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História Chaos - Capítulo 24


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Notas do Autor


Boa leitura e despedida da história💛

Capítulo 24 - À salvos


Fanfic / Fanfiction Chaos - Capítulo 24 - À salvos

Não dava para acreditar...

Estavamos todos vivos e à salvos.

O avião retornou e os três rapazes também. Machucados, porém vivos.

Os maiorais que estavam lá do outro lado, do lado seguro, decideran que deveriam tentar resgatar mais gente antes de por tudo a baixo.

Ainda não era o momento do bombardeio, estavam fazendo buscas.

Dentro da navegação, choravam, sorriam e comemoravam a última chance vinda, dada de última hora.

Nos deram cobertores, alimentos e os quatro médicos que tinham a disposição, examinaram todos, principalmente os três amigos que achávamos que já tínhamos perdido.

Jimin conseguiu uma fratura no braço esquerdo, TaeHyung alguns ferimentos espalhados pelo corpo e o Jungkook, um corte enorme que não parava de sangrar sujando-o tudo, no ombro direito. Seu estado era um pouco mais grave, mas disseram estar fora de risco. Poderia ter sido ainda pior.

Desde o momento em que os vi retornar, desejei me aproximar, porém não estava sabendo como fazer isso.

Antes, JungKook se declarou e Jimin me beijou... o que faria cara a cara com os dois?

- Sentirei saudades do que vivemos deste lado antes da epidemia. De tudo que ficou para trás... - Sheyla murmurra, se apoiando, de costas, no casco da embarcação.

- Iremos superar. - abraço ela e a Clara. - Continuaremos fortes e juntas. Logo isso se tornará um passado distante e menos doloroso.

Também sentiria falta, contudo, por enquanto, quanto mais nos afastamos daquele local, mais aliviada ficava.

O que aconteceria ao desembarcarmos, eu não sabia, mas tinha certeza que seria melhor que qualquer coisa que passamos até então.

Mesmo que tenhamos perdido muito, temos que agradecer e aproveitar essa oportunidade.

Total noção do quanto seria duro ao grande parte se dar conta de quê, talvez não vissem mais pessoas amadas, mas a guerra psicólogica era certa de se seguir por mais um tempo.

Lamentável, entretanto a vida tem dessas coisas, dessas lições. Tudo aconteceu em consequência de um erro nosso, do ser humano, e mesmo os inocentes, tiveram de pagar por ele.

Bom, ao menos, muitos tiveram o livramento.

- S/n. - fui me virar para olhar para a dona da voz que por mim chamou, e me surpreendi com um outro abraço que ganhei. - Obrigada.

- Rosé? Por quê?

- Por nos salvar. - se afastou. O restante pareciam compartilham do pensamento dela, mas eu não entendi. - Sabe, no fim, parando para pensar, só chegamos até aqui por sua causa. Se não fosse por suas "maluquices", - - usou aspas para determinada palavra. - não estaríamos vivos ainda ou teríamos perdido mais companheiros.

- Mas... - olhei para o Jimin, que já nos olhava sorrindo, enquanto saia de perto do Jungkook, juntamente ao TaeHyung.

- Por que não vai lá?

- Sabemos que quer e que ele também quer que vá. - Yoongi se inclinou para falar em meu ouvido, com uma mão na frente da boca, como se estivesse a compartilhar um segredo, mas seu tom foi nítido.

- Vai. - Clara me empurrou de leve.

Pisquei algumas vezes associando devagar o que aconteceu e assenti.

- Dói muito? - certamente aparentei receosa, o que era fato.

Seu olhar, lentamente, pairou sobre mim, após o Junmyeon, que se juntou aos médicos também sendo um e tendo os objetos adequados, força-lo a deitar.

- Ele não vai dizer que sim, mas obviamente está. Também está muito fraco por ter perdido muito sangue, então terá de ficar em repouso absoluto até podemos leva-lo ao hospital.

- Jimin me contou. - tentei mira-lo com os cantos dos olhos.

- Vai ser difícil. Pode ficar de olho nele para mim? - tocou meu ombro e seguiu. - Obrigado.

- Por isso demorou a se aproximar?

- Queria que viesse?

- Claro que sim.

Engoli a seco. Não esperava que respondesse tão abertamente, sendo alguém portando tanto orgulho.

- Realmente se tornou outro... - me sentei na ponta da espreguiçadeira que estava.

- Consequência da sua presença e transtorno que passamos.

- O que ele te disse?

- Você sabe. Me sinto incomodado, mas não o culpo. - tentou se levantar e o impedi, empurrando-o devagar, para voltar ao seu devido lugar. - Entendo o que passa. - suspirou. - Sem contar que, não é como se tivesse maiores chances, porque sei que não senti nada concreto por nenhum ainda. Acabou de perder um namorado e...

- Eu sei que não sinto nada no fator romântico pelo Jimin. Até torço para ele e a Roseanne darem certo...

- Isso quer dizer que talvez sinta por mim?

- Ainda amo o Rian e nunca irei esquecê-lo, entretanto... meu coração vem querendo dar espaço para uma outra pessoa. - abaixei a cabeça. - Deveria dar ouvidos?

- Se sim, irá saber. Tem capacidade para isso e muito mais. 

Sorri.

- Está se esforçando bastante.

- Só estou deixando meus pensamentos serem ouvidos.

Passamos alguns segundos, perdidos nos detalhes da face um do outro. Como o sol batia sem pudor na sua, o fazendo cerrar os olhos pelo incômodo, tentei ajudar pondo uma das mãos para produzir uma pequena sombra acima dos mesmos.

- O que aconteceu?

- Haviam muitos deles. Enquanto tentava me esquivar segurando um dos últimos botes, bati o ombro de raspão em uma ponta de ferro enferrujado. Fiquei impossibilitado de dirigir, por isso demorei. - começou a lacrimejar, não por lembrar, por sentir dor. - Droga...

- Não deveria ter ido sozinho...

- Preferi assim. Se fosse o caso, que apenas eu não escapasse. Não queria ver mais ninguém morrer. - riu soprado.

- O que é engraçado?

- Irônico, na verdade.

- Entendi. Me criticou tanto e acabou agindo igual.

- Não somos tão diferentes e sempre foi isso que me preocupou. Tinha medo que em uma das vezes que metesse a cara, mesmo com medo e sem saber se daria certo, para ajudar os outros, não lhe houvesse volta.

Estive ao seu lado até que adormecesse, perdida em devaneios.

Sinto-me culpada pela morte da Jieun, JungKook igualmente. Sei que o que disse sobre o Rian vale para ele com ela também...

Imagino que sempre que me olha, reviva o momento em que deixou seu amor de infância cair na escuridão. Tentou salvar as duas e ela escorregou. O lado egoísta que domina o humano na hora do medo, a fez me excluir e dificultar mais o que já se era inimaginável.

Uma fatalidade que talvez nos persiga para o resto da vida.

A viagem foi longa.

Nossos corações inquietos, entravam em colapso...

A chegada ao destino, comparava-se a cenas de filmes de suspense. Centenas de cidadães aguardavam nossa aparição, na esperança de um de nós sermos alguém especial, assim como buscavamos o mesmo nos rostos deles.

Os polícias encontraram com outros pertencentes a outros grupos que separaram, Clara encontrou uma tia, Sheyla a mãe, e os que conhecemos na base, também tinham a quem abraçar.

Para mim, o mundo pareceu girar mais devagar, as vozes ao meu redor eram insuportáveis e minhas forças se esvaiam. Não sei se por emoção, fraqueza ou medo, mas estava prestes a desmaiar, quando fui envolvida por vários braços. 

Meus familiares, estavam todos ali. Acho que nunca me senti tão feliz em toda minha vida como naquele momento.

Nos hospedamos em abrigos, os feridos se recuperavam bem, tinham organizações para os que perderam bens como, documentos, roupas e calçados, e todo mundo já lutava de cabeça erguida para juntar seus cacos e começar uma vida nova.

A sensação de ver isso era ótima.

No terceiro dia de sussego, durante o fim da tarde, subi um morro para privilegiar a nova paisagem e agradecer pela paz devolvida.

Sem explicação para o tão bom que é deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir sem o perigo batendo na porta.

- Aceita companhia? - ouço TaeHyung questionar, mas não era só ele quem vinha até mim.

Matthew, Jackson, Junmyeon, NamJoon, YoonGi, JungKook, Hoseok, Jimin, Jin, Rosé, Jisoo, Jennie, Sheyla, Clara, todos se aproximavam.

- Claro. - sorri abertamente.

Eles se puseram do meu lado, criando uma parede.

- Confesso que no inicio, não acreditei que alguém ficaria para contar a história. - Jisoo desabafa.

- Também pensei assim por um tempo. - Roseanne acompanha. 

- Meu medo era ter de viver daquela forma, para sempre e ainda com vocês. - Jinnie disse, revirou os olhos e nós rimos. - Mas hoje, prefiro ter tédio de vocês do que não ter vocês.

- Que revelação extraordinária. - Jackson brinca e leva uma cotovelada.

- Somos uma familia agora. - declara, Hoseok.

- Uma familia unida pelo caos. - concluí, Jimin.

- Exatamente isso. - NamJoon comenta.

- Soou muito bem. Pode ser o nome do nosso time. - Matthew opna.

- Time? - Sheyla, pergunta.

- Sim, de guerreiros vencedores.

- Vamos pular? - Clara sugere, conferindo a altura que estávamos. - Para comemorar?

- Eu topo. - Yoongi, diz e retira a camisa. - O que estão olhando? Vamos lá, estamos livres agora.

Após se entre olharem, deram de ombros, repetiram o ato do loiro e correram para pularem de uma vez.

- Todos morreremos um dia, nada pode ser feito enquanto a isso. Nossa hora chegará mais cedo ou mais tarde, quando menos esperamos. Por isso, devemos aproveitar cada segundo de maneira sábia e intensa, para se caso no dia seguinte não existir chances, não ter do que se lamentar. - JungKook proferiu vendo comigo, o pessoal se divertir na água e nos chamar. - Talvez fosse a hora dos que se foram descansar ou suas vidas tinham o proposito de salvar outras... - abriu os botões de sua camisa e a pôs no chão, com seus sapatos impedindo que o vento levasse. - Quero ser sincero sobre tudo que sinto daqui pra frente, quero viver da forma que sempre desejei, sem estar na defensiva, quero estar, sem culpa, do seu lado, do modo que for... - entrelaçou seus dedos nos meus depois de passa-los suavemente pela pele de meu braço. - Medo de altura, certo? - concordei, admirada. - Vamos superá-lo, juntos, como aprendemos a encarar a morte?

- O que estão esperando?! - Jin, gritou.

- No três?

- Um... - iniciei a contagem como resposta.

- Dois... - se alegrou.

- Três!

Saltamos, não só daquela quase montanha, mas também rumo a um recomeço. 


Notas Finais


Muito obrigada por acompanhar até aqui❣


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