História Chantagem - Norminah - Capítulo 52


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Chantagem, Dinahjane, Fifthharmony, Normanikordei, Norminah
Visualizações 436
Palavras 996
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegueeeeei. Sentiram minha falta? Não né. Mas eu senti a de vocês ta 😔
Galera, estou sumida né?!
Motivo: Conciliar trabalho, estudo e ainda ter tempo de vim escrever é tenso. Mas faço o possível para atualizar com frequência e vir interagir com vocês. Não é fácil essa vida. É isso!

Boa leitura meus amores 💖

Capítulo 52 - Capítulo 52


A missa de sétimo dia de Alfredo foi em uma pequena igreja perto da minha casa. Além de Ally e mais alguns vizinhos, as enfermeiras Clara e Gilda também compareceram. Agradeci a elas e tomamos café em minha casa.

Manuela adorou a igreja e a visita das duas enfermeiras. Falou sem parar o tempo todo, principalmente sobre o seu aniversário na semana seguinte. Ela o esperava ansiosamente. Só pensava no bolo de chocolate que eu prometera fazer.

- Vocês vêm?

Olhou esperançosa para Gilda e Clara.

- Isso é um convite?

Gilda sorriu.

- Já estou dentro!

- Serão bem vindas.

Falei, enchendo os copos de massa de tomate vazios com café.

– Mas será apenas um bolinho. Sábado que vem, à tardinha.

Depois que elas foram embora, levei Manuela à praça e ela ficou brincando no escorrega, no balanço e com outras crianças. Perdida em pensamentos, eu me mantinha sentada em um banco, olhando-a.

Minha filha foi a melhor coisa que Alfredo me deu. Apesar de se parecer muito comigo, seu sorriso era igual ao dele, aberto e espontâneo. E às vezes ela me lembrava o pai.

Sentia-me triste, com saudade dele. Era estranho entrar em casa e saber que nunca mais eu o veria. Mas ao mesmo tempo, sentia uma calma que eu não sentia há muito tempo, por saber que ele não sofria mais. Eu estava conformada e, ao mesmo tempo, saudosa.

Eu sempre acreditei que não conseguiria viver sem ele. Acho que por isso suportava sua irresponsabilidade e aturava suas inconsequências. Desde a infância, meu mundo girava em torno de Alfredo. Um pouco antes dele ficar doente, eu já não o amava tanto e a decepção me afastava dele. Eu me cansava de suas futilidades e de sua infantilidade. Então eu fiquei grávida, logo depois ele soube que estava doente e minha vida continuou girando em volta dele.

Só agora eu seguia sozinha, longe da presença e da influência de Alfredo. E agora eu percebia que tudo aquilo que tanto me encantava nele foi permeado por ilusões adolescentes. Eu o via como meu príncipe encantado e ele se manteve no pedestal, mantendo-me presa nessa ilusão. Enquanto ele se divertia e aproveitava a vida, eu sempre arrumava desculpas para seus atos e acreditava em seu amor.

Agora tudo era diferente. Eu estava por minha própria conta e podia enxergá-lo perfeitamente. E a vida que nós tivemos. Não me arrependia de nada, mas também compreendia que parte de tudo aquilo foi uma farsa. Nosso amor não foi tão forte e nem fomos muito felizes.

Suspirei, acompanhando com o olhar Manuela correr para o escorrega. Minha mente encheu-se de imagens de Normani e o que senti era o sentimento mais forte e poderoso que eu já experimentei na vida por uma mulher. Não havia aquela coisa doce e sonhadora como foi com Alfredo. Era intenso, profundo, extasiante. Era um amor adulto, sensual, racional. Um amor que chegava a doer.

Não queria alimentar ilusões. Tentava ser firme e direta quando pensava no futuro. Em pouco tempo ela me deixaria e eu teria que seguir em frente, reconstruir a minha vida. Pois eu sabia que ela não se prenderia a mim. Era acostumada a ter belas mulheres, a ficar com elas só o bastante para se divertir e depois seguir para novas conquistas.

Pensei no que Alfredo disse, sobre o interesse de Normani por mim. E sobre o que Ally disse, que ela me olhava como uma mulher apaixonada. Balancei a cabeça. Não podia acreditar naquilo. Eu percebia isso em seu olhar e gesto. Ela me desejava. E isso devia ser tudo. Mas a verdade é que eu tinha medo de ter esperanças. Depois da conversa que tivemos, não falamos mas sobre esse assunto. Era melhor desde já me conformar com o fim iminente. Tudo começou errado entre a gente.

Primeiro entrei em sua vida como inimiga, a sobrinha de uma mulher que ela acusava de dar o golpe do baú em seu pai e que, agora eu sabia, tentou seduzi-la.

Eu significava o inimigo para ela, fechando o trio de interesseiros com minha tia e com Alfredo. E agora, quando nos reencontrávamos, o que nos ligava era novamente o dinheiro. Fomos unidas pelo maldito dinheiro.

Imaginei como seria se tudo ocorresse de forma diferente. Se não houvesse Alfredo, minha tia, o pai dela, grana, nada entre a gente. Só aquela pura e forte atração que nos uniu desde o primeiro momento. Teríamos alguma chance de dar certo? Me lembro do que Normani disse naquela noite. Que me queria a dez anos atrás, que Manuela era para ser sua filha, eu seria sua mulher, mas preferi escolher Alfredo. Sim, se eu não tivesse feito uma escolha pensando em um romance adolescente, talvez o meu presente fosse ao lado de uma mulher maravilhosa, que me amasse tanto quanto me amou a dez anos atrás.

- Mamãe, posso chamar a Aninha e a Cláudia pro meu aniversário?

Manuela veio correndo até mim, corada. Sorri e a abracei, beijando sua bochecha redonda. Expliquei com carinho:

- Meu bem, não vamos fazer festa. Mamãe já não conversou com você?

- Mas o papai já foi pro céu há muito tempo!

- Não tem muito tempo. Prometo que, no ano que vem, faço uma festança para você, com bolas, doces, uma mesa bem grande e você vai poder chamar todo mundo.

Ela ficou emburrada, lançando olhares para suas coleguinhas perto do balanço.

- Vai demorar muito!

Suspirei, chateada. Gostaria de fazer a vontade de Manuela. Mas a morte de Alfredo estava recente demais e eu também não tinha dinheiro para festa.

- Manu, se desse eu faria uma festança para você meu amor, mas não vai dar. Sabe que a mamãe está sem trabalhar. Ano que vem você convida todo mundo.

Ela afastou-se de mim com olhos marejados e eu senti o coração apertar. Manuela era tão pouco exigente que eu me sentia culpada por não fazer aquela sua vontade. Mas era impossível.

Graças a Deus ela esquecia logo o que a aborrecia. Voltou para casa animada e falante como sempre. Foi um sábado tranquilo e ficamos juntas o tempo todo.


Notas Finais


Comentem e favoritem 💖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...