História Changed Fates - Mystical Adventure! - Capítulo 2


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bardock, Cooler, Freeza, Gine, Kakaroto, Nappa, Rei Cold, Rei Vegeta, Toma
Tags Bardock, Dragon Ball, Gine, Kakarotto, Universo Alternativo, What If
Visualizações 56
Palavras 3.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Saga, Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ok, vocês já sabem o que vem a seguir: Leiam as Notas Finais.
Ah, e espero que tenham gostem da Capa do Capítulo, fui eu que fiz e todo início de arco eu vou fazer uma dessas.

Capítulo 2 - Minus


Fanfic / Fanfiction Changed Fates - Mystical Adventure! - Capítulo 2 - Minus

Ano 737

- Haryah!! – Berrou um homem forte de cabelo negro espetado e pele bronzeada enquanto acertava um soco na barriga de um ser humanoide com a pele coberta de escamas azuis. Este homem trajava uma armadura amarela e preta do Império com uma calça preta e botas brancas, uma capa igualmente branca esvoaçava sobre seus ombros. Seu rosto de feições severas era marcado por uma cicatriz em sua bochecha e adornado por um rastreador verde. A cauda peluda amarrada em sua cintura denunciava sua raça, um Saiyajin. – Ainda não compreendo por que o Freeza quer que dominemos esse planetoide... Não tem nada aqui que valha apena... – Murmurou o Saiyajin antes de chutar o queixo do reptiliano a sua frente, fazendo com que ele fosse atirado a metros de distância. O Saiyajin olhou ao redor e viu sua equipe exterminando sem dificuldades os inimigos ao seu redor. Ele se preparou para disparar um raio de energia na direção de um grupo de inimigos, mas o apito de seu rastreador indicando uma ligação o distraiu. Ele levou uma das mãos ao aparelho e apertou um dos botões, atendendo a ligação. – Comandante Saiyajin Bardock falando.

- Esta é uma ligação gravada. – A voz do outro lado da linha fez com que a espinha de Bardock gelasse na hora. – Aqui quem fala é o Príncipe do Universo, Freeza, mas é claro que você já sabia disso. Esta é uma ordem direta a todos os Saiyajins, retornem ao Planeta Vegeta imediatamente, eu trago novidades e novas ordens. Até logo.

Bardock olhou confuso para o nada por alguns segundos antes de ser trazido de volta à realidade por um soco no rosto. – Ora, seu... – O Saiyajin Elite formou uma esfera de energia azul em sua mão direita e arremessou-a na direção dos nativos daquele planeta, formando uma cratera. Ele flutuou a alguns metros do chão e avistou seus cinco soldados de Classe Média lutando com expressões confusas nos rostos. Bardock levou uma das mãos até o seu rastreador. – Vocês ouviram o homem, vamos voltar.

- Espera, Bardock. – Disse uma voz do outro lado da linha pertencente a Toma, o braço direito e irmão de Bardock. Ele tinha a pele bronzeada e cabelo curto espetado para cima, sua armadura era azul e preta. – Volte com o Leek, eu e os outros podemos terminar o serviço por aqui e nos juntar a vocês, o Freeza não vai sentir falta de quatro Saiyajins de Classe Média, e não é como se esses nativos pudessem nos machucar.

- Certo, deixo isso com vocês, mas vê se ninguém morre, vai ser um saco ter que assinar papelada pra gente morta. – Falou Bardock antes de voar na direção de uma das naves duplas. Logo outro Saiyajin se juntou a ele, Leek, um homem de porte médio com cabelo negro curto e uma cicatriz na cabeça vestindo um collant azul e uma armadura do Império sem ombreiras branca e azul com luvas e botas brancas. – Leek, tira a gente daqui.

- Certo, Comandante. – Disse o Saiyajin antes de ambos sentarem em seus lugares e Leek começar a apertar vários botões. – Devemos levar algumas horas para voltar, se quiser tirar um cochilo, eu irei lhe acordar, Senhor Bardock.

- É, pode ser... – Falou o Saiyajin de cabelos espetados cruzando os braços e fechando os olhos e retirando o seu rastreador. – Por que acha que Freeza quer que retornemos justo agora?

- Não sei, talvez eles tenham encontrado algum planeta grande com guerreiros fortes e precise de bastante pessoal para conquista-lo. – Respondeu Leek, ele olhou para Bardock para ver o que ele achava de sua resposta e viu o Saiyajin gesticulando para ele retirar seu rastreador, então ele o fez.

- Eu não acho que o Freeza precise de nós para isso. – Rebateu Bardock. – O Império de Cold cresceu em força nos últimos cinco anos, foi um crescimento acelerado, quase como se eles tivessem querendo compensar alguma perda.

- Eu não entendi o que o senhor quis dizer.

- Eu quis dizer que acho que o Freeza quer se livrar de nós, os Saiyajins. – A nave ficou silenciosa por uns segundos, os dois Saiyajins pareciam absortos em seus pensamentos. – Eu me lembro quando Cold conquistou o Planeta Vegeta, foi no mesmo ano que eu fui promovido à Elite. Ele só chegou, explodiu alguns Saiyajins de Elite com os olhos e disse que o nosso planeta agora fazia parte do Império dele, nós tínhamos duas opções, sermos mortos naquele momento ou nos juntarmos à ele e jurar lealdade. – Comentou Bardock casualmente. – Cold podia ser pior que o Saiyajin mais maligno, mas ele nos tratava com o respeito que merecíamos como os guerreiros que somos, mas não o Freeza, ele nos trata como lixo. Nenhum Saiyajin gosta do Freeza, e o sentimento é recíproco.

- Mas... Você realmente acha que ele seria capaz de nos eliminar assim? Nós somos peças importantes para o Império, não somos? – Perguntou Leek um pouco confuso.

- Está vendo aquilo? – Bardock apontou para o seu rastreador que repousava sobre o painel de navegação. – Estes rastreadores avaliam os seres vivos e atribuem números a suas forças, e isso é tudo que o Freeza vê no Planeta Vegeta. Números... Números que ele já conseguiu em outros lugares.

Mais uma vez a nave ficou silenciosa, dessa vez ambos estavam absortos em seus pensamentos. Bardock já tinha seu plano traçado, e estava certo de que ele iria dar certo. – Então, Senhor Bardock, por que não destruímos nossos rastreadores e vamos para outro planeta? Podemos sair do território do Império e conquistar um planeta para recomeçar.

- Você tem família, Leek, filhos? – Perguntou Bardock, ele conhecia o Saiyajin ao seu lado e já sabia a resposta, Leek era um Saiyajin jovem, que mal havia entrado na fase adulta, havia participado de poucos combates e estava um pouco abaixo da média de poder dos Saiyajins de Classe Média, poucas fêmeas se interessariam por um parceiro tão fraco.

- Não, senhor, só o meu velho pai. – A resposta previsível de Leek veio e Bardock bufou.

- Então você não entenderia o instinto dos Saiyajins para proteger seus filhos. – Disse Bardock severamente. – É verdade que os Saiyajins, principalmente os homens, não se importam muito com seus filhos, mas mesmo assim eles fariam de tudo para protege-los enquanto eles ainda são indefesos.

- Você tem filhos, Bardock? – Perguntou Leek.

- Dois, um deles está numa missão com o Príncipe Vegeta, o outro deve estar saindo da cápsula incubadora a qualquer instante. – Respondeu Bardock com um sorriso discreto no rosto.

- Eles são fortes como você, imagino.

- Na verdade, Raditz, o mais velho, não era grande coisa quando nasceu, passava um pouco mais de duzentas unidades, hoje ele tem mil, ou algo assim, e o Kakarotto tem apenas dois de poder de luta, mas eu sei que ele tem o potencial para se tornarem grandes guerreiros no futuro, principalmente o Kakarotto.

- Mas ele tem apenas dois de poder de luta!

- Eu nasci um Saiyajin de Classe Baixa, Leek, eu escalei até o topo com inúmeras batalhas e treinamento intenso. – Rebateu Bardock. – Eu nasci com um pouco menos de cem unidades, e hoje eu faço parte da Elite dos Saiyajins com mais de oito mil de poder de luta.

- Você realmente é uma lenda entre os Saiyajins de Classe Baixa, sabia disso? – Perguntou Leek admirado. – Eu ouvi dizer que você nunca se mudou do distrito onde nasceu, é verdade?

- Sim, eu moro no mesmo lugar a vinte e oito anos. – Respondeu Bardock com uma leve risada. – O Rei Vegeta não gosta muito disso, mas ele ainda não me rebaixou, então... – Os dois Saiyajins riram um pouco e voltaram a ficar em silêncio. – Olha, Leek, eu posso sair da nave quando adentrarmos a atmosfera do Planeta Vegeta e você pode fugir se quiser.

- Eu não acho que o Freeza vá nos destruir, então vou apenas esperar pra ver o que acontece, e você, o que vai fazer? – Perguntou o Saiyajin mais novo. – Vai fugir com a sua família?

- Não, eu não acho que eu vá sair do Planeta Vegeta. – Respondeu Bardock. “Mas eu certamente não pretendo ficar parado.” – Eu vou tirar um cochilo agora, me acorde quando chegarmos.

- Sim, senhor. – Respondeu Leek. Bardock fechou seus olhos e dormiu. Seu sono foi inquieto e ele não conseguiu relaxar muito, mas pelo menos ele não teve que ficar entediado na viagem de oito horas para chegar ao seu planeta natal.

ALGUMAS HORAS DEPOIS

- Como assim, Super Saiyajin e Deus Super Saiyajin? – Perguntou Bardock confuso ao Saiyajin que havia recebido ele e Leek na aterrissagem. – Por que o Freeza mandaria seus homens nos perguntarem sobre lendas antigas?

- Eu não faço ideia, mas todos estão achando que vai acontecer algum festival, ou algo do tipo. – Respondeu o Saiyajin. – O que você acha, Bardock?

- É... Algo do tipo. – Murmurou o Saiyajin ao colocar de volta seu rastreador. – Vejo vocês depois, até mais, Leek, Retsu. – Disse Bardock se despedindo dos dois e abrindo voo para sua casa. “A nave do Freeza já está aqui. Ele deve estar esperando todos os Saiyajins retornarem, ou pelo menos quase todos... Já está escurecendo... Isso não é bom, é provável que nosso tempo esteja acabando... Eu preciso pensar em alguma forma de tirar a Gine e o Kakarotto do planeta... e Rápido...

Bardock começou a diminuir sua velocidade quando avistou uma pequena vila Saiyajin nos arredores da capital. A arquitetura do lugar era simples e rudimentar, as casas eram construídas dentro de rochedos e as ruas eram de terra batida. Quando pousou na rua principal, Bardock foi ovacionado pelos outros Saiyajins. Um deles se aproximou dele rapidamente e começou a falar. – Senhor Bardock! Senhor Bardock! Seu filho já saiu da Cápsula!

A notícia pegou o Saiyajin de surpresa, ele olhou para o Saiyajin que havia dito aquilo e assentiu com a cabeça. Bardock começou  a flutuar acima dos Saiyajins, que já estavam voltando aos seus afazeres, e se apressou até a sua casa, que ficava em um rochedo no fim da rua. Sua casa era ligeiramente maior que a dos outros naquela vila, não só por ele ser da Elite, mas também por ter dois filhos e ser o líder daquele grupo de Saiyajins, sendo o morador mais antigo vivo. – Gine? Estou em casa. – Avisou adentrando pela porta da frente e olhando aos arredores, apenas para ser recebido por uma cópia em miniatura dele o atacando na entrada.

Bardock agarrou os punhos do pequeno Saiyajin com uma das mãos e depois segurou sua cauda com a outra, fazendo com que ele perdesse as forças. Bardock sorriu para o pequeno Saiyajin, Kakarotto, e ouviu uma risada suave vinda de algum lugar do cômodo. – Pelo visto ele vai ser um guerreiro como você, Bardock. – O Saiyajin virou sua cabeça para observar a dona da voz, Gine, sua parceira, que estava encostada no portal que dava para a cozinha. Ela era diferente da maioria dos Saiyajins. Seus músculos não eram tão desenvolvidos, suas feições eram tranquilas e sua pele era branca e parecia ser macia. Não haviam cicatrizes a vista e sua cauda estava solta despreocupadamente, seu cabelo negro era na altura de seus ombros, bagunçados como sempre, e seus olhos negros passavam uma aura pacífica.

Certamente Gine não era uma Saiyajin comum. – Sentiu minha falta? – Perguntou o Saiyajin com um sorriso de canto, que foi retribuído com um largo sorriso.

- Você sabe que sim.

- As vezes eu me pergunto se você realmente é uma Saiyajin. – Comentou Bardock retirando a capa e a parte de cima da armadura. – Você é muito boazinha, Gine.

- Bom, a culpa não é minha se o resto da nossa raça age como um bando de animais. – Ela respondeu enquanto observava os músculos de seu parceiro. Ela andou até o sofá e sentou-se.

- Então, você acha que ele tem potencial? – Bardock apontou para o pequeno Saiyajin que agora corria energeticamente ao seu redor com um olhar curioso.

- Se ele puxou a sua força como puxou sua aparência, com certeza. – O comentário de sua parceira o fez dar uma curta risada nasal. Bardock se sentou do lado de Gine.

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos, o Saiyajin estava pensativo, ele precisava dar um jeito de tirar Gine e Kakarotto do planeta antes que fosse tarde demais... Mas convencer Gine a isso seria um problema.

- No que você está pensando? – A Saiyajin se inclinou contra o corpo de Bardock, de forma que suas costas estava repousando contra as costelas de Bardock.

- No dia em que nos conhecemos. – Ele mentiu e ela ergueu uma sobrancelha enquanto se afastava dele para o encarar.

- Sério? – Sua voz entregava que ela não havia acreditado no que ele havia dito.

- Sério. – Ele respondeu desviando o olhar. “Droga, ela é boa... Bom, eu acho que não tem como eu ficar dando voltas no assunto, não é?” Bardock suspirou e voltou a encarar Gine. – Eu vou roubar uma Cápsula hoje a noite.

- O que?! – Perguntou Gine em choque. – Por quê? Por que você faria uma coisa dessas?

- Por que eu tenho razões para acreditar que o Freeza pretende destruir a todos nós.

O silêncio era real. Por alguns minutos os únicos barulhos no ambiente eram os produzidos por Kakarotto, que corria de um lado para o outro explorando cada canto da casa, o som das respirações dos dois adultos e o som das pessoas do lado de fora da casa.

- Você não pode estar falando sério.

- Eu estou.

- Mas... Por quê? – Gine estava confusa, Bardock havia perdido a sanidade? Por que Freeza os destruiria? Os Saiyajins eram os Soldados mais poderosos do Império e a força deles crescia a cada... – Ah... Entendi... Mas, o que você vai fazer com uma Cápsula? Não vai ter espaço nela pra nós três! E o Raditz? O que a gente vai fazer sobre o Raditz? E pra onde a gente vai?

- Enviaremos uma mensagem ao Raditz depois, conhecendo o Príncipe Vegeta, tenho certeza de que ele está desobedecendo o Freeza. – Respondeu Bardock. – É verdade, a Cápsula não tem espaço para dois adultos e um bebê, e com o meu poder de luta, seríamos localizados e abatidos antes mesmo de sairmos da atmosfera.

- Mas então, como nós...

- Vamos mandar o Kakarotto para um planeta distante, longe do alcance do Império.

A ideia de Bardock fez com que Gine prendesse a respiração involuntariamente. – Não podemos fazer isso com ele, ele é só um bebê!

- Ele é um Saiyajin com dois de poder de luta, ele seria enviado para um planeta distante e fraco de qualquer forma! – O Saiyajin rebateu e a sala ficou silenciosa. Bardock colocou uma das mãos sobre o rosto. – Olha, Gine, isso é só uma medida preventiva... Eu não sei se o Freeza vai realmente destruir os Saiyajins, mas se ele o fizer... Eu prefiro que o Kakarotto esteja bem longe daqui.

As palavras de Bardock tentavam reconfortar Gine, mas era em vão, pois ela voltou a falar, dessa vez com uma voz chorosa. – Mas ele é só um bebê! Vai ter fome, vai ficar com frio ou calor! Ele não vai sobreviver so-

- Gine, nós somos Saiyajins, caramba! Nós somos uma orgulhosa raça guerreira, nascidos para lutar e sobreviver ou morrer em combate! – Exclamou o Saiyajin se levantando. – Se ele ficar aqui é quase certeza que ele irá ser morto, se ele for para outro planeta, existe apenas uma chance dele morrer ou ser morto.

- Bardock, eu não acho que...

- Eu não quero ouvir, Gine. – O Saiyajin cortou a fala de sua parceira mais uma vez. – Eu irei tirar o nosso filho do alcance do Freeza, você aceitando isso ou não. – Ele quis encerrar a conversa ali, mas ele não iria ficar com a consciência limpa deixando Gine com a impressão de que não havia um plano b no assunto. – Se acontecer algum milagre e o Freeza não nos destruir, eu mesmo vou buscar o Kakarotto, entendeu? – Ele não olhou para sua parceira, mas ouviu um som de concordância. – Ótimo... Vá arrumar o Kakarotto e vista sua armadura, eu vou pegar a Cápsula. Me encontre em uma hora na Floresta de Pedra.

E sem nem o menos esperar a resposta de Gine, Bardock saiu.

Já estava de noite, então não havia sido difícil entrar no hangar e roubar uma das Cápsulas de Ataque com espaço para um passageiro sem ser percebido. Bardock abriu a Cápsula e desprendeu o painel de controle, tirando um chip de rastreamento ele colocou o painel de volta no lugar e preparou as coordenadas antes de erguer a Cápsula com uma das mãos e sair voando a toda velocidade para o local de encontro.

Gine já estava lá, vestindo sua armadura de combate preta e dourada com o pequeno e adormecido Kakarotto em seus braços, o pequeno Saiyajin vestia uma armadura de combate parecida com a de seu pai. Bardock pousou suavemente ao lado de sua parceira e depositou a Cápsula no chão. – Ele está pronto? – Perguntou Bardock, Gine assentiu. – E você, está bem?

A pergunta pegou Gine de surpresa, não era do feitio de Bardock se importar tanto com ela, pelo menos não ao ponto de perguntar diretamente se ela estava bem. – Eu... Não, eu não estou bem, Bardock, eu estou apavorada. O que vai acontecer com os nossos filhos?

O Saiyajin fechou seus olhos e pensou. – Eu não sei, Gine, realmente não faço a menor ideia. Mas Raditz está com o Príncipe Vegeta e o General Nappa, ele vai ficar bem... E o Kakarotto estará com você, então ele vai ficar bem também. – Ele disse com um sorriso imperceptível no rosto.

- Espera, o que?- Perguntou Gine com choque em sua voz. – Como assim, Bardock? Como assim ele vai estar comigo?

- Você é fraca o suficiente para passar despercebida pelos sensores do Império. – Respondeu Bardock cerrando os punhos, ele esperava que isso tivesse um efeito positivo em Gine, que isso a animasse um pouco, mas teve o efeito oposto.

- E como você espera que eu sobreviva lá fora sem você? Como eu vou proteger o Kakarotto sendo tão fraca? – Perguntou a Saiyajin com desespero na voz. – Por que você está fazendo isso, Bardock? Por que você está fazendo tudo isso apenas para proteger a mim e ao Kakarotto?!

O Saiyajin ficou em silêncio por alguns segundos antes de olhar nos olhos de Gine. – Em toda a minha vida de Saiyajin tudo que eu fiz foi matar e destruir... Eu gostaria de saber como é a sensação de proteger algo importante para mim, nem que seja apenas uma vez na vida... Eu me importo com você e com o Kakarotto, Gine. – Ele disse antes de depositar um beijo em sua testa. – Cuide bem do nosso filho, e se cuide.

- Bardock, não-

A fala da Saiyajin foi cortada quando Bardock surgiu atrás dela e a nocauteou com um golpe em sua nuca. O Saiyajin a segurou antes que ela pudesse cair com seu filho nos braços e a colocou dentro da Cápsula. – Adeus, Gine... Adeus, meu filho. – No momento em que Bardock fechava a Cápsula de Ataque, Kakarotto abriu lentamente os olhos e olhou confuso para o pai através do vidro. – Proteja a sua mãe por mim.

Dizendo isso, o Saiyajin deu as costas enquanto a nave abria voo. Olhando para cima, Bardock percebeu um brilho avermelhado crescendo na atmosfera do planeta, quase como se uma pequena estela estivesse sendo criada naquele mesmo instante. – Heh... Então eu estava certo. – Bardock tirou seu rastreador do bolso e apertou alguns botões. – Raditz, aqui é o seu pai. Se você está voltando para o Planeta Vegeta, não se esqueça de checar o seu irmão depois, eu fiquei sabendo que ele foi enviado para um planeta distante cheio de terra e água. Fique bem, e até outro dia. – Bardock desligou e olhou para cima, a “estrela” vermelha começava a se aproximar do planeta. – Maldito Freeza, espero que um dia você receba o que mereça, miserável.

E o Planeta Vegeta explodiu no impacto com a esfera de energia lançada pelo tirano Freeza. Bardock se arrependia de não ter caído em combate, mas estava aliviado por saber que naquele mesmo instante, Gine e Kakarotto atravessavam o universo na direção de um planetinha chamado Terra.

Eles estavam seguros, pelo menos por agora.


Notas Finais


Ok, escrever esse capítulo não foi fácil, mas na verdade, eu nunca me dou muito bem na hora de escrever os primeiros capítulos. Esse capítulo foi especialmente fácil pois eu não conseguia me decidir sobre como o Bardock se comportaria, mas depois que eu decidi isso, foi tudo mais fácil. Foi difícil fazer com que o Bardock fosse um personagem que os leitores pudessem se conectar e gostar mesmo eles sabendo que ele iria morrer antes da história realmente começar.
O próximo capítulo deve demorar menos, pra ser sincero.
Eu acho que eu também demorei decidindo qual seria a participação do Freeza nisso. Pensei em fazer ele mandar um exército e fazer o Bardock enfrentar os soldados dele enquanto tirava Gine e Kakarotto do planeta, mas isso ia tirar a emoção da cena e ia ficar incoerente, já que eles poderiam simplesmente abater a nave. Eu decidi ficar com a opção do Freeza arrogante, ele não seguiu o conselho do pai e só explodiu o Planeta Vegeta, e isso vai voltar pra morder o traseiro dele... ou não? Quem sabe, né? Só eu.
Eu acho que isso é tudo, espero que tenham gostado, fiquem com o Bardock Pai do Ano e não usem drogas.

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