História Changed Life - Capítulo 11


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
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Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Futuro incerto


  Margot POV

Depois do banho, resolvi comer algo, não por estar com fome, mas se eu não comesse eu passaria mal com toda certeza, e isso era a última coisa que eu precisava. Vesti um pijama confortável e deixei meus cabelos secarem ao natural. Eu tinha plena consciência que meu rosto estava inchado e vermelho e não fiz questão alguma de me olhar no espelho pra ter certeza. 

Me arrastei pra fora do quarto e fui até a cozinha, coloquei a comida já pronta no microondas e abri uma garrafa de água pra beber enquanto o aparelho fazia seu trabalho. 

Me perdi em pensamentos e quando o mesmo apitou avisando que minha comida já estava quente eu quase pulei de susto. Terminei de beber toda a água e retirei o prato do microondas, torci o nariz pra comida, tirei minha caixinha de medicamento de baixo do balcão. Eu iria temperar minhas batatas com analgésico pesado, e ninguém ia me impedir. E assim o fiz, abri o comprimido e salpiquei o pó em cima do alimento, e me forcei a comer. Eu sabia que iria dormir o dia todo e tratei de avisar Emma, se ela me ligasse e eu não atendesse é capaz da minha amiga ter um infarte. E foi dito e feito, eu mal encostei minha cabeça no travesseiro e já estava dormindo. 

Eu não fazia ideia por quanto tempo eu tinha dormido, mas já era noite quando eu acordei com a campainha tocando, eu demorei a abrir os olhos, mas porque caralhos Emma não entra com a sua própria chave? 

Tateei a cama procurando pelo meu celular e acendendo a lanterna dele, só Deus sabe a dificuldade que foi pra sair da cama, caminhei até a sala praguejando até a quarta geração da Emma. Infernos. 

Abri a porta pronta pra xingar minha amiga, mas dei de cara com nada mais nada menos que Justin Bieber. 

-Porteiro e interfone pra que não é mesmo? - Eu disse mal humorada deixando a porta aberta e caminhando pra dentro de casa. Escutei o click da porta se fechando. 

-Desculpe, o porteiro ligou mas ninguém atendia, então ele deixou que eu subisse.- Justin disse e eu o ignorei completamente. 

Abri a geladeira secando outra garrafa de água enquanto ele se sentava e ficava me encarando. 

-Posso te ajudar em alguma coisa? - Perguntei amarga e ouvi ele suspirar.

-Eu te liguei e mandei mensagens, você não me respondeu, então eu resolvi vir. - Ele disse, revirei os olhos mas ele não viu, já que eu estava praticamente de costas.

-Eu estava dormindo. - Respondi seca me virando completamente pra ele mas sem dar um passo. Cruzei meus braços e ergui a sobrancelha. Eu sei que eu estava soando como uma criança birrenta, mas eu realmente não me importava. Queria socar aquele rosto perfeito até perder a cor. 

-Eu meio que percebi. - Ele coçou a nuca se levantando, parou do outro lado do balcão. - Você está bem? - Eu assenti com a cabeça. - Uh, Ryan disse que você esteve no café hoje. - Ele levantou os ombros.

-Estive, mas você estava ocupado, eu não quis te atrapalhar. - Eu usei toda ironia que eu consegui, Justin sorriu mas disfarçou. 

-Acho que você viu algo e interpretou de forma incorreta. - Eu sentia meu coração bater e eu estava com muita raiva. Porque? Eu não sei. 

-Você está se referindo a morena que estava em cima de você? Nah, imagina eu não vi nada!- Eu sai de trás do balcão batendo os pés. Justin gargalhou alto, o que me fez encará-lo mortalmente, agora eu me sentia ridícula, ele estava rindo da minha cara. 

Eu abri a boca pra falar algo, que no caso, seria um xingamento, mas ele me impediu se aproximando e pegando minhas duas mãos, seu rosto estava levemente corado, uma barba fina e rala cobria seu rosto e seu cabelo estava maior, merda, por que ele tem que ser tão bonito?! Ele me encarava divertido e eu tenho certeza que minha cara não era das melhores.

-Não exagera. - Ele começou -Phoebe estava do outro lado da mesa. - Eu arranquei minhas mãos da dele com força, fazendo com que ele as pegasse de novo e depositasse dois beijos quentes em cada uma delas. Senti meus pelos se ouriçarem e me senti envergonhada por estar agindo daquele modo, afinal, que merda eu estava fazendo?!

-Me desculpe. - Pedi suavizando todo meu corpo. - Eu tive um dia complicado e estou descontando em você. - Ele pegou meu pulso me puxando pra um abraço. Inalei seu perfume afundando meu queixo em seu ombro, me sentindo leve. Senti seus cabelos úmidos e deduzi que ele havia tomado banho antes de vir. 

Sua mão apertou minha cintura e eu senti as borboletas no meu estômago. Ele se separou de mim depositando um beijo no canto da minha boca me fazendo querer mais dele. Filho da puta. 

-Não vou mentir pra você. - Ele disse ajeitando o casaco. - Phoebe é um caso antigo meu, mas ela estava lá justamente porque eu estava a explicando que eu estou conhecendo alguém e que não poderíamos continuar seja lá o que nós tínhamos. - Ele ficou sem graça e eu senti meu interior todo vibrar. Ele estava dispensando uma mulher daquelas por mim, céus onde eu estou me enfiando. 

-Não se preocupe, eu só... tive uns problemas e eu meio que queria falar com você, mas não quis te interromper. - Dei de ombros, tentando me justificar sem que ele percebesse que eu estava verde de ciúmes. 

-Tudo bem. Se fosse eu no seu lugar, também teria ficado com ciúmes. -Arregalei os olhos.

-Te-teria? - gaguejei e ele riu, me puxando pra ele pela cintura. 

-Não sei qual magia você usou doutora, mas ta funcionando. - Ele disse baixinho roçando seu nariz no meu. Eu fechei os olhos sentindo seu toque, meu coração trotava como um cavalo, e no meu estômago não havia mais borboletas e sim morcegos, uma família toda deles. 

Passei a mão pela sua nuca, tomando iniciativa e o beijando, ele apertava minha cintura como se pra certificar que eu não sairia correndo, nossas línguas brincavam calmas, um beijo cheio de saudade. Me separei com dois selinhos dando de cara com aquele sorriso, ah que sorriso. 

Ele tirou o casaco pesado de frio e o pendurou no cabide atrás da porta, me sentei no sofá com ele ao meu lado.

-E a propósito, belo pijama. - Ele disse brincalhão, só então notei que eu não tinha trocado de roupa, uma camisa larga e um shorts que mal cobriam minha bunda, deixei um tapa no seu braço e puxei a manta do sofá pra me cobrir, enquanto ele ria da minha cara. 

Justin passou seu braço pelo meu pescoço e eu escorei no seu peito, sentindo sua respiração calma, eu nunca mais ia querer sair dali. 

-O que aconteceu? - Ele perguntou cheirando meu cabelo. - Quer dizer, você foi até mim porque queria conversar certo? - Suspirei.

-Eu meio que pedi demissão. - Eu disse, ele não conteve sua surpresa, eu o expliquei tudo, sobre Matt, sobre nosso antigo relacionamento, omitindo as causas do término e qualquer coisa que envolvesse aquilo. Ele ouviu tudo atentamente, alternando entre cheirar meu cabelo e percorrer o caminho da minha coluna com a mão que estava estendida sobre mim. 

-Quer dizer que foi pessoal então huh? - Ele disse quando eu terminei - E você não pode fazer nada quanto a isso? - Perguntou - Quer dizer, se você conversar com o conselho e explicar os motivos.

-Ele tem motivos concretos contra mim, você sabe, eu fiquei afastada uma semana. O conselho concordou com meu desligamento. - Eu engoli seco, sentindo um amargo na minha boca. 

-Você quer me contar o que aconteceu? Você sabe, foi depois do nosso encontro que você precisou se afastar. - Senti uma pontada no estômago.

Se eu o contasse sobre minhas crises e o porque que eu estava psicologicamente devastada a ponto de não ir trabalhar, Justin conheceria uma parte de mim que eu não queria que ele visse, e eu tinha perdido totalmente a coragem de falar sobre aquilo, com ele. 

Eu neguei com cabeça,sentindo meus olhos umedecerem, ele não falou mais nada, apenas continuou com os carinhos. 

Eu me sentia uma puta egoísta, eu estava me envolvendo e deixando ele se envolver, sabendo que quando eu descobrisse aquilo, ele nunca mais olharia na minha cara. Eu estava prestes a abrir a boca quando ouvi meu celular tocar do quarto. 

Me levantei as pressas tentando escapar daquela situação. Era Emma. Rejeitei a chamada a mandando um sms, explicando que eu estava bem e que Justin estava comigo, ela respondeu no mesmo segundo algo que começava com "leva esse gosto..." não terminei de ler. Joguei o celular de volta na cama rindo em negação. Justin estava parado na porta do meu quarto, observando tudo atentamente. 

-Desculpa, eu fiquei curioso. - Ele disse e eu ri dando de ombros. - Você tem um belo apartamento doutora. - Ele adentrou o quarto abrindo a cortina e observando a paisagem que eu tinha do 13° andar.

Me sentei na cama observando aquele homem, mãos dentro das calças largas de moletom cinza, camiseta preta, cabelo desgrenhado, costas largas e uma bela bunda. Justin se virou pra mim me flagrando o secando o que me fez ruborizar. Ele observou algo sobre a penteadeira, colocou a cabeça dentro do meu closet observando rapidamente e foi até o mural de fotos, eu não me importei, basicamente só tinha Emma e meus pais ali, eu me via perdida no seu corpo, tudo parecia tão perfeito e convidativo, sua postura era tão reta, mas ao mesmo tempo ele parecia tão relaxado, e eu me vi levantando, caminhei até ele o abraçando por trás.

-Seus pais? - Perguntou. Ele observava um foto antiga, eu com meus 16 anos com papai de um lado e mamãe de outro. 

-Sim. - Respondi arrastado, passeando as mãos pelo seu abdômen, que por acaso era bem definido. 

-Você parece sua mãe. - ele disse.

-Uhum - respondi dando um beijo na sua nuca e sentindo seus pelos eriçarem, sorri satisfeita. 

-É impressão minha ou você está me provocando? - Ele disse se virando pra mim, enganchando as mãos na minha cintura. Sorri travessa tombando a cabeça. - Depois aguente as consequências. - Ele disse me puxando pra um beijo. 

Eu sabia onde aquilo nos levaria, por um lado eu pensava que era errado mas por outro eu só queria o beijar até nossos corpos se fundirem um com o outro. O cheiro dele me inebriava, ele me beijava com tanto cuidado que eu me sentia uma boneca, segura, cuidada. Senti minhas costas sobre o colchão macio e arfei sentindo a proximidade dos nossos quadris. 

-Se não pararmos agora, pode ser tarde demais. - Ele sussurrou contra minha boca e eu senti todo meu corpo se contrair.

-Você quer parar? Por que eu não. - Sussurrei de volta, aquela foi a gosta d'água pra ele, ele me apertou contra seu corpo me fazendo arquear o tronco.

E mais uma vez. Que merda eu estou fazendo? 

Ouvi seus sapatos caírem contra o piso enquanto ele me colocava mais pra cima da cama. Dessa vez ele me beijou ferozmente, eu passei minhas mãos por debaixo da sua camisa sentindo sua pele quente e macia, e a essa altura, eu nem sabia o significado de sanidade mental. 

Minha pele queimava por onde sua boca passava, eu não vi a hora que ele tirou a camisa, mas vi ele me olhando como se pedisse permissão pra retirar meu blusão, eu não o respondi, tirei ele eu mesma, eu não estava de sutiã e seus olhos queimaram sobre meus seios.

-Você tem certeza disso? - Voltou a perguntar.

-Tenho.- Respondi, Justin se levantou ficando de pé ao lado da cama, desabotoou sua calça e a tirou jogando ela em algum lugar daquele quarto, só então observei seu abdômen todo coberto de tatuagens assim como os braços, eu não tive tempo de identificar nenhuma delas, já que ele subiu em cima de mim tão rápido quanto tinha saído, eu senti seu volume sobre minha intimidade e senti minha vagina se contrair. 

Eu precisava daquele homem. 

Justin puxou o cós dos meus shorts pra baixo, eu arqueei meu corpo pra facilitar a retirada dele. Eu estava quente, Justin estava quente e o quarto estava pegando fogo.

-Você é perfeita Mag. - Ele disse com a voz rouca e arrastada me fazendo fechar os olhos em excitação. O ajudei com a cueca preta e seu pênis saltou pra fora desesperado por atenção. 

Ambos ajoelhado em cima da cama, ambos sedentos um pelo outro.

Peguei seu membro com a mão direita o masturbando vagarosamente, sua cabeça caiu pra trás e um gemido extremamente rouco saiu dos seus lábios. E se por acaso existisse resquício de sanidade, ela acabou naquele momento. 

Justin tirou minha mão com certa brutalidade, seu olhos escuros refletiam os meus, e a única coisa que tinham neles eram luxúria. Ele levantou da cama pegando uma camisinha de dentro da sua carteira e a colocando.

Um, dois, três orgasmos. E caímos um do lado do outro. Soados, exaustos, respiração descompassada. E eu me perguntei qual tinha sido a última vez que eu havia tido um sexo tão bom.

Tudo que se ouvia no quarto eram nossas respirações, cansados demais pra falar ou pra se mover. Minutos depois Justin se levantou depositando um beijo na minha testa e foi até o meu banheiro, não o vi saindo mas senti quando ele se deitou ao meu lado e puxou o lençol até nós, eu me aconcheguei a ele e dormi. 

Eu estava em um tumulto de pessoas, várias delas gritavam por socorro, algumas choravam. Eu não conseguia distinguir seus rostos, eram vários vultos e vários gritos, o tumulto se concentrava em um circulo um pouco a frente de onde eu estava. Comecei a caminhar em direção a eles, eu desviava das pessoas, mas elas pareciam não me ver. Uma voz se destacava das demais, desesperada. Quando me aproximei eu vi do que se tratava, um acidente, uma criança. Senti meu coração acelerar, sangue, gritos desespero. Caí ajoelhada no chão, mas ninguém me via. Eu queria sair dali, eu não queria ver o menino. Senti alguém do meu lado e ergui a cabeça, me assustei quando vi que era Justin, seu rosto estava vermelho assim como seus olhos. Senti meu coração se apertar, eu queria falar com ele mas eu não tinha voz.

-Foi você! - Ele disse num tom áspero, ele conseguia me ver. -VOCÊ ACABOU COM A MINHA FAMÍLIA! -Ele gritou - ASSASSINA! 

E se antes ninguém me enxergava, agora todos me olhavam, acusadores. Todos me apontando o dedo. ASSASSINA! ASSASSINA! ASSASSINA!

Acordei com um grito, Justin se sentou assustado, passei as mãos pelo cabelo nervosa.

-Você esta bem? - Ele perguntou se aproximando, o fitei sem saber o que dizer, eu sentia o desespero tomar conta de mim.

Ah não, péssima hora pra perder o controle. 

Senti o ar faltar nos meus pulmões e as lágrimas quentes pelo meu rosto.

-Ah meu Deus, Mag! -Justin segurava meu rosto com as duas mãos. - Respira. - Pediu- Foi só um sonho ruim, olha pra mim, olha meus olhos. - O quarto não estava tão claro a ponto de eu poder admirar aqueles olhos mel, mas eu podia os ver, e eles me passavam ternura. -Respira devagar. - Ele pediu de novo. - Está tudo bem, já passou. - Senti meus músculos relaxarem e o ar começar a entrar pelos meus pulmões.

Ele ficou ali me olhando enquanto segurava meu rosto e eu me acalmava, aos poucos. Como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo pra ele. E eu me acalmei, olhando pra ele, sentindo seu toque, e tendo a plena certeza que ao menos naquele momento ele era a pessoa mais importante pra mim. E se eu nunca o contasse? Talvez ele nunca descobriria. Eu suportaria vê-lo reagindo a mim como no sonho? Naquela noite eu tive a certeza de que eu tinha me metido numa situação, que acabaria comigo, e o pior, acabaria com ele também. Mas eu estava disposta a enfrentar tudo que viria pela frente. Um futuro incerto, onde as chances de um final feliz eram quase nulas. 

 



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