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História Chasing The Sun - Capítulo 6


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Notas do Autor


Estar em quarentena me dá mais tempo para pública.
Fiquem em casa, se cuidem e bebam muita água 🖤
Qualquer coisa me chamem, beijos da tia 😘

Capítulo 6 - Capítulo VI - Beverly Thompson


Beverly Thompson

Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro. — Carl Jung

Olhares curiosos me olhava.

Ter fogo nas minhas mãos e incrível. Não me queimava, era quente e agradável. É como se eu fosse imune aquelas chamas. O fogo faz parte de mim.

— Isso é incrível.

— E sim, Sra. Cullen. – virei a mão e as chamas acompanhava.

— Por favor, me chama de Esme.

— Está bem. – fechei as mãos e encarei eles.

— Será que você é imune ao fogo? – perguntou a baixinha do nome Alice curiosa.

— Acho que sim. Nunca tentei colocar fogo em mim mesmo pra testar.

— Nem deve, vai que você não é. – encarei o homem ao meu lado. Sinto algo estranho entre eu e ele. Não é algo ruim e algo agradável. Um tanto estranha e confusa.

— Testar se sou ou não imune ao fogo e de longe minha menor preocupação.

— O que exatamente de preocupa. Ter um dom é maravilhoso.

— Você tem algum dom?

— Eu leio mentes. – fiz careta. Não tenho bons relacionamentos com leitores de mente.

— Eu tenho visões do futuro.

— Sério?

— Sim. E um dom perigoso assim como o seu. Os Volturis sempre tentam me levar para o lado deles. Aro seria ainda mais poderoso se eu me ajuntasse a ele.

— Com certeza ter alguém como você no Clã, deve ser muito vantajoso. – Alice sorriu concordando.

— Só vocês dois tem dons?

— Eu controlo as emoções e sentimentos das pessoas. Eu posso fazer a pessoa até o nível máximo da felicidade e também posso fazer ao contrário. Eu sempre sei o que os outros sentem no mais profundo de seus seres.

— Legal. – gostaria de sorrir. Porém não faria isso.

— Nem todos tem dons, Edward além de ser um leitor de mentes e o mais rápido entre nós. Emmett é o mais forte e eu, Rosalie e Carlisle não temos nenhum dom.

— Não ter dons não quer dizer que não são especiais. Eu falo por mim, se eu pudesse escolher jamais deixaria Carlisle me transformar. Ser vampira é uma chatice imensa.

— Finalmente alguém que me entende.

— Não gosta de ser vampira também?

— Não. Tem momentos que são péssimos, por exemplo, tem dias que eu gostaria tanto de comer e não posso. Ou dormir, ou qualquer coisa que um humano faça. Mas ser vampira é incrível. Gosto porque tenho minha liberdade, posso viver por várias décadas. Eu só não desejo isso a ninguém.

Percebe um olhar que Jasper direcionou a Edward. Um olhar incomodando.

— Você pretende transformar sua companheira? Ou vai viver ao lado dela até ela ficar velinha e morrer?

Peguei um caso assim quando estava na Suíça. Um vampiro que peguei amizade, descobriu que sua companheira era uma humana. A humana em questão se recusou de todas as formas ser uma vampira. Ele ficou tão arrasado. Concordou em viver com ela por muitos anos, até que ela morresse em seus braços. Tempos depois a humana descobriu um câncer, um câncer bem avançado que não tinha chance de cura. Ele insistiu que ela deixasse ele a transformar. É a mesma recusou novamente. Não durou nem um ano ela veio a falecer.

Esse vampiro que virou meu amigo, ficou tão sem chão, morto de vez que decidiu tirar a própria vida. Morreu por amor a ela, ele não queria viver em um mundo onde ela não estava.

A eternidade pode ser dura para um vampiro.

Mais duro ainda foi ela ter recusando. Eu entendo ela, mas se tivesse aceitando estariam os dois vivos e bem.

A felicidade pode ser encontrada nos momentos mais sombrio, se a pessoa lembrar de acender a luz. É foi isso que ele fez. Não de um jeito bom ou maneiro.

Morrer é uma merda.

— Bella tem a vida dela. Não posso forçar a barra. Se ela quiser ser humana, ela que seja. Se ela quiser ficar com Jacob, ela que fique. Não posso prender ela a mim. – disse numa naturalidade.

— Você diz isso até ver que ela preferiu viver sua vida humana e não a eternidade com você. Ser recusado dói como o fogo que queima a sua pele. – ninguém disse nada. O que eu disse era algo para se refende com cuidado. – Eu tenho que ir. – me levantei.

— Achei que fosse ficar aqui conosco.

— Não, prefiro ficar sozinha, já estou acostumada a vagar pelo mundo sozinha, estou nessa a 64 anos, Carlisle.

— Tudo bem. – mas não estava nada bem.

Sua voz saiu baixa e arrastada.

— Tchau, gente.

— Volta amanhã?

— É... claro.

Carlisle me guiou até a porta da casa. Paramos e nos encaramos antes dele me abraçar novamente.

— Se cuida. Espero você amanhã! – me soltei dele e corre.

Nunca me senti bem ou inclusão nesse mundo. Sempre senti que não fazia diferença, estar e não estar.

Ainda humana meu pai sempre deixou claro que eu era um ser reprodutor. Por isso ele queria que eu casasse logo, ele queria um novo herdeiro. Ele humilhava minha constantemente porque ela não podia lhe dar outros filhos. Então começou as traições e o mundo dela foi caindo ainda mais.

Minha mãe era muito boa. Queria ser livre e viver um conto de fadas. Um romance magnífico que daria a ela tudo aquilo que ela queria. Só que conto de fadas não existe e nunca existirá. Mas podemos imaginar e sonhar com eles.

E agora isso! Estar perto de Carlisle e uma sensação que não consigo explicar. Minha relação com ele e entre respeito e ódio. Não gosto de ser vampira preferia estar morta. Só que eu tenho a sensação que posso e devo confiar nele. Tenho a sensação que posso literalmente considera-lo como meu pai. Espero do fundo da minha alma não estar enganada.

Também tem aquele tal de Emmett. Parece que ele esconde alguma coisa. Sempre tão observador e querendo ficar perto de mim. Seja lá o que for. Logo vou descobrir e poder tirar minhas deduções.



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