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História Charmant - Capítulo 20


Escrita por: e skytk


Notas do Autor


Atrasado, mas saiu.

Capítulo 20 - Sexta-feira


Jungkook

Algo dentro de mim mudou desde que Tae e eu invertemos nossas posições e algo parece diferente para ele também. Um diferente bom, que me deixa tão eufórico e totalmente bobo com tudo o que houve até aqui. Suspiro relembrando o final de tarde tão maravilhoso. Experimentar sensações tão diferentes e únicas parece ter feito com que eu enxergue tudo com mais leveza. Até mesmo a chuva que não parou ainda, não me chateia como antes.

Tae acorda e deixa um beijo no topo da minha cabeça. Ainda estou deitado sobre seu peito, ouvindo as batidas ritmadas do seu coração. Seus dedos deixam um carinho suave em minhas costas, causando um arrepio gostoso.

— Tudo bem? — Ele pergunta com a voz ainda rouca pelo sono.

— Tudo bem.

— Nenhuma dor ou desconforto? — Nego com a cabeça. — Preciso te dar um remédio antes que isso aconteça. — Diz, fazendo menção de se levantar.

— Não. — Minha voz sai como um miado manhoso. — Fica aqui comigo, TaeTae.

— Tudo bem.

Tae enche meu rosto de beijos e então finalmente beija meus lábios com tanto carinho, tanta leveza. Me sinto flutuar. Por algum motivo, tudo que sai da minha boca parece manhoso. Felizmente, meu namorado parece adorar essa ideia.

— Você já quer escolher o que vamos jantar? — Ele pergunta.

— Pizza seria excelente. — Digo sorrindo.

— Vamos pedir pizza então.

— Mais tarde. Agora eu quero ficar com você mais um pouco assim. — Me aninho junto à ele, me aquecendo.

— Esse seu lado manhoso está me deixando ainda mais apaixonado, Jungkookie. — Ele beija meus dedos. — Vamos ficar aqui pelo tempo que quiser.

Realmente ficamos. Tae pediu pizza para o jantar e comemos na cama. Antes de dormir resolvi tomar mais um banho e acabamos transando no chuveiro. Foi absolutamente incrível revezar em uma rodada dupla sob a água quente. Deitamos e dormimos totalmente exaustos, porém o contato físico é sempre inevitável entre nós dois.

Acordo na manhã seguinte, o lugar de Tae na cama está vazio e o banheiro já tem o cheiro dele, o que significa que meu namorado já acordou e está por aí sendo lindo e gostoso. Cuido da minha higiene e da arrumação do quarto. Ao descer as escadas me deparo com o café da manhã servido e nenhum Tae. Apenas um bilhete sobre a mesa.

Tive uma reunião emergencial importante no centro. Também vou resolver algumas coisas que Jimin me pediu logo cedo. Volto assim que puder.

Te amo!

K.T

Acabo sorrindo para o bilhete fofo. Me sirvo com um pouco de cada coisa disponível na mesa e tomo meu café tranquilamente. Nesse meio tempo ligo para senhora Park. Faz dias que não falo com ela. É sempre bom conversar com a mais velha. Assim que pego meu telefone, ele toca me assustando um pouco. Acabo fazendo uma careta para o nome brilhando na tela. Recuso a ligação, mas ela insiste várias vezes.

— O que você quer? — Pergunto ao atender.

Isso é jeito de falar com a sua mãe, Jungkook?

— Eu não tenho mãe. Foi o que você mesma disse quando nos falamos pela última vez. Sendo assim, passar bem senhora. — Quando faço menção de desligar, ela chama minha atenção.

Espere! A sua querida senhora Park não está nada bem. Ela foi levada para o hospital. Talvez até seja transferida para Daegu.

— Obrigado pela informação.

Tomara que ela morr... — Desligo a chamada e passo a procurar o telefone do hospital.

Assim que consigo o número, ligo totalmente preocupado. Porém o hospital não passa informações a terceiros, apenas família. Droga! Acabo ligando para Hobi, talvez ele tenha alguma ideia.

Ei Romeu! Como vai a semana com o amor? — Ele cumprimenta.

— Vai muito bem. — Não consigo conter o sorriso. — Finalmente nos acertamos, Hobi. Sinto que quero passar todos os meus dias com ele.

Isso não é exatamente uma novidade, Kook. Vocês são muito bons juntos. Mas diga de uma vez o que houve, você não é do tipo que liga para bater papo.

— A senhora Park... — Sinto um nó na garganta.

Ah não! O que houve com a minha futura esposa? — Hobi sempre dizia que por ela, se tornaria hétero, fazendo a mais velha rir bastante.

— Ela está no hospital da cidade, talvez seja transferida para Daegu. Liguei na porcaria do hospital e disseram que informações só são disponibilizadas a parentes. Sabemos que a neta dela não vai dar a assistência necessária.

Ah, merda. Vou tentar falar com um amigo que trabalha no hospital, pelo menos para descobrir se haverá de fato uma transferência e se houver, quando será. Não se preocupe, Kook. Faremos o possível para cuidar dela.

— Obrigado Hobi.

Não por isso. Até mais.

Ele desliga sem que eu responda. Minhas preces vão para a senhora Park. Ela sempre cuidou de mim, melhor que minha própria mãe nos últimos anos. É uma mulher tão forte, independente e mesmo com tantas adversidades, ainda tem um sorriso radiante.

Me limito a limpar a mesa do café e voltar às minhas atividades da faculdade, hoje é o prazo final para entregar as atividades. O silêncio da grande casa parece um pouco incômodo, então ligo um pouco de música. Meu trabalho rende, apesar do coração aflito. Na hora do almoço a campainha toca, um entregador com pacote de macarrão udon e um bilhete impresso.

Imaginei que estaria ocupado de mais com as atividades e se esqueceria de comer.

Bom apetite.

K.T

Aparentemente Tae deixou o almoço pago. Ele é perfeito por pensar até mesmo nesses pequenos detalhes. Sorrio e guardo o bilhete junto com o outro em um lugar seguro. Quando já terminava, a campainha toca outra vez. Vejo um entregador com várias caixas. Presumo ser a última entrega que receberei para os recém casados.

Só depois de assinar meu nome mais vezes em cinco minutos do que nos últimos cinco anos, consigo despachar o entregador. Me lembro de enviar uma mensagem para Tae.

Amor, obrigado pelo café e também pelo almoço.

Você é simplesmente perfeito para mim.

Não por me alimentar e sim por tudo o que cada gesto de carinho representa.

Eu te amo hoje e sempre.

Boa tarde.

Me lembre de nunca abrir uma mensagem sua em uma reunião. O assunto extremamente sério por aqui e eu querendo sorrir porque você é tão fofo e incrível.

Também te amo muito, querido.

Nos vemos à noite.

Sinto meu coração se aquecer com o carinho das palavras do meu namorado. Meu namorado. O que? Só agora a ficha cai. Puta merda! Eu namoro Kim Taehyung! O Kim Taehyung. O homem mais incrível, lindo, amoroso, gentil, cuidadoso e gostoso do Universo. Eu sou um filho da puta de muita sorte. Acabo sorrindo feito um idiota apaixonado.

Volte para suas atividades da faculdade!

Hoje é o último dia.

Recebo uma mensagem de Tae. Ele é telepata, só pode ser. Me concentro em minhas atividades outra vez. Ao cair da tarde, finalmente envio as últimas atividades para os professores. Tomo um banho e me permito deitar um pouquinho no sofá. O plano é levantar e providenciar o jantar e um banho quente para o meu TaeTae.

Sinto meus lábios serem beijados com suavidade enquanto dedos quentinhos fazem carinho no meu pescoço e bochecha. Logo beijinhos são distribuídos por todo meu rosto. Abro os olhos vendo Tae, ainda vestido com um belo casaco caramelo, ele é lindo em todos os momentos.

— Ah não! — Exclamo me levantando.

— O que houve? — Ele me encara confuso.

— Eu queria ter feito o jantar e preparado um banho para você, mas acabei dormindo e agora você chegou cansado e não tem nada pronto. — Afundo no sofá outra vez, totalmente frustrado.

— Ei, não precisa ficar assim. — Sinto um beijo em minha nuca. — É nossa última sexta-feira na cidade, pensei em jantarmos no restaurante de um amigo e depois sair para dançar um pouco, ficamos em casa a semana toda como um casal de velhos. — O encaro. — Se você preferir podemos ficar aqui cozinhar algo e assistir um filme.

— Não. A ideia de jantar e dançar parece perfeita. — Me sento no sofá outra vez.

— Nossa reserva é para daqui duas horas e meia. Pensei em aproveitarmos um pouco esse tempinho.

— Como?

— Me acompanha em um banho? Já que esse era parte do seu plano original. — O sorriso de Tae me faz esquentar.

— Tudo bem.

Tae segura minha mão e nos guia até o quarto. Acompanho seus movimentos enquanto ele tira o casaco, então a camisa e aos poucos cada peça vai sumindo. Então ele para e me encara. Percebo que estou parado, hipnotizado e simplesmente não me despi.

— Eu fiquei um pouco distraído, desculpe. — Digo sorrindo sem graça.

— Quer ajuda?

— Humm, não é uma má ideia.

Ele avança sobre mim suavemente. Os dedos resvalando minha pele enquanto tira minha camiseta. Um beijo é deixado em meu pescoço, outro na clavícula.

— Seu cheiro é tão gostoso Kookie. — Uma mordida é deixada no meu pescoço, só consigo responder com um gemido. — Me deixa completamente viciado em você.

Procuro seus lábios com os meus enquanto suas mãos desabotoam minha calça. Deixo um carinho em seus ombros. Tae aperta meu pênis por cima da cueca, solto um gemido contra seus lábios.

— Adoro quando você geme assim. — Ele diz mordendo o lóbulo da minha orelha.

Empurro Tae contra a parede mais próxima. Dois podem jogar esse jogo. Mordo seu maxilar levemente enquanto minhas mãos percorrem seu corpo delicioso. Deixo um chupão em seu pescoço, recebendo um gemido gostoso como resposta. Envolvo seu pênis com minha mão direita, em um carinho suave que sei ser torturante para meu namorado.

Sou jogado contra a mesma parede. Tae cria uma linha imaginária de beijos molhados e chupões que ficarão marcados na minha pele por dias, não que eu me importe. Ele se ajoelha em minha frente e termina de tirar minhas roupas. Minhas coxas são mordidas e então suas mãos tocam meu pênis com firmeza. Sua boca deliciosa tão próxima, já me faz ter os mais pecaminosos pensamentos. Sua língua percorre da base até a glande e eu sinto meu corpo arrepiar em puro desejo.

— Tão gostoso. — Tento dizer, mas sai quase como um gemido, recebo o sorriso safado dele como resposta.

Sinto que vou enlouquecer conforme vejo meu pau ser engolido pela boca deliciosa dele. A glande toca sua garganta e eu perco totalmente o juízo. Seguro os cabelos dele com firmeza, olho em seus olhos em um pedido mudo de permissão. Ele me permite e então eu passo a foder sua boca, a sentindo tão quente e habilidosa. Para terminar de me enlouquecer, Tae massageia meus testículos e períneo. Não vou durar muito dessa forma e ele sabe, mesmo com meu pau afundando em sua garganta sou capaz de identificar seu sorriso safado e satisfeito. Não consigo mais segurar e acabo gozando, vendo Tae engolir tudo e ainda manter os olhos inocentes e o sorriso safado, não sei como isso é possível. Continuo encostado na parede por alguns segundos enquanto o ajudo a ficar de pé. O puxo para um beijo.

— Você é totalmente perfeito, Tae. Você inteiro. — Ele sorri docemente e me puxa para o banheiro. — É minha vez de retribuir.

— Vamos nos atrasar para o jantar. Quando chegarmos você retribui. — Ele diz nos puxando para o chuveiro.

A água cai sobre nós enquanto trocamos beijos e carinhos. Ajudo Tae com seu banho e ele com o meu. Em determinado momento ele me expulsa do banheiro dizendo que precisa se arrumar e não vai conseguir fazer isso comigo lá. Uma hora depois ele sai do cômodo totalmente arrumado e totalmente lindo.

— Uau. Você está tão lindo com essa camisa que tenho vontade de ficar aqui e te beijar até nossos lábios caírem. — Digo e vejo suas bochechas ficarem rosadas. — Você fica adorável com essas bochechas rosadas.

— Vamos? — Ele diz mudando de assunto.

— Você primeiro. — Ele vai na frente e eu aproveito para admirar sua bunda, não resisto em deixar um tapinha nela enquanto descemos as escadas.

— Outro tapa desses e eu vou foder você nessa escada antes de irmos. — Tae diz sem olhar para trás.

Continuamos andando até o carro, sem conseguir manter as mãos longe um do outro. Talvez toda a noite seja uma grande seção de preliminares. Tae dirige até o restaurante tranquilamente. Aproveitamos o tempo para ouvir música e conversar um pouco mais.

Quando paramos em frente ao restaurante, sinto o peso de namorar Kim Taehyung. Não me sinto arrumado o suficiente para o lugar. Há fotógrafos na porta. Tudo que quero é me encolher no banco do carona e sumir.

— Tudo bem? — Tae me encara preocupado.

— É só... — Suspiro sem querer. — Todos as câmeras. Não estou bem vestido. Vão dizer que eu estou com você por interesse. Eu sou um mecânico de cidade pequena que teve que juntar dinheiro por anos só para fazer uma faculdade, enquanto você é um figurão da moda.

— Jungkookie, olhe para mim. — Eu o encaro e ele segura minha mão. — Você está bem vestido sim e está muito gostoso com essa roupa. Você e eu sabemos que nosso relacionamento não é baseado em interesse financeiro. Se fossem acusar alguém de interesse, seria eu. Que namoro um homem gostoso, com voz de anjo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, fode muito bem e aí da por cima é totalmente carinhoso comigo. Eu te amo e nada vai mudar isso. — Ele diz segurando meu rosto entre as mãos e então me beija.

Nos separamos quando o carro atrás de nós buzina. Tae então para o carro e um manobrista aparece. Os flashes quase me cegam, mas meu namorado está lá para me guiar. Quando entramos no restaurante, meu queixo quase cai. O lugar é enorme e lindo.

— Boa noite. — A recepcionista sorri gentilmente. — Bem vindos ao Cheongsapo Suminine.

— Boa noite, querida. Temos reserva para às 20:00. — Tae diz com um sorriso.

— Certo. Em nome de... — A recepcionista é interrompida por um homem com um cabelo peculiar.

— Kim Taehyung! — O homem exclama sorridente. — Quando me ligou pedindo uma reserva fiquei surpreso. Não nos vemos desde aquela sua semana de tristeza que passou com Jimin.

— Ji-yong, bom te ver. — Tae abraça o tal homem.

— Bom te ver também. E esse? Quem é? — Ji-yong pergunta me encarando.

— Esse é meu namorado, Jungkook. — Tae abraça meu braço e eu me sinto um pouco mais confortável.

— Ora, você é um belo rapaz. Espero que faça meu TaeTae muito feliz. — O homem me encara com uma ameaça velada, então aperta a bochecha de Tae com um sorriso. — Eu mesmo vou guiar vocês até a mesa que reservei. A melhor de todo o restaurante para o meu garoto especial.

Meu garoto? Como é? Esse cara quer levar uma bicuda na boca? Tae me puxa enquanto o exibido nos guia até a mesa.

— Vou garantir que vocês recebam o melhor atendimento nessa noite. Até mesmo vou para a cozinha cuidar dos pedidos de vocês. — Ele se despede deixando um beijo na bochecha de Tae.

Puta que pariu! Eu vou chutar a bunda desse cara que ele vai dar a volta ao mundo.

— Tudo bem, Kookie? Você está um pouco vermelho. — Tae pergunta segurando minha mão.

— Tudo ótimo. Só um pouco nervoso ainda.

— Não se preocupe, amor. Vai ficar tudo bem.

O garçom aparece com os cardápios. Deixo que Tae peça, porque eu sou um verdadeiro desastre com isso de comida em três etapas e que vinho combina com tudo. O garçom traz as entradas e Tae agradece. Me sinto um pouco desconfiado, e se aquele Ji-yong colocar alguma coisa no meu prato?

— Taehyung! — Um outro homem chama pelo meu namorado.

— Bogum! — Tae o cumprimenta com um abraço. — Quando voltou?

— Há cinco dias. Ji-yong me cobrou uma visita assim que soube do meu retorno. E esse é?

— Ah! Bogum, esse é Jungkook. Meu namorado. — Tae diz com um sorriso.

— Namorado, é? — O tal Bogum me encara. — Faça meu amor feliz, rapaz.

Ah, pronto! Agora todo mundo deu para me ameaçar. Espera! Ele disse "meu amor"? Mas que porra está acontecendo aqui?! Ninguém respeita uma aliança no dedo? O namorado do lado? Que caralhos esses caras tem na cabeça?

— Com o que você trabalha, Jungkook? — Bogum pergunta.

— Trabalho com música na Ddaeng. — Respondo sem dar detalhes.

— Ele tem uma voz angelical. — Tae elogia.

— Imagino que sim. Tenho que ir, bom te ver Taehy. Vamos marcar algo depois! Não nos divertimos desde aquele fim de semana em Jeju.

Fim de semana em Jeju? Taehy? Respiro fundo para não fazer uma cena. Me concentro na minha comida. Quando o tal Bogum se despede, apenas aceno educadamente. Filho da puta!

— Sabia que quando fica incomodado com algo você passa a língua na bochecha? — Tae diz atraindo minha atenção.

— O que? Não! Eu não faço isso.

— Faz sim e é muito fofo. O que te incomoda?

— Nada. — Digo voltando a comer.

— Tudo bem.

O prato principal vem. Comemos em silêncio. Ainda estou remoendo o que esses idiotas fizeram. Droga! Era para ser um jantar tranquilo com meu namorado, só isso! Mas sempre tem que ter algo para estragar. Preciso me acalmar.

— Com licença, preciso ir ao toalete. — Digo.

— Está tudo bem, Kook?

— Sim, eu só... Preciso ir.

Entro no banheiro e me dirijo a uma das cabines. Me sento na tampa do vaso e respiro fundo algumas vezes. Envio uma mensagem para Hobi contando o que está havendo.

Se imponha, Kook!

Tae é seu namorado, não deles.

Acho que vou voltar para casa.

O caralho que vai!

Você vai voltar para aquela mesa e ser um namorado maravilhoso para o Tae.

Não me faça ir até aí te dar uns tapas.

Tudo bem.

Vou tentar.

Acho bom!

Sem notícias da senhora Park ainda.

Quando eu souber, te aviso.

Ok.

Obrigado.

Saio e levo o rosto com água gelada várias vezes. Me seco e volto para a mesa. No caminho vejo algo inacreditável, o tal Bogum arrastou uma cadeira para nossa mesa e o maldito Ji-yong também. Eles conversam e riem com Tae. Sinto meu sangue ferver nas veias. Cogito a ideia de simplesmente ir embora, mas me lembro do que Hobi disse.

— A comida te fez mal, Jungkook? — Ji-yong pergunta. — Algumas pessoas têm estômago fraco para o que não são habituados a comer.

— Não. Estava verificando com um amigo, buscando notícias sobre minha antiga vizinha. Ela é uma senhora bem idosa e estava no hospital. — Digo o encarando.

— Senhora Park? — Tae pergunta preocupado.

— É sim, amor. Não queria te contar até ter notícias mais concretas. — Digo pegando sua mão e deixando um beijinho carinhoso em seus dedos.

— Espero que ela fique bem. — Tae diz apertando minha mão.

— Ei Tae, você disse que vai levar Jungkook para dançar. Podemos ir todos naquela boate nova que abriu no centro. — Bogum diz com um sorriso.

— Acho melhor ir para casa. — Tae diz, mas seus olhos deixam claro que quer ir.

— Hobi disse que vai enviar uma mensagem quando tiver notícias. Nós podemos ir, amor. Faz tempo que você não se diverte. — Digo sorrindo para ele.

— Ótimo! Sendo assim, vocês me seguem. Ou eu dou uma carona para vocês. — Bogum diz.

— Eu dirijo, não bebi para ser o motorista da volta. — Digo encarando Bogum seriamente.

Pagamos e saímos do restaurante. O tal Ji-yong mesmo sendo o dono não se importa em deixar tudo para trás. Bogum e ele vão no carro à nossa frente, enquanto Tae e eu os seguimos. A boate está totalmente cheia para uma sexta-feira às 22:00. Mas aparentemente todos eles são VIP's então não pegamos fila. O lugar está lotado, a música alta, as luzes piscantes, tudo me causa um pouco de dor de cabeça.

Conseguimos uma mesa. Vejo Tae bebendo algo que Bogum trouxe, logo ele se levanta indo para a pista de dança me chamando para ir junto. Talvez essa seja a minha hora de mostrar a esses dois imbecis, que Tae é comprometido agora.

Nossos corpos se unem em uma dança sensual. Percorro as mãos por cada curva do meu garoto. Tae é a sensualidade personificada dançando. Ele nos separa e dança um pouco à minha frente, piscando para mim com seu sorriso safado. O puxo para mim, sua bunda encostando em meu pau.

— Tão gostoso. — Sussurro em seu ouvido. — E todo meu. — Mordo sua orelha.

— Eu sabia que você estava com ciúmes. — Ele diz beijando meu pescoço. — Não se preocupe. Você é meu e eu sou seu.

Nos beijamos sem nos importar com o que pode acontecer depois. Por alguns instantes a música some e somos só Tae e eu.

— Busca água para mim, amor? — Tae pergunta com um biquinho.

— Claro. Já volto. — Dou um último beijo e vou em direção ao bar.

Demora uma eternidade para eu ser atendido. Odeio lugares cheios. Volto para Tae carregando sua água, então me deparo com Bogum e Ji-yong dançando com seus corpos quase colados ao do meu garoto.

— Que porra é essa? — Pergunto a mim mesmo.

Tae com os olhos fechados, nem percebe o que esses dois filhos de Satanás estão fazendo. Empurro Ji-yong e depois o folgado Bogum. Estou emputecido dessa vez. Entrego a água para meu amor.

— Qual o problema de vocês, porra? Tae namora comigo agora! Não sejam esses filhos da puta folgados que dão em cima de quem já é comprometido. Cacete! Se dêem ao respeito.

Pego o pulso de Tae e o puxo para fora da boate. A saída do lugar é nos fundos, em um beco nada confiável. Andamos até o carro, o chegar ao carro, Tae entra sem questionar. Avanço sobre ele e o beijo duramente.

— Eu vou te foder tão forte essa noite que amanhã você não anda. Para lembrar que pertencemos um ao outro.

Arranco com o carro vendo Tae sorrir. Safado.



Notas Finais


Obrigada por ler! ^^


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