História Changing Things - Capítulo 8


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
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Palavras 2.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 8 - Capítulo 8

{POV Lance início}

 

 

 

Recebo uma mensagem de Keith alguns minutos depois que ele sai de casa. Estava sozinho, ou seja, cantando minhas musicas favoritas no volume máximo enquanto dançava. Eu tinha acordado feliz e cheio de energia. Tinha que aproveitar esse fato. Keith me deixava assim. Dava vida à meu corpo e mente. Cada toque seu transmitia uma enorme energia. 

 

Abro o celular murmurando a música que toca. A mensagem não é usual. Keith nunca manda mensagens. Nela está escrito "Você pode vir em casa amanhã, ou quando você puder? Preciso te contar algo." Todos os pelos de meu corpo ficam eriçados. Calafrios passam por minhas costas. Meus dedos gelam. Pisco algumas vezes antes de qualquer coisa. Depois de me recuperar do tranco que a mensagem deu em meus sentimentos, respondo. "Claro passo aí amanhã cedo, pode ser? Se você estiver dormido eu te acordo." Escrevia com calma. Parecia calmo. Tirando pelo tremor de minhas mãos. E sem contar o leve medo que me abalava. 

 

"Ok. Te espero aqui então." É a resposta que recebo segundos depois.

 

Volto minha música no volume máximo e começo a cantar novamente. Talvez o som musical abafe meu cérebro gritando de preocupação. Vale a pena tentar, pelo menos. A música que toca é a mesma da noite anterior. Shut Up And Dance. Uma música que marcou minha vida. Me faz lembrar dos momentos espontâneos de divertimento que ocorreram ontem. Viajo pela música, ignorando minha intuição negativa.

 

 

~~~~

 

 

Acordo as 10:36. Como meu café da manhã. Tomo um bom banho. Troco minhas vestes. E então finalmente, pego meu carro e vou até a casa de Keith. Não é meio longe. Apenas alguns 10 minutos de carro, de distância da minha casa. 

 

Ao chegar lá, toco a campainha, e quem atende ao chamado da porta é Krolia, mãe de Keith. "Bom dia Sra. Kogane! Estou aqui pra-" Minha fala é interrompida na metade.

 

"Sei porque você está aqui Lance." Meus olhos ficam arregalados. Minha boca se abre um pouco. Solto um leve suspiro de surpresa.

 

"Mas... hãããmm... Keith te contou porque me chamou aqui?" Pergunto ainda muito confuso. 

 

Não sabia como, mas Krolia sempre sabia das coisas que ninguém a contava. Nunca soube com o que ela trabalha, mas com certeza poderia ser uma espiã. Ou talvez uma vidente também serviria.

 

"Eu mesma o disse para chamá-lo aqui Lance." Ela dizia calmamente. "Agora entre querido." Completou com um sorriso agradável. 

 

Sorrio enquanto dou o primeiro passo para dentro da já conhecida, casa de Keith. Já estive aqui algumas vezes na vida, mas sempre acompanhado dos outros amigos. Nunca sozinho. Nunca. 

 

É um local simples e discreto por fora. Mas por dentro, poderia ser tudo menos discretamente simples. Toda vez que estive lá fiquei encantado. 

 

O piso era branco, assim como as paredes. Tudo era incrivelmente limpo. Pelo jeito nenhuma criança fazia uma bagunça sequer lá. Os únicos que moram lá são Keith e Krolia. E mesmo vivendo em apenas dois, a casa tem tamanho de sobra para quatro. 

 

No andar de cima ficam os dois quartos. Cada quarto tem como uma sala complementar. Tal cômodo de Keith é uma sala aprova de som. Lá ficam sua guitarra, alguns microfones, e dois amplificadores de som. Já o de sua mãe, não faço ideia do que contém lá. 

 

A sala tem dois sofás. Um deles é de couro negro, e outro de um tecido nude. Uma poltrona jeans giratória fica ao lado deles, formando um belo trio. A televisão se localiza acima de um baixo móvel de madeira. Algumas prateleira e estantes se espalham pela casa, lotadas de livros de diversos títulos, conteúdos, e autores. 

 

Uma porta de vidro fosco separa a sala de jantar da sala de estar. Nela, há uma longa mesa oval de madeira clara. Oito cadeiras a contornam. Um alto vaso de flores se ergue no centro da mesa. 

 

Passando por outra porta, também de vidro fosco, chegamos à cozinha. Dentro dela, a pia é feita de um mármore escuro. Um balcão de madeira fica encostado em uma das paredes, possuindo apenas dois assentos. Keith está acomodado em um deles, e gesticula para que eu me acomode no outro. Krolia abre espaço para que eu passe pela porta e me sente ao lado de seu filho. Ao sentar no banquinho alto de madeira, meu amigo abre um sorriso adorável para mim. Mas em seus olhos não vejo alegria. Vejo uma profunda preocupação. Meus lábios esboçam um sorriso, fazendo o possível para parecer despreocupado. 

 

"Quer alguma coisa para comer?" Ele oferece ainda sorrindo. Nego a oferta chacoalhando a cabeça em negação. "Então vamos direto ao ponto." A tentativa de sorriso em sua face, desaparece. 

 

Me encara com um olhar sério. Seriamente preocupado.

 

"Vocês merecem um pouco de privacidade." Krolia interrompe. "Vá até seu quarto Keith. Para uma conversa como essa, um quarto deve ser o lugar mais confortável." Keith assente se levantando. 

 

Eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo. Seguia os passos de Keith por pura e ingênua preocupação. Ele subia as escadas em direção à seu quarto, destemidamente. Abre a porta e adentra o cômodo. Vou logo atrás. Ele se senta na cama, agora com um olhar que pesa na minha alma. Faz um gesto com uma das mãos para que me sente à sua frente. Obedeço e me sento na cama macia. 

 

Meus olhos encaram os seus familiares olhos profundos. Eles me levam a pensar o que Keith estava prestes a me contar. Eu estava com medo. Confuso. Curioso. Preocupado. Triste. Não sabia como descrever minhas emoções, para variar. Mas coloco-as de lado e priorizo Keith. 

 

Keith é a prioridade. A primeira coisa com que devo me preocupar. O primeiro que vem a minha mente quando acordo. O que me faz sorrir. Me faz desejar que as noites que passo junto à ele sejam eternas. Que nossa relação seja eterna. Quero que seja eterno enquanto dure. Não importa quanto tempo vai durar. Se não vai ser quase nada. Se vai ser para sempre. Talvez acabe agora. Por isso, sei que devo desfrutar cada momento como se fosse o último. 

 

 

{POV Lance fim}

 

 

 

{POV Keith início}

 

 

Lance me observa com seus olhos magníficos. Os oceanos que me hipnotizam. Me levam para longe desse mundo. Um mundo cruel onde pessoas cometem cada vez mais erros. Não aprendem com eles, só os repetem mais, e mais. Um destes grandes erros foi a escolha que Allura fez. Lotor. Ela o escolhe como se fosse valer a pena como Lance vale. Não quero vê-lo triste. Mas sei que isso é algo necessário, e ele precisa ter conhecimento disso. 

 

Respiro fundo, me esforçando para que as palavras saiam de minha boca. "Lance... olha, eu sei que você ama a Allura, mas..." Minha voz vacila, mas faço força para que saia mais uma vez de meus lábios. "Lance... ela... ela-" Não tinha capacidade de falar isso a Lance. Não assim de cara. Sou fraco. Não consigo. Foi demais. 

 

"Keith você acha que eu vou escolher ela ao invés de você?" Lance dispara na minha frente. Ele não tem a mínima  noção do que quero dizer. Não sabe o quão difícil é dizer algo de se partir o coração para uma pessoa tão querida. 

 

"Não." Consigo dizer. "Bom, pelo menos acredito que não." Completo jogando as palavras para fora.

 

"Então você está acredito na coisa certa." Ele diz quase sorrindo. "Já disse a você que terminarei com ela." 

 

"O que você quer Lance McClain?" As palavras me machucam. Me preocupo com a resposta que vem em frente. 

 

"Eu quero você Keith Kogane." Ele diz com certo brilho nos olhos. 

 

Sua resposta me machuca. Fico feliz por saber disso é claro. Mas sei que minhas palavras o machucarão. Acabaram com sua felicidade. Irão a tornar apenas momentânea. Não queria dizer isso. Mas sei que devo. 

 

Arranco uma força que não sabia que existia, de algum lugar em mim, e expulso as palavras. "Ela está com o Lotor, Lance." Lágrimas despontam meus olhos, mas às seguro. 

 

Não consigo olhar lance nos olhos. Não depois de atingi-lo com tais palavras horríveis. 

 

Sinto um calor aquecer minha mão. Ele tira pelo menos uma parte de mim de meu frio interno. Outra mão calorosa segura levemente meu queixo, e o levanta para que eu olhe o cubano nos olhos. Fecho meus olhos, deixando as lágrimas escorrem pelo meu rosto, e caírem sobre minha mão. Estão quentes. Mas é um calor triste. Não um conforto como o calor que emana de Lance. 

 

Quando abro os olhos, vejo o belo garoto que me olha com lágrimas nos olhos. Que não as deixa despencar. Ele é forte. Muito mais forte que eu. O cubano enxuga uma lágrima de meu rosto com a mão extremamente macia. Um sorriso triste está em seus finos lábios. Os mesmos lábios que beijaram Allura tantas vezes, que me beijaram. Estes lábios beijam os meus agora, carinhosamente. O beijo é triste, e curto. 

 

"Tudo bem." Me espanto com a resposta de Lance. "Se ela já estava com o Lotor, será bem mais fácil para ela lidar com nosso término. E assim será para mim, pois tenho você. Você me completa. É minha outra metade. Me estabiliza. Me faz feliz." As palavras do moreno me fazem escapar um sorriso.

 

"É a única coisa que quero. Te ver feliz. Com um sorriso no rosto que te deixa triunfal." Digo a ele. 

 

Agora as lágrimas não escorrem mais por meu rosto. Ver Lance feliz me alegra. 

 

Selamos nossos lábios novamente. Num beijo doce e gentil, viajo em pensamentos. Pensamentos positivos que veem um futuro perfeito. Um futuro onde crianças de olhos azuis, minha pele pálida, e com o sobrenome de Lance brincam a minha volta. Um futuro talvez inalcançável. Um sonho. Gosto de sonhar. Mas sei que não devo elevar minhas expectativas. Quanto mais eu esperar menos virá.

 

 

~~~~

 

 

 

Acordo feliz. O que parece um milagre em uma segunda feira de manhã. Mas sim, acordo alegre e cheio de disposição. Pulo da cama ansioso para ir à escola. Tomo um banho, me visto com uma calça jeans, a camiseta do uniforme, e a jaqueta do time de baseball da escola. Como o café da manhã que minha mãe tinha preparado para mim. Coloco minha mochila sob um ombro, me despeço de minha mãe e vou em direção à garagem. Monto minha moto e a ligo. Abro o portão da garagem com o controle. Assim que já está aberto acelero meu veículo e fecho o portão atrás de mim. 

 

Sentir meu corpo cortar o vento com velocidade era ótimo. Me sentia livre. Em questão diminutos estou na escola. Era perto, e digamos que eu não andava tão devagar de moto. 

 

Ao chegar lá, encontro com Shiro, Pidge e Hunk. Sempre os primeiros a chegar. Lance e Allura geralmente chegavam um pouco mais tarde. Mas hoje foi diferente. Segundos depois de eu descer da moto, o carro de Lance adentra pelos portões da escola e estaciona. Desce do carro energético como eu. Lance começa a me encarar, e ao desviar meu olhar invento de tirar o capacete. Nesta manhã o vento está um pouco forte, e meus cabelos voam com ele. Coloco o capacete sobre o assento da moto, e moto que Lance ainda me observa. Fico meio desconfortável com isso, então simplesmente finjo não ter visto. O cubano percebe o que estou fazendo e finalmente desvia o olhar para nossos amigos. Eles acenam para nós, e acenamos de volta. Ao andar, me junto a Lance. Digo para mim mesmo que é porque temos o mesmo destino, não por causa da minha vontade louca de estar ao lado dele. Trocamos olhares sorrindo.

 

"Oi raio de sol!" Digo baixo e discretamente para que apenas ele ouça.

 

"Oi estrela cadente!" Ele responde nomeado tom que eu. "Dormiu bem?" Pergunta ainda muito baixo.

 

"Bem, mas não tanto quando durmo com você." Seu sorriso aumente mas ninguém parece perceber nosso diálogo. 

 

Somos interrompidos por um abraço que quase me sufoca. Hunk e seus abraços de urso. Quase me sufocava toda vez que o via. Era seu jeito de dizer olá. Lance está esmagado no mesmo abraço que eu. Ele no braço direito e eu no esquerdo. Hunk nos ergue pequenos centímetros do chão. Respiro um pouco assim que ele nos larga. 

 

Assim que retomo o fôlego, digo. "Oi pra você também Hunk." Seguro um leve sorriso.

 

"Faz muito tempo que não nos vemos. Senti falta de vocês!" Ele diz como se fosse uma eternidade. 

 

"Foi só um fim de semana Hunk." Lance fala rindo. 

 

Ele diz "só um fim de semana" como se fosse um fim de semana normal. Como qualquer outro. Disfarça muito bem tudo que aconteceu nos últimos 3 dias. Sua máscara é espessa e bem trabalhada, já a minha é fina, mal feita. Qualquer pressão contra mim e eu provavelmente deixaria algum vestígio. Não queria que fosse assim mas Lance é muito melhor que eu nisso. Ele é forte. Muito mais forte que eu. As palavras se repetem em minha mente. Sei que não fisicamente, mas mentalmente não há comparação. Minha resistência mental não é nada comparada à dele.  

 

Hunk coloca os braços sobre nossos ombros e nós três andamos até Shiro e Pidge. 

 

Depois de cerca de 5 ou 10 minutos Allura chega. Tudo que consigo pensar ao olhar para ela é em seu relacionamento com Lotor. Em como ela foi imbecil trocando Lance por Lotor. Ela age como se nada acontecesse. Tenho raiva por ela estar fazendo isso com Lance. Mas sei que não vai demorar muito para acabar, segundo à Lance.

 

 

{POV Keith fim}



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