História Check your inbox - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 3
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Seclusion


A ideia de viver sozinho não estava atrelada à solidão, mas ser uma pessoa introvertida em uma nova cidade, sem a companhia de qualquer rosto familiar, montava uma das mais terríveis combinações.

 

Ao longo de seus poucos anos vividos, Jimin nunca fora um garoto sociável. Não teve facilidade para cultivar amizades na infância e não pôde carregar qualquer lembrança boa de seus tempos de escola.

 

É claro que quando precisou procurar um emprego em Busan teve de se esforçar e tentou deixar de lado seus problemas comunicativos. Entretanto, estar num ambiente costumeiro com gente conhecida facilitou em muito suas circunstâncias.

 

Mas agora, com sua recente mudança para Ilsan, o pequeno sentia-se cada vez mais inferior e aterrorizado pelo grande mundo que se estendia afora.

 

Sua simples personalidade parecia um obstáculo. Ele gostava de observar os arredores em silêncio e de ouvir histórias que pessoas idosas tinham para contar. Adorava passar a manhã assistindo desenhos animados e a tarde imerso em quadrinhos de ação.

 

Park Jimin não era o tipo de pessoa com aptidão para recomeços ou desafios da vida adulta. Sempre que lhe olhavam com indiferença ou lhe lançavam palavras rudes, a sensibilidade que envolvia seu coração parecia sufoca-lo.

 

E depois de uma longa semana organizando sua nova residência e caminhando por conta própria ao longo de ruas movimentadas, ele percebeu que algo em si não andava bem.

 

Aquela mesma sensação devastadora de quando era apenas uma criança jovem e solitária no jardim de infância voltou a preenche-lo. 

 

Jimin sentia-se sozinho como nunca. Sentia-se esquecido e deixado de lado. Sentia que era um pequeno ponto embaçado na imensidão de pessoas importantes com propósitos a seguir.

 

Seu único plano era conseguir um novo trabalho para que por fim tivesse chances de entrar em alguma universidade. Ele sequer tinha esperanças concretas de que atingiria seus objetivos, mas ao menos tinha traçado um esboço sobre o qual se apoiar.

 

Contudo, ao passo que se afundava em seus devaneios e analisava as nuvens se movimentando através de sua nova varanda, o medo presente em si lhe absorvia aos poucos.

 

Jimin temia seus fracassos e chorava todas as noites por estar soterrado por suas próprias reflexões. Ele não tinha forças para se reerguer e não conseguia sair para fazer mais do que gastar uma pequena parcela de seu dinheiro em refrigerantes e macarrão instantâneo.

 

Os fios descoloridos de seu cabelo estavam ressecados e seu corpo cada vez mais magro. Bolsas escuras prendiam-se abaixo de seus olhos e um angustiante abatimento existia em sua feição.

 

E foi assim que, tomado pelo vazio em seu interior e o isolamento que o rodeava, Jimin encontrou uma forma de tentar se aliviar.

 

No decorrer de mais uma madrugada em que estava apenas deitado sobre o velho assento de seu sofá ao som do baixo áudio da velha televisão, ele desviou o foco das rachaduras no teto para observar seu notebook repousado no chão.

 

Ergueu-se com dificuldade e puxou o dispositivo para cima de suas coxas cansadas. Apertou o botão para liga-lo e esperou alguns segundos enquanto observava a tela se iluminar.

 

Quando o sistema já havia se iniciado por completo, a primeira coisa que fez foi abrir o navegador. Na barra de pesquisa, digitou o endereço do site no qual tinha seu e-mail cadastrado.

 

Depois de longos segundos, a lenta internet colaborou. A página começou a se modelar e por fim Jimin adicionou seus dados para logar em sua conta.

 

Assim que sua caixa de entrada tornou-se visível, ele deixou um longo suspiro escapar. Não havia nada ali além de links promocionais e uma infinidade de spams.

 

Com um rápido movimento de seus dedos, direcionou o ponteiro na tela para o ícone que o levaria para uma nova mensagem.

 

Uma pequena janela se abriu na extremidade inferior do lado direito, em branco e à espera de um destinatário, um assunto e qualquer tipo de conteúdo escrito.

 

Seu maior desejo naquele momento era ter alguém com quem conversar. O rapaz precisava se livrar de ao menos uma parcela do peso que o puxava para baixo, mas não tinha ouvidos amigos para lhe escutarem ou alguém que pudesse lhe distrair.

 

Por isso ele pretendia escrever um e-mail. Jimin só conseguiria se expressar por meio de palavras e tinha que coloca-las para fora de alguma forma.

 

Ele até havia pensado em voltar a escrever um diário, como fazia quando era mais novo. Entretanto, além de saber que atividades deste tipo nunca surtiam efeito sobre suas dores, escrever para o vento faria com que ele se sentisse ainda mais infeliz.

 

Ao mandar um e-mail, seja lá para quem fosse, ele ao menos teria certeza de que alguém, em algum lugar do mundo, estaria recebendo suas mensagens em uma caixa de entrada - mesmo que elas nunca fossem abertas.

 

Este simples fato já fazia com que um conforto quase escasso se apossasse de seu coração. Sua situação era deprimente e não havia mais nada em que pudesse pensar.

 

Então, a primeira coisa que precisou fazer antes de começar, foi escolher um endereço de e-mail para o qual encaminharia as mensagens.

 

Ele achou importante ser aleatório e simples ao escolher seu destinatário. A possibilidade de atingir alguma pessoa distante, de um lugar e de uma etnia completamente diferentes, lhe trazia certa animação.

 

E portanto, em busca de ideias, o pequeno passou a analisar o cômodo que o rodeava.

 

Apesar de já ter desempacotado todos os seus pertences, não havia muito por ali que lhe inspirasse. Seu apartamento continuava desocupado e sem cor.

 

Talvez a única coisa que reluzia em meio os tons acinzentados da madrugada triste fossem as meias encaixadas em seus pés.

 

Jimin trajava as duas pequenas peças para espantar o frio da escuridão. Eram tingidas em sua base por um amarelo pastel bem claro e quase totalmente estampadas por desenhos fofos de coelhinhos.

 

As imagens repetidas do animal branquinho trouxeram claridade à mente de Jimin. E assim, ele retomou o foco à tela brilhante de seu computador e clicou em algumas teclas, pronto para expor sua ideia e os sentimentos que lhe integravam.

 

 

[Nova mensagem]

Para: [email protected]

Assunto: isolamento

 

Você já sentiu como se sua existência fosse tão insignificante quanto um grãozinho de sal na imensidão do mar? Como se o simples fato de você estar respirando fosse um desperdício de oxigênio?

 

Eu me sinto assim. Sozinho, invisível e inútil.

 

E é por este motivo que estou aqui, escrevendo para você.

 

Eu não sei quem você é, se pode me entender e muito menos se, algum dia, você vai chegar a ler isso, mas no mínimo eu tenho altas esperanças de que alguém possua esse endereço de e-mail e, no momento, essa é a única certeza da qual preciso.

 

Saiba que eu não estou bem. Minha cabeça já é uma bagunça natural e, nos últimos dias, ela só tem piorado. Por isso, se você abriu este e-mail e eu estiver te incomodando, pode me dizer. Eu paro.

 

Porque, a partir de hoje, eu vou pegar o meu notebook, abrir o e-mail e digitar uma nova mensagem direcionada a você sempre que eu sentir a necessidade de conversar com alguém.

 

Eu sei que isso é deprimente. Eu mesmo me acho a pessoa mais patética do mundo por ter chegado ao ponto de precisar escrever para um desconhecido para sentir que tenho um amigo ou qualquer tipo de companhia.

 

Mas é isso. Eu não tenho ninguém e sei que se continuar me isolando entre essas poucas paredes que me envolvem, nunca vou conseguir melhorar.

 

Então, peço desculpas desde já.

 

Me desculpe por jogar os meus problemas na sua caixa de entrada, por falar coisas desinteressantes sobre o meu dia a dia, por te spammar e, sobretudo, me perdoe por estar aqui.

 

E mesmo que você nunca chegue a ler as minhas palavras e baboseiras tristes, não posso deixar de te agradecer.

 

Porque, agora, você passou a ser o meu refúgio; o meu único pontinho de expectativa em todo esse mundo que me amedronta.

 

Eu não te conheço...

 

Mas você é tudo o que eu tenho.


Notas Finais


tokki significa coelho em coreano :)

eu agradeço do fundo do meu coração a todos que estão dando uma chance pra check your inbox, isso significa muito pra mim e me deixa muito feliz, de verdade ):

espero que não esteja tão chato de ler e eu juro que, apesar do clichê, vou tentar encaixar minha essência na história pra deixar as coisas um pouquinho mais interessantes

por mais que já existam mil clichês por ai, eu acredito que todos precisamos ler (ou escrever) coisas suaves de vez em quando pra deixar o coração mais leve

então eu espero mesmo que minha história, por mais simples que seja, possa fazer alguém se sentir bem

obrigada de novo, beijinhos ♡


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