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História Charles Stenfield - Os monstros vivem aqui. - Capítulo 2


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Notas do Autor


pô galera, e aí
divulga pros amigos de vocês se gostarem, é sério.

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Pós quase morte nós vamos para a escola, o que


- Eu lembro. Eu me lembro de sentir o calor da explosão e ela me jogando, assim como jogou Jason. Eu me lembro de ter causado a explosão daquele carro... Mas não sei por quê. Havia algo atrás de nós, e eu apenas fiz isso. Jason estava assustado e só queria fugir, ele não me ajudou a explodir aquele carro.

Foi o que relatei ao policial logo cedo antes de ir para a escola. Eles insistiram em me manter no hospital após terem nos tirado da estrada, mas recusei porque eu e Jay precisávamos ir a algum lugar comum depois do quê vimos, mas não foi isso que relatei ao policial. O carro explodiu e consigo levou o wendigo. Era o que parecia, o agente Cohen, o guarda que falou conosco após nos tirarem de lá disse que não tinha sobrado nada ali além de restos do carro. Além disso, pegaram meu carro a mando de meu pai. Acabei recebendo um baita ralho dele por ter ido a um lugar que não deveria ir. E depois, ele sorriu e me abraçou. Era a forma dele de demonstrar que estava feliz por eu estar vivo.

- Tudo bem, Charles. Você e o seu amigo estão liberados. Tem certeza que não se lembra do que estava atrás de vocês mesmo? – O agente Cohen me olhou nos olhos enquanto perguntava isso.

- Não... Nadica de nada mesmo, agente. – Fiz a minha melhor expressão de que estava tentando lembrar-se de algo.

- Até mais então. – Deu certo. Ele se levantou e saiu andando para dentro do escritório do xerife para relatar ao meu pai o que eu contei.

Após isso, levantei de uma das cadeiras da recepção da delegacia e fui andando para o estacionamento. Jason disse que me esperaria no carro enquanto eu terminava meu depoimento. E estava lá. Parecia estar cochilando no banco de passageiro, então entrei no lado do motorista e fechei a porta forte o bastante para acorda-lo.

- Tá pronto para o teste para o time de futebol? Acredito no seu potencial, amigão! – dei um joinha para ele enquanto abro um largo sorriso.

- Filho da p-... Ah. É você. – Jason piscou algumas vezes para se acostumar com a luz do sol. Ele havia ido depor primeiro e também não contou nada do que vimos ontem. As pessoas pensariam que nós dois estávamos loucos, então era melhor pensarem apenas que foi um ataque de animal. – Eu espero que sim. A explosão deixou meu ombro bem dolorido, ainda bem que não foi o direito, e também tive um sonho esquisito.

Suspirei, girando a chave na ignição e sentindo o motor ligar. Dei a marcha ré para sair do estacionamento com o Maverick e virei para a direita indo na direção do colégio Arvans HighSchool. Como Jason obviamente queria descansar para não estar parecendo um zumbi durante o treino, durante a espera de um semáforo ficar verde para continuarmos nosso caminho para a escola, peguei meu celular do bolso e tirei a caixa dos fones wireless de dentro da mochila, conectando ao smartphone e colocando Arcade do Duncan Lawrence.

Desde que matamos o Wendigo na noite passada, nós não tocamos no assunto da existência daquele monstro nem mesmo que fosse por uma pequena referência como pele cinza. E talvez não tocássemos tão cedo, pelo menos não até as coisas começarem a piorar. E como eu sei que vai piorar? Porque como um bom adolescente do século 21, vi filmes de ficção e de monstros o suficiente para saber que se um monstro aparecia, pode se preparar que vem mais aí. Jason também sabia disso porque vimos muitos filmes juntos.

Mas por hora, sabia que deviam relaxar no banco do carro até que chegassem ao destino e então começaria os melhores ou piores quatro anos de suas vidas. O sinal ficou verde e então pisou no acelerador, atravessando a rua. Em silêncio e concentrado na música que tocava nos fones, Charles dirigiu até o estacionamento da escola. Ao lado esquerdo da vaga na qual ele decidira estacionar, estava uma BMW esportiva. Por coincidência abri a porta na mesma hora que o motorista abria do outro lado. Por pouco não arranhei a porta da BMW, mas o quase não evitou que o dono me encarasse.

Era um veterano do terceiro ano bem famoso entre os alunos e os fãs de futebol que viam os jogos dos Wolfs de Arvans. Paul Andrews, o capitão, artilheiro e estrela do time. O cara era uma montanha e só de ver ele me encarando por conta do carro quase arranhado me fez sentir que iria urinar nas calças. Parabéns, Lee. Você explodiu um Wendigo a 10 metros de você, mas fica com medo de um cara de 1,90 que no máximo vai te espancar. Mas graças a Deus ele bateu forte a porta do carro e eu tenho certeza que isso foi para me intimidar mais, depois ele saiu andando para pegar nos braços a sua namorada loira padrão e tascar nela um beijão.

Suspirei aliviado e depois me virei para fechar a minha porta. Jason segurava a risada do outro lado enquanto fechava a porta. Dei o dedo do meio para ele e depois apontei disfarçadamente para a garota. Ela e Jason já haviam namorado no 9º ano, até que eles dois terminaram porque ela estava mais atraída no centroavante estrela e promissor Paul do ensino médio do que em um garoto que havia passado pela puberdade recentemente. Jason retribuiu o gesto e veio até mim, sussurrando:

- Aposto dez pratas que ela tem outro além dele. – Ele me deu a mão e apertei, fechando a aposta. Então caminhamos para a escada conversando sobre waffles. Eu adorava waffles, era o meu doce favorito. Então Jason começou a olhar para trás, como se estivesse vendo algo que eu não via. Acompanhei seu olhar, mas não tinha nada ali. – Você tá sentindo esse cheiro?

- Cheiro? Bom, nós não estamos fedendo tanto assim e vamos tomar banho depois do treino do time...

- Não idiota, é o cheiro... – Jason encarava agora uma direção que levava de volta a floresta.

O que estava acontecendo com ele? Por que ele estava olhando para reserva? E que cheiro ele estava sentindo? Talvez houvesse alguma parte do Wendigo presa na sola do meu sapato, ou o cheiro dele tenha impregnado em mim quando ele me atacou... Mas isso não explica como só Jason estava reclamando do cheiro, já que tinham várias pessoas na escada quando ele me falou aquilo. Tive que resistir bastante ao impulso de ir verificar porque nós dois tínhamos a aula e o primeiro treino do time que nós nem sabíamos ainda se realmente seríamos do time, mas faltar no primeiro treino não ia ajudar a nossa moral. Já ouvi bastantes relatos de que o treinador era meio rígido. Por causa disso, puxei Jason pelo braço para irmos para dentro do colégio, faltavam alguns minutos para a aula começar e meus planos era causar uma boa impressão para que os professores não pegassem no nosso pé. Atravessamos o longo corredor da escola para procurar nossa sala, e já que éramos primeiranistas a nossa sala era logo no primeiro andar.

1-B. Era assim que estava na placa sobre a porta, e eu supus que era a nossa sala, pois no papel que deram aos pais na matrícula, tanto no meu como no de Jason eram as mesmas aulas uma bela coincidência, mas sem reclamações aqui. As mesas estavam organizadas em fileiras de 7, totalizando 5 fileiras e 45 alunos. Larguei minha mochila na mesa da frente da 3ª fileira e Jason pôs a dele ao lado. Respirei fundo e parei para analisar a turma em que estávamos, e aparentemente a maioria dos grupinhos como em todo filme colegial já se encontravam formados, e em uma parte estavam as patricinhas. Era uma boa definição, já que parecia que todas mascavam chiclete de maneiras sincronizadas, vestiam roupas estranhamente feias, mas que eram de marca, portanto consideradas bonitas e na moda pelos ricos. Os famosos nerds geeks e gênios e eu tinha certeza que eles mudariam o mundo um dia estavam sentados bem afastado das três meninas super ricosas debatendo sobre a velocidade do Flash.

Os aspirantes a atletas com seus físicos trabalhados demais para adolescentes do primeiro ano arremessavam uma bola de papel do tamanho de uma bola de futebol um para o outro. E além deles, havia os outros que conversavam com mais dois ou outra pessoa, ou estavam sozinhos ouvindo música e mexendo os pés. Então soltei o ar e me sentei, virando-me para Jason que ainda estava estranho de uma forma que também me deixava estranho. Olhava para a janela que por uma enorme coincidência, mostrava a uns 40 metros uma parte da reserva florestal. Eu sabia o que ele estava pensando. "Por que eu não me levanto agora e vou para lá de forma idiota e arrasto meu melhor amigo Charles comigo?". Eu estava certo, pois vi ele levantando a bunda da cadeira e na mesma hora o sinal tocou e ele se sentou. Dois segundos depois o professor entrava. Era um sujeito de aspecto facilmente confundido com um psicopata, afinal, ele não tinha cara de psicopata. Era magro, um tanto pálido e usava um terno como se estivesse indo para o tribunal.

Pôs suas coisas em cima da mesa dos professores e retirou de sua bolsa uma placa com o nome dele e pôs sobre a mesa virada para nós. "Prof. Miller". Em seguida, ele retirou um giz de uma caixinha que já estava sobre a mesa quando chegamos, então traçou uma linha no canto do quadro negro para destacar o que iria escrever em um quadrado. Começou a mexer o punho escrevendo algo ali, e então saiu da frente do escrito ficando de frente para nós e nos olhando com um sorriso animado. Dizia "Professor de Química, E aí?". Então sua aparência fez sentido. Ri mentalmente e voltei a prestar atenção nele.

- Bom dia turma de adolescentes que estão parecendo bem quietinhos agora, mas eu sei que vão se soltar uma hora ou outra. Eu sou o professor Elias Miller e vou lecionar química a vocês. Tenho 26 anos e vocês são a primeira turma que vou dar aula, o que é uma grande sorte para mim... Trabalhar com adolescentes, um sonho... Não, isso saiu meio errado... Bom, crianças! Alguém sabe me dizer quais são... – ele virou-se e começou a escrever no quadro, saindo da frente para nos permitir ver o que havia escrito – as dez propriedades gerais da matéria? Difícil não? Aceito pelo menos a metade da resposta.

Seu olhar passou por cada um de nós animado até pousar em uma das patricinhas que havia levantado a mão. Era uma garota loira, usava óculos e prendia o cabelo num rabo de cavalo. Seus olhos tinham um tom que eu nunca tinha visto numa pessoa, tão cinza quando uma nuvem de tempestade. Ela abriu a boca, começando a falar as propriedades e enumerando uma por uma.

- Massa, volume, inércia, impenetrabilidade, divisibilidade, compressibilidade, elasticidade, indestrutibilidade, extensão e descontinuidade.

Sua voz era bonita, não era tão fina e nem tão grossa. Mantinha um meio termo e isso era bonito.

- Está correta! – Elias apontou para ela, fingindo tentar lembrar seu nome mesmo que nem soubesse.

- Melissa.

Melissa. Era um nome bonito. Ela sorriu e abriu o caderno, pegando sua caneta com um minion na parte de cima e anotando algo que eu acredito ser o que ela havia dito. Elias assentiu ainda bem animado e escreveu no quadro as propriedades gerais com uma explicaçãozinha a mais. O restante da aula ele manteve o jeito animado e descontraído, sempre querendo que interagíssemos mais e por isso ele nos dirigia perguntas sobre a matéria de uma maneira que realmente contagiava e isso havia sido uma surpresa, porque na minha cabeça os professores de química eram tão chatos quanto a matéria que ensinavam. Infelizmente, seus dois tempos de aula acabou e ele se despediu indo para a sua outra turma.

Com um cumprimento, ele e outra professora se despediram na porta da sala. Aquela eu já conhecia bem e ela me conhecia bastante. Digamos que eu era o seu aluno favorito do fundamental, o colírio dos olhos da Senhorita Davis, a professora de história. Então digamos que essa aula não foi chata e muito menos a que viria a seguir, que era língua inglesa. Surpreendentemente o primeiro dia foi legal e passou bem rápido, e logo já era a hora do almoço e em uma hora eu e Jason teríamos o primeiro treino do time.

Nós nunca fomos bons de verdade no futebol, claro, nós treinamos durante as férias algumas vezes e eu até conseguia desarmar bastante Jason, vez ou outra ele passava de mim. Sempre preferi jogar de volante, mesmo que eu não tivesse um físico espetacularmente forte para conter os adversários de forma fácil, mas eu era rápido e sabia ler o jogo. Já Jay era o armador do time, aquele que sempre desequilibrava o adversário criando jogadas com passes tirados de uma cartola. Claro, aquilo era o que meu melhor amigo deveria ser... Mas ele tá melhorando.

Você deve estar se perguntando: como assim se joga futebol em Arvans? Bom, não é muito da cultura daqui da nossa cidade a prática de basquete e muito menos de futebol americano. Meu pai era capitão do time na sua época como aluno, e também jogava na mesma posição que eu. O pai de Jason era goleiro, e um dos bons. Sua impulsão para saltar e ir até a bola era algo impressionante e por conta disso no colegial ele era chamado de foguete dourado.

- Tá animado, Jay? – Perguntei ao loirinho que estava sentado a minha frente.

- Não exatamente... Tô sentindo indisposição, eu acho que vou pedir pra ir pra casa.

- Sem essa, loiro. É só a gororoba que estão dando no refeitório, eu sabia que devia ter trazido um sanduíche de bacon de casa em vez de comer isso. Você vai sobreviver e eu também, e vamos ao treino. Vai ficar tudo bem, bocó.

Dei de ombros enquanto dava uma colherada considerada naquilo que parecia ser um purê de batatas com salada e carne moída, mas que estava de uma forma estranha. Apesar dos pesares, tinha um gosto aceitável e receberia uma nota 5 se houvesse uma maneira de avaliar todas as comidas de refeitório já feitas.

- A gente consegue... Não somos nenhum Cristiano Ronaldo ou Neymar, mas acho que nós conseguimos passar para o time e dizer que somos atletas. Quem sabe até arranjemos namoradas?

- Você acha mesmo que nós dois vamos arranjar namoradas? Sério? Você é tão otimista que se eu fosse um pouco mais ingênuo, acreditaria. – Ele riu e depois voltou a comer.

- Ah, vamos... Você não vai querer impressionar ela? – Apontei discretamente usando a cabeça para Melissa. Notei o olhar que ele havia dado observando ela responder a pergunta do professor Miller.

- Melissa? Tá doido? Ela anda com aquelas duas garotas que esmagariam a gente igual insetos emocionalmente. E ela só deve sair com os populares, e nós definitivamente estamos a umas dez prateleiras abaixo do topo da cadeia popular. É uma pena.

- Você acha mesmo que ela está bem com aquelas garotas? Ah, vamos lá Jason. Eu tenho déficit de atenção e percebi primeiro o quanto Melissa não se sente a vontade. Olha pra ela.

Melissa observava suas duas amigas batendo papo e gesticulando com os aspirantes a atletas que são da nossa turma e mais alguns que deviam ser do terceiro ano lançando olhares para elas de uma forma inadequada para menores. Isso não é errado? Digo, elas devem ter 15 anos e eles quase 18 ou tem 18. É óbvio que eles só querem levar elas pra cama... Opa, eu já devo estar falando demais. Por que uma das moças da cantina está nos olhando e por que ela é bonita? Na minha imaginação eram sempre velhas com verrugas no queixo que nem bruxas.

Depois de acabarmos de comer, fomos para o vestiário masculino nos trocarmos. O uniforme de treino era até maneiro. O emblema era de três lobos rugindo. Ficava no peitoral esquerdo, bordado de um dourado que dava certo charme para o resto da camisa que dividia tons roxos com o branco em linhas nas mangas. Os shorts seguiam o mesmo padrão da camisa, mas dando mais ênfase no dourado com o número de cada um. O número era da cor branca e ficava na coxa esquerda e também na costa. Eu era o 39 e Jason era o 28. Esses eram um dos únicos números disponíveis, já que os jogadores que estavam ali antes já tinham escolhidos a maioria das camisas que iam do 2 até o 20. O treinador então saiu de sua sala. Era alto e cheirava a Malbec. Era malhado, então provavelmente ele exigiria bastante de nós quanto ao preparo físico. Eu chutaria que ele era rígido se ele não tivesse aberto a boca e já começasse a rir.

- Uou, esse é meu time pra temporada? Beleza, novatos. Assinem aqui. – Ele mostrou uma prancheta e todos nós fizemos uma fila para assinarmos. – Quando assinarem, irão para o campo junto dos mais velhos e me esperem para que eu passe o memorando. Okay, quem é o primeiro?

 


Notas Finais


E AÍ, repito que se você gostou dá aquela divulgada e favorita, é noix


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