História Chastity - Capítulo 15


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Lay
Tags Baekhyun, Baekxing, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Crossdresser, Exo, Lay, Romance, Yixing
Visualizações 201
Palavras 5.062
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiee
Mais uma história chega ao fim (e com ela, mais uma sequencia de pedidos de desculpa por ter demorado tanto).
Obrigado a todos que me estimularam, comentaram e favoritaram, aos que me apoiaram mesmo que eu tivesse demorando tanto para atualizar e que entenderam que eu estava com alguns problemas <3
Um agradecimento especial pra Maressa, que deu uma betada no penúltimo capítulo (e só não o fez no último porque eu estava com muita pressa para postar quando enfim terminei de escrever kk).
É isso. Espero que tenham gostado e que o final deixe-os tão satisfeitos quanto me deixou. Perdão pelas cenas curtas, esse final está me soando mais como um epílogo. Talvez ele de fato seja.
Desculpa a demora (como sempre) e tchau <3

Capítulo 15 - Goodbye


Chanyeol se apressa entre os corredores escuros e arroxeados da boate púrpura. A mente perdida demais entre o presente, o passado e o futuro; eles pareciam tão incertos e confusos agora.

“Um dia de cada vez”, eles diziam. “Um dia de cada vez”. “Apenas se dedique em cada um dos doze passos e você será uma pessoa melhor.” “Não desconte seus problemas em seus vícios.” “Não desconte seus problemas nas pessoas que você ama.”

Nenhum deles o dizia como consertar as coisas de verdade, ou ao menos era isso que ele pensava. Nenhuma solução rápida e prática. Nenhuma forma de recuperar tudo que havia perdido para sua teimosia e seu alcoolismo.

A dor pesa em sua cabeça. Antidepressivo nenhum o fazia esquecer, nenhum daqueles comprimidos supria sua carência; suas necessidades. Sua vontade.

Precisava dela. E não a encontraria no salão principal, junto de todas aquelas prostitutas que o encaravam, que já haviam sentido cada parte sua, em sua busca pela “garota ideal”.

Pouco mais de uma dúzia de garotas, vestindo apenas lingerie, deslizavam pela sala, por postes de metal e por coxas masculinas. Loiras, morenas, russas, japonesas, indianas, tailandesas... A diversidade era grande entre as garotas, mas ainda assim nenhuma delas chegava perto do que ele realmente queria. Nenhuma era como a sua stripper favorita.

Park Chanyeol está cada vez mais bonito. Nem mesmo seu olhar vazio consegue esconder isso. A camisa social, que embala seu corpo, ressalta cada um de seus músculos e o deixa, de fato, delicioso. O relógio que brilha em seu pulso chama a atenção de qualquer garota ali. Seus olhos brilham, de um jeito lascivo, perante aquele garoto tão bem vestido, tão bonito e tão rico. No último ano, o garoto se tornou um homem mais focado, ao menos em relação ao trabalho. Assumiu boa parte do negócio da família e adquiriu o respeito, a independência e a influência que lhe faltava. Ele é um pote de ouro na visão dessas garotas... Na visão de qualquer garota; mas nenhuma delas chega perto de significar isso para ele.

Ele aperta o passo mais uma vez. Não se importa com nenhuma delas. Nunca se importou.

Nenhuma delas é como sua stripper loira. Nenhuma delas faz com que ele esqueça.

“Um dia de cada vez.”

Mais uma regra burlada dentre as muitas que quebraria naquela noite. Depois de passar mais três meses sem bebida, não resistiu. Depois do primeiro gole, o segundo; o ,terceiro. Até se encontrar no décimo copo, ou notar que perdeu as contas.

Ele enfim encontra a sala que tanto procura. Sua porta parece reluzir, mas ela apenas está embaçada demais. Ele mal consegue ler o nome que a enfeita (e culpa a mínima miopia que tem, mesmo sabendo que o álcool é o único culpado). Sabe bem o que o espera ali.

Ela abre a porta na terceira batida, vestindo uma camisola leve e escura, que não esconde muito de seu corpo, deixando os braços, as pernas fortes e o colo pequeno totalmente à mostra.

A loira tem um sorriso lindo, tão bonito quanto o resto do seu rosto coberto por uma máscara negra. Chanyeol deixa um sorriso pequeno tomar conta do seu rosto ao vê-la. As mãos deslizam pela lingerie escura e rendada que cobre aquele corpo magro e pequeno, até chegar aos seus quadris. Ele a aperta em seus braços, enquanto recebe um beijo.

Seus lábios são tão doces! A stripper é adorável em cada detalhe, é perfeita para si. A perna bem torneada da dançarina encontra sua virilha, provocando o Park, que a recompensa com uma mordida no lábio inferior, entre os beijos.

As lembranças voltam a dominar sua mente. A primeira vez que viu e tocou Chastity. Como ela reluzia em meio àquele ambiente tão escuro, como parecia errado tocar alguém que parecia tão puro; e ao mesmo tempo parecia tão certo!

Os lábios de Chastity são tão doces e atrevidos.

Os lábios de Baekhyun...

–  Chastity…– Chanyeol murmura, em meio à um gemido baixo, quando a mão lasciva da stripper invade sua cueca, deslizando os dedos pela sua glande molhada. Ele segura seus cabelos, trazendo o rosto dela até o seu, beijando-a mais uma vez. Precisava daquela boca. Morria de sede por ela.

– Se prefere me chamar assim.– aquela voz masculina levemente afeminada o arranca de sua fantasia. Ninguém era como Chastity. Ninguém era sexy e adorável o suficiente. Ninguém ouviria seus problemas e o colocaria no colo, fazendo carinho em seus cabelos em momentos como aquele.

Ninguém era como Baekhyun.

O Park respira fundo e se entrega mais uma vez para sua fantasia, deixando que a culpa desapareça entre o álcool do seu corpo. Se sentia tão sujo; mas nada mais importava.

Precisava de Baekhyun em seus braços. Precisava fingir que poderia tê-lo.

Fingir que não havia estragado tudo.

Fingir que ele era seu.

 

– Vai, Chanyeol! Foge como a merda do covarde hipócrita que você é! – Baekhyun gritava perante a porta fechada; perante o amigo indeciso. Frente a frente com um Chanyeol que buscava coragem para ir embora.

O Park estremece, antes que seu corpo inteiro passe a tremer pelo nervosismo. Sentia o controle se esvaindo, desaparecendo em suas mãos. Sentia que perderia o melhor amigo que já teve. O único amigo que já teve.

O único homem que já amou.

Não poderia deixar que isso acontecesse. Ou poderia?

– Por que? Por que você fez isso, Byun? – ele questiona. O tom é baixo e sério, tenta esconder toda sua frustração, toda sua tristeza. - Eu te amava tanto, não era o suficiente? Você era meu melhor amigo, NÃO ERA O SUFICIENTE? – o grito surpreendeu o dançarino, que tentava secar as lágrimas que continuavam correndo pelo seu rosto. Seu coração doía cada vez que o amigo erguia o tom de voz. Seu coração doía agora ao ver as lágrimas rolando pelo rosto do Park, que virava novamente para si. – Eu te amo tanto, Baekhyun! Eu te amo mais do que já amei qualquer pessoa. Eu preciso de você.

O mais baixo se aproxima lentamente, coberto de receio. Passo a passo. Ele só precisa de três antes de ser agarrado pelo corpo forte e grande do outro, que o prende em seus braços, num abraço apertado. O choro de Chanyeol umedece os cabelos de Byun, que também não consegue mais se controlar. Suas mãos trêmulas se encontram nas costas do mais alto e ele se sente livre para chorar ali, nos seus ombros. Se sente livre para ser ele mesmo ao lado do amigo que nunca o ouviu; do homem que tanto amou.

Queria que Chanyeol não fosse embora, queria que não fosse necessário. Queria poder abraçá-lo, tomá-lo no colo sempre que soubesse que aquele bobão estava com problemas; queria cuidar de si.

– Eu te amo tanto! Tanto! Tanto! – o Park confessa, mais uma vez, antes de segurar o rosto de Baekhyun, virando-o em sua direção, fazendo o olhar para os seus olhos, enquanto acaricia seu rosto. – Você não pode contar isso pra ninguém, Byun. Por favor. Eu amo você, mas eu; eu não… Eu não sou gay. Eu não… Ninguém mais pode saber sobre nós. É só uma; fantasia besta… Eu não gosto de homens.

Baek permanece ali. Imóvel, estático, olhando nos olhos do seu melhor amigo de infância, que continua acariciando sua bochecha, enquanto seus dedos rumam para os lábios do outro. Park Chanyeol se culpa por se sentir tão bem com aquela visão; com aquela pele suave, aquele olhar gentil e aquela boquinha pequena e macia. Park Chanyeol se culpa por tomar aqueles lábios com os seus, sem sutileza alguma, com uma sede que parecia ter durado décadas, apertando o pequeno corpo de Byun em seus braços, prendendo seus quadris com uma mão e seus cabelos com a outra.

Byun Baekhyun era o homem mais lindo que já tinha visto, nunca foi capaz de negar isso. O garoto era sua alma gêmea, o completava de uma forma que ninguém mais completaria. Até mesmo a forma como seus corpos pareciam se encaixar era mágica. Byun parecia ser a única coisa brilhante em seu universo escuro. Não queria perdê-lo nunca, mas nunca seria capaz de assumi-lo. Queria ir embora, sumir daquela sala, voltar para o seu mundo, onde nunca tinha desejado um garoto; onde conseguia se convencer de que gostava apenas de corpos femininos. Queria nunca mais poder ver Baekhyun. Ele havia se tornado um erro; seu pior erro. Byun sabia disso, mas não era a única coisa em sua mente ao se afastar do Park, empurrando seu corpo.

Nunca magoaria Yixing.

Chanyeol era um erro. Um erro que ele precisava deletar, por mais que doesse.

– Eu preciso que entenda. – Chanyeol murmura, numa súplica. Quer se afastar. Quer ficar junto do homem que ama. Quer que tudo aquilo acabe. Quer continuar em segredo. Não consegue se decidir entre todos seus desejos.Ele não consegue permanecer longe, então se aproxima do outro mais uma vez, na tentativa de acariciar seus cabelos e sua bochecha lisinha.

Baekhyun enfim se sentiu desejado pelo homem que mais amou em sua vida, mas isso não importava mais tanto assim. O coração do dançarino estava coberto por mágoa, estava exausto depois de tanto esforço, depois de perder tanto tempo. Chanyeol fazia parte do seu passado e deveria continuar assim. Yixing era seu presente; seu futuro. Era a única pessoa que realmente deveria importar.

– Eu nunca mais quero ver você, Chanyeol. – o modo com que o mais baixo fala aquilo é controlado e tranquilo. Ele é sincero. A presença de Chanyeol só o magoa ainda mais. Ele não vai olhar para trás.

O choro do maior se torna descontrolado, enquanto o outro limpa as próprias lágrimas, se afastando pela última vez. Nunca mais abaixaria a cabeça para ninguém ou esconderia quem ele realmente é.

Poderia ser livre de verdade.

A raiva domina o corpo de Chanyeol mais uma vez antes que ele soque a parede, num grito coberto pelo descontrole e pela tristeza de perder a única pessoa que importava em sua vida, além de si mesmo. Seus punhos nunca estiveram cerrados com tanta pressão, ele nunca havia socado nada com tanta força. O ar desaparece dos seus pulmões e ele desaba, num choro desesperado, passando um bom tempo ali, virado para a parede, chorando.

Depois de alguns minutos, ele enfim consegue se levantar e sair pela porta, sem olhar para trás. Baekhyun havia decidido por ele.

Depois do seu escândalo, o amigo permanecia parado, sentado do outro lado do quarto, de pernas cruzadas, encarando tudo aquilo, em silêncio, mesmo que desejasse abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem, que ele superaria mais um problema. Que ele ainda seria feliz.

Que ele sempre ocuparia um espaço importante em seu coração.

Que nunca mais iria vê-lo.

 

A areia branca e quente em contato com sua pele avermelhada o dava um conforto e uma calma sem tamanho. Baekhyun deslizava seus dedos pelos pequenos grãos, com um sorriso bobo e eufórico no rosto, coberto pelos óculos escuros.

Era a primeira vez que pisava em uma praia. Se deliciava com aquela temperatura gostosa, com a brisa suave, com os beijos do chinês mais carinhoso do mundo em seus ombros.

A praia estava deserta. Algumas ondas batiam em seus pés.

A primeira coisa a perder foi seu óculos. E então sua sunga.

O chinês o puxou pela mão até a água, tão quente quanto a areia.

A memória de Baekhyun o faz corar. Ele sorri de um modo bobo, lembrando da primeira vez que fez sexo em um lugar tão público (de como se sentiu pervertido por estar fazendo aquilo alí e de como a areia era bem incomoda em situações como aquela), ajeitando os botões da camisa salmão. A camisa entreaberta, que se ajustava tão bem ao corpo forte do chinês, agora cobria seu corpo magro. A pele macia e amarelada de suas coxas fica exposta com o mínimo movimento de suas pernas. Ele suspira, fechando os olhos, se deliciando com o cheiro gostoso do café que domina suas narinas.

A luz do sol invade a cozinha, ignorando as finas cortinas de seda, aquecendo cada centímetro do corpo do coreano. Em dias como esses é impossível que ele não se lembre da primeira viagem que fez com Yixing, para uma ilha paradisíaca na Tailândia. Sua lua de mel. Encarava a grossa aliança dourada, cravejada de diamantes, com a mesma expressão encantada que tinha em seu rosto na primeira vez que a viu. O mesmo sorriso bobo que tinha sempre que lembrava dos jantares românticos que Yixing preparava, das surpresas, dos presentes, do pedido de casamento, da cerimônia simbólica, da Tailândia, dos dias na praia. Tudo aquilo era como um sonho sem fim.

Byun Baekhyun e Zhang Yixing namoraram durante apenas dois meses antes de se casarem. E agora, depois de um ano inteiro casados, é como se ainda estivessem nas primeiras semanas de relação. Saem para jantar, dançar, assistir um filme no cinema, sempre que podem. As únicas coisas frequentes em suas rotinas são o trabalho e o sexo. Gostam de coisas “bobinhas” e românticas, de longas massagens no fim de um dia cansativo, de flores e caixas de bombom, de levar café da manhã na cama e perder um bom tempo apenas encarando o outro sem que ele note. E foi assim que a manhã começou.

Baek levantou primeiro e deslizou para a cozinha, da forma mais silenciosa que encontrou, para que Yixing não acordasse. Queria que fosse um dia mais do que especial, tudo tinha que estar perfeito, todo seu dia já havia sido planejado. Levaria o café da manhã de Yixing na cama junto com o primeiro presente das suas bodas de papel: uma carta que revelava todas as coisas que sentia, que ocupou a mente do jovem por cerca de duas semanas – o ex dançarino nunca foi bom em se abrir. O mais velho estragou seus planos ao se esgueirar sorrateiramente até a sala para poder admirar seu esposo enquanto fazia seu café, enquanto se questionava, maravilhado, o que havia feito de tão bom para merecer alguém como ele?

É o dia mais feliz de suas vidas. Todo dia parece ser assim. Até mesmo as pequenas brigas que o casal tinha não pareciam tão ruins assim; tudo era resolvido depois de minutos, com muito carinho ou com uma dose de sexo selvagem, onde todo o rancor era descontado com arranhões, mordidas e ofensas sussurradas ao pé do ouvido. Pedidos de desculpa nem mesmo eram necessários.

Baekhyun segue até a janela, semicerrando os olhos para protegê-los da luz, enquanto abre a cortina, deixando que o sol ilumine todo o ambiente. Yixing não resiste àquela cena e segue até as costas do mais novo, o surpreendendo com o aperto dos seus braços. O ex-dançarino solta uma risada baixa e gostosa ao sentir o corpo seminu do outro colado no seu.  

– Bom dia… – o jovem murmura, sentindo um beijo suave em seus ombros, antes de virar na direção do outro, colando os lábios nos seus.

– Não acredito que você me aturou por um ano inteiro. – o chinês murmura, rindo baixinho entre os beijos. - Feliz aniversário, meu amor.

O que vem a seguir se torna previsível. Yixing continua com os beijos, pela mandíbula, queixo, pescoço e ombros do mais novo, que fecha os olhos enquanto se delicia com tudo aquilo. Os dedos ágeis se encontram nos botões claros de sua camisa, desabotoando-a lentamente. Não seria a primeira, nem a última vez, que eles transam naquele mesmo lugar.

– Feliz aniversário, Lay. – o garoto murmura, ofegando. – Eu te amo tanto. – Baekhyun confessa, num tom doce e hipnotizado.

O mais velho continua, beijando sua nuca com carinho, encostando as mãos do outro na parede, depois de já ter tirado sua camisa. Baek adora isso. A liderança do chinês, mesmo quando ele está sendo carinhoso. Gosta de ser submisso. Gosta daquele torso quente, colado em suas costas, fazendo seu corpo ferver, e de toda aquela provocação que nunca parece ter fim.

Zhang roça seu corpo no dele, arrancando um gemido baixo do mais novo, que fecha os olhos, enquanto morde os lábios e aperta seu punho contra a parede.

Baekhyun nunca poderia imaginar que Chanyeol estava passando por sua rua; que ele olhava para cima, para aquela janela em um dos andares mais altos do prédio, que ele sentia sua falta. Ele nunca imaginaria que o antigo amigo passava diariamente por ali, se lamentando por tudo que havia acontecido, esperando encontrar Byun saindo do prédio (como já havia presenciado várias e várias vezes, em silêncio).

Byun nunca saberia. Ele apenas continua se deliciando com a boca quente e gostosa do chinês, virando em sua direção, saciando sua vontade. Yixing ri baixinho, antes de se afastar. O mais novo faz um biquinho inconformado, mas sorri ao ver que o mais velho só quer levá-lo de volta para o quarto, o puxando pela mão.

O chinês tem um presente especial reservado para si e mal pode esperar até a noite para dá-lo.

O primeiro show de strip que faria para seu stripper favorito.

 

Yixing desliza os longos dedos pelo roupão curto de seda, mordendo o lábio, um tanto sem jeito pela cena que protagonizaria. Baekhyun está sentado em sua cama, com um sorriso imenso, que ele tenta disfarçar, mas não consegue. Espera por aquela noite há anos. O chinês pretendia fazer aquilo na noite de casamento, mas foi surpreendido por Baekhyun, vestido como Chastity, tirando lentamente cada peça da sua roupa, que lembrava uma lingerie branca, típica de noivas. Agora, Baekhyun vestia apenas uma calcinha preta rendada, meia três-quartos escura e salto alto (o chinês tinha um fetiche imenso por meias e saltos).

O Zhang se aproxima da cama novamente, onde havia deixado o garoto há alguns segundos, antes de rumar até o guarda-roupa, em busca de duas gravatas. Ele tem um sorriso malicioso ao enroscá-las nos pulsos do mais novo, delicadamente, prendendo-os na cabeceira de sua cama. Seus lábios acariciam uma das mãos presas do outro, sobem pelo seu pulso com beijos suaves e delicados, se divertem com mordidas demoradas em seu pescoço, até encontrar sua boca. As mãos se encontram nos cabelos curtos do marido e ele os puxa, despertando no Byun um gemido gostoso. Gosta de tê-lo assim: como ele mesmo, sem a peruca de Chastity, com pouca maquiagem e o mínimo de lingerie possível. Prefere ele mais masculino; como seu homem… Mas é uma ocasião especial, pode se dar o luxo de se divertir com algumas fantasias. E pretende fazer o mesmo com o homem que tanto ama.

Ele acaricia o rosto delicado do garoto, se demorando em sua boca, enquanto se afasta do seu corpo, mas é impedido por Byun, que prende seu polegar entre seus lábios, chupando-o lentamente, deslizando sua língua por ele, com carinho e desejo, por tanto tempo que a ereção do mais velho o torturava quando o garoto enfim libertou seu dedo, antes de deslizar a bochecha por ele, melando-a de saliva, como sabia que o marido adorava fazer com o seu membro depois que gozava em sua boca.

A ereção de Baek marcava sua calcinha, era o momento perfeito para que Lay enfim começasse a real provocação. Ele definitivamente estava sem jeito demais, mas queria muito que aquilo acontecesse. Amava se sentir desejado por Byun, amava causar aquilo na pessoa que tanto desejava. Ele coloca em seu celular uma música, uma versão lenta, masculina e gostosa de “Crazy in Love” (que segundo ele é uma das melhores músicas para um strip). Depois dela, tocaria uma sequência de remixes com ritmos parecidos, uma playlist preparada com esmero, semanas antes do esperado aniversário.

Baekhyun geme baixo ao sentir o marido sentar em seu colo, com as pernas abertas e um rebolado lento. Ele aperta as mãos nos nós apertados das gravatas, numa tentativa falha de se livrar delas. Está apertado demais, ele não conseguiria sozinho. Yixing ri baixinho, num tom cruel, enquanto se livra do roupão. Embaixo dele, está uma regata branca e uma calça que completa seu pijama de seda. Aquela roupa não esconde nada: seus músculos dos braços despertam em seu marido uma vontade incontrolável de mordê-lo, o peitoral e o abdômen ficam bem expostos por baixo da roupa leve e justa, a ereção fica ainda mais clara abaixo daquele tecido fino. Tudo parece ter sido planejado minuciosamente para enlouquecer Baekhyun, e de fato foi. O mais novo só quer sentí-lo de qualquer forma e suas tentativas de se soltar só o deixam com mais tesão.

O chinês esfrega seus lábios nos de Baek, assim como também esfrega pedaços da pele de sua bochecha e pescoço na boca do garoto, que não resiste e crava seus dentes no pescoço e nos ombros do outro, com chupões demorados que o fazem gemer num tom baixo e grave. Não demora muito para que o mais velho se livre da blusa, enquanto dança lentamente no colo do outro, no ritmo da música, rebolando sobre sua ereção pulsante. O Byun choraminga, implorando para que Yixing não seja tão mau, para que o solte. Isso desperta um riso malvado do mais velho, que adora ser um pouquinho sádico.

– Só pra você não dizer que fui muito malvado.– ele solta um dos pulsos do Baek, que imediatamente prende sua nuca em sua mão e o puxa para um beijo longo e quente. Sua mão desliza pela pele macia das costas do outro, contornando e apertando cada um dos seus músculos, até chegar no seu quadril. Agora é Baekhyun quem dita o ritmo do seu rebolado, enquanto beija seu pescoço e seu peito, dando mordidas e chupões leves em seu mamilo, antes de chupar e lamber o abdômen bem definido do mais velho.

– Você já foi malvado demais por hoje. – o tom de Baek continua choroso, ele implora. – Me solta, Yixing. Me deixa te dar prazer também. Me deixa; tocar você. – O outro o interrompe com uma mordida forte no lábio, o chamando para mais um beijo. Byun crava as unhas nos quadris do chinês, antes de tentar, em vão, arrancar aquela calça que tanto o atrapalhava quando tentava sentir o corpo aquecido do seu marido. Yixing ri baixinho mais uma vez, antes de ajudar o outro, abaixando sua roupa, deixando o membro ereto totalmente a mostra. A ereção de Byun estremece e pulsa. Precisa sentí-lo. A forma como o chinês roça seu membro no abdômen, virilha e coxas do outro só o deixa cada vez mais insano, perdido entre aquela tortura, naquele tesão que agora parecia insaciável. Lay geme deliciosamente ao sentir a glande molhada esfregando na calcinha rendada de Baekhyun. Aquilo lhe causava uma sensação indescritível. Não queria parar, queria sentir-se inteiramente dentro dele. Aquilo era uma tortura para si também. O mais velho geme baixinho ao colocar seu pau dentro da calcinha do dançarino, se deliciando com o roçar do seu membro, no membro do garoto. Com a sensação da renda. Baekhyun é quem dita o ritmo, que começa lento e ritmado, mas logo se torna rápido e um tanto quanto descontrolado. – Me deixa sentir você na minha boquinha, por favor.

Yixing faz que não com a cabeça. Está se divertindo demais para simplesmente permitir que Baekhyun pare e tenha o que tanto quer. Adora provocá-lo daquela forma.

Byun não aguenta mais. Ja se cansou de implorar. Suas costas arqueiam perante aquela sensação gostosa e aquela visão maravilhosa da expressão safada do marido, antes que ele mesmo se livre da gravata que prende sua outra mão, com a mão livre, com movimentos fortes, rápidos e decididos. Ele instantaneamente tira o outro do seu colo, o empurrando em direção ao colchão macio, arrancando a calça que ainda cobria parte de suas pernas. Não podia mais controlar aquela vontade. Precisava sentí-lo em sua boca e não pretendia parar até sentir sua garganta preenchida pela porra deliciosa do homem que tanto desejava. Yixing controla o ritmo de sua boca, puxando seu cabelo e empurrando sua cabeça, sentindo-se inteiramente dentro de si, enquanto a garganta de Baek apertava sua glande. Os olhos de Byun lacrimejavam e aquilo só fazia Lay gemer mais e mais alto, com aquela visão maravilhosamente tentadora à meia luz. Queria gozar em sua boca, mas Baek tinha outros planos agora. Depois de lubrificar bem seu membro, cuspindo e enchendo-o de saliva, Byun ri prazerosamente, antes de levantar seu corpo e afastar sua calcinha para o lado, levando seu quadril até a virilha do outro, para facilitar o que faria a seguir. Agradecia mentalmente por ter lubrificado bem a área antes de colocar aquela lingerie, porque agora não conseguia pensar em outra coisa, além de sentí-lo. Lay se sente próximo ao orgasmo ao ver Baekhyun sentar lentamente em seu membro, massageando o próprio pênis, com um sorriso safado no rosto. Adorava aquela posição. Adorava quando Baekhyun parecia dominador, mesmo que ele fosse o passivo sempre. O mais velho não resiste e ergue seu próprio corpo, sentando também, para ajudar a ditar o ritmo do rebolado do outro, que agora prende as coxas dele entre as suas, agarrando os cabelos do chinês entre seus dedos, e os lábios dele em seus dentes. O quarto é tomado por gemidos graves e altos, e pelo barulho pornográfico que seus corpos fazem ao se chocarem.

Yixing se surpreende com a força que Baek deposita em suas mãos, enquanto o arranha e aperta, com a intensidade que usa em seus quadris, sentando rapidamente, com toda aquela vontade latente.

O membro de Byun, lateja também, apertado entre aqueles dois corpos, esquecido enquanto é esfregado ali, no abdomen suado do chinês. Ele sente que está próximo ao orgasmo e começa a implorar num tom choroso: “Goza dentro de mim, Lay”, “Por favor, hyung, me fode”, “Por favor, Lay, deixa eu sentir sua porra dentro de mim”. Yixing ri baixinho e controla toda a vontade de obedecê-lo. Quer muito gozar em sua boca, em seu rosto inteirinho, e, por isso, irá resistir até o fim. Não se pode dizer o mesmo de seu marido. Assim que Lay resolve se manifestar, numa ordem sussurrada (“Goza para mim agora, Byun.”), apertando seu quadril e seus cabelos, sente Byun se contorcendo em seus braços, enquanto geme alto e goza em seu abdômen, o encharcando daquele liquido gostoso, que ele queria tanto lamber.

Ele não dá muito tempo para o garoto curtir aquela reação tão relaxante do seu corpo.

– Me deixa gozar na sua boquinha, amor. – ele sussurra, de um jeito doce, contrastando com todo aquele desejo, com as ordens e a vulgaridade que usava até então.

Baek só consegue sorrir e fazer que sim, com a cabeça, mordendo o lábio, antes do outro levantar rapidamente da cama, sem parar de se masturbar. O garoto mantém a boca entreaberta enquanto o chinês esfrega sua glande ali dentro, se deliciando com a sensação que a língua quente causava na ponta de seu membro. Ele puxa o cabelo do seu marido, o obrigando a olhar para cima, mordendo o lábio com força ao enfim se desfazer sobre ele, enchendo sua boca com o primeiro jato quente que solta. Ele continua se masturbando, enquanto o líquido branco se instala também nos lábios e na bochecha macia do outro. Alguns pingos até mesmo se perdem em suas pálpebras fechadas, enquanto outros escorrem pelo seu pescoço.

– Feliz aniversário, amorzinho. - Byun sorri, satisfeito, antes de engolir. Limpando seu rosto com as mãos, antes de lamber os próprios dedos e limpar o membro do marido com sua boca. Yixing deu seu último presente de aniversário, pouco depois da meia noite. Não eram mais suas bodas, era apenas mais um dia normal. Apenas mais um dia como todos os outros: o dia mais feliz de suas vidas, como todos os dias que passavam juntos.

– Feliz aniversário, Baekye. – Yixing puxa o rosto de Baekyun em sua direção, o beijando delicadamente, de um jeito doce e carinhoso. Baek o puxa para a cama, para cima de si. O chinês, sem forças, apenas se rende e se joga sobre o corpo do marido, que o prende em seus braços, acariciando seus cabelos em meio ao beijo, entrelaçando suas pernas em seus quadris.

– Eu te amo tanto, seu chinês carente! – Baek sussurra, coberto de suor e sêmen. Precisa de um banho, mas quer muito curtir o resto da noite com o marido alí. O chinês pensa o mesmo, se aconchegando em seus braços, aninhando a cabeça em seu ombro, apertando-o com carinho. – Tanto!

Nada mais passa em sua mente, nada além da resposta que espera de Yixing. Do homem que mais amou em sua vida.

 

Do outro lado da cidade, perto da famosa boate de Zhang Yixing, Chanyeol se imagina em seu lugar, sentindo cada centímetro do corpo quente do melhor amigo de infância, enquanto se perde no corpo da stripper loira. Procurou em todas as boates daquele bairro decadente até chegar perto do que tanto desejava. Tinha em suas mãos um novo crossdresser coreano, jovem e loiro, vestido como uma lolita. A stripper loira não era tão parecida assim com Baekhyun, mas nada que a máscara escura não resolvesse. Depois de uma noite coberta por fantasia, confissões e sexo, Chanyeol enfim se sente livre para gozar no rosto da sua nova stripper favorita, puxando seus cabelos, antes de puxá-la para um beijo, esquecendo por um momento que aquela não é Chastity; que aquele não é Baekhyun, confessando mais uma vez, em um tom choroso e embriagado:

– Eu te amo tanto, Chastity. – ele abaixa o tom, tentando ser discreto, num ritmo cansado e lento. – Eu sinto tanto a sua falta.

Baekhyun nunca iria saber. Aquilo nem mesmo importava mais.

Um dia Chanyeol superaria e encontraria alguém com quem pudesse ser ele mesmo, alguém que o melhorasse e o amasse, do jeitinho que ele era, assim como Byun havia feito com aquele chinês carente, que amava cada pequeno detalhe em si, desde Byun Baekhyun, dançarino tímido e irônico, até Chastity, a stripper atrevida e exigente, sem pudor algum.

Byun realmente desejava que o melhor amigo de infância fosse feliz, tanto quanto ele era ao ouvir a resposta do seu marido, num murmúrio sonolento, pouco depois de ter beijado sua testa, numa despedida carinhosa, prestes a cair no sono:

– Eu também te amo muito, minha stripper favorita.

O garoto ajeita a cabeça em seu peito. Yixing faz com que ele se sinta inteiro. Faz com que Baek se sinta em paz; faz com que Chastity se sinta em paz.

 



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