História Changing Things - Capítulo 7


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
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Palavras 1.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 7 - Capítulo 7

 

~~~~

 

 

{POV Keith início}

 

 

Acordei na cama de Lance. Estava um pouco cansado da noite anterior, mas o cansaço valeu a pena. Virei para o lado e não vi nada mais que um quarto vazio. O tempo não passa quase nada, até um cubano sorridente cheio de energia preencher o vazio do quarto.

 

"Bom dia estrela cadente! Dormiu bem?" Pergunta, me acordando de vez, e animando meu dia.

 

Solto um bocejo. "Bom dia raio de sol! Dormi muito bem. É claro né, porque não dormiria bem se estava em seus braços à noite toda?" Provoco. 

 

O cubano reage ficando vermelho. Finalmente reparo em uma bandeja que carrega em seus braços. "Bom, enquanto você dormia, eu fiz café da manhã pra você!" Disse colocando a bandeja sobre meu colo. 

 

"Obrigado Lance. Ninguém nunca fez isso por mim. Café da manhã na cama." Ele da um leve sorriso orgulhoso.

 

"Não foi nada." Ele podia pensar não ter sido nada, mas para mim era bastante. 

 

Em cima da bandeja haviam uma torrada com geleia de amora, minha favorita, um copo de café com açúcar, e uma ameixa. Wow! Lance realmente sabia do que eu gostava.

 

 Ele sentou na ponta da cama e me observou comer. Quando acabei, ele recolheu a bandeja e a levou pra a cozinha, seguido por meus passos. Ele colocou a bandeja na pedra branca de mármore da pia, e voltou-se em minha direção. 

 

"E então, o que achou de ontem?" Perguntou com curiosidade no olhar. "Porque eu achei incrivelmente incrível!"

 

A fala arranca um sorriso bobo de meus lábios. "Eu achei simplesmente maravilhoso! Afinal, tudo com você sempre é." Minha resposta o faz corar. 

 

"Assim você me deixa sem jeito..." Ele diz. 

 

Dito isso, vou até a Lance e lhe dou um abraço carinhoso. Ele responde o abraço me apertando mais ainda contra seu corpo. 

 

"Sabe... se eu conhecesse meus sentimentos, teria sempre ficado com você. Desde o início." O moreno falava. Em resposta, acaricio sua nuca, onde os cabelos sedosos me confortam mais e mais. 

 

~~~~

 

 

Minha mãe não demorou à chegar para me buscar. Como sempre, era pontual. Tinha dito que iria me levar embora as 11:30, e aqui estava ela. 

 

Como despedida, dou um rápido abraço em Lance, como antes. Como se ainda fôssemos só amigos. Mas afinal, o que éramos? Se não apenas amigos ou nem tanto quanto namorados, o que? A dúvida martelava meu cérebro como sempre. 

 

Entro no carro preto reluzente de minha mãe, esta me abraça forte, como se não me encontrasse à anos. Preciso pedir para que ela me solte, para que eu pegasse ar. Minha mãe era forte como um leão.

 

 Seus cabelos eram curtos e pretos, como os meus. Usava um mullet, assim como eu, seus olhos eram negros. A pele clara e pálida. O físico era forte, repleto de músculos. Era mais alta do que uma mulher normal. Tinha 1,85 de altura. Dez centímetros a mais que eu.

 

Ela ligou o carro e logo estava dirigindo. Assim que viramos a esquina, virou para mim e disse. "Sei que você e Lance não são apenas amigos. Não precisa esconder de mim. Só digo que não acho justo vocês dois ficarem assim enquanto Lance namora a Allura." Fico espantado. Como ela poderia saber?! Ninguém sabia. NINGUÉM! Então fico confuso, mas então minha expressão muda para vergonha. 

 

"Mãe, não sei como você sabe disso. Mas não vou mentir para você agora. Eu gosto do Lance e ele gosta de mim. E gostar digo, gostar gostar sabe?" Minha mãe acena com a cabeça em concordância. 

 

"Mas para que vocês pudessem ficar juntos de uma fez, não seria melhor que ele terminasse com a Allura então?" Minha mãe agora está confusa. 

 

"Ele vai. Mas tem medo de machucar os sentimentos dela." Afirmo. "Mas no final das contas, ela não se afetará nem um pouco. Ela está com o Lotor já faz um tempo." Falo sem pensar. E sem o mínimo raciocínio, completo. "Vi eles algumas semanas atrás juntos na escola." As palavras escapam de minha boca acidentalmente. 

 

Krolia, a quem chamo de mãe, fica chocada com minha fala. Ninguém sabia que Allura e Lotor estavam junto à um tempo. O único que sabia era eu. E o único motivo para isso, foi uma visão que ocorreu sem intenção minha, após o treino de baseball. Resolvi não contar a ninguém a cena vista por meus olhos. Não à Shiro. Não à Pidge. Não à Hunk. Não à Lance. 

 

Me sentia culpado por guardar isso. Sentia pena de Lance, pensando o que aconteceria se ele descobrisse. Doía demais guardar meus sentimentos. Me deixava com um frio inacabável por dentro. Um que nenhum cobertor ou fogo poderiam retirar. Nem mesmo disfarçar um pouco. Estava congelado lá dentro. O gelo que eu sentia, pesava envolta meu coração. Queria me aquecer. Derreter esse bloco de gelo interno que sentia em meus pensamentos. Mas não adiantava. Por mais que eu lutasse, não conseguia. Era como subir uma montanha durante uma avalanche. Como nadar contra a corrente. 

 

Um silêncio mortal me desconforta cada vez mais. Então tento dizer algo. "Olha... me desculpa, ok? Eu estava tentando não contar isso pra ninguém pra não estragar nenhuma relação. Mas parece que não consigo ter autocontrole." Falo na tentativa de acalmar um pouco minha mãe. 

 

Ela, sem palavras, encara a estrada com olhos arregalados. Conhecia aquela expressão. Eu mesmo fazia aquilo quando me encontrava surpreso, nervoso, chocada, confuso, sem reação definida. Ela pisca, finalmente entendendo minhas palavras.

 

"Tudo bem. Acontece Keith. As pessoas não conseguem se segurar para sempre. Não é questão de autocontrole. Todos precisamos expressar o que sentimos." Ela me tranquiliza um pouco. "E foi bom você ter me contado. É bom saber sobre as coisas. Sábios observam. Seja sábio você também. Observe. Descubra. Chegue mais fundo do que qualquer um jamais chegou." 

 

Minha mãe tem suas técnicas para descobrir as coisas. A culpa não era minha se ela trabalha pra a SHIELD. É uma dos vários espiões espalhadas por todo o país. Então ela consegue informações muito mais facilmente que uma pessoa comum. Sei disso, pois durante toda minha vida, ela sempre soube das coisas antes que eu. Me avisava que certos amigos que tive eram falsos, eu não acreditava, até que depois de seus avisos eu percebia a verdade. Sempre teve os sentidos muito mais aguçados do que os de uma pessoa normal.

 

"O único problema, vai ser seu." Ela me alerta.

 

"E qual seria esse problema, mãe?" Ela encosta o carro e me encara. 

 

"Você terá de contar a Lance a verdade." Meus pelos eriçam. Me arrepio todo. "Você relatará oque viu após o treino. Você é uma vítima ocular de uma traição. Mas também faz parte dessa traição. Então tome cuidado com suas palavras. E lembre-se do que sempre te digo, todo mundo pode trair todo mundo."  A frase que passei a vida ouvindo sempre volta a minha cabeça.

 

O pior de tudo isso, é que minha mãe não mente. Devo contar a Lance o que sei. E sobre a frase, minha mãe também está certa. Todo mundo pode trair todo mundo. É uma mensagem. Um aviso. Não devo confiar em ninguém. Pois nunca sei quem vai se virar contra mim. Mas devido a isso, tenho mais um problema. Confio em Lance. Seu que deveria ouvir as palavras de minha mãe. Mas simplesmente não consigo. Não com Lance. Pode até funcionar com outras pessoas. Mas com Lance é diferente. Tudo em meu corpo me diz para confiar nele. Mas não queria deixá-lo triste contado como era o que eu vi.

 

Allura e Lotor estavam na clareira que fica atrás da arquibancada. Lá, pensavam que ninguém os veria. Estavam errados. Eles se beijavam com gosto e vontade. Allura estava comas costas em uma árvore e Lotor na frente de seu corpo. Ela segurava seu pescoço com as mãos, enquanto ele descia os beijos para seu pescoço, passando pelo queixo dela. Durante a trilha de beijos que Lotor fazia sobre Allura, a ouvi murmurar algo como "eu te odeio" em um tom macio e claramente com o significado oposto. Depois disso desviei meus olhos, pois era algo completamente constrangedor. 

 

Lotor era o tipo de cara que faria qualquer garota de boba. Sua pele era um pouco mais clara que a de Allura. Seus cabelos eram longos, lisos, descoloridos, e sedosos. Os olhos era finos, e tinham cor de lavanda. Era alto como minha mãe. Eu, assim como Lance, o odiava desde sempre. Ele era um idiota babaca que se fazia de bondoso gentil na frente dos que queria impressionar. Um falso completo. Mas pessoas que não são espertos o suficiente para perceber sua falsidade, caem em sua armadilha.

 

Allura, uma pessoa que me enganei sobre, ao pensar que era inteligente e astuta, caiu muito facilmente. Foi idiota ao pensar que Lotor seria melhor que Lance. Ela não sabia disso, mas cometeu um grande erro ao trocar Lance por Lotor. Mas felizmente esse erro desencadeou o melhor acontecimento da minha vida. Pois talvez seja início de relacionamento entre eu e Lance. 

 

"Vou chamar Lance para vir em casa depois do almoço. Então contarei a ele." Penso em voz alta.

 

"Tudo certo. Mas cuidado com as palavras que você escolhe. Palavras enganam. Explique com calma. Ele não vai fugir de você." Minha mãe me aconselha. E novamente, com razão.

 

 

 

{POV Keith fim}



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