História Changing Things - Capítulo 1


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
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Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 1 - Capítulo 1

Lance estava andando pelos lotados corredores da enorme escola. Com as mãos entrelaçadas com as de sua namorada, Allura. Estavam namorando a alguns meses, mas já haviam se tornado o casal favorito da escola. Todos estavam sempre procurando segui-los. Eram o grande exemplo. Nada inacreditável, pois com tamanha popularidade dos dois, não foi difícil terem a escola nas palmas de suas mãos. Eles e seus amigos reinavam o colégio. Mas não eram como a maioria dos populares. Eram dóceis, amigáveis – mesmo tendo um círculo de amizade meio fechado – e protegiam muitas das pessoas que eram alvos do bullying. 

Esse círculo de amizade era composto por: Pidge, – a aluna mais inteligente de toda escola; estava dois anos à frente do devido, ou seja, no 2° ano do ensino médio; sua pele era clara; seus olhos eram cor de caramelo, assim como os cabelos; usava grandes óculos redondos sem moldura; tocava tuba e fazia parte da banda escolar – Hunk, – provavelmente o garoto de dezessete anos mais amável que você pode conhecer; estava no 3° ano do ensino médio; gênio em ciências e sempre parceiro de Lance; sua pele era muito bronzeada (por ter vivido na praia durante a infância); seus olhos eram castanhos escuros, assim como os cabelos, que sempre levavam uma faixa laranja amarrada neles – Shiro, – capitão do time de baseball da escola; um dos melhores estudantes de sua turma; assim como Hunk no 3° ano; seus cabelos eram negros com sua franja branca; no lugar de seu braço direito, tinha uma prótese, como resultado de um acidente; seus olhos eram acinzentados; tinha um aspecto físico bastante robusto; sua pele era clara como a de Pidge – Keith, – era o menos amigável do grupo; era muito introvertido; estava no 2° ano junto a Pidge; a pele pálida dava certo contraste para seus olhos, que eram tão negros que quase púrpuras, e seus cabelos pretos; tocava guitarra; e era arremessador do time de baseball no qual Shiro era capitão – Allura, – uma adolescente magnificamente bela; com seus longos cabelos brancos ondulados até sua cintura; seu olhar carinhoso de cor roxa azulada; a pele cor de oliva, e seu sorriso meigo encantavam qualquer pessoa; capitã das líderes de torcida; e assim como Keith e Pidge estava no 3° ano – e Lance, – com grande inteligência e beleza conquistava todas as garotas; era bem extrovertido; seus olhos azuis profundos como oceanos, junto a seu sorriso brincalhão em seu rosto deixavam o garoto mais formidável ainda; seus cabelos eram castanhos claros e muito bem cuidados, assim como tudo em Lance; estava no 2° ano, assim como Keith e Shiro jogava baseball para a escola, era o rebatedor; e cantava.

Eles atravessavam o colégio em conjunto nesta manhã, como sempre faziam. O sinal bateu e eles foram para suas devidas aulas. Allura e Lance trocaram um leve beijo de despedida.

 

{POV Keith início}

 

A primeira aula era de álgebra. Um inferno. Nosso professor tinha mais raiva do que altura. O que não era difícil contando com o fato de que tinha apenas 1,63 de altura. Era um sujeito um tanto gordo, mas não se importava com isso. Para ele éramos todos idiotas que não sabiam fazer porcaria nenhuma naquela aula. E nisto ele provavelmente estava certo. A maioria da sala dormia nas aulas dele. Já alguns alunos como Pidge prestavam grande atenção, chegando ao ponto de quase não piscar. Já outros como eu e Lance separávamos o tempo para conversar, mexer no celular, ou as vezes até comer um pouco. Hoje resolvemos conversar mesmo, como casual. Sentamos um ao lado do outro. E comecei a conversa.

 

"Então como vai com a Allura?" Perguntei tentando puxar assunto, algo que eu era péssimo. 

 

"A gente tá bem, eu acho." Ele respondeu sem pensar muito. "E você tá ficando com alguém?" Ele me provocou.

 

"Quem? Eu? Ficando com alguém? Nunca nem vi." Brinquei. É óbvio que eu não estava ficando com ninguém. Também, do jeito que eu sou, é provável que não fique com alguém nunca. "Acho incrível uma pessoa como você estar namorando alguém e eu não." Ironia era clara e explícita um minha voz. 

 

"COM LICENÇA, COMO É QUE É?!" Me perguntou segurando uma risada. "Eu sou irresistível, okay?! Não existe ser humano que resista ao meu charme."  Ele brincou.

 

"Claro, claro. Vou fingir que acredito." Soltei um leve riso. 

 

"Pois acredite senhor. Vai chegar um ponto que nem você vai resistir." Disse convencido. "Ninguém vai."

 

"E você acredite que eu sou mais resistente. E vou resistir até o fim senhor charmoso." Brincávamos de discutir como duas crianças idiotas. 

 

"Nunquinha gatinho." Disse tocando um de seus dedos sobre a ponta de meu nariz. me senti enrubescer. "Olha só! Já não resiste mais! Ficou vermelhooo." Provocava ele. Sim eu sentia minha face queimar. Minha mente estava embaraçada. 

 

"Lance você tem namorada pode parar de gastar suas energias tentando." Provocava eu novamente. Tolo eu. Caindo no jogo dele. "O que você tem, 12?" 

 

"Numa escala de 1-10, sim eu sou 12!" Convencia-se. Eu não aguentei a situação e ri. Ele riu junto a mim. 

 

"Não seu idiota. Vou fazer a pergunta de um jeito mais fácil pra sua mente de criança entender. O que você tem, 12 anos de idade?" 

 

"Ah, cala a boca." Ele virou os olhos. "Você só tá falando isso porque não resiste mais a mim." Ele continuava a provocar. "Não precisa negar Keith. É só admitir pra você mesmo. Aceite." Ele continua.

 

"Que fofo Lance. Pena que não vou admitir, já que não preciso, porque não é verdade." Eu devolvi. "Você que tem que aceitar e admitir pra você mesmo que não pode me ter. Eu não sou de ninguém." 

 

Lance soltou uma leve e meiga risada.

 

"Eu não! Já tenho a Allura." Ele disse. 

 

"Ui! Não disse que não me quer. Lancey Lance ...ai ai ai." Eu ria novamente. "Agora você quem vai ter que admitir pra você mesmo que tá me querendo." O que eu estava fazendo? Sou muito idiota pelo amor de deus.

 

"Eu nunca disse isso. Você tá imaginando coisas por causa da sua paixãozinha por mim." Será que ele nunca vai parar? Eu estava começando a ficar com vergonha por dentro. 

 

"Eu tendo uma paixão por você? Só nos seus sonhos." Eu tentava disfarçar mas estava morrendo. 

 

Lance abriu a boca para falar mais alguma provocação mas Pidge interrompeu-o no ato. "Será que vocês dois podem calar suas boquinhas inquietas?! Eu to tentando prestar atenção na aula!" 

 

Ficamos calados. Ninguém discutia com Pidge. Apesar de ser pequena e parecer indefesa, seria uma discussão verbal, ou seja, Pidge a ganharia de cara, sem necessidade do menor esforço.

 

 

~~~~

 

Finalmente. O maldito sinal de início do intervalo havia batido. Depois de 4 aulas entediantes em que eu encontrava a mim mesmo viajando por mundos ocultos de minha mente, um descanso. No intervalo sentávamos todos juntos para comer o lanche. Nos encontramos com Hunk, Shiro e Allura como o normal. Mas agora com um hábito que ainda não tinha me acostumado. Desde alguns meses atrás, quando começaram a namorar, toda vez que Lance chega no intervalo e encontra com Allura eu se abraçam e trocam um beijo. Sei que não é certo, mas no fundo mais profundo da minha alma eu sinto um pingo de ciúmes por eles. Talvez ninguém soubesse, mas há quase um ano eu tenho me sentido diferente em relação ao Lance. Mas quando percebi que era algo já era tarde demais, e Lance escolhera Allura. Mesmo me sentindo assim, continuo apoiando e suportando tal casal. E viver ao lado deles todos os dias, não vou mentir, não é nem um pouco fácil.

 

 

 

{POV Keith fim}

 

 

~~~~

 

 

 {POV Lance início}

 

 

 

Todos conversávamos durante o intervalo. Fazíamos piadas, comíamos, rimos, e durante tudo isso Allura sentava-se em uma de minhas pernas e segurava uma de minhas mãos. Com minha mão livre acariciava seus cabelos. Mas meus pensamentos estavam longe. Muito longe. Estavam viajando pela aula de álgebra onde eu me encontrava conversando com Keith. Bom, não era uma conversa. Estava mais para uma troca de provocações de brincadeira. Eu estava me divertindo muito simplesmente por conversar com Keith e por sua presença lá. Ultimamente eu me sentia mais do que nunca me divertindo com Keith. Era como se não fosse mais uma diversão, mas sim um prazer de passar tempo com ele. Eu começara a reparar mais no jeito como ele fala, anda, escreve, observa, conversa, presta atenção, mexe no celular, faz gestos com as mãos enquanto pronuncia as palavras, e basicamente tudo que ele faz. Mas o que era isso? Não era supostamente para que eu estivesse assim com Allura, já que nós namorávamos a alguns meses? Me sentia estranho. Eu amo Allura. Mas como? Que tipo de amor é esse? De amizade, irmãos, ou namorados como somos? Eram perguntas demais em minha mente, e infelizmente nenhuma delas tinha resposta. Era confuso. Minha mente estava uma bagunça. E agora só conseguia ver a imagem dos olhos de Keith a minha frente, que viajava focado em um ponto distante. Aquele olhar parecia consumir-me até a alma. Seu olhar insignificante que parecia significar muito. E... DROGA! Choque de realidade!!! Acorda Lance! Você tem uma namorada encantadora! Porque você está pensando nisso? Garoto feio, para! 

 

"-nce..."

 

"Lance..."

 

"Lance!"

 

"LANCE!!" Ouvi a voz de Pidge me chamar.

 

"Hm?" Pisquei e tirei meu olhar dos olhos de Keith. "O que aconteceu?" Perguntei ainda perdido na situação.

 

"Eu perguntei se você vai assistir meu ensaio hoje depois do treino de vocês. Você vai Lance?" Allura questionou animada. 

 

"Vou, claro! Não perderia isso por nada." Respondi sorrindo. Allura sorriu de volta. 

 

"Que bom Lancey! Fico feliz!" Ela disse e então me deu um beijo na bochecha. 

 

 

~~~~

 

 

 O sinal de término do intervalo tocou avisando a todos nós que nossas aulas estavam para começar. Agora era aula de educação física, ou seja, eu Pidge e Keith tínhamos 15 minutos para nos trocarmos para nossos uniformes de ginástica. Pidge foi para o vestiário feminino, enquanto eu e Keith para o masculino. No caminho até lá estávamos em um silêncio, que para mim era bastante desconfortável, então eu o rompi. 

 

"Então... Já aceitou o fato de que você me ama ou ainda não?" Perguntei enchendo o saco.

 

"Nunca." Keith dizia sem nem pensar antes. "E você já aceitou que me quer?"

 

"Nem sonhe com isso." Mentira. Minha vida era uma mentira. 

 

Agora eu percebera. Eu gostava de Keith. O amor que sentia por Allura era de amizade. Já o modo como eu gostava de Keith era, gostar, daquele jeito. E então tinha percebido isso só agora. Depois de meses com isso perturbando minha cabeça. Como tomei essa decisão agora, não sei. E também não tenho certeza se estou certo ou errado. Mas sabendo ou não, ninguém poderia saber. O que pensariam de mim? Não me aceitariam. Allura ficaria furiosa e não gostaria mais de mim. Todos me desprezariam.

 

Chegamos aos armários do vestuário por fim. Nossos armários eram do lado um do outro, por conta de estarem em ordem alfabética. Abri meu armário e comecei a me trocar como usual. Tirei minha camiseta e pegando a outra no armário me dispersei com o que meus olhos viram. Keith estava sem camisa mexendo em seu celular que tinha acabado de vibrar. Provavelmente recebera uma mensagem e foi ver o que era, esquecendo o faço de estar sem uma peça de roupa. Eu me esforçava para tirar os olhos daquela visão, mas era difícil. Finalmente consegui. Depois de uma breve luta de vontade contra razão minha mente, conseguiu resistir à vontade e ir contra ela, desviando o olhar para meu armário novamente. Agarrei minha camisa esportiva do uniforme e vesti tal. Troquei minhas calças jeans por minhas bermudas. E estava trocando meus tênis all star converse para os esportivos da nike. Mas enquanto amarrava o cadarço do primeiro tênis, Keith virou-se para mim ainda sem nenhuma camisa e perguntou.

 

"Lance você viu onde foi parar minha camiseta do uniforme?" Ele me olhava inocentemente. Sem saber o que eu pensava ou a luta que estava tendo comigo mesmo para não tocar naquele abdómen definido. 

 

"Não vi. Pode ver no meu armário se quiser." Disse tentando ajudar.

 

"Hããã... a senha." Ele falou. É obvio. Claro. A senha. Aquela infame daquela senha. 

 

"Ah é." Levantei-me do banco de madeira e andei até meu armário onde um Keith sem camisa se encontrava. 

 

Coloquei a senha nervosamente. Abri o armário e olhei dentro dele, assim como fez Keith. Sem perceber, para fazer isso Keith acidentalmente chegou mais perto de mim. Meus sistemas explodiam em energia. Senti meu rosto enrubescer e as pontas de minhas orelhas queimarem. Meu coração estava a mil. 

 

"É não está aqui... vou ver no meu armário de novo e se achar te aviso." Ele falava calmamente. "Ah! Aqui! Tinha caído no chão." Disse abaixando-se para pegar a camisa. 

 

Partes de mim agradeciam que ele estava vestindo-se, outras não queriam isso. Mas que droga! Estou tão confuso que nem sei bem ao certo o que quero mais.

 

 

 {POV Lance fim}



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