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História Chaos - Capítulo 2



Notas do Autor


Hello, amoras! Bellinha na área

Meu deus do céu, vou fingir que nem foi a 84 anos que a gente postou o primeiro cap suhsadasda

Brincadeira, pessoal. Desculpa real pela demora, mas tivemos o belíssimo acontecimento que as três ficaram com bloqueio de escrita praticamente ao mesmo tempo e só nos restaram lágrimas. Mas eu juro juradinho que a gente vai dar o nosso melhor para vir com o próximo cap o mais rápido que der, okay? :)

Boa leitura aaaa, nos esperamos que vocês gostem <3

obrigada por todo apoio no primeiro cap, amamos vcssss s2

Capítulo 2 - A Praga


Fanfic / Fanfiction Chaos - Capítulo 2 - A Praga

Enquanto caminhavam em direção à taverna, Jeongguk podia sentir cada olhar sendo direcionado para si, sendo muitos deles de puro ódio daqueles que se sentiam contrariados por verem uma raça que desprezavam em suas terras. Jimin estava à sua frente, junto de TaeHyung, este que, em momento algum, o abandonou ou deixou de sair de perto do Park. 

A taverna estava logo à frente, possuía dois andares e uma pequena cobertura na entrada. Quando os três se aproximaram, a porta de madeira talhada fora aberta, dando passagem para que adentrassem o local quente e protegido da chuva forte que se tornara ainda mais intensa. Uma bruxa jovem foi quem os recepcionou, segurando três toalhas em suas mãos, porém, Jimin não as usou, apenas estalou os dedos e suas vestes ficaram secas em segundos. TaeHyung aceitou uma das toalhas, enquanto Jeongguk teve que se afastar da jovem, visto que ela estava exalando medo e ele não queria criar alguma situação desnecessária que levasse a sua presença ali a ser ainda mais repudiada.

Ao se virar, Jimin percebeu o que ocorria. Levou sua mão até a toalha, a entregou ao Jeon e, logo em seguida, dispensou a jovem que, praticamente, correra do local. O líder dos bruxos encarou o líder dos vampiros de forma dura e firme, procurando por algum sinal diferente em seu olhar.

— Não vou fazer nada a ninguém, Park, apenas quero ajuda para salvar o meu povo — disse o Jeon para o bruxo, que apenas concordou com um menear de cabeça.

— TaeHyung vai te levar a um dos quartos para trocar suas roupas…

— Não preciso me trocar, o que eu preciso, é de ajuda. A cada segundo que perco, alguém do meu povo morre ou outros são infectados! — se exaltou, pois era a realidade que se passava com os vampiros. Jeon havia pisado em todas as regras para estar ali, tentando conseguir salvar o seu povo.

— Venha.

O vampiro o seguiu, passando pelos demais bruxos sentados às mesas ou apenas encostados nas paredes de pedra. Ninguém ousou entrar na frente do Park e nem mesmo tirar satisfação do que ocorria ali. 

Os passos continuaram até chegarem a uma parte afastada da taverna; era o local onde Jimin tratava assuntos particulares. Se acomodando na única mesa e tendo apenas uma tocha iluminando o cômodo, Jimin apoiou as mãos sobre a mesa e lançou seu olhar firme  a Jeongguk, para, enfim, perguntar:

— O que está acontecendo com o seu povo, Jeon?

O visitante suspirou, apertando o tecido da toalha nas mãos, procurando dentro si a coragem necessária para iniciar o que tinha para ser dito ao líder dali, o qual muito lhe odiava por acontecimentos do passado.

— Uma praga, de fonte desconhecida, está matando meu povo pouco a pouco. Quando apareceu o primeiro caso, já de início, foi levado para os nossos curandeiros, porém, ela se alastrou de forma rápida e todos eles já fizeram de tudo para encontrar uma cura para salvá-los, sem resultado. — Suas íris vermelhas oscilaram para um tom mais vivo, mostrando sua total irritação pela situação que seu povo enfrentava. — Usamos todas as opções que foram indicadas, mas nada vem surtindo efeito e todos os dias recebo notícias de que mais vampiros morreram ou foram infectados por essa maldita praga. Estou aqui, pois foi a última opção que me restou. E, se não puder fazer nada, terei que vê-los morrendo a cada dia que se passa.

— Quais são os sintomas? — indagou ao vampiro.

— Um deles é parecido com o envenenamento, e também há muita fadiga e indisposição — respondeu. 

Jimin ficou em silêncio por longos minutos após ouvir o que o vampiro havia dito. Era uma situação estranha, ainda mais se tratando de vampiros; já que todos sabiam que eles eram imunes a qualquer doença do mundo, o que soava muito estranho para o bruxo. Enquanto Jimin pensava consigo mesmo, Jeongguk podia ouvir os burburinhos sobre sua presença ali. Ele sabia que estar no território deles era arriscar tudo, incluindo, sua vida. 

Seu olhar se voltou em direção ao Park quando ouviu um bufar irritado vindo do mesmo.

— Irei te ajudar! — anunciou, direto, ouvindo sons de cadeiras se arrastando e bruxos irritados com o anúncio.

— Ele é um assassino! Como pode ajudar uma criatura cheia de sangue inocente nas mãos?! — gritou um bruxo de meia-idade para o Park, que não fizera nenhum movimento, permanecendo no mesmo lugar.

— Se essa praga estivesse atingindo vocês e não restasse outra opção, também faria o mesmo e sairia para pedir ajuda ao Jeon — retrucou de forma  séria, causando um certo alvoroço sobre o bruxo mais velho. 

Jeongguk se manteve quieto, pois ele entendia bem o que os outros pensavam de si. 

— TaeHyung!

O jovem aprendiz apareceu em poucos segundos em frente ao seu líder, esperando pelas ordens. 

— Partirei junto ao Jeon até a sua terra. Quero que fique responsável pelo nosso povo, tudo bem?

— Sim — concordou, sendo recebido por mais reclamações, pois TaeHyung era apenas o aprendiz e dentro da taverna existiam muitos outros bruxos fortes e com mais capacidade e experiência para cuidarem de todos.

— Jeon, iremos partir daqui a dez minutos, mas, antes, tenho que fazer algo — ditou, vendo as íris vermelhas oscilarem rapidamente.

— Obrigado, Park.

(...)

Já estava na hora da partida, contudo, Jimin ainda não havia voltado de onde tinha ido para resolver o que precisava. Jeongguk estava na parte coberta da taverna, encostado na coluna de pedra. Não podia ficar lá dentro no meio de tantos que queriam apenas a sua morte. 

Seu olhar se mantinha no céu que, de segundo em segundo, clareava com os relâmpagos e emitia, de forma estrondosa, o som dos trovões. Aos olhos do vampiro aquilo era arte e, se pudesse, se deleitaria por longas horas apreciando aquele fenômeno tão belo. No entanto, ao ouvir passos pela terra molhada, seu olhar foi em direção ao Park, que se aproximava de si.

— Podemos ir agora — anunciou ao estalar os dedos.

Então, o cenário já não era mais o do vilarejo dos bruxos, e, sim, o do grande castelo dos vampiros.

Jeongguk se sentia um tanto atordoado devido à súbita mudança de cenário. A última vez em que havia se teletransportado da forma clássica dos bruxos — através de uma enorme nuvem de fumaça que os envolvia e, literal e magicamente, os levava para o local de desejo da fonte de poder — havia sido há muitos anos atrás, devido à grande guerra entre bruxos e vampiros. E, mesmo naquela época, não se sentia confortável com aquela sensação e muito menos em precisar de um bruxo para aquilo. Ao relembrar aquele tempo, a história parecia se repetir. Contudo, desta vez, o inimigo era a praga que havia se alastrado em meio ao seu povo.

— Tudo bem, Jeon? — Jimin indagou ao notar a face desconfortável do vampiro.  Entretanto, não era como se realmente se preocupasse com o outro, o fato era que não era comum vê-lo com aquela expressão, já que costumava sempre demonstrar o mínimo de emoções o possível; exceto por seus olhos, que oscilavam entre tons de vermelho diante às situações em que o vampiro se encontrava, principalmente quando era algo que realmente o afetava.

— Sim — respondeu, monossilábico, afastando aquelas lembranças e se recompondo, visto que não queria se mostrar ainda mais vulnerável ao outro, não após ter passado por cima de seu orgulho e ter ido atrás de Jimin em busca de ajuda.

Ainda se sentia impotente por não conseguir ajudar seu povo sozinho ou ter encontrado outra solução. Contudo, se prendia à ideia de que era o certo a se fazer. Era o líder e deveria fazer o melhor para os seus semelhantes, independente do que fosse, pois eles precisavam de si e o mais importante era se livrarem daquela doença que mais parecia uma maldição.

— Vamos — ditou, já se adiantando e seguindo em frente, em direção aos grandes e negros portões  de seu castelo, tendo o bruxo logo atrás de si.

Era fato que Jimin também se sentia desconfortável com aquilo. Seus povos nunca se deram bem, tinham um passado turbulento e repleto de confrontos, os quais pareciam ter cessado desde a última grande guerra entre eles com o acordo de não se confrontarem mais e cada um deles se manter em seu respectivo lugar. Há anos Jimin não conversava com um vampiro, e ainda mais tempo que não encontrava o líder deles. Não sabia como Jeongguk estava e se agora manteria sua palavra. Todavia, devia isso a ele e não poderia negar seu pedido se sua ajuda fosse capaz de salvar aquelas vidas, por isso, se manteria firme e iria até o fim, fazendo o possível para ajudá-los.

— Bem-vindo de volta, senhor — dois vampiros que guardavam os portões saudaram seu líder, fazendo uma reverência respeitosa.

No entanto, assim que terminaram a reverência, seus olhos logo se fixaram no bruxo, agora identificando a quem pertencia o cheiro que haviam detectado há segundos atrás com o de seu mestre, antes mesmo de terem chegado até os portões. Podiam sentir bem o cheiro do sangue do outro, visualizar nitidamente suas veias pulsando sob a pele clara e ouvir o coração batendo  fortemente em seu peito. Era instigante e aguçava seus instintos. Entretanto, o fato de se tratar de um bruxo, também fazia com que o repudiassem e com que desejassem ainda mais atacá-lo.

As grandes e pontiagudas presas dos vampiros estavam bem à mostra e os mesmos já apresentavam uma postura hostil. Jeongguk sabia muito bem qual era a intenção de seus guardas, assim como sabia o quanto era difícil controlar aqueles instintos tão primitivos e a aversão que tinham com aquele povo. No entanto, não deixaria que fizessem mal algum a Jimin. Ele havia aceitado ajudá-los, então contava com sua proteção e respeito.

— Park Jimin é meu convidado — anunciou, firme, encarando os dois vampiros duramente, exalando todo o seu lado imponente que os outros tanto temiam, fazendo-os recuar. — Não se atrevam a tentar nada contra ele — sentenciou, agora, direcionando o olhar aos outros vampiros que chegavam ao notar a presença do convidado inusitado.

Park se mantivera quieto. Havia se sentido um pouco coagido pela atitude dos vampiros e por estar no território deles, porém, sabia bem se defender e não recuou ou hesitou um minuto sequer, mantendo sua postura firme e decidida.

— Entre — Jeon disse ao que estavam na entrada principal do castelo, abrindo a porta e dando espaço para que o bruxo entrasse.

Vampiros não podiam adentrar lugares sem serem convidados, por isso, mesmo que não fosse o mesmo com aqueles que não faziam parte de sua espécie, haviam  adquirido o hábito de recepcioná-los adequadamente com um convite; além de que era a postura formal que deveriam seguir, principalmente ao se tratar de alguém como Jeongguk, que possuía o cargo mais alto na realeza dos vampiros.

— Obrigado — replicou o de cabelos acinzentados, adentrando o castelo cautelosamente.

Jimin estava a observar o interior do castelo, impressionado pela decoração e elegância do local. Mesmo com a predominância de cores escuras e as cortinas longas e densas completamente fechadas, estas que escondiam as enormes janelas de vidro que havia visto do lado de fora, e o local se tornando ainda mais sombrio, não  era o suficiente para interferir no fato de que era tudo de extremo bom gosto.

— Deseja algo para beber ou comer? — o vampiro questionou, interrompendo a observação que o outro fazia de seu castelo.

Sabia que Jimin não era como ele, que apenas se alimentava de sangue e tinha necessidades diferentes dos demais. Ele poderia estar com fome, e não queria que seu convidado passasse por alguma necessidade ou transtorno enquanto estivesse ali. Se sentia responsável por seu bem-estar e seria solícito, mesmo Jimin sendo o que era.

— Aprecio a gentileza, mas, não, obrigado — proferiu, se virando para encarar o vampiro que estava atrás de si, o analisando. — Quero que me leve à enfermaria para que possa observar como está a situação e já tentar encontrar alguma possível resposta para o que está acontecendo com seu povo.

— Pois, bem. — Suspirou, colocando as mãos na cintura e negando com a cabeça pela teimosia do Park. 

Tinha plena consciência de que o mesmo deveria estar cansado e com fome e, mesmo que a situação fosse realmente importante e exigisse atenção, não queria que Jimin se privasse de suas necessidades. Afinal, um bruxo doente e incapacitado não lhe seria de grande ajuda, pelo contrário, seria mais um problema com o qual deveria lidar e seria responsável. Todavia, como sabia que  o menor não mudaria de ideia, apenas respirou profundamente antes de concordar. 

— Vamos até a enfermaria. É por aqui — informou, indicando com a mão o lado direito do castelo, onde, seguindo um extenso corredor, encontrariam o caminho para a área externa ao fundo, onde a enfermaria com os leitos se localizava.

Porém, assim que se preparavam para seguirem por aquele caminho, uma das criadas do castelo apareceu, saudando o Jeon e se colocando à sua disposição, fazendo com que o mesmo se lembrasse que precisavam preparar os aposentos para o bruxo, para que pudesse descansar mais tarde, já que permaneceria ali por tempo indeterminado.

— Quero que prepare um quarto para o senhor Park — ordenou, notando o olhar incrédulo da vampira que, para uma pessoa normal, aparentaria ser uma senhora de meia-idade. — Ele ficará conosco até que a situação se normalize.

— Sim, senhor — disse a contragosto por ter um bruxo em meio a eles e ainda hospedado no castelo.

Ela, então, fez uma breve reverência antes de se retirar e deixar os dois a sós novamente, continuando a percorrer o caminho até a enfermaria. E, assim que chegaram até o local e o adentraram, mais uma vez o Park se deparou com os olhares raivosos e contrariados dos vampiros médicos e enfermeiros que haviam ali para si.

— Como já era de se esperar, estão incomodados com a minha presença — Jimin comentou, quebrando o silêncio momentâneo enquanto se aproximava de um vampiro adormecido em uma das macas, esticando a palma de sua destra sobre ele e tentando perceber algum sinal de encantamento.

— Foi o mesmo comigo em seu povoado — retrucou de forma irônica, vendo o Park encará-lo de relance enquanto observava-o analisar o vampiro enfermo. — Mas já era de se esperar, somos inimigos, não é mesmo? — indagou e Jimin pôde sentir o tom sarcástico de sua pergunta. Contudo, não iria prolongar o assunto ou tentar relembrar o passado.

— Eles realmente estão muito mal… — murmurou, notando a situação dos vampiros e  constatando que a situação parecia ainda mais grave do que havia imaginado.

— Eu não iria em busca de sua ajuda se não estivessem — retrucou, mais uma vez com um tom repleto de ironia, ao mesmo tempo que incomodado com o comentário do bruxo.

— Nós não conseguiremos trabalhar juntos se continuar com essa postura — ditou, parando com o que estava fazendo assim que ouvira a sentença do moreno para lhe lançar um olhar irritado. Não estava com paciência para o sarcasmo do vampiro, principalmente, em um momento como aquele.

— Tudo bem — replicou, estendendo as mãos como em um sinal de paz. — Pode continuar.

Longos minutos se passaram enquanto Jeongguk observava o bruxo analisar minuciosamente algum dos vampiros que estavam deitados nas macas da enfermaria e, quando este parou por alguns segundos e parecia assimilar o que havia encontrado em suas análises, Jeon se prontificou a buscar por alguma resposta.

— E então, descobriu do que se trata?

— Eu tenho algo em mente, no entanto, preciso de mais tempo para analisar melhor — o Park respondeu, deixando de lado a expressão pensativa de segundos atrás e pegando um de seus livros de magia da bolsa que carregava consigo.

— Tudo bem. Vou deixá-lo a sós para que possa se sentir mais confortável — Jeongguk anunciou, se desencostando da parede a qual havia se escorado enquanto esperava o bruxo analisar os doentes. — Irei tomar um banho e estarei resolvendo algumas coisas na minha sala, mas não hesite em pedir para que me chamem caso seja necessário — salientou, já em frente às portas da enfermaria. — E não se preocupe, não farão nada contra você, sabem quais serão as consequências caso desrespeitarem minhas ordens.

Jimin apenas deu uma breve risada sarcástica, antes de responder:

— Não se preocupe, Jeon, sei me cuidar sozinho.

— Eu não tenho a menor dúvida, Park — o vampiro declarou, já do lado de fora do local, porém, fitando intensamente as orbes do bruxo, até que não poderia mais visualizá-las ao fechar as duas grandes portas de madeira maciça da enfermaria e, com sua audição aguçada, ouvindo a respiração pesada de Jimin do outro lado daquelas portas que os separavam.

O bruxo rapidamente se colocou a trabalhar, aproximando-se de algumas das vítimas da tal praga e concentrando-se com o seu poder de olhos fechados. Sentia-o passando pelo seu corpo, correndo por todas as suas veias e, logo, fez uma inspeção mais minuciosa no vampiro desacordado que estava à sua frente, usando-se da magia para isso. Quando a sua mão aproximou-se do braço daquele que estava sobre a maca, pôde sentir uma força maior que o normal expulsando-o dali, como imãs de mesmo polo se repelindo.

O Park semicerrou os olhos, dando um passo para trás e checando se, por acaso, aquilo não havia sido obra do vampiro. Entretanto, como o próprio apenas permanecia desacordado e na mesma posição, ele começou a estranhar, e muito. Na verdade, não era como se alguém de outra espécie diferente da dele conseguisse fazer isso: era realmente a mesma ideia da física, apenas um poder igual conseguiria repelir, o que claramente dava a entender que a causa daquilo era um bruxo.

Mas… que bruxo?

Jimin tinha certeza que aqueles de sua vila não moveriam um dedo contra um vampiro sem sua prévia autorização, muito menos fariam aquilo que Jeongguk tinha feito: simplesmente ir atrás do outro, no reino dos vampiros. Primeiro, porque seria suicídio, os outros provavelmente os matariam sem nem pensar uma vez, quem dirá duas. Segundo, porque muitos membros da sua vila provavelmente tinham visto um vampiro pessoalmente pela primeira vez naquela própria noite, uma vez que não eram comum expedições para muito longe da onde viviam, apenas nos próprios bosques ao redor para o recolhimento de pedras e ervas. Terceiro, aquilo parecia um poder muito maior àquele que havia em sua vila. Podia sentir que a magia comparava-se à sua, talvez, até superior, podendo haver obscuridade na mesma.

E, assim, percebeu que aquilo era o suficiente para falar com o Jeon.

Saiu da enfermaria e logo se deparou com um grupo de vampiros — o que não era nada anormal, dado ao local que estava. Pediu de forma bem séria para que fossem levados ao seu líder e, sabendo das consequências de fazer alguma coisa com o bruxo, rapidamente o obedeceram, seguindo com o mesmo por entre os corredores longos e compridos do castelo e se colocando por entre qualquer vampiro que se metesse no meio, dizendo um lindo “ordens do chefe”, ou algo relacionado a isso. E, lógico, pedindo para que se mantivessem cada vez mais distante da enfermaria. 

Quando Jimin chegou a uma enorme porta e os vampiros o indicaram para esperar, o mesmo não esperou duas vezes antes de descomprir o pedido e simplesmente abrir, todos ficaram surpresos com a sua atitude e mais ainda com o do seu líder, que apenas aceitou e fechou a porta logo depois. 

— O que descobriu? — Sua voz grave ecoou pela sala, que parecia mais uma espécie de biblioteca, cheia de livros. O mais alto tinha se sentado em uma espécie de poltrona que lá havia e o bruxo se colocou na sua frente. — É grave?

— Tão grave quanto eu sei que você sente que é — falou, sentindo-se um pouco mal por saber que alguém de sua própria espécie tinha causado aquilo. — Mas… existe uma cura. Quanto mais cedo formos atrás dela, mais vidas conseguiremos salvar.

— E aqueles que estão na enfermaria?

— É melhor deixá-los naquele estado de inércia, assim não levarão a praga para o resto do reino — avisou. — De qualquer maneira, consigo fazer um feitiço com a ajuda de mais alguns bruxos que criará uma autodefesa no corpo de vocês. É como uma vacina, mas de forma um pouco mais mágica.

— Ótimo. — Levantou-se de onde estava sem mais delongas, ficando bem próximo ao bruxo. — Voltaremos à sua vila, buscaremos os seus amiguinhos e pronto.

— Não é assim, Jeon. — Cruzou seus braços. — É um tipo de doença forte, precisamos de certos materiais para realizar um feitiço, e eles não são tão fáceis de se conseguir.

— Que droga. — Ele levou as mãos às têmporas, massageando-as como forma de se acalmar. — E como isso surgiu, tem como descobrir?

— Primeiro, vamos focar na cura. — Jimin engoliu em seco, não querendo tocar naquele assunto, já que não queria dá-lo a resposta com medo de sua reação. — Demoraria mais tempo de análise e, nesse meio tempo, poderíamos estar mais próximos dos ingredientes.

— Tudo bem. — Ele suspirou, dando-se por vencido e sentindo o cansaço. — Você consegue fazer um feitiço para que minha pele não queime no Sol com as coisas que tem aqui?

— Consigo, Jeon. Por quê? — indagou, observando.

— Então, fique pronto e descanse bastante esta noite — avisou. — Amanhã começaremos nossa “aventura”.


Notas Finais


shuadsuadhasudas ouvi dizer que vai ser uma aventura e tanto, hein, pessoinhas?

nos vemos no próximo yaaay

sigam o nosso projetinho lindo: @TopJKProject


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