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História Changes - Capítulo 12


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Notas do Autor


oi. voltei. desculpe qualquer erro, não revisei e também por ter sido muito curtinho. <3

Capítulo 12 - Cap. 12 - Resolvendo


Ele continuava a me encarar com o semblante confuso. Mentalmente, eu tentava contar até dez e respirava fundo. Meu coração estava disparado, minhas mãos trêmulas e eu tentava, inutilmente, conter minhas lágrimas.

— O que está acontecendo, Sarada? — Depois de alguns minutos em silêncio, ele o quebra. Fixo meu olhar no seu.

— Nós precisamos conversar

Ele solta um suspiro.

— Sarada, sem enrolações, me diga o que aconteceu. — Ele larga totalmente os papéis que estavam em suas mãos. Ele estava disposto a me ouvir, isso já era um bom começo.

— Eu não estou bem. Nossa relação não está me fazendo feliz. — Digo.

— Por quê? O que não te deixa bem? — Ele me questionou, assumindo uma pose de psicólogo. Até para uma discussão sobre nossa relação ele mantinha sua seriedade.

— Eu sinto a sua falta, sempre senti. Essa relação continua a mesma de antes, inexistente. Eu quero ter uma relação de pai e filha. Eu quero te ver como meu pai, não como um completo estranho. — Começo a despejar tudo o que estava pensando e sentindo. — Isso incluí Kagari também. Vejo o carinho que ele tem por mim e como tenta se aproximar de mim, me sinto um lixo por não conseguir corresponder e não conseguir tratá-lo como meu irmão. Por isso, eu quero realmente tentar. Tentar de verdade te ver como meu pai, e também... Eu quero buscar ajuda psicológica.

Finalizei minha fala e passei a apenas encara-lo. Não sabia dizer o que sentia. Na verdade, como poderia saber o que se passa em sua cabeça se eu não sei nem na minha?

Fico atenta aos seus passos quando ele se levanta de sua cadeira e começa a vim em minha direção. Esperava que ele fosse ser apático e não entenderia a situação, ou talvez entenderia, mas não se importaria.

Até que ele veio até mim e me abraçou. Isso mesmo, Sasuke me abraçou.

Fiquei estática em meu lugar. O que eu deveria fazer? Retribuir? Me afastar? Não fazia a menor ideia de como reagir a aquela situação, afinal, nunca me ocorrera antes.

— Me desculpe. — Ele disse, por fim. — Me perdoe por ser um péssimo pai. — Ele se afasta um pouco de mim para me encarar nos olhos. — Nunca deveria ter perdido o contato com você. Céus, eu sou um pai horrível. — Ele bufou. — Vi em sua vinda para Konoha uma forma de me redimir, não para tirar culpa das minhas costas, o que fiz foi realmente imperdoável. Mas sim, para conseguir reenconstruir tudo aquilo que quebrei, minha relação com você. Mas não deu muito certo, nunca soube muito bem me expressar meus sentimentos da forma correta. — Bom, tive que concordar. — Eu te amo, Sarada. Você é minha filha, independente de qualquer coisa, eu te amarei. Me desculpe, por tudo. Não estou pedindo para você me perdoar, eu não tenho o direito de exigir isso de você, jamais. Estou muito feliz por você ter vindo aqui e ter colocado as cartas na mesa, falado seus anseios e sobre procurar ajuda, estou muito orgulhoso de você. — Ele dá uma pausa antes de prosseguir. — Antes de tudo, quero te deixar ciente que conversarei com sua mãe á respeito do seu pedido sobre se consultar com um psicólogo. Te apoio totalmente nesta decisão, fará bem para você e é isso que eu mais quero. E bom... Não é apenas você que precisa, não é? — Ele dá uma risada sem humor. — Eu prometo que irei tentar daqui para frente, peço que tenha paciência comigo. Ainda temos que aprender muito um com o outro, não é mesmo? — Permanecia calada enquando escutava-o. Não sabia o que responder, suas declarações me deixaram completamente sem chão e até mesmo emocionada. Não havia o que eu poderia falar naquele momento. — Posso te abraçar, novamente?

Fico alguns segundos o encarando antes de concordar positivamente com a cabeça. Ele chega perto de mim e me abraça, mas dessa vez eu retribuo, voltando a chorar. Estava emocionada, não sabia pontuar o por quê, apenas estava. Era um momento meu e dele, um momento nosso. Pai e filha. Sasuke e Sarada. Quando eu imaginaria que isso aconteceria?

Ao mesmo tempo, estava envergonhada. Sentia a frase que queria falar entalada em minha garganta, precisava de coragem. Não era tão difícil falar quatro palavrinhas, né?

Em um súbito momento de coragem, me desprendo de meu pai para poder olha-lo nos olhos e abro um sorriso sincero.

— Eu te amo, pai.

[•••]

Balançava meus pés freneticamente. Aguarda na sala de espera, iria ter minha primeira consulta. Estava nervosa.

Não sabia quanto tempo duraria a sessão, mas sabia que meu pai me aguardava no estacionamento. Disse que me esperaria o tempo que fosse.

Fazia uma semana que haviamos tido nossa conversa, algumas coisas importantes aconteceram. Contei para Hima e Cho o que estava acontecendo. Confesso que foi muito difícil me abrir no início, mas com seu apoio e abraços calorosos, se tornou mais fácil. Elas prestaram total apoio para mim, choraram, não sei como não alagou meu quarto e também, percebi que andam mais pegajosas e protetoras, não reclamei. Tive uma longa conversa com minha mãe pelo Skype, gostaria de conversar esse assunto com ela olho no olho, ou quase isso. Também me abri com ela sobre o que acontecia. Bom, eu omiti algumas partes que achei desconfortável contar, mas o essêncial foi a público. Apesar de me sentir um pouco exposta, fez bem eu ter contado e me abrido. Aos poucos, minha relação com meus pai está melhorando. Estamos nos conhecendo, digamos assim. E o mesmo vale para Kagari, ando tentando ser mais receptiva com o mesmo. Por último, mas não menos importante, Boruto. Estávamos nos aproximando sutilmente, ele foi muito importante em me incentivar a dar esse passo importante, e continua sendo. Todos os dias, sendo pessoalmente ou por mensagens, ele me pergunta como estou e como havia sido meu dia. Me sinto extremamente feliz por ter a amizade dele, tem se provado muito importante para mim. Mas nem tudo são flores, com isso também abriu portas para uma grande explosão de sentimentos que pareciam estar trancafiados a sete chaves. Estava muito confusa sobre o que sentir em relação ao Boruto. Criei um grande carinho e admiração por ele, mas... Será que é só isso?

— Sarada Uchiha. — Saio dos meus pensamentos quando escuto meu nome ser chamo. Me levanto do acento e vou até a senhora, a mesma me cumprimenta.

— Prazer, Tsunade Senju. — Eu aperto sua mão. Percebo que me consultarei com ela, pelo menos ela parece ser uma boa pessoa.

Entramos em sua sala, onde ela pede para que eu me sente em uma poltrona, em frente a ela.

— Então, pronta?

Respirei fundo. Se quisesse aprender a lidar comigo e consequentemente com as coisas ao meu redor, agora era hora.

— Sim.



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