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História Charlotte - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oioi flores, então, a intenção não era exatamente postar hoje, e sim no domingo, que é um dia morto e não tem muito o que fazer. Maaas como eu sou ansiosa e eu a Julia ( que é a coautora maravilhosa da história) conseguimos aprontar esse cap rapidinho eu resolvi postar.
Porém, creio que irei seguir essa linha de raciocínio e postar aos domingo e no meio da semana.
Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1


       Charlotte Leithold, Nova York.

 Observei a pilha de papéis sobre a minha mesa e bufei, completamente irritada com aquela situação inacabada. Revisei pela milésima vez toda a papelada, afim de evitar qualquer erro que o comprador da empresa possa vir a encontrar e me trazer mais dor de cabeça.

    Mas fui retirada dos meus devaneios quando o barulho alto do salto de Header ecoou pelo corredor do lado de fora da minha sala. E logo ela adentrou no ambiente, bufando. Visivelmente irritada.

— Charlotte, você tem certeza do que você está fazendo? - A morena indagou, esbaforida.

— Sobre o que você está falando exatamente? - Rebati, dando de ombros. Totalmente desinteressada na garota, voltei minha atenção para algumas planilhas em minhas mãos.

— Você sabe muito bem sobre o que eu estou falando. - Proferiu, frustada. Ergui meu olhar em sua direção, entortando levemente o lábio em repreensão.

— Não estou gostando do seu tom, Stevens. Caso esteja falando da venda da empresa, sim, eu tenho total certeza do que eu estou fazendo. Mas você já deveria saber que eu sempre tenho certeza sobre minhas decisões. - Disse firme, encarando a morena por breves segundos. A mesma suspirou em rendição.

— Me desculpe. Mas já parou para pensar no que a mídia vai falar? Qual vai ser a desculpa para toda a sua fortuna? - Ela insistiu, fazendo-me finalmente perder a paciência.

- Header, não que isso seja da sua conta, mas eu já pensei em tudo. Quando minha avó morreu, além da empresa ela me deixou uma quantia milionária,  posso investir em algumas bolsas de valores e aumentar esse dinheiro. Isso é o que menos importa, não sou muito de dar satisfação do que é meu, principalmente para a mídia. - Disse por fim, tentando ser o mais clara possível. Header assentiu, derrotada. Logo tratou de colocar um envelope em cima da minha mesa.

— Se essa é a sua palavra final, então já temos um comprador. Se chama Charles Somers, ele é dono de uma empresa de Marketing. - Esclareceu.

— Certo - Murmurei enquanto pegava o envelope em mãos, em seguida folheando as páginas. — O que uma empresa de Marketing poderia querer com uma construtora? - Indaguei, observando atentamente o conteúdo do envelope.

— Ele entrou em contato e disse que gostaria de explicar melhor pessoalmente. - Disse simples, dando a volta na mesa e parando ao meu lado, agora também observando o que eu lia. - Acho uma boa dar uma chance, você quer se livrar de qualquer jeito da empresa. - ela disse dando de ombros.

— Los Angeles?

- Sim, podemos aproveitar a viagem para resolvermos nossa encomenda que está por lá. - Header elevou seu tronco novamente e se posicionou encostada na mesa em minha frente. - Christian Beadles.

— Certo. - Estalei a língua no céu da boca e assenti, suspirando em seguida. — Arrume tudo que precisamos para a viagem e me diga o dia que iremos, quero acabar com isso o quanto antes. - Encerrei a conversa, jogando o envelope em cima da mesa novamente. Header apenas concordou e se retirou da sala. Relaxei meu corpo no estofado de couro da minha poltrona e respirei fundo, sentindo minha cabeça latejar.

Depois de um tempo resolvi sair do meu escritório, andando calmamente pelo corredor onde ficavam os quartos da casa. Logo dei de cara com Header, ela exalava simpatia a cada passo que dava com um sorriso nos lábios a todo instante. Àquela altura sua expressão só me fez ficar mais irritada do que eu já estava. Veja bem, amo absurdamente o que eu faço, mas viajar e ainda lidar com toda a burocracia de venda da empresa é muito cansativo. Bom humor alheio não me alegrava em nada.

— Charli, recebi uma foto da nossa encomenda. E ele é um gato, tenho que admitir. - Esbravejou, andando ao meu lado pelo corredor até a sala. Ela pôs o celular em minhas mãos para que eu pudesse ver com clareza e de fato ele era bonito, mas algo estava me instigando ali. Ele era familiar demais.

O homem era loiro, seus braços desnudos na foto exibiam diversas tatuagens e músculos avantajados, ele aparenta ser alto. E sua idade me chamou bastante atenção, apenas 23 anos. Extremamente jovem. Como ele conseguiu irritar alguém tão importante para encomendar sua morte? Ninguém vem até a mim por pouca coisa.

— Tudo bem. - Disse simples, devolvendo o celular para Header. A garota parou na minha frente, trancando minha passagem, exibindo seu cenho franzido para minha fala.

— O que você tem hoje? Está mais rabugenta que o normal. - Indagou, confusa. Fazendo-me revirar os olhos, ela era insuportável quando queria.

- Eu que te pergunto, Stevens. O que há com você hoje? Está mais irritante do que o habitual. - Disse ríspida, voltando a andar sozinha. Pude ouvi-la bufar.

— Eu só me preocupo com você, Charlotte. Deixe essa ignorância de lado pelo menos por alguns minutos e me escuta, você parece cansada e sobrecarregada. Isso não está te fazendo bem. - Deixo um longo suspiro escapar pelos meus lábios, ela estava certa. A garota me conhecia bem, tenho que culpar os anos de convivência.

— Eu estou bem, Header. Apenas preciso jantar e dormir um pouco - Abaixei o tom, tentando não ser tão rude dessa vez. Adentramos a sala de jantar e o cheiro fez meu estômago roncar.

— Já disse que você precisar relaxar mais, sair mais, ficar com pessoas, ser um ser humano normal. - Ela exclamou enquanto sentava ao meu lado na enorme mesa de jantar.

— Já te disse que sua voz é incrivelmente irritante? - Rebati, fazendo a garota gargalhar alto em resposta. O que me arrancou um pequeno sorriso.

— Eu tô falando sério, Lotte. A quanto tempo você não sai e se diverte? Nós vamos para Los Angeles, por Deus! Eu digo isso porque é impossível te tirar daqui sem que seja a trabalho, poderíamos aproveitar um pouco, vamos ter que esperar para nos encontrar com o comprador e arrumar as coisas da encomenda. - Ela pareceu pensar um pouco, soltando um sorriso largo em seguida. — Céus, eu daria tudo pra te ver bêbada!

— Eu não fico bêbada! - Torci a boca, fazendo uma careta em repreensão. O que arrancou outra risada da morena. — Você só pode estar ficando louca. Chega desse assunto. - Encerrei o assunto, e logo nossos pratos foram postos a mesa. 

Comemos em silêncio, assim que terminei me vi observando Header por alguns instantes. Ela estava totalmente entretida no seu celular, dando pequenos sorrisos hora ou outra. Eu via meu eu jovem nela, era exatamente dessa forma.

Hoje somos opostos, quem diria, Charlotte? Você virou a rabugenta da história.

 Murmurei um boa noite e subi para o meu quarto.

 Adentrei ao banheiro para fazer minhas higienes. Tomei um banho demorado na tentativa de relaxar meu corpo, que falhou miseravelmente.

Saí do box enrolada em uma toalha e fui até minha cama, peguei um hidratante corporal em minha escrivaninha e o passei por todo o meu corpo, em seguida vesti meu pijama de seda. Tomei o meu inseparável calmante e me deitei esperando o mesmo fazer efeito.

       Seria uma longa noite, como sempre.


Notas Finais


Comentem o que estão achando.

Xoxo


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