História Changes - Capítulo 11


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Categorias Chris Evans, Ian Somerhalder, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins
Personagens Jensen Ackles, Personagens Originais
Visualizações 20
Palavras 6.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Shameless


Fanfic / Fanfiction Changes - Capítulo 11 - Shameless

Izzie Narrando:

- Aqui vai ser o seu quarto. -falei com a Charlie, abrindo a porta do cômodo. - Podemos colocá-lo do jeito que você quiser.

- Sério? -os olhos dela brilharam.

- Sim. -sorri. - Por enquanto só devemos ter cuidado para não cair da cama.

- Eu não vou cair. Já sou uma mocinha, tia.

- Eu sei disso. -ri. - Agora já para o banho, mocinha. -apontei para a porta do banheiro, que agora era dela também.

- Já volto. -ela correu para o banheiro.

- Ei. -fui atrás. - Eu vou com você, não quero ninguém se afogando aqui.

- Eu não vou me afogar. -ela riu.

- Vai saber. -coloquei a banheira para encher. - Além disso, eu tenho tudo exatamente do mesmo jeito que você.

- Você tem cabelo, tia. Eu não. -brincou.

- Mas logo logo vai ter. -sorri. - Agora tira essa roupa para eu ver essa bunda branca.

- Minha bunda é branca mesmo. -ela riu, tirando a roupa.

Ri, colocando a pequena dentro da banheira. Ainda não tínhamos brinquedos para pôr na banheira ou espumas coloridas, mas sua expressão era feliz e satisfeita quando estava dentro da mesma.

- Agora vocês são os meus papais, certo? -ela questionou, me olhando.

- Somos, amor. -sorri.

- Então... eu vou ter um irmãozinho?

- Bom... Isso é um assunto complicado, amor. -falei.

- Por que? É só ligar para a cegonha. Você não tem o número dela? -arqueou a sobrancelha.

- Você quer ter um irmãozinho?

- Muito. -bateu palminhas com animação. - A minha outra mamãe nunca quis me dar um irmãozinho, porque ela disse que bebês são remelentos. -riu ao falar a última palavra.

- É mesmo? -ri.- Eu vou ficar te devendo essa, princesa. -suspirei.

- Poxa... -fez biquinho. - Você não gosta de bebês?

Respirei fundo e tirei ela da banheira antes de responder.

- Vamos comer o que agora? -perguntei, tentando desviar o assunto.

- Nós já lanchamos no shopping, esqueceu? -riu.

- Ah é. -ri.- Tinha me esquecido. Então... Vou te colocar na cama, tudo bem?

- Sim. -coçou seus olhinhos enquanto eu a ajuda a se vestir.

Nessa hora, ouvimos três toques na porta, que, logo em seguida, foi aberta.

- Posso entrar ou tem alguém pelada aqui? -ouvi a voz do Jay.

Ele tinha acabado de tomar banho, seu perfume dava para se sentir de longe.

- A Izzie tá pelada. -a menina respondeu.

- Então eu vou fechar os olhos, ok? -perguntou antes de ir ao nosso encontro.

- Ok. -respondemos juntas.

Ouvi quando os passos firmes dele o conduziram para o banheiro, enquanto eu vestia uma roupa nela.

- Já se vestiu, Izzie?

Olhei para trás e dei risada ao vê-lo com as mãos nos olhos.

- Sim, amor.

Jensen tirou as mãos dos olhos bem devagar, olhando tudo em volta.

- Como a mocinha está bonita. -falou, pegando a Charlie.

- Obrigada, tio. -sorriu, ficando vermelha.

- Vai ficar envergonhada até quando? -perguntou, levando-a para o quarto.

- Não sei. -murmurou.

- Não precisa ficar. -Jen colocou ela deitadinha em sua nova cama. - Agora precisa ir dormir, já está tarde.

- Boa noite. -falou, coçando os olhos.

- Boa noite. -Jen e eu falamos em uníssono.

Esperamos, em silêncio, até que a nossa pequena pegasse no sono. Ela até que tentou conversar mais um pouco, mas acabou pegando no sono bem rápido.

- Eu vou lá para baixo. -Jensen avisou enquanto saíamos do quarto da Charlie.

- Eu vou me deitar. Estou morta.

- Tudo bem. -beijou a minha testa. - Boa noite.

- Boa noite, amor.

Jay sorriu e saiu andando para o lado contrário ao meu.

Antes de me deitar, enchi a banheira e fiquei por um bom tempo dentro da mesma, tentando relaxar, mas as palavras de Charlie ainda estavam se repetindo em minha cabeça. Para muitos, isso seria uma bobeira, mas, para mim, não, porque caso um dia eu decidisse querer dar um irmão a ela, eu não poderia.

Era uma merda ter que lidar com esse fato durante todos esses anos.

A água já estava fria quando saí e, quando estava prestes a vestir uma roupa, a campainha tocou. Já era tarde, por isso, saí do quarto rapidamente, ainda sem roupa, pensando que tinha acontecido algo sério com um dos nossos familiares.

Mas no meio do caminho ouvi uma voz familiar, manhosa:

- Estava com saudades, amor? -era a Hanna.

Eu podia muito bem descer aquelas escadas e colocar ela para fora, a força, mas, desta vez, eu quis ver qual seria a reação do Jensen. Ele me prometeu que ficaria longe dela.

Parei perto da escada para olhá-los. Hanna estava vestida com um vestido vermelho, com um decote gigantesco e saltos altíssimos.

- Primeiro, não sou seu amor. -ele suspirou.- Segundo, não, eu não senti a sua falta. -revirou os olhos.

A calma dele me irritava.

- Eu sei que sentiu, não precisa fingir. -ela empurrou ele e entrou. - Gostou? -girou ao redor do próprio corpo. - Comprei pensando em você.

- Porra... -ele respirou fundo, revirando os olhos.- O que você está fazendo aqui, Hanna? Por que você não desiste dessa porra?

- Não posso abrir mão das coisas que eu amo, Jay. -deu três passos na direção dele.

- Você não me ama, porra. Você só gosta de transar comigo. -ele falou, cruzando os braços.- Acabou, minha filha. Aceita. -se afastou.

- Eu sempre te amei, seu imbecil. -deu uma risada amarga. - Mas você sempre foi cego demais para me enxergar. -revirou os olhos.- Antes eu fazia a boazinha, mas agora eu vou provar para o que vim.

Em um nano segundo de distração do Jensen, Hanna agarrou a gola de sua camisa e o beijou.

Minha visão ficou turva e eu mal consegui ficar em pé. Precisei me apoiar na parede, tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer.

- Que caralho você acha que está fazendo? -ele a empurrou, assim que se deu conta do que estava acontecendo.- Fora da minha casa. Agora! -tentou manter a calma.

Não esperei para ver o que aquela vadia desgraçada iria responder, eu apenas virei as costas e fui para o meu quarto novamente.

Como uma pessoa pode se rebaixar tanto a esse ponto?

A minha vontade era colocá-la para fora pelos cabelos, ainda mais ao me lembrar que ela teve a audácia de ir na minha casa para beijar o meu marido.

Eu ainda estava estática, sentada na cama quando o Jensen foi para o quarto. Ele estava vermelho e mal conseguia olhar para mim e, por isso, foi para o banheiro lavar o rosto antes de me encarar.

- Bela... -murmurou, olhando para o chão.

- Oi, amor. -fingi que estava tudo bem.

- A Hanna veio aqui. -sua voz saiu trêmula. 

Eu sei que ele não tinha medo de mim, nunca teve. Porém, o medo de me perder era maior do que qualquer outro medo que sentiu em toda a sua vida.

- Ah... -divaguei.- Então era ela? -olhei para ele.

- Sim. -engoliu em seco. - Ela me beijou.

Respirei fundo, fechando os olhos.

- Ah… -engoli em seco.

A cena do beijo se repetiu instantaneamente na minha cabeça. 

- M-me de desculpa. -ele resmungou.

- Ok.

Ele esperou por minutos, parado no mesmo lugar, esperando que eu dissesse mais alguma coisa, mas eu não o fiz.

- Eu vou dormir em outro lugar. -avisou, pronto para sair.

- Vem aqui. -suspirei.

- Vai querer me bater de novo? -me olhou. - Eu não fiz nada, não tive nenhuma culpa dessa vez, muito pelo contrário, me afastei assim como prometi.

- Eu sei, amor. Agora, vem aqui, por favor.

Ele se aproximou, receoso, e parou na minha frente, sem saber o que fazer.

- Me dá um abraço. -abri os braços.

- Eu acabei de falar que outra mulher me beijou e você quer um abraço? -perguntou, estranhando a minha atitude.

- Eu vi. -suspirei, suspendendo os braços.

- O beijo?

- Sim.

- E por que não disse nada? -suspirou.

- Porque eu queria ver qual seria a sua atitude. -cruzei os braços.

- E eu achei que você me mataria ou que pegaria a Charlie e fugiria para longe de mim.

- Se você tivesse continuado o beijo ou não tivesse me contado, essa seria uma opção plausível.

- Eu queria entender o que se passa na sua cabeça para achar que eu faria isso. -bufou, se afastando para sentar em uma das poltronas que havia no quarto.

- Agora, a pergunta que não quer calar... -me sentei em seu colo.

- Fala. -enroscou seus braços ao redor da minha cintura. - Deveria ir se vestir.

- Não vejo necessidade... Enfim, você vai se afastar dela agora ou vai esperar ela fazer coisa pior?

- Eu já havia me afastado dela antes, Izabela.

- Estou falando de vez, Ross. Acabar com essa porra de intimidade que ela acha que vocês têm.

- Eu já fiz isso. -me olhou nos olhos. - Antes de tudo isso e antes dela passar o pé no pau. Corro dessa mulher no clube igual o diabo foge da cruz.

- Então acho bom ela se tocar logo, senão...

- Senão...? -arqueou a sobrancelha.

- Terei que tomar providências, lindo. Não vou aturar vagabunda em cima do meu homem não. Já fui civilizada demais.

- Não precisa fazer nada, vou dar o meu jeito. -suspirou. - Falo com o Kevin, saio do Rams ou sei lá.

Oh.

- Você não vai sair do time, Jensen.

- Por que não, Izabela?

- Porque não, oras. Ela não vai afetar a sua vida assim.

- Bela, eu seria tão feliz em outro time quanto sou no Rams.

- Você não vai sair do Rams. Fim da discussão. -olhei para ele.- Conversar com o Kevin, beleza. Agora sair do time por causa disso, não.

- Você não me manda, sabia disso? Se não, estou avisando agora.

- Eu sei que eu não mando em você. -suspirei.- Mas você não quer sair, meu amor. Eu sei que não.

- O que eu não quero é acabar com o meu casamento por bobeira.

- Nosso casamento não vai acabar por causa disso.

- Não mesmo, Izzie? -arqueou a sobrancelha.

- Não... Pensa comigo. Tudo está se ajeitando, nós temos uma filha linda e fazemos o que gostamos... -sorri. - Não vou deixar uma vadia acabar com isso, ok? -acariciei seu rosto.

- Uma filha... -divagou. - Nunca achei que ouviria você dizer isso. -sorriu lindamente.

Acho que foi a única coisa que ele ouviu.

- Nem eu. -ri.- Mas aconteceu.

Jay respirou fundo, se preparando para dizer algo.

- Sei que é cedo, Charlie acabou de chegar, mas você não quer mesmo fazer o tratamento?

De novo isso?

- Eu acho que isso seria apenas desperdício de tempo e dinheiro, Jen... -suspirei.- Eu não posso engravidar. Desculpa, mas infelizmente é essa a verdade.

- Bela, quem te falou isso? -olhou nos meus olhos.

- Eu sei que é a verdade. Não preciso que ninguém me fale. -desviei o olhar.

- Eu pensei que você tivesse estudado inglês, não medicina. -deu uma risadinha.

- Idiota. -ri.- Mas enfim... Não quero conversar sobre isso agora, por favor.

- Tudo bem. -suspirou, se levantou e em seguida se deitou na cama, pronto para dormir. Fiz o mesmo. - Boa noite. -suspirou, se virando para o outro lado.

- O que você tem?

- Nada. Por que? -me olhou sem virar totalmente o corpo.

- Sei lá... Tem certeza que está bem?

- Sim. -sorriu. - Está perguntando isso só por que eu não te abracei?

- Não. Foi por causa dos seus suspiros.

- Sempre que eu suspirar vai pensar que tem algum problema? -riu.

- Claro. Só quero que suspirei quando estivermos transando. -brinquei.

Ela deu uma risada, alta, gostosa de se ouvir.

- Isso não será possível, Izabela. Desculpa.

- Tudo bem. -suspirei.

- Não suspira. -se virou para me abraçar. -  - Boa noite, Bela.

- Boa noite, Jen.

...

Jensen ainda estava dormindo quando me levantei. Charlie precisava tomar os seus remédios bem cedinho e, por isso, eu precisaria mudar a minha rotina da manhã. Então tomei um banho, vesti uma roupa confortável e me encaminhei até o quarto da nossa pequena que, para a minha surpresa, já estava acordada, brincando de boneca em cima da cama.

- Bom dia. -sorri. - Não sabia que acordava tão cedo.

- Bom dia, tia. -ela sorriu, vindo me abraçar.- Eu acordo cedo porque eu tenho que tomar os remédios.

- Eu sei disso. -retribui o abraço e a peguei em meus braços. - Já escovou os dentes?

- Sim. -sorriu, mostrando os dentinhos.

Ri.

- Então vamos comer alguma coisa. -falei, enquanto já estava descendo os degraus da escada. - Bom dia, Nanda. Essa é a Charlotte.

- Oi, meu amor. Sou a Fernanda, mas pode me chamar de tia Nanda. -ela sorriu.

- Pode me chamar de Charlie também. -sorriu.

- Quantos anos você tem, Charlie?

- Cinco. -falou fazendo o número 5 com uma mão.

- Olha só, já é uma mocinha. -ela sorriu.- Muito linda por sinal.

- É um bebê ainda. -brinquei, beijando a bochecha da menina.

- Não sou, Izzie. -a menina falou.- Sou uma mocinha igual a tia Nanda falou.

Dei risada colocando ela em cima da ilha da cozinha.

- Tudo bem, dona mocinha. Já sabe o que quer para o café da manhã? -perguntei.

- Não sei, tia. Qualquer coisa.

- Qualquer coisa? -abri a geladeira. - Isso não tem.

- Você entendeu, Izzie. -ela gargalhou.

- Quer salada de frutas, cereais, ovos ou panquecas? -olhei para ela de relance.

- Cereal.

- Eu estava pensando a mesma coisa.

Sorri, pegando uma cuia para cereais, leite e uma colher, juntando tudo, em seguida, para dar a ela.

- Já pensou o que quer fazer no quarto?

- Ainda não. -falou.- Mas quero Cinderela. -sorriu.

- Estou tão surpresa. -ironizei, rindo. - Agora come.

- Ok.

Fiquei olhando ela comer, fazendo uma espécie de dancinha, enquanto eu preparava ovos com bacon para mim.

Jensen entrou na cozinha minutos depois, todo arrumado, lindo e perfumado. Sua expressão não estava das melhores, parecia estar de mau humor, mas mesmo assim beijou a minha cabeça e a da Charlie antes de ir pegar o seu café.

- Bom dia, tio. -ela sorriu.

- Bom dia, princesa. -ele forçou um sorriso. - Dormiu bem?

- Dormi sim. E você?

- Muito bem, obrigado. Quer comer mais alguma coisa?

- Não. Já estou cheia.

- Então tudo bem. -sorriu, voltando sua atenção para a xícara de café.

- Bom dia, Jensen. -Nanda falou.

- Bom dia, meu bem. Tudo bem?

- Tudo sim e você, meu menino?

- Estou ótimo. -sorriu. - Já decidiu o que teremos para o jantar? Precisamos apresentar oficialmente a Charlotte.

- Já pensei em tudo, querido. Mas é surpresa. Só a Charlie pode saber.

- Ela vai me contar de qualquer jeito não é, amor? -olhou para a menina.

- Posso, tia? -ela olhou para Nanda.

- Não. Será o nosso segredinho. -Nanda lançou uma piscadela para a Charlie.

- Então tá, tia. -ela piscou para Nanda.

Jensen deu língua, de forma infantil, para as duas e se levantou.

- Estou indo, qualquer coisa me liguem. -suspirou. - Alguém precisa que eu traga alguma coisa?

- Não, tio. -Charlie falou.- E você, mama... Izzie?

Mamãe? Ela ia falar mamãe, não ia?

Olhei para o Jensen, boquiaberta, e ele estava tão atônito do que eu.

- E-eu só quero saber aonde você vai. -engoli em seco.

- Vou falar com um amigo do seu irmão.

- Sobre...? -olhei par ele.

- A adoção, Bela.

- Precisa ir tão... -pensei. - ... bonito para falar com um advogado?

- Preciso ir apresentável. Sim. -riu.

- Quer que eu vá com você?

- Seria ótimo.

- Você poderia ficar um ela por umas horas, Nanda? -perguntei, sem graça.

- Claro que sim, querida. Não se preocupe. Vamos fazer várias coisas para comer, certo, Charlie? -perguntou animada.

- Sim. -a menina bateu palminhas. - Podemos fazer uma torta? Dessa vez é para dividir, papai. -ela estava rindo, mas logo nos olhou assustada, colocando as mãozinhas na boca. - Desculpa.

- Você quer me chamar de papai, princesa? Pode chamar. -ele falou, sorrindo, imediatamente.

- É... mas pode ser meio estranho. -ela desviou os olhos. - Eu só vim morar aqui ontem.

- Mas você sente como se fosse filha deles, querida? -Nanda perguntou, suavemente.

- Eu tenho uma casa de novo por causa deles, então sim. -balançou a cabeça em afirmação. - Eu sou feliz aqui.

Senti meus olhos se encherem de água.

- Então não importa o tempo que você conhece eles. O que importa é o que você sente aqui. -indicou o coraçãozinho dela.- Tudo bem? -sorriu.

- Tudo bem. -seus bracinhos frágeis se enrolaram em volta do pescoço da Nanda enquanto uma lágrima solitária escorria em seu rosto.

- Vai abraçar só ela? -perguntei.

- Não. -desceu da banqueta, com cuidado, e correu para abraçar as minhas pernas. - Eu amo todos vocês, tá bom?

- Está ótimo. Nós também amamos muito você, princesa. -falei, enquanto a pegava no colo.

- Obrigada. -encostou a cabeça no meu ombro.

Jay estava me olhando com os olhos marejados e vermelhos, sem acreditar no que estava acontecendo enquanto eu só pensava em qual era o meu problema. Por que eu nunca quis ser mãe? Crianças eram uma das coisas mais doces e alegres da face da terra.

- Agora a gente precisa ir, ok? Divirta-se.

- Está bem. -praticamente pulou dos meus braços.

- Tchau, pessoal. -falei.- Até depois

Nanda e Charlie acenaram para mim e depois foram juntas para a dispensa. Jensen saiu da cozinha antes e, quando cheguei no carro, ele já estava pronto para dar partida.

- Bom dia, Jensen. Como você está?

- Bom dia, Izabela. Estou ótimo, e você? -deu partida, sem me olhar.

- Estou ótima também. -falei.

- Que ótimo.

- Ótimo.

O caminho até o escritório do tal advogado foi silencioso, ou quase já que o rádio estava ligado. O mau humor do Jensen estava me irritando tanto que senti vontade de bater nele, mas me segurei.

Quando finalmente chegamos, me dei conta que não era um advogado, mas sim uma advogada e, como não tínhamos hora marcada, precisamos esperar.

- Está com raiva? -Jensen perguntou depois de uns dez minutos que já estávamos sentados aguardando a nossa vez.

- Não.

- Então por que está quieta? -me olhou. - Geralmente você fala muito. Mais do que um papagaio.

- Por que eu vou puxar assunto com você se você está de mal humor?

- Para eu ficar de bom humor, oras. -respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

- E eu tenho uma bola de cristal para saber disso?

- Ei, abaixa a guarda. Não precisa brigar.

- Não estou brigando.

- E por que levantou o tom? Mau humor não é sinônimo de querer brigar.

- E quem disse que eu levantei o tom?

Ele revirou os olhos, bufando.

- Está bem. Você não levantou o tom da sua linda e agradável voz.

- Isso aí. Não levantei.

- Você é pior do que a Charlie.

- Ninguém perguntou...

- Ok, Izabela. -fechou a cara, virando o rosto para o outro lado.

- O que aconteceu com você hoje, Ross? Teve uma noite ruim, por acaso?

- Não. -respondeu ainda sem me olhar. - Você está de graça, então não sou obrigado a ficar te dando corda.

- Tudo bem.

- Tudo bem o que? -me olhou. - Está faltando coisa nessa frase.

- Está? -olhei para ele.

- "Tudo bem, meu lindo marido, você está certo." -fez uma vozinha irritante como se estivesse me imitando.

- Eu não falo assim, idiota. -revirei os olhos para não rir.

- É claro que fala. Sua voz é exatamente assim. -riu. - Te imito com maestria.

- Você faz muitas coisas com maestria, meu lindo marido, mas me imitar não é uma delas.

- Não? -gargalhou baixinho para não chamar a atenção. - É igual. Pelo menos é assim que eu te escuto.

- Nossa... Obrigada. Depois dessa, nem quero mais conversar.
[9/5, 11:00 PM] Edna: Ele riu mais ainda.

- Por que não? Agora que eu estava ficando feliz...

- Ah é? -olhei para ele, rindo.- Você fica feliz me deixando triste?

- Não, mas eu gosto de ver a sua reação quando ouve algo que não gosta. Fica com o olhar perdido, olhinhos brilhando porque está tentando não chorar e o bico quase arrastando no chão.

- Isso não é verdade... -desviei o olhar novamente.

- É sim. Você não tem como discutir sobre isso comigo.

- Por que não?

- Porque eu sou a pessoa que sei o que cada expressão que coloca no rosto significa. Além disso, não dá para você se olhar enquanto faz essa carinha de cachorro pidão.

Revirei os olhos, deitando minha cabeça em seu ombro.

- Eu odeio você...

- Eu sei. -suspirou.

- Precisamos conversar... -divaguei.

- Sobre...?

- Uma coisa aí...

- Que coisa?

- Você vai saber... Mas só depois.

- E para quê disse que precisa conversar? Vou ficar curioso agora.

- Essa foi a intenção, meu amor. -ri.

- Idiota. -riu.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, enquanto eu curtia o quão cheiroso ele estava, mas, infelizmente, minha alegria durou pouquíssimo tempo.

- Jensen Ackles? -uma mulher chamou.

Eu tinha a impressão de conhecê-la de algum lugar e, enquanto nos aproximávamos dela, me dei conta que ela era a menina que estava beijando a Mand outro dia na nossa sala de estar.

- Senhorita Wood. -ele se levantou, pegando em minha mão, sorridente.

Eu ainda estava atônita, querendo rir ao me lembrar dela envergonhada por ser pega.

- Sentem-se. -apontou para as cadeiras em frente a sua mesa e se sentou na sua enorme e confortável cadeira. giratória. - Em que posso ajudá-los?

- Viemos falar sobre a adoção de Charlotte Sanders.

- Qual é o caso? -nos olhou, séria. - Ela está em um orfanato ou os pais não têm condição de criá-la?

- Os pais a abandonaram no hospital quando descobriram que ela tinha câncer. -ele falou.

- Isso é ótimo para vocês. -suspirou. - Ainda mais se tiverem um boa condição para criá-la e arcar com o tratamento. Os pais ainda podem ser indiciados por "abandono de incapaz ", caso apareçam.

- Ótimo. -falei.- Eles não merecem a filha que tinham. E sim, nós temos a plena condição de cuidar dela. -falei, educadamente.

- Então eu entrarei com o pedido hoje mesmo e informo vocês quando precisarão comparecer a audiências e coisas do tipo. Também devem mandar uma assistente social para conversar com vocês e olhar ambiente que a Charlotte está vivendo, então estejam sempre preparados.

- Certo. Muito obrigado. -ele falou.- Agora é só aguardar?

- Sim. Eu ligo quando tiver notícias. -sorriu educadamente.

- Obrigado mais uma vez. -ele se levantou.- Até depois.

- Até. -sorriu mais uma vez e foi até a porta para abrir a mesma.

Jensen e eu saímos do escritório andando em passos largos, ainda sem acreditar que seria tudo tão simples e fácil.

- Ela transou com a Mand, não foi? -ele perguntou abrindo a porta do carro pra mim.

- Sim, amor. Foi ela mesma. -ri.

Entrei no carro e esperei até que ele fizesse o mesmo.

- Ela agiu como se nunca tivesse nos visto antes. -ligou o carro e dei partida em seguida.

- Isso se chama ser profissional. Apenas.

Ele revirou os olhos, focando a sua atenção na estrada.

- Mas quase que eu soltei um "e aí, a Amanda fode bem?". -ri.

- Eu também queria saber. -gargalhou. - "Você me deve um sofá e um rim, já que tive que vender o outro para comprar outro sofá igual aquele".

- Em pensar que no começo eu não gostava dela... Aiai.

- Está enganada, mocinha. -me olhou. - Ou devo chamar de "mamãe"?

Abri um sorriso involuntário.

- Não sei...

- Eu sei que gostou, não adianta negar. Seu segredo está seguro. -sussurrou.

- Posso falar a verdade?

- Deve.

- Eu amei. -murmurei.

Até ele se surpreendeu com a minha resposta, mesmo já esperando por ela.

- Uau. -me olhou de relance. - Para um monstro sem coração que jamais queria ser mãe e que detestava crianças, está se saindo excelentemente bem. Estou orgulhoso de você.

- Obrigada, obrigada. Sei que sou incrível. -brinquei.

- Palhaça. -estacionou. - Seu irmão já chegou. -apontou com o queixo para o carro dentro da nossa garagem.

- E se ele chegou, sabe quem mais chegou? -sorri.

- Scarlett...?

- Meu sobrinho lindo e maravilhoso.

- Ah... -ele riu. - Me esqueci que você é a louca das crianças agora.

- Não. Mas o meu sobrinho é meu bebê.

- Pensei que esse fosse eu. -fez careta, abrindo a porta.

Chris estava vendo tv, enquanto Scarlett estava brincando com a Charlie e com o Bucky. Charlotte estava completamente encantada com o pequeno bebê.

- Você é o meu neném.

- Eu? -meu irmão se levantou e veio para me abraçar. - Eu sabia que um dia você diria isso.

- Estou falando com o meu marido. -ri.- Você é o amor da minha vida.

- Ah. -Chris gargalhou. - Eu aceito o cargo.

- Tudo bem?

- Sim, e vocês? A filha de vocês está planejando o sequestro do meu filho, dêem um jeito nisso.

- Ele gostou dela? -Jen perguntou.

- Eu não perguntei isso a ela, mas, aparentemente, sim. Ela não saiu de perto dele nem por um minuto desde a hora que chegamos.

- Meus dois amores juntos... -suspirei.- Assim eu não aguento.

- Jensen e eu só andamos juntos mesmo. -meu irmão brincou.

- Estou falando das crianças, palhaço. -revirei os olhos, rindo.

- Eu também.

- Se você diz...

Nessa hora, a campainha tocou. Jensen foi andando com toda a calma do mundo até a porta e, quando essa foi aberta, foi revelado Misha e Jared. Ambos seguravam alguma coisa embrulhada em papel de presente.

- É para mim? Oh, não precisava. -meu marido brincou, abraçando os dois.

- Ai, que saudade que eu estava de vocês. -falei, abraçando-os.

- E por que não ligam para a gente? -Jared perguntou, cerrando os olhos.

- Muita coisa acontecendo, meu amor. -falei.

Jared me lançou um sorriso compreensivo.

- Cadê a Charlie? -Misha perguntou. - Sinto muito, amigo, mas os presentes não são para você.

- Poxa. -fez bico.

Eu ri.

- Charlie. -chamei um pouco mais alto.

- Oi, mamãe. -ela correu na minha direção.

- Se lembra dos tios Jared e Misha? -perguntei, pegando ela em meus braços.

A menina estava tão cheirosa com aquele cheirinho de sabonete para bebê que dava vontade de ficar beijando e cheirando seu corpinho frágil a vida toda.

- Sim. -ela sorriu.- Oi. -acenou para eles.

- Trouxemos isso para você, espero que goste. -Jared disse gentilmente, entregando o embrulho para a menina.

- Obrigada. -ela sorriu mais ainda.

- Vocês dois parecem muito com um casal gay. -Jensen falou enquanto intercalava os olhos entre o irmão e o amigo.

- Pior que eu tenho que concordar. -ri.

- Calem a porra da boca de vocês. -Misha falou, rindo. - Deveria falar isso para o seu irmão e seu marido.

- Eles são. -dei de ombros.

- Não sabiam? -Jensen arqueou a sobrancelha. - Scarlett e Izabela são apenas uma fachada.

- Eu e a Scarlett nos pegamos também.

Por sorte, Charlie havia descido do meu colo há poucos segundos.

- Essa eu gostaria de ver, sinceramente. -Misha divagou, imaginando.

- Todos queriam. -ri.

- Estão pedindo para levar porrada. -meu irmão falou de onde estava.

- Todos têm suas fantasias, maninho. -falei, ainda rindo.

- Com a mulher dos outros? -Chris questionou. - Ainda mais as mulheres dos seus melhores amigos.

Misha não estava se importando nem um pouco, ele estava rindo da situação.

- Para de ser ciumento. -Jared falou.

- Eu não sou ciumento. -Chris rebateu, dando de ombros.

- Imagina se fosse.

- O que o Christopher está falando? -Scarlett perguntou de onde estava.

- Pergunta para ele. -falei.- Você vai adorar saber.

Nanda se ofereceu, rindo, para ficar com as crianças. Minha cunhada até tentou insistir que estava bem com elas, mas Nanda não desistiu e pegou os dois baixinhos, os levando para a área externa na casa. Só então Scarlett se aproximou.

- Eu sou um cara ciumento? -Chris perguntou para a esposa. - Fala a verdade.

- Sim. -ela deu de ombros.

- Porra, não sou. -ele continuou teimando. - Eu só falo ou brigo quando acontece algo absurdo, agora o Jensen... -quis jogar para o amigo

- Você me perguntou sobre você, amor. E você é ciumento sim. Diferente de mim...

- Você não é mesmo, caga para tudo. -ele riu. - Se entrar uma mulher aqui agora e se sentar no meu colo, você vai olhar e vai fingir que nada aconteceu.

- Aí não. Só eu posso sentar em você. -ela falou.

- Gente, vocês já estão passando da conta sem ter álcool no sangue. -meu cunhado disse, rindo.

Jen me abraçou por trás, passando um braço ao redor do meu pescoço, fingindo que ia me enforcar.

- Só gosto de violência na cama, lindo. -murmurei.

- Calma. -ele riu. - É só brincadeira.

- Sei...

- Não posso mais abraçar a minha mulher?

- Pode. Deve. Mas não precisa me enforcar, meu bem.

- Eu só coloquei o meu braço aqui, chata. -se afastou.

- Amor... Vem aqui. -agarrei seu braço.- Fica aqui comigo.

- Eu estou aqui, oras. -riu.

Para nossa sorte, os outros estavam focados em outras coisas.

- Me dá um beijinho. -abracei ele.

- Se eu fizer isso, posso te matar. -seus braços estavam rentes ao seu corpo, sem retribuir meu abraço.

- Então me mata. -ri.

Ele gargalhou, passando o braço ao redor do meu pescoço, me virando de costas novamente.

- Deixa meu braço aqui.

- E o meu beijo nada né?

- Depois eu beijo. -sussurrou no meu ouvido. - Olha só, nossos pais chegaram.

Eu nem tinha percebido que o meu irmão tinha aberto a porta. Tio Patrick estava segurando uma garrafa de vinho tinto, enquanto minha mãe e minha sogra seguravam bandejas de doces. Sebastian estava quieto como sempre.

- Oi, mamãe. Oi, Sebastian. Oi, tio e tia. -falei, sorrindo.

- Ainda acho engraçado que me chame de tia. -Jane falou vindo ao meu encontro para um abraço. - Está tentando asfixiá-la, meu filho?

- Pois é, tia. -ri.- Falei isso com ele.

Eu aposto que ele revirou os olhos.

- O que tem de mais nisso? Está machucando, Bela?

- Não, amor.

- Então pronto. -suspirou. - Oi, mamãe. Tudo bem?

- Tudo sim, querido. Cadê a Charlie?

- Está lá atrás com o Bucky e com a Nanda. -apontou com o queixo.

- Tchau, gente. -ela e minha mãe foram, rapidamente, atrás das crianças.

- Acho que perdi o lugar para duas crianças. -Jensen murmurou.

- Foi triste. -ri.

- Idiota. -me soltou. - Gente, vamos lá para fora, assim fica todos juntos.

- Vamos. -falei.

A turma saiu andando, fazendo uma puta de uma bagunça, até que chegássemos ao lado externo da casa, onde Nanda tinha preparado uma linda e gigantesca mesa na beirada da piscina.

Jay, imediatamente, pegou o meu sobrinho e ficou falando qualquer coisa com o bebê.

- Por que vocês também não têm um bebê? -ouvi quando a Charlie perguntou para o Jen.

- É... -divaguei, olhando para ele.

- Porque o único bebê dessa casa é você. -Jensen respondeu sorrindo, sem parar de fazer gracinhas para o Bucky, que ria sem parar.

Era tão lindo vê-lo daquele jeito.

- Eu não sou um bebê, papai. Já falei que sou uma mocinha. -cruzou os braços.

Ele riu.

- Então eu vou ser o bebê da casa, tudo bem?

- Tudo bem. -ela gargalhou.- Mas você já esta muito velho.

- Hã. -ele ficou boquiaberto. - Eu vou te bater, garota.

- Não pode bater na mocinha, amor. -falei, me agachando para abraçar a menina

- Ela está me chamando de velho.

- E ela está mentindo? -meu irmão perguntou.

- Você é mais velho do que eu, então quer mesmo falar sobre isso? -Jensen arqueou a sobrancelha.

- Só não mando você ir para aquele lugar porque tem criança.

- Vocês dois são piores do que crianças, não é, minha filha? -falei rindo.

Ai, meu Deus... eu estou falando igual a minha mãe.

- Sim, mamãe. Pior do que criança.

- Olha que menina madura. -Jensen coçoou.

- Mais madura do que você, palhaço. -Chris falou.

- É você quem está discutindo comigo, amigo. -meu marido rebateu.

- Você que começou essa merda toda, amigo.

- Gente, calem a boca. -peguei o Bucky do colo do meu marido. - Oi, coisa linda.

- Ele não vai falar com você, criatura. -meu irmão falou.

- Christopher, fica na sua. -revirei os olhos.

O bebê riu, olhando para o pai.

- Viu? Ele só sabe rir. -ele sorriu para o filho.

- Sério, cara? Eu estava aqui esperando ele recitar Shakespeare. -Jensen ironizou.

Imagine ter que aguentar esses dois a vida toda. Dois não, os quatro.

- Mas tu é chato. Puta merda. -ele rebateu.

- Ahhhh. -Charlie gritou. - Fiquem quietos, por favor.

Eu me segurei para não rir. Bucky gargalhou.

- Obedeçam a ela, por favor. -minha mãe falou.- Não aguento mais.

- Ele começou. -Jensen apontou para o meu irmão. - Manda ele voltar a ser capacho da Scarlett.

- Não me interessa quem começou, Ross. Eu quero todo mundo quieto. -minha mãe falou firme.

- Tudo bem, mamãe. -meu irmão beijou a cabeça dela na tentativa de se livrar do esporro. - Nós só estávamos brincando.

- Ele só está tentando se livrar da bronca, mamãe.

- Eu sei. -ela riu. - Eu conheço vocês. Agora, por favor, ajam como adultos.

- Desculpa, sogrinha. -Jensen falou, abraçando-a

- Tudo bem. -ela sorriu e saiu andando, levando o Chris junto.

- Graças a Deus. -falei.

- Vocês são chatas demais. -me abraçou por trás, do mesmo jeito que fez quando estávamos na sala de estar.

Quase derreti ao ver como o Buchanan olhava para ele.

- Acho que esse menino te ama.

- Eu tenho certeza. -apertou as bochechas fofinhas do bebê com a sua mão livre.

- Mas ele me ama também.

- Mais do que qualquer um aqui. Quer dizer, a mãe dele tem leite para dar a ele, então ela ganha de você.

- Mas só ela mesmo. -dei de ombros.- Nem o pai ganha. -ri.

- O pai dele é chato. -riu.

- Não fala assim do meu irmão. Só eu posso.

- Eu falo isso desde antes de você nascer, gracinha. -apertou as minhas bochechas dessa vez.

- Problema é seu, lindinho. Ele é meu irmão. -dei ênfase no "meu".

- Amor, eu odeio quando faz isso. -suspirou.

- O que?

- Fica competindo por coisa boba.

- Eu não estou competindo. Só estou brincando com você.

- Como se eu não te conhecesse.

- É sério. Não me importo de dividir meu irmão com você.

- Eu sei disso. -beijou minha cabeça.

- Então ótimo. -sorri.- Mas só com vocês aqui.

- Seu irmão já foi dividido com muita gente... -divagou com a lembrança.

- O que está querendo dizer com isso?

- Quer mesmo que eu te explique?

- Ah... Esquece. Não quero saber.

Ele riu.

- Você não é a única da família que gosta de ménages, querida. -sussurrou no meu ouvido.

- Eca... -fiz careta.- Preferia ter ficado sem saber disso.

- Eu também preferia ter ficado sem saber… -ele falou.

- Então você é o único do grupinho que nunca fez? -olhei para ele.

- Provavelmente. -pensou um pouco. - É... com certeza eu sou o único.

- Sério? -ri.- Até seu irmão…

- Principalmente o meu irmão. -riu. - Eu até te contaria o que esses caralhos faziam na faculdade, mas estamos em um local familiar.

- Pode contar. Ninguém está ouvindo.

Ele riu, respirou fundo e olhou em volta para se certificar que ninguém estaria mesmo prestando atenção em nós.

- Eles convidavam algumas meninas da faculdade para o apartamento, umas 5 ou 6, aí os três levavam elas para dentro do quarto e passavam o dia fumando maconha, transando e bebendo.

- Gente... Eu estou chocada. -ri.- E você? Por que nunca se juntou?

- Eu fumei maconha e vi eles algumas vezes. -deu de ombros. - Mas eu acho que sexo é uma parada legal para se fazer somente com uma pessoa, conhecer o corpo do outro e saber o que gosta.

- Ai, que bonito. -sorri.

- Ok... -riu.

- Assim... Eu já fiz, é legal, mas... Sei lá. Depende muito das pessoas.

- Eu, particularmente, não acho legal. -fez careta. - Ficar dividindo a mesma garota, enfiando o seu pau nela junto com o coleguinha... Já assistiu um? É bem mais interessante.

- Já assisti e já fiz. Gosto de ter a experiência completa.

- Uma pena que a experiência tenha sido concretizada com o idiota do Adrian. -suspirou.

- Uma pena mesmo. Podia ter sido com você, mas... -ri.

- Mas você ia ficar na vontade de qualquer jeito porque eu não participaria. -riu.

- Mas faria se fosse só comigo?

- Aí não seria um ménage, seria uma foda como todas as outras.

- Eu já entendi que não faria um ménage, amor.

- Que bom que entendeu, paixão. -debochou, rindo. - Tem alguma coisa que ainda não tenha feito?

- Tipo o que?

- Qualquer coisa que envolva sexo. Tem alguma coisa que não teve oportunidade ou que nunca quis fazer.

- Não sei, lindo. -abracei ele.

- Ok. Chega desse assunto. -me abraçou de volta.

- Amor, eu preciso te falar uma coisa...

- Devo me sentar? -riu.

- Você não vai ficar sabendo agora. Só quando todos forem embora.

- E por que falou isso agora? Desde cedo está fazendo esse mistério.

- Vai valer a pena. Acredita em mim. Você deve soltar fogos de artifício. -ri.

- Hm... não faço ideia do que possa ser, mas vou acreditar em você. -beijou minha testa.

- Vamos comer? -olhei para ele.

Jen assentiu, me puxando pela mão até a mesa de jantar.



Notas Finais


Capítulo bem grandinho e descontraído para vocês.

O que será que a Izzie quer falar para o Jensen? Façam as suas apostas


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