História Chasing the Sun - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Dolores Umbridge, Fílio Flitwick, Fineus Nigellus, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Sevmione, Snager, Snamione, Ss/hg
Visualizações 139
Palavras 7.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aviso Legal Obrigatório: Os personagens citados nessa fanfic pertencem a rainha J.K.Rowling


Avisos: Eventual romance SS / HG. 'Eventual' novamente,porque esta fic é insanamente longa e porque estes dois são insanamente teimosos.

Pensamentos em itálico, perdoe alguns erros... É bem complicado revisar e traduzir ao mesmo tempo! :)

Divirta-se!

Capítulo 1 - Chasing The Sun


Fanfic / Fanfiction Chasing the Sun - Capítulo 1 - Chasing The Sun

"The storm is upon me

But I'm chasing the sun..."

The Calling, "Chasing the sun"

 

Foi um verão muito longo.

Severus estava sentado em sua sala na penumbra, as cortinas surradas estavam puxadas e a única fonte de iluminação vinha das brasas escuras do fogo, que continuavam queimando pela necessidade ao invés de calor na sala escura e sufocante. Ele olhou fixamente para os troncos incandescentes, meio consumidos, seus olhos escuros vazios, e ocasionalmente bebia sem entusiasmo da garrafa que segurava frouxamente em uma mão. Levando a outra mão para cima, um pouco rígido, ele segurou a ponta do nariz com longos dedos e fechou os olhos por um momento.

Chamas saltaram na lareira e ele se sentou em sua cadeira, estreitando os olhos enquanto tirava a varinha suavemente de sua manga, um momento depois as chamas ficaram verdes, e ele relaxou fracionado com um suspiro instável, sacudindo a varinha vagamente no fogo colorido.

- Sim?

- Ah, Severus. Ainda bem que te peguei em casa. É um bom momento? - A voz graciosamente alegre de Alvo Dumbledore ecoou estranhamente, perturbando o silêncio melancólico da casa que podia passar pela paz, se você não se preste atenção.

Onde mais eu estaria sua cabra velha e cansativa? Não é como se eu pudesse sair de férias e não serei convocado até depois do anoitecer. Não que ele tivesse uma ideia clara de qual era a hora no momento. - Claro, diretor - ele respondeu sem emoção, tomando outro gole e escondendo sua varinha, recostando-se na poltrona e fechando os olhos.

- Eu queria falar com você antes de falar com o resto da equipe. Sinto muito, mas mais uma vez devo recusar sua inscrição para o cargo de Defesa ...

Ele não esperava mais nada. Ele só se candidatava por hábito, agora talvez, por teimosia. Certamente não foi porque ele pensou que conseguiria o emprego. Dumbledore nunca tinha, na verdade, explicado suas razões, mas ele não precisava ter isso dito a ele.

- E como você vai superar seus triunfos anteriores? - ele perguntou às chamas ironicamente, nem mesmo incomodando-se em abrir os olhos. - Você teve dois lacaios do Lorde das Trevas, um criminoso insignificantemente incompetente e um lobisomem, em cima de uma longa fileira de idiotas inúteis e pacientes mentais. Qual o próximo?

- A nomeação deste ano não foi minha. - Essa afirmação, combinada com a perda da nota alegre na voz de seu empregador, fez Severus franzir a testa e levantar um pouco a cabeça para olhar as chamas.

- Eu não tenho energia para enigmas. O que você quer dizer?

- O ministro insistiu em nomear um professor de defesa.

- O quê? O Ministério não tem autoridade para interferir tão fortemente ...

- Eles tem agora. - Dumbledore respondeu, um pouco severamente. - Não havia outros candidatos, naturalmente, mas eu não acho que teria importado se tivesse havido... A história de Harry não foi suficiente por si só, Merlin sabe que eles tiveram bastante prática em ignorar o garoto. Mas você confirmou sua história Severus, embora eu tenha certeza de que você nunca quis apoiá-lo. Você mostrou Cornelius sua marca na minha presença e assim, deixou claro que Hogwarts acredita em Harry. O ministro quer ficar de olho em nós. Sem mencionar que certos membros do conselho de governadores não ficarão descontentes se nos mantivermos ocupados com as delícias da burocracia no futuro previsível.

Eu poderia saber que seria minha culpa. Lentamente, ele tomou outro gole da garrafa. - Tudo bem. Com quem estamos sendo sobrecarregados? Algum lacaio de pena?

- Nem um pouco. O subsecretário sênior do próprio ministro, na verdade. Uma personagem que usa o delicioso nome de Dolores Umbridge.

Severus fechou os olhos, tentando pensar. - Uma mulher gordinha com cara de sapo? - Ele só a conhecera uma ou duas vezes que ele lembrava. Ele não passaria muito tempo no Ministério se pudesse evitá-lo.

- Por favor, não insulte a mulher antes mesmo de ela começar, Severus. Você não terá nada para trabalhar. - Dumbledore fez uma pausa, antes de acrescentar calmamente - Eu devo pedir para você mostrar uma pequena restrição, Severus, por favor. Não tenho dúvidas de que seu temperamento será tenso, mas o Ministério pode tornar as coisas muito cansativas. Estou pedindo a todos que cooperem com a Dolores.

- Posso estar presente quando contar isso a Minerva? - ele perguntou secamente, antes de suspirar. - Por que você concordou com isso, diretor? A última coisa que precisamos é do Ministério farejando para tomar a paranoia de Fudge e colocá-la em prática.

- Severus, por favor. Não podemos nos dar ao luxo de contrariar o Ministério, pelo menos não agora. Vamos precisar deles, embora, reconhecidamente, às vezes eu ache difícil lembrar por quê.

- Tudo bem, tudo bem. Apenas mantenha-a fora do meu caminho. Eu vou ter mais do que o suficiente para fazer sem ter que jogar com o animal de estimação de Fudge.

- Como você está, Severus? - Dumbledore perguntou seriamente, e Severus abriu os olhos para dar ao fogo um olhar venenoso. Ele realmente odiava essa pergunta. Não seria tão ruim se fosse sincero, mas ele sabia todas as razões do Diretor para perguntar, e se houvesse qualquer preocupação real por sua saúde naquela lista, era um longo caminho para baixo.

- Sobrevivendo, como sempre. A próxima reunião é na terça-feira?

- Sim.

- Eu vou te ver então, a menos que algo importante aconteça antes disso. - Ele sacou a varinha mais uma vez e apontou-a para lareira, cortando Dumbledore antes que ele pudesse responder. – Bastardo - ele suspirou, terminando sua cerveja e inclinando-se de lado para colocar a garrafa vazia no chão ao lado de vários outras. Então, um lacaio do Ministério. Que divertido. Ia ser difícil o suficiente para ele fazer malabarismos com tudo, sem o governo tentando interferir. Ele tinha a sensação de que havia mais nisso do que o Diretor estava dizendo, nada de novo, no entanto.

Ele tinha acabado de se acalmar mais uma vez, quando a lareira mais uma vez explodiu em chamas verdes. - Por Salazar, eu estou popular hoje - ele murmurou irritado, encontrando sua varinha novamente e tirando distraidamente.

- O que?

- Olá, Severus. É ótimo ouvir sua voz novamente também.

Ele fez uma careta.

- Papoula, eu disse a você, quando eu estiver de volta em Hogwarts, você pode ser mãe infinitamente porque eu não vou ser capaz de te parar. Até lá, eu estou de férias. Deixe-me. - Severus franziu a testa ante seu tom hostil e tentou controlar seu temperamento, ele realmente gostava de Papoula Pomfrey, e ele não tinha tantos amigos que ele pudesse se dar ao luxo de alienar qualquer um deles. Felizmente, a medibruxa de Hogwarts o conhecia desde os onze anos de idade e estava mais do que acostumada a ignorar seus ataques de temperamento.

- Se eu pudesse, mas preciso falar com você sobre o próximo ano. Um estudante me abordou sobre fazer um aprendizado informal de Cura e como você provavelmente vai estar na ala hospitalar, gostaria muito de discuti-lo contigo.

- Não é possível - ele respondeu brevemente - Fim de discussão.

- Severus...

- Papoula... - ele imitou. Suspirando, ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos e encarando o fogo. - Você sabe que não é possível tão bem quanto eu. Eu não sei o porquê de você está perguntando.

- Este aluno em particular já está ciente de certos detalhes e tem razões para fazer este pedido neste momento - a enfermeira respondeu com cuidado. Os olhos negros de Severus se estreitaram enquanto ele olhava as chamas verdes dançantes, sua mente limpando e seus pensamentos de repente se cristalizando com clareza dolorosa.

- Oh, você não pode estar falando sério. Granger?

- Como você sabia disso?

- Dê-me força! - ele murmurou, olhando para o fogo. - Você sabe que eu não sou um idiota, Papoula. Quem mais seria?

- Sim, então, é a Srta. Granger. Ela sabe que estamos em guerra e ela quer ajudar. Também não é uma má ideia. Ela é certamente capaz e eu poderia ter alguma ajuda, e você não pode negar que seria útil ter alguém próximo ao Sr. Potter que saiba um pouco sobre o tratamento de lesões, dado a frequência com que o garoto parece se machucar, especialmente agora.

Ele fez uma careta para o fogo e não respondeu, apertando a ponte do nariz cansado. Granger, de fato, ela nunca conseguiria aprender a se sair bem suficiente sozinha. Ainda assim, poderia ter sido pior. Poderia ter sido o Potter. Agora havia um pensamento para enviar um tremor em suas costas doloridas.

- Não.

Papoula falou novamente, seu tom rápido e profissional. - Se você puder me dar uma boa razão Severus, então eu vou escrever para ela e dizer a ela que não é possível, apenas se você me disser que isso colocará em risco sua segurança ou interromper os planos da Ordem ou que isso irá colocar ela em perigo, mas se a única razão para sua objeção é que você simplesmente não quer que ela faça isso, então fique quieto.

Ele franziu o cenho novamente, sabendo que não havia nada que ele pudesse dizer. Essa foi a única razão, mas ele considerou muito boa. Ele era o único que teria que enfrentar a realidade disso, afinal deixar à sabe-tudo aprender a cutucá-lo e atormentá-lo não seria agradável. Ela era insuportável o suficiente como era. Não, isso não foi realmente justo... Ele não gostou dela tanto quanto alguns de seus alunos, ele até admitiu que ela era inteligente, embora relutante. Ainda assim, deve haver alguma saída disso...

- Ela é uma criança.

- Eu disse a ela que quando ela se aproximou de mim - disse Papoula secamente. - Ela escreveu de volta e me disse, e eu cito: 'Ok. Por favor, diga a você-sabe-quem que somos jovens demais no momento e por favor se ele poderia adiar seu reinado de terror por alguns anos até que tenhamos a idade'.

Ele bufou baixinho. A garota tinha um ponto ali, irritante, embora fosse. Os três estariam fortemente envolvidos, não importando o que os outros pensassem da ideia. Merda, ele não tinha uma perna para ficar em pé e sabia disso. Não havia realmente nenhuma razão lógica e racional para negar o pedido, mas ele realmente não queria que nenhum dos alunos soubesse o que estava realmente acontecendo. Ele queria que fosse mantido em sigilo, e não havia como ela não relatar todos os detalhes para os pequenos vermes que ela chamava de amigos. Salazar, provavelmente terminaria a escola inteira sabendo...

- O que você já disse a ela? - ele perguntou friamente.

- Não tome esse tom comigo, Severus Snape - ela retrucou. - O diretor informou sobre a Ordem da Fênix, então se você tem um problema com isso, fale com ele. Eu não contei a ela sobre você ainda. Eu queria discutir isso com você primeiro. Como eu disse, se você puder chegar a uma objeção razoável, isso não acontecerá, mas se você não puder então eu vou sentar com ela e começar e explicar o que realmente significa ser um curandeiro na Ordem.

Severus cerrou os dentes, ele realmente odiava ser posto em um canto. - Haverá certas condições - ele rosnou, admitindo a derrota com grande relutância.

- Eu só vou contar a ela o quanto ela precisar saber. Como você tão astutamente apontou Severus, ela ainda é uma criança e eu quero mantê-la fora do pior, se eu puder. E se você insistir que ela faça o Voto Perpétuo, não a insulte dessa forma. Você realmente acha que ela é do tipo que fofoca? Ou que eu deixaria ela falar algo?

Esse foi outro bom ponto. Ele desejou que não fosse. Somando tudo, isso não estava se moldando para ser um dos seus melhores dias. Olhando para o fogo em frustração impotente, ele balançou a cabeça.

- Nós tentaremos - ele disse finalmente com má vontade. - Se não estiver funcionando, então paramos.

- Obrigado, Severus. - Depois de uma pausa, a enfermeira perguntou gentilmente - Você está bem? - e ele deu um suspiro. Essa foi uma pergunta um pouco melhor do que a do diretor. Pelo menos ele pensou que ela realmente se importava um pouco com a resposta, mas não muito.

- Eu ainda estou aqui, não estou? - ele respondeu irritado. - Suponho que te verei na escola. Por favor, tente lembrar que você não é minha mãe. - Seus lábios se torceram em um sorriso amargo ao pensar como ele sem entusiasmo, respondeu à sua despedida e fechou o Flu. Então, parecia que no próximo ano ele acabaria servindo como uma ajuda de ensino ao vivo para Granger em sua busca sem fim para aprender tudo sobre tudo, entre andar na corda bamba que se estendia entre dois mestres, o tempo todo esquivando-se da interferência desajeitada do Ministério, que divertido!

Mesmo quando o fogo diminuiu e a sala ficou escura e sombria mais uma vez, a agonia se espalhou em seu braço esquerdo, uma sensação muito familiar que começou como uma queimadura e se tornou um profunda dor aguda. - Oh, isso é simplesmente maravilhoso - ele cuspiu, esfregando o braço enquanto se levantava e invocava seu manto e máscara. - Um final perfeito para um dia perfeito.

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Hermione não tinha certeza do que ela esperava que a sede da Ordem da Fênix parecesse, mas uma casa georgiana em terraços no coração de Londres não era exatamente isso. Professora McGonagall tinha explicado antes que eles chegassem, que era a casa de Sirius e que ela estava vazia e negligenciada por algum tempo enquanto ele estava na prisão e depois fora do país, mas mesmo assim ela esperava algo... grandioso.

Para sua surpresa, Ron estava esperando nos degraus do lado de fora, ele cresceu novamente, ela notou distraidamente enquanto ela o abraçava.

- Você não tinha que esperar aqui por mim.

Ele sorriu para ela. - Sim, eu tinha. Mamãe nos fez limpar toda a casa. É sombria. Fiquei feliz em fugir.

- Puxa, obrigada.

- Não tem problema. Ok, então você precisa saber algumas coisas ...há um retrato da mãe de Sirius presa no corredor, e ela é uma velha infeliz! - Ele olhou culpado para a chefe de casa, que retornou seu olhar firmemente, e continuou - mulher. Nós temos que ficar muito quietos no salão porque quando ela acorda ela grita abuso a todos. Eu acho que tudo o mais pode esperar até chegarmos ao andar de cima com os outros. - Ele fez uma careta. - Não há muito mais a ser dito, para ser honesto. Ninguém nos dirá muito.

- Porque você não precisa saber, Sr. Weasley - McGonagall disse a ele com firmeza. - Aqui estamos então, Srta. Granger. Vou deixar você com seus amigos.

- Obrigada professora.

Ron levou-a para o saguão sombrio com uma cautela exagerada e subiu as escadas, parando no corredor enquanto Hermione abriu a caixa de transporte do Bichento e o deixou ir explorar, ele escutou e fez uma careta. - Eles ainda estão trabalhando no final do corredor, eu acho. Não vamos entrar lá ainda.

Hermione sorriu para ele.

- Aranhas grandes?

Ele estremeceu.

- Enormes. Não é engraçado.

Ela deu um tapinha no ombro dele e olhou em volta quando eles entraram no quarto que ela estaria compartilhando com Gina. - Então esta é a casa da Ordem da Fênix?

- Sim, não é muito, é? - Ele concordou ironicamente, caindo na cama da irmã. - Nada disso é realmente o que pensamos que seria. Nós estivemos falando sobre isso durante todo o verão, mas... Eu não sei. Todos estão limpando as salas e todos nós somos enviados para a cama toda vez que há uma reunião. Fred e George têm trabalhado em algo para nos deixar ouvir, você verá mais tarde, mas não está realmente funcionando. Estamos sendo mantidos fora do caminho. - Ele suspirou. - A única pessoa que disse qualquer coisa, exceto 'olá' foi Dumbledore, e ele apenas me disse para não dizer nada para Harry, mas ele não me disse por quê.

- Ele escreveu para mim e disse a mesma coisa também. Pobre Harry... Depois de tudo o que aconteceu com ele, ele não deveria ficar preso lá sozinho.

Eles trocaram olhares estranhos antes que Ron mudasse de assunto. - Você perguntou Madame Pomfrey sobre a coisa da Cura?

- Sim, ela disse que precisa falar com algumas outras pessoas primeiro, mas que ela acha que vai dar tudo bem. Acho que o professor Dumbledore tem que concordar e não sei mais quem, devo ouvir ela em breve.

- Isso é bom, eu acho.

- Então, Sirius está aqui?

Ron encolheu os ombros. - Ele está, mas... bem, você pode vê-lo mais tarde. Ele passa a maior parte do tempo calado em seu quarto. Ele está um pouco deprimido, ele não pode ir a lugar algum, por ser um criminoso procurado e tudo mais, então ele está apenas deprimido por aí ou brigando com Snape.

- Professor Snape está aqui?

- Não, obrigado Merlin! - Ele estremeceu e sorriu ironicamente para ela. - Não, nós só o vimos duas vezes, ele nunca fica muito tempo. Aparece para a reunião, então sai daqui o mais rápido possível, os outros chegam para as refeições e outras coisas, mas não ele, felizmente.

- Então, quem mais está aqui?

- Tempo integral, apenas Sirius e agora nós até o início do prazo. Lupin está aqui bastante, mas achamos que ele está conversando com outros lobisomens, você sabe, tentando fazer com que eles não sigam Você-Sabe-Quem. Não temos certeza do que todo mundo está fazendo. Há um par de aurores, Kingsley e Tonks! Tonks é legal, você vai gostar dela e Moody está por aí em algum lugar. Dumbledore e McGonagall ficam aqui um pouco. Hagrid veio uma vez, mas agora ele está em algum lugar secreto também. Ninguém vai nos dizer nada. Estou prestes a estrangular Bill para ser honesto, porque ele é parte disso e o resto de nós é tratado como crianças que são mandadas para a cama para que os adultos possam conversar.

Ele parecia frustrado, mas ela não teve a chance de responder, uma voz gritou do lado de fora - Ron!

- O que? - ele gritou de volta, quase ensurdecendo Hermione que olhou para ele.

- Hermione está aqui ainda?

Revirando os olhos, ela amava os Weasleys como se eles fossem sua própria família, mas ocasionalmente queria matá-los, ela foi até a porta entreaberta e enfiou a cabeça para fora.

- Você poderia tentar me perguntar.

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Nos dias que se seguiram, ela entendeu a frustração de Ron. Eles eram todos mantidos bem longe de qualquer coisa remotamente importante e as horas passavam em uma névoa de quartos sujos preenchidos com objetos sujos e, em alguns casos, bastante perigosos. Ela ficou muito impressionada com os Ouvidos Extensíveis, mas infelizmente eles só conseguiram usá-los adequadamente uma vez, um dos adultos descobriu o que eles estavam fazendo e colocou os melhores feitiços na porta da cozinha. Ela só viu Sirius uma ou duas vezes e ficou chocada com a mudança nele, ele tornou-se estranhamente apático.

O retrato da Sra. Black rapidamente se tornou a ruína de sua existência. Hermione gostava de sentar no final da escada para ler, onde ela podia assistir as idas e vindas, mas se o retrato a visse, então toda a casa era tratada com gritos ensurdecedores sobre sangue-ruim, poluindo a casa. Ninguém descobriu como calá-la a não ser lutando para por as cortinas de volta sobre ela.

No final de julho, Madame Pomfrey chegou ao Largo Grimmauld e prontamente levou Hermione a um quarto vazio.

- Tudo bem Srta. Granger, você terá o seu desejo. Isso é, se você ainda desejar, você começará a trabalhar comigo no início do ano letivo para o treinamento de se tornar um curador.

Seu primeiro impulso foi gritar de alegria, mas imediatamente a euforia desapareceu, ela não estava fazendo isso por diversão, mas no caso de seus amigos fossem feridos. Ela sorriu um pouco, no entanto.

- Obrigada.

- Não me agradeça. Você não sabe o que assinou, ainda não, mas não vou negar que eu poderia usar a ajuda. - A enfermeira olhou para ela por um momento antes de sorrir. - Chega de desgraça e melancolia por agora, acredite em mim, você terá muito tempo para ficar deprimida mais tarde. Por enquanto, permita-me apresentar-lhe o outro membro da nossa pequena equipe... - Ela estendeu a mão e puxou algo pequeno e quadrado, puxando sua varinha e redimensionando o que acabou por ser uma moldura de retrato.

- Esta é Dilys Derwent, ex-diretora e mestre em medicina. Dilys, esta é Hermione Granger.

A mulher do retrato olhou Hermione de cima a baixo pensativamente através dos olhos apertados, ela era uma bruxa robusta com cabelos grisalhos encaracolados e um ar sem sentido que estava completamente arruinado quando ela sorriu alegremente.

- Então Hermione, nos encontramos finalmente. Eu ouvi muito sobre você. Você é tão bom quanto eles dizem?

Surpreendida, Hermione piscou antes de se encontrar sorrindo de volta.

- Depende de quem você está falando, eu suponho.

- Ha. Boa resposta. Estou feliz em conhecê-lo; bem-vindo a bordo.

- Obrigada.

- Você não terá um momento de paz a partir de agora - Madame Pomfrey avisou, sorrindo enquanto colocava o retrato de volta em sua bolsa. - Dilys conversa constantemente sobre qualquer coisa e tudo, ela é uma fofoqueira incurável e inacreditavelmente intrometida, e tem um senso de humor perverso que envergonharia uma puta. Mas ela tem um bom coração, pode guardar um segredo. Ela tem sido uma boa amiga para mim e espero que ela seja a mesma para você.

- Eu também espero - Hermione concordou, ela tinha gostado instantaneamente do retrato.

- Tudo bem, essa foi a parte divertida. Agora precisamos discutir isso, seriamente. - O sorriso da Madame Pomfrey desapareceu quando ela se sentou para frente. - Isso vai ser difícil para você, Srta. Granger. Eu estarei chamando você em horas estranhas no meio da noite, e você terá que aprender muito rapidamente para poder fazer tudo o que eu preciso que você faça. Não será nada como um aprendizado de cura deve ser. A partir de agora, você é um curador de guerra. Eu não vou ter muito tempo para te ensinar como lidar com os choros das crianças e os arranhões de Quadribol. Você estará lidando com feridas, feitiços e maldições. Você também verá com muito mais clareza do que qualquer um deveria saber, quais efeitos de longo prazo que essa guerra terá em algumas partes da Ordem. Você vai captar muita psicologia rudimentar, especialmente relacionada ao trauma. Mais importante, Hermione, se você optar por fazer isso, você estará gastando muito tempo com o professor Snape.

- Professor Snape? Por quê? - ela perguntou inexpressivamente. Ela estava vagamente ciente de que o mestre de Poções fabricava a maior parte, se não todas as poções médicas para a ala hospitalar. Ele aprendeu sua própria poção de cura, então ela não viu porque precisaria passar algum tempo com ele.

Madame Pomfrey olhou em volta com uma expressão preocupada. - O que eu estou prestes a dizer é um dos mais importantes segredos da Ordem da Fênix - disse ela finalmente, com a intenção de olhar em Hermione. - Você não pode dar uma palavra a ninguém.

Confusa e incrivelmente curiosa, e se perguntando como isso se relacionava com Snape, Hermione balançou a cabeça lentamente.

- Eu não vou, eu juro.

A enfermeira assentiu e suspirou. - Você sabe que o professor Snape já foi um Comensal da Morte?

- Sim...

- Bem, no que diz respeito a Você-Sabe-Quem e os outros Comensais da Morte, ele ainda é.

Ela piscou e franziu a testa, refletindo sobre isso, antes de olhar para a medibruxa. - Um agente duplo? - Ela sussurrou chocada, ela realmente não pensou sobre por que Snape estava na Ordem ou por que ele não era mais um Comensal da Morte até agora. Madame Pomfrey acenou com a cabeça, sua expressão bastante sombria agora.

– Sim. O Professor Snape voltou-se para a Ordem da Fênix muitos anos atrás e se tornou nosso espião. Você-Sabe-Quem acredita que ele é um fiel Comensal da Morte que está mentindo para nós e espionando a Ordem para ele. Nós aumentamos essa crença transmitindo informações ocasionalmente, para convencê-lo de que o Professor Snape é leal,enquanto ele coleta informações para o nosso lado sobre o que os Comensais da Morte estão fazendo.

Snape era algum personagem bizarro de James Bond? Isso era tão insano que ela não conseguia pensar nisso ainda. Balançando a cabeça, Hermione olhou sem propósito ao redor da sala.

- ...Como você sabe? - Ela perguntou finalmente em uma voz bem pequena. Harry e Ron estavam dizendo há anos que Snape era um traidor e ela sempre o defendeu, mas ela tinha que admitir que houveram momentos em que ela se perguntou um pouco.

A enfermeira deu-lhe um olhar severo. - Eu vou fingir que não ouvi isso, Srta. Granger - ela disse calmamente. - Nesta ocasião eu acho que seria melhor se você aceitasse que não conheça a história real e isso não tem nada a ver com você.

Culpada, ela concordou, aceitando a repreensão. - Desculpe. Eu só... Não. Sinto muito.

Segurando a respiração por um momento, Madame Pomfrey assentiu lentamente e relaxou. - Tudo bem, então. Eu estou perfeitamente ciente da imagem que o professor Snape apresenta para as pessoas. Muitas pessoas duvidam dele, mas eu não sou uma delas.

A certeza tranquila em sua voz a fez se sentir ainda mais envergonhada quando assentiu novamente.

- O que isso tem a ver comigo?

- A vida de um agente duplo é muito perigosa - disse a enfermeira sem rodeios. - Professor Snape é freqüentemente ferido. A vida entre os Comensais da Morte é desagradável e dolorosa, mais ainda por um homem que nunca é totalmente confiável e que ocasionalmente tem que desobedecer ordens diretas. Esta guerra apenas começou, mas se seguir o mesmo padrão da guerra anterior, então ele irá passar muito tempo na ala hospitalar. A tarefa mais importante de um curandeiro na Ordem da Fênix é manter nosso espião vivo e funcional, esse é o principal papel que eu tenho na Ordem. E francamente eu poderia usar alguma ajuda de vez em quando. Pelo menos, alguém deveria ver a verdade do que fazemos.

Ela suspirou. - Eu não vou mentir para você, Hermione. Vai ser extremamente desagradável. Não só o trabalho em si será extremamente sangrento e desagradável, mas o Professor Snape... bem, você sabe sua disposição geral - disse ela com diplomacia cuidadosa. - Ele está sob uma grande dose de estresse no momento, compreensivelmente, e está freqüentemente com alguma dor. Para ser franco, Hermione, ele vai descontar isso em você.

- Porque ele sabe que Papoula não vai tolerar que ele faça isso com ela - Dilys interveio alegremente da bolsa da enfermeira.

- Verdade - a medibruxa concordou com um leve sorriso triste. - Então, você tem isso, Hermione. Se você está determinada a fazer isso, você verá a verdade feia da guerra. É sangrenta, brutal, sem sentido e violenta, e será muito difícil para você emocional e mentalmente. Você não poderá discuti-lo com seus amigos. Você verá coisas realmente terríveis e me ajudará a pegar as peças, e você não será agradecida por isso. Você ainda quer ajudar?

Isso, pelo menos, ela não precisava pensar. Encontrando os olhos da bruxa mais velha, Hermione assentiu.

No meio de todas as preocupações sobre Harry depois de quase o perder com os Dementadores e a constante frustração quando ninguém na Ordem lhes contava nada, Hermione foi pega de surpresa no início de agosto, quando ela viu o mestre de Poções deixando mais uma misteriosa reunião, sua magra moldura preta se destacando no meio da multidão de bruxos e bruxas, atravessando o corredor até a porta da frente. Sobre os delírios da Sra. Black, ela se levantou de seu assento nas escadas onde estava lendo e chamou antes que pudesse se conter.

- Professor Snape?

Enquanto os outros saíam, o professor se virou e olhou para ela quando se aproximou dele. Ao contrário dos outros, ele estava usando suas roupas de ensino normais, manto preto sobre casaco preto e calças. Sem alguma relevância Hermione se perguntava se ele superaquecia, usando tantas camadas de preto durante o verão.

- Posso falar com você por um momento, senhor?

- Srta. Granger - ele disse friamente, tentando fazer com que sua voz parecesse ainda menos amigável do que o normal. - Até primeiro de setembro, não sou obrigado a ouvir você ou qualquer outro aluno.

Internamente acalmando sua expressão, ela engoliu em seco e lembrou-se severamente que ela era uma Grifinória. Ela também tentou se lembrar que o professor Snape estava do lado dela, olhando a expressão em seu rosto, isso parecia muito difícil de acreditar, já que o olhar naqueles olhos negros dizia eloqüentemente que ele a odiava e tudo o que ela representava.

- Eu...Eu só queria agradecer, senhor. Eu sei que não seria capaz de treinar com Madame Pomfrey se você não tivesse concordado.

Ela hesitou, perguntando-se se deveria dizer alguma coisa sobre o que ele estava fazendo pela Ordem, mas ele tirou a escolha das mãos dela perguntando com uma careta - Isso foi tudo?

Decidindo não forçar sua sorte, ela concordou humildemente, e seu lábio se curvou antes que ele se virasse e saísse, isso poderia ter sido melhor, ela decidiu com tristeza quando seu batimento cardíaco frenético diminuiu para algo que se aproximava do normal.

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Severus não tinha certeza se ria ou vomitava. Ele assistiu um pouco incrédulo de seu canto habitual da sala de professores como Dumbledore passou a introduzir Dolores Umbridge para os professores reunidos, que todos usavam expressões semelhantes. A mulher não podia ser real, ele decidiu esperançoso. Certamente a raça humana não se deteriorou até aqui. Até mesmo a expressão alegre do Diretor parecia um tanto tensa quando a visão impossível declarou em voz aguda e ofegante que era absolutamente delicioso conhecer todos eles finalmente e ela tinha certeza de que eles iriam se dar esplendidamente bem. Se ela rir eu vou me esfaquear, ele decidiu, tentando desesperadamente não olhar no olho de Minerva, a colega estava em sua outra forma, sua expressão teria indicado que uma bola de pelo logo estaria aparecendo.

Quando Umbridge se aproximou dele com seu sorriso brilhante, brilhante e absolutamente falso, Severus estava ciente de que todo mundo estava observando atentamente. O olhar de Dumbledore o avisou para comportar-se, os outros estavam todos olhando para ele com uma antecipação mal disfarçada. O sorriso alegre no rosto parecido com um sapo vacilou quando o mais novo professor observou a cena, e Severus permitiu que um sorriso muito fino lhe tocasse os lábios por uma fração de segundo enquanto a observava, ele estava bem ciente de como ele era, obrigado, e ele estava guardando sua melhor carranca para apenas este momento.

- E este é Severus Snape, nosso mestre de Poções - Dumbledore disse um tanto desnecessariamente, tentando soar alegre e fingindo não estar levemente ansioso sobre o que ia acontecer, aperto de mão foi tão ruim quanto ele esperava, mal resistindo ao desejo de limpar a mão em seu manto enquanto ela se afastava, ele reprimiu sua carranca por tempo suficiente para dar a ela um olhar de desinteresse neutro, um pouco hostil, observando as piscadas em seus olhos enquanto ela o olhava de cima a baixo com alguma dificuldade, ele era mais que uma cabeça mais alta que ela.

Desaprovação, certamente, concentrando-se brevemente em seu cabelo sujo e nariz grande demais, mas sim, lá estava, o olhar de fração de segundo em seu braço esquerdo. Fudge disse a ela, então... E ela estava assustada. Primeiro ponto para mim, eu acho. Talvez isso não seja tão ruim, especialmente com os olhares de alguns de seus colegas.

Dumbledore gentilmente a escoltou para fora da sala dos professores, balançando a cabeça, sorrindo e fingindo ouvir enquanto ela falava sobre querer rever os assuntos individuais. Uma vez a porta que tinha fechado, Minerva exalou pesadamente pelo nariz e disse a ninguém em particular: - O país inteiro perdeu a cabeça?

- Você gostou dela, então? - Filius perguntou secamente, ganhando um bufo e um olhar.

- Ela parecia familiar - Severus disse pensativamente. - Quando eu era jovem, minha mãe tentou me fazer frequentar um grupo de brincadeiras trouxas...

- E quanto tempo isso durou? - Rolanda Hooch perguntou.

- Cerca de uma semana e meia - ele respondeu suavemente, sorrindo um pouco para a memória. Mesmo sendo uma criança muito pequena, ele não tinha nenhuma habilidade social e, enfaticamente, não brincava bem com as outras. - De qualquer forma, a mulher no comando era muito parecida com ela. A mesma voz horrivelmente ofegante, a mesma maneira inacreditavelmente paternalista de falar, o mesmo cardigã rosa horrível - acrescentou ele com um leve tremor de desgosto. - Ela percebe que não temos quatro ou cinco anos, não é? - Mal posso esperar para ver como ela lida com os estudantes. Os pequenos bastardos a comerão viva.

- Você ainda não ouviu o melhor - Minerva disse sombriamente. - O Ministério conseguiu ganhar todo tipo de concessões ridículas. O poder que eles deram a essa mulher é repugnante, francamente...

Quando ela começou a delinear um pesadelo fantástico de inspeções e entrevistas e censura, Severus sentiu um leve calafrio de pressentimento nas costas ao entender o aviso do diretor. O Ministério estava fazendo o máximo para fechar Hogwarts ou pelo menos para remover a maioria dos professores. Eles poderiam tornar as coisas muito mais difíceis ... Ele tinha um muito mau pressentimento sobre isso.

Uma vez terminada a reunião, ele pretendia ir até suas calmas masmorras, tentar relaxar e ter um pouco de paz, já que a paz provavelmente estaria em escassez em breve, mas ele nem sequer tinha chegado à porta antes de Papoula encurralá-lo e quase arrastá-lo até a ala hospitalar para um exame de saúde. Sabendo como ela era depois disso muitos anos, ele não se incomodou em perder o fôlego discutindo e se submetendo surpreendentemente docilmente. Meia hora depois, ele ficou no meio do escritório dela apenas de cueca, tentando não se contorcer quando a varinha cutucou ele.

- Eu não sei por que você está incomodando - ele disse, tremendo um pouco. Poderia ser Agosto, mas ainda sim, era um castelo de pedra na Escócia e não estava quente o suficiente para ficar parado seus shorts. - Eu posso te dizer o que você vai encontrar. - Ele assumiu uma expressão entediada e começou a marcar pontos em seus dedos. - Eu perdi peso, meus impulsos nervosos são anormais, meu batimento cardíaco é ligeiramente arrítmico, o meu metabolismo e a atividade da tiróide aumentaram, existem sinais de tensão e inflamação nas articulações, o meu sistema digestivo não está a funcionar do jeito que deveria...

- Mas, infelizmente, seus reflexos de sarcasmo estão bem - disse Papoula irritada, apontando sua varinha sob suas costelas, em aviso. - Nós vamos fazer isso todo mês. Se você continuar discutindo comigo, eu vou fazer isso toda semana. Fique quieto e não pisque. - Ela apontou a ponta iluminada de sua varinha diretamente para os olhos dele, segurando o queixo dele para manter a cabeça no lugar, então examinou suas orelhas, nariz e sua garganta rapidamente. - Tudo bem, acabamos e pare de me encarar.

Revirando os olhos, Severus fez o que lhe foi dito, observando seu rosto enquanto ela avaliava os resultados enquanto ele levantava a camisa e vestia o casaco de volta.

- Bem?

- Sim, sim, você estava certo, como se isso fosse motivo de orgulho. - Ela balançou a cabeça e deu-lhe um olhar desesperado. - Isso é muito dano em apenas alguns meses, Severus.

- Sempre vai ser ruim durante o verão - ele apontou, sentando-se para por as botas. - Agora que estou no trabalho de novo, não serei convocado em nenhum lugar próximo com tanta freqüência.

- Mesmo assim, isso é demais por um tempo tão curto. - Ela suspirou. - Você tem que se cuidar melhor, Severus. Você sabe tanto, se não mais, sobre os efeitos na sua saúde como eu, você não é idiota. - Ela estalou a língua, olhando para as anotações. - Em particular, você precisa parar de beber. Você perdeu mais de trinta e cinco por cento da função hepática desde a último prazo. Você deve ter passado a maior parte do verão em um coma intoxicado para conseguir isso.

- Isso soa certo - ele concordou com indiferença, encolhendo os ombros em sua capa. - Não me dê esse olhar. Eu não vou beber demais enquanto estiver trabalhando.

- Você não deveria estar bebendo nada. Há maneiras melhores de lidar com isso. Eu já lhe disse tudo isso antes. - Papoula sacudiu a cabeça. - Eu gostaria de fazer você prometer que vai cortar, mas eu sei que você não vai. Por favor, tenha cuidado. E você precisa observar sua dieta com mais cuidado também. Você está certo, você perdeu peso e não tem muito mais a perder.

Ele bufou.

- Eu estive abaixo do peso toda a minha vida. Isso não vai mudar. Nem é o fato de eu sempre perder peso quando estou sob estresse. Além disso, eu não me sinto muito com vontade de comer recentemente.

- Você não é um idiota, então não finja ser um. Você sabe que precisa cuidar melhor de si mesmo, ou você não vai conseguir fazer isso.

- Você também não é uma idiota - retrucou ele - e você sabe que vou me manter funcionando.

- A vida é mais do que apenas sobreviver, Severus - ela disse tristemente.

Não para mim. Ele apenas deu de ombros em resposta.

- Algo mais?

Balançando a cabeça um pouco tristemente, ela olhou de volta para suas anotações.

- Você estava certo sobre a inflamação das articulações e os impulsos nervosos. Não é tão ruim quanto eu esperava que fosse, parece que seu corpo ainda se lembra de como lidar. Houve muitas melhorias nas poções de cura na última década, mas devemos ser capazes de tratá-lo de forma um pouco mais eficaz desta vez. Se você se certificar de que você é forte o suficiente.

- Eu entendi a mensagem - ele rosnou, exasperado.

- Você e eu sabemos que isso não significa que você realmente vai ouvir, mas eu não vou continuar a atrapalhar. - Ela estalou a língua novamente enquanto examinava o pergaminho. - Eu não estava esperando que fosse tão ruim assim tão cedo. - Olhando para cima, ela encontrou os olhos dele. - Isso vai ser melhor ou pior do que da última vez?

Ele deu de ombros novamente. - Eu não sei, Papoula. Vai ser melhor em alguns aspectos, porque eu estou muito mais forte agora do que antes, mas pior em outros, porque ele é bem menos sensato e parece mais propenso a desabafar as emoções sobre nós. Eu não sei de que maneira o equilíbrio vai mudar. É cedo demais para dizer.

- Arrisque um palpite.

Severus pensou sobre isso. - Melhor a curto prazo - ele disse finalmente. - Mas nós temos, em uma estimativa conservadora, vários anos de guerra à nossa frente. Acho que a longo prazo será pior ... para todos nós.

- Isso não é o que eu esperava ouvir, mas é sobre o que eu esperava. Muito bem, Severus, nós terminamos por agora. Por favor, tente se cuidar um pouco mais. Espero não ver você aqui antes do próximo mês, mas eu suspeito que é uma esperança vã.

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E aqui estavam eles de novo, 1º de Setembro. O começo de outro ano. Severus permaneceu imóvel nas ameias, olhando para baixo através da escuridão crescente da noite de outono, as carruagens descarregando outra carga de estudantes. Os Testrálios ficaram impassíveis enquanto as crianças desconhecidas se aglomeravam ao redor e entre eles, tagarelando e rindo, eles cumprimentaram seus amigos, empurrando e brincando um com o outro. Escondido da visão deles, se é que algum deles se incomodou em olhar para cima, pelas sombras cada vez mais profundas, as mãos cerradas em punhos enquanto os observava.

Seus olhos escuros eram sombrios enquanto observava as crianças se provocando enquanto faziam seu caminho para a escola para começar outro ano, ouvindo suas risadas sem expressão real na cara dele. Eles não tinham ideia. Apenas algumas poucas semanas antes, essas crianças sentaram no Salão Principal e ouviram o Diretor dizendo-lhes que o mundo havia acabado, que um bruxo que eles só tinham conhecido em histórias, pouco mais do que um bicho-papão, estava de volta e ainda assim, claramente, as notícias não tiveram muito efeito. Um ou dois deles pareciam mais calmos, mais subjugados e quase contra sua vontade, seus olhos procuraram o trio dourado, Potter e seus pequenos parceiros, nenhum deles estava sorrindo e alguns, infelizmente principalmente de sua própria casa, estavam silenciosos à maneira daqueles que escondem o conhecimento secreto, mas em geral as crianças abaixo deles não foram afetadas.

Automaticamente, ele levou a mão à manga, esfregando inquietamente o antebraço esquerdo, os longos dedos traçando a marca escondida sob o tecido preto. Se eles soubessem. Apertando a mão em um punho quando ele a arrastou para longe de seu braço, ele se virou e começou a descer até o Salão Principal, para tomar seu lugar na mesa dos professores e assistir a Seleção antes de voltar ao silêncio das masmorras, para sentar e olhar para o fogo e esperar em pânico pela queimadura cada vez mais familiar que o chamaria mais uma vez no inferno. Foi um verão muito longo e apenas começara.

Ao sair das ameias, ouviu de novo o riso alegre e alegre dos jovens que chegavam. Eles eram tão inocentes, tão alegremente ignorantes do seu mundo desmoronando ao redor, no momento, ele os odiava.


Notas Finais


Todo crédito dessa fanfic é da Loten, ela que é a autora maravilhosa. Estou autorizada a traduzi-la.

Eu estarei postando entre sexta e domingo, pois assim eu tenho tempo de traduzir essa fic mara <3

Sinta-se a vontade para comentar!!!

Beijinhos e até semana que vem!


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