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História CHB e Deuses lendo Percy Jackson-Livro 3 - Capítulo 30


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Notas do Autor


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Capítulo 30 - Tenho um problema represado-parte 1


Não havia outro lugar para ir a não ser o elevador com o grupo de passeio. Eu me esgueirei para dentro assim que a porta se fechou.
"Vamos descer mais de duzentos metros," nossa guia turística falou, animada. Ela era uma guarda-florestal, com longo cabelo preto puxado para trás num rabo-de-cavalo e óculos coloridos. Acho que ela não percebeu que eu estava sendo perseguido. "Não se preocupem, senhoras e senhores, o elevador dificilmente quebra."
"Ele vai até a lanchonete?" perguntei a ela.
Algumas pessoas atrás de mim abafaram o riso. A guia turística me olhou. Alguma coisa no olhar dela fez minha pele formigar.
"Para as turbinas, meu jovem," a moça falou. "Você não estava escutando a minha fascinante apresentação lá em cima?"

- Estava sim claramente- Zeus tentava aliviar a tensao

"Oh, hum, claro. Tem outro jeito de sair da represa?"
"É um beco sem saída," um turista atrás de mim disse. "Pelos céus. O único jeito de sair é pelo outro elevador."
As portas se abriram.
"Sigam em frente, pessoal," a guia turística nos disse. "Outro guarda-florestal está esperando por vocês no fim do corredor.
Não tive muita escolha a não ser sair com o grupo.
"E meu jovem," a guia turística chamou. Olhei para trás. Ela havia tirado seus óculos. Seus olhos eram surpreendentemente cinzas, como nuvens de tempestade. "Existe sempre uma saída para aqueles inteligentes o bastante para encontrá-la."

Poseidon revirou os olhos.

- Qual de vocês é agora vá, quem está a fazer de guia para o meu filho.

Zeus cantarolou algo sobre ciumes de novo.

As portas se fecharam com a guia turística ainda dentro, deixando-me sozinho.
Antes que eu pudesse pensar muito sobre a mulher no elevador, um ding veio do canto. O segundo elevador estava abrindo, e eu escutei um som inconfundível — o tinir de dentes esqueléticos.
Corri até o grupo turístico, por um túnel entalhado na pedra sólida. Parecia continuar para sempre. As paredes eram úmidas, e o ar zunia com eletricidade e o rugido da água. Saí em uma sacada em forma de U que dava vista para esta enorme área de armazéns. Quinze metros abaixo, enormes turbinas estavam ligadas. Era uma sala grande, mas eu não via nenhuma outra saída, a menos que eu quisesse pular dentro das turbinas e ser triturado para gerar eletricidade. E eu não queria.
Outro guia turístico estava falando no microfone, contando aos turistas sobre os suprimentos de água em Nevada. Rezei para que Thalia, Zoe e Grover estivessem bem. Eles podiam já ter sido capturados, ou estar comendo na lanchonete, completamente ignorantes de que estávamos sendo cercados. E que estupidez a minha: eu havia me aprisionado num buraco centenas de metros abaixo da superfície.
Fiz meu caminho ao redor da multidão, tentando não parecer óbvio. Havia um corredor no outro lado da sacada — talvez um lugar onde pudesse me esconder. Mantive minha mão em Contracorrente, pronto para atacar.
No momento em que cheguei ao lado oposto da sacada, meus nervos dispararam. Fiquei de costas para o pequeno corredor e observei o túnel pelo qual viera.
Então, bem atrás de mim eu escutei um agudo Chhh! como a voz de um esqueleto.

Hermes juntou as sobrancelhas, confuso.

- Como é que ele sabe como é a voz de um esqueleto?

Sem pensar, destampei Contracorrente e girei, golpeando com minha espada.
A garota que eu tinha acabado de tentar fatiar ao meio ganiu e deixou cair seu guardanapo.
"Ó, meu deus!" ela gritou. "Você sempre mata as pessoas quando elas assoam o nariz?" A primeira coisa que me veio à cabeça foi que a espada não a tinha machucado. Havia passado limpa através do seu corpo, inofensivamente. "Você é mortal!"

Os deuses arregalaram os olhos.

- Mas ele é parvo ou que?- resmungou Ares

- Não foi nada esperto.- apoios Hera

Varias vozes se uniram em discordantes opinioes.

- Va malta, vão ver que não foi tão burro assim, vá continuem a ler- Grover fo futuro disse reestabelecendo a ordem e piscando para Rachel de seguida.

Ela olhou para mim incrédula. "O que isso quer dizer? É claro que sou mortal! Como você passou essa espada pela segurança?"
"Eu não — Espere, você pode ver que é uma espada?"
A garota rolou os olhos, que eram verdes como os meus. Ela tinha cabelo crespo castanho avermelhado. Seu nariz também estava vermelho, como se estivesse gripada. Ela vestia um grande moletom grená de Harvard e jeans cobertos de manchas de canetinhas e pequenos buracos, como se ela usasse o tempo livre para espetá-los com um garfo.
"Bem, ou é uma espada ou é o maior palito de dente do mundo," ela disse. "E por que não me feriu? Quero dizer, não que eu esteja reclamando. Quem é você? E, uau, o que é isso que você está vestindo? É feito de pelo de leão?"

- E a névoa?- Ártemis questionou espantada.

Ela me fez tantas perguntas, tão rápido, que era como se ela estivesse jogando pedras em mim. Eu não conseguia pensar no que falar. Olhei para as minhas mangas para ver se o casaco do Leão de Neméia tinha de algum jeito voltado a ser pelo, mas continuava parecendo um casaco marrom de inverno pra mim.
Eu sabia que os guerreiros esqueleto ainda estavam me perseguindo. Não havia tempo a perder. Mas eu apenas encarei a menina ruiva. Então me lembrei do que Thalia fizera no Westover Hall para enganar os professores. Talvez eu pudesse manipular a Névoa.
Eu me concentrei bastante e estalei meus dedos. "Você não vê uma espada," eu disse à garota. "É apenas uma caneta esferográfica."
Ela piscou. "Hum... não. É uma espada, seu esquisito."
"Quem é você?" exigi.

- Uau. Intimidante.- zombou Clarisse do presente

Ela retrucou, indignada. "Rachel Elizabeth Dare. Agora, você vai responder às minhas perguntas ou devo gritar pelos seguranças?"

Todas as cabeças se viraram para o Oraculo, esta levantou se vez uma venia e sentou se novamente, fazendo sinal para continuarem a leitura.

"Não!" eu disse. "Quero dizer, estou meio que com pressa. Estou com problemas." "Com pressa ou com problemas?"
"Hum, acho que os dois."
Ela olhou sobre os meus ombros e seus olhos se arregalaram. "Banheiro!"
"O quê?"
"Banheiro! Atrás de mim! Agora!"
Não sei por que, mas eu a escutei. Escorreguei para dentro do banheiro masculino e deixei Rachel Elizabeth Dare permanecer do lado de fora. Depois, aquilo me pareceu covarde. Também estou quase certo de que salvou minha vida.
Ouvi os sons tirintantes e sibilantes dos esqueletos enquanto eles se aproximavam.
Meu aperto se intensificou em Contracorrente. O que eu estava pensando? Eu deixei uma garota mortal lá fora para morrer. Estava me preparando para irromper e lutar quando Rachel Elizabeth Dare começou a falar no seu jeito de metralhadora automática. "Ó, meu deus! Vocês viram aquele garoto? Já era tempo de vocês chegarem aqui. Ele tentou me matar! Ele tinha uma espada, pelo amor de Deus. Vocês da segurança deixaram um espadachim lunático entrar em um monumento nacional? Quero dizer, nossa! Ele correu na direção daquelas coisas das turbinas. Acho que ele foi pela lateral ou algo assim. Talvez tenha caído."
Os esqueletos tirintaram excitadamente. Eu os escutei indo embora.

Zeus encarava a rapariga mortal, bastante confuso, como deus estava habutuado a saber tudo, mas queke futuro era uma total surpresa para ele, sentia se totalmente deslocado, sem poder. No entanto, devia asmitir que estava a gostar da sensacao de estar fora do lugar, num patamar diferente, como se todos os milenios que passou a tratar os irmaos como apenas mais um deus no olimpo se apagassem, e voltasem a ser apenas os seus irmaos, claro que tinha sido mais facil aceitar Poseidon do que Hades, mas, pqssos pequenos. Certo?

Rachel abriu a porta. "Tudo limpo. Mas é melhor você se apressar."
Ela parecia abalada. Sua face estava pálida e suada.
Espiei o canto. Três guerreiros esqueleto estavam correndo em direção ao outro extremo da sacada. O caminho para o elevador estava livre por poucos segundos.
"Eu te devo uma, Rachel Elizabeth Dare."
"O que são essas coisas?" ela perguntou. "Pareciam —"
"Esqueletos?"
Ela assentiu, apreensiva.
"Faça um favor a si mesma," eu disse. "Esqueça isso. Esqueça que alguma vez me viu." "Esquecer que você tentou me matar?"
"É. Isso também."
"Mas quem é você?"
"Percy —" eu comecei a dizer. Então os esqueletos se viraram. "Tenho que ir!"
"Que tipo de nome é Percy Tenho-que-ir?"

- O tipo que deu inicio á tua nova vida- declarou Grover

Afrodite encarava Annabeth do futuro, e reparou no relance de ciumes que a loira demonstrou, sorriu prevendo drama no paraiso.

Eu disparei para a saída.
A lanchonete estava repleta de crianças aproveitando a melhor parte do passeio — o almoço da represa. Thalia, Zoe e Grover estavam justamente se sentando com suas comidas.
"Temos que ir," arquejei. "Agora!"
"Mas nós acabamos de pegar nossos burritos!" Thalia disse.
Zoe se levantou, murmurando um antigo insulto grego. "Ele está certo! Olhai."
As janelas da lanchonete envolviam todo o andar de observação, o que nos dava uma linda visão panorâmica do exército de esqueletos que viera nos matar.
Contei dois no lado leste da estrada da represa, bloqueando o caminho para o Arizona. Mais três no lado oeste, guardando Nevada. Todos estavam armados com cassetetes e pistolas.

Ares sorriu
- O meu tipo de cidade.

Mas nosso problema imediato estava bem mais próximo. Os três guerreiros esqueleto que estiveram me perseguindo na sala das turbinas apareciam agora nas escadas. Eles me viram do outro lado da lanchonete e rangeram seus dentes.
"Elevador!" Grover disse. Disparamos naquela direção, mas as portas se abriram com um agradável ding, e mais três guerreiros pisaram para fora. Todos os guerreiros foram contabilizados, menos o que Bianca tinha explodido em chamas no Novo México. Estávamos completamente cercados.
Então Grover teve uma ideia brilhante, totalmente no estilo Grover.
"Guerra de burritos!" ele gritou, e arremessou seu Guacamole Grande no esqueleto mais próximo.

Os anciaos escancararam as bocas. Griver do presente apenas riu.

Agora, se você nunca foi atingido por um burrito voador, considere-se sortudo. Em termos de projéteis letais, está no topo da lista junto com granadas e balas de canhão. O lanche de Grover acertou o esqueleto e derrubou completamente seu crânio de seus ombros. Não tenho certeza do que as outras crianças na lanchonete viram, mas elas enlouqueceram e começaram a jogar seus burritos e cestas de batatas fritas e refrigerantes umas nas outras, guinchando e gritando.
Os esqueletos tentaram mirar suas armas, mas foi inútil. Corpos e comidas e bebidas estavam voando por toda parte.
No caos, Thalia e eu derrubamos os outros dois esqueletos nas escadas e os mandamos voando para a mesa de condimentos. Então nós todos corremos escada abaixo, Guacamoles Grandes zunindo pelas nossas cabeças.
"E agora?" Grover perguntou quando irrompemos ao ar livre.
Eu não tinha uma resposta. Os guerreiros na estrada estavam se aproximando por ambos os lados. Atravessamos a rua correndo para o pavilhão com as estátuas aladas de bronze, mas isso apenas colocou nossas costas contra a montanha.
Os esqueletos se adiantaram, formando um semicírculo à nossa volta. Seus irmãos da lanchonete estavam correndo para se juntar a eles. Um ainda estava colocando seu crânio de volta sobre os ombros. Outro estava coberto de catchup e mostarda. Mais dois tinham burritos alojados entre as suas costelas. Eles não pareciam felizes com isso. Sacaram seus cassetetes e avançaram.
"Quatro contra onze," Zoe murmurou. "E eles não podem morrer."
"Foi legal me aventurar com vocês,"

- Um bim toque para o drama - comentou Zeus indiferente

Grover disse, sua voz trêmula.
Algo brilhante capturou minha atenção pelo canto do meu olho. Olhei às minhas costas, para o pé da estátua. "Uau," eu disse. "Os dedos deles realmente são brilhantes." "Percy!" Thalia falou. "Este não é o momento."

Zeus e Poseidon encararam se.

Mas não consegui parar de encarar os dois caras gigantes de bronze com altas asas cortantes como abridores de cartas. Eles estavam marrons por sua exposição ao clima, exceto pelos dedos dos pés, que brilhavam como moedas novas por causa de todas as vezes que as pessoas os esfregaram para ter sorte.
Boa sorte. A benção de Zeus.

Atena deixou o queixo cair.

Pensei sobre a guia turística no elevador. Seus olhos cinzas e seu sorriso. O que ela dissera? Existe sempre uma saída para aqueles inteligentes o bastante para encontrá- la.
"Thalia," eu disse. "Reze para o seu pai."
Ela me olhou fixamente. "Ele nunca responde."
"Apenas esta vez," pedi. "Peça ajuda. Acho... acho que as estátuas podem nos dar alguma sorte."
Seis esqueletos ergueram suas armas. Os outros cinco avançaram com cassetetes. Quinze metros de distância. Dez metros.
"Faça logo!" gritei.

Zeus baixou a cabeça, mas quando a voltou a levantar o seu olhar encontrou-se com o da filha, que lhe sorriu, e aquele aorriso fez o deus sentir se completo, algo que nao sentia desde que se lembrava.

"Não!" Thalia disse. "Ele não vai me responder." "Desta vez é diferente!"
"Quem disse?"
Eu hesitei. "Atena, eu acho."

Annabeth encarou a mae, em tom de pergunta, esta cruzou o olhar com a filha e deu um pequeno sorriso, mesmo sem perceber o porque de ter aparecido de proprosito para ajudar o heroi.

Thalia franziu a testa como se tivesse certeza que eu havia enlouquecido.
"Tente." Grover pediu.
Thalia fechou os olhos. Seus lábios se mexeram em uma prece silenciosa. Coloquei minha própria prece para a mãe de Annabeth, esperando que eu estivesse certo sobre ter sido ela naquele elevador — sobre ela estar tentando nos ajudar a salvar sua filha.

Hera sorriu a Atena com um toque de docura caracteristica sobre o sorriso real que dizia " Estavas era a aceitar o romance deles nao me enganas", a deusa da sabedoria torceu o nariz em resposta, e Afrodite apenas riu deixando todos os outros confusos pela sua conversa interna.

E nada aconteceu.
Os esqueletos se aproximaram. Levantei Contracorrente para me defender. Thalia ergueu seu escudo. Zoe empurrou Grover para trás dela e mirou uma flecha na cabeça de um esqueleto.
Uma sombra caiu sobre mim. Pensei que talvez fosse a sombra da morte. Então percebi que era a sombra de uma asa enorme. Os esqueletos olharam para cima tarde demais. Um lampejo de bronze, e todos os cinco carregando cassetetes foram varridos para o lado.
Os outros esqueletos abriram fogo. Levantei meu casaco de leão para me proteger, mas nem precisava. Os anjos de bronze passaram à nossa frente e entrelaçaram suas asas como escudos. Balas retiniam nelas como chuva em teto ondulado. Ambos os anjos golpearam para fora, e os esqueletos saíram voando pela estrada.
"Cara, é tão bom levantar!" o primeiro anjo disse. Sua voz soava metálica e rústica, como se ele não tivesse bebido nada desde que fora construído.
"'Cê' vai olhar pros meus dedos?" o outro falou. "Santo Zeus, o que esses turistas estavam pensando?"
Por mais atordoado que eu estivesse com os anjos, eu estava mais preocupado com os esqueletos. Alguns deles estavam se levantando de novo, reagrupando-se, mãos ossudas tateando por suas armas.
"Problema!" eu disse.
"Tirem-nos daqui!" Thalia gritou.
Os dois anjos olharam para ela. "Filha de Zeus?"
"Sim!"
"Posso ter um por favor, Senhorita Filha de Zeus?" um anjo perguntou.
"Por favor!"
Os anjos olharam um para o outro e encolheram os ombros.
"Podia me esticar um pouco," um decidiu.

- Ah,mas????

Zeus olhou em volta tentando compreender as outras expressoes.

De repente um deles agarrou Thalia e a mim, o outro agarrou Zoe e Grover, e nós voamos direto para cima, sobre a represa e o rio, os guerreiros esqueleto diminuindo até serem minúsculos pontos abaixo de nós e o som de tiros ecoando nas laterais das montanhas.

Ares fez beicinho numa imagem muito estranha.

- Tiros sao bons perto, nao longe.

- Acabou, tudo para a cama vá, e nada de reunioes fora de hora no acampamento- Quiron mandou e piscou o olho, aparentemente para a fogueira.

Zeus soltou um sorriso maroto.

 


Notas Finais


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