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História Charmant - Capítulo 16



Capítulo 16 - Segunda-feira


Fanfic / Fanfiction Charmant - Capítulo 16 - Segunda-feira

Jungkook

 

 

Após a troca de carinhos no pier, voltamos ao restaurante e pedimos ensopado para viagem. Tae se esqueceu onde estacionou o carro e o estacionamento levemente cheio somado à falta de iluminação, nos fez perder alguns minutos procurando. O jantar acabou sendo bem mais tranquilo na sala, sentados próximos à lareira.

Tae parecia tão cansado, seus olhos mal paravam abertos após a refeição. Então o convenci a ir tomar seu banho para ir dormir enquanto eu arrumava a bagunça que fizemos. Consegui arrumar tudo em tempo recorde, quando parei na porta do quarto, me deparei com a cena mais linda de todas. Tae vestido com um belo pijama azul marinho, enquanto abraçava um travesseiro, com um biquinho encantador. Resolvi tomar banho no outro quarto para não correr risco de acordá-lo. Assim que possível me deitei com ele, substituindo o lugar do travesseiro sendo abraçado e um pouco apertado também. Agora observo seu rosto tranquilo, que carrega um pequeno sorriso e um pedaço do céu.

— Boa noite TaeTae. — Digo dando um beijo em sua testa.

Observar sua tranquilidade e serenidade. Como será acordar todos os dias ao lado de quem amamos? Amamos? Ah meu Deus! Eu disse para Tae que o amava em um impulso. Não que eu não o ame, mas esperava dizer em um momento mais bonito, para que ele se lembre para sempre e não em um pier escuro enquanto tentava acalmá-lo após uma crise de ciúmes. Acabo sorrindo amplamente quando me lembro que Tae ficou com ciúmes e disse que me ama. Kim Taehyung me ama! Minhas bochechas doem de tanto sorrir. A vontade que tenho é de sair gritando, pulando, dançando e rindo com toda essa felicidade. Me limito em continuar encarando a fonte da minha alegria.

— Te amo. — Beijo sua testa e sorrio ao vê-lo suspirar.

Em algum momento acabo adormecendo. Com o cheiro de Tae tão próximo, a noite é tranquila. Acordo com algo pinicando meu nariz. Ao abrir os olhos, vejo Tae segurando o riso. O cheiro delicioso invade minhas narinas. Me sento olhando em volta, procurando panquecas.

— Café na cama? Um anjo me encarando? Eu mereço tanto? — Pergunto observando Tae corar levemente.

— Sim, merece. — Ele diz e eu lhe dou um beijinho na bochecha. — Bom dia.

— É um excelente dia até agora. — Digo não escondendo um amplo sorriso. — Vamos comer!

Dividimos o farto café da manhã em um clima descontraído. Aos poucos, sinto que estamos confiando mais um no outro.

— Tenho que ir à um almoço de negócios hoje, mas devo voltar cedo. — Tae diz enquanto terminamos de organizar a pequena bagunça que fizemos de volta na bandeja.

— Oh! — Digo colocando a mão no peito em um drama fingido. — Você já vai me abandonar e almoçar com outro? Como pode alguém tão lindo como um anjo ser tão mal?

— Quanto drama! Conheço um produtor da Netflix, quer tentar um papel no próximo dorama original? — Ele abraça minha cintura e deposita um beijo em minha bochecha.

— Ainda me chama de dramático. Só vou perdoar se me der um beijinho. — Digo fazendo um bico.

Tae se aproxima e me encara profundamente com um sorriso malicioso no rosto. Estou tendo gay panic nesse momento. Ele se aproxima ainda mais e deixa um beijo na minha testa, em cada bochecha, na ponta do nariz, no queixo. Quando finalmente penso que terei meu pedido atendido, sinto um beijo no pescoço, seguido de uma mordida no maxilar. Meu corpo se arrepia. Uma mordida leve é deixada em meu lábio inferior, seguido por um beijo delicioso. Nunca senti algo tão intenso. Um vislumbre do lado dominador de Tae me deixou desorientado, nem posso imaginar como é lidar com tudo isso de verdade.

— Estou perdoado agora? — Tae pergunta de maneira sedutora ainda me abraçando.

— Nem lembro do que estávamos falando. Seja o que for, está perdoado. — Digo fazendo Tae rir.

— Nesse caso, vou arrumar a bagunça que fiz para preparar o café da manhã e ler alguns papéis da Charmant.

— Nada de arrumar bagunça. Você cozinhou, eu cuido da louça. — Digo dando um beijo em sua bochecha.

— Nesse caso,vou tentar resolver o máximo possível de problemas da empresa pela manhã, participar daquele almoço de negócios e deixar a tarde livre para nós dois. O que acha?

— Perfeito. Vou aproveitar e revisar algumas matérias da faculdade quando terminar a cozinha.

— Estarei no escritório se precisar de algo. — Tae se despede me dando um último beijo e me soltando de seu abraço.

Aproveito para finalmente me arrumar, dar um jeito no quarto e só então sigo para a cozinha. Pouco tempo depois já tenho tudo em ordem. Resolvo passar na porta do escritório apenas para ver Tae trabalhando. É a coisa mais sexy que já vi.

— Algo errado? — Ele pergunta sem tirar os olhos do computador.

— Não. Só vim perguntar se quer um café, talvez um chá?

— Humm. — Ele coloca a mão no queixo como se ponderasse as opções. — Um chá seria ótimo, se não for pedir muito.

— Claro. — Assim tenho uma desculpa para voltar mais uma vez.

Minutos depois, retorno ao escritório com a xícara de chá. Ouço Tae conversando ao telefone enquanto encara a paisagem. Não consigo identificar que idioma é, mas desconfio que seja italiano. Ao me ver, ele acena que eu me aproxime. Quando o faço, sou puxado para seu colo. Enquanto a conversa continua, ele aponta para a praia ao fundo. Vejo um garotinho e sua mãe agasalhados brincando na parte seca da areia. É a cena mais fofa de todas. A conversa de Tae continua, ele sorri para mim quando eu demonstro ter visto os dois na praia. Sua mão segura a minha em um carinho singelo. Não posso me conter e acabo me deitando sobre seu peito, ouvindo as batidas ritmadas de seu coração. Logo eu, que nunca fui do tipo carente ou carinhoso, agora só consigo pensar em estar perto dele. A ligação é encerrada.

— Obrigado pelo chá. — Tae diz, então aponta rapidamente para a mulher e o garotinho. — Minha mãe fazia isso comigo às vezes. Era incrível.

— A sua relação com a sua mãe é tão maravilhosa. — Digo admirado, mas há um pouco de melancolia em minha voz.

— Ei, não faça essa carinha. Um dia você e sua mãe podem se acertar. — Ele diz fazendo um carinho em minha bochecha.

— Acho que não. Nós brigamos feio um tempo depois que você foi embora na primavera. Foi horrível. Ela me disse coisas terríveis, não consigo entender como meu pai conseguia ter paciência com ela ou mesmo nutrir amor por ela.

— Todos temos versões diferentes de nós mesmos. Eu, por exemplo, sou mais flexível com família e alguns amigos, mas totalmente desconfiado e exigente com quem trabalha comigo. Não de um jeito óbvio, mas há diferença. Talvez, com seu pai a melhor versão da sua mãe era desperta.

— Talvez. — Digo me recordando de uma noite em que meus pais acharam que eu estava dormindo, fui até a sala seguindo um barulho de música. Meus pais estavam dançando juntos, sorriam e conversavam em um tom baixo. Acabo sorrindo com essa lembrança.

— Aposto que se lembrou de algo bom. — Tae diz com um sorriso.

— Totalmente. — Ficamos encarando a mulher e o garotinho na praia mais um pouco. — Tae?

— Hum?

— Você dança comigo hoje à noite?

— Claro. Que tal fazermos um jantar saboroso, com um bom vinho e então nós terminamos a noite dançando perto da lareira?

— Você é perfeito para mim, Kim Taehyung.

— Digo o mesmo, Jeon Jungkook.

— Vou deixar você trabalhar agora. Tenho algumas coisas da faculdade para resolver também.

Quase na hora do almoço, Tae se trocou e saiu dizendo que voltaria assim que possível já trazendo ingredientes para um jantar romântico. Dois presentes de casamento chegaram logo após o almoço. Outra semana fora da faculdade, felizmente Yoongi me deu outro papel dizendo que eu estaria ausente das aulas por estar trabalhando em um projeto do estágio o que não é uma mentira, já que ele me incumbiu de montar os novos equipamentos que comprou para o estúdio em casa e também trabalhar em algumas composições que fiz quando estava sofrendo pela ausência de Tae.

Por volta das 16:00 Tae passou pela porta carregando sacolas e um semblante cansado. Me pergunto se algo deu errado no almoço. Não querendo deixá-lo irritado, ajudei a guardar os ingredientes e me mantive quieto esperando que ele dissesse ou não o que estava incomodando. Logo ele se afastou para atender uma ligação, acabei ouvindo algumas partes da conversa.

— Eu não vou permitir que alguém tão homofóbico, preconceituoso e machista preste serviços à Charmant. Nunca! Não importa se o custo seria atrativo, somos uma marca com princípios. Marque uma reunião com outros prestadores para a próxima semana ou algo online, com aquele imbecil não trabalharemos. Tenho que ir, nos falamos depois Kwan.

Agora me sinto curioso, mas mantenho a postura despreocupada. Tae retorna com um sorriso pequeno no rosto e me abraça afundando o rosto em meu pescoço.

— Como foram as coisas por aqui? — Ele pergunta em um tom baixo.

— Tranquilas. Dois pacotes chegaram e eu consegui montar parte do novo equipamento que Yoongi pediu.

— Que bom.

— E você, Tae? Tudo bem no seu almoço?

— Péssimo. A ideia inicial era contratar os serviços da empresa desse senhor para a parte de segurança de algumas modelos durante fotos externas. Só não contava que o sujeito fosse um completo babaca. Primeiro ele fez comentários machistas sobre as modelos e seus corpos, depois desferiu comentários racistas contra outras modelos que são queridas por mim. A cereja do bolo foi esse imbecil me chamar de bichinha afeminada! Como ele se atreve?!

— Ei, não fique assim. — Abraço Tae com mais força. — Ele é só um babaca qualquer, não se deixe abater por isso nem um segundo a mais.

— Obrigado Kookie. Você sempre sabe fazer com que eu me sinta bem. — Ele dá um beijo em meu pescoço. — Vou tomar um banho e então podemos adiantar as coisas para o jantar, o que acha?

— Tudo bem. Se precisar, estarei no estúdio.

Volto ao local um pouco pequeno e continuo trabalhando na música que tenho escrito para Tae. Ainda não tem nome, mas quero colocar tudo o que sinto na letra para eternizar os sentimentos que ele me proporciona. Ouço meu telefone tocar, estranhamente o nome de Tae aparece na tela. Será que ele perdeu o telefone?

— Pois não? — Atendo receoso.

— Kookie, desculpe ligar mas achei que seria melhor que gritar. Vim tomar banho mas esqueci de pegar toalha. Pode trazer para mim? Por favor? A água da banheira está esfriando.

— Tudo bem Tae. Estou levando.

Subo e passo pelo armário de toalhas do meu antigo quarto, já que me mudei para o quarto de Tae de vez hoje de manhã. Pego o roupão dele no quarto também e sigo para o banheiro. A visão que tenho é de tirar o fôlego. Seu corpo coberto por espuma e um sorriso constrangido nos lábios. Mesmo assim ele está sexy. Por um segundo me imagino tirando minhas roupas e entrando na água com ele. Trocando beijos cheios de segundas intenções e então eu o guiaria para a cama e faríamos amor até estarmos exaustos.

— Kookie? O roupão, por favor. — Tae pede ficando de pé na banheira. Ele quer me matar! Tenho certeza.

— A-aqui. — Estendo rapidamente a peça em sua direção tentando desviar o olhar de tudo aquilo.

— Oh! Eu achei que não teria problema já que você me viu em uma situação bem pior naquele dia em que o registro do chuveiro quebrou na sua casa. — Ele diz todo risonho

— Não tem problema, eu só não esperava uma visão tão bela assim a essa hora. — Digo o encarando descaradamente.

— Vai ficar só olhando? — Tae pergunta me encarando com a mesma intensidade.

— Talvez eu queira aproveitar a oportunidade de olhar tudo com muita calma dessa vez. — Mordo o lábio quase involuntariamente. — Observar os detalhes.

Tae sai da banheira, os olhos fixos nos meus. Sinto um arrepio percorrer meu corpo. Ele para bem próximo a mim. Não resisto e acabo tocando seu rosto, vendo seus olhos fecharem e seu rosto se inclinar contra minha mão. Passo o polegar em seus lábios.

— Tão lindo. — Digo fazendo Tae sorrir.

Não resisto e junto nossos lábios. Primeiro em um beijo calmo que aos poucos se torna caloroso e excitante. Os suspiros e pequenos gemidos que Tae solta só tornam tudo ainda melhor. Minhas mãos passeiam por seu corpo desnudo. Logo o pego no colo em um impulso sem cortar o beijo e nos guio para a cama. Deito seu corpo com suavidade, logo sou puxado por ele. Distribuo beijos por seu rosto e pescoço enquanto suas mãos tocam minhas costas por baixo da camiseta, logo a puxando e jogando em algum ponto do quarto. A campainha toca, nos assustando levemente.

— Temos mesmo que atender? — Pergunto tentando ignorar a campainha.

— Temos. É por isso que Jimin e Yoongi nos deixaram aqui. Agora vá, você está mais apresentável que eu. — Tae diz apontando a camiseta no chão.

Desço as escadas resmungando. Assino a entrega do pacote e o rapaz da transportadora me olha curioso. Apenas fecho o portão desejando uma boa tarde. Quando olho o remetente do pacote, entendo o olhar do entregador. Sorrio e deixo o pacote na mesinha da entrada, minha intenção é correr e retomar de onde parei com Tae. Minha decepção é imensa quando o encontro na metade da escada.

— Não! Vamos continuar de onde paramos? — Peço abraçando sua cintura.

— Kookie, temos todo o tempo do mundo. Resolvi descer para começar o jantar. Eu te devo uma dança também. Vamos aproveitar cada parte dessa noite da melhor forma. — Ele aproxima a boca da minha orelha, mordiscando o lóbulo. — Pode ser?

— Po-pode.

Tae sorri amplamente. Seu sorriso quadrado me encanta profundamente. Descemos e enquanto eu caminho para a cozinha, ouço um gritinho do outro.

— Ariana Grande enviou um presente para o Yoongi?! Como assim?! Ah meu Deus, eu vou ter um infarto. — Tae segura a caixa como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.

— Nós trabalhamos com ela quando fomos aos Estados Unidos. Acho que ela gostou muito de trabalhar com ele.

— Você conheceu Ariana Grande?!

— E Steve Tyler em Las Vegas. Também vi outros famosos que não eram da música por lá. Foram dias insanos. — Me lembro de acordar com Cami em minha cama, mas não tenho certeza se tivemos algo.

— Ah meu Deus! Será que se Jimin convidá-la para o próximo desfile temos alguma chance de que ela apareça? Eu sonho em desenhar uma linha inteira para ela.

— Tae, se acalme! Desse jeito você vai ter mesmo um infarto.

— Jungkook! É A ARIANA GRANDE!

— Eu sei, amor. Quando Yoongi voltar, você conversa sobre isso. Se acalme um pouco.

— Tudo bem. Vou guardar o presente junto com os demais. O que será? — Ele pergunta encarando a caixa como se tivesse visão raio x.

— O que você trouxe para cozinharmos? — Pergunto tentando desviar sua atenção.

— Vamos fazer massa com um molho que Jin criou há algum tempo e algumas outras coisinhas.

Quando Tae disse que íamos fazer massa não pensei que fosse em um sentido tão literal. Nós realmente fizemos macarrão! E o tal molho, além de almôndegas e Tiramisu. De acordo com meu amado, teríamos um jantar completo com entrada, prato principal e sobremesa. Quase na etapa final de preparação, fui dispensado para tomar banho.

Ao retornar, Tae havia transformado a sala de jantar. O lugar emanava um clima romântico incrível. Velas, música, a comida e o próprio Tae que fica ainda mais lindo sob a luz das velas. Sua pele adquire um tom dourado magnífico. Nos sentamos e jantamos como um casal. Conversamos e contamos mais histórias da infância e adolescência, além de rir além da conta, provavelmente pelo excesso de vinho ingerido. Uma garrafa se foi enquanto fazíamos o jantar, agora já estamos na metade da segunda. Terminamos o jantar e nos sentamos próximos à lareira. Tae se livrou da mesinha em algum momento e me estendeu a mão.

— Creio que eu te deva uma dança.

Me levanto com sua ajuda. Ainda rindo de qualquer coisa, demoramos um pouco para estar próximos. Tae aciona o controle e If You Are But a Dream de Frank Sinatra começa a tocar.

— Eu adoro essa música. — Comento abraçando a cintura de Tae.

— É uma das minhas favoritas. Me lembra um pouco nós dois.

Acabo sorrindo e beijando seus lábios macios. Tem gosto de vinho e Tae, em uma combinação deliciosa. A música termina e logo outra começa, dançamos e cantamos sussurrando um no ouvido do outro cada letra conhecida.

— Pare de me girar! — Tae pede rindo.

— Eu não estou te girando!

— Oh merda! A sala está girando conosco dentro! Porcaria de casa tecnológica do Jimin! — Ele resmunga.

— TaeTae, não é a sala que está girando. Nós é que estamos muito bêbados. — Digo rindo.

— Acho melhor nos deitarmos então. — Ele diz seriamente.

— Também acho.

Me deito no sofá e Tae se deita sobre mim. Tocamos alguns beijos e carinhos, mas logo adormecemos. Melhor noite de todas.


Notas Finais


Obrigada por ler! ^^


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