História Charlie! (Remake) - Capítulo 17


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Na sombra do desespero


Fanfic / Fanfiction Charlie! (Remake) - Capítulo 17 - Na sombra do desespero

No outro dia.

 

Joe – O Charlie parece ter demorado um pouco, queria dar algo pra ver se ele esquecia todo aquele lance que ocorreu daquela vez.

Charlie – Hora de sofrer.

Joe – E aí! Como anda?

Charlie – Melhor que nunca. Espero que esteja preparado.

Joe – Sei que não vai muito com a minha cara...

Charlie – E não vou.

Joe – É, então trouxe isso daqui pra você. Era pra ser um taco inteiro, mas você demorou então só sobrou metade.

Charlie – Sente-se! – Ele se senta.

Joe – Tudo bem, mas não estou entendendo... – A luz apaga sem ninguém fazer nada e depois volta bem fraca. Charlie está com algo na mão. – O que é isso? Parece um pé de cabra, é aquele mesmo daquela vez?

Charlie – Eu te odeio Joe! – Charlie muda o semblante em seu rosto, estando um pouco mais confiante.

Joe – Opa! – Na cadeira onde Joe está sentado, duas pequenas ligas de ferro como se fossem algemas prendem as mãos dele. Joe fica se remexendo de um lado pro outro sem obter resultado. – Calma aí! No que está pensando? – Charlie vai se aproximando enquanto as luzes começam a ficar piscando.

 

(Lembranças)

 

(Nii-san – Maninho!

Otouto – Mané?

 - Oooooooooooohhh! Ooooooooooooooooooooooohhhhh!)

 

Charlie – Que foi? – Charlie com seu jeito sem expressão. – Acho que estamos fazendo progresso.

Joe – Charlie!!! Garoto!!! Para com isso, o que deu em você??? – Em um tom mais desesperado.

Charlie – Já acordou com a sensação de chegar em casa e saber que os seus pais não estavam lá? Ele! O Sadness, só queria paz, mas ninguém estava lá para o guiar nesse caminho tão obscuro e difícil. Ele queria estar em paz e feliz, então olhava todas as noites aquele troço que girava por sua cabeça, até que um dia resolveu abandonar quem o amava e assim nunca mais voltar. Os pais não deveriam colocar algo assim no quarto dos seus filhos, isso pode fazê-los criar alguma ideia errada dentro da cabeça.

Joe – Eu te entendo, é o seu irmão? Ele ainda está aí com você? A Dra. Ryan me falou disso uma vez.

Charlie – Você sabe demais! Me lembro de ter tentado me matar uma vez, mas ele me impediu. Meus pais removeram aquele Móbile de casa.

Joe – Por quê?

Charlie – Quando estava ficando feliz por finalmente dar um fim a minha dor tudo mudou. Ele salvou nós dois. Não entendo porque ele resolveu me deixar de vez.

Joe – Isso está te afetando? Ele usou demais, não foi? A AM-14#1964 (AM 14-194).

Charlie – Hum! Sabe? Pela primeira vez meu irmão não está aqui para me impedir de fazer algo ruim, então acho que posso diverti-lo..., você..., à vontade.

Joe – Não faça isso, você não é assim. Pode estar sofrendo, mas isso é porque você nunca teve nenhuma outra opção – Joe fica se rebatendo. Charlie está muito diferente. – Calma! Você não é desse jeito.

Charlie – O que pensa que sabe sobre mim? Conhece um pouco da minha história e já acha que sabe tudo?

Joe – Sei que não é que nem eu que só faz burrada na vida. Diferente de mim, você não é um idiota.

Charlie – E que diferença me faz se você é um idiota ou não? Por que não fica a vontade e conta alguma piada? É difícil quando aquilo de que você mais foge na vida está bem na sua frente. E que diferença faz se estivermos certos ou errados? – Charlie se posiciona atrás dele e amarra (venda) os seus olhos. – Talvez seja melhor não olhar, isso não vai ser nenhum pouco amistoso. Continuando o que estava dizendo, certo ou errado isso não importa, não é? Só me diz, que diferença faz se é você que está desse lado? Quantos inocentes já se foram? Eu não entendo nada disso.

Joe – Está errado! Você não sabe de verdade o que aconteceu. – Charlie inclina-o. Então, mesmo que esteja perto de onde Joe está, ele vai arrastando o pé de cabra (lá) próximo (no chão, pelo chão) e já está parecendo mais psicótico.

Charlie – “Me diz que barulho é esse?”

 

(Num Hospital, em duas macas. -Duas crianças estão sendo levadas.

 

Nii-san – Que barulho é esse?

Otouto – Acho que eles estão nos levando para algum lugar.

Nii-san – Eu não entendo nada do que está acontecendo.

??? – Vamos!

Otouto – Charlie...)

 

Charlie – E nem precisa... – Charlie vai derramando lágrimas – Sorria uma última vez para mim.

 

(AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!)

 

Na Mente de Charlie (Um conflito)

 

“-“Será que somos tão parecidos ...”-”

-Somos tão parecidos assim?

“*Isso não o deprime? Saber o quão sozinho você realmente está?/”

-As coisas são assim.

“Isso não importa?”

-Não é justo me deixar agora e não permitir com que eu tivesse ido antes.

 

Externo

 

Roberts – ...

 

Por que será que somos tão parecidos?”

 

Ryan – ...

 

Interno

 

“Que diferença faz estar rodeado de pessoas se ainda assim você continua se sentindo do mesmo jeito?“

-Eu deveria aproveitar. Onde eles estão?

“Está espalhado por todos os lados caro amigo”

- Amigos? Que engraçado, eu nunca os tive antes. “É assim que se sente?” É assim que me sinto.

“-“ Será que somos tão parecidos “-“

-Apenas por fora.

 

Bum!

 

Charlie – Aaahhhhhhhhhhh.... SAÍ DA MINHA CABEÇA!

Joe – Hum... Mas o quê? – Charlie com uma expressão furiosa levanta o pé de cabra com tudo e está pronto para dar com ele na cabeça de Joe.

“Isso não muda nada”

Terry – Charlie! – Ela segura a mão dele (Terry está com um pé no chão e a outra perna bem dobrada). – Basta!

Charlie – Terry?! O que pensa que está fazendo aqui? Não deveria estar em outro lugar? – Ele tenta fazer força, mas ela não deixa.

Joe – ... você... hum...

Terry – Eu que deveria dizer isso, o que pensa estar fazendo?

Charlie – Veio aqui pra me impedir? Conheço tipinhos como o dele, não tomam jeito nunca. – Ela aperta mais. – Iiiiiihrr... – ... – Poderia me soltar? O meu pulso já está doendo.

Terry – Idiota... – Ela solta ele e toma o pé de cabra.

Charlie (Garotinho) – Qual é? Por acaso eu fiz algo errado? Achei que você tinha me dito que deveríamos fazer ele sofrer bastante. Eu não estou te entendendo mais. – Charlie mostra sinais de confusão (Ingenuidade misturada com deslocamento no mundo).

Terry – Não era disso que eu estava falando, tá bom? Isso tudo é muito confuso!

Charlie – Não compreendo.

Joe – Terry, me tira daqui! <sufocado>

Charlie – Hum...

Terry – Quando eu falo para fazermos ele sofrer, não estou dizendo pra fazermos alguma coisa cruel com ele em nível físico. É uma forma de se expressar, não é pra levar ao pé da letra.

Joe – ... – “Que coisa, da outra vez ela tinha vindo por ele. Parece que os papéis se reverteram. Isso é o destino?”

Terry – Você entendeu totalmente errado!

Charlie – E existe outro tipo de dor?

Terry – Sim.

Charlie – Então isso não é fazer sofrer? Que engraçado! E o que eu estava fazendo? Sofrer não é uma dor física, tipo ralar o joelho?

Joe – ... – “De todos, o que apareceu aqui pra me resgatar foi justo a Terry. Não estou gostando disso, é bem provável que ela acabe mudando de ideia. Por que eu não estou me sentido seguro com nenhum dos 2 aqui? Deve ser só achismo meu.”

Charlie (Fofo e Perdido) – ... Acho que ele merecia, de toda forma. – Charlie mostra o seu olhar mais triste.

Terry – Ahã (Ficar perdida com o olhar de Charlie)... Existem várias formas de se fazer sofrer, como a dor física e a sentimental, aquela ligada com os sentimentos. Não devemos fazer isso com alguém mesmo que essa pessoa realmente mereça muito.

Charlie – Gome... (Se segurando)

Joe – ... – “Eu ainda estou aqui.”

Charlie – Ainda assim eu não entendo, não sabia que uma única palavra assim poderia ter mais de um significado. Se fizermos isso agora ele nunca mais vai precisar sofrer, não é verdade?

Terry – Uhm... Charlie!

Joe – ... – “Deve ser triste o ver nesse estado. Sensei!”

Charlie – Sofrer? (Ele olha para cima) Isso me deixou confuso, era mais ou menos isso que acontecia quando eu olhava para aquele móbile? Então o que acontecia comigo, era que eu estava sofrendo na verdade?

Terry – Não me surpreende. – “Eu lembro muito bem como tudo mudou depois daquela vez, e aquela vez acabou se tornando muitas outras. Ele é só um garotinho que está fragilizado e confuso no fim das contas. Fiz bem de estar aqui por perto.” Terry sorri. – Charlie! Vai lá com a Sandy, ela com certeza pode te explicar melhor isso. – Ela segura a mão dele. – Vai! – Ele vai indo, mas esperando.

Charlie – Eu sinto...

Joe – ... – “O que será que há nessa casa pra esses garotos estarem nesse estado?”

Charlie – Desculpa!

Joe – ... – “Seja livre!”

Terry – Pensando bem, como é que você teve essa ideia toda do pé de cabra?

Charlie – Foi uma revista que a Sandy me emprestou. O nome era Uma Morte Na Família (Morte em Família), ela me disse que era um clássico.

Terry – Só isso?

Charlie – Eu não sei...

Terry – Vai com o Mike, ele vai saber te explicar melhor isso. – Charlie sem lágrimas, mas com uma expressão dura vai indo embora. Ele ainda fica de costas parado, como se talvez ele quisesse dizer que isso ainda não tinha acabado...

 

(Mike) – Eí Charlie! Não é por nada não, mas quando a gente estiver lá na escola, não anda mais comigo, por favor. Quer dizer, o que eu quero dizer de verdade é “que você deveria pegar a primeira linha e ir para o mais longe possível daqui.”

 

“Eu já tinha perguntado”

 

Charlie – Acho que depois eu vou naquele lugar, preciso seriamente considerar as minhas opções... – Fechar a porta. Charlie tem um olhar sofrido.

Terry – Que bom que não viu isso.

Joe – Ele é um garoto fascinante. – Ela tira a venda dos olhos dele.

Terry – Tudo bem?

Joe – Melhor impossível, não tinha forma melhor de começar o meu dia. Melhor que isso, só a propaganda do MC’Donalds. Ao menos não era uma mulher louca.

Terry – Hã (Rir), para!

Joe – Uma pergunta: já que estava aí porque não interferiu antes?

Terry – É que estava bem divertido, não sei, sua cara estava engraçada.

Joe – É?

Terry – Por um momento eu quase hesitei, que sorte a sua.

Joe – Não sei o que dizer. Achei que ele tinha ficado bravo porque eu tinha comido metade daquele taco.

Terry – Que engraçado. Uma pena que não consegui ouvir tudo. Ele tava com sangue nos olhos pra matar você.

Joe – Que história? Viu? Um dia você faz referencia ao maior acontecimento da Era de Ouro dos Quadrinhos (A Noite em que Gwen Stacy Morreu) e dois dias depois jogam isso contra você (Morte em Família).

Terry – Que bom humor. Legal! Eu Notei que tinha algo estranho quando as luzes do quarto começaram a piscar. Você até parece ter levado numa boa, a reação normal de qualquer outra pessoa seria desaparecer daqui e nunca mais voltar.

Joe – Ainda não tive a oportunidade.

Terry – Devia considerar.

Joe – Vou levar em conta.

Terry – Já imaginou se eu pensasse “Deixa pra lá, é só uma discoteca”. – Terry vai demonstrando o seu humor clássico, fugindo do seu humor sarcástico.

Joe – Engraçadona você! Não, olha: Ele vai refletir no assunto.

Terry – Pronto!

Joe – O que há com ele exatamente? Não sabem de nada? Vocês são tipo amigos, deveriam saber tudo sobre a vida um do outro. – (Joe é super de boa, não leva a mal esses garotos.)

Terry – Não sei mesmo, ele anda meio assim ultimamente. É como se não conseguisse pensar direito. Está perdido em um mar de inrazões.

Joe – Ele é muito endiabrado. Emblemático eu diria. Parece estar considerando algo de verdade, pense em “como será que isso tem alguma relação?”

Terry – Ele estava chorando, não é? Parecia estar sofrendo. É tudo no que prefiro acreditar. – Terry começa a ficar mais reflexiva (Ela finalmente percebe que ele se sente fragilizado como ela quando fica exposto a determinados tipos de situações), enquanto Joe assimila as coisas e depois muda (Joe está pensando no que fazer, ele lembra de uma outra situação de sua vida). – Isso não foi engraçado como eu esperava. Quase perdi alguém que tem um grande significado em minha vida. Eu não conseguia pensar... – Ela derrama uma lágrima.

 

Sra. Ryan – ...

Terry – Não de novo.

 

Joe – E essa expressão depressiva no rosto de vocês? Ela diz tudo! Mas eu sei mesmo com quem nessa casa que ele realmente se parece e se conecta como um fio.

Terry – É...

Joe – Terry? – Ela enxuga o seu rosto, passando a parte inferior do braço por cima.

Terry – É a mesma que ele sempre teve, sempre foi assim. Será que vai ficar bem?

Joe – Claro! Só precisamos correr um pouco. Só confia. Ele vai melhorar sim. – “Talvez eu que não.”

 

Lá fora.

 

Cena Arquivada Especial: C&C. Aberta!

 

Sensei – Garoto...

Charlie (Passado) – Sensei! Eu consegui. – Ele está pulando de uma pedrinha em outra sobre o rio, enquanto Sensei está na água.

Sensei – É... parece estar no caminho certo.

Charlie (Passado) – É? Háháhá! – Sensei ri junto.

Sensei – Sim, mas não se esqueça. Até mesmos os caminhos mudam, somos nós quem construímos estradas para que outras pessoas possam percorrer pelo caminho. O que fazemos ou deixamos de fazer, tudo isso é uma metáfora que foi elaborada há anos por aqueles que imaginavam o que poderiam ser. Você só tem que continuar sendo uma criança alegre, pois a alegria é a única ponte que podemos construir para que não tenhamos mais que percorrer por estradas. Entende?

Charlie (Passado) – Não entendo.

Sensei – Faça seu próprio caminho e seja aquele que você precisa ser. A estrada é um sonho, a alegria é aquilo de que precisamos. Caso contrário só estará atrás de algo que não pode vislumbrar. – Eles atravessam. – Pense no que é mais importante: ser feliz ou viver para ter felicidade?

Charlie (Passado) – Como assim? Que tipo de pergunta é essa?

Sensei – Pense comigo: a felicidade foi o que nos trouxe a esse mundo, mas ela não está lá para que nos sintamos bem, se não para nos garantir a sobrevivência, certo?

Charlie (Passado) – Acho que sim.

Sensei – Por mais vezes que consigamos obter a nossa satisfação, à medida que o tempo for passando ela vai acabar se tornando uma necessidade. Como com qualquer ser humano.

Charlie (Passado) – Acho que você está right.

Sensei – E a partir disso passamos a basear nossas vidas, num contexto de que, para que eu possa ser feliz eu tenha que obter a felicidade. Porém, existe uma distinção. O que o piano significa pra você?

Charlie (Passado) – Ele está lá, sorrindo. Parece muito feliz.

Sensei – É?! Não sei se é tipo isso, mas o que ele te faz sentir? Por qual motivo você o toca? Não é por causa da sua mãe ou do seu pai?

Charlie (Passado) – Eu ainda não sei porque, acho que não é para obter sucesso já que não há nenhum tipo de chance de obter tocando ele por aqui. Mas acho que consigo vislumbrar mais a frente, o que é? Não sei, mas se ele está sorrindo é porque com certeza se sente muito feliz. E isso me faz sentir mais alegre. Tanto que nem me importo em ter mais nada, eu sou bem diferente. Não sei se sou igual aos outros garotos, tudo parece bom demais pra mim. Eles me perguntam “Garoto, o que você quer ser?” e eu respondo “Estou feliz com quem eu sou”. Eu amo piano porque ele nunca me diz o que tenho que fazer, mas sempre está lá nas horas que eu preciso.

Sensei – Como se fosse parte da sua personalidade.

Charlie (Passado) – Exatamente. Eu não preciso criar uma identidade, só basta que eu toque e tudo ficará bem. É a minha obrigação como artista.

Sensei – É impressionante como tudo parece fácil pra você. Não reclama, só está lá porque sente que é o seu lugar.

Charlie (Passado) – No dia que eu não me sentir mais da mesma forma, então paro o que estou fazendo e vou para onde o meu coração encontre uma boa morada. Mas sabe? Eu acredito na felicidade, até porque quando a vejo ela parece completamente irresistível. Que nem um bolinho de Strawberry.

Sensei – Então essa é a sua miragem?

Charlie (Passado) – É você que deveria me dizer isso. Não era você que estava tentando discursar?

Sensei – Dizem que o melhor discurso do mundo se encontra em algum lugar onde nada é real. Está, mas não conseguimos enxergar. Como se fossemos milhares de minicampos espalhados pela floresta, cada um em seu lugar. Cada um em sua própria sintonia. Alocados. Em algum lugar que não é real, a não ser quando fechamos os olhos e não tentamos entender o que estamos vendo. Pois nada é real, mas pra nós é como se fosse. – Ela desloca seu pescoço. – É, acredito na felicidade, mas acredito que tudo tem os seus dois lados, mesmo que não possamos compreendê-los, sabemos exatamente como eles refletem nos nossos olhos. Azuis, feito o mar! Ele cobre toda essa vastidão que chamamos de celestial. E isso me faz sentir feliz como o piano faz com você. E o melhor de tudo é que eu não preciso dizer nenhuma palavra.

Charlie (Passado) – Acho que somos diferentes.

Sensei – Meu objetivo não é que você seja meu sucessor, mas que você se torne um homem independente. Que seja livre pra fazer suas próprias escolhas e trilhar seus próprios caminhos.– Soltar um monte de balões de uma festa decorativa. Pegar um e dar para o menino. – Seja realmente livre. Você é especial Charlie!

Charlie (Passado) – Solta, solta...

Sensei – Huhuhum!

 

Pássaros voam pelo céu.

 

Joe – É realmente preciso fazer isso? – Joe está correndo.

Kendall – Se você quiser pensar direito, então é melhor. Pelo menos o seu sangue acaba circulando por todo o corpo e as informações chegam mais rápido no seu cérebro.

Joe – Tem certeza?

Kendall – 80%.

Sandy – Relaxa, eu também estou aqui com você. Algum problema? Somos só nós 3 correndo.

Joe – Hum... Nada.

 

Nickols – E aí irmãozinho Joe? Por quanto tempo ainda vamos fazer isso?

Vergil – Estou logo atrás de vocês seus caronas (caras que fazem aquilo que está além de sua possibilidade com as mulheres).

Joe – Não sei, mais é bem mais divertido quando nós 3 estamos aqui juntos.

Vergil – É, formamos uma boa equipe sim. Vamos precisar da sua ajuda pra uma coisa hoje? Tá ligado pretinho?

Joe – Hoje? Mas pode ser depois de ver a Lyris?

Nickols – Não se preocupe, nós vamos cuidar de tudo. Isso é fácil!

Joe – É que eu não tenho certeza.

Vergil – Somos como irmãos, até o fim. Além de tudo é só dessa vez. Contamos muito com você.

Joe – Eu preciso pensar.

Vergil – Tudo bem, mas esperamos que você também esteja junto. Na firma! O que acha? Vai rolar?

Joe – Acho que talvez... melhor não!

Nickols – Qual é? Não vai fazer isso com a gente?

Vergil – Precisamos de você, é só mais essa vez e depois paramos.

Joe – É o que sempre dizemos, talvez agora eu queira algo diferente.

Nickols – Joe, eu fico perdido sem você. Além disso pense o quanto isso pode ser bom para a Dawson, não gostaria de fazê-la feliz? Esse dia pode mudar as nossas vidas, você disse que sempre estaria do meu lado, não foi? Esse é o momento, não vacila comigo. O que me diz?

Joe – Talvez. Acho que eu preciso falar com a Dawson.

Vergil – Não precisa, você já sabe o que ela pensa sobre isso. Somos seus amigos, sempre estivemos do seu lado nos momentos mais difíceis e sempre vamos estar. Gostaria que pudesse fazer o mesmo... mas se é o que quer não tem como te impedir

Nickols – “Time Joe! Time Joe! Time Joe!” Aí, porque a gente não tem um time com o meu nome?

 

Joe corre e depois de recordar vê Charlie em sua frente.

 

Charlie – Pelo bem de todos deveria ir embora daqui. – Charlie está indo para algum lugar como habitualmente.

Kendall – Tudo bem com você?

Charlie – Eu preciso ir. Volto mais tarde.

Sandy – Quer que eu vá com você?

Charlie – Não preciso da sua ajuda, de qualquer jeito isso não vai durar muito.

Sandy – Não vai, é claro...

 

Pai de Dawson – Deveria ir embora daqui, não precisamos de alguém da sua laia como amigo da nossa filha. Só está jogando a sua vida fora!

Dawson (Passado) – Tudo bem com você?

Joe (Passado) – Desculpa! Eu preciso muito ir.

Dawson (Passado) – Quer que eu vá com você?

Joe (Passado) – Não preciso da sua ajuda. Nenhum de vocês pode fazer absolutamente nada por mim. Não mais!

 

Kendall – Pelo jeito que fala é difícil saber se está falando de si mesmo ou de outra pessoa. Vocês *2 têm o esse costume.

*2 – Pessoas de Sexos diferentes.
*Dois – Duas pessoas do sexo masculino. (Equivale pra “um” *Maneira singular)
*Duas – Duas pessoas do sexo feminino. (Equivale pra “uma” *Maneira singular)
*3 ou mais – Várias pessoas, porém não do mesmo sexo.
*Três ou mais – Várias pessoas do mesmo sexo (independentemente de ser do masculino ou do feminino)

Sandy – Talvez.

 

No quarto de Sandy.

 

(Joe está perdidaço)

 

(ZIUUUU-UM PIRIRIRI)

 

Sandy - “Todas as características de um indivíduo são determinadas por genes que se segregam, separam-se, durante a formação dos gametas, sendo que, assim, pai e mãe transmitem apenas um gene para seus descendentes”. É mais ou menos essa a Lei de Mendel ou Lei de Segregação dos Fatores. Poxa, que bom que avançamos tanto. Depois de Genética, temos de falar sobre Os Grupos Mais Simples, O Reino Vegetal e mais alguns.

 

(AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!)

 

Joe – Chega! Isso não vai entrar na minha cabeça *****! Parece que tem um caco na minha cabeça. Bem aqui, perfurando ela. É difícil, você não sabe pelo que passei. – Ele estava deitado (Zzz)

Sandy – Acha? – Joe percebe e nota que está diante de Sandy.

Joe – Não estou me sentindo muito bem, preciso ir embora.

Sandy – Que foi? Você estava indo muito bem, se é o que quer saber. Você é inteligente!

Joe – Sejamos francos: Não dá, eu não nasci pra isso. Pra ter essa vida! Todos eles estavam certos, eu só preciso me deixar levar. Você é só muito idiota por acreditar em mim mesmo, apenas isso. E eu fui mais idiota ainda por ter acreditado que podia. – Desabafando.

Sandy – Bem, acho que está certo. Eu não te tiro a razão. É normal se sentir assim. Só acho que deveria escutar um pouco.

Joe – E o que eu teria pra falar com você?

Sandy – Está falando com a pessoa aqui nessa casa que mais se relaciona com aquilo que está sentindo. Aconteceu algo muito difícil? E daí? Pra que eu vou ficar chorando por causa disso? Você tem uma das melhores coisas do mundo e nem se toca. No começo, quando fomos te chamar, eu estava muito apreensiva e com dúvidas se deveríamos realmente fazer isso. Mas depois eu percebi que era muito igual a mim, e tinha passado por dificuldades bem semelhantes as que passei quando tinha menos idade. Eu só comecei a dar valor ao que tinha quando eu finalmente perdi... nós acabamos perdendo... e muito... amigos e toda uma vida que achamos que ainda tínhamos pela frente, aí pensamos que era o fim (...) mas alguém me salvou de mim mesma e me fez querer voltar a sonhar novamente. Essa pessoa cuidou de mim! Eu só queria poder retribuir o que essa pessoa fez por mim um dia, porque é isso que ela faz: ela acredita em nós quando já nem mesmo a gente era mais capaz de fazer isso. Talvez por isso que tenha virado professora, porque ela falhou muito feio com você. Só que ela ainda não desistiu. E não é a única a pensar desse modo.

((...))

Joe – Não precisa vir atrás de mim, não vou mais voltar. Desculpa, não precisa mais perder o seu tempo comigo. – Joe olha uma mensagem no seu celular. – Mas o que é isso... Já vou indo! – Ele fecha a porta e vai embora.

Sandy – O que há com vocês? – Joe lá fora do quarto.

 

Sandy (Presente) Cai de costas no chão.)

 

Mike – Sandy!!!

Sandy – Fotos são uma ponte ao passado! Amostras em preto e branco de como eram as coisas. Ligações com quem se foi, tesouros sem preço! Aqueles simples rostos que me fazem lembrar. Um dia tiveram de ir embora e me deixar. Sei como é isso. Não importa quantas dessas caixas eu olhe, de nada adianta. Quem foram e quem eram? Isso tudo depende do dia e do S que estavam usando. Eles eram incríveis, é o que todos dizem. (Deixa pra um Mini-Arco) Desculpe-me, estou exausta.

 

(De volta ao tempo que a história está sendo contada)

 

Kendall – O que foi? – Joe vai para um lugar distante dali, um ponto de fuga. Ele está atrás de alguém.

 

Joe – Ele disse que iria pra algum lugar e... – Joe olha uma outra mensagem no seu celular. Ele vê o Charlie. – Então é aí? Como pensei... Vergil.

 

??? – NÃO!

Joe (Passado) – ...

 

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Vergil (Criança) – Joe! Háháháhá! – Ele está nas costas de Joe sendo carregado. Depois. – Você é meu amigo, não é?

Joe (Criança) – Pode ser...

Vergil (Criança) – É que sei lá...

Joe (Criança) – Está pensando demais no que aconteceu. Da próxima vez é melhor pensar antes de agir. Mas eu estarei lá...

Vergil (Criança) – É mesmo?

Joe (Criança) – É! Porque é isso que os amigos fazem. – Joe vai abaixar ele.

Vergil (Criança) – A minha perna...

Joe (Criança) – Acho que aqui é um bom lugar.

Vergil (Criança) – Aquele menino não tinha como se defender, sabe que fariam alguma coisa ruim com ele.

Joe (Criança) – Daí você chamou a atenção deles e saiu correndo até se jogar de cima da ponte. Demorei pra te encontrar.

Vergil (Criança) – Sabe? Eu faria o mesmo se fosse por você. Obrigado!

Joe (Criança) – É, temos um monte de histórias pra contar.

Vergil (Criança) – Você também faz coisas bem ridículas.

Nickols (Menor) – Eí, vocês. Me desculpem por tudo.

Joe (Criança) – Olha só quem chegou?

Vergil (Criança)  – Joe! Não é dessa forma que tratamos alguém que passou pelo mesmo tipo de apuros que nós.

Nickols (Menor) – Posso ficar?

Vergil (Criança) – Claro, porque é isso que os amigos fazem. Não é?

 

No outro dia, num túmulo.

 

Dawson – Oi! – Joe está bem entristecido.

Joe – Olá!

Dawson – Ele era seu amigo, não era? Eu lembro!

Joe – Sim, o Vergil era!

Dawson – Se lembra dessa famosa frase? “Por bem ou por mal, o resultado final da negação é sempre o mesmo... cair?”

Joe – “Cair! Pois é tudo isso o que os homens fazem. Esses simplesmente são quem nós somos. Quem diria que aqueles homens que cruzaram o mar chegariam onde chegaram, e literalmente descobririam o mundo? Esse é o espírito aventureiro que te leva a querer novos desafios. Eu tenho um pensamento fixo com relação a isso, mas ainda que esteja perdida suspensa pela água, mantenha o desejo de viver maior que tudo dentro de você. Mesmo que nada realmente dê certo, qual o problema de fracassar afinal de contas? Se o que vale de verdade é chegar no topo da montanha russa e cair com dignidade.” Eu nunca esqueci. Não daquele dia. Fiquei longe durante muito tempo, e você tem cuidado dela muito melhor do que eu.

Dawson – É! A Charlie era alguém muito especial. Que se manteve quase que totalmente inteira até o último momento.

Joe – Isso pouco importa. Montanha Russa? Gosto dessa comparação. Ela era muito irresponsável, além de bastante doida! – Dawson ri. – A Terry tinha cerca de 3 anos e meio de idade, e morria de medo da montanha russa. Acho que nem ao menos ela tinha idade para entrar naquele brinquedo. Mas a Charlie pouco quis nos ouvir. Ela queria porque queria colocar a garotinha naquele brinquedo e até deu um jeito, só que não adiantou muito. Ela a encorajava muito! Fazia parecer que tudo realmente daria certo no fim das contas, mesmo que as suas ideias não fizessem sentido nenhum. Desde muito cedo ela queria que a Terry encarasse os seus medos, e ela não era a melhor mãe possível. Era uma tremenda de uma escrota sem nenhum tipo de responsabilidade com e na vida [(com (a) e na com o mesmo sentido)]. Mas ela a amava.

Dawson – “Até nunca mais!”

Joe – Esse era o título. É um dos discursos mais marcantes da famosíssima Charlie Ryan, o último registrado em vida, mas fizemos mais do que ler em uma biografia.

Dawson – Estávamos lá quando tudo aconteceu. E o que vai fazer?



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