedras, a seu lugar escondido onde fariam um piquenique noturno.

— Sim. — E saiu, jogando um beijo ao vento juntamente com seu perfume que deixou Lauren extasiada pela incontável vez só naquela manhã.

— Até mais, Camz.

— Tchau. — Piscou. — Tchau Simon, até a noite. — Sabia que o mais velho passaria a noite com sua mãe, o que o fez corar acenando e revirando os olhos.

Abril de 2019

— Sério que você não vai me deixar saber o motivo de estar triste assim? — questionou Camila, naquela praia enquanto caminhavam descalças e a onda pegava a sola de seus pés.

— Não é nada… Nada que eu possa dizer. — Justificou Lauren, mirando os castanhos suplicantes a sua frente. Ela conseguia ser ainda mais linda quando o sol batia em seu rosto e a fazia franzir um pouco o cenho.

— Ou nada que você queira me dizer? — Subiu uma das sobrancelhas. — Olha, não quero me meter na sua vida amorosa mas, Halsey fez alguma coisa?

— É muito mais profundo que isso. — mirou-a nos olhos dessa vez profundamente também.

— Então… É sobre nós?

De repente Alessandro apareceu surgindo como um louco ao lado de Camila.

— O que faz aqui? — Ele questiona.

— Só estávamos andando. — responde Camila.

— Vamos embora. — diz irritado.

Ele põe a mão em seu ombro e em um golpe de coragem Lauren se arrisca. — Não vá, por favor.

— Desculpe, Lauren, preciso ir. — Diz, sem realmente abrir a boca, repetidamente partindo nos braços dele.

De repente um barulho começa a ser escutado naquela praia e Lauren está sozinha, há apenas o madito barulho e as gaivotas fazendo um círculo ao seu redor, que se ajoelha e fecha os ouvidos tentando conter tudo aquilo.

Até que Lauren acorda com o barulho do celular de Halsey na cabeceira da cama com a loira ainda em um sono profundo e a desperta também. Um pesadelo. Mais um.

Halsey acordou ainda sem ter descansado o suficiente, seus músculos doíam e o zumbido do celular invadia sua cabeça. Ao atender aquela chamada, seu coração não podia receber uma notícia mais dolorosa. Após uma noite de conquistas tão lindas de seu atual romance, recebeu a notícia de que sua querida avó, mãe de seu pai, havia falecido de ataque cardíaco.

Apenas virou-se para o peito aberto de Lauren e desatou a chorar, as lágrimas saíam com velocidade, tinha tanto carinho pela mais velha que não sabia quando aquilo iria parar. Em um momento de fragilidade, pediu que Lauren a acompanhasse em uma pequena reunião de luto para honrar a memória da mulher, o que Lauren aceitou na hora, jamais deixaria Halsey sozinha naquele momento. Isso significava conhecer toda a família dela.

Ela daria aquele passo. Mas será que estava preparada o suficiente? Achava que sim.

No carro, o silêncio era o único barulho ouvido e Lauren não queria deixar Halsey se torturando com os próprios pensamentos, mas para a morte não haviam consolações.

— Qual era o nome da sua avó? — Lauren perguntou, não só para distraí-la, mas também porque achava importante saber aquela informação já que estava indo para tal evento.

— Helena. — disse, com um sorriso triste, lembrando o quanto a avó era querida e sorridente, uma senhora elétrica e ativa, mal acreditava no motivo da morte. Enquanto isso Lauren tinha um dejavú, aquele nome não lhe era estranho, parecia que já o tinha escutado em algum lugar, só não conseguia se lembrar onde. Apenas acenou em entendimento.

Pouquíssimo tempo depois chegaram ao destino.

— Tem certeza que é aqui?

— Sim, é a casa da minha tia avó.

— É que aquela é a casa da Dinah. — Apontou para o outro lado da rua. — E que estranho que aquele é o carro da Normani e ela me disse que ia trabalhar hoje o dia todo. — Divagou enquanto caminhava com Halsey à casa simples em frente a de Dinah, com pintura desgastada mas com as flores bem cuidadas.

Tocaram a campainha e foram recebidas pela dona do lugar.

— Oi tia, Ge. — Halsey cumprimentou-a desanimada, recebendo um abraço da senhora. — Lauren, essa é minha tia avó Gertrudes, ela e Helena eram irmãs.

Cumprimentaram-se do único modo menos pesaroso que conseguiram e entraram na casa ao convite de Gertrudes. Os pais de Halsey conheceram Lauren na pior ocasião, mas do melhor jeito possível recebendo os sentimentos da mais nova, toda aquela situação chegava a ser sufocante.

Foi quando Lauren pediu licença e andou pelo ambiente em busca de ar, mas parou de pronto ao deparar-se com um mini altar feito em homenagem a Helena que levava várias fotos da mesma. Lauren sentiu-se gelar dos pés a cabeça.

Conheceu aquela mulher. Um dia, em um banco da praça de Miami, quando sua cabeça não passava de confusões de uma adolescente, com um bolinho após uma caminhada e uma lição de vida com analogias sobre basquete. As memórias de anos atrás voltavam desembaralhando-se em sua cabeça. Era ela, a mesma senhora que lhe sorria e parecia que viveria mais oitenta anos. Avó de Halsey. Quem iria imaginar?

De repente, pegou nas mãos uma fotografia dela no parque, com a mesma roupa de caminhada, o bolinho nas mãos e fazendo uma pose de quem era forte com um sorriso enorme no rosto, as rugas não pareciam lhe fazer a mínima diferença. Nem as viu chegar, mas algumas lágrimas saíam de seus olhos quando um dos tios de Halsey passou lhe oferecendo um lenço.

Pôs o retrato de volta e lembrou-se daquele dia, daquelas palavras, de como a vida realmente era difícil porque era para ser assim, esse era o sentido do jogo, hoje ela entendia de verdade o que toda aquela analogia queria dizer.

Queria ter tido tempo para conhecer dona Helena melhor. E dizer que havia entendido sua orientação, que havia valido a pena, que tudo que ela disse valeu a pena. Mas já era tarde.

Halsey juntou-se a ela, achando que a morena era muito sensível, por não saber da história, e apenas uniu seus prantos.

Já no carro, na volta, Lauren ainda estava um pouco aérea com os sentimentos trazidos por lembrar daqueles dias específicos do passado.

— Obrigada por ter ido comigo.

— Tudo bem.

— Gostei muito que conheceu minha família e eles também adoraram você. — Halsey tinha um leve sorriso nos lábios.

— Eu também gostei deles, pena que foi numa situação assim. — Concentrava-se na direção.

— Sim, mas meu pai já falou pra você ir jantar lá em casa, ele adora seu pai. — Olhou-a com o canto dos olhos.

— Eu não.

— Ah, ele não conhece, amor. — Disse Halsey e ela apenas subiu os lábios em um sorriso de resposta, sabia que não era necessário mais. Só estava brincando com as palavras, sabia.

Ainda era estranho, era estranho todas as vezes que Halsey a chamava de “amor”, era esquisito todas as vezes que pronunciava aquela palavra, sentia-se estranha, como um sentimento de não pertencimento. Talvez fosse passageiro, mas o fato é que era absurdamente ignorável, então por ela tudo bem.

Deixou-a em casa e decidiu que precisava de um momento para si. Então deixou-se guiar com o carro para o lugar onde viu as estrelas mais lindas do universo quase dois dias antes. O pier vivia vazio, sabia, então seria perfeito para espairecer um pouco, reunir as ideias e se preparar para um outro dia de bar. Sua gerente poderia dar conta disso, mas queria estar totalmente presente ao menos nos primeiros dias.

Apenas as gaivotas a faziam companhia ou era o que pensava quando avistou aquelas figura sentada no banco ao final do caminho de madeira. Tirou os óculos escuros e deu um mini sorriso soltando vento pelas narinas.

Sentou-se ao lado dela de uma vez. — Eu juro que não tô te seguindo. — disfarçou um sorriso. Estava feliz por vê-la ali?

“Pare com isso, Lauren.”, dizia a si mesma.

Camila em um primeiro momento assustou-se com ela levando a mão ao coração e logo depois sorriu largo. — Eu acredito em você. — Passou um tempo e ela continuou. — Viu? — Lauren franziu o cenho e Camila prosseguiu. — Nós nos esbarramos aqui.

— Verdade. — Estava tremendo, o que aquela mulher fazia consigo?

— Como você está?

— To bem — mentiu. Não era como em seu sonho, que poderia sair falando tranquilamente das coisas.

— Tá, agora a verdade. — Camila não engoliu.

— Ainda não consigo esconder essas coisas de você, né? — Finalmente alguém com quem poderia conversar já que Halsey estava mal, então não iria enchê-la com os próprios problemas. Ela sacudiu a cabeça em sinal negativo confirmando. — Ah, problemas com meus pais, não dá mais pra morar lá. Chega. Não batemos.

— Finalmente! Desculpa, mas você sabe que eu detesto seus pais.

— Tudo bem, no fundo eu acho que eu também. Ao menos alguém me entende. — Parou de olhá-la e olhou para frente.

— E o que vai fazer? — Balançou os pés no banco.

— Comprei um apartamento. — Confessou com receio de onde aquela conversa iria parar.

— Oh, puxa… Uau! Isso… Isso é incrível, Lauren. — Uma lembrança veio com a fúria de um titã. Seu olhar voltou-se para ela no mesmo instante.

— É… Você é a primeira a saber, sabia?

— Nossa! — No mesmo momento Camila pensou que Halsey existia e sentiu-se de verdade especial. — Que honra. Algum motivo?

— Não, só… Somos amigas. — esquivou-se engolindo em seco, aquilo era tão estranho dito por ela. — Certo? — Lauren perguntava aquilo e ao mesmo tempo se fazia a mesma pergunta.

— Certo. — respondeu simples.

— Como foi sua aula hoje? — Quis perguntar algo que para Camila fosse interessante.

— Foi ótima fora o fato de eu estar bem cansada. — Admitiu.

Mesmo sem a mínima vontade de que ela fosse, Lauren ofereceu. — Quer que eu te leve em casa? — Não conseguiu disfarçar o desapontamento.

— Na verdade, hoje está tão calor que eu queria outra coisa.

— O que? — Lauren mirou-a nos olhos, de repente Camila demorou-se um pouco mais parar responder, não era de propósito, mas não pôde controlar.

— Que você me pagasse uma promessa, se não for pedir demais.

— Qual? — Lauren fez cara de dúvida.

— Um certo Milkshake que você nunca me deu por ter ganhado de você no basquete. — disse Camila e deu língua.

Ela lembrava. Por todos os raios na Terra, ela recordava aquilo.

E um sorriso cálido nasceu nos lábios rosados da morena. — Você lembra, sua trapaceira!

— Eu ganhei e pronto. E então? O que me diz? — Sorria arteira com a língua entre os dentes.

— Eu escolho o seu sabor. — disse, Lauren, lembrando de como faziam todas as vezes, anos atrás, quando iam comer algum sorvete ou coisa do tipo, sempre acertavam no sabor da outra.

— E eu o seu. — respondeu uma ansiosa Camila.

— Fechado!

E agora, de um jeito muito mais descontraído, muito mais divertido, Lauren beijou a palma da mão direita e esperou que Camila fizesse o mesmo com um sorriso animado, após isso ambas colocaram as palmas no rosto da outra. Era terno, um gesto gostoso de sentir e quando o carinho no rosto deixou de ser animado para ser mais calmo e gentil, ambas retiraram as mãos e não se permitiram aquele contato maior, mais íntimo que chegou a arder.

Agosto de 2014

Bem iluminada pela Lua, as rochas ganhavam companhia de duas adolescentes apaixonadas que só queriam ficar um pouco sozinhas.

— Você prefere casa ou apartamento? — Camila questionou, comendo um pedaço de bolo.

— Prefiro apartamento. E você? — respondeu Lauren, bebendo suco de laranja.

— Eu também! Mas temos que poder levar o cedoso. — Camila pontuou séria.

— Jordan? Ele vai ficar com meus pais.

— Vou roubar ele. — Não parecia brincar e Lauren caiu na gargalhada.

— Será que deixam ele ficar em um apartamento?

— Acho que sim. — Camila respondeu.

— Prefere mesmo, não acha pequeno e falou pra me agradar? — perguntou Lauren.

— Pode até ser um apartamento tão pequeno que vamos chamar de “apertamento”, mas vai ser suficiente pro nosso amor, com você eu vou a qualquer lugar. — Camila declarou, com todo seu coração.

— Adoro quando você me diz essas coisas. — Estava corada.

Sorriram, brincaram e comeram. Já haviam aproveitado boa parte do que seria seu piquenique e agora brincavam um pouco com a comida que havia sobrado.

— Fecha os olhos direito, Lolo, não vale espiar. — A morena sorriu e trancou os olhou com ainda mais força, tinha que admitir que estava tentando saber qual era o sabor da próxima geleia que Camila colocaria em sua boca naquele jogo de adivinhação no qual se perdiam. — Abre essa boquinha linda agora. — Abriu e pegou o pequeno pedaço de geleia, pegando levemente parte dos dedos de Camila com a língua por não estar vendo, fazendo a latina se arrepiar por inteira. — Abra os olhos. — Pediu Camila, mas agora só estava concentrada na expressão sexy de Lauren devorando com prazer sua geléia favorita e no pouco da guloseima que a tinha sujado nos lábios carnudos.

— O que tanto olha? — O ar parecia mais pesado enquanto Lauren sentiu aquele olhar fulminante sobre si, Camila parecia uma leoa. E não era para menos, um simples gesto de Lauren e ela já estava rendida, era uma tortura o quanto vinha se controlando.

Mas o mesmo poderia ser dito pelos verdes.

Lauren sentia-se ferver apenas com aquele olhar.

— Sua boca... Tá suja aqui. — Antes que as mãos de Lauren corressem para limpar, Camila, que estava a seu lado, foi mais rápida e as impediu, sentando em seu colo de frente para ela em um movimento rápido alcançando seu ouvido com a boca sedenta. — Deixa que eu limpo pra você.

Lauren, que antes não sentia o incômodo da geléia, sentiu-o entre as pernas, descendo de seu ventre apenas com aquela voz sussurrando em seu ouvido. Aquilo era sexy demais.

Então, arrastando os lábios de forma dolorosa por seu rosto desde a orelha até a boca, a maldita latina passou a pontinha na língua devagar, quase a torturando, limpando cada partezinha onde havia geleia no canto de seus lábios.

Lauren acompanhava cada mínimo movimento com olhos abertos cada vez mais hipnotizados, mais apaixonados, idólatras do movimento que a língua dela fez quando molhou os lábios devagar para apreciar o sabor de Lauren com geléia de morango. Engoliu em seco sentindo seu centro pulsar e cravou seus dentes delicadamente no lábio inferior carnudo à sua frente, puxando-o até que Camila emitisse um som tímido e fraco de prazer.

Sentiu-se queimar.

Assim como a Lua no céu anilado daquela noite quente que as iluminava, aquelas estrelas brilhando, ardendo em chamas há anos luz dali, ela sentiu-se queimar.

Beijaram-se como nunca antes, com mais urgência, com entrega além do que os olhos fechados poderiam transbordar. Nem a brisa que passava lenta podia refrescar. As mãos de Lauren apertavam Camila contra si, formando em suas coxas as covas como as da areia lá debaixo por seus dedos tão ávidos na pele dela. E como uma serpente pela areia, as mãos da jogadora deslizaram aficionadas subindo pela pele latina por dentro da blusa em um leve arranhar nas costas arqueadas, subindo um pouco sua blusa.

Pararam quando seus pulmões precisaram de fôlego para continuar, afastando-se de súbito, só o necessário para que as testas permanecessem coladas e os olhos se encontrassem naquela entrega.

Play Ocean - Lady A

De repente tudo era calor e um início de incêndio que Camila viu a permissão para provocar as primeiras faíscas nos verdes que agora estavam escuros como a noite.

O barulho do mar foi o único a quebrar o silêncio quando Camila levou ambas as mãos a barra da blusa e tirou, ficando apenas de sutiã em frente a olhos que varriam seu corpo com desejo. Aquele ato era um dos mais eróticos que Lauren já havia presenciado: seu amor despindo-se apenas para ela.

How can someone stand so damn close

And feel like they're world away?

(Como alguém pode ficar tão perto

E parecer que está um mundo de distância?)

A tensão instalada de excitação fez com que Lauren a virasse com firmeza na toalha que haviam estendido e trocasse as posições, ficando por cima dela e ouvindo um pequeno gemido de susto e prazer de Camila. Sentia seu corpo inteiro em combustão, queria tocá-la por inteiro. Camila por sua vez adorava aquela pegada, amava o jeito como ela a fazia sentir-se, era como estar no paraíso na Terra.

— Quero te tocar, preciso sentir você. — A respiração acelerada ia de encontro ao rosto dela enquanto a mão que não estava presa naquela cintura perfeita demonstrava seu pedido aflito passando sobre seu corpo mas sem realmente encostar, como se pedisse permissão.

— Quero que me toque Lauren, quero que me toque mil vezes.

Sussurrava para ninguém além de Lauren escutar, enquanto lambia seus lábios eroticamente de tão perto que estavam.

Tirou o restante de sua roupa sendo observada com gana em cada mínimo movimento, ao passo que a respiração da outra se acelerava gradativamente com cada roupa retirada e pedaço de pele agora revelado. Era como uma deusa se despindo a seu bel prazer, a cada ato a desmanchava mais em excitação.

Here you are, next to me

So much beauty at my feet

All I wanna do is swim

(Aqui está você, perto de mim

Tanta beleza aos meus pés

Tudo que eu quero fazer é nadar)

— Você é linda. — disse nervosa, engoliu uma vez sem nunca parar de admirá-la observando Camila sorrir levemente. Quando se viu em sua vez, preferiu dizer. — Não quero tirar minhas roupas. — Camila piscou lentamente e antes de dizer que a entendia, que não forçaria nada, Lauren aproximou sua boca do ouvido dela. — Quero que você as tire. — falou baixinho, provocando em Camila as mais magníficas sensações.

Foi então que a latina as trocou de posição rapidamente ficando por cima e tirando devagar cada peça de roupa de Lauren, deixando a mostra seus seios durinhos, contemplando a covinha de músculo que possuía na barriga, a qual adorava, beijando cada pedaço de pele superficialmente exposta pela primeira vez, causando arrepios desconhecidos para Lauren.

Tudo era um mundo novo e desconhecido, o qual estavam explorando juntas naquela noite mágica em Miami Beach. Seus corações pareciam dois tambores da melhor escola de samba do carnaval do Rio de Janeiro. Era uma linda noite para duas almas destinadas se amarem.

Camila tirou mais um momento para observá-la dos pés à cabeça sob si, estava maravilhada, enfeitiçada pelo quanto Lauren podia a atrair tanto e ser tão ideal para ela.

— Perfeita. — Deixou escapar, a voz rouca e grossa denotava o quanto estava excitada só de olhá-la. Lauren corou imediatamente, levando uma mão a seu rosto, queria encurtar aquela distância mas Camila ainda tinha uma última coisa a dizer. — Se você se sentir desconfortável com algo e quiser parar é só me falar, amor, ta bom?

Mas Lauren a puxou a seu encontro, ela a queria, com a força de cinco infernos, ela a queria muito, não podia mais aguentar aquela espera, tanta demora parecia matá-la aos poucos. Isso sim a deixava desconfortável: Camila longe de si.

No, I'm not afraid to drown

Take me out, take me down

(Não, não tenho medo de me afogar

Me tire, me derrube)

Seus corpos dançavam em uma luta sensual de um beijo e os primeiros gemidos saíram por ambos os lábios, ainda que tímidos, por sentir aquela pressão gostosa do encontro do resvalar dos seios, agora sem nenhum tipo de impedimento. Para Lauren, era sua primeira vez, se deleitava em cada sabor com gosto, como quem come uma fruta deliciosa sem nunca antes ter experimentado, e para Camila não era tão diferente já que nunca o fizera com uma mulher.

I'm so tired of the shore

Let me in, baby

You're an ocean beautiful and blue

I wanna swim in you

(Estou tão cansado da praia

Deixe-me entrar, querida

Você é um oceano bonito e azul

Eu quero nadar em você)

Os seios túrgidos de Lauren agora eram alvos das mãos quentes de Camila. Seu corpo inteiro reagia àquele toque, mandava sinais para o restante de seu sistema de forma crescente, como as ondas de um toque em água parada, crescendo mais e mais.

Lauren agradeceu a latina parar de beijá-la porque se via como uma prisioneira prestes a gritar por tanto prazer que estava sentindo e mal haviam começado. Mas logo ela desceu sua boca tentadora para o pescoço e perdeu-se ali em beijos e lambidas que entravam em Lauren e saíam transformados em gemidos por seus lábios carnudos. Bem como toda ação gera uma reação.

And I don't wanna find out

How much lonely I can take before you lose me

(E eu não quero descobrir

Quanta solidão eu posso aguentar antes que você me perca)

Os olhos verdes não viam a luz ao constatarem que se fossem pelas sensações causadas por Camila, permaneceriam cegos pela eternidade, de tanto que se apertavam quando a latina mordeu de leve o lóbulo da orelha dela e desceu com a pontinha da língua até a clavícula.

Baby, look at me and swear you won't lose me

(Baby, olhe para mim e jure que não vai me perder)

Olhou-a fixamente, como se seus olhos beijassem os dela, como em confirmação a tudo o que faziam, como em meio a uma luta de provocações bem estabelecidas da qual Lauren não recuou mas sim encarou de frente com todas as suas forças que ainda a restavam. E então Camila começou a descer por sua pele, arrancando o que lhe sobrava, chegando a seu seio esquerdo e sugando-o como a correnteza fazia no mar abaixo delas.

Aquele foi o ponto de partida. Partida da vida, a vida parecia renascer, tanto para Camila que experimentava algo totalmente gostoso e diferente, quanto para Lauren que explodia em um milhão de sensações enquanto deixava marcas de desespero delicioso nas costas dela.

Here you are, next to me

So much beauty at my feet

All I wanna do is swim

(Aqui está você, perto de mim

Tanta beleza aos meus pés

Tudo que eu quero fazer é nadar)

Seus gemidos já não eram mais preguiçosos e saíam livres pelo ar, misturando-se à maresia e aos abafados gemidos de Camila que a devorava agora no seio direito.

Lauren sentia-se úmida enquanto descia suas mãos por toda extensão de costas dela, aproveitando cada parte até chegar a sua bunda e apertá-la contra si, fazendo com que suas intimidades encaixassem de uma maneira prazerosa para as duas, fazendo ambas gemerem ao vento e Camila parar o que fazia para voltar a juntar seus lábios.

Lauren não parou os movimentos e Camila passou a ajudar, estavam numa dança prazerosa de corpos febris que se enlaçavam, fugiam, voltavam a se encontrar, buscavam-se e retornavam ao ponto de partida exigindo um do outro a mesma entrega, o mesmo deleite.

No, I'm not afraid to drown

Take me out, take me down

(Não, não tenho medo de me afogar

Me tire, me derrube)

Sem interromperem-se, voltaram a se beijar com volúpia enquanto a mão direita de Camila descia acariciando o corpo da morena devagar, arrepiando cada ponto por onde passava, nenhuma brisa fria aquela noite seria capaz de arrepiá-la daquela forma. Até que chegou em seu centro úmido e quente, que apenas esperava ansioso por ela.

Lauren gemeu roucamente quando sentiu um dos dedos de Camila em si, podia jurar que ele fora feito justamente para estar ali. Nem em suas fantasias mais gostosas pôde imaginar uma sensação como aquela, era indescritível. Os planetas se alinharam naquele exato momento, como na liberação dos titãs na história de Hércules, tinha certeza.

Camila encerrou o beijo e olhou-a, com seu dedo parado, queria ter certeza de tudo e a confirmação de Lauren antes de continuar. Agora com os verdes dela em si, Lauren implorava para que continuasse apenas com aquele olhar e Camila pareceu se divertir dando um pequeno sorriso mas sem mais delongas dando aquilo que tanto Lauren necessitava.

Moveu-se nela, devagar, olhando-a com fixação, os rostos quase colados, os narizes roçando-se, as respirações quase trocadas, os gemidos misturando-se.

A sensação era de viajar nas estrelas a bordo de um cometa. Era uma troca que nunca tiveram com ninguém.

I'm so tired of the shore

Let me in, baby

You're an ocean beautiful and blue

I wanna swim in you

(Estou tão cansado da praia

Deixe-me entrar, querida

Você é um oceano bonito e azul

Eu quero nadar em você)

— Camz, amor... — A voz manhosa quase não saía.

— Diga. — Continuava olhando nos olhos dela enquanto não cessava os movimentos.

— Eu quero você dentro de mim. — disse Lauren o tanto quanto pôde e Camila franziu a testa por puro prazer fechando os olhos com força. — Eu preciso agora.

Teve coragem o suficiente para olhá-la outra vez por inteiro e dessa vez seria diferente.

Mais um momento e estava dentro dela, devagar de início e depois completamente, enquanto Lauren fechava os olhos se acostumando com aquela sensação nova, um pouco dolorosa mas também prazerosa.

Eram como o mar, indo e voltando em ondas, sem parar, sem cansar, cada vez mais rápido acompanhando as pequenas porções de prazer que aconteciam de dentro para fora pegando cada mínima parte de seu corpo a partir de seu ventre.

But they come back again

The waves, the waves, the waves, the waves

(Mas eles voltam novamente

As ondas, as ondas, as ondas, as ondas)

Os dois corações pareciam ter uma única batida, desesperada, assim como as ondas daquele vai e vem de prazer inesgotável que acontecia naquelas rochas. O nervo rígido pulsava de forma eletrizante ao confirmar de respirações eletrizantes e esbaforidas, seus olhos pareciam gravar cada detalhe de prazer das veias de seu rosto já vermelho enquanto o quadril de Camila não parava os movimentos de contração frenéticos ao redor do nada.

Os movimentos frenéticos e repetidos não paravam por nada até atingir o ápice daquele momento.

— C-Camila. — A voz quase não saía, estrangulada, gemida, sufocada, totalmente preenchida dela.

Até que explodiram juntas em milhões de partículas de cristais prateados que se juntaram ao ambiente, em vários espasmos de prazer, fazendo delas o tudo. Assim como todos os horizontes uniam céus, mar e terra, lá estavam elas, sendo seus próprios horizontes, fundidas em si mesmas.

Lauren formigava dos pés a cabeça e Camila assustava-se com a possibilidade de poder ter um orgasmo sem ao menos ser tocada. Nunca na história houve tanta entrega, tanta troca.

Ambas indiscutivelmente felizes e completas. Finalmente completas.

But they come back again

The waves, the waves, the waves, the waves

(Mas eles voltam novamente

As ondas, as ondas, as ondas, as ondas)

Abril de 2019

Play Blood and Bones Kodaline

Apostaram corrida até o início do pier, atravessaram a rua como duas fugitivas, e entraram no carro como duas crianças animadas que vão ao parque de diversões. No carro, cantaram várias músicas de sua época como se não houvesse o amanhã, enquanto Lauren pegava o maior dos caminhos para chegar até o MilkWay, queria prolongar aqueles momentos e se ao menos se culpava por isso, se culparia depois.

I wish someone would explain to me

How losing you is gonna make me feel

(Eu gostaria que alguém me explicasse

Como perder você ia me fazer sentir)

Antes de irem, avisou a Halsey onde estaria, isso bastou para que sua consciência ficasse tranquila.

Durante o caminho, Camila observava o quanto Lauren ainda tinha aquela linha de expressão no canto do rosto enquanto dirigia, porém ainda mais marcada, muito charmosa servindo de sua contemplação juntamente com os dedos dela na boca em sua expressão concentrada. E a resposta dela era a mesma de anos atrás quando Lauren perguntava se tinha acontecido alguma coisa enquanto lhe contemplava: “nada”, mas dessa vez escondia a parte do “estava apenas admirando você”.

Like someone shot a hole in me

And left me out for the wolves to eat

(Como se alguém atirasse fazendo um buraco em mim

E me deixou para os lobos comerem)

Por toda a história que tiveram, Camila por uma das primeiras vezes depois de tanto tempo se permitia pensar de verdade naqueles dias e em como seria se nunca tivessem acabado, se tudo fosse diferente. Elas estariam ali naquele carro e ela não teria que esconder frases, ela poderia dizer o que quisesse. Mas por que chegou ao ponto de ter que esconder que a admirava? Que mal havia em dizer aquilo? Que outro significado haveria por trás?

Não queria admitir para si mesma.

You're in my blood

You're in my bones

On my mind wherever I go

Can you hear me?

(Você está no meu sangue

Você está nos meus ossos

Em minha mente, onde quer que eu vá

Você pode me ouvir?)

A verdade é que havia perdido Lauren e o que tinham era o que eram agora e nada mais. Tudo que eram era o quase, era o limite implícito da amizade entre duas pessoas. Mas sua cabeça, envolta pelos últimos minutos, pelo som da voz rouca dela cantando aquela música do rádio e todo aquele carro que cheirava a ela dava voltas e mais voltas na pergunta que não queria calar em seu interior: e se tudo tivesse sido diferente? E se pudesse voltar?

I miss you today

Hey, hey, hey

It's just not the same

Hey, hey, hey

(Sinto sua falta hoje

Ei, ei, ei

Não é o mesmo

Ei, ei, ei)

Lauren era envolvente demais, estava mergulhada em seu cheiro e adorava suas caronas principalmente por aquele fator. Mas o que diabos estava pensando?

Lauren cantava para espantar o nervosismo de não saber o que dizer ao lado dela, queria dizer tantas coisas e ao mesmo tempo nada muito útil ou que pudesse ser de fato não constrangedor no final, então, o melhor que poderia fazer era ocupar sua boca falante com aquela música que dizia tudo que precisava com o coração. Esperava que Camila escutasse a letra. Mas para que? Mudaria o que? Nada.

Voltava a ideia do tanto faz. Mas a verdade não mudava. Ela, ali do seu lado, mostrava mais do que nunca o quanto aquele lugar sentiu sua falta.

Ao chegarem, Camila disse que seus pais também a levavam lá quando era pequena e, na verdade, elas não lembravam, mas Camila já havia oferecido seu fio vermelho de prendedor para que Lauren pudesse aproveitar o brinquedo do MilkWay sem o cabelo em seus olhos quando eram apenas crianças. Seus caminhos já estavam interligados muito antes de se conhecerem de fato.

You're in my blood

You're in my bones

On my mind wherever I go

Can you hear me?

(Você está no meu sangue

Você está nos meus ossos

Em minha mente, onde quer que eu vá

Você pode me ouvir?)

Pediram seus Milkshakes e sentaram, conversaram sobre o tudo e o nada, fizeram guerra para ver quem bebia mais rápido até que Lauren teve dor de cabeça e foi chamada de fraca por Camila que começou a rir sendo acompanhada. O riso delas era fácil e leve.

A sensação de carinho e casa, de lar era certa e gigante como o oceano, se espalhando por cima da terra, vindo calmo e quente, gostoso de sentir.

I miss you today

Hey, hey, hey

It's just not the same

Hey, hey, hey

(Sinto sua falta hoje

Ei, ei, ei

Não é o mesmo

Ei, ei, ei)

Mas nesse instante, pela porta, outra pessoa entrou e se aproximou delas.

— Oi, amor. Oi, Camila. Atrapalho vocês? — disse Halsey, com um sorriso nos lábios.

E as gargalhadas cessaram. Aquele choque pela surpresa pairou por dois segundos antes que Lauren pudesse realizar que precisava responder.

— Halsey, o que faz aqui? — perguntou, levantando-se de supetão seguida por um “olá” tímido de Camila.

— Você disse que estaria aqui, eu quis tomar um milkshake também pra distrair a cabeça disso tudo da minha avó.

— Claro, junte-se a nós, então. — disse Lauren, puxando uma cadeira para ela que agradeceu com um beijo no canto da boca sentando-se.

Camila olhou para baixo e de repente uma sensação gelada invadiu seu interior, uma ainda mais gelada que qualquer milkshake que pudesse ingerir, espalhando-se de dentro para fora, do meio para as laterais do corpo. Por que sentia-se assim?

And I'd give it all away if I could get you back

(E eu daria tudo isso se eu pudesse te ter de volta)

Seu dia que até então estava ótimo se tornava outra vez um desconforto. A mulher que passou bons anos admirando e ansiando conhecer, agora era a que a cada vez que se fazia presente na sua vida lhe trazia sensações ruins com as quais não conseguia lidar.

Não queria enlouquecer mas quando Halsey entrelaçava seus dedos com os de Lauren em cima da mesa e a olhava cúmplice limpando um pouco de milkshake que Lauren tinha nos lábios, ela sentia-se como se pudesse. O que estava acontecendo?

And I can't hold on

I can't hold on

I can't hold on

(não consigo aguentar)

Sentia-se despedaçar, assustada. Não queria admitir. Não podia.

Na volta, aguentou mais uma vez estar no banco de trás, vendo a loira deliciar-se com aquele cabelo e aquela coxa que anos atrás eram apenas suas. Mas por que aquilo importava? Meu Deus, estava enlouquecendo de verdade. Precisava chegar em casa.

Play Thinking About You - Loving Caliber

Já depois de recuperar-se e pensar bastante, Camila se encontrava novamente em frente a seu espelho do quarto, repetindo-se aquilo que ela mesma gostaria de aceitar.

I'm cutting down the wires

I'm feeling kind of tired

I think I lost myself I think I lost it all

(Estou cortando os fios

Estou me sentindo meio cansada

Acho que me perdi, acho que perdi tudo)

Colocou todas suas intenções, tudo o que tinha, tudo o que conseguiu reunir para dizer aquelas palavras em frente ao espelho para si mesma.

— Eu am-…— Tentou outra vez, mas sua voz se calou de novo. — Ah...Ok, vamos lá, eu consigo… Eu sou b-...

— Tá falando sozinha? — Interrompeu-a.

— Alê! Que susto! — Levou a mão ao coração.

— Ué, por quê? Já tá na minha hora, amor. — Cumprimentou-a com um selinho.

— Já? Então quem está atrasada sou eu. — Pegou sua bolsa e um casaco em cima da cadeira.

— Onde vai?

Parou no meio do caminho e voltou para responder. — Am... Consulta extra de terapia. Tem umas coisas que eu preciso resolver.

You know it's true I've been thinking about you

You make me feel so safe right when you told me you were mine

But I'm too late, I can't undo my mistakes

(Você sabe que é verdade. Tenho pensado em você

Você me faz sentir tão seguro quando me disse que você era meu

Mas estou muito atrasado, não posso desfazer meus erros)

Perto dali, Lauren entrava no que seria seu novo apartamento. Se veria livre do pai e da mãe mas as coisas boas não conseguiam rondar sua cabeça naquela noite. E aqueles foram os motivos pelos quais não queria que Halsey a acompanhasse, queria sofrer sozinha.

The times run out and I'm left stend right here in the rain

The same cloud ranging over my head

God I wish you were here, save me from myself

(Os tempos se esgotaram e eu sou deixado nocivo aqui na chuva

A mesma nuvem em minha cabeça

Deus, eu queria que você estivesse aqui, me salve de mim mesmo)

Tirou da sacola a garrafa de vinho que comprou e a taça, já que não havia nada no novo apartamento além de um sofá-cama onde dormiria. Pensaria em mobiliá-lo no dia seguinte.

Como se não bastasse cada pedaço de seu bar lembrá-la de Camila, aquele apartamento também a lembrava. Por que precisava ter feito tantos planos com ela?

Colocou o vinho no copo e sentou-se olhando para o nada de seu apartamento novo, que refletia o nada de sua vida, sentia-se assim, um nada. E no fundo, talvez fosse. Embriagou-se lembrando de tudo aquilo. “Pode até ser um apartamento tão pequeno que vamos chamar de apertamento, mas vai ser suficiente pro nosso amor, com você eu vou a qualquer lugar.”.

It feels the same, the days goes on

But that's okay

Why can't you stay

Right here with, I said right here with me

(Parece o mesmo, os dias continuam

Mas está tudo bem

Por que você não pode ficar?

Aqui comigo, eu disse aqui comigo)

Olhou ao redor, Estava sozinha. Sozinha naquele apartamento. Quantas mais realizações que eram para ser com ela iria concretizar sozinha?

Quando mais goles bebia, mais sua vontade de pegar o celular e ligar acendia. Por fim, desistiu de ligar, não ficou bêbada o suficiente para isso e agradeceu a si mesma. Mas sempre havia o amanhã.

I'm cutting down the wires

I'm feeling kind of tired

I think I lost myself I think I lost it all

(Estou cortando os fios

Estou me sentindo meio cansada

Acho que me perdi, acho que perdi tudo)

Em um outro ponto da cidade, um consultório recebia a paciente.

— A que devo a visita inesperada, Camila? — perguntou o terapeuta.

— Eu cansei. — disse, como se ainda tivesse algo a dizer mas não soubesse ainda como pôr para fora.

— Fale mais. — disse, endireitando a coluna e os óculos no nariz.

— Cansei, cansei de lutar contra isso, contra mim. Eu quero me tratar, mas tratar as minhas coisas que precisam de tratamento de verdade dessa vez, sem me auto sabotar, eu, como sou, quero ver minha vida funcionando realmente sem paliativos. Tô cansada. — Ele ficou quieto por dois segundos e depois deu um sorriso satisfeito mesmo sem mostrar os dentes.

— Seja bem-vinda, Camila. Vamos começar.

 


Notas Finais


Eaiiii, o que me dizem? Gente esse foi meu primeiro hot, eu queria que fosse fofo pq foi a primeira vez delas, me da um credito se estiver mto ruim, o que vcs acharam? Falem comigooo. Já vota pra não perder o costume e não me cancelem por ser a chata dos avisos. <3 Eu sou carente e gosto muito de falar com vocês, obrigada <333
De novo vou agradecer a quem me ajudou, não estaria aqui hoje se não fosse sua ajuda, então muito obrigada outra vez, dedico esse capítulo a você.
Se você se sentiu tocado em me ajudar financeiramente, pode doar qualquer valor para o meu pix: [email protected]

Até o próximo pessoal \o/


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