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História CHB e Deuses lendo Percy Jackson- Livro 4 - Capítulo 33


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Notas do Autor


Mais energética que isto às 3 da manhã é impossivel.

Capítulo 33 - Eu abri um caixão-parte 2


- Bem bem...- Malcolm tentou parecer zangada sentado no bando mais a cima da irmã

Desta vez, tudo o que eu ganhei foi o boné. Eu o coloquei. "Aqui vai o nada." E eu me esgueirei pelo escuro túnel de pedra.
***
Antes mesmo de chegar à saída escutei vozes: o rosnado, o som de latidos dos demônios
aquáticos, os telequines.
"Pelo menos nós recuperamos a lâmina," um disse. "O mestre ainda irá nos recompensar." "Sim! Sim!" o segundo guinchou. "Recompensas sem limites!"
Outra voz, esta mais humana, "Hum, sim, bem, isso é ótimo. Agora se vocês já terminaram
comigo —"
"Não, meio-sangue!" o telequine disse. "Você deve nos ajudar a fazer a apresentação. É uma grande honra!"
"Nossa, obrigado," o meio-sangue disse, e eu percebi que era Ethan Nakamura, o garoto que
fugira depois de eu ter salvado sua vida infeliz na arena.

Hermes olhou para Luke de novo, tentando que o fiho nao reparasse, para nao parecer insistente. Achava que se perguntasse ao rapaz mais uma vez se estava bem ia acabar sem a cabeca.

Eu penetrei na direção do fim do túnel. Eu tinha que lembrar a mim mesmo que estava
invisível. Eles não deviam ser capazes de me ver.
Uma corrente de ar frio me atingiu quando emergi. Eu estava parado próximo ao topo do monte
Tam. O oceano pacífico se espalhava abaixo, cinza sob um céu nebuloso.
Aproximadamente seis metros colina abaixo, dois telequines estavam colocando algo sobre uma
grande rocha — algo longo e fino embrulhado em um pano preto. Ethan os ajudava a abrir. "Cuidado, tolo," o telequine censurou. "Um toque, e a lâmina vai separar sua alma do seu
corpo."
Ethan engoliu em seco nervosamente. "Talvez eu deixe você desembrulhar isso então."
Eu olhei de relance para o pico de montanha, onde uma fortaleza de mármore preto assomava,
justamente como eu vira em meus sonhos. Ela me lembrava um mausoléu desproporcional, com paredes com mais de quinze metros de altura. Eu não tinha ideia de como os mortais não percebiam que ela estava aqui. Mas então, tudo abaixo do cume parecia distorcido pra mim, como se houvesse um véu grosso entre mim e a metade de baixo da montanha. Havia mágica acontecendo aqui — Névoa realmente poderosa.
Acima de mim, o céu rodopiava em uma nuvem enorme em forma de funil. Eu não podia ver Atlas, mas eu podia ouvi-lo gemer na distância, ainda lutando sob o peso do céu, pouco além da fortaleza.

Annabeth do futuro estremeceu.

"Lá!" o telequine disse. Reverentemente, ele ergueu a arma, e meu sangue virou gelo.
Era uma foice — uma lâmina de dois metros de comprimento curva como uma lua crescente, com um punho de madeira envolvido em couro. A lâmina tremeluzia em duas cores diferentes — aço e bronze. Era a arma de Cronos, a que ele usara para fatiar seu pai, Urano, antes dos deuses a tirarem dele e cortarem Cronos em pedaços, atirando-o no Tártaro. Agora a arma foi forjada novamente.
"Nós devemos consagrá-la em sangue," o telequine disse. "Então você, meio-sangue, ajudará a apresentá-la quando o lorde acordar."
Eu corri para a fortaleza, minha pulsação martelando nas minhas orelhas. Eu não queria chegar em qualquer lugar perto daquele mausoléu preto horrível, mas eu sabia o que eu tinha que fazer. Eu tinha que impedir Cronos de se erguer. Essa poderia ser minha única chance. Eu me precipitei através de um pátio escuro e para dentro do salão principal. O
assoalho brilhava como um mogno suave — preto puro e mesmo assim cheio de luz.
Estátuas de mármore pretas se alinhavam na parede. Eu não reconheci os rostos, mas eu sabia que estava olhando para as imagens dos titãs que comandaram antes dos deuses.
No final da sala, entre dois braseiros de bronze, havia um estrado. E sobre o estrado, o sarcófago dourado.
O cômodo estava silencioso exceto pelo crepitar do fogo. Luke não estava aqui.
Nenhum guarda. Nada.
Estava muito fácil, mas eu me aproximei do estrado.
O sarcófago era justamente como eu me lembrava — com mais ou menos três metros de
comprimento, muito grande para um humano.

- Cronos.. - Zeus sussurrou.

Apolo pensou em fazer um comentario inteligente como " Não, rei do obvio" mas nao lhe apetecia transformar se em mortal uma terceira vez 
 

Fora esculpido com cenas elaboradas de morte e destruição, retratos dos deuses sendo
atropelados por bigas, templos e os famosos pontos de referência do mundo sendo esmagados e queimados. O caixão inteiro emanava uma áurea extremamente fria, como se eu estivesse andando dentro de um freezer. Minha respiração começou a fumegar.
Eu saquei Contracorrente e senti conforto com o peso familiar da espada em minha mão.
Todas as vezes em que eu me aproximara de Cronos antes, sua voz maligna havia falado em minha mente. Por que ele estava silencioso agora? Ele tinha sido retalhado em mil pedaços, cortado com sua própria foice. O que eu encontraria se abrisse essa tampa?
Como eles podiam fazer um corpo novo para ele?
Eu não tinha respostas. Eu apenas sabia que, se ele estava a ponto de se erguer, eu tinha que atacá-lo antes que ele pegasse sua foice. Eu tinha que pensar numa maneira de impedi-lo. Eu parei ao lado do caixão. A tampa era decorada mais intricadamente do que as laterais — com cenas de carnificina e poder. No meio estava uma inscrição entalhada em letras mais antigas que o grego, uma língua de magia. Eu não pude ler, exatamente, mas eu sabia o que estava escrito: CRONOS, SENHOR DO TEMPO.
Minha mão tocou a tampa. As pontas dos meus dedos ficaram azuis. Gelo envolveu a minha espada.
Então eu ouvi barulhos atrás de mim — vozes se aproximando. Era agora ou nunca.
Eu empurrei a tampa dourada e ela caiu no chão com um enorme WHOOOOM! Ergui minha espada, pronto para golpear. Mas quando eu olhei para dentro, não compreendi o que eu estava vendo. Pernas mortais, vestidas em calças cinza. Uma camiseta branca, mãos dobradas sobre seu estômago. Faltava um pedaço do seu peito — um limpo buraco negro do tamanho de uma ferida de bala, bem onde seu coração devia estar. Seus olhos estavam fechados. Sua pele estava pálida.

Luke arregalou os olhos.

- Não...

Cabelo louro... e uma cicatriz que atravessava o lado esquerdo de seu rosto. O corpo no caixão era Luke.
****

Hermes encarou o filho e este sentiu que os olhos se inchavam de novo. Estava realmente a deixar aquilo acontecer, a que ponto tnha chegado a sua raiva.

Eu devia tê-lo apunhalado bem ali. Eu devia ter baixado a ponta de Contracorrente com toda
minha força.
Mas eu estava muito chocado. Eu não entendia. Por mais que eu odiasse Luke, por mais que ele
tivesse me traído, eu apenas não entendia porque ele estava no sarcófago, e porque ele parecia muito, muito morto.
Então as vozes dos telequines estavam bem atrás de mim. "O que aconteceu!" um dos demônios gritou quando viu a tampa. Eu tropecei para longe do estrado, esquecendo que estava invisível, e me escondi atrás de uma coluna quando eles se aproximaram.
"Cuidado!" o outro demônio advertiu. "Talvez ele se mexa. Nós devemos apresentar os presentes agora. Imediatamente!"
Os dois telequines se arrastaram para frente e se ajoelharam, levantando a foice em seu embrulho. "Meu senhor," um disse. "Seu símbolo de poder foi refeito." Silêncio. Nada aconteceu no caixão.
"Seu idiota," o outro telequine murmurou. "Ele exige o meio-sangue primeiro."

- Opa- Ártemis balbuciou algo

Ethan deu um passo pra trás. "Opa, o que vocês querem dizer, ele me exige?"
"Não seja um covarde!" o primeiro telequine silvou. "Ele não exige a sua morte. Apenas sua
submissão. Prometa a ele o seu serviço. Renuncie aos deuses. Isso é tudo."
"Não!" gritei. Isso era uma coisa estúpida de se fazer, mas eu entrei pelo cômodo e tirei o boné.

- Estupida? Eu tenho adjetivos melhores- Ares desdenhou

"Ethan, não!"
"Invasor!" Os telequines revelaram seus dentes de foca. "O mestre irá lidar com você logo.
Depressa, menino!"
"Ethan," eu pedi, "não os escute. Me ajude a destruí-lo."
Ethan se virou para mim, seu tapa-olho se misturando com as sombras em seu rosto.
Sua expressão era algo como piedade. "Eu disse para não me poupar, Percy. 'Olho por olho',
você já ouviu esse ditado? Eu aprendi o que isso quer dizer do jeito difícil — quando eu descobri meu parente divino. Eu sou filho de Nêmesis, deusa da vingança. E
foi para isso que eu fui feito."

Percy do futuro abanou a cabeca, distante.

Ele se virou para o estrado. "Eu renuncio aos deuses! O que eles já fizeram por mim?
Eu os verei serem destruídos. Eu servirei Cronos."
O prédio ribombou. Uma faixa de luz azul surgiu do assoalho aos pés de Ethan Nakamura. Ela
vagou para o caixão e começou a tremeluzir, como uma nuvem de energia pura. Então ele desceu até o sarcófago.
Luke se sentou ereto. Seus olhos se abriram, e eles não eram mais azuis. Eram dourados, da mesma cor que o caixão. O furo em seu peito não estava mais lá. Ele estava completo. Ele pulou para fora do caixão facilmente, e onde seus pés tocaram o chão, o mármore congelou como crateras de gelo. Ele olhou Ethan e os telequines com aqueles horríveis olhos dourados, como se ele fosse um bebê recém-nascido, incerto sobre o que via. Então olhou para mim, e um sorriso de reconhecimento se alastrou pela sua boca.
"Esse corpo foi bem preparado." Sua voz era como uma navalha passando sobre minha pele. Era Luke, mas não Luke. Debaixo de sua voz estava um outro som mais horrível — um antigo, frio som como metal raspando contra rocha. "Você não pensa assim, Percy Jackson?"
Eu não podia me mover. Eu não podia responder.

Todos estavam no maior dos silencio, chocados e imersos no livro.

Cronos jogou sua cabeça para trás e gargalhou. A cicatriz em seu rosto ondulou. "Luke o temia," a voz do titã disse. "Seu orgulho e ódio foram ferramentas poderosas. Mantiveram-no obediente. Por isso eu te agradeço."

Luke sentia que o coracao queria fugir lhe do peito. Nem o braco forte do pai a volta dos seus ombros o fazia sentir mais em terra.

Ethan desmoronou aterrorizado. Ele cobriu seu rosto com as mãos. Os telequines tremeram, levantando a foice.
Finalmente eu encontrei coragem. Eu investi contra a coisa que costumava ser Luke, mirando minha lâmina direto em seu peito, mas sua pele desviou o golpe como se fosse feita de aço puro. Ele me olhou com divertimento. Então ele agitou sua mão, e eu voei através do cômodo, batendo de encontro a uma coluna. Eu me esforcei para ficar em pé, piscando as estrelas para fora dos meus olhos, mas Cronos já tinha agarrado o punho da sua foice.
"Ah... muito melhor," ele disse. "Mordecostas, foi como Luke a chamou. Um nome apropriado. Agora que ela foi forjada novamente, ela de fato irá morder de novo."
"O que você fez com Luke?" Eu gemi.
Cronos ergueu sua foice. "Ele me serve com todo o seu ser, como eu exigi. A diferença é, ele temia você, Percy Jackson. Eu não."
Então foi quando eu corri. Não houve nenhum pensamento sobre isso. Nenhum debate em minha mente sobre — nossa, será que eu devo ficar e lutar de novo? Não, eu simplesmente corri.

Atena queria criticar, mas simplesmente não conseguiu. Um simples semideus ser confrontado, sozinho, com um Tita.

Mas meus pés pareciam chumbo. O tempo desacelerou em torno de mim, como se o mundo estivesse virando gelatina. Eu tinha sentido isso uma vez antes, e eu sabia que era o poder de Cronos. Sua presença era tão forte que podia dobrar o próprio tempo.
"Corra, pequeno herói," ele gargalhou. "Corra!"
Eu olhei de relance para trás e o vi se aproximar bem devagar, balançando sua foice como se estivesse adorando senti-la em suas mãos novamente. Nenhuma arma no mundo poderia pará-lo. Nenhuma quantidade de bronze celestial.
Ele estava a três metros de distância quando ouvi. "PERCY!"
A voz de Rachel.
Algo voou por mim, e uma escova de plástico azul atingiu Cronos no olho.

- Tu litaste contra cronos com uma escova de cabelo?- Clarisse do presente tinha os olhos arregalados ao perguntar

- Um dos meus melhores feutos- Rachel brincou

"Ow!" ele gritou. Por um momento foi somente a voz de Luke, cheia de surpresa e dor. Meus membros ficaram livres e eu corri direto para Rachel, Nico, e Annabeth, que estavam
parados no salão de entrada, seus olhos cheios de receio. "Luke?" Annabeth chamou. "O que —" Eu a agarrei pela camisa e a arrastei atrás de mim.

Atena respirou fundo, o rapaz até estava a ser útil.

Eu corri como eu nunca havia corrido antes,
direto para fora da fortaleza. Nós estávamos quase de volta à entrada do labirinto quando ouvi o berro da mais alta voz do mundo — a voz de Cronos, voltando ao controle. "ATRÁS DELES!"
"Não!" Nico gritou. Ele juntou suas mãos com força, e um pedaço denteado de rocha do tamanho de um caminhão de oito rodas irrompeu do chão bem na frente da fortaleza. O
tremor que isso causou foi tão poderoso que as colunas dianteiras do edifício vieram abaixo. Eu ouvi gritos abafados dos telequines lá dentro. Poeira ondeava por toda parte.
Nós mergulhamos no labirinto e continuamos correndo, o uivo do senhor titã sacudindo o

mundo inteiro atrás de nós.

- Isto é tudo menos bom- Zeus massajeou as temporas e fez sinal a Will que continuasse.

 


Notas Finais


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