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História Change our destiny: Min Yoongi in a vampire story - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Um lugar para retornar


Fanfic / Fanfiction Change our destiny: Min Yoongi in a vampire story - Capítulo 28 - Um lugar para retornar

S/n POV


Embora não lembrasse e não quisesse aceitar, Baek e Yoongi não estavam mentindo, sofri como nunca antes uma dor angustiante e uma imensa dúvida. Nunca saberei o que aconteceu aquela noite? Jamais me lembrarei da última vez que vi minha mãe? Ou o que aconteceu enquanto estive a sós com Taehyung.

— Baek? — digo adentrando a cozinha —Pode me fazer um favor?

— O que quer?

— Que me leve em casa

— Não pode ir sozinha?

— Posso, mas não queria...

— O que vai fazer la?

— Partiremos essa noite, não? — O mesmo assentiu com a cabeça —Quero dizer adeus

— São só paredes, S/n

—Mas tenho muitas lembranças la

—Quando quer ir?

—Pouco antes de partirmos, poderia aparatar para o porto?

— “Porto”? Como sabe que iremos de navio?

—Suponho que alguém de 200 anos não tenha documentação para ir de outro meio de transporte, entretanto, navios são extremamente desleixados com a segurança e clandestinos passam facilmente. Aliás, não é para Nova Orleans, na Luisiana, que vamos? Por acaso o centro portuário mais popular dos Estados Unidos, eu não sou tão boba como você imagina.

— Deduziu tudo de mínimos detalhes? Confesso — ele riu — eu te subestimei!

— Quando estiver disponível, por favor, avise

— Eu aviso

Um dia se passara desde que tudo aconteceu, Baek, Yoongi e eu estávamos de partida, eu não havia mais nada nessa terra, nesse país. Meus amigos correm perigo se eu me aproximar, meus colegas de trabalho podem continuar recebendo minhas reportagens por correspondência. Não há mais nada aqui para mim.

Passei a tarde sentada na varanda observando o jardim, era belíssimo, tão belo que fazia minha mente se distrair de tudo que estava acontecendo.

— Eu posso ler mentes, sabia?

— O que? — olho para meu lado direito e vejo Baek se aproximando. Ele se senta ao meu lado, indiferente, observa o jardim enquanto o olho confuso. O vento movimenta seus fios de cabelo castanhos avermelhados, seus olhos, embora negros, tem um nuance vermelho sangue, seus lábios rosados se destacam em sua pele pálida.

— Uma das minhas habilidades é ler mentes, pra isso a pessoa precisa estar relaxada e completamente aberta pra mim.

— Sério? Então no que estou pensando?

—Esse é o problema. Ou você vive completamente atordoada, ou é imune.

— Bem, tenho tido problemas recentemente

— Mesmo antes disso, mesmo antes de encontrar Yoongi naquele beco. La na sala de cinema, completamente relaxa... eu não fui capaz de ler sua mente

— Isso é ruim?

— É peculiar. Esse seu olhar

— Que olhar?

— Esse que você tem quando está observando o jardim, ele não é expressivo, mas é misterioso. É estranho ter alguém que é imune a mim, faz eu sentir como se não pudesse fazer nada

— Está curioso?

— Sim. No que estava pensando?

— No passado, no presente... no futuro.

— Isso não foi nem um pouco objetivo

—Sabe Baek, eu não sei o que está acontecendo comigo... eu

— Oh! Vocês estão aqui! — Yoongi diz

— Jovem mestre — Baek diz se curvando

— Porque está aqui?

— A senhorita pediu que eu a levasse em sua casa antes de partir

—Certo, me deixe aqui com ela. Retorne em 20 minutos

— Sim, Mi Lord — Baek sai e Yoongi se senta ao meu lado.

— Por que o mandou sair?

— Baek pode ser um tanto toxico as vezes. Eu não espero que você se abra comigo, mas a função de Baek na terra é plantar o odio e o desespero.

— Ele não se parece nem um pouco com o que você acaba de descrever — Nossos olhares se encontraram, eu não pude deixar de notar como seus olhos brilhavam quando olhavam pra mim, ao menos tempo não tinha certeza se era eu quem ele estava vendo.

— Lúcifer, pai dos demônios, era um anjo, não? O que esperava? Um tridente, chifres e um rabo vermelho? É claro que seria lindo, é uma criação divina

— Faz sentido...

—Como você está?

— Eu estou be... — respirei fundo — Eu não faço ideia de como estou, Yoongi. Eu acabei de perder minha mãe, descobri que sou uma encarnação centenária de uma alma amaldiçoada e estou destinada a morrer e eu não consigo sentir nada além de tédio e vontade de que acabe logo! Você nos seus 200 anos de experiencia pode me dizer o que está acontecendo comigo?

— Cada um tem sua maneira de lidar com problemáticas, alguns enfrentam, outros caem no abismo do desespero, outros apenas se desligam da consciência. Muita coisa está caindo sobre você de uma só vez, o choque é normal

— Sinto que tem algo estranho, sinceramente, eu sei que tem

— Você não sabe ainda, mas está em chamas — olho para minhas mãos e braços.

— Eu não estou em chamas

— Sim, você está. Ser gentil das outras vezes pode ser o que te fez enlouquecer e morrer. Eu não quero mentir pra você. Você esta em chamas pelas coisas que fez, pelas pessoas que matou...

—Fale por você, eu nunca matei uma única formiga!

— Você sabe que essa não é sua única vida

—Como pode vir dizer essas coisas pra mim?

— Eu não tenho a intenção de te magoar, mas você precisa saber que a qualquer momento pode lembrar de coisas horríveis e isso vai tentar te consumir. Mas eu sei e quero que você saiba que não é culpa sua, é a maldição, ela mexe com você

—Você é quem parece bem mexido por aqui! —Digo me levantando e dando um passo pra trás. Baek magicamente aparece.

— Já está tudo pronto para ir, senhorita.

— Obrigada, Baek! — Segui o mesmo dando as costas a Yoongi que mantinha um semblante de decepção. Ele ainda não aceitou que eu não sou quem ele conheceu a anos atras?. Baek dirigiu até minha casa, ele respeitou a minha preferência pelo silencio.

— Chegamos — Ele diz e eu respiro fundo.

—Certo, vamos. O que eu vou encontrar la?

—Muito sangue seco, mas nenhum corpo.

— Como “nunhum corpo”?

— Eu a enterrei nas redondezas da mansão, não pensei que ainda estivesse pronta pra saber, por isso esperei.

— Tudo bem, obrigada. —Subimos as escadas e entramos na minha casa. A sala de estar parecia exatamente igual, mas o cheiro do perfume doce da minha mãe já não pairava no ar.

— O que foi?

— Nada, é só que tanta coisa aconteceu, mas tudo parece exatamente igual.

— O que veio buscar?

— Meu diário, minha foto favorita com minha mãe, roupas?

— Roupas não precisa, temos tudo em Nova Orleans

— Roupas de uma outra vida?

— Não faz tanto tempo e eu garanto que não são tão diferentes das suas roupas atuais. — Peguei tudo o que precisava. Retornei a sala e Baek observava as fotos que estavam acima da lareira. — Este homem. Quem é?

— Meu pai. Eu nunca o conheci

— A fotografia está em péssima qualidade, mas ele parece familiar.

— Será que ele também reencarna de tempos em tempos?

— Não é isso. Eu não sei, mas eu já vi esse rosto antes. Não há nenhuma outra foto?

— É a única.

— Que pena! Pegou tudo o que queria?

— Sim. Tem gasolina extra no carro? —Baek assentiu com a cabeça. — Pode pegar?

— O que planeja? — eu apenas o encaro. A verdade é que sem mim e sem minha mãe, aqui se torna só um santuário de memorias. Eu não quero que o tempo apague e desgaste nossas existências nesse lugar. Prefiro queimar tudo e levar as lembranças comigo. — E se quiser voltar? Quando precisar de um recomeço?

— Você fala de um recomeço, mas desde a primeira vez que vi vocês eu senti o fim. Você sabe que é perfeitamente possível que eu nunca mais volte.

— E se um dia quiser um lugar para retornar?

— ” Onde houver uma pessoa que te ame, um lugar onde o seu coração esteja, ali é o seu lar.“ É o que a minha mãe dizia, desde que eu era uma criança, ela sempre dizia que o meu lar é onde está o meu coração. A única pessoa que eu amava, está morta. Meus colegas correm perigo. Não há mais lugar pra mim aqui.

— Compreendo. —Baek voltou com um galão de gasolina — Quer que eu faça isso?

— Por favor. —Ele despejou a gasolina entre os cômodos e os moveis, eu observei tudo uma última vez. E ao terminar me entregou uma caixa de fosforo.

— Pra onde a gente vai daqui?

— Não sei, nem sei se tem pra onde ir. — Ascendi o fosforo e joguei no tapete. Rapidamente as chamas se espalharam e eu observei tudo queimar.

— Temos que ir, logo notarão o fogo e chamarão os bombeiros.

—Vamos —Baek me trouxe de volta para a mansão. Tudo o que eu tinha cabia numa mala de mão. Embarcamos no navio na boca da noite, a viagem seria um tanto longa, Yoongi me deixou descansar um pouco, já que eu estava enjoando.



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