História Change Your Mind (Malec) - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Clace, Malec, Ragnael, Sizzy
Visualizações 588
Palavras 4.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Fiquei muito triste, quando finalmente caiu a ficha que a série acabou mesmo... bateu até um desânimo e iria colocar minhas fics em hiatus, mas isso me distrai e distrai vcs tbm, então não seria justo com vcs q tiram um tempo para ler minhas loucuras, digo, loucuras do nosso casal lindo e precioso rsrs então... aqui estou eu 😁

Have fun, amados =)

Capítulo 4 - Primeiro Encontro


Por que eu não consigo parar de beijar esse garoto? Minha nossa, que boca viciante! Ah, Alexander...

Por mais que tentasse se controlar, se afastar de Alec naquele momento de puro fogo era em vão, o rapaz se esfregava em Magnus sem pudor, arranhava sua nuca e mordia sua boca apenas o suficiente para levar ar para os pulmões antes de voltar a atacar os lábios de Magnus sem piedade.

Por mais que estivessem com camadas de roupas, o calor e o desejo queimavam suas peles. Alec ofegava contra a boca de Magnus e gemia quando o asiático simulava movimentos de penetração entre suas pernas.

- Ah... Magnus... – Alec sussurrou no ouvido do rapaz em uma investida mais agressiva.

- Alec... se você não me parar agora – ele ofegou, com a cabeça afundada no pescoço branco – eu não respondo por meus atos.

- Eu... eu... – Alec começou a gaguejar como se apenas naquele momento se desse conta do que estava prestes a fazer.

- Peça, Alexander... – Magnus mordeu e puxou o lábio carnudo com vontade – me peça para parar.

Alec envolveu as pernas com mais firmeza na cintura do moreno, as bochechas coradas o deixaram fofo e sexy ao mesmo tempo, o coração de Magnus palpitou ainda mais rápido o observando.

Tão lindo.

- Eu... não consigo – ele disse encarando Magnus no fundo dos olhos. A imensidão azul parecia ver a alma despida do rapaz.

- Então o que eu faço?

- O que você quiser – nos olhos de Alec, Magnus podia ver certa hesitação, mas ele estava tão excitado que deixou o tesão comandar seus atos.

Magnus sentiu uma tremenda vontade de chupar aquele garoto e saber como ele gemia na hora do prazer. Mas Alec era diferente, com ele, Magnus não queria apenas uma transa passageira. Ele ainda não entendia por que, e mesmo sendo espantosamente cedo para ter aquele tipo de pensamento, ele queria mais. Ele queria ser apenas de Alec e de mais ninguém.

E para conquistá-lo, ele teria que fazer as coisas da maneira correta.

- Que tal a gente conversar um pouco? – ele sugeriu ainda prendendo o rapaz embaixo de si.

- Ah... – a decepção no rosto de Alec era visível – me desculpe, eu estou parecendo um tarado – ele virou o rosto vermelho para o lado.

Magnus riu, ele tirou alguns fios rebeldes dos olhos do moreno e acariciou a bochecha esquerda.

- Está sim, mas eu tenho grande culpa nisso.

Alec estreitou os olhos, ele fez um bico emburrado e deu um tapa no ombro de Magnus.

- Convencido!

- Ai! Que mão pesada!

Ele prendeu as mãos de Alec acima da cabeça dele o impedindo de lhe acertar mais um tapa e se inclinou para colar suas bocas novamente, mas uma voz de espanto vinda da porta o fez parar no meio do caminho.

- Magnus?!

Alec ofegou surpreso e de olhos arregalados. Ele empurrou Magnus para longe de seu corpo. O empurrão foi tão forte que Magnus rolou até cair no chão do lado oposto da porta.

- ALEC?!! – Jace gritou quando finalmente se deu conta que era o irmão ali na cama.

- Por que o espanto? – Alec sentou na cama, pegou um travesseiro e colocou em seu colo. – Quem você esperava? Esse é o meu quarto.

Magnus se levantou ajeitando a camisa e os cabelos.

Jace fechou a porta e se aproximou do irmão com um sorriso debochado que fez Magnus querer socar sua cara.

- Eu não sei o que é mais chocante – o loiro sentou na beira da cama – ver o Magnus no seu quarto, ver o Magnus te agarrando ou você, meu irmão certinho e tímido deixar alguém te agarrar.

A vontade de socar Jace definitivamente aumentou em Magnus, ele estava prestes a falar algo grosseiro para calar o loiro atrevido, quando a risada de Alec o desarmou de imediato.

- Ah, cala a boca – ele jogou um travesseiro no irmão.

- Mano! É sério! Seu safado, escondendo o jogo hein?

Jace olhou para Magnus.

- Há quanto tempo vocês estão juntos?

- O quê?! – eles disseram ao mesmo tempo.

- Espera... – Jace disse com as sobrancelhas erguidas – é a primeira vez que vocês...?

- Estamos nos conhecendo – Magnus disse com um sorrisinho de lado.

- Ele veio apenas estudar – Alec disse ao mesmo tempo.

- Olha... – Jace coçou o queixo – eu acho que para estudar de verdade, vocês não precisam ficar... sabem... tão colados um no outro.

Alec e Magnus se entreolharam e sorriram. Eles ficaram se encarando, olhando fundo nos olhos um do outro e rapidamente o clima de desejo voltou a encobrir os dois. Magnus ficou sério e fitou a boca de Alec, o rapaz fez o mesmo. Eles não podiam evitar, era como se uma força irresistível os puxasse um para o outro.

- Com licença... – Jace disse baixinho, sendo totalmente ignorado.

Eles não ouviam e nem viam mais ninguém. Naquele momento só existia eles dois e aquela paixão repentina e explosiva. Magnus não soube se foi ele ou Alec quem avançou primeiro; eles se colidiram e no segundo seguinte ele estava em cima de Alec novamente, o beijando com sofreguidão.

Jace deu um pulo da cama e correu porta a fora chamando por alguém que no momento, Magnus não estava interessado em saber quem era.

As mãos afoitas de Alec levantaram sua camisa vermelha, ele arranhou as costas de Magnus e timidamente percorreu o abdômen durinho. Ondas deliciosas de arrepios percorreram a pele de Magnus. Ele por sua vez, sem deixar de beijar, morder e sugar os lábios doces de Alec, se esfregou na virilha do rapaz, os membros se chocaram deliciosamente, os fazendo arfar na boca um do outro.

- Aaaaahh – Aquele gemido arrastado fez toda a carne de Magnus tremer. Ele definitivamente não iria resistir aquele garoto por muito mais tempo.

- Alexander, eu... – ele precisava se afastar antes que devorasse o rapaz – eu tenho que ir.

- Tudo bem – Alec o empurrou e sentou na cama evitando olhar para Magnus – eu já entendi.

- Hã? – Magnus o olhou confuso.

- Você já conseguiu me colocar na sua lista de conquistas e agora está me dando um fora – o estudante cruzou os braços claramente irritado.

Magnus suspirou e rolou os olhos.

- Como eu disse – ele se levantou e começou a guardar seus cadernos espalhados pelo chão – você é muito frustrante.

- E você é muito cara de pau me ofendendo assim! – Alec acusou.

- Você quer começar a brigar de novo? – o moreno fez uma expressão séria, mas por dentro estava se divertindo com a cara emburrada e vermelha de Alexander.

- Ah, vai embora logo.

- Eu vou.

- Está esperando o que então?

Magnus comprimiu os lábios para que sua fachada séria não ruísse.

- O que você vai fazer amanhã a tarde? – Magnus se encaminhou para a porta.

- Não te interessa.

- Eu pensei que você fosse mais educado, riquinho mimado – Magnus provocou.

- Riquinho mimado? – Alec levantou indo em direção a Magnus como um búfalo prestes atacar – e você é o que?

- Eu sou rico, mas não mimado – Magnus riu.

- Ora, seu... seu... – Alec bufou com o olhar ardente devorando Magnus por dentro.

Meu Deus, eu vou agarrá-lo de novo. Tenho que ir agora!

- Se você encontrar um xingamento para mim, me fale amanhã – ele tocou o queixo de Alec que não o afastou e plantou um selinho estalado nos lábios vermelhos – no nosso primeiro encontro. – Completou antes de sair porta a fora deixando para trás um Alec de boca aberta e petrificado.

 

Magnus desceu as escadas com um sorriso bobo e inevitável nos lábios. Agir daquela maneira não era do feitio dele, mas algo em Alec, no olhar inocente e transparente atraia Magnus como um imã e sua curiosidade em conhecer mais o garoto aumentava sem controle. Ele não quis admitir no início, mas a verdade era que o Lightwood lhe despertou sensações novas desde a primeira vez que o viu sentado na última mesa daquela sala de aula.

- Magnus, já está indo? – Isabelle o interceptou antes dele chegar a porta da frente – eu já estava indo chamar você e o Alec – a garota sorriu animada – Maria me deixou ajudá-la com a salada. Queria muito que você provasse e desse seu veredito.

- Ele não vai provar não – Jace surgiu na sala comendo uma maçã – por que você quer matar o futuro namorado do nosso irmão e nosso salvador?

- Salvador? – Magnus franziu a testa.

- Ah, é verdade! – Isabelle saltitou até Magnus e o agarrou pelo pescoço – Jace me disse que vocês seguiram meu conselho.

- E ela não me deixou voltar lá para atrapalhar vocês – o loiro se jogou no sofá e ligou a enorme tv que cobria metade de uma parede.

- E por que em nome de todos os anjos, você iria querer interromper nosso irmão mais velho, Jace? – A morena revirou os olhos para o rapaz.

- Eu só queria ter certeza que não era uma miragem, sei lá – ele deu de ombros.

- Bem, eu realmente preciso ir – Magnus voltou a seguir para a porta – peça desculpas ao seus pais, Isabelle e avise ao Alexander que passo amanhã as duas para buscá-lo.

Isabelle arregalou os olhos ao mesmo tempo que soltou um ofego exagerado de surpresa.

- Você e o Alec vão sair em um encontro?!

- Boa noite – Magnus praticamente correu antes que a menina o enchesse com mais perguntas. Ele tinha dito para ela de propósito, pois sabia que chegaria aos ouvidos de Alec e o rapaz não poderia fugir do encontro deles, mesmo que quisesse.

Enquanto descia as escadarias do lado de fora da mansão Lightwood, Magnus pôde ouvir a voz de Isabelle gritando o nome do irmão mais velho. Ele sorriu satisfeito e seguiu para sua casa.

A mansão da família Bane localizada no condomínio de luxo, não era tão perto quanto Magnus dera a entender mais cedo. Como a propriedade era gigantesca e as casas eram grandes e majestosas – afinal apenas famílias ricas tinham o privilégio de morar em dos lugares mais disputados de Nova York – a casa de Magnus ficava a pelo menos cinco quadras da casa de Alec e ele tivera que ir a pé, pois seu carro ainda estava confiscado pelos pais.

Era uma bela caminhada, mas nada que sua boa forma não desse conta. Ele caminhou devagar e distraidamente, pensando em Alec e em como ele era direto, sincero e tão enlouquecidamente gostoso, Magnus tocou os lábios ainda inchados pelas mordidas do rapaz que entre quatro paredes não era nada contido.

Quando finalmente chegou em casa, não ficou surpreso ao perceber que estava sozinho. Os pais passavam mais tempo em um dos inúmeros hotéis da família do que na própria casa. Foi recebido pela empregada e por Hodge, o motorista e faz tudo dos Banes.

- Você vai jantar, Magnus? – ele perguntou pegando do chão a mochila que Magnus acabara de deixar ali.

- Vou tomar um banho e depois eu me viro, obrigado – ele subiu para seu quarto seguindo direto para seu banheiro.

Encheu sua banheira, se despiu e relaxou ensaboando os cabelos negros. O Cheiro de sândalo não demorou para preencher o ambiente. Magnus adorava aquela essência. Ele desconfiava que grande parte de seu sucesso entre meninos e meninas se devia ao seu shampoo preferido.

Ele encostou a cabeça na borda da banheira e fechou os olhos, não demorou para que os acontecimentos recentes dominassem sua mente. Ele ainda podia sentir o leve gosto de banana na língua de Alexander e os toques ousados; a lembrança dos gemidos nada contidos do rapaz fez sua pele esquentar novamente, apesar de estar dentro da água gelada.

Não resistiu. Afundou a mão direita na espuma e se tocou. Seu membro despertou mais rápido do que o esperado, era o efeito Alexander em seu corpo. Magnus se masturbou pela primeira vez repetindo o nome do rapaz de olhos azuis como se fosse uma oração até ser atingido por um esplendoroso orgasmo.

 

Calça jeans justa preta, tênis brancos, camisa branca e jaqueta jeans. Eram essas as peças para o encontro com Alec; Magnus se olhou no espelho e gostou do resultado, acrescentou um rolex prateado no pulso esquerdo, no direito algumas pulseiras pretas, delineador nos olhos e um pouquinho de gel, apenas para deixar seu cabelo firme, mas ainda assim bagunçados naturalmente.

- Eu sou muito gato – ele suspirou emocionado – não tem como ele dizer não para mim – com um sorriso confiante, Magnus pegou a chave de seu Audi Sport, que tinha roubado do quarto de Hodge, e seguiu para a casa de Alexander.

As duas em ponto estacionou seu Audi Amarelo em frente à casa de Alec e buzinou, não queria ter que entrar e enfrentar os pais do rapaz novamente, pelo menos não ainda. Buzinou mais uma vez olhando para a entrada da casa com um sorriso brilhante. Nada. Ele desligou o motor e saiu do carro, mas antes que pudesse dar um único passo a porta se abriu, seu sorriso morreu ao ver o pai de Alec descendo as escadas com uma expressão nada satisfeita no rosto.

- Boa tarde, senhor Litghtwood – ele cumprimentou.

- Acabei de saber que você vai sair com meu filho – foi a resposta do homem.

- Si-sim, senhor – Magnus nunca tivera medo de nada e nem ninguém, mas algo ameaçador nos olhos azuis daquele homem fez o rapaz ficar nervoso e alerta.

- Pois bem – Robert pigarreou – quero ele de volta em casa até as sete da noite.

- Certo.

- Eu conheço sua fama rapaz – O homem prosseguiu – sei que é um festeiro e quebrador de corações, se você magoar meu filho, você irá se arrepender de ter posto os olhos nele.

Magnus prendeu a respiração. Como aquele homem sabia da vida dele?

- Eu prometo que ... – Magnus iniciou, mas foi grosseiramente interrompido.

- Deixe suas promessas para depois desse encontro, está certo? – ele deu um tapinha no ombro de Magnus e um sorriso que não chegou até os olhos – espere aqui, o Alec já vem.

Estático e mudo, ele observou o homem voltar para dentro de casa, ainda tentando registrar as palavras dele.

Que homem exagerado! Ele pensou.

Seu temor foi dissipado assim que o moreno espetacular surgiu a sua frente. Alec estava simplesmente de tirar o fôlego. Ele usava negro dos pés a cabeça e sua pele alva e bem cuidada se destacou ainda mais. Ele estava de calça de brim preta, coturnos pretos, uma camisa preta com duas listras marrons na horizontal e uma jaqueta de couro preta simples que caiu perfeitamente em seu corpo.

Minha nossa, que pecado. Ele lançou um sorriso deslumbrante para o rapaz, que sorriu de volta timidamente. Eles tinham se pegado loucamente na noite anterior e Alec ainda corava e sorria de maneira contida. Ele não podia deixar de o achar adorável como sempre.

- Oi – Magnus enlaçou a cintura do rapaz assim que ele parou a sua frente.

Alec olhou para os lados, nervoso e empurrou Magnus.

- O que meu pai te falou?

- Nada de mais, só que eu tenho que te trazer de volta as sete.

- Ai que vergonha – o rapaz grunhiu.

- Nem no sábado você pode chegar mais tarde em casa?

- Bem, é que ele se preocupa muito com nossa segurança. – Alec encarou o chão torcendo as mãos.

- Entendo. – Magnus mentiu. Na verdade, ele não entendia. Todos os pais se preocupam como os filhos, mas os Ligthwood pareciam um pouco exagerados e além do mais, Alec tinha quase dezoito anos, podia se cuidar sozinho.

- Aonde nós vamos? – Alec mudou de assunto.

- Onde você gostaria de ir? – Magnus abriu a porta do passageiro como um verdadeiro cavalheiro.

- Meu Deus do céu, por que você tem um carro tão chamativo? – Alec disse colocando o cinto de segurança.

- Eu gosto de chamar atenção, Alexander – Magnus respondeu ao entrar no carro – então, você não me respondeu. Onde você gostaria de ir?

- Eu não sei... – ele falou de cabeça baixa – eu nunca tive um encontro antes. – disse tão baixo que Magnus não entendeu.

- Como?

- Eu nunca tive um encontro antes, ok?! – ele disse praticamente gritando.

- Tudo bem – Magnus não ficou tão surpreso com a revelação, mas não era nem louco de zombar do rapaz, ele já tinha visto de perto como ele ficava bravo – abra seu bloco de notas e anote o que eu vou falar.

Alec o olhou sem entender.

- Apenas faça, Alec. – falou enquanto dava partida no carro.

Alec pegou seu celular e aguardou Magnus falar.

- Muito bem - o moreno começou – primeiro vamos ao cinema do shopping mais próximo, depois vamos em uma pizzaria, hum... deixa eu pensar... Que tal se a gente fizesse algo bem cara de turista?

- Como o quê?

- Ah não sei – Magnus parou em um sinal vermelho – pesquisa aí “pontos turísticos de Nova York”

- Tá bom. – Alec deu de ombros. - Hum... – ele rolou a tela do celular – os lugares mais visitados são, Central Park, Times Squares, Estátua da Liberdade...

- Isso, vamos encerrar no alto da Estátua – Magnus disse animado.

- Mas fica do outro lado da cidade – Alec o lembrou.

- Então é melhor começarmos logo nossa programação, certo?

Alexander sorriu com os olhos brilhando e assentiu com a cabeça.

 

**

Magnus estacionou seu carro na garagem do shopping e antes que Alec pudesse abrir a porta do carona, ele sentiu a mão forte do rapaz agarrar sua nuca e procurar sua boca. A língua possessiva e quente não demorou para invadir a boca de Alec e logo eles eram um emaranhado de toques e ofegos sensuais. Alec estava a ponto de pular no colo de Magnus, quando o beijo foi bruscamente interrompido.

- Eu estava louco para fazer isso desde que você apareceu na minha frente vestido desse jeito – Magnus disse, ofegante.

- Desse jeito como? – a boca de Alec ainda formigava sedenta por Magnus.

- Deliciosamente tentador – ele piscou para Alec e saiu do carro.

As pernas de Alec se recusaram a se mover depois de ter ouvido aquela frase. Ele não tinha ideia de que Magnus o achava assim tão atraente. Isabelle quem tinha escolhido cada peça que ele estava usando, ele fez uma nota mental de agradecer a irmã pela insistência, talvez aparecer vestido de jeans e moletom da Corvinal, não seria uma boa ideia afinal de contas.

A porta se abriu e Magnus lhe estendeu a mão direita.

- Vamos logo, Alexander – o jeito que ele falava o nome completo de Alec, a voz rouca com um leve toque de sotaque, deixava o rapaz todo arrepiado.

Alec aceitou a mão estendida e eles seguiram para o elevador da garagem que por sorte estava aberto e vazio. Eles entraram e Magnus apertou o botão do 4º andar, onde ficava o cinema. Eles permaneceram de mãos dadas e em silêncio, Alec sorria discretamente, ele mal podia acreditar que estava de mãos dadas com seu primeiro crush.

Magnus pigarreou.

- Você já leu o livro cinquenta tons de cinza?

- Não faz meu gênero - Alec respondeu, sem entender a pergunta.

- E quanto a adaptação, já assistiu? – ele insistiu, olhando para a porta.

- Izzy me obrigou a assistir uma vez... por que você quer saber disso?

- Lembra da cena do elevador?

- Lemb... – Alec não conseguiu terminar a palavra. Tudo o que conseguiu registrar foram suas mãos presas acima da cabeça, as pernas de Magnus entre as suas e a boca redonda e atrevida o dominando em mais um beijo ardente e afoito.

- Mag... – ele tentou afastar o rapaz, mas desistiu assim que a ereção dele se chocou com a sua – oh meu Deus... – Magnus atacou seus lábios mais uma vez, a mão livre  firme na cintura de Alec, arranhando a pele leitosa.

Alec tentou se libertar, sem sucesso, Magnus era forte, então tudo o que podia fazer era enrolar a língua na de Magnus e se esfregar nele o máximo que podia. Os toques e beijos de Magnus faziam Alec se esquecer do mundo ao redor e ele se perdia, se derretia nos braços do rapaz.

O click do elevador foi ouvido e eles pularam para longe um do outro bem a tempo de uma mãe e dois filhos pequenos surgirem em seus campos de visões. A mulher os examinou rapidamente e soltou um arquejo ao notar a calça protuberante de Alec. Ele ficou furiosamente vermelho e mortificado. Magnus disfarçou uma risada.

- Vamos, Alexander – ele tomou novamente a mão de Alec, ignorando os olhares ofendidos da mulher.

- Sua calça marca mais que a minha – Magnus disse como se adivinhasse o que se passava pela cabeça do rapaz.

- Anotado. Nada de calça de brim quando estiver com você – ele grunhiu.

Magnus gargalhou.

- Pare de ri de mim seu idiota – o rapaz bufou.

- Desculpe – ele deu um beijo na bochecha de Alec que corou mais uma vez – vem, vamos escolher o filme.

 

A tarde de Alec e Magnus seguiu conforme o planejado. No cinema, eles escolheram um filme de ação, mas passaram a sessão toda se agarrando na última fileira e não registraram cena alguma. As poucas pessoas presentes, não se incomodaram com os dois rapazes atracados, estavam muito ocupados vendo o filme ou fazendo o mesmo com seus parceiros.

Com os cabelos em ruinas, as roupas amassadas e os lábios inchados, eles seguiram para uma pizzaria. Conversaram bastante para se conhecerem melhor; Magnus descobriu que Alec era um geek nato, seus conhecimentos abrangiam a área da informática, vídeos games, saber a diferença entre Star Wars e Star Trek e descrever as regras do Quadribol no mundo de Harry Potter, além claro, de ser um bookaholic assumido.

- Uau! Como você pode ser tão nerd e tão gato e gostoso? – Magnus disse enquanto terminava seu pedaço de pizza margarita.

Alec deu de ombros como se não fosse culpa dele.

- Sua vez – ele disse para Magnus.

- Ah, eu não sou tão interessante quanto pareço – o rapaz disse sem encarar Alec.

- Não precisa me dizer todos os seus defeitos agora – Alec brincou.

Magnus abriu a boca, como se estivesse ofendido.

- Ah Lightwood, você me magoa falando desse jeito.

Alec riu, o coração não parou quieto desde que ele vira Magnus, lindo e sorridente, na porta da sua casa.

- Bem, eu tenho dezenove anos, gosto de festas, gostava muito de curtir todos os dias, mas isso ficou para trás, agora tudo o que quero é passar com boas notas e ser aceito na Columbia. Gosto de ver filmes de terror, séries sobrenaturais, minha comida preferida é lasanha e adoro esportes.

- Você vai cursar educação física na Columbia? – Alec perguntou prestando atenção em cada pequeno gesto que Magnus fazia.

- Sim – Os olhos dele brilharam – lá tem um excelente programa esportivo e pretendo fazer parte de todos.

- Uau. Vou torcer para que você realize seu sonho.

- Se você me ajudar nas matérias que estou mal, tenho certeza que consigo.

- É claro que eu vou te ajudar.

Magnus estendeu a mão por cima da mesa e alcançou a de Alec, entrelaçando seus dedos.

- Obrigado – ele disse sorrindo para o rapaz. – E você? Qual a faculdade dos seus sonhos?

Alec deixou os ombros caírem e suspirou.

- Meu destino está traçado desde que eu nasci. Eu vou cursar advocacia em  Havard.

- Mas é o que você quer?

- Não - confessou brincando com a borda do copo de refrigerante.

- E qual é o seu sonho?

- Ser escritor.

- Então você será um escritor. – Msgnus o incentivou.

- Queria que fosse tão simples assim.

- Seus pais te proibiram de seguir essa carreira?

- Eles nem sabem que eu tenho esse desejo. – Os olhos de Alec brilharam e ele engoliu em seco. Ele sabia que os pais jamais aceitariam se um dia ele dissesse que não queria seguir a mesma carreira deles.

- Você ainda tempo de conversar com eles, eu sei que eles vão entender sua decisão – Magnus alisou sua mão, tentando passar conforto para ele.

Você não conhece meus pais. Ele pensou, mas não falou nada, não queria se estender naquele assunto.

- Que horas são? – Alec mudou de assunto.

Magnus olhou para seu relógio.

- Cinco e quarenta.

- Nossa! A gente nem viu o tempo passar! Tenho que voltar as sete. – Disse afobado.

- Eu sei – Magnus grunhiu contrariado – então nossa agenda já era, não é?

Se eles fossem para a Estátua da Liberdade, seria no mínimo meia hora de carro, teriam que pegar um barco para chegar a ilha e ainda tinha todo o percurso de volta. Pelos cálculos de Alec ele ficaria fora por umas três horas.

Alec sentiu vergonha de Magnus. Vergonha por ser tão protegido pelos pais, ele entendia que eles só queriam que os filhos ficassem seguros. Robert recebia ameaças diárias de ex prisioneiros que ele havia colocado na cadeira e por isso o pai era tão paranóico e a liberdade dos filhos tão regrada. Mas Alec sabia se cuidar. Ele tinha o número do pai e de todos os polícias e delegados amigos de Robert na discagem rápida do seu telefone, além do GPS no aparelho, e ao lado de Magnus ele sabia que mal algum poderia lhe acontecer.

Decidido ele pegou seu telefone e ligou para a mãe, a mulher era mais flexível e poderia acalmar o marido.

- Mãe, eu vou chegar por volta das dez – ele falou firme assim que ela atendeu.

- Alec, esse não foi o combinado.

- Eu estou bem, não se preocupe.

- Isso é influência dele, não é? – Maryse se referiu a Magnus.

Alec o observou, Magnus estava o devorando com o olhar.

- Eu já disse que estou bem – ele disse com a voz calma – e por favor não mande nenhum segurança me seguir.

- Mas Alec...

- Tchau mãe. – Ele desligou. Sabia que seria castigado, mas qualquer castigo valeria a pena se significasse passar mais algumas horas ao lado de Magnus.

- Nossa... geek, gato e rebelde – o moreno mordeu o lábio inferior – eu estou me segurando para não pular essa mesa e te atacar.

- Depois você faz isso – Alec se levantou com o rosto quente – temos que pegar a estrada.

 

**

Alec parecia uma criança fascinada em um parque de diversões. Eles estavam no meio da viagem de barco rumo a ilha da Liberdade. Ele tagarelava sobre tudo o que via e deu uma aula de história para Magnus sobre a construção da Estátua. Magnus ouvia a tudo encantado. A cada minuto que passava com Alec, mais ele tinha certeza da decisão que tinha tomado.

Quanto mais subiam dentro da estátua, mais o nervosismo de Magnus aumentava, ele sabia que era cedo, afinal eles só se conheciam há um dia, mas o coração de Magnus era determinado e ele sabia bem o que queria e ele queria Alec.

A parte principal do ponto turístico, dentro da cabeça da estátua, estava cheia de pessoas, o que deixou Magnus mais nervoso ainda, aquele sentimento era novo para ele, jamais tinha ficado tão apreensivo diante de um futuro namorado ou namorada.

- Uau! Olha Magnus! – Alec correu para uma das vidraças – que incrível a cidade daqui! Acho que nunca vi algo tão lindo – ele olhava admirado para as luzes que iluminavam Nova York.

- Eu também não – Magnus disse olhando para o belo perfil do rapaz. Seu coração acelerado avisou que era chegada a hora de arriscar.

Ignorando as pessoas ao redor, ele se aproximou de Alec e o abraçou por trás. O rapaz ficou tenso por alguns segundos, olhando para os lados, mas o aperto reconfortante de Magnus o fez relaxar. Eles ficaram em silêncio apenas curtindo o momento.

- Alexander... – Magnus sussurrou em seu ouvido após um tempo, virou o rapaz para que ele o olhasse nos olhos. – Eu sei que é cedo para dizer isso e você me acha o maior galinha do colégio...

Alec franziu a testa e em seguida entreabriu os lábios quando entendeu o que Magnus diria a seguir.

- Magnus espera...

- Eu sou apaixonado por você desde a primeira vez que eu te vi – Magnus o interrompeu.

Alec arfou com os olhos saltados.

- Quando eu te beijei eu percebi pela forma que meu coração bateu descompassado que você era diferente e que eu queria ser seu, apenas seu.

Ele tomou as mãos do rapaz que ofegava com os olhos brilhantes.

- Alexander, você aceita ser meu namorado? – Magnus perguntou baixinho, apenas para ele ouvir. Seu sorriso era tão largo que suas bochechas doíam.

Os segundos se passaram, uma agonia tomou conta do peito de Magnus, vendo Alec parado, mudo e sem expressão. Quando ele finalmente falou, Magnus preferiu que ele tivesse continuado calado.

- Não.


Notas Finais


Sem violência para com a autora rsrs
Quarta tem BF ^^

Roupa do Magnus: https://br.pinterest.com/pin/326370304225511014/?lp=true
Carro do Magnus: https://garagem360.com.br/wp-content/uploads/2016/03/audi-tts-855x450.png
Roupa do Alec: https://blog.passarela.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Looks-Homens-All-Black-3.jpg (deu um calor aqui imaginando ele vestido assimXD)
Obrigada e até breve!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...