História Changing Things - Capítulo 6


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
Visualizações 20
Palavras 1.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 6 - Capítulo 6

{POV Keith início}

 

"Então..." Comecei tentando iniciar uma conversa. "O que você quer fazer durante essa uma hora que a gente ainda tem junto?" 

 

Ele me olhou nos olhos por alguns segundos, provavelmente pensando no que dizer. "Eu, bom, depois de te levar para sua casa, eu acho que vou... terminar com a Allura."

 

Por causa da resposta inesperada, meus olhos se arregalaram. O que deu naquele garoto?! Antes de dormir ele estava super preocupado com os sentimentos dela, e isso, e aquilo. Que ele não queria ver ela sofrer porque a amava como uma amiga. Onde estava com a cabeça dizendo isso?!

 

"Lance... hããã... você tem certeza?" Perguntei meio desconfiado. Poderia ser apenas o sono que estava afetando ele. "Porque esse caminho não tem volta." Avisei.

 

"Eu acho que sei o que vou fazer e as consequências disso. E pelo que conheço bem Allura, ela não vai demorar para começar outro relacionamento." Ele dizia calmo, como se não fosse nada. 

 

"Lance, você não precisa fazer isso só porque eu sinto algo por você. Não quero estragar seu namoro com a Allura por causa disso." Eu dizia tentando fazê-lo entender a gravidade da situação. 

 

"Não, Keith. Seus sentimentos são importantes para mim. E por outro lado, não é apenas você que tem sentimentos assim. Você sabe que sinto o mesmo por você." Ele me explicava com pacificidade.

 

Sorri em resposta, sem palavras parecendo um idiota. Ele sorriu para mim de volta. 

 

"Mas quer saber isso fica para amanhã. Quer sair um pouco?" Ele sugeriu cortando o ar constrangedor. Assenti pensando ser uma boa ideia. "Vamos jantar, então, dai depois a gente vai em alguma festa, ok? Pra me animar e a gente se divertir juntos." 

 

"Seria ótimo!" Eu amei a ideia. Era o que eu mais queria fazer no momento. Me descontrair da vida com alguém especial. 

 

Nós levantamos do cobertor e travesseiros. Coloquei minha jaqueta, e Lance colocou seu casaco. Peguei meu celular do chão e andei até o cubano. Subimos as escadas para o quarto de Lance. Lá ele pegou suas chaves do carro, e saímos logo em seguida. 

 

 ~~~~

 

Jantamos no Pop's mesmo, como habitual. Depois decidimos ir até uma festa que ficava à uma hora da cidade. 

 

E lá estávamos nós. No caminho para nossa noite louca. Saindo do Pop's avisei minha mãe que iria dormir na casa de Lance hoje e ela concordou. Afinal, era sábado eu não faria nada o fim de semana todo. Lance me salvou do tédio interminável. 

 

A cada musica escolhida pelo moreno que tocava, eu e ele cantávamos em sintonia. Em musicas com duas vozes, eu era a voz mais grave e ele a mais aguda. Estávamos tendo diversão. Era um típico fim de semana para um adolescente normal. 

 

Muitas musicas tocaram. Dance, Dance (Fall Out Boy), Blow Your Mind (Dua Lipa), Die Young (Kesha), Bom Clap (Charli XCX), R U Mine? (Artic Monkeys), Counting Stars (OneRepublic), Fucking Perfect (P!nk), e várias outras. 

 

Lance e eu não trocamos uma palavra sequer. Não era preciso. Sabíamos que estávamos felizes pelo momento. Alegres por estarmos juntos. Sorrimos o caminho todo. 

 

Por fim chegamos ao destino. Já era cerca de 23 horas. Olhando de fora do lugar, parecia um restaurante privado ou algo do tipo. Mas ao entrar depois de esperar na enorme fila, o que vimos deu brilho em meus olhos. Uma multidão de adolescentes dançando e se divertindo. 

 

Lance me agarrou pelo pulso e puxou até a pista de dança. O sorriso em seu rosto se estendia de orelha a orelha. A música que tocava era muito animada. Estávamos pulando, e digamos que, dançando juntos. De onde estávamos não sairíamos, por causa da multidão que estava em volta, mas também, mesmo se conseguisse sair, não iria querer. 

 

A música que tocava se chamava Shut Up and Dance. E para falar a verdade, era uma música ótima. Em uma das partes dela, dizia:

 

Deep in her eyes (No fundo dos seus olhos)

I think I see the future (Eu acho que vejo o futuro)

I realize this is my last chance (Eu percebi que é minha última chance)

She took my arm (Ela pegou meu braço)

I don't know how it happened (Eu não sei como aconteceu)

We took the flor and she said (Nós tomamos a pista e ela disse)

Oh, don't you dare look back (Oh, não se atreva a olhar para trás)

Just keep yours eyes on me (Apenas mantenha seus olhos em mim)

I said you're holding back (Eu disse você está se segurando)

She said "Shut up and dance with me!" (Ela disse "Cale a boca e dance comigo) 

 

Era básica mente o momento. Lance me pegou pelo braço e me levou para a pista de dança. Ele parecia estar se segurando mas não queria voltar atrás. E ele pelo jeito, viu que eu percebi que ele estava se segurando um pouco, então se soltou mais. Começou a cantar. 

 

"Oh, don't you dare look back just keep your eyes on me." Olhou para mim e captei a mensagem.

 

"I said you're holding back. She said..." Cantei também.

 

"Shut up and dance with me!" Cantamos juntos. Agora mais divertido que nunca, cantávamos, dançávamos, e a melhor parte, eu estava muito bem acompanhado. Até demais.

 

Rimos um pouco. Logo voltamos a cantar. Completamente entretidos com a música. Era incrível. Eu devia fazer isso mais vezes. Queria que todas as noites fossem assim a partir de agora. 

 

Durante o instrumental da música, Lance resolveu se soltar por completo. Avançou sobre mim em um beijo feliz, e eu o beijei de volta. Coloquei meus braços levemente dobrados sobre seus ombros. E ele abraçou minha cintura. 

 

Eu separei o beijo para segurar a cintura do latino e o levantar, até a altura do meu peito. Ele sorriu enquanto firmemente segurou em meus ombros. O coloquei com os pés de volta no chão, e tais mal tocaram a pista, quando nossos lábios se selaram novamente. 

 

O instrumental da música acabou assim que deixamos de encostar nossas bocas, voltando, assim, a cantar. 

 

"Deep in her eyes, I think I see the future. I realize this is my last chance. She took my arm. I don't know how it happened. We took the floor and she said. Oh, don't you dare look back , just keep your eyes on me. I said you're holding back. She said "Shut up and dance with me!" Continuávamos como antes cantando em uma sintonia perfeita. 

 

Para mim, todos os sons eram abafados, e conseguia ouvir apenas meu dueto com Lance. Cantávamos com sorrisos e rápidas trocas de risadas durante o canto. Dançávamos e pulávamos estranhamente. Não precisávamos ter vergonha de ser quem éramos lá. Ninguém nos conhecia. Poderíamos ser quem nos quisermos. Não nos importávamos com quem estava nos vendo. Nada importava mais. Somente Lance e sua companhia. Sua voz junto a minha. Seus olhos alegres olhando dentro dos meus. Os sorriso entrelaçados com palavras em nossas bocas. E não demorava muito tempo para que nossos lábios selassem um com o outro, repetidamente. 

 

Gostaria de viver assim. Sem precisar de nada mais e nada menos. Isso era quem realmente éramos. Expressando nossos sentimentos escondidos no fundo de nossas mentes. Sendo quem realmente somos por dentro. Quem queremos ser por fora também. Mas isso não importava agora.

 

No momento, o que importava era o sorriso radiante de Lance, que era capaz de iluminar uma noite escura. O modo como nossos corpos se juntavam com movimentos e passos de dança loucos. Como meus dedos se entrelaçavam nos dele. Como seu calor era capaz de me aquecer num frio eterno. Como sua energia chegava vibrante em meu organismo. Torrava meus sistemas. Acionava todos meus nervos. Me confortava. Lá me encontrava. Era meu lar. Minha casa. Não vivia lá, mas era onde estava meu coração. Em Lance. 

 

 

{POV Keith fim}

 

 

 

{POV Lance início}

 

 

 

Minha vontade era na verdade de empurrar Keith contra a parede e beija-li até o amanhecer. Mas estava me divertindo demais cantando, dançando, e levemente beijando o garoto. Não queria estragar nada no momento. Era tudo perfeito. Onde os pensamentos eram abafados pelo som da voz dele em sintonia com a minha. O som era reconfortante, assim como seu toque. Me sentia livre com Keith ao meu lado. E, meu deus, eu amo esse menino. Muito clichê, eu sei. Dizer que você ama uma pessoa. Mas é a mais pura e seca verdade. Pode ser afetivamente desanimadora para alguns, mas em minha situação atual, nada me afetará. Keith me protege. Me aconchega com seu toque. 

 

A música se deu ao fim. E assim vieram outras em seguida. Para minha sorte, eu e keith sabíamos todas as letras. Talvez porque o que mais fazíamos era ouvir música, mas isso é assunto para outra hora. Agora era apenas curtir, dançar, e se soltar. 

 

Eu me abracei à Keith, quando uma música mais calma começou a tocar. Seu corpo era quente. Ele envolveu meu corpo gelado com suas mãos calorosas. Deitei minha cabeça sobre seu ombro, e ele sobre o meu. Ergui uma das mãos até o seu mullet. Aquele no qual passei a vida reclamando sobre, e agora amo tanto.

 

Não entendo como um ser humano pode ter sido criado assim tão perfeito?! Porque você não ficou com ele desde o começo?! Meu cérebro gritava para mim. 

 

Bem pensado. Eu poderia ter ficado com ele e nunca namorado a Allura. Mas se as coisas tivessem sido deste jeito, provavelmente eu nunca teria esse momento único. Então, prefiro deixar o resto da minha vida estranho e um relacionamento perfeito. 

 

{POV Lance fim}



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