História Changing Things - Capítulo 9


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
Visualizações 17
Palavras 2.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 9 - Capítulo 9

{POV Lance início}

 

 

Era a primeira vez que reparava com outros olhos como Keith ficava esplêndido de uniforme. Seu cabelo ainda estava bem bagunçado por causa do capacete, o que o deixava mais lindo ainda. Deveria ser uma das únicas vezes que o vi sem olheiras em plena segunda feira de manhã. O que era um milagre, porque o dia anterior não foi fácil para nós. Para ele principalmente. Mas para mim até que foi bom saber que Allura não será tão afetada quando ouvir o que tenho para dizer a ela no intervalo. 

 

~~~~

 

 

As aulas antes do intervalo passam voando. Perco a noção do tempo pensando no que dizer para Allura, e como acabar esse relacionamento. 

 

Na quarta aula eu já tinha preparado um discurso inteiro. Nele eu basicamente explicava à Allura que o amor que sentia por ela era mais como um amor de irmão, que não tinha mais o mesmo interesse nela que eu tinha antes. Que meus interesses estão voltados para outra pessoa. Bla. Bla. Bla. Enrolação e mais enrolação. Enfim, eu tava pensando em falar depois desse tal discurso, "Não quero ser rude mas, acho melhor a gente terminar Allura. Afinal, você também já não me ama mais como amava antes. E seus interesses também estão voltados à outra pessoa." É, talvez eu tenha sim, montado um diálogo, mas quer saber, não importa o que vou dizer. Vou acabar com esse relacionamento hoje. É isso que importa. Que eu deixe claro que de hoje não passa. 

 

Saio da aula de química com Keith e Pidge ao meu lado. Vamos até o refeitório e nos sentamos na mesma mesa de sempre. Cerca de um minuto depois, Hunk, Shiro e Allura aparecem juntos. Eles vêm rindo que algo (que provavelmente foi Hunk quem disse). Sentam-se à frente de nós. Keith está à minha direita e Allura está em minha frente. É um pesadelo estar entre os dois. Um ar de tensão me rodeia. Agora, uma onda de medo e nervosismo chega em mim. 

 

Estão todos conversando distraídos, quando de repente corto o ar com as palavras secas que saem de minha boca. "Preciso conversar com você, Allura." Ela fica parada esperando que eu diga logo. "A sós." Completo.

 

Tais palavras a fazem levantar do banco, assim como eu. Não sorrio para ela. E então o sorriso que estava presente em seus lábios desmancha rapidamente, tornando-se uma expressão séria.

 

 Não sei como estou. Se pareço sério, desapontado, confuso, bravo, frio, triste, magoado, chocado. Talvez uma mistura de todos. Mas sei como estava por dentro. Eu estava livre. Me sentia livre. Leve. Feliz. O peso da consciência já não era mais uma tonelada em minhas costas. 

 

Andamos mergulhados em um silêncio constrangedor até a clareira. Paro abaixo de uma árvore que faz sombra em mim. Allura para próxima de mim, mas não tanto. 

 

"Aconteceu alguma coisa Lancey?" Ela pergunta com sua voz meiga que me machuca por dentro. 

 

"Aconteceram varias coisas na verdade." Ela segura um riso, mas continuo sério. Não tenho motivo para sorrir na frente dela. "Mas uma se destaca entre as outras." Seu riso morre. "Já faz algumas duplas de semanas que venho me sentindo estranho. Sinto algo de errado comigo. Conosco." Vejo que a frase a deixa desconfortável. "Sei que você tem interesse em outra pessoa. E não há problema nenhum com isso." Ela sabe ao que estou me referindo. "Mas percebi que o amor que pensei que sentia por você, não passava de nada mais, nada menos, que amor de amizade. Você é como uma irmã para mim." Me sinto ótimo ao finalmente expressar isso. É como me libertar de uma corda em que estou pendurado pelo pescoço. "Não sei você, mas em minha opinião, esse relacionamento não vai nos levar longe. Então andei pensando se... olha Allura acho melhor a gente terminar, sabe? Para o nosso próprio bem." Porfiem digo as pesadas palavras. 

 

Allura não tem palavras. Esta boquiaberta durante a situação. Ela não diz nada. Mas rapidamente avança em minha direção em um abraço. Me abraça forte, como nunca tinha feito antes. Parece que deseja me esganar. Quando finalmente me solta do abraço, posiciona as mãos sobre meus ombros. 

 

"Concordo com você Lance." Suas palavras me surpreendem. "Eu entendo Lance. Entendo muito bem. Você também é como um irmão para mim, mas pensei que você não se sentisse do mesmo jeito." Em seus olhos não há uma lágrima sequer. Estão quase secos. E ela ainda tem a audácia de fungar, pretendendo chorar. "E vou deixar você ficar com quem quiser. Não vou interferir em nada, contando que o mesmo sirva para você." Mexo a cabeça em aceitação.

 

 

"Trato feito." Digo um pouco menos devo que antes. "Eu não te atrapalho se você não me atrapalhar, e vice-versa." Assentimos em concordância. Foi um término pacífico. Não por meio de uma guerra. Continuaremos amigos. 

 

Ela ainda não sabe que estou com Keith. É claro. Os únicos que sabem são Keith, Krolia, e eu obviamente. De resto, mais ninguém. Mas logo saberão. Daqui à duas semanas, talvez três. Se tudo der certo, até lá será segredo nosso. 

 

Voltamos para a mesa em que nossos amigos se sentavam, e não demorou muito até que um dos quatro curiosos perguntassem o que tinha acontecido. "O que foi que vocês dois aprontaram dessa vez?" Pidge pergunta. Esta mais para um provocação.

 

"Bom, nós hãããmmmm..." As palavras estão na ponta da minha língua, mas travo. Não tinha pensado em como seria difícil contar aos outros sobre o término. "Nós terminamos." Quase vomito as palavras. Os queixos dos outros caem, e suas sobrancelhas se erguem. O que parece menos surpreso é Keith, como já esperava. Mas de qualquer maneira suas sobrancelhas também arcam. 

 

"E você ainda está vivo ou é só um holograma?" Shiro brinca. Todos rimos em um uníssono confortável. 

 

O sinal de término do intervalo não demora para tocar. 

 

Volto para a aula. Agora de cálculo avançado. Como eu odiava aquela coisa. Mas pelo menos tinha Keith ao meu lado o dia todo para me descontrair um pouco.  

 

 

{POV Lance fim}

 

 

~~~~

 

 

{POV Keith início}

 

 

Ao final das aulas, vamos almoçar. Hoje tem o treino de baseball. Eles ocorrem de segunda, quarta, e sexta. 

 

Eu particularmente, amo os treinos. Eles me concentram no jogo, afastando assim todos meus outros pensamentos confusos sobre minha vida bagunçada. 

 

Shiro é um ótimo capitão. Tem ótimos planos e sugestões para todos os jogadores. Nosso técnico é o Alfor. Pai de Allura. Ele voltou de viajem ontem. Mas aqui está ele. Durante a metade do treino nos ensinado algumas estratégias de jogo. Métodos de lançar a bola, rebatê-la. E na outra metade do treino, nos põe para correr na pista de 600 metros. São duas voltas. Treino de velocidade, e principalmente resistência. 

 

É necessário o uso de parte da minha força a cada lançamento. Lanço todas as bolas na direção de Lance, que as rebate com um sorriso  no rosto, que mal consigo enxergar por causa do capacete. 

 

Saímos exaustos ao final do treino, indo direto aos vestiários. Lá tomamos uma rápida ducha e trocamos nossas vestes. 

 

Quando estou deixando o vestiário, e indo em direção ao estacionamento, sinto um forte empurrão em minhas costas. Tropeço e quase caio, mas resisto. Rapidamente me viro para vê quem foi o desgraçado que me empurrou. Mas ao virar me surpreendo. Dou de cara com Lance. E atrás dele está o babaca do Lotor. 

 

Ele empurra o cubano novamente e berra. "Porque você terminou com a Allura, hein?! Quer ver ela sofrer por acaso?! Acha que você é bom demais pra ela?! Que ela não te merece?! É claro! Porque um nada como você merece muito mais que uma garota como ela!" Nisso, entro no meio dos dois.

 

"Lotor chega! Eles concordaram em tomar essa decisão. E de um jeito ou de outro, o que você tem haver com isso?" Respondo grosso como ele.

 

Mas ele retruca como uma criança mimada. "Nossa, mas que surpresa. Agora vai precisar da ajuda do seu amiguinho pra te proteger, é? Pois é ele quem vai precisar de proteção!" Lotor diz enquanto avança sobre mim. Desvio de seu primeiro soco. Do segundo. Dou um chute em suas canelas. Um alvo mais fácil para mim, já que ele é muito mais alto que eu. Mas k chute parece não o afetar. Em troca levo um soco na mandíbula. Sou empurrado e caio de costas contra o solo. A grama amortece um pouco a queda, mas bato com a cabeça em uma raiz grossa e elevada. Sinto uma forte dor na região da pancada. Mas não serei um alvo fácil. Não se Lance for o próximo. Ele não encostara um dedo sequer em Lance. E se ele machucar o moreno, quem vai sofrer até precisar de proteção será ele. 

 

Levando chão com um salto, e nisso consigo acertar um chute lateral na bochecha, bem abaixo do olho esquerdo de Lotor. Este se desequilibra, mas não cai. Dou-lhe um soco no estômago enquanto ele ainda se recuperava do chute, a dor o faz dobrar o corpo ao meio. Então o empurro para o chão com força. Ele cai de costas, mas antes que eu possa o imobilizar contra a terra, este me afasta com um chute com suas duas pernas que acerta no meu peitoral. Quando acidentalmente caio deitado na grama, Lotor em um piscar de olhos está de joelhos em meu peito. Este soca meu rosto repetidamente, até que minha visão fique turva. Minha cabeça dói cada vez mais. Ouço o estalar da minha mandíbula a cada golpe. Outro soco acerta meu olho direito, o que com certeza causará um grande estrago. Lotor bate os joelhos de estavam apoiados em meu peito, contra o mesmo algumas vezes. Ele pisa sobre meu pulso direito, me causando uma grande dor. Sinto gosto de sangue em meus lábios, e então tenho certeza, estou sangrando. Mas vale a pena sangrar por Lance. Agradeço por ser eu neste estado e não Lance. 

 

De repente sinto o peso sobre meu corpo sumir. Então vejo em em borrões, os uniformes do treinador, e Shiro. Alfor leva Lotor deste lugar, enquanto Shiro vem até mim e ergue minha cabeça do chão para apenas colocá-la sobre seu colo. Sinto o calor de Lance ao meu lado e tocando meu rosto dolorido carinhosamente. Vejo dois borrões inteiros brancos chegarem às pressas. E então minha visão apaga. 

 

Acordo horas depois na enfermaria. Minha vista volta ao normal depois que pisco algumas vezes. Lance está sentado à frente da maca, ele ainda não percebe que estou acordado. Movo meus olhos um pouco mais para o lado e vejo as costas de minha mãe. Estou encrencado, é a primeira coisa que penso.

 

Lance logo percebe que estou acordado, e anuncia. "Ele acordou!" Animado, levanta da cadeira, na qual devia estar sentado à horas. 

 

Percebo então, que enxergo tudo isso com apenas meu olho esquerdo. O direito, qual foi socado, está coberto por um curativo. Outro curativo fica envolta minha cabeça, onde a bati contra a raiz de árvore. Meu pulso também está enfaixado, o qual Lotor pisou. Mais outro curativo está em minha mandíbula, onde levei dois socos fortes. O último curativo que noto, é o maior. Está em volta do meu peito. Enfaixado em toda a área que Lotor me deu joelhadas. 

 

Estava inconsciente, coberto pelo cobertor da maca e minha jaqueta por cima do corpo apenas. Mas quando cento na maca, tal peça de roupa cai sobre meu colo. Me deixando da cintura para cima com apenas os curativos me cobrindo. Achava um milagre ainda estar com minhas luvas sem dedos. 

 

Minha mãe vem até mim rápido, e me observa atenta. Vendo o estado de seu filho após uma briga pela proteção de um amigo, ao invés de ficar brava, me abraça com cuidado. Sussurra em meu ouvido. "Estou muito orgulhosa de você. Colocou Lance acima de si mesmo. Está aprendendo comigo. Mas lembre-se de sempre tomar cuidado consigo." Dizia meigamente para mim. 

 

Lance segurava minha mão. Seus olhos brilhavam de felicidade ao me ver acordado. Imagino quanto tempo ele ficou esperando somente para ver meu despertar. 

 

Assim que minha mãe afasta o abraço e volta a conversar com as enfermeiras, quem me abraça delicadamente, é Lance. Seu toque me da vida. Me sentia destruído. Agora em contato com o corpo aquecido do cubano, me sinto transbordando energia. 

 

"Você está bem?" Pergunta com sua voz doce, que soa como música para meus ouvidos. "Não precisava ter feito isso por mim. Olha no que resultou." Ele me dizia ainda me abraçando. "Eu fiquei preocupado, ok? Nunca mais faça isso. Você quase me matou de susto." Ele ainda me apertava de leve, mas suficientemente para que eu sinta seu coração batendo contra meu peito machucado. Não ligo para a dor, a ignoro. Lance vale muito mais. Nenhuma dor sequer, me impedirá de garantir o bem de Lance. Pois sei que se ele estiver bem, estarei também. Se ele estiver feliz isso me alegrará. Porque é isso que Lance faz comigo. Muda meus sentimentos. Minhas ações. Me estabiliza. Me conforta. Lance é meu lar. 

 

 

{POV Keith fim}



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