História Chaos and War - Jikook - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Drama, Guerra, Jeon Jungkook, Jikook, Park Jimin, Tragedia, Violencia
Visualizações 117
Palavras 2.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


◤ Annyŏn 'haseyo Yeoboya's and 'Hi my Cookie's. ʕ•ᴥ•ʔ
'Turu pão com vocês? 'Turu manteiga? Turu bts?
Comigo, turu V & 'Jão Cu.

Olha eu de novo!!!
Eu disse que voltaria mais rápido quando minhas férias fossem começar, não foi? ;3
Capítulo com 2029 palavras para vocês. Desculpem não ser mais, mas este até foi o mais comprido comparado aos anteriores desta fic! :')

Vou deixar-vos aqui com o capitulo oito, "Eles são cruéis", narrado pelo Jiminnie.
Desejo-vos uma boa leitura Yeoboya's and cookies & não se esqueçam...

|| "Together We Are Stronger" || ◢

Capítulo 9 - "Eles são cruéis" - por, verdurazinha fresca.


Fanfic / Fanfiction Chaos and War - Jikook - Capítulo 9 - "Eles são cruéis" - por, verdurazinha fresca.

8.

 

Sempre achei o cheiro da terra molhada agradável, e da forma ao qual as gotículas gélidas tocavam em locais desprotegidos pela roupa que usava. Pode vos parecer quase inacreditável, mas eu também amava quando a chuva começava a molhar e a se infiltrar nas peças que eu usava no dia a dia.

Simplesmente gostava da sensação, gostava das cócegas que ela me fazia quando batia contra o meu rosto, e como tornava uma parte do meu – e de muitos outros, um - dia um pouco mais frio, ao qual eu passava debaixo da minha manta amarela, com meias quentinhas e típicas roupas de inverno para me livrar da baixa temperatura enquanto encarava a chama da lareira acesa.

 

Mas porque tudo o que eu mais gostava, havia virado algo que eu agora, simplesmente odiava?

 

Soldado Jeon, ou… General Jeon...? Qual a diferença entre os dois afinal?

 

Havia passado três dias depois daquele ataque de gritos e escândalos, acompanhados de risadas e piadinhas para a minha pessoa. Se eu ignorava? Pois bem, eu tentava ao máximo para não revidar, e Hoseok conseguia simplesmente me acalmar com um toque e um sorriso – que parecia ser iluminado pelos deuses – grandioso, acolhedor e único.

Seria assim que o descreveria.

 

Não encontrei mais nenhuma pessoa de alma tão boa como meu recente amigo naquele quartel.

Estava um pouco feliz lá no fundo por fazer novas amizades e trocar algumas conversas que ao se prosseguirem eram acompanhadas pelas nossas risadas. Talvez Taehyung tenha razão.

 

Alguém me bata para eu acordar porque… Eu falei isso mesmo?

 

O cheiro do álcool em gel foi trocado pelo cheiro de chumbo, borracha e pólvora, a higiene de alguns me fazia torcer realmente o nariz por não estar habituado a tal coisa. Mas voltando ao ponto…

 

O nosso “superior”, me ignora desde o segundo dia, posso considerar segundo mesmo?

 

Ele ignora os meus chamados, ignora as minhas dúvidas e, por incrível que pareça, ele havia mudado um pouco o seu jeito. Mas em troca de tudo isso, foi simplesmente fingir que eu nem estou ali, que sou um fantasma, ou que nem mesmo eu faço falta naquele pelotão!

 

Porque é que eu me sinto magoado afinal?!

Ah Jimin, você odeia aquele garoto!

 

O meu lábio foi mordido fortemente pelos meus próprios dentes. Óbvio que foi algo rápido quando não estavam com o olhar dirigido para mim, e sim para os outros recrutas. O meu pelotão estava todo à chuva a espera que, cada pelotão, um por um, acabasse de se banhar, para depois, novamente nós esperarmos – quietos – pela nossa vez para o jantar.

 

É incrível que o meu pelotão era sempre o último. Apesar do nosso ser o número três, acho que a ordem do general era realmente cruel, por fazer os meus colegas esperarem quando o ódio devia de ser somente para mim.

E claro, eu ouvia sempre algumas quando voltávamos para as nossas camas. Eu não os culpo, era por minha causa que muitos apanhavam pneumonias ou que ficassem mortos de cansaço, ou então, que tivessem que esperar mais que o normal para comer, assim como o nosso tempo reduzido para os banhos.

 

Onde e como é que aquele homem insuportável conseguia guardar tanto ódio ou rancor...?

 

O meu corpo tremeu pelo choque que o vento causou pelo meu corpo por estar encharcado, mas não demorou muito para um dos meus “camaradas” – não colegas. – cair ao meu lado.

 

Porque ninguém o ajuda?

 

O meu pensamento pareceu um grito interno. O general, ao lado do soldado Jeon que protegiam o corpo com um maldito guarda-chuva encararam o homem que agora estava com uma camada de lama na sua farda, mãos e rosto.

 

- Levante-se homem! – a sua voz medonha entrou pelos meus ouvidos fazendo-me fechar os meus próprios olhos.

 

Eles são cruéis, são monstros, marginais que parecem nem conter sentimentos, muito menos uma misera migalha de humanidade!

 

Mexi somente os olhos, já que não podia mexer o meu queixo ou até mesmo pescoço e/ou maxilar.

Eu queria tanto ajuda-lo…

 

O qual estava no chão, um pouco mais velho que eu, se levantou aos poucos, colocando as mãos como apoio no chão, ficou de joelhos, e se ergueu lentamente tentando voltar à posição anterior.

 

- Park Jimin! – a voz medonha se direcionou a mim.

 

Só tive tempo de piscar e me aperceber do que havia feito.

Porcaria de instintos, porcaria de preocupação que eu tenho pelos outros…

 

- Obrigado… - o homem sussurrou fraco apoiando-se em meus ombros, enquanto eu agarrava o seu braço para o ajudar a se manter de pé.

 

Mas ao sentir uma presença atrás de mim, minha nuca já se havia arrepiado.

 

Eu estava tão fodido…

 

Cerrei os dentes quanto senti um chute em minha perna fazendo-me quase perder o equilíbrio.

 

- O que você deveria ter feito, senhor Park? – o general ao qual tinha o meu ódio profundo me perguntou tirando bruscamente o apoio do outro do meu ombro, mas nem assim parei de o agarrar.

 

- Me manter quieto senhor. – a minha voz saiu rouca por estar tanto tempo calado.

 

Minha garganta parecia queimar do quão dolorida estava devido aos últimos dias de chuva e treinos intensos.

 

- E o que você fez? – senti uma mão perto do meu pescoço.

 

- Desobedeci, senhor.

 

- E sabe o que isso significa...? -  o seu braço rodeou-me e minhas mãos foram instantaneamente para o braço que pressionava contra a minha garganta.

 

Só ouvi um baque novamente ao meu lado.

O homem que eu antes segurava havia caído novamente.

Aparentemente, eu era o seu único apoio.

 

- C-cast-tigo… - falei com dificuldade.

 

E o problema, é que eu não podia me virar contra este emprestável que tem o corpo – agora - colado ao meu. Não posso nem sequer tentar sair do seu mata-leão, somente tentar afrouxar o aperto que parecia cada vez mais intenso.

 

- O senhor Park vai ter que ficar aqui, vai aguardar o seu pelotão acabar o duche, e que acabe de comer, depois, somente irá se banhar e ir ter com eles, entendido?

 

- S-sim s-senhor…

 

Eu pude sentir as minhas bochechas quentes, não da raiva, não de estar envergonhado, mas sim do meu corpo precisar de um misero fio de oxigénio para poder respirar, ao menos um pouco.

Encarei Hoseok na esperança que ele tentasse algo, mas ele somente me olhou triste transmitindo a mensagem.

 

“Eu não posso me meter”.

 

E foi aí que fiquei fulo da vida.

Todo o meu corpo formigou, e no segundo seguinte, arregalei os olhos pelos meus atos. Mas não demorou muito para eu estar no chão juntamente a ele, enquanto prendia os meus punhos velozmente e o seu corpo firme e pesado em cima do meu.

 

- Portador de armas por um mês, Park, terá mais horas de treino intensivo e mais treino de mira, ouviu? – berrou aos meus ouvidos. – Espere só até à semana de campo. Vou fazer a sua vida num inferno! – anunciou afastando-se e dando permissão para os outros irem, me deixando ali sozinho, deitado de barriga para cima na lama.

 

O que é que me deu?

Mais um instinto? Aflição por causa da falta de ar?

 

Não me importei de levar as minhas mãos sujas até minha face a esfregando bruscamente. Já estava sujo, e só iria tomar banho após todos terminarem… Nem jantar eu teria.

 

Eu estava desgraçado da minha vida.

 

 

Espirrei pela terceira vez no meu banho de cinco minutos.

Foi uma corrida contra o tempo, mas eu consegui tirar toda a lama do meu corpo. Nos cinco minutos certos, a água do único chuveiro foi desligada.

 

Maldito contador certo…

 

Vesti o meu pijama e coloquei novamente o colar em meu pescoço, enquanto, a passos lentos e fracos voltava para os “dormitórios” do pelotão.

 

- Olha só! O “plutão” está vivo! – um dos que mais me zombava no local falou ao me ver passar pela porta.

 

Ignorei…

 

- O que foi? O seu planeta recusou a sua volta ao mundo natal?

 

Eu tentei ignorar…

 

- Provavelmente foi por causa da sua altura! – o terceiro zombou.

 

Eu juro que tentei, mas no segundo seguinte fui puxado por alguém quando tentei ir em direção ao último com a minha fúria toda acumulada em meus olhos e punhos.

 

Odiava quando me chamavam assim, ainda mais por ser na intuição de ser algo para me atingir, quando na verdade, atingia-me terrível e dolorosamente, já que há muitos anos atrás a palavra “baixinho”, era um apelido dado pelo meu pai falecido.

 

- Eu odeio todos vocês! – exclamei alto antes da porta ser fechada por quem eu nem sequer queria ver a face no momento.

 

O de cabelos negros me encarou de cima a baixo antes de tirar algo do seu bolso do fardamento folgado.

 

- Tente não bater de frente com o general. – o soldado aconselhou estendendo-me uma maçã. – Yŏgi… (aqui…)

 

Ele havia ignorado aquela situação de há segundos atrás, certo…?

Não protestei, mas também nem ousei mover a minha mão, até ao momento que ele a pegou – sem meu consentimento - e colocou a fruta sobre a minha palma.

Folgado! Quem te deu permissão?

 

- Precisa comer alguma coisa pelo menos, e não pode correr amanhã com a mochila às costas só com o almoço de hoje no estômago.

 

O meu maxilar estava trancado, mas a minha língua e dentes formigavam para lhe dirigir a palavra.

 

- Porquê? Você se importava ou não por eu poder passar mal?

 

Os seus olhos negros me encararam, e eu juro já ter visto algo parecido ou até mesmo igual antes de vir para este inferno, vulgo o quartel daqui.

 

E sim, até mesmo antes daquela situação do transporte publico.

Com aquela rapidez toda, eu não havia reparado em seu olhar por ter saído envergonhado do seu colo, e por estar tão envergonhado e irritado por ele estar a secar os meus oitenta por cento de água, ao qual o meu corpo contem em sua constituição, a qual eu jurei ter ficado com somente dez por cento quando saí do quanto ele havia me secado…

 

Fiquei com a minha língua presa entre os dentes, e a minha boca tornou-se pastosa, formando quase um bolo numa velocidade impressionante. Apeteceu-me contar-lhe, dizer que já o havia visto em algum lugar…

 

- Eu importo-me com os meus recrutas.

 

Recebi aquela resposta.

 

Aquela maldita resposta…

 

Foi a qual me fez sair do meu transe.

Agradecido, por me acordar.

Será que ele se lembrava de mim? Provavelmente não… Mas, havia sido algo recente! Será que era por isso que ele me odiava? Por o ter visto e ficar com uma certa precisão da quão boa pessoa ele parecia?

 

Talvez ele pensasse que se eu contasse alguma coisa do que se passou, alguém o poderia troçar como até mesmo me fazem, ou desrespeita-lo…

 

 

Será que é algo que pode ser utilizado a meu favor?

 

- Eu não espero um agradecimento, - começou já que eu somente o encarava como uma pessoa boba e apagada do universo. – mas sobre a pouco, não bata de frente com a sua família também, ok?

 

Engoli a seco.

 

- Wae? (porquê?) - perguntei rapidamente, como se não tivesse a posse das minhas palavras. Meu cérebro parecia ter vontade própria agora.

 

Nem mesmo a minha mente tinha a sua posse!

 

- Porque a maior parte lhe odeia, Jimin, e eles não se importariam de fazer a sua vida num inferno, talvez até mais que o próprio general. – pausou. – Eles são quase cinquenta, e mesmo indo um a um até você, você estará cansado e poderá se machucar no fim.

 

Não! Agora eu estou realmente a sonhar!

Provavelmente eu ainda estava sonhando e… eu ainda não tivesse acordado do meu transe...? Fazendo com que as palavras fossem “trocadas” pelas originais?

O soldado, vulgo o tarado do transporte publico ao qual me “assediou” com o olhar estava preocupado comigo?! Mesmo?!

 

- Tenha cuidado, Park.

 

Foram as suas últimas palavras antes de desaparecer por aquele enorme corredor escuro. Como se já o tivesse decorado e pudesse andar de olhos fechados por aí.

 

Sorri fraco.

 

- Obrigado, Jeon.

 

ANYA! (NÃO!)

Porque meus os meus doze músculos da face se mexeram sozinhos? Arghhh!!

Porque eu sorri?


Notas Finais


Talvez eu faça e escreva esse tal "encontro" do qual o minnie estava falando, mas somente quando chegar aos 200 favoritos!
Só porque eu sou dessas! =P

✁- - - - - - - - - - - - - -
• O que acharam quando leram esse título, hm? Então..?
» Nada para opinar, e vocês?

• Respondendo à pergunta do Jimin do: "Qual a diferença entre os dois afinal?"
» Acho que é o General mesmo.
»» Jungkookie foi um amorzinho, pelo menos eu penso um pouco assim...

• Finalmente Park Jimin admitiu que Kim Taehyung tinha razão, hehe!!
» Momento alto da fic, rsrs.
»» Do que mais ele terá razão..?

• Jiminnie tem um coração bom no final de tudo, mas apenas tenta proteger-se a si próprio falando ou batendo de frente uma vez ou outra com os outros...
» Tenho um pouquinho de pena pelo que ele ainda vai sofrer :')

• Jimin falou do pai!
» SAÍ!! Estou sensível, não me toca! ;_;

• Park Jimin só sorriu por causa da comida!
» Não se enganem, hehe.
»» Talvez não seja só isso o motivo...

✁- - - - - - - - - - - - - -

◤ Espero que tenham gostado deste capítulo.
|| Pelo menos finjam para eu me sentir um pouco feliz! :') ||

Bom Yeoboya's and my cookies, vou abandonar a minha área...
Muito obrigada a quem leu até aqui.
Um kiss da unnie ~Min_Ah_Ri_ e até a próxima! =P
Annyŏn! ʕ•ᴥ•ʔ

Ah! E não se esqueçam!
|| "Together We Are Stronger" || ◢


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