História Changing Things - Capítulo 2


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
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Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 2 - Capítulo 2

{POV Keith início}

 

 

Acabei de colocar meus tênis e fui andando ao lado de Lance até a quadra. Chegando lá, os alunos se alongavam e aqueciam, preparando-se para a aula. Segundo o que víamos, seria uma aula do conteúdo de lutas. Havia um grande tatâmi sobre o piso da quadra, e os alunos se separavam em duplas. Ao perceber isso, resolvi convidar Lance para ser a minha dupla. 

 

"Dupla?" Falamos em uníssono. Pelo jeito, tínhamos a mesma ideia. Rimos.

 

"Sempre." Respondi ainda rindo. 

 

Lance ficava encantador quando ria. Seu sorriso encaixava-se perfeitamente no som que emitia, ficando assim muito confortável assistir o garoto risonho.  

 

Depois de alguns longos segundos rindo, tempo suficiente para viajar novamente em meus pensamentos de Lance, a risada cessou. O cubano ajeitou seus cabelos passando sua mão pela parte da frente, e levemente a puxando para trás, como sempre fazia. E de novo, ele ficava magnífico fazendo isso. Não era possível, Lance ficava bonito em tudo que fazia, e não era só isso. Também era um bom atleta e muito inteligente. A vida estava sendo injusta. Como um garoto pode ser tão incrível, ou se me atrevo dizer, perfeito assim? 

 

O professor soprou seu apito, chamando a atenção dos alunos, e me retirando de minhas viagens mentais para universos onde posso me sentir assim sobre Lance. Mas a realidade não ajudava, e tinha que aceitar o fato de que Lance namora com Allura e não se interessa por garotos. 

 

"Hoje vamos treinar um pouco do básico de luta corpo-a-corpo." O professor começou. "Irei fazer uma breve demonstração do que é esperado que vocês façam. Sr. Kogane, me ajude por favor." Andei até ele. Já era de costume. Ele sempre me chamava. "Nesta primeira partida vou deixar Keith vencer, pois é apenas uma demonstração." O professor afirmou. Lance segurava o riso. Ele e todos sabiam que não era por causa de ser uma mostra, mas sim porque o professor não era muito bom em luta corpo-a-corpo. 

 

Me posicionei à sua frente, e ele à minha. Ele tentou me golpear na região da barriga, mas fiz um desvio pela lateral. Segurei-o pelas mãos, e como sempre fazia, o joguei por cima das minhas costas, fazendo de tal modo que ele caísse sentado no chão. A classe aplaudiu. Ajudei meu professor a se levantar.

 

"Muito obrigada pela ajuda na demonstração Sr. Kogane." Ele agradeceu. Eu apenas movi minha cabeça em sinal de respeito, e voltei para o lado de Lance. "Em duplas. Podem começar."

 

Lance e eu nos distanciamos um pouco das outras duplas, para que nenhum acidente ocorresse. 

 

"Não sei por que o Sr. Belmong ainda te chama pra ajudar ele nas demonstrações. Será que ele não entende que você vai sempre vencê-lo?" Lance dizia com um sorriso brincando em seus lábios. 

 

"Ele deve pensar que um dia vai conseguir me vencer. Mas, como você disse ontem...Ah sim, sou invencível!" Brinquei com o moreno.

 

"Nada consegue vencer Keith Kogane. O indestrutível." Lance falou sarcasticamente. 

 

Rimos um pouco. Até que eu cortasse dizendo, "Pronto para ser derrotado?". 

 

"Por você, sempre." Avançamos. Ele tentou um soco no meu ombro, desviei. Tentou uma rasteira em minha perna direita, mas levantei-a antes. Cansei então de brincar. Peguei Lance por sua cintura, joguei-o por cima de minhas costas para o chão. Assim como na demonstração. 

 

"Tudo bem aí? Lancey Lance?" Provoquei. 

 

"Ouch. Essa doeu até no meu coração." Brincava ele.

 

"Ok. Então é sua vez de ganhar agora." Informei. 

 

Começamos outra vez. Mas desta vez deixaria Lance vencer. Só pra ver aquele sorriso bobo no rosto? Talvez. 

 

Ele tentou chutar meu tornozelo, desviei. Era o primeiro golpe, não deixaria tão fácil. Um soco em meu abdómen foi o seguinte, no qual não fugi. Dobrei meu corpo pelo soco, então Lance aproveitou para passar uma leve rasteira por minhas pernas. Cai no chão. Não olhei para cima. Fingi estar mal por ter sido um soco muito forte. Fiquei com a cabeça baixa e com as duas mãos segurando o local do golpe. 

 

"Meu Deus, Keith tá tudo bem?! Eu te machuquei?" Lance perguntou se abaixando e posicionando suas mãos uma sobre meu ombro, e outra em meu cabelo. Funcionou.

 

"Ai...Lance. Caramba." Falei com a voz fraca. Segurando o riso. 

 

"Keith quer que eu te leve na enfermaria ou–" Cortei sua fala com uma leve risada, qual ele escutou. "Ha, ha, muito engraçado. Seu idiota." Dizia ele com raiva. "Você me assustou, ok? Eu achei que você tava mal." 

 

Eu ria. "É claro que não, né lance!" 

 

"Que bom. Não queria machucar o campeão da classe." Agora ele devolvia provocante. "A propósito, seu abdómen é muito duro. Acho que esse soco doeu mais em mim do que em você." Um sorriso maroto se abria em seus finos lábios. Mas era perceptível que ele falava um pouco de verdade, pois não tinha aquele olhar sarcástico de quando sempre fazia suas piadas. 

 

Minha face enrubesceu. As pontas de minhas orelhas e meus ombros queimavam. "Ah, até que não doeu em mim..." Eu contava. 

 

"Nossa, seus ombros ficaram quentes." Droga. Agora meu rosto também queimava, e provavelmente estava roxo. "Tá com vergonha do que eu falei?" Logo lance percebeu.

 

"É-é claro que não..." Tentei disfarçar, mas era péssimo nisso. 

 

"Keith você não precisa ter vergonha de ser forte pra caramba, ok? Aliás, é ótimo que você seja assim. Se acontecer alguma coisa comigo, você me protege." Provocou ele rindo. Acho que ele estava tentando ser sério. Mas não deu certo. 

 

"Ok. Mas saiba que não preciso ser forte pra te proteger." Falei. 

 

"Claro que precisa. Minha vida é muito perigosa e radical." Ele brincou arrancando um riso de minha garganta. "Todo dia é uma nova aventura." Dizia com ironia. 

 

"Bom, ok. Agora vamos voltar a lutar antes que o Sr. Belmong brigue com a gente." Sugeri, enquanto me erguia do tatâmi.

 

 

 

 

{POV Keith fim}

 

 

~~~~

 

 

{POV Lance início}

 

O dia acabou, finalmente. Depois do nosso treino de baseball, ao mesmo tempo que o ensaio da Pidge com a banda, enquanto Hunk estava no grupo de ciências, então depois todos assistimos ao treino de Allura com as líderes de torcida. Era sexta-feira. Tínhamos programado uma "festa do pijama", como a Allura gosta de chamar, hoje à noite. Ia ser na casa da Allura porque os pais dela tinham viajado. Mas como eles são responsáveis pediram para o tio dela, Coran, que é bem divertido, quase nosso amigo também, pra acompanhar a gente. Mas como ele sempre cai no sono não muito depois das 21, a farra começa. Verdade e desafio. É claro. O clássico jogo das noites de sexta. Nele geralmente a gente se ferra, obviamente. Era o que eu esperava para aquela noite.

 

Estávamos a caminho da casa de Allura. Que ficava a, mais ou menos, 4 quadras da escola. Chegamos lá por volta das 19, depois de passarmos pegar um milkshake no Pop's, como de costume. Era uma casa grande e aconchegante. Dormiríamos na sala de estar. Onde já estavam alguns travesseiros amontoados nos sofás, e outros mesmo no chão. 

 

Largamos nossas mochilas da escola no chão junto às outras, onde estavam nossos pijamas e as roupas que usaríamos no dia seguinte. Fomos até a cozinha onde uma mesa redonda ficava. Lá, nós nos sentamos e decidimos pedir uma pizza. Quando, por fim, chegamos a uma conclusão de qual sabor iríamos pedir, avisamos Coran, que realizou o pedido. 

 

Enquanto esperávamos a comida chegar, jogamos eu nunca. 

 

"Eu nunca beijei ninguém." Pidge jogou. Uma ótima jogada. Todos os outros abaixaram um dos dedos. 

 

"Eu nunca cozinhei." Keith lançou. Os outros e eu abaixamos um dedo, menos Pidge.

 

"Eu nunca joguei baseball." Allura sacaneou. Shiro, Keith, e eu tínhamos um dedo a menos. 

 

Era minha vez. "Eu nunca toquei um instrumento." Disse, fazendo Keith e Pidge perderem um ponto. 

 

"Eu nunca apareci na televisão." Shiro falou. Allura, Pidge, e Hunk já tinham aparecido e ele sabia disso. 

 

"Eu nunca usei aparelho." Hunk joga. Keith, Pidge, Allura e eu já.

 

"Eu nunca tive uma conta no Instagram." Pidge novamente fez todos abaixarem um dos dedos.

 

"PIDGE!" Dissemos em sincronia. Mas apenas eu continuei. "Assim não dá, né."

 

"É o jogo Lance. Eu tenho minhas estratégias." Me respondeu Pidge melancolicamente.

 

"Se é assim então... Eu nunca tive um Snapchat." Keith usou a estratégia. Todos com um ponto a menos. 

 

Allura. "Eu nunca quebrei nenhuma parte do corpo." Eu, Keith e Shiro abaixamos o dedo.

 

Eu de novo. "Eu não nasci nos EUA." Pronto todos perderam um ponto.  

 

Vez de shiro. "Eu nunca joguei vídeo game" Droga, eu estava perdendo junto com Keith. 

 

Ele e eu agora tínhamos 2 pontos restantes. Shiro e Hunk mais 3. E Allura e Pidge 4.

 

Hunk parecia ter percebido isso e resolveu prejudicar Pidge e Allura. "Eu nunca usei um vestido." Disse decidido. As duas como suposto tinham agora 3 pontos.

 

Mas era a vez de Pidge. "Eu nunca estive no 3° ano do ensino médio. Ha! Engulam essa!" Retrucou. 

 

Shiro, Hunk e Allura tinham 2 pontos. Assim como eu e Keith.

 

Pigde continuava ganhando do mesmo jeito. Vez de Keith, que nada bobo falou. "Eu nunca usei óculos." Pidge o encarou com ódio mortal.

 

Essa pidgeon pode ser muito brava, mas nunca avança para uma briga com os amigos.

 

Todos estávamos empatados. Era vez de Allura. Ela abria sua boca para falar quando o som da campainha ecoou pela cozinha. Ouvindo isso abrimos largos sorrisos. Não sei os outros, mas eu estava morrendo de fome. 

 

Coran atendeu a porta e nos deu a pizza. Comemos tão rápido que a pizza parecia ter sumido da caixa, que logo estava vazia. 

 

Fomos para a sala de estar conversar um pouco, e ver alguma série . Ficamos questão de meia hora apenas discutindo qual assistir. E não chegamos a uma conclusão.Nisso não passavam de 21. Ainda estava cedo para nós. Iríamos dormir em torno das 3 da manhã então ainda tínhamos bastante tempo. 

 

Então resolvemos fazer uma guerra de travesseiros enquanto Coran ainda estava de pé. Vestimos nossos pijamas e nos dividimos em duplas. Mas Shiro acabou desistindo de jogar e foi tomar café, se não, ele não aguentaria até mais de meia noite. Allura achou criancice e resolveu ficar só na torcida com Coran. Então eram duplas. Eu e Hunk contra Pidge e Keith. Hunk ficou na defesa enquanto eu atacava os outros dois, que por acaso resolveram ficar juntos no ataque e sem defesa. Lutamos por cerca de 20 a 30 minutos, até Allura pedir silêncio pois Coran estava dormindo. 

 

Era agora que a noite começava. Os desafios idiotas e verdades vergonhosas, estavam para começar. 

 

"Verdade e desafio." Allura disse certa das palavras que saiam de sua boca. 

 

"Eu giro!" Falei animado. Por algum motivo, eu adorava girar aquela garrafa e sentir a adrenalina de sortear o azarado. 

 

A garrafa parou em pergunta apontando para Shiro, e resposta para Hunk. 

 

"Verdade ou desafio Hunk?" Perguntou Shiro.

 

"Verdade" Hunk respondeu calmo. Ele não tinha problemas com esse jogo. Ele não guardava segredos de nós. 

 

"É verdade que você quer pedir a Shay em namoro?" Shiro indagou com seu sorriso provocante. 

 

"Bom, pra falar a verdade, é sim." Hunk falou meio sem jeito. Nós emitimos um own coletivo. 

 

Girei a garrafa novamente. Pidge pergunta e Allura resposta. 

 

"Verdade ou desafio?" A pergunta clássica saiu da boca de Pidge.

 

"Desafio." A resposta decidida causou trocas de olhares surpresos.

 

"Hmm... Eu te desafio a dar um beijo no Shiro." O desafio me incomodava um pouco. Allura era minha namorada. Já faziam meses. Mas afinal era só um beijo. Se Allura gostasse de mim de verdade, isso não mudaria nada em nosso relacionamento.

 

Allura estava de queixo caído quando disse. "Mas, Pidge, eu namoro o Lance eu não posso sair beijando as pessoas assim." 

 

"Tudo bem Allura. É só um beijo. Não vai mudar nada do que eu senti por você ou do que você sente por mim." Informei minha namorada. 

 

Os outros olhavam estranhando um pouco. Talvez, porque, geralmente eu sou o tipo de namorado ciumento que não deixa ninguém encostar na namorada. Mas hoje não. Eu simplesmente não ligo. Porque se eu estiver certo sobre meus sentimentos por Keith, logo terei de contar a Allura. 

 

Allura me observava com olhos curiosos mas então disse. "Ok, está bem então." Foi até onde Shiro estava sentado e beijou-o. 

 

"30 segundos contando no meu celular." Pidge afirmou. 

 

Ver os dois se beijando senti uma leve raiva. Não era nem um pouco confortável ver minha namorada e um de meus melhoras amigos se beijando na minha frente. E eu conheço os beijos de Allura. Quando ela quer ela beija muito, muito, bem. É algo capaz de ativar cada nervo de seu corpo e fazer seus sistemas queimarem. E pela cor do rosto de Shiro, o beijo estava sendo exatamente um destes. 

 

O celular de Pidge deu o alarme. "Pronto o tempo acabou." Eles separaram os lábios e Allura voltou para seu lugar. Seus rostos enrubesceram. 

 

Girei a garrafa mais uma vez. O lado de pergunta apontava para Shiro novamente, e o de resposta, dessa vez apontava para mim. 

 

"Verdade ou desafio, Lance?" Shiro me questionou.

 

A palavra verdade ecoou em minha mente. Haviam muitas verdades que não queriam que fossem reveladas sobre mim. "Desafio." Meu medo escolheu por mim. 

 

"Ahnn... eu te desafio dar um selinho no Keith." As palavras arregalaram meus olhos e os de Keith. "Você mesmo disse que é só um beijo e não vai fazer diferença em como vocês se sentem. Vá em frente." 

 

"Mas..." Eu não tinha argumentos. Nenhum comentário. Não sabia como reagir. 

 

"Lance tudo bem. Um selinho não é nada." Eles diziam. Mas para mim em selinho em Keith significava muito. 

 

"Vai logo, Lance. Acaba com isso de uma vez." Keith disse. Ele parecia não se importar também. 

 

Ok. Lance você vai dar um selinho no garoto que você secretamente gosta mas ninguém aqui sabe, então você não pode demonstrar nenhuma reação ou sentimento. Vai. 

 

Falava para mim mesmo em minha mente. Certo eu ia mesmo fazer aquilo.

 

Me inclinei para o lado onde estava Keith. Segurei seu rosto que era tão macio, mais que  um pêssego. Fechei meus olhos e foi. Quando nossos lábios se tocaram rapidamente, um choque de energia passou como um raio pelo meu corpo. 

 

Não foi necessário de um beijo intenso, como os que eram necessários com Allura, para que sentisse meus sistemas torrando e todos meus nervos ativados à milhão. O local onde seu rosto encontrava a palma de minha mão estava quente. 

 

Eu me sentia num tsunami de sentimentos que estavam guardados e escondidos. Agora todos voavam por minha mente perdidamente desorientados. Faíscas invadiram minha visão. Meu cérebro estava feliz demais , explodindo de tanta alegria. Mas não poderia demonstrar isso. 

 

Retirei minha mão da face lisa de Keith e me afastei, voltando a minha posição de antes do selinho. 

 

Minhas orelhas torravam e meus ombros queimavam. Meu rosto enrubescera assim como o do Keith. Meus olhos confusos e perdidos encaravam o piso gelado de mármore. 

 

Girei a garrafa mais uma vez. 

 

 

 

{POV Lance fim}



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